Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

07 Dezembro 2016 | 03h05

GOVERNO TEMER

Problemas de gestão

O Brasil enfrenta uma das piores crises de sua História, fruto da incompetência da gestão petista, aliada ao roubo monumental dos cofres públicos. O grande problema do País não é a falta de dinheiro, mas de competência e coragem. Competência para saber gerir os recursos públicos, que não são poucos, e coragem para tomar de volta tudo o que foi desviado ao longo dos anos, prender os criminosos e mexer onde deve ser mexido, acabando de vez com as inúmeras mordomias que sangram nosso erário. Chega desses inúmeros “auxílios” concedidos a um seleto grupo de marajás, espalhados por este Brasil afora, passagens aéreas infindáveis, cartões corporativos e uma porção de outras aberrações. O presidente Michel Temer e o ministro Henrique Meirelles que ajam com coragem. É muito fácil jogar toda a carga e responsabilidade nas costas do trabalhador. Quero ver ambos enfrentarem os verdadeiros chupins do erário, que estão muito próximos deles. Por exemplo, estão cientes de que um senador, com apenas 180 dias ininterruptos de exercício de atividade parlamentar, já tem direito a aposentadoria integral e vitalícia, além de muitas outras mordomias? Então, de que adianta jogar toda essa reforma da Previdência nas costas do pobre trabalhador, enquanto os marajás de Brasília nadam em dinheiro e em mordomias, zombando de todos nós?

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Austeridade

O Estado deveria aprender com o cidadão. Nós, quando estamos em dificuldades, vendemos bens para pagar dívidas e reduzimos as despesas.

RICARDO FREITAS

r.freitas@icbpacking.com.br

São Paulo

Reforma da Previdência

Será que esse pessoal é mesmo sem noção? Principalmente o governo! Pois enquanto existirem funcionários públicos ganhando mais de 140 mil/mês, jamais entrará na cabeça de um brasileiro, por mais modesto e analfabeto que seja, que ele não está sendo avaliado como trouxa para mexerem na sua “rica” aposentadoria.

ADMIR MARTINI

admirmartini@hotmail.com

Jundiaí

Mata o velho...

A proposta do governo é absurda e beira a irracionalidade. Querem que a população morra trabalhando sem nenhuma possibilidade de ter acesso ao benefício previdenciário. Além disso, dificilmente alguém consegue manter-se no emprego até os 65 anos de idade. Imaginem conseguir uma ocupação profissional remunerada e devidamente registrada quando estiver próximo dessa idade... Um despropósito!

WILLIAN MARTINS

martins.willian@globo.com

Guararema

Simplista e tacanha

Incrível que especialistas só consigam fazer uma reforma da Previdência tacanha como essa. Para eles, tudo se resume a impedir que os beneficiários se aposentem. E o beneficiário faz outra leitura: vai pagar a aposentadoria por muito tempo apenas para que os atuais aposentados, que se aposentaram cedo, recebam seus benefícios. É óbvio que há uma tremenda deformação nisso e está gerando profunda revolta. Aqui em casa, a minha empregada já me disse que não quer mais contribuir, que não tem obrigação de pagar a aposentadoria dos outros. Afinal, ela tem 36 anos, trabalha aqui há 18 e precisará trabalhar mais 29 anos para se aposentar aos 65. O governo não fez reforma. Apenas acabou com a aposentadoria por tempo de serviço. Será que não conseguiriam fazer algo mais inteligente, incluindo algum fundo de previdência, algum tipo de aplicação? Vamos lá, especialistas! Ponham a cabeça para funcionar, antes que o povo a peça! E estamos aguardando as novas regras para o serviço público.

SUELI CARAMELLO ULIANO

scaramellu@terra.com.br

São Paulo

Discrepância

É dura a realidade. Aposentados que durante anos contribuíram para a Previdência oficial pelo teto máximo de 20 salários mínimos e outros, mais adiante, sobre dez, hoje, raros são os que recebem R$ 4.377 do INSS (não conheço nenhum). No entanto, tal valor é um dos penduricalhos recebidos a título de auxílio-moradia justo por aqueles cujos vencimentos são superiores a R$ 20 mil e têm emprego vitalício. O que é uma tremenda injustiça, uma enorme discrepância.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Transparência

Sabe-se que existe um rombo para pagamento de benefícios, mas não sabemos nada sobre a eficiência da máquina do INSS. Quanto do arrecadado é absorvido apenas na administração? Dá para melhorar isso?

MARCOS RIBEIRO JACOB

veraluciajacob@hotmail.com

São Paulo

SUPERSALÁRIOS

No Judiciário

Sobre o editorial A Constituição e os supersalários (5/12, A3), pretendo me deter numa citação: “O recorde foi batido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Além de concentrar o maior número de supersalários de serventuários de todos os TJs do País, a Corte só tem 1, entre seus 861 juízes e desembargadores, recebendo dentro do teto”. E está aduzido no texto: “Entre os benefícios concedidos aos magistrados e servidores da Corte destacam-se auxílio-moradia, auxílio-creche e auxílio-refeição”. Preambularmente, o editorialista destaca “o teto de vencimentos estabelecido pela Constituição, hoje fixado em R$ 33.763”. Ressaltando a proverbialidade da matéria, o editorialista faria melhor justiça se acrescentasse ao vencimento dos ministros do STF os inúmeros penduricalhos que recebem mensalmente, da mesma forma que os magistrados de instâncias inferiores. Convém lembrar que, ajustados com o governo federal (9/6/2016), os ministros do STF vão receber gratificações mensais de R$ 5.530 para compensar o não reajuste salarial. Eu entendo como uma burla consensual para evitar um reajuste que beneficiaria todo o Judiciário. Convém salientar que o último reajuste dos salários dos ministros do STF foi em janeiro de 2015. Clamo, respeitosamente, por clareza de propósitos.

JUNIOS PAES LEME

junios.paesleme@outlook.com

Santos

SENADO X STF

Medo da Justiça

O fato de o senador Renan Calheiros e seus companheiros não acatarem a determinação de um ministro do Supremo Tribunal Federal reflete a enorme crise de valores pela qual passam os políticos brasileiros. A leitura é uma só: estão desobedecendo à Justiça por estarem com medo.

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

“E agora, Réunan, vai dizer que é um juizeco que quer tirá-lo da presidência do Senado?”

FRANCISCO URAS / SÃO PAULO, SOBRE O ‘DAQUI NÃO SAIO, 

DAQUI NINGUÉM ME TIRA’ 

DE RENAN CALHEIROS

francisco@uras.com.br

“Ao não acatarem decisão do STF, o presidente do Senado e seus cumpadres oferecem mais um exemplo de corporativismo e prepotência: o rigor da lei não se aplica a eles!”

CLODER RIVAS MARTOS / SÃO PAULO, IDEM

closir@ig.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

RENAN CALHEIROS FICA

Acertadamente, Renan Calheiros (PMDB-AL) não se afastou da cadeira de presidente do Senado. Tal poder é independente, é responsável por legislar as leis sobre as quais os juízes julgam. Por isso, uma decisão monocrática de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) não pode retirá-lo do cargo. Não houve desrespeito ao Judiciário, mas, sim, soberania do Senado Federal. Não se pode sobrepor um poder ao outro, sob pena de vivermos num Estado de exceção.  

Carlos Fabian Seixas de Oliveira seof_dr@hotmail.com

Campos dos Goytacazes (RJ) 

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TUMULTO

Há ministros no STF que mais atrapalham do que ajudam o Brasil. Afastar Renan Calheiros agora só tumultuou!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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O SENADO RESISTE

O Brasil acabou, as instituições faliram, a República ruim, acabou o Estado de Direito, vivemos no império do crime. O Senado não vai cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal de afastar Renan Calheiros da presidência da Casa. O STF foi rebaixado a um órgão opinativo, suas decisões não precisam mais serem cumpridas, basta que o réu tenha um opinião divergente e pronto, fica desobrigado de cumprir a decisão daquela que até ontem era a mais alta Corte de Justiça do País. Agora basta aos senadores rebeldes oficializarem sua decisão e o STF se tornará tão irrelevante quanto o Tribunal de Contas da União, órgão que também só emite opiniões e mais nada. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CAOS CONSTITUCIONAL?

No Brasil pode-se morrer de qualquer coisa, menos de tédio. Haja emoção!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CONVIVÊNCIA ENTRE PODERES

A decisão de um ministro do STF de afastar o senador Renan Calheiros do cargo de presidente do Senado é mais um fato a ser acrescentado às divergências entre os Poderes da República. E, por certo, isso preocupa o Palácio do Planalto, por vários motivos. Cabe, então, a pergunta: quem será o próximo? E como fica a convivência entre o Judiciário, o Executivo e o Legislativo?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ORDEM JUDICIAL

Se Marco Aurélio Mello não mandar prender Renan Calheiros por desacato à ordem judicial, não apenas mostra que não passa de figura decorativa, como expõe a mais alta Corte do País ao ridículo. O Brasil deve ser atualmente o único país do mundo onde ordens judiciais, e a lei, só cumpre quem quer. É a nova escola Einstein de Direito, das Alagoas, onde tudo é relativo e um coronel vale mais que um juiz.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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BAGUNÇA

Com base na atitude de Renan Calheiros de desrespeitar a decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que o afasta da presidência do Senado, julgo que qualquer cidadão brasileiro possa se negar a cumprir qualquer decisão de qualquer juiz de instâncias superiores e inferiores. Agora resta a prisão de Renan ou vai virar bagunça!

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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STF SEM MORAL

Não bastasse a sanha legislatória do STF, agora o Congresso resolveu também decidir quais ordens judiciais do STF eles acatarão. Um STF sem moral é tudo o que precisávamos para confirmar que nossas leis e nosso sistema de Justiça não servem para absolutamente nada.

Oscar Thompson OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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SEMPRE ELE

Renan Calheiros, em 2007, teve de renunciar à presidência do Senado para manter o seu mandato, pois poderia perdê-lo e ficar inelegível por oito anos. Agora Renan se encontra na mesma situação, é um desqualificado. O Senado é composto de 81 senadores, por que na atual legislatura Renan foi novamente eleito presidente do Senado? Ser eleito para presidir uma entidade é ser o seu líder. Será que entre os 81 senadores não há nenhum melhor do que ele? O que Renan tem que os demais senadores não têm? Não dá para entender. É inacreditável! Pobre Brasil. Aí tem.

José Carlos de Castro Rios  jc.rios@globo.com

São Paulo

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CALVÁRIO

Responder a inquéritos no Supremo, dar um dinheirinho à amante, agradar a Collor, FHC, Lula, Dilma e, por enquanto, Temer, aceitar aquele empurrãozinho do petrolão, nomear aquele amigo tão competente para uma diretoria... até então, tudo bem, parece ser pré-requisito de político no Brasil, mas achar que não existe Justiça (ainda que tardia), aí, Renan, você foi longe demais. Seu calvário está só começando. Faça como Cunha, já vá esvaziando a pensão e preparando a mala.

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

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MUDANÇAS NECESSÁRIAS

Os advogados do Senado impetram um recurso para tentar impedir a saída de Renan como presidente do Senado. Além de o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, atender aos ditames da lei, para afastá-lo do cargo lembro o ditado popular que proclama em alto e bom som que "a voz do povo é a voz de Deus". Logo, diante da repulsa popular contra seu nome, Renan deveria fazer um exame de consciência (coisa muito difícil) e renunciar à presidência do Senado. A população brasileira não aguenta mais os maus políticos que infestam o Poder Legislativo. Urgem mudanças radicais na Casa das Leis no Brasil.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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MATO SEM CACHORRO

Com a saída de Renan Calheiros, assumiria a presidência do Senado aquele que se investiga se seria o "menino da floresta" que aparece na planilha de propinas da Odebrecht. Se isso fosse pouco, Jorge Viana (PT-AC) é contra tudo o que o governo propõe para salvar a economia do País da complicadíssima situação em que se encontra. É o fenômeno do "mato sem cachorro": a solução é um problema para o qual não se conhece solução. A não ser o tempo, pois o ano que vem começa com novas eleições para a presidência do Senado. Será que desta vez teremos alguém que não consta da planilha da Odebrecht? Ou conseguirá a Casa eleger alguém ainda pior? Não percam os próximos capítulos. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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O BICHO

Senado Federal: se já estava ruim com Renan Calheiros na presidência, pior seria com um petista. "Se correr, o bicho pega; se ficar, come."

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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VALIDADE

Na segunda-feira, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, resolveu atender aos apelos das ruas e ordenou tirar o presidente do Senado da cadeira, deixando a sua sucessão ao "menino da floresta" (Odebrecht) Jorge Viana (PT-AC). O que o povo gostaria de saber é se a alegação do tonitruante ministro Mello de que réu não pode ocupar cadeira de linha sucessória da Presidência da República é só para o "coronel garanhão" das Alagoas ou se valeria também para os irmãos do Acre. Informem, por gentileza, aos pobres leitores, se não for muito trabalhoso.

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

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SEM RENAN

Saísse Renan Calheiros, entraria o petista Jorge Viana. E Lindbergh, Grazziotin e "Narizinho" Hoffmann nadariam de braçada. Como disse Tiririca, "pior do que está não fica".

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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MANGAS DE FORA

O PT começou a botar as manguinhas de fora. Errou feio quem leva fé na correção do petista Jorge Viana no lugar de Renan Calheiros. É a hora da vingança dos derrotados, depois do impeachment de Dilma. Babam sangue pelos olhos. Porém, a meu ver, diante das circunstâncias, seria o momento para o PT começar a pensar com seriedade no Brasil. Com grandeza e espírito público. Quem ocuparia o lugar de Renan na presidência do Senado não seria Jorge Viana, mas Luiz Inácio Lula da Silva, que faria de tudo para atrapalhar a vida de Michel Temer, mesmo que o governo tivesse base de apoio expressiva no Senado. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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BRINCANDO COM FOGO

 

O afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado levaria ao posto o senador do PT Jorge Viana (Acre), que manifestou o desejo de adiar a votação em segundo turno (13/12/2016) da PEC 55, do Teto de Gastos. Na verdade, não importa o que o Brasil precisa, importam os desejos partidários e pessoais. Como um país pode caminhar desta forma? Depois, quando as ruas pedem providências mais drásticas e antidemocráticas, não aceitam ou criticam. Não estão brincando com fogo?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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RUIM COM RENAN...

Como conviver com a ingenuidade simplória do petista convicto, o acreano Jorge Viana, na presidência do Senado?

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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NA CONTA DE DIAS TOFFOLI

A ordem de afastamento do senador Renan Calheiros da presidência do Senado por meio de uma liminar do ministro Marco Aurélio Mello atendia à voz das ruas e atingia o colega de STF Dias Toffoli. O vice-presidente do Supremo prevaricou quando pediu vistas no caso que decidia sobre a impossibilidade de um político réu ocupar a linha sucessória da Presidência da República. Assim Toffoli evitou a conclusão desse julgamento e ajudou Calheiros, evitando sua saída da presidência do Senado. Toffoli quase sempre se posicionou, desde a época do mensalão, contra os anseios da sociedade. Desta vez não alterou seu comportamento duvidoso: continuou a irritar a opinião pública e, quem sabe, os próprios colegas juízes do Supremo.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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UM RÉU À FRENTE DO SENADO

Se os brasileiros não sabem votar, que diremos dos parlamentares que elegeram Cunha e Renan, réus no Supremo?

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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RESPOSTA A REQUIÃO

Senador Roberto Requião (PMDB-PR), desde 1964 participo das passeatas que acontecem na minha querida cidade, Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro, principalmente quando tenho certeza de que ela é a favor da legalidade, contra as injustiças. No domingo (4/12), participei mais uma vez de protesto para pedir a prisão de todos os políticos corruptos e corruptores deste País. Senti a presença de aproximadamente 4 mil pessoas no evento e confesso que não vi ali um só "mentecapto manipulável" comedor de alfafa, como o senhor se referiu aos brasileiros que foram às ruas no domingo. O que realmente vi nesta passeata foram pessoas qualificando senadores como Requião, Renan, Lindbergh e deputados como Rodrigo Maia como ratos e hienas, animais não comedores de alfafa.

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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ATENÇÃO, VEGETARIANOS!

Tem receita nova no pedaço. Um senador da República tem a receita de salada de alfafa, bolinhos de alfafa com arroz, alfafa alho e óleo e alfafa ao forno com berinjela. Segundo o senador, ele e a família adoram alfafa e as receitas completas serão brevemente publicadas. Uma boa notícia para todos.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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'ALFAFA' E 'MENTECAPTOS'

Dizem que, quando as pessoas vociferam, estão olhando sua imagem no próprio espelho. Foi o que aconteceu com o senador Roberto Requião (PMDB-PR). Tinha até alguma admiração por este senhor, mas, desde que foi eleito, juntamente com Gleisi Hoffmann, também do Paraná, sua vida mudou completamente. Só desatinos. O Paraná já foi mais bem representado.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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NA HORA DO VOTO

Atenção, eleitores de Roberto Requião (PMDB-PR), na próxima eleição, não se esqueçam de comer alfafa antes de votar.

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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LIMPEZA NO CONGRESSO

Uma  malta de bandidos, covardes e desqualificados, na calada da noite, aproveitando-se da comoção que tomou conta do País pela morte de dezenas de brasileiros num trágico acidente, formou uma quadrilha visando a desfigurar totalmente um projeto que visava a combater a corrupção endêmica que desgraça o País. Em sequência, um meliante de quinta categoria, réu de roubalheiras e desmandos perpetrados, quando prefeito de Caxias (RJ), ainda tem o desplante de questionar o juiz Sérgio Moro quanto a suas ações na Lava Jato. Realmente, este nosso Legislativo carece de urgente dedetização e desratização. No entanto, estes mesmos crápulas deverão ser reeleitos nas próximas eleições, de 2018.  Infelizmente, todo o povo tem o governo que elege e merece.

Luiz Antônio Alves de Souza  zam@uol.com.br

São Paulo

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CAPITAL DA HIPOCRISIA

Brasília, que já foi chamada de "capital da fantasia", transformou-se na "capital da hipocrisia". Nela se situa o quartel general da contravenção e da bandalhice que foi institucionalizada no Brasil. Muitos políticos que, além de corruptos, são hipócritas rapidamente se esqueceram das suas divergências pessoais e ideológicas e se unem invocando a independência dos Poderes, que deve existir no Estado Democrático de Direito, para impedir que o braço moralizador da Justiça os alcance. Haja vista o que vem acontecendo na Câmara e no Senado. Infelizmente, alguns deles ainda ocupam postos-chave no Legislativo e o pior é que o Planalto depende de respaldo legal para realizar o salvador saneamento político e econômico do País. Agora chegou a hora de Michel Temer, sem firulas retóricas, mostrar quem é e de que lado está.

Arnaldo Amado Ferreira Filho amado1930@gmail.com

São Paulo

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CRISE NA DEMOCRACIA

Estamos assistindo a um momento muito perigoso para a democracia. Uma guerra de poderes! O Ministério Público Federal (MPF) se levanta contra uma decisão da Câmara dos Deputados e a Câmara se levanta contra uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)! Nesta briga só existe um perdedor: o cidadão de bem.

Azor  de Toledo Barros Filho azortb@globo.com

São Paulo

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PROJETO DE LEI DO ABUSO DE AUTORIDADE

Já existe lei para abuso de autoridade, a de n.º 4.989, de 9/12/1968. Por que não discutir sobre a existente para readequá-la às novas necessidades da sociedade? Puro oportunismo do Congresso neste momento! É quase uma autoconfissão daqueles que votaram na calada da noite, enquanto o Brasil chorava pelas vítimas da tragédia da Chapecoense. Que os senadores e o presidente Temer tenham o bom senso e não se esqueçam do recado dado pelas ruas!

Mario Kurauchi mario.kurauchi@semco.com.br

São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA JATO - ODEBRECHT

Li uma enxurrada de críticas ao valor que foi acordado com a construtora Odebrecht no seu acordo de leniência, considerado muito pequeno, tal o mal que a empresa causou ao País, com uma montanha de dinheiro subtraído que poderia ter sido usado nas áreas de saúde, educação e infraestrutura, tão carentes de recursos, salvando e melhorando a vida dos brasileiros. Entendo, porém, que como tudo tem seu preço, este deve ter sido o melhor preço conseguido pela competente equipe da Operação Lava Jato para que a Odebrecht viesse com suas delações premiadas, tirando das sombras os negócios escusos do mundo político, desmascarando farsantes e ajudando a passar a limpo o Brasil. Mais do que tudo, devemos considerar o custo-benefício desse acordo.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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PARA O RALO DA HISTÓRIA

Como diz o texto de uma famosa música: dinheiro na mão é vendaval. Pergunto: será que a multa da Odebrecht também não vai para o ralo da história podre deste país, já tão amargurado, descrente e sofrido? Se habilitada a participar novamente de licitações públicas, com certeza os valores demandados serão embutidos nos preços e, por tabela, todos nós pagaremos essa multa. Além da multa, a Odebrecht, como reconhece o estrago que ajudou  a fazer, conforme texto lançado na mídia, deveria construir também escolas, hospitais, postos de saúde com fornecimentos de equipamentos, efetuar saneamento básico, repondo gratuitamente os enormes prejuízos causados ao povo. Quanta mão de obra e serviços seriam recolocados no mercado... Espero que daqui a pouco isso tudo não caia no esquecimento e que os controles deste volume de dinheiro não sejam dispersados. 

Luis Antonio Antunes luisan@uol.com.br

São Paulo

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DESCULPAS E OMISSÃO

O pedido de desculpas da Odebrecht omitiu o principal. Não basta colocar ao final do pedido de desculpas a logomarca do grupo, obrigatoriamente a assinatura do principal acionista deveria figurar deste documento. Houve omissão! 

 

Thomaz Schetty  thomaz.schetty@ityx.com.br

São Paulo

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NÃO BASTA

O acordo de leniência da construtora Odebrecht e a prisão dos corruptos com base no acordo de delação de Marcelo Odebrecht e de tudo o que os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) e da Operação Lava Jato já revelaram, o destino de Dilma e de Lula é a prisão. Por sinal, a Construtora Norberto Odebrecht, além de devolver R$ 6,8 bilhões, deveria construir à sua custa presídios de segurança máxima, porque, pelo jeito que a coisa anda, vai faltar cadeia para prender todos estes corruptos do PT e de outros partidos também. Somente uma cartinha pedindo desculpas, para mim, não basta, seus cara de pau!

João Serrano jtserrano@terra.com.br

Osasco

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O DESVARIO DE GEDDEL

A jornalista Sonia Racy, em sua página no "Caderno 2" do "Estadão" de 3/12, nos trouxe uma notícia que, se confirmada, comprovará que os nossos políticos estão mais alienados da situação do País do que imaginávamos. No caso, segundo a jornalista, "consta que o ex-ministro Geddel Vieira Lima tem insistido, junto a Temer, para que o subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil assuma como sendo de sua responsabilidade o envio do processo do edifício La Vue, em Salvador, para a Advocacia-Geral da União. O presidente resiste". Ora, não bastou o ex-ministro tê-lo colocado numa situação complicada, para dizer o mínimo? E o ex-ministro continua não conformando com que o "seu apartamento" não poderá ser construído e continua a atazanar o presidente da República com um pedido que beira as raias da loucura. Diante dessa falta de seriedade, insistindo na aprovação de um trambique, de acordo com as informações relatadas pela imprensa, o presidente apenas resiste? Ora, ele já deveria ter se afastado do ex-ministro, depois do episódio em que se envolveu tentando ajudá-lo indevidamente. Somada essa perlenga à tentativa de golpe do Congresso Nacional para aprovar a toque de caixa um projeto de lei desfigurando completamente o que foi apresentado pelos promotores federais, a conclusão a que se chega é de que o presidente não reúne mais condições de governabilidade. E o Palácio do Planalto sabe disso, tanto que temia as manifestações de rua de domingo (4/12). Se atentarmos, ainda, para a declaração de FHC, propondo que, se Michel Temer sofrer um impeachment, é a favor de eleições diretas, a situação do País se complicou de vez. Mas ocorre que, a partir de 2017, na hipótese de vacância da Presidência, a eleição será indireta, por intermédio de nossos congressistas, aqueles que protagonizaram a molecagem do dia 30/11, aproveitando-se de uma população que chorava os seus mortos. Michel Temer tem a obrigação de presidir o País até 2018 e não entregá-lo à sanha dos atuais congressistas. Para tanto, tem de se afastar de amigos de longa data, que ainda não entenderam o recado das ruas.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo 

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NÃO APRENDEU

O ex-ministro Geddel Vieira Lima ainda não aprendeu e continua insistindo na malfadada obra embargada onde possui um apartamento em Salvador (BA). Agora, exige que Temer determine ao subchefe dos assuntos jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, que assuma como se fosse sua a obrigação de enviar o "rolo" para a Advocacia-Geral da União, que, por sua vez, já se pronunciou contrariamente a essa possibilidade. Geddel não toma jeito mesmo! Vai pra casa!

 

Julio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TORRE DE BABEL

No caso Geddel, o presidente da República chama o uso de cargo público para resolver situação particular como um "fatozinho" que abala as instituições, quando na verdade representa ato execrável diante dos problemas imensuráveis que enfrentamos. Com a aprovação pela Câmara da lei de abuso de autoridade, que inclui a criminalização de ilícitos dos integrantes do Judiciário, a ministra Cármen Lúcia entendeu a lei como ditatorial, afirmando que "toda ditadura começa rasgando a Constituição (...)", confirmando que, efetivamente, juízes, promotores, procuradores, etc. são uma casta no poder público. O senador Renan Calheiros, ao avaliar nosso sistema político, chamou-o de "falido, fedido" (sic), passando-nos um atestado de imbecilidade ao imaginar que desconhecemos o cinismo e o oportunismo que habitam seu caráter, além dos indiciamentos que se amontoam no Supremo Tribunal Federal contra ele. Estão fazendo do Brasil uma Torre de Babel. E nós pagamos a conta.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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GOVERNO TEMER

Diz o sr. presidente da República, Michel Temer, que a sua maior preocupação sempre foi administrar conflitos e que continua assim. Só que o sr. presidente se esquece de que, atualmente, sua função é governar o País, e da melhor maneira possível. É isso o que esperamos dele.

Miguel Ribeiro da Silva mrsierra@ig.com.br

Jandira

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'TEMER, GEDDEL E A DIPLOMACIA'

No artigo "Temer, Geddel e a diplomacia" (5/12, A2), o ex-secretário de Justiça de São Paulo Aloísio de Toledo César argumenta que o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero não deveria ter comunicado ao presidente Temer que o ministro Geddel o procurou pelo menos cinco vezes, por telefone e pessoalmente, solicitando que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) liberasse as obras interditadas do edifício onde Geddel tem um apartamento avaliado em R$ 2,6 milhões. A atitude do ilustre desembargador aposentado ficou um pouco aquém da rigorosa lógica desenvolvida no seu artigo: ele deveria ter estendido a solicitação ao próprio presidente Temer para que todos os corruptos da alta administração do Estado e do Parlamento fossem isentos de qualquer denúncia que pudesse levar o País a uma "tão grave crise", como mencionado no artigo. A prática de princípios éticos seria mais uma vez ignorada, mas isso já é universalmente aceito na nossa triste cultura.

 

Eduardo Ernesto Castellano pino@ifsc.usp.br

São Paulo

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LAMENTÁVEL

Em relação ao artigo do insigne desembargador aposentado dr. Aloisio de Toledo César, denominado "Temer, Geddel e a diplomacia" (5/12, A2), no qual a atuação do ex-ministro Calero é duramente fustigada, quero contestar a opinião nele lançada, que, a meu ver, a par de injusta, anatematiza ato que, pelo contrário, deve ser exaltado e estimulado. Parece um roteiro sugerido ao chefão da máfia: afaste-se dos estranhos, nomeie apenas pessoas próximas e conhecidas, não confie em ninguém, confie desconfiando e outras sandices. Criticar o jovem Calero por ter agido com absoluta correção, ao não compactuar com ilegalidades e desonestidades tão comuns nestes últimos desgovernos federais, mostrando à Nação que há uma quadrilha enquistada no poder, o qual é utilizado para toda sorte de negociatas, e ser criticado por isso, é assaz melancólico, quase trágico. Ameaçar este brilhante cidadão de perseguição pessoal, inclusive em sua vida profissional, como diplomata, por ter denunciado a falcatrua patrocinada pelo próprio presidente, revela torpeza e má qualidade moral. Faria bem o articulista em desculpar-se por seu posicionamento triste e lamentável. Outro ponto citado com frequência, e que merece reparo, é o fato de o presidente ter sido gravado, como se fosse algo inconcebível: não é, não há nada que impeça ou proíba o presidente de ser gravado ou de ser denunciado ou processado por eventuais malfeitos. Isso faz parte da democracia e os corruptos devem ser afastados, em qualquer hipótese. 

Dagoberto Loureiro dagoberto.loureiro@gmail.com

São Paulo

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LÓGICA INVERSA

Ao atacar ferozmente o ex-ministro Marcelo Calero por ter tido a dignidade de não ceder à política suja na qual se viu enredado, o articulista Aloisio de Toledo César inverte a lógica. Para ele, Calero devia ter-se mantido calado, sem expor aos brasileiros as trapaças do notório Geddel de Moura Lima. Isso provavelmente deve ter ocorrido no tempo em que o autor era membro do Judiciário, mas mudou. E Calero continua diplomata, ao passo que Geddel terá de conseguir algum posto na vida, ao contrário do que disse o autor.

Ademir Valezi adevale@icloud.com

São Paulo 

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E SE?

Discordo do texto do desembargador Aloísio de Toledo César (5/12, A2) em dois pontos cruciais: se Marcelo Calero não denunciasse com estardalhaço a pressão feita por Geddel, provavelmente este ainda estaria no cargo e, talvez, o embargo à obra seria levantado.

Pedro A. de Paula Nascente papnascente@gmail.com

São Paulo

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IMPUNIDADE

Gostaria de me opor à opinião do sr. Aloísio de Toledo César ("Temer, Geddel e a diplomacia"). Se a atual situação do Brasil é ruim, não foi por causa de uma denúncia, mas, sim, pela imoralidade de boa parte da classe política. Creio que ações como esta devam inibir um pouco a roubalheira e o uso de poder para benefícios próprios. Quem não deve não teme e, se o Brasil encontra-se no fundo, é porque o povo não sabe o que acontece nos bastidores.

 

José César de Souza biologojcs@gmail.com

São Paulo

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IRRESPONSABILIDADE

Importantíssima a observação do desembargador Aloísio de Toledo César, no "Estadão" de 5/12: "Não se pode entender por que Calero optou por levar o País a tão grave crise". Talvez menos gente do que seria esperado entendeu a tremenda irresponsabilidade deste indivíduo e o mal que causou e ainda causa. É difícil de acreditar numa atitude tão nefasta.

  

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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ANÁLISE ISENTA

Parabéns pelo artigo do "Estadão" de 5/12. Esclarecedor, transparente, honesto e corajoso. O citado Marcelo Calero, realmente, não usou de sua prerrogativa na solução do problema Geddel, simplesmente não concordando com o pedido de interferência junto ao Iphan. O que causou estranheza, falta de ética e, quem sabe, "pressões" foi o comportamento inadequado, se não maldoso, com a utilização de gravações ilícitas com o objetivo de comprometer o presidente da República. Acompanhei o andamento do fato, pela imprensa, e não ouvi nenhum repórter ou emissora até o momento fazer a análise isenta e real como o desembargados Aloisio de Toledo César fez - o que mais se ouviu foi que o governo Temer ficou fragilizado, "vamos aguardar a conversa gravada do presidente" e "o sexto ministro a cair em seis meses de mandato", etc. Na minha opinião, alguns meios  de comunicação importantes não têm feito a lição de casa, com tendências sensacionalistas e afirmações distorcidas que geram tensão na opinião pública. Vale o alerta para os responsáveis da imprensa.

    

Sergio Saad sergiosaad@terra.com.br

São Paulo

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DESNECESSÁRIO

Acho que restou ao desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Aloísio de Toledo Cesar e à grande parte de brasileiros que acompanha o jogo de xadrez político nacional a grande questão: como podem duas pessoas com as mesmas condições cognitivas, ocupando cargos de idêntica hierarquia, sofrer uma, intensamente, "pressão" da outra para que pratique ato de corrupção? Quero dizer, como falar em "pressão" de um a outro, se inexistem formas de, no caso específico, "pressionar". No artigo "Temer, Geddel e a diplomacia" ("Estadão", 5/12, A2), o articulista indaga o mesmo que a maioria de nós. O que fez Marcelo Calero causar esta crise sem a menor necessidade? Por que não podia dizer "não" a Geddel? O máximo que poderia se dar era a demissão pelo presidente, por ter contrariado seu velho amigo Geddel Vieira Lima. Aí, então, sim, teria munição para sair disparando com uma AK-47 (russa, para muitos a arma mais potente do mundo), como efetivamente fez. Repito, que tivesse sido feito o pedido, qual a condição do diplomata que lhe falta para negar, explicando a razão? Por que Calero aceitou o cargo? Será que é aliado de Dilma? De Lula? Ou será que foi aluno de Celso Amorim no Instituto Rio Branco? Perguntas que ele, Calero, dá margem a pensar. Absolutamente desnecessário. A verdade é a conclusão que nos dá o articulista: "O temperamento incendiário de Marcelo Calero mostra que ele não servia para ser ministro, muito menos diplomata". Não, o que ele fez foi pedir demissão do governo Temer e posar para a mídia, do alto de sua diplomacia: "Não faço maracutaias. Não tenho rabo preso". Quanto à Geddel, óbvia a reprovabilidade de sua conduta, e, quanto a Michel, fica a pecha de ser condescendente, mais uma vez, quando não cabia simplesmente deixar acontecer. Faltou o pulso que todos, mas em especial os agentes econômicos, dele cobram. Não continuar se escondendo dentro do Palácio, fora do País ou num "canto" no velório das vítimas do voo da Chapecoense. Já que é presidente, que se porte como tal, que exerça sua precípua função, que é administrar a coisa pública (república). Coibindo ruídos e pavoneios entre seus ministros. Já ajudaria um bocado.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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ZONA AZUL DIGITAL

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) está travando a mobilidade de minha mãe, uma senhora de 80 anos que dirige e é independente, graças a Deus, e estaciona respeitando sempre as regras da CET. Com essa brilhante novidade de zona azul digital, os idosos vão ter muitos problemas, já que muitos deles não utilizam smartphones. A prefeitura, neste caso, os está obrigando a comprar um tão somente para atender à CET e poder continuar estacionando nas vias públicas. A menos que exista um plano de fornecer smartphones àqueles que ainda não os têm (e treiná-los, é claro), alguém na prefeitura vai se mexer para resolver esse impasse? Que absurdo!

Clarice Distchekenian P. Vignoli clarice10@uol.com.br

São Paulo

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FÉ NO SER HUMANO

A solidariedade mundial por ocasião do acidente com o avião que levava o time da Chapecoense a Medellín (especialmente o carinho demonstrado pelo povo colombiano) reacendeu em mim um pouco de fé no ser humano. Nem todos são canalhas da estirpe de Lula, Dilma, José Dirceu, Renan Calheiros e Eduardo Cunha. A generosidade do Clube Atlético Nacional, solicitando à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) que declarasse a Chapecoense campeã, e a do Santa Fé, doando a taça da mesma Copa que ganhara em 2015, são manifestações dignas de admiração e de gratidão eternas.

Eduardo A. Sickert Peixoto de Melo vovonumero1@hotmail.com

Marília

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FALÁCIA CUBANA E RECONSTRUÇÃO DO BRASIL

A edição de 4/12 do "Estado" é uma verdadeira aula aos professores do Brasil que insistem em perpetuar essa doença ideológica terceiro-mundista. A reconstrução do País passa por uma reforma educacional em que os professores ensinem os alunos a pensar de maneira mais pragmática e menos ideológica. A coluna de Helio Gurovitz ("A falácia dos indicadores sociais cubanos", página A15) destroça todas as teorias de exaltação ao regime cubano, amplamente pregado nas escolas. A matéria sobre a reconstrução do Brasil ("O renascimento na arena global", página B10), no mesmo sentido, põe em xeque a teoria de diversos defensores da política externa petista que criava embaixadas em países irrelevantes e financiava via BNDES obras superfaturadas em países ditatoriais enquanto nossa infraestrutura agoniza. A mesma matéria ainda contesta o sistema de desenvolvimento anacrônico, ideológico, nefasto e ineficiente, que, sistematizado na Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), nos joga na maior recessão da história e inacreditavelmente ainda reverbera no mundo acadêmico.

 

Bruno Patrão brunompatrao@gmail.com

Campinas

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REVOLUÇÃO DURADOURA

Para entender a persistência do regime cubano por mais de 50 anos, é importante considerar os Comités de Defensa de la Revolución (CDR), um por quarteirão e edifício daquele país. É tão importante que é feriado nacional o dia de criação desses comitês. Seu principal objetivo é vigiar a população e reportar aos órgãos do partido e do governo quaisquer atos ou ações que ocorram em sua área e que possam representar atos, ações ou movimentos contra o regime. Fazem uma vigilância permanente, sobre toda a população, identificando e inibindo no nascedouro qualquer grupo de pessoas que ameace o regime. Enquanto perdurarem os CDR, Cuba permanecerá integralmente fechada à democracia.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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PRÊMIO 'ESTADÃO'

Em 17 anos, o jornal "O Estado de S.Paulo" foi escolhido pela 14ª vez como o jornal mais admirado do País por sua reputação e prestígio, de acordo com a Pesquisa do Meio & Mensagem e do Grupo Troiano Branding, que ouviu 809 pessoas, entre profissionais de agências de publicidade, executivos de grandes anunciantes e empresas de marketing. Eu, um pequeno empresário, sou assíduo leitor e assinante deste ilustrativo jornal desde os tempos em que minha saudosa mãezinha, dona Conceição Duarte de Almeida Dotoli, se orgulhava de bater seus próprios recordes de tempo na solução das palavras cruzadas do "Estadão". Parabéns, parabéns de verdade, que Deus os ilumine e os torne cada dia mais admirados.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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Concordo em gênero, número e grau com a pesquisa do Meio & Mensagem e do Grupo Troiano Branding, que concluiu ser "O Estado de S.Paulo" o jornal mais admirado, pela 14ª vez em 17 anos, por sua reputação e prestígio, na imprensa brasileira. A pesquisa ouviu 809 pessoas entre profissionais de agência de publicidade, executivos de grandes anunciantes e empresas de marketing. Também admiro profundamente "verbo ad verbum" (de palavra em palavra) este precioso órgão da nossa mídia, há mais de 40 anos como seu assinante. É o meu "vade mecum" de todas as manhãs. Minhas sinceras e merecidas congratulações ao ínclito "Estado", pela pesquisa que o honra e o engrandece.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

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