Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

10 Dezembro 2016 | 03h15

LULOPETISMO

O juiz e o réu

Teodoro Obiang, presidente da Guiné Equatorial, é um dos homens mais ricos do mundo e o seu país, um dos mais pobres; Mahmoud Ahmadinejad, ex-presidente do Irã, afirmou que o Holocausto não existiu e que Israel deveria ser aniquilado. Esses são apenas dois dos diversos ditadores com quem Lula posou e desfilou todo pimpão e sorridente, até em carro aberto. Portanto, o juiz Sergio Moro não deve nenhuma satisfação à defesa de Lula sobre suas conversas cerimoniais e públicas, mesmo com o senador Aécio Neves.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

Moro, tire logo uma foto com Lula, ele está morrendo de inveja!

SUELY SABBAG

ssbbag@hotmail.com

São Paulo

Peditório

O Lula é mesmo muito cara de pau. Fazer uma “vaquinha” para pagar as despesas de sua defesa? Ora essa, é só fazer duas ou três palestras!

SILVIO LEIS

silvioleis@hotmail.com

São Paulo

MTST

Personalidade jurídica

No editorial Que mérito? (8/12, A3), vejo que o sr. Guilherme Boulos está reivindicando o retorno da linha de financiamento Minha Casa, Minha Vida, que era administrada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), por ele dirigido. Pergunto ao sr. ministro das Cidades: se pretende efetuar o retorno da administração dessa linha ao MTST, por que não exigir que antes o referido movimento obtenha personalidade jurídica, com CNPJ? É um descaso com todas as empresas brasileiras que precisam atender a uma pesada burocracia para existir, e pagar impostos, que uma entidade baderneira receba milhões sem ter existência jurídica.

JOAQUIM J. X. SILVEIRA

joaquimsilveira@gmail.com

São Paulo

ZONA AZUL DIGITAL

Apropriação indébita

Não bastasse ter gasto R$ 2.300 na compra de um novo smartphone, já que o meu modelo antigo (iPhone 4 da Apple) não aceitava o novo aplicativo da Zona Azul, logo na estreia do sistema já fui fraudado em R$ 45. Vamos aos fatos. Baixei o aplicativo Estapar e comprei R$ 50 de crédito, valor que apareceu como saldo no meu celular. Anteontem, ao estacionar por um período de uma hora, equivalente a R$ 5, na Zona Azul da Rua Bela Cintra, deveria ter ficado com um saldo de R$ 45, mas ontem pela manhã fiquei surpreso ao ver que o aplicativo mostrava saldo zero. Conclusão: o aplicativo (com ou sem dolo) apropriou-se de R$ 45. E eu que vá atrás do prejuízo. De forma semelhante ao E-Social, os aplicativos da Zona Azul não estão funcionando, trazendo prejuízos a milhões de cidadãos. Como sempre, o poder público joga as consequências de sua inépcia nas costas do contribuinte, que tem muito poucos meios para se defender dos abusos. Tudo isso sob o olhar complacente e inerte do Ministério Público.

LUIGI PETTI

luigirpetti@gmail.com

São Paulo

AINDA RENAN E O STF

Estabilidade

Excelente, como de costume, o editorial A correção necessária (9/12, A3). A decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) preservou a estabilidade tão necessária ao País. Espero que agora o STF não perca as 12 chances, ou mais, que terá para enquadrar e pôr esse coronel em seu devido lugar.

RICARDO LORENZI

ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

A pizza

Foi muito triste para os brasileiros de bem assistir ao vivo à pizza do afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado, no STF. Mas mais triste ainda é ver estampada na capa do Estadão de ontem a cara de felicidade e deboche de Renan, rodeado de senadores paparicando-o, entre eles Ronaldo Caiado, que era uma das esperanças de uma política melhor. Pobres de nós, brasileiros, não sobrou ninguém. Nem Cármen Lúcia!

ANGELA MARIA DE SOUZA BICHI

angela_bichi@hotmail.com

Santo André

Justiça pela metade

Dilma perde a Presidência, mas não os direitos políticos. Renan é réu em processo, não recebe agente público estando comprovadamente no local, não é punido por essa infração, continua presidente do Senado, mas não pode substituir o presidente da República em caso de vacância. Justiça das metades. Copo meio cheio ou meio vazio? Existirão meia corrupção, meia contravenção? Serão os exemplos julgados pelo STF, as meio punições, suficientes para aplacar o desencontro dos Poderes ou se tratou, como disse o ministro Marco Aurélio Mello, de que para o caso Renan foi acordada uma solução meia-sola, ou meia-boca, em nome de uma governabilidade sobressaltada? O futuro esclarecerá quem está com a razão: o copo meio cheio ou o meio vazio.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Efeito zero

O efeito da decisão que impede Renan de presidir o País é praticamente inexistente, uma vez que na ausência do presidente da República o substituto imediato é o presidente da Câmara dos Deputados e faltam poucos dias para o alagoano deixar a presidência do Senado.

ODILON OTAVIO DOS SANTOS

Marília

Redução de danos

Não havia solução dentro da lei, aí deu-se um jeitinho para Renan ficar mais 30 dias. Isso não altera em nada, ao contrário, ajuda muito o Planalto na votação de coisas de suma importância. Muito pior seria entregar o Senado ao PT. Os pensamentos sombrios dessa gente são sempre surpreendentes, para o mal do País.

IVAN BERTAZZO

spiritcoffee@nusa.com.br

São Paulo

Decepcionante

A decisão do pleno do Supremo não deixa de ser decepcionante. Quando imaginávamos que, finalmente, o Judiciário mostrava aos barões da política que absolutamente ninguém pode usar e abusar de suas prerrogativas, a maioria dos ministros decidiu que o senador Renan permanece no comando do Senado. Evidente que a decisão acalma os ânimos em Brasília e dá mais tranquilidade ao Planalto, sobretudo diante dos projetos importantes que vão tramitar naquela Casa. Mas não deixa de ser frustrante saber que a Corte se submeteu a conversas e acordos.

WILLIAN MARTINS

martins.willian@globo.com

Guararema

“E o rei da cocada preta ri à larga. O monarca diverte-se à custa de milhões de palhaços. Chora, respeitável público”

DOCA RAMOS MELLO / SÃO SEBASTIÃO, SOBRE O SENADOR RENAN CALHEIROS

ddramosmello@uol.com.br

“Nossa política é exercida por anões morais e cívicos. Se não existe a palavra ‘nanocracia’, deveria ser registrada pela Academia”

MÁRIO RUBENS COSTA / CAMPINAS, IDEM

costamar31@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NOTA ZERO EM LÓGICA

Com a decisão da Suprema Corte - por seis votos a três - no sentido de afastar Renan Calheiros da linha sucessória da Presidência da República, mantendo-o, todavia, na presidência do Senado Federal, ficou o País na situação esdrúxula de não ter, eventualmente, quem possa assumir a chefia do Executivo federal. O raciocínio é simples: imaginemos a contingência - que não é de todo absurda - de os presidentes da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal (STF) tornarem-se, ambos, igualmente réus em ações penais. Se a decisão benevolente que passou a valer para Renan for aplicada aos demais na linha sucessória, quem, diabos, em caso de necessidade, teria condições institucionais de assumir a Presidência da República? Embora improvável - até porque o mandato de Renan está no fim -, a hipótese é real. Os argumentos expendidos pelos srs. ministros podem ter sido todos muito judiciosos, mas, salvo melhor juízo, os seis que mantiveram Renan na presidência do Senado, cassando-lhe "apenas" o direito de, eventualmente, ocupar a Presidência da República, tirariam zero numa prova de lógica.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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INGOVERNABILIDADE

É impossível um país ser governado bem dependendo de um Congresso e de um Senado com políticos culpados e comprometidos com a Justiça. Donos da verdade, como as raposas e lobos vão aprovar um aviário sustentável à prova de violações, invasões e assaltos? Santa ilusão.

Jaime Eufrasio Sanches jaime@carboroil.com.br

São Paulo

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CADÊ A COERÊNCIA?

Se réu não pode ocupar o cargo de presidente da República, ou seja, se chefe do Poder Executivo não pode ser réu, o chefe do Poder Legislativo pode! Então o Poder Executivo tem maior importância que o outro poder. Não foi isso que o STF decidiu?

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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'IN DUBIO PRO REO '

Puxado pelo decano Celso de Melo, o STF - sem uma definição explícita na Constituição - optou por poupar Renan Calheiros. Então, "na dúvida, a favor do réu". Bandeira branca preconizada pela presidente do Supremo, Cármen Lúcia.

Dorival Menezes Leal dorileal@uol.com.br

São Paulo

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CONCLUSÃO

Na condição de leigo que assistiu à sessão do STF na qual, após longas e doutas exposições, ministros deram pareceres diametralmente opostos sobre o tema em debate, concluo que o "Direito é a arte de manipular a interpretação das leis de modo a justificar o 'veredictum' previamente definido".

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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O QUE DIZEM AS RUAS

Renan Calheiros fica, o povo brasileiro provavelmente voltará para as ruas.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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E LULA?

A decisão do STF esta semana quanto a Renan foi claramente política, em virtude do momento político-social instável por que passamos, em virtude de todas as medidas que precisam urgentemente ser votadas no Congresso e até por causa das sabidas consequências para o País caso Renan fosse tirado de seu trono, que é no que se converteu enquanto ele estiver no cargo. Mas isso já passou. Minha preocupação, agora, é saber se o Ministério Público, se o juiz Sérgio Moro usará de tanta prudência, de tanta cautela quando for necessário prender Lula. Porque estamos à espera disso, não creio que este processo já não esteja mais do que pronto. Não podemos passar o Natal em brancas nuvens, também não queremos receber um prato de canja na ceia natalina, quando sonhamos com a leitoazinha pururuca! 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ATROPELO

No quase perfeito editorial "A correção necessária" ("Estado", 9/12, A3), cabe uma retificação no final do terceiro parágrafo. Concordo quando o texto elogia a coragem da maioria do STF de adotar uma decisão correta do ponto de vista político. Sobre isso não há dúvida. Mas achar essa decisão corajosa correta do ponto de vista jurídico? Data vênia, senhor editorialista. Essa minha opinião baseia-se no que afirmaram tanto o advogado da Rede Sustentabilidade quanto o procurador-geral da República, que o impedimento de réu ocupar cargo na linha de sucessão do presidente da República é do cargo, e não da pessoa que o ocupa. Assim, a maioria da Corte "atropelou" a Constituição quando fatiou as duas figuras, o cargo da pessoa. Esta, aliás, não foi a primeira vez que o STF "atropelou" a Constituição.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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POSSO DISCORDAR?

Assino o "Estadão" há anos e busco interagir, escrevendo com assiduidade, no espaço reservado ao leitor. No entanto, nenhum texto em que adotei outra posição que não a do editorial foi publicado (nem no "Estadão" online). Como posso entender que a distorção hermenêutica moldurada pela dicção pomposa do decano da Corte, que foi o voto-vencedor, seja "A correção necessária" ("Estadão", 9/12, A3)? Não do modo como foi. Não mesmo. Que a decisão do ministro Marco Aurélio Mello tenha sido tecnicamente incorreta, o.k., todos os magistrados, inclusive aqueles do STF, são humanos. Mas daí a descumpri-la, simplesmente, virar as costas por duas vezes ao "longa manus" do magistrado, que é o oficial de Justiça? E, pior: decidir a celeuma com um acordão firmado pelo menos com a ministra presidente do STF, o ministro de Estado da Justiça, a Advogada-Geral da União e o advogado do Senado. Extra-autos. Solução puramente política. Teratológica, juridicamente falando. Lembro-me de quando assisti à então professora da Universidade de Yale Emília Viotti falando, no programa "Roda Viva", da TV Cultura, sobre seu livro "O Supremo Tribunal Federal e a Construção da Cidadania". Referido livro contava a história de resistência do STF, como poder independente, até o limite possível do STF. Lê-se no referido livro (esgotado): "No decorrer da longa caminhada percorrida, o Supremo Tribunal Federal, desde sua criação, lutou para defender os direitos e garantias constitucionais conferidas aos cidadãos, para manter o Estado de Direito e o equilíbrio entre os poderes. Várias vezes foi atacado, e até mesmo vilipendiado, por aqueles que encontraram nele uma barreira à sua arbitrariedade ou ambição. Gerações de ministros fizeram ouvir suas vozes nos momentos mais difíceis da instituição, resistindo às pressões e críticas da imprensa e às interferências do Executivo e do Legislativo" (página 192). Essa dicção não sobreviveu ao tempo. A corrupção explícita dos anos que se seguiram ao fim da ditadura, e com ela o fim da censura, mostrou as máculas, que não eram novas, apenas "sigilosas", "sorrateiras". Neste tom é que foi articulada a decisão do caso "Renan Calheiros senador e réu - cargo de presidente do Senado", coisas distintas. Ultrapassando a bonita história contada por Emília Viotti. Não houve "correção necessária". A reforma da decisão poderia esgotar-se no Direito, na inexistência, por exemplo, do "perigo na demora", um dos requisitos necessários à concessão da liminar pleiteada. Mas não foi essa a motivação. Como disse no voto dissidente o decano da Corte, repetido pelo editorial do "Estadão" em comento, a decisão partiu do contexto de uma gravíssima crise econômica, política e institucional. Então, pergunto novamente: posso discordar deste editorial?

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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SERENIDADE

Ao plenário do STF coube corrigir a inoportuna e vaidosa decisão do ministro Marco Aurélio Mello, que pretendeu afastar Renan da presidência do Senado nesta hora grave. Faltou ao ministro o "timing", a sensibilidade para fazer a coisa certa no momento certo. Renan tem de cair? Sim! Mas agora, já?! Ora, daqui a poucos dias, deixará automaticamente de comandar a Câmara Alta, e neste meio tempo tem-se para ser votada uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que decidirá o futuro do País. Não era a hora para tumultuar, e sim para manter a serenidade. Acertaram, com senso político correto e dentro da lei, os ministros que derrubaram a liminar para o afastamento. 

  

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

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O MOTIVO REAL

Para quem não acreditou na sabedoria do STF na decisão sobre Calheiros em 7/12, atente para a informação do site Antagonista. "Jorge Viana (PT), que substituiria Renan, convocou o Senado para 'melar' todas as votações previstas para o fim do ano, principalmente o 2.º turno da PEC do Teto de Gastos". Quem achou que o STF estava errado, sorry...

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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DECISÃO DO PLENÁRIO

Não houve desobediência premiada. O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, cumpriu o que determina a Constituição: o Poder Legislativo é independente e outro não pode se sobrepor a ele. Assim, os ministros do STF também entenderam e o mantiveram no cargo, também de forma independente, como cabe ao Poder Judiciário. É uma decisão do pleno do tribunal e não se pode discutir ou colocar em xeque tal decisão. Respeitar o STF é respeitar a democracia, goste ou não dos vereditos. 

Carlos Fabian Seixas de Oliveira seof_dr@hotmail.com

Campos dos Goytacazes (RJ) 

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UM RÉU À FRENTE DO SENADO

Com o maior respeito ao professor Carlos Ari Sundfeld, em sua entrevista ao "Estadão" do dia 8/12/2016, eu, singelo bacharel em Direito, discordo quando ele fala que "é uma situação muito específica a de haver um réu na presidência do Senado" para criticar a decisão do STF de manter Renan Calheiros na presidência do Senado. Afinal, aprendi na faculdade que a pessoa só é considerada ré quando existe uma sentença transitada em julgado nesse sentido, e parece-me que Renan ainda não foi julgado em nenhum processo que pesa sobre ele, portanto não é réu ainda. Parece-me também que nem mesmo para assumir a Presidência da República o senador estaria impedido, se na lei utilizada conste o termo "réu". Se bem que, com a nossa "subjetividade" determinante nas interpretações das matérias de Direito, tudo é possível, menos o esclarecimento ao público leigo e decisões que não deixem dúvidas e que não possam de alguma forma ser alteradas, dada a conveniência do momento.

Geraldo Domingos de Almeida geraldomingos@gmail.com

Capão Bonito

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ATRASO PARA O AJUSTE

Observando o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado e a conclusão do caso, fica fácil compreender por que o País não toma o rumo certo: cada um age como bem quer, tapando os olhos à legalidade e quebrando a institucionalidade. O ministro Marco Aurélio Mello (STF) respondeu à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) proposta pela Rede, em decisão liminar, desobedecendo à Lei 9.882/1999, em que está previsto que decisões monocráticas, como a tomada, só cabem em casos de extrema urgência - Art. 5º. Na quarta-feira, 8/12, na sessão que manteve Renan na chefia da Casa - afastando-o da linha sucessória da Presidência da República -, o ministro nem sequer buscou justificar o caráter de urgência que embasou sua decisão. Do outro lado, o coronel alagoano e a mesa diretora do Senado se recusaram a obedecer a uma ordem judicial, outro absurdo de igual ou maior magnitude. Em suma, é uma terra sem lei, onde cada um se orienta por interesses próprios ou corporativistas, ao passo que os brasileiros não têm tempo para assistir a este triste espetáculo. A crise econômica pede respostas rápidas, tranquilidade institucional talvez seja a mais importante delas. 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

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SENADO X STF

O que mais precisamos neste momento é de serenidade, colocando o bem do Brasil acima de tudo!

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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UMA SUCESSÃO DE ERROS

Errou o ministro Marco Aurélio Mello ao determinar monocraticamente, por liminar, o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado. Não atendia aos requisitos de urgência e risco de lesão grave, uma vez que Renan não estava na iminência de assumir a Presidência da República. Bastava levar ao plenário da Corte, e este decidisse. Errou Renan Calheiros ao afrontar o STF, não recebendo a notificação do oficial de Justiça e desobedecendo à ordem judicial. Bastava, não importando o mérito da decisão judicial, obedecer à ordem e, de imediato, entrar com recurso no STF. Errou a Mesa do Senado em apoiar Renan Calheiros, juntando-se à afronta com justificativas cheirando a chantagem. Deu um mau exemplo à Nação. Errou duplamente o STF. Primeiro, com a solução esdrúxula de negar a liminar de afastamento, porém determinando que Renan ficasse impedido de substituir o presidente da República em caso de impedimento. Ora, ocupar eventualmente a Presidência da República é uma prerrogativa constitucional do cargo de presidente do Senado e, por extensão, do seu ocupante. Ao impedir expressamente que Renan Calheiros, ocupante atual do cargo, substitua o presidente da República, o STF altera o texto constitucional, que não tem essa previsão. Segundo, ao ignorar a desobediência de Renan, o STF indica ou que decisões monocráticas de seus ministros não precisam ser obedecidas ou que existe uma classe privilegiada de indivíduos que está acima da Justiça e só obedece às ordens judiciais que lhe convêm. Não adianta negar, está mais do que claro para toda a Nação que existe um conflito entre a classe política e a Justiça. Por um lado, nobres deputados, senadores e afins se borrando de medo de ver o sol nascer quadrado. De outro lado, magistrados, procuradores e afins ameaçados com a promulgação de leis que os amordacem ou punam. Colocar panos quentes e postergar o conflito não é a solução. Só faz com que esgote a paciência "das ruas". O conflito, então, deixa o terreno das escaramuças verbais e togadas no ar-condicionado para as tomatadas, pedradas e outras formas mais letais no calor do asfalto. Se o conflito é inevitável, é enfrentá-lo e resolvê-lo o mais rápido possível. Maquiavel já dizia que o mal deve ser feito de uma só vez, para que os ressentimentos sejam rapidamente esquecidos, enquanto o bem deve ir sendo feito aos poucos, para que seus benefícios sejam apreciados por longo tempo.

Edison Loureiro eddy.loureiro@gmail.com

São Paulo

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FUNCIONOU

Mais uma vez o jeitinho brasileiro de acomodar situações conflitantes funcionou. Depois da cassação do mandato presidencial da ex-presidente Dilma com a manutenção de seus direitos políticos, num flagrante desrespeito ao artigo 52 da Constituição, a mais alta Corte de Justiça abranda a situação do notório alagoano Renan Calheiros, mantendo-o na presidência do Senado e tirando-o da linha sucessória da Presidência da República. Realmente, este não é um país sério!

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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JEITINHO BRASILEIRO

Vimos, na decisão do STF sobre a permanência de Renan Calheiros no cargo, que um novo fatiamento ocorreu na "interpretação" de um preceito constitucional. Entendemos que, se Renan não tem mais plena capacidade de exercer o cargo de presidente do Senado Federal, uma vez que se tornou réu, não mais deveria ocupar o cargo. Mas estamos no Brasil onde se dá um jeitinho para tudo.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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TAPETÃO

Quando de "arranjos" no esporte, a trama é denominada "tapetão". Evento envolvendo os srs. Renan Calheiros e Michel Temer e o STF também podem ser inseridos nessa classe. Mais uma página da nossa República das Bananas.

 

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

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TUDO A VER

Piada que circula na internet: no último jogo do Brasileirão, neste fim de semana, quando o Internacional tem tudo para cair para a segunda divisão, se o juiz expulsar o centroavante e ele se recusar a sair de campo, o jogador pedirá liminar para ficar em campo. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidirá que ele poderá ficar em campo, mas não poderá fazer gol. Tem tudo a ver.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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IMPEDIDO

Em flagrante impedimento, Renan faz polêmico gol contra Supremo.

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

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O FILME

"Fatiamento 2, o retorno do cangaceiro." De novo, em dobradinha, com ministros ajoelhados do STF. Que os brasileiros digam amém.

 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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PRESIDÊNCIA MEIO A MEIO

Esta decisão de que no Senado pode e na República não é bem aquele famoso jeitinho brasileiro! Viva nóis! 

 

Tharsis Silveira Barros tharsissilveira@bol.com.br

Araçariguama        

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ÉTICA PECULIAR

Pelo menos "Réunan" é um bom pagador: cumpriu sua parte batendo o recorde com três sessões do Senado em um dia! Notáveis também o notório saber e a empáfia de alguns ministros do STF para oficializar mais uma jabuticaba jurídica. Até quando vão continuar abusando dos brasileiros de bem?

 

Francisco Uras francisco@uras.com.br

São Paulo

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O RABO BALANÇA O CACHORRO

Inacreditável que um jagunço das Alagoas desafie e ponha para correr a mais alta Corte do Brasil. Onde se viu tamanho desrespeito? Faltam brios ou há rabo preso nos integrantes do Supreminho?

João Cesar Ribeiro cesar.ribeiro8@hotmail.com

São Paulo 

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CONFIANÇA PERDIDA

Esta semana tivemos um claro exemplo do jeitinho brasileiro. Com ele o STF acabou de perder aquele mínimo de credibilidade que tinha, está arruinado. Como confiar nele depois desta vergonha? Pobre Brasil!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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ACORDÃO

O último bastião da honestidade desmoronou. Eu ainda acreditava que o STF resistiria à maracutaia. Ele deu mostras de que é passível de acordão com o poder para garantir seus interesses ou de outrem, abrindo mão, sob a batuta de nova interpretação, da nossa Carta Maior. Triste o país que desacredita de sua Suprema Corte.

Michel A. Khouri michelkhouri99@gmail.com

Curitiba

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COCHINCHINA

7 de dezembro de 1858: franceses e espanhóis bloqueiam a Cochinchina. 7 de dezembro de 2016: a reputação do STF foi para a Cochinchina. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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LUTO NACIONAL

 

No dia 8 de dezembro comemora-se o Dia da Justiça, e, coincidentemente, agora, o dia nacional do luto do Supremo Tribunal Federal, instituído após a sessão que manteve Renan Calheiros no poder. É melhor nem comentar os porquês!

Sara May sara-may@bol.com.br

São Paulo

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CORTE OU PARLAMENTO?

O STF deveria ser uma justiça "sega", e não cega. Ou seja, deveria servir para cortar de vez as incongruências que porventura aparecem na interpretação da Constituição. Deveria, também, ser monocromático, ou seja, igual para todos. Porém, o que estamos presenciando de uns tempos para cá não é uma Corte, mas um Parlamento de 11 ministros não eleitos pelo povo que, em votações, ora agrada ao povo, ora o enfurece. Essa intermitência, esse descompasso é aceitável no Parlamento certo para diferenças diametralmente opostas. Na Corte, a cor deveria ser uma só. A da Constituição. 

Werly da G. dos Santos gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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AS LÁGRIMAS DE SÉRGIO CABRAL

No dia 11 de dezembro de 2010, o então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, chorou em público ao criticar a decisão da Câmara dos Deputados de redistribuir os royalties do petróleo, antes retidos nos Estados produtores, entre as outras unidades da Federação. Na ocasião, disse que a medida - uma leviandade, segundo ele - causaria a quebra financeira do Estado. De lá para cá, o Rio realmente faliu, mas as causas verdadeiras, em grande parte, estão ligadas aos esquemas de corrupção por meio dos quais foram desviados grandes volumes de recursos em ações comandadas por ele e envolvendo sua esposa, hoje presos. Vê-se, assim, que aquelas lágrimas eram, na verdade, de apreensão, não pelas dificuldades que o Estado enfrentaria como a irregularidade no recebimento dos salários e os cortes nos investimentos, mas por causa do que afloraria com a redução do fluxo petrolífero.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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NA ALEGRIA E NA TRISTEZA

Na alegria dos jantares de luxo em Paris e na tristeza do banho frio em Bangu, o casal Cabral, unido para sempre. O que Deus uniu a corrupção não separa. Que fiquem lá por muito tempo e que devolvam até os centavos do que literalmente garfaram do Rio de Janeiro. Sérgio Cabral e sua "riqueza" (apelido da mulher), agora, estão no lugar certo, afinal, gastar mensalmente R$ 220 mil roubados num país miserável, onde a vida está pela hora da morte, é no mínimo falta de vergonha na cara.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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FOTOS EM BANGU

Sérgio Cabral deve estar saindo do PMDB. Fotos vazadas para a imprensa nos últimos dias mostram ele e a mulher, Adriana Ancelmo, fazendo propaganda do Partido Verde.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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ASSASSINATO NO RIO

Brasil eu desisto! Essa é minha sensação ao ler a matéria "Bandidos matam turista italiano que se perdeu no Rio" (9/12, A15). Estamos vivendo na terra de ninguém, sem leis, sem pudores, sem ética e sem rumo! Alguns responsáveis pela deterioração do Estado do Rio já se encontram presos, mas ainda falta o resto da quadrilha!

Daniele G. Anttonio danidegaspari@gmail.com

São Paulo

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DIREITOS HUMANOS?

Turista italiano assassinado ao entrar em território inimigo. Nada que ver com sunita matando xiita, ou vice-versa, nem com exército sírio eliminando terroristas do Estado Islâmico. Azaradamente, por erro, sabe-se lá por quê, os turistas entraram em favela carioca dominada pelos detentores de fato do pedaço. Simples assim - danem-se pais, filhos, avós e demais familiares e amigos, os direitos humanos cuidam "direitinho" da bandidagem. Nós, que somos o resto, óóóóó!

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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SURPREENDENTE

No Rio de Janeiro, assaltos, balas perdidas e homicídios estão de tal maneira banalizados que o que mais assusta é estar vivo.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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PIZZA NA CPI DA MERENDA

Como já era mais do que esperado e previsível, a CPI da Merenda Escolar terminou em pizza na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O relatório feito pelos deputados tucanos concluiu que nenhum político envolvido deve ser incriminado. O presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB), foi citado diretamente por várias testemunhas como recebedor de propinas, mas, mesmo assim, os integrantes da CPI concluíram pela sua inocência. Numa Alesp dominada pelo PSDB e que não investiga, e muito menos pune, as inúmeras denúncias de corrupção envolvendo o governo do Estado, há mais de duas décadas sob o domínio tucano, era óbvio que a CPI terminaria em pizza. Jogo de cartas marcadas e CPI para inglês ver. Me engana que eu gosto.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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QUEM ROUBOU A MERENDA?

Ridícula, debochada e uma grande palhaçada - pois se assemelha bem a um circo, com um detalhe de suma importância: nós é que somos os palhaços - a atitude da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) isentando todos os políticos citados por envolvimento pela Operação Alba Branca, entre os quais o presidente da Casa, Fernando Capez (PSDB). 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO

Com relação à análise de Priscilla Cruz, presidente do Movimento Todos pela Educação, datada de 6/12/2016 ("Ensinar não é trivial"), referente à estagnação da educação como um todo no Brasil, faltou ressaltar que os pais de nossos jovens - o futuro do Brasil - também devem participar da reforma, sendo mais presentes e fazendo o papel de pais, e não de amiguinhos de seus filhos. Passar a mão na cabeça e aceitar tudo o que os jovens fazem não é educar, mas ser conivente com as ações que muitos desses jovens praticam em sala de aula, o que impede que aqueles que estão realmente interessados em crescer e aprender o façam, além de deixarem os professores exaustos por procurar minimizar os estragos que essas mesmas ações provocam em todos os que participam das aulas.

 

Nádia Maria Caum nadia@navadesign.com.br

Vinhedo

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NO CHÃO

Falta de gestão, com os senhores diretores dedicando maior tempo para resolver problemas disciplinares e financeiros do que pedagógicos nas escolas; desajuste familiar; Estatuto da Criança e do Adolescente; e outros são fatores que contribuem para que a educação no Brasil esteja no chão - do conhecimento e dos valores!

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

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HOMENAGEM A CARLOS GOMES

Ainda bem que o Teatro Municipal lembrou-se de homenagear o maestro campineiro Antonio Carlos Gomes, no ano que se comemoram 180 anos do seu nascimento e 120 da sua morte, com a apresentação da Ópera Fosca, atualmente em cartaz. A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo ignorou as datas, trouxe obras de Wagner, Verdi e Rossini, mas nada do paulista, o maior compositor de óperas do País. Triste! Ponto a favor para o município, e para o Estado nota zero!

Juvenal Antunes Oliveira Filho juva.antunes@icloud.com

Campinas

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