Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2016 | 05h00

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

‘The Flash’

O relator da PEC, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), The Flash, conseguiu a façanha de em menos de 24 horas dar parecer sobre sua admissibilidade. Mas os brasileiros merecem resposta para duas perguntas: 1) Como se explica que um cidadão que contribuiu com 32% de seu salário (12% do segurado e 20% do empregador) após 30 ou 35 anos dependa de um novo segurado para garantir sua aposentadoria? 2) Para onde vai a arrecadação do PIS e da CSLL, criados para fazer frente às aposentadorias rurais e dos idosos, instituídas pela Constituição de 1988?

LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

Saco sem fundo

Durante muitas décadas a previdência estatal brasileira (sob vários nomes) arrecadou de milhões de trabalhadores e pagou poucas aposentadorias. Deveria, nesse longo período, ter obtido uma gigantesca poupança, trilionária, que se bem gerenciada permitiria pagar, apenas com seus rendimentos, todas as aposentadorias atuais e futuras. Entretanto, vê-se que essa previdência estatal não tem caixa e a arrecadação mensal não basta para pagar aos aposentados, sendo o governo (leia-se: os trabalhadores contribuintes) obrigado a bancar o enorme déficit. Onde foi parar o dinheiro? Sumiu nos meandros da corrupção ou da incompetência gerencial, ou foi desviado para outros fins? O atual governo deve aos brasileiros resposta a essas perguntas e deve também a punição dos culpados. Caso contrário, em breve se fará necessária nova reforma e o povo brasileiro pagará novamente a conta!

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Culpa da pensão da viúva?

Em dezembro de 2015 havia 1.310.715 servidores federais ativos (civis, militares e intergovernamentais), que custaram ao Tesouro Nacional R$ 152,2 bilhões. Na mesma data eram 1.031.375 servidores federais inativos em todas as áreas, que custaram ao Tesouro R$ 104,2 bilhões. Com base nesses números, postos à disposição pelos arquivos governamentais, chega-se a duas conclusões básicas. 1) Em dezembro de 2015 havia uma relação de 1,27 servidor federal ativo para cada inativo. Uma distorção gritante, quando num regime atuarial normal tal relação é de pelo menos 4,5 a 5. 2) A segunda conclusão elementar é que a União precisa de 68,46% do correspondente aos salários dos servidores federais ativos para pagar os benefícios dos inativos. Isso tudo impôs um déficit (no RPPS-Federal) de R$ 72,5 bilhões. Não há nada igual no planeta; ou seja, mais de 200 milhões de brasileiros custeiam as aposentadorias de 1 milhão de privilegiados à razão daquilo que representa 70% do Orçamento federal em educação para toda a Nação. Onde está o verdadeiro buraco nas contas públicas do Brasil?

OSWALDO COLOMBO FILHO

colomboconsult@gmail.com

São Paulo

A grande sacada

É claro que é necessária uma reforma urgente no sistema previdenciário deste país, mas tão somente nas aposentadorias dos marajás da previdência: deputados, senadores, desembargadores, juízes, ministros em geral, etc. Mexer na aposentadoria dos trabalhadores do serviço público e privado é uma covardia dos nossos legisladores. Já pagamos mensalidades exorbitantes para o sistema previdenciário e, além de aumentar a contribuição, ainda querem elevar a idade mínima para se conseguir o tal “benefício”. Alguém já se deu conta de que neste país pouquíssimas pessoas conseguem um emprego decente e com carteira assinada após os 45 anos de idade? O que vai acontecer é que os idosos não conseguirão emprego, consequentemente não terão dinheiro para pagar as contribuições mensais e jamais se aposentarão. É esta a grande “sacada” dos nossos governantes.

MARCELO L. Z. BERNABE

zbernabe@hotmail.com

São Paulo

Teto inatingível

O cidadão pode até resistir e trabalhar 49 anos para receber uma aposentadoria pelo teto e se aposentar aos 65. A questão é se ele terá emprego regular em cargo compatível com sua formação, após os 45, 50, 55 anos de idade. No Brasil, quem contrata profissionais com mais de 50 ou 55 anos de idade? E como completar o tempo de contribuição sem um contrato celetista vinculado à previdência?

CELSO LUÍS GAGLIARDO

gagliardo.celsoluis@gmail.com

Americana

Primeiro, eles

Os políticos devem dar o exemplo aprovando, primeiramente, a reforma da previdência deles próprios. Depois, e só depois, começar a discutir a dos demais brasileiros. A proposta do governo, relegando a discussão da previdência dos políticos para um momento posterior, é absolutamente imoral! No mínimo.

GISELA MEIRELLES DOS SANTOS

giselamsantos63@gmail.com

São José do Rio Preto

Isonomia

É inaceitável uma reforma da previdência sem acabar com as mordomias deste país. Em primeiro lugar, precisam ser proibidas aposentadorias e pensões com valores maiores que os pagos aos trabalhadores do setor privado. Em segundo, todos precisam ter direito a apenas uma aposentadoria. E, finalmente, todos deverão trabalhar e contribuir pelo mesmo tempo. Se isso não for satisfeito acho que a população precisa iniciar, imediatamente, uma greve fiscal.

ALBERTO GONÇALVES

albertogoncalves@hotmail.com.br

Ribeirão Preto

LULOPETISMO

Vaquinha?

Muito interessante a proposta do “comitê organizado por apoiadores” de Lulla com o intuito de ajudar na defesa do petista. Isso me faz pensar: quem pagou pela viagem desse senhor e da ex-“presidenta” Dillma para Cuba, com o intuito de acompanhar o enterro do ditador Fidel Castro? Enquanto o Brasil sofria a perda do time da Chapecoense, ambos beijavam a mão do “democrata” Raúl Castro. Essa é uma pergunta para a qual não encontro resposta...

HELEO POHLMANN BRAGA

heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

Operação Zelotes

Nova denúncia contra Lula e Lulinha. Já estávamos sentindo falta de notícias como essa.

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Amplo espectro

A delação de executivos da Odebrecht mostra que o sistema político brasileiro é um cadáver insepulto: está morto e cheira mal.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

A SOMA DE TODOS OS ERROS

A crise iniciada com a desastrada expedição de uma liminar por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), passando pelo total desprezo aos procedimentos da Justiça, até uma finalização para lá de arranjada nos deu a clara visão nas mãos de quem está a solução desta crise gerada por Lula, Dilma Rousseff e o PT. É desastre em cima de desastre, somando os erros dos Poderes da República. A única coisa positiva para extrair desta história é que todos parecem concordar que precisamos de uma PEC que limite os gastos públicos, além de equacionar a Previdência Social para ter acesso ao capital ilimitado que existe hoje no mundo à busca de boas aplicações numa economia sob controle.

Carlos de Oliveira Avila

gardjota@gmail.com

São Paulo

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HOMEM FORTE

"Daqui não saio, daqui ninguém me tira!" O presidente do Senado Federal do Brasil, Renan Calheiros, está cantarolando pelos corredores do Congresso Nacional. Não há parlamentar mais forte do que Renan. Ele desrespeitou os juízes de primeira instância chamando-os de "juizecos"; e não deu a menor bola para o oficial de Justiça enviado pelo Supremo Tribunal Federal, que lhe entregaria liminar determinando sua saída da presidência do Senado. Com exceção de Marco Aurélio Mello, Rosa Weber e Edson Fachin, a maioria da Suprema Corte votou, na quarta-feira, para que Renan permaneça ocupando o cargo de presidente do Senado. O presidente da República, Michel Temer, sai fortalecido, pois conseguirá votar a PEC do teto dos gastos e a reforma da Previdência, conforme havia planejado. O réu Renan continuará dominando o Poder Legislativo da União, ocupando lugar de destaque na Mesa Diretora da Casa e cruzando os corredores dos palácios de Brasília, com estabilidade e confiança.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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NOSSO VOTO E A CONSTITUIÇÃO

É fato que todos no País estão contrariados, desapontados, desiludidos com os poderes constituídos. Mas lembrem-se: estão lá com o nosso voto, com exceção dos representantes do Judiciário, que são nomeados pelo presidente em que votamos. Perceberam? Mas me permitam tecer um comentário: a Constituição fala qual é a linha sucessória do presidente da República. Não fala em ser ou não o eventual sucessor réu. Isso fica na subjetividade. O STF é que, em processo ainda não concluído, está estendendo que, em sendo réu em ação penal no STF, não poderá substituir o presidente da República. Diante disso, creio que não há o que dizer, a não ser, como já disse, soltar marimbondos e impropérios. A falha maior está na Constituição, que, quando estava sendo elaborada, não incluiu no artigo que trata da linha sucessória da Presidência da República o fato de que réu, seja em ação civil e/ou criminal, também não pode exercer cargos que estejam na linha direta da sucessão presidencial. Mas tal não foi feito, e nem agora, por iniciativa do STF, isso está sendo corrigido. É uma meia-sola, pois, convenhamos, quem não preenche os requisitos para exercer a Presidência da República não pode assumir ou permanecer nos cargos da linha de substituição e sucessão. A alegada questão econômica do País, mencionada nos riscos caso o senador Renan fosse afastado, não se justifica. Chega a ser ridícula. Não tem nada que ver. Um governo que chega ao ponto de alegar isso é melhor pedir para ir embora.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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DECISÃO JUDICIAL

Sobre sua permanência na presidência do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) afirmou que "não tem o que comentar da decisão judicial, decisão judicial do STF é para se cumprir". O autor da frase é o mesmo que se recusou, por duas vezes, a receber notificação do oficial de Justiça acerca da liminar do ministro Marco Aurélio Mello. Triste o país cujo Poder Legislativo é presidido por alguém da índole de Renan.

Elias Menezes

elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

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PANO RÁPIDO

(Abrem-se as cortinas.) Ele, com pose de autoridade, maquiado com óleo de peroba, após dois dias esquivando-se de oficial da Justiça do Supremo Tribunal Federal (STF), declara com toda empáfia: "Decisão da Justiça não se discute, se cumpre". (Aplausos e risos encabulados da plateia. E fecham-se as cortinas). É nosso Brasil caboclo!

Silvano Corrêa

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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SUPREMA HUMILHAÇÃO

O senador Renan Calheiros, depois de receber as bênçãos da mais alta Corte do País, agradece com uma ironia: "Decisão do STF é para se cumprir". Suprema humilhação! Verdade, senador, mas somente se for de acordo com seus interesses! Como pode: ele responde a 12 processos, a maioria por suspeitas de corrupção, que estranhamente nunca são julgados no STF; chamou um juiz de "juizeco"; bradou ao mundo que não sairia do Congresso (como ele sabia disso?); anulou uma operação da Polícia Federal; trabalha para acabar com a Lava Jato; enfim, faz e desfaz, mas nada acontece? Que estranhos poderes ele possui, que fazem até a Suprema Corte se curvar aos seus interesses? Pois é, "senadoreco", ainda bem que o senhor vive num "paiseco"!

José Milton Galindo

galindo52@hotmail.com

Eldorado

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NA REPÚBLICA BANANEIRA

O que aconteceria a um marginal, em país civilizado, que desacatasse uma intimação de um tribunal de Justiça desse país? Certamente, seria severa e exemplarmente punido. O que acontece numa República bananeira? O canalha tem sua foto nas primeiras páginas dos jornais e dos pasquins, sorrindo, envergonhando a Nação e declarando: "Decisão do STF é para se cumprir". É muita falta de caráter e sobra de arrogante cinismo. Dos marginais é uma ousadia compreensível. Das autoridades judiciais é simplesmente uma deplorável leniência e uma imoralidade. Se nem o Judiciário se der ao respeito, o País não tem mais perspectivas. Decrete-se a falência do Estado.

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

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A DEMOCRACIA DE BRASÍLIA

A foto de primeira página do "Estadão" de sexta-feira (9/12) é significativa. Renan Calheiros está com cara de quem fez os ministros, o STF e o Brasil ético de tontos. Só faltou completar a frase "(...) desde que seja uma decisão que eu queira cumprir!". E, então, vivemos numa democracia de Brasília! O que os pequenos democratas decidem é a democracia. Nossas instituições estão à beira do abismo. Morri de vergonha do Judiciário. A ministra Cármen Lúcia não merecia tamanha desfaçatez. Não tenho vontade nem de ler as notícias, pois parece que só vêm besteiras e, pior, eles acham que são "o máximo", até que as ruas descobrem que não há pão nem brioche e menos ainda vergonha neste país.

M. Mendes de Brito

voni.brito@gmail.com

Bertioga

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O IMEXÍVEL RENAN

A foto estampada na primeira página da edição de 9/12 do "Estadão" nos mostra a alegria do imexível presidente do Senado após a fatiada decisão do STF que o permitiu continuar nessa presidência.

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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INJUSTIÇADO

Diante dos recentes acontecimentos envolvendo o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, juntamente com a Mesa do Senado, em total demonstração do corporativismo existente, não obedecendo a liminar dada pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, para afastá-lo do cargo, deixou claro e evidente para todo o Brasil que o ex-deputado federal Eduardo Cunha, que responde pelo mesmo crime que responde Renan, "peculato", e que já está preso, foi o grande injustiçado até o momento. Como se tudo isso não bastasse, em tom irônico Renan diz que decisão da Justiça é para ser cumprida.

Arnaldo L. de Oliveira Filho

arluolf@hotmail.com

Itapeva

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O QUE ESPERAR?

Depois da declaração sarcástica e revoltante do Exmo. sr. presidente do Senado, o que podemos esperar deste país? Absolutamente nada. 

Ariovaldo Jorge Geraissate

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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EQUIDADE

A ordem legal imposta a Eduardo Cunha não se aplica a Renan Ca(na)lheiros? Ou...

Arnaldo Ravacci

arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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COBRAREMOS

Não bastasse o fato de o Senado ter em sua presidência a nefasta figura política de Renan Calheiros, que, além de réu, responde a outros 11 inquéritos, a maioria deles ligada à roubalheira na Petrobrás, assistimos, atônitos, à decisão do Supremo Tribunal Federal de manter o poder de um gângster, em prol de uma suposta governabilidade.  Qual governabilidade? Trata-se de uma completa desmoralização da mais alta Corte do País, que se humilha, destrói a sua reputação, endossa a insegurança jurídica e testa, mais uma vez, o nível de resiliência do cidadão brasileiro. A opinião pública, cada vez mais atenta, cobrará do STF a devida contrapartida para que, em breve, o forasteiro Renan tenha o mesmo destino de Eduardo Cunha e de outros bem conhecidos políticos que envergonham a sociedade e desmoralizam as nossas instituições.

Sergio Bialski

sbialski@espm.br

São Paulo 

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GRANDE OBRA

Com a consagração da maioria de votos pela desobediência premiada do senador-cangaceiro Renan Calheiros, a composição do atual STF faz jus, inequivocamente, ao título de maior obra governamental do PT. Não satisfeito em desmoralizar, publicamente, o ministro relator da liminar que pedia o afastamento da notória figura da presidência do Senado, o pleno daquela egrégia Corte, sob a batuta da ministra Cármen (cala a boca já morreu) Lúcia, sempre atenta à escolha da literatice com a qual vai florear seu sempre douto voto, coordenou um acordão, assessorada pelos impolutos Sarney, Temer, FHC e, "last but not least", Jorge Viana, do PT, num bizarro arreglo concertado entre os ministros que nem o baixo clero da Câmara dos Deputados teria coragem de engendrar, mesmo depois da meia-noite. Sugiro ao ministro Marco Aurélio, que não foi indicado pela "intellingentsia" petista, que peça sua aposentadoria, a exemplo do que fez o ministro Joaquim Barbosa, que pediu o boné porque não suportaria ser presidido por um ministro petista daquela Alta Corte. Sairá de cabeça erguida, com o aplauso da sociedade brasileira, pelo gesto singular de recuperar não só a sua dignidade pessoal ofendida, como também a da grande maioria do povo brasileiro.

Ruy Tapioca

ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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CONCHAVO

O acordo para Renan não cair não foi entre cavalheiros, e sim entre CALHEIROS?

Antonio Jose Gomes Marques

a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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STF

Sinceramente, depois do fiasco recente, a pergunta: para que este STF que está aí? Lula nomeou oito membros, Dilma, outros, e o Senado de Renan aprovou essa turma. Ou seja, sem nenhuma confiabilidade.

André Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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CRISE INSTITUCIONAL

Renan Calheiros e Marco Aurélio Mello, ambos criaturas de Fernando Collor de Mello. Quem sai aos seus não degenera!

Carlos Alberto Roxo

roxo_7@terra.com.br

São Paulo

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VERMES

O recado do Senado no caso Renan Calheiros ficou claro: a lei não é para todos. O STF se ajoelhou perante a Nação e legitimou o crime. O que se vê são as pessoas de bem sendo acalmadas com um tapinha nas costas do tipo "é assim que tem de ser". A lei? Ora a lei! Ela é para você, trabalhador. Ouse não pagar suas multas, seus impostos e demais encargos que lhes são impostos. O Brasil assistiu em rede nacional ao maior conchavo de todos os tempos. Temer, Sarney, Lula e FHC manobraram para salvar Renan Calheiros. E vem mais por aí, aguardemos os envolvidos na Lava Jato. Enquanto tivermos estes vermes no comando da Nação, tudo só vai piorar. Pobre Brasil!

Izabel Avallone  

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DUAS PERGUNTINHAS

Algum dia este pusilânime tribunal irá condenar o crápula que cuspiu e está rindo na sua cara e que cobriu de opróbrio aquela Corte, pelo crime em que já se tornou réu? Ver para crer. Qualquer um de nós, pobres mortais, agora também pode escarnecer e descumprir ordens judiciais? 

Rubens Guiguet Leal

rubensgleal@uol.com.br

Americana

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DAQUI EM DIANTE

Todos os brasileiros têm o direito de recusar-se a atender um oficial de Justiça daqui em diante, conforme decidido pelo STF presidido pela ministra Cármen Lúcia.

Ricardo Lorenzi

ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo 

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COITADO DO BRASIL

Do jeito que as coisas estão indo, a esperança da parcela honesta e trabalhadora deste país seria que um grupo como o Primeiro Comando da Capital (PCC), sob o domínio de um Marcola, pusesse ordem nas coisas. Pelo menos ele tem organização, é líder, tem código de honra e um exército eficaz, obediente e organizado. Coitado do Renan se tivesse desobedecido a um comando dele. Lá as leis são para valer.

Rubens Sousa Pinto

rubanfilho@hotmail.com

São Paulo

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MANOBRA

Em razão do recente episódio em que Renan Calheiros descumpriu uma determinação para afastar-se do cargo de presidente do Senado, as pessoas estão condenando os ministros do Supremo Tribunal Federal. No entanto, ninguém teve a coragem de pôr o dedo na ferida, pois o único culpado de tudo isso é o ministro Marco Aurélio Mello, que cometeu esta bobagem de liminar - e digo bobagem porque faltam apenas nove dias para o Senado entrar em resseco e, ainda, não é Renan Calheiros o primeiro da linha sucessória para presidir o País, portanto não havia a necessidade de determinar tal ordem de forma única e isolada. A impressão que ficou é de que foi uma manobra para atrasar a aprovação da PEC 55. 

Daniel de Jesus Gonçalves

al_amachado@yahoo.com.br

Paranavaí (PR)

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QUEM NÃO SE COMUNICA...

Quem não se comunica se trumbica, já dizia o sábio Abelardo Barbosa. Basta dar uma lida nas cartas dos leitores de sexta-feira (9/12/2016) para perceber que o nosso Poder Executivo, encarnado na pessoa do presidente Michel Temer, não se comunica com os cidadãos. Não cabe ao Poder Judiciário justificar as suas decisões, a não ser em autos, mas a sua sensata decisão - eminentemente política e claramente tomada de comum acordo com o Executivo - de não encurtar de míseros seis dias o mandato do atual presidente do Senado, deveria ter chegado ao conhecimento geral por meio deste último poder. Este é apenas um exemplo da persistente falta de comunicação deste governo, com relação às suas bem intencionadas decisões e, sobretudo, dos seus frequentes recuos táticos. Nestes, transmite uma imagem de hesitante indecisão, que poderia e precisaria ser revertida por meio de uma comunicação eficaz. Que tal nomear um porta-voz profissional, como existe em outros países?   

Jan Krotoszynski

jankroto@gmail.com

Carapicuíba

    

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CRISE DO GOVERNO TEMER

Como outrora previu Michel Temer, "impeachment geraria uma crise institucional". Como aceitou seu papel no golpe parlamentar que tirou uma presidente legítima, virou refém de seus apoiadores e já tem data para sua deposição. Após votação da PEC dos gastos. Em janeiro o PSDB retira o apoio a Temer e Gilmar Mendes e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassam a chapa Dilma/Temer, e sua substituição será indireta, via Congresso. FHC, faceiro, vira candidato para pavimentar sua reeleição, com Aécio Neves vice. É o golpe nos golpistas! Só falta combinar com os "russos", o povo brasileiro!

Wilson Ronaldo de Oliveira

wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

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ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), é alvo da Justiça pela acusação de degradação ambiental. Além do bloqueio de R$ 108 milhões em bens de Padilha, em mandado de busca e apreensão foram descobertos mais de 1.900 cabeças de gado, espingardas e 18 revólveres sem registro, trator e motosserra, além de haver fortes indícios de desmatamento ilegal em mais de 50 fazendas que se dedicam à extração irregular de madeira. Também foi constatado trabalho braçal análogo à escravidão. Será o ministro um grileiro? A Justiça diz que há indícios. Com a palavra, mais uma vez, Michel Temer.

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DE NOVO A CASA CIVIL

Como sempre, temos um justo e idôneo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que é processado e acusado de grilagem no Rio Grande do Sul. Não bastasse isso, a Justiça de Mato Grosso determinou o bloqueio de R$ 108 milhões em bens de Padilha e de mais cinco cupinchas em acusação de degradação ambiental em Cuiabá.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ELISEU PADILHA

Pela "lei" Itamar Franco, o ministro secretário da Casa Civil deveria ser afastado até que conseguisse provar a sua inocência. 

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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MUITA FUMAÇA

Podem acreditar, o ministro da Casa Civil é grileiro, sim. A maioria dos donos de terras adquiridas através de usocapião é de picaretas, sim. Eles tomam posse das terras, muitas vezes expulsam famílias inteiras e até matam, se preciso for, colocam homens armados e de sua confiança ali e os mantêm na posse da terra até que se completem os cinco anos necessários para caracterizar o usocapião. No caso do ministro Padilha, é importante que as investigações se aprofundem o máximo possível, ele já está envolvido com desmatamento em Mato Grosso e já teve bloqueio de seus bens. É muita fumaça para pouco fogo.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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DESASTRES

Em muitos países ao redor do mundo seus habitantes sofrem porque há terremotos, furacões, estiagens, guerras e outros contratempos da natureza. Já aqui, no Brasil, sofremos por um único problema: os políticos que desgovernam o nosso país.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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BRASIL X BRASÍLIA

As crises política, econômica e de credibilidade se agravam de tal forma que em breve pode haver um conflito declarado do povo contra os seus representantes. Em outras palavras, a representatividade faliu. A melhor e talvez a única solução democrática para o imbróglio que se delineia seria convocar eleições gerais em nível federal. Todos os políticos: presidente, senadores e deputados perderiam seus mandatos e se submeteriam aos novos resultados das urnas. Dever-se-ia fazer, inclusive, uma Constituinte, que é para poder reestruturar as coisas do jeito certo. Brasília jamais aceitaria isso. E o Brasil pode vir a não aceitar qualquer outra coisa. Se não se chegar a um consenso, a alternativa é o Brasil declarar sua independência de Brasília.

Jorge Alberto Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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VAQUINHA PARA LUIZ INÁCIO

"Apoiadores de Lula criam 'vaquinha' para ajudar na defesa do petista" ("Estadão", 8/12). Salvo melhor juízo, acredito ser desnecessário tal vaquinha, que pretende arrecadar R$ 500 mil. Basta o sr. Lula pedir a seu filho alguns boizinhos de seu rebanho de nelores.

Osmar Jose Gomes

osmar_jg@terra.com.br

Camanducaia (MG)

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PRÓ-LULA

Nossa, mais uma vaquinha, desta vez organizada por um grupo de pessoas apoiadoras de Lula. Pretendem arrecadar R$ 500 mil para campanhas pró-Lula, utilizando diversos meios de comunicação, inclusive internacionais. Resta dizer: Ai jesuis cristinho!

Sérgio Barbosa

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais 

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VERGONHOSO

Que palhaçada é esta de vaquinha para arrecadar dinheiro e financiar a defesa do homem "mais honesto" e injustiçado do planeta? É vergonhoso, próprio de uma Republiqueta. Lula que se vire junto com os "petralhas", que use a verba do incipiente instituto que ele criou para mascarar o recebimento de propinas.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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BRASIL: ORDEM E PROGRESSO 

"A verdade sobre as 10 Medidas" ("Estadão", 9/12, A2), de lavra de quatro eminentes advogados, retrata uma verdade que deve merecer a atenção dos brasileiros. A lembrança à ação popular retrata, com extraordinária fidelidade, que os brasileiros podem e devem participar do futuro da nação brasileira. As manifestações populares na Avenida Paulista e em outras cidades do País merecem amplos aplausos, porém o melhor caminho, como consta da mensagem subscrita pelos advogados, é a alternativa para alcançar resultados práticos. A competência para conhecer as ações populares é do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa alternativa é lembrada ao recordar das medidas feitas por um dos mais ilustres advogados brasileiros: Rui Barbosa. A lição de Rui é esplendorosa. "Preocupa sobremodo a escalada punitiva em curso, que parece olvidar as garantias e os direitos constitucionalmente consagrados, em nome de um combate à corrupção que deveria, na verdade, ocupar-se da efetiva análise e remoção das causas da corrupção" é a lição magistral dos eminentes advogados. Sem desprezar os colegas que subscrevem o artigo, peço licença para mencionar um dos mais eminentes constitucionalistas do País, dr. Ives Gandra   da Silva Martins, que jamais endossaria "a verdade" na  dúvida. O mesmo para os demais subscritos: Mariz de Oliveira, Hamilton Dias e Renato Silveira. "Abuso de autoridade" constante da mensagem é permanente, eis que as perguntas formuladas por advogados durante o depoimento dos acusados são rejeitas por magistrados. É relevante lembrar: "A Operação Lava Jato se mostrou extremamente eficiente quanto aos fins a que se propôs. Será que tal eficiência decorre de reiterados abusos de seus responsáveis?". Essa denúncia merece atenção especial, para evitar a derrocada na Nação. Os procuradores e os magistrados devem evitar a propaganda até da mídia. A eventual condenação dos acusados deve ocorrer dentro das quatro paredes do fórum, e jamais através do escândalo divulgada na mídia. O objetivo dos brasileiros é alcançar a "ordem e o progresso".

Bension Coslovsky

bensioncos@gmail.com

São Paulo

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A ODEBRECHT E GERALDO ALCKMIN

Na megadelação premiada feita pelos executivos da construtora Odebrecht, eles confessaram ter pago milhões de reais, em dinheiro, para as campanhas do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que aparece na lista de propinas da Odebrecht sob o codinome "Santo". Alckmin deveria renunciar, pedir perdão aos paulistas. É um autêntico santo do pau oco. Diante da gravidade das acusações e evidências, o mínimo que se espera é a saída imediata de Alckmin do cargo e que responda na Justiça pelos seus atos. Chega de dois pesos e duas medidas e de impunidade para os tucanos.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PROPAGANDA NA TV

Gostaria de saber quanto o sr. Paulo Skaf está gastando com a propaganda do Senai em horário nobre na TV. São pelo menos três inserções longas por noite. Essa verba não seria mais útil para a compra de novos equipamentos e contratação de instrutores?

Giampiero Giorgetti

giampiero@falcare.com.br 

São Paulo

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IMPEACHMENT NA COREIA DO SUL

Vendo o noticiário de sexta-feira, constata-se que a presidente da Coreia do Sul está sendo afastada em razão de um escândalo que envolve "míseros" US$ 70 milhões, e isso num país que é mais rico do que o Brasil. Comparando com as gigantescas cifras dos escândalos brasileiros, seria quase um assunto para tribunal de pequenas causas.

Níveo Aurélio Villa

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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VERSÃO COREANA

Após abertura do processo de impeachment, a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, já sabe o que dizer: "Golpi, né!? Golpi...".

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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SEM TRAUMAS

As instituições políticas da Coreia do Sul absorvem muito melhor o impacto de um processo de impeachment. Não há uma longa linha sucessória, como no Brasil, e o primeiro-ministro é o chefe de governo, que acumula as funções de chefe de Estado durante o julgamento da presidente afastada por crime de responsabilidade. Havendo a cassação do mandato, o país realiza eleição presidencial em 60 dias.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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O HOMEM DO ANO

Nove meses depois de eleito presidente dos Estados Unidos, Barack Obama venceu o Prêmio Nobel da Paz, em 2009. "Trump, de azarão a figura do ano." São duas notícias verídicas, que o "Estadão" noticiou em momentos oportunos. Mas a questão é: foram oportunas as indicações? Será que Obama deveria ter levado o (político) Prêmio Nobel, com nove meses à testa do governo? Nenhum dos 205 candidatos fez nada a ensebar realmente o prêmio. Dito isso agora, passado o primeiro mandato e no término no segundo, a figura comedida, carismática, assim como sua família, dos sonhos dos americanos, quase monarcas de tão reverenciados, há razão para isso, não nego. Mas estamos em 2016, houve tempo e decisões importantes feitas por Obama que o tornaram "mais merecedor" do Nobel da Paz do que Jimmy Carter, por exemplo, vencedor em 2002, ou Al Gore, que levou em 2007. Mas a grade questão é: qual o critério da revista "Time" para eleger Donald Trump o homem do ano? Não sei. Li e reli e não entendi. Ao menos a revista, que é um veículo de informação importante nos EUA, enfatizou que a escolha não é uma "honraria". Pouco importa o que disse a revista, Trump recebeu a indicação como uma "honra tremenda". Os americanos são mesmo tão ensimesmados que devem, à sua maneira, ter entendido a indicação. Ou as indicações, as duas. Nós, povo brasileiro, que sofremos e ainda sofremos de forma agudizada uma crise de legitimidade sem precedentes e da total desconfiança nas instituições democráticas, é que ficamos achando tais "premiações" açodadas.

Andrea Metne Arnaut

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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