Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2016 | 03h00

CORRUPÇÃO

Político honesto procura-se

As informações, previsíveis, contidas na delação da Odebrecht demonstram que há muito tempo o poder político, governista ou oposição, se encontra corroído em todos os níveis, federal, estadual e municipal – vários prefeitos recém-eleitos estão sendo presos pelo Brasil afora. Será que os eleitores não conseguem identificar os políticos desonestos, ou são simplesmente coniventes? De toda sorte, algo de bom vem acontecendo no País. Graças às temidas delações premiadas e escutas telefônicas – que Renan Calheiros pretendia anular com a nova lei de abuso de autoridade –, nunca na História se viu tanto político sendo preso. E isso é positivo. É tempo de mudança e depuração (se a corrupção deixar). 

EDENILSON MEIRA

merojudas@hotmail.com

Itapetininga

Começar de novo

Nesse lamaçal de irregularidades exposto pela Operação Lava Jato, com tantos políticos envolvidos, com que cara vão querer impor goela abaixo dos trabalhadores uma reforma da previdência em que direitos serão retirados, impondo uma idade mínima impiedosa para quem desde cedo contribui? Deveria ser aprovada uma PEC impedindo todos esses políticos de se candidatarem na próxima eleição, dando oportunidade para gente nova entrar na política e decidir sobre os rumos do Brasil, começando tudo do zero. 

REINNER CARLOS DE OLIVEIRA

reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

O caminho é longo 

Bati panelas para protestar contra a roubalheira que se instalou na Petrobrás e nas outras estatais federais, e também para protestar contra a incompetência da gestão econômica e política do governo dos antecessores progressistas. Infelizmente, aquilo deu nisso – eu já desconfiava no que ia dar. Trocamos seis por meia dúzia, porque o sucessor e seu entourage, aliados de sempre do PT, também sempre tiveram as suas mazelas. O ganho foi que se levantou o tapete e o lixo todo começou a aparecer de modo formalizado, documentado, processual, para o bem da arrumação da casa. Começaremos a trabalhar de novo, o caminho é longo. Varre, varre, vassourinha...

OLIMPIO ALVARES

olimpioa@uol.com.br

Cotia

Cheiro de enxofre

Com as primeiras divulgações das delações premiadas dos executivos da empreiteira Odebrecht, até os incautos, os inocentes e os que se engajaram na farra do impeachment perceberam que tirar o PT e manter o PMDB, com o PSDB e o DEM, no poder foi um erro grotesco. Michel Temer, Eliseu Padilha, Romero Jucá, Renan Calheiros, José Serra e até o “Santo” do PSDB de São Paulo estão envoltos em nuvens de corrupção altamente tóxica. Sinto um cheiro de enxofre no ar e ele vem dos gabinetes dos políticos brasileiros. É o fim de qualquer esperança. Agora, gostaria de ver o povo nas ruas, mas desta vez para valer, e não por algum ranço ideológico.

RAFAEL MOIA FILHO

rmoiaf@uol.com.br

Bauru

PT e PMDB sempre juntos

Quando torcemos pelo impeachment da ex-presidente Dillma não tínhamos nenhuma ilusão de que Michel Temer e PMDB estivessem fora do esquema na Petrobrás. A única diferença entre os dois partidos é que o PT, além de roubar, mentir adoidado, se cercava de companheiros incompetentes e queria ficar eternamente no poder, camuflado de democracia. Já o PMDB só gostava mesmo de roubar. Então, em 2018 a gente troca todo mundo. No momento precisamos pôr o País economicamente nos trilhos. E só podemos republicanamente contar com o que temos, o PMDB. Mas que todos sejam julgados, condenados e cumpram pena. Todos, sem exceção, porque quem defende seus bandidos é o PT! 

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Alhos e bugalhos

Nessa delação da Odebrecht, pelo que foi divulgado, parece-me que estão misturadas propositalmente doações de campanha com propina, com o objetivo de complicar as apurações. Agora, além de investigar e punir os criminosos, gostaria de saber se todas as vantagens e os privilégios conseguidos pela empresa (benefícios fiscais, reserva de mercado, etc.), cujo custo está sendo suportado por nós, contribuintes, serão cancelados.

JOSÉ C. MELO REIS 

jcelid@uol.com.br

São Paulo

Indignados

Todos os citados emitem notas dizendo-se indignados. Se eles estão, o que dizer de nós?!

GABRIEL MAMERE NETO

gmamere@terra.com.br

Barueri

RENAN CALHEIROS

Porta gradeada

O senador Renan Calheiros afirmou que o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, entrará na História pela porta dos fundos. Se justiça for feita, assim como esperam os cidadãos de bem da nossa nação, o senador Renan entrará na História pela porta da penitenciária.

RENATO CONSOLMAGNO

rconsolmagno@gmail.com

Belo Horizonte

Bem, isso se o STF deixar, claro.

RUBENS PAULO STAMATO JÚNIOR

rubensstamatojr@terra.com.br

Bebedouro

BIENAL 2016

Decepção

Correta a crítica de Sheila Leirner (Caderno2, 10/12, C6) sobre a decepcionante Bienal de Arte de São Paulo de 2016, apesar de não tão enfática quanto necessário. E essa decepção é uma avalanche a cada edição, como tudo o que envolve política (nesse caso, política cultural, inexistente). Parece que não se quer nada que não se possa conduzir e controlar, como aquela imagem dos elefantinhos agarrados um no rabo do outro. Para começar seria necessário o retorno das pré-bienais para a seleção de quem quer que seja que desejasse inscrever-se. E prêmios-aquisições e bolsas de estudo, além do acesso ao público num evento cujo objetivo deveria ser revelar e valorizar talentos e a arte brasileira (pujante e genial fora dos canais oficiais como os eventos em questão). 

WASHINGTON LUIS L. DE ASSIS

washingtonllassis@gmail.com

São Paulo

CORREÇÃO

No artigo de dom Odilo P. Scherer (Aborto – algumas reflexões incômodas, 10/12, A2), onde se lê “já há apenas um ‘montinho de células’, mas um ser humano”, o correto é “já não há apenas um ‘montinho de células’...”.

O PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

Nos últimos meses, a Petrobrás aplicou duas reduções nos preços dos combustíveis em suas refinarias e, sob as mais absurdas justificativas, os postos, ao invés de reduzir esses valores para seus clientes, aumentaram os preços de seus produtos. Agora, quando a Petrobrás aplicou uma correção em seus preços, justificada pelo aumento da cotação do dólar e o preço internacional do petróleo, os consumidores já estão pagando um acréscimo médio de R$ 0,10 no preço da gasolina, independentemente de se tratar ou não de produto novo, já remarcado. Infelizmente, a exemplo dos políticos, os nossos empresários, em sua grande maioria, também são aproveitadores e desonestos.

Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

 

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QUEM NOS DEFENDERÁ?

 

Quando a Petrobrás, recentemente, reduziu por duas vezes os preços dos combustíveis, os consumidores não se beneficiaram da medida. Quando a Petrobrás, na semana passada, aumentou os preços, imediatamente o aumento foi repassado aos consumidores. E o que fazem os órgãos de defesa do consumidor contra este cartel? Absolutamente nada!

 

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

 

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NADA DE ANORMAL

 

Aumento dos combustíveis já chegou às bombas. Isso tem nome: ganância e falta de respeito com os consumidores. Nada de anormal num país onde o presidente do Senado responde a 12 processos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) e não cumpre ordem judicial. Se lá em cima não respeitam lei, e nada, o que esperar dos outros? Isso também tem nome: impunidade.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

 

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PRESENTE DE NATAL

 

Uma vergonha descarada este novo aumento dos preços dos combustíveis. A Petrobrás anuncia uma semana antes os descontos de "xis" centavos na gasolina e no diesel e, depois, dá este "presentinho de Natal" ao povo brasileiro, já esfacelado com tantos desmandos e tantos impostos. É uma vergonha, excelentíssimo presidente Michel Temer e excelentíssimos ministros. Nota zero para sua gestão.

 

César R. Alves Moreira caesar.joi@terra.com.br

Joinville (SC)

 

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O POVO SEM DINHEIRO

 

Ao governo urge encontrar uma solução que reative a economia, gere empregos e renda. O povo está sem dinheiro, por isso o baixo consumo e o endividamento. Uma solução simples seria a correção da tabela do Imposto de Renda. As correções anuais feitas em desacordo com a realidade levaram os trabalhadores a perderem seu poder de compra. Preservaram-no com financiamentos, no lulopetismo, o que gerou o endividamento, então caíram o consumo, a produção e o emprego. A correção da tabela do Imposto de Renda despejará no mercado um dinheiro limpo para o trabalhador, primeiro, pagar suas dívidas, reaver o crédito e, depois, voltar a consumir. O aumento do consumo fatalmente reativará a economia, a produção e a retomada de postos de trabalho, afastando a crise sem gerar inflação, porque o dinheiro será injetado na economia mês a mês, e a produtividade se restabelecerá paulatinamente, uma vez que nossas empresas estão com capacidade de produção ociosa. A retomada da atividade econômica gerará maior arrecadação de impostos, compensando a queda pela correção da tabela do Imposto de Renda. Mas o mais importante: o resgate da autoestima do trabalhador hoje desempregado. Necessário analisar a Curva de Laffer, que comprova estar em torno de 33% o valor máximo de impostos (federal, estadual e municipal). Ultrapassada essa faixa, a arrecadação tende a entrar em declínio, gerar recessão e desemprego. Aí se conhece a face do caos econômico e social.

 

Nelio Esquerdo nelioesquerdo@terra.com.br

São Paulo

 

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FGTS LIBERADO PARA PAGAR DÍVIDAS?

 

O governo estuda liberar o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores pagarem suas dívidas e saírem do sufoco financeiro. Me engana que eu gosto! Na verdade, esta porcaria de governo quer atender aos pedidos de bancos que, tendo milhões de endividados sem condições de pagar os mais altos juros do mundo, querem que o governo libere parte do FGTS para cobrir este imenso rombo em seus balanços. Essa medida não pode ser aprovada, porque o trabalhador se viciará em compras acima de seu bolso por saber que, depois, poderá sacar o FGTS para liquidar dívidas, mas perderá o único patrimônio que consegue em seus anos de trabalho.

 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça 

 

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DEMAGOGIA

 

Excelentíssimo presidente sr. Michel Temer, não sei se é verdade que o sr. está estudando a possibilidade de o trabalhador sacar parte do FGTS para quitar dívidas. Porém, se for, meus pêsames! Quanta demagogia para nada resolver! O fato de as entidades financeiras cobrarem juros fora-da-lei não é considerado agiotagem? Em vez dessa proposta, exija que os bancos cumpram as leis, e assim os juros baixarão muito e poderá ser resolvido de fato o problema das dívidas dos trabalhadores endividado. É tão fácil, não precisa fazer novas leis e o sr. estará tendo uma compostura digna de governante sério. Mas precisa ter honra e coragem.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

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UM BANQUEIRO NA ECONOMIA

 

Li no "Estadão" que o presidente Michel Temer disse que não entende de Economia. Realmente, na minha opinião, não deve entender mesmo, pois colocar um banqueiro para tomar conta da economia, como ministro da Fazenda, é só esperar redução de custo, em todos os níveis, e facilitar de algum modo o pagamento dos atrasados para os bancos. O sr. Henrique Meirelles tem um currículo excepcionalmente bom, pois consta que foi presidente do BankBoston no Brasil, por 12 anos, e depois foi presidente e COO do BankBoston mundial. Isso demonstra que entende muito de banco! Atualmente, no Brasil, talvez o único segmento que esteja bem é o dos bancos, com juros altíssimos e lucros extraordinários. Pergunto eu: e a indústria e os serviços? Em seis meses, nada, praticamente nada foi feito. Urge tomar medidas para melhorar a desesperadora situação dos 12 milhões de desempregados, deslanchando a economia como um todo. Mas isso será possível com o atual ministro, especializado em bancos?

 

Gilberto Abu Gannam gilbgag1@hotmail.com

Piracaia

 

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E NINGUÉM DEU BOLA...

 

Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central (BC), finalmente criou coragem e disse o que muitos queriam ouvir. O BC se encheu de coragem e resolveu (finalmente!) sinalizar com uma aceleração na queda da taxa Selic, e... nada aconteceu! Nada! Os mercados de risco e câmbio deram de ombros à grande revelação do chefe do Banco Central. Sabem por quê? Porque os juros reais continuam estratosféricos! Com a inflação em queda acelerada, zero inflação de demanda (zero!) e os juros reais abaixo de zero no exterior, nossos juros ainda estratosféricos continuarão a deprimir a demanda interna, e o capital internacional de curto prazo, que busca de um alto retorno na renda fixa nacional, não permitirá que nossa moeda (ainda sobrevalorizada) ajude na recuperação da economia por meio das exportações. Ou seja, o mercado está dizendo a Ilan que 0,5% de corte ainda é pouco! E ele sabe disso! Ilan Goldfajn tem 45 dias para gerenciar as expectativas do mercado e acelerar de verdade a queda da Selic de forma a permitir com que nossa economia saia do buraco. Comunique-se, Ilan, e coragem!

 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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MALHA FINA

 

A Receita Federal colocou 771,8 mil contribuintes brasileiros na malha fina. Só por curiosidade, deste total, quantos são deputados, senadores, vereadores, governadores, prefeitos, políticos, enfim, e diretores de estatais? Pode incluir esposas e filhos. E quantos estão envolvidos na Operação Lava Jato?

 

Aloisio Navarro aloisio.navarro@mbsseguros.com.br

São Paulo

 

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A DÍVIDA DAS EMPRESAS

 

O agravamento da crise econômica no Brasil está se tornando cada vez maior e, consequentemente, pior, fazendo com que muitas empresas tenham perdido sua capacidade de pagamento. Milhares delas encerraram suas atividades e muitas outras literalmente faliram. Isso causou uma catástrofe na dívida dessas empresas, que quintuplicou em dois anos, atingindo a cifra de R$ 500 bilhões. Será possível renegociar?   

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ESTADOS EM CRISE

 

Está virando moda. Começou no Estado do Rio de Janeiro, depois foi o Rio Grande do Sul e, agora, Minas Gerais - e sabe-se lá qual o próximo Estado a decretar situação de calamidade financeira, a ponto de não poder pagar os salários dos funcionários estaduais. E o que dizer da sociedade em geral, endividada, inadimplente e sem ter a quem recorrer, começando pelos gestores que provocaram a presente situação? Poderiam todos recorrer ao "novo" expediente protelatório? Isonomia, não seria justo?

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

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AJUSTE FISCAL

 

Seria interessante que os Três Poderes se reunissem e criassem uma comissão mista para avaliar a legalidade de quem recebe acima do teto no serviço público. Limitar vantagens que ultrapassassem o teto. Criar teto para parlamentares, juízes, governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores. Criar teto nos Três Poderes para engenheiros, médicos, professores, técnicos, motoristas, ascensoristas, servidores de cafezinho, etc.

 

Alfredo M. Dapena alfredomdapena@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CRISE POLÍTICA

 

Os governos petistas de Lula e Dilma desorganizaram o Estado brasileiro de tal forma que se tornou quase impossível administrá-lo. Instalaram um sistema de corrupção nunca antes visto neste país. O Congresso Nacional só aprovava matérias de interesse do governo mediante recebimento de propina, como, por exemplo, deu-se no mensalão. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), cujo dever é fazer com que a Constituição seja cumprida, não a respeitam, conforme ocorreu no julgamento do impeachment de Dilma. Isso tudo levou à falência do Estado e ao descrédito nas instituições. Hoje, o senador Renan Calheiros chantageia o governo para aprovar as medidas necessárias ao ajuste fiscal e desacata o Supremo. Quando o STF julga alguma ação contra políticos, é possível prever o resultado antes da discussão da matéria e da votação final, dependendo dos ministros que irão apreciá-la. O presidente Temer precisa ter pulso firme, não ceder a pressões e manter suas decisões, doa a quem doer. Porém, até agora, tem demonstrado fraqueza diante de políticos mal acostumados. 

 

José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

 

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

Na noite de terça-feira (8/12), tornou-se pública uma alteração bastante substancial do texto que trata da reforma da Previdência. Os militares e bombeiros não só terão regras mais generosas do que os demais trabalhadores públicos e da iniciativa privada, como também poderão acumular pensão e aposentadoria. Ou seja, a proposta tira de muitos para promover benesses a poucos. A reforma previdenciária é necessária, no entanto, precisa ser razoável e ter seu peso igualmente distribuído entre todos os agentes. Não podemos, tão somente, permitir que o governo Temer transfira aos trabalhadores todo o ônus do ajuste e deixe as Forças Armadas de fora e, de quebra, com um benefício completamente injustificável. Isso é ilegítimo!

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

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A REFORMA OU A INSOLVÊNCIA

 

É notória a necessidade de uma reforma estrutural na seguridade social brasileira. Haja vista que países com população menor que o nosso têm idade mínima equiparada à proposta por Michel Temer e sua equipe econômica. A demografia exige alguma mudança urgente. Mesmo a população não conhecendo o que signifique demografia. A sociedade envelhece, logo faltará dinheiro para tantos aposentados e pensionistas. Basta passar um rápido olhar nos dados. Segundo o IBGE, a população acima dos 65 anos crescerá 263% (58,4 milhões) até 2050. Em contrapartida, a população ativa (15 a 64 anos) cairá para 131,4 milhões.

 

Elizeu Ferreira dos Santos elizeuferreirasantos@gmail.com

São Vicente

 

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TRABALHADORES CONTRIBUINTES

 

Você, trabalhador, paga impostos, contribui com a Previdência, constrói o Brasil e o governo destrói você. Vêm aí as reformas trabalhista e previdenciária. Para ele, você não tem vida nem sentimentos; é só uma ferramenta de trabalho que pode render mais. Depois das contribuições e de todo o imposto que recebeu, quer que você morra aos 65 anos ou logo depois, para usar o dinheiro em benefício dos corruptos e parasitas no poder e fora dele, como tem sido até aqui. Fala das dificuldades, insiste nas reformas, mas não abre mão do conforto, do luxo e de tantos privilégios pagos por você. A Previdência não quebra porque vivemos mais e poucos pagam, mas, sim, porque administram mal, roubam e usam nosso dinheiro para outros fins. Até 1960 a Previdência tinha muito dinheiro. Não havia aposentados, só contribuintes, mas o governo gastou tudo na construção de Brasília, inclusive nas mansões para políticos e ministros às margens do Lago Paranoá. O "governo" gosta de fazer cortesia com o nosso dinheiro. Ainda teríamos o "pé na cova", o pecúlio, um benefício maior e dinheiro em caixa se não distribuísse a quem nunca contribuiu. No Nordeste, municípios inteiros vivem quase exclusivamente dos idosos que recebem, mas que nunca contribuíram. E assim é em todo o Brasil. Dilma Rousseff presenteou os campeões das Copas de 58 e 62 pagando-lhes aposentadoria pelo teto. Eles não trabalharam, só correram atrás da bola, conheceram o mundo, a fama e ganharam muito dinheiro, que gastaram, e também nunca contribuíram com a Previdência. Como a ladra Jorgina, milhares continuam metendo a mão. Contribuí muitos anos sobre 20 salários mínimos, aposentei-me com apenas 8 porque, traiçoeiramente, baixaram o teto em 50%, dando-nos outra rasteira, e ainda aplicaram os redutores "legais". Depois FHC desvinculou os reajustes, antes os mesmos do salário mínimo. Ainda chamou aposentados de vagabundos. Vagabundo parasita é quem goza de sórdidos privilégios pagos por nós. Muita verdade há para ser dita, mas não caberia nesta carta.

 

Nilson Martins Altran nilson.altran@hotmail.com

São Caetano do Sul 

 

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CAPITALIZAÇÃO

 

Nem o fator previdenciário, nem a fórmula 85/95, nem a exigência de contribuição por 49 anos resolverão o problema da Previdência Social. Julgo que a solução seria uma Previdência Social capitalizada. Toda a população brasileira - sem exceção - no INSS. INSS capitalizado. Para isso, será necessária a reformulação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e dos estatutos do funcionalismo público brasileiro. Contribuições capitalizadas individuais desonerando os empregadores públicos e privados. Garante-se o "direito ocorrido" de todos tanto no Regime Geral quanto nos Regimes Próprios do funcionalismo. O valor potencial corrigido monetariamente seria somado ao valor contribuído no Regime Capitalizado quando da aposentadoria ou pensão. Inserção de toda a população no INSS! Previdência Social Pública Brasileira capitalizada! Sem a capitalização, não há solução!

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

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EXAGERO

 

49 anos de contribuição me parecem um exagero, 45 anos seriam mais aceitáveis.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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PAVIO CURTO

 

Mau dia! Segundo li nos jornais, o peso da Previdência representa 8%, apenas, do Produto Interno Bruto (PIB)! É verdade?  E os outros 92%, o que são? E quanto representam? Deviam é explicar o que fizeram de errado estes canalhas do PT e do bando que o apoiou, incluído aí o PMDB, que levaram este país ao caos em que se encontra, e meter os culpados na cadeia. Por que sempre a classe trabalhadora é chamada para segurar o rojão quando o pavio está curto e a bomba vai explodir? Por que são os mais idiotas? Os carneirinhos? O País não tem uma - nenhuma sequer - política de longo prazo, mas, para pregar mais uma mentira neste país da mentira, da enganação, nesta ilha da fantasia (onde até pouco tempo atrás tinha até avião e anão), estão pensando em 2030, 2060! Um absurdo. Henrique Meirelles foi o ministro do primeiro governo Lula, e inventou a meta de 4,5% com dois pontos para cima ou para baixo, que significam +45,5% ou -55%, meta irreal e impossível de ser cumprida, digna de demissão por justa causa de qualquer diretor de qualquer multinacional que a adotasse em sua empresa. Meirelles está de novo comandando a nossa economia, como se nada de grave tivesse acontecido, só a ruína econômica do País (!). E os salários desse bando de funcionários públicos ligados à área política que ganham mais que R$ 10 mil, R$ 20 mil, quanto representam do PIB? E em 2030 e 2060, quanto representarão?   Botem esta porcariada na rua! Não produzem nada real, só contribuem com a burocracia a mais, que só atravanca o País. E têm um custo enorme, além de terem aposentadoria diferenciada pelo valor do último salário recebido, enquanto nós outros, em maior número, comemos o pão que o diabo amassou, recebendo aposentadorias dignas de uma ilha da fantasia, baseada em salário mínimo, que aqui é o máximo (outra enganação). Até quando vamos ter de aturar isso, sem sairmos para as ruas quebrando tudo, ou sem que o Exército assuma o País e acabe com a farra do boi destes políticos canalhas e safados que nos enrolam e governam por meio de leis que não nos atendem, só a eles e a suas roubalheiras? Vamos parar de viver indignados e partir para a ação botando esta corja de bandidos e canalhas para fora! Já!

 

Mauricio Pinheiro mcp.pinheiro@gmail.com

São Paulo

 

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E OS DESVIOS?

 

Impressionante até que ponto chega a desfaçatez dos políticos deste país, que é um dos mais corruptos do mundo, com bilhões sendo desviados. Vêm a público pedir reforma da Previdência, obrigando o trabalhador a contribuir por 49 anos para ter aposentadoria integral. Tinham de ter mais vergonha na cara e parar de desviar dinheiro público, pois talvez assim a Previdência teria condições de arcar com seus compromissos.

 

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo

 

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PERFUMARIA

 

Tratando-se do mundo político em que vivemos, a reforma será uma perfumaria para permitir que os energúmenos nos governos explorem mais o povão que paga INSS. Precisamos "reformar o Brasil", até lá, costuramos remendos de sacos em calças podres.

 

Ariovaldo Batista arioba0t@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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COMO FUNCIONA

 

O governo quer surrupiar os atuais aposentados do INSS contando uma mentira: a receita é menor que a despesa e há um déficit. Na verdade, a coisa funciona assim: aposentadoria é um rendimento sobre o que foi aplicado por muitos anos e não depende da receita dos que estão aplicando para sua futura aposentadoria. Vejam para que "bolsões" foram os valores desviados e exijam a sua restituição. O sistema deveria ser único para funcionários públicos, particulares e políticos, que se aposentam após oito anos com os salários dos da ativa - mas, para estes, não falam em cortes. Sugiro que todos tenham o direito de contribuir os mesmos anos para o INSS ou para um fundo no banco que pague melhor rendimento. 

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

 

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A PREVIDÊNCIA E O CORPORATIVISMO

 

Não li em canto algum, tampouco vi nos telejornais qualquer observação cabível à pensão dos militares. O que o governo "Temerário" nos diz é que não se pode igualar a condição diferenciada deles aos demais brasileiros (?). Com base em dados disponíveis nas contas públicas, vale frisar que é a instituição que mais gera déficit em se tratando dos regimes previdenciários. Em dezembro de 2015 existiam 363.914 militares, sendo 208 mil recrutas transitórios e não contribuintes. Restando, portanto, 155.914 militares ativos para bancar a Previdência de 299.044 inativos (reserva, reforma e pensão). Vale ressaltar que o custeio do Ministério da Defesa, num país com as nossas dimensões de fronteiras secas e marítimas, ocorre na proporção de 39,5% para com os ativos e de 60,5% para com inativos. Os números falam por si. Uma grave anomalia moral e econômica foi encerrada em 2001, mas, em razão do maldito direito adquirido existente para os trabalhadores de primeira classe (servidores públicos), seus efeitos financeiros somente ocorrerão em torno do ano de 2036. No caso, trata-se das filhas de militares em recebimento de benefícios auferidos pelos seu pais. Notem que viúvas do RGPS (cidadãs de terceira classe e normalmente em idade avançada) terão o benefício deixado pelo marido, em caso de falecimento deste (em média de R$ 1.780,00), cortado em 50%. A proposta do governo para a Seguridade Social não passa de um tratado do corporativismo em mais uma ultrajante tentativa de arrecadar mais sem nada cortar no custeio de um Estado loteado por um corporativismo incompetente e descarado.        

 

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

 

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ESPECIFICIDADES DA CARREIRA MILITAR

 

Já foram exaustivamente expendidas nos meios de comunicação as especificidades da carreira militar que justificam para eles uma abordagem também específica na questão da reforma previdenciária. Repita-se, por sua relevância, que o regime de contribuição previdenciária dos militares é diverso do INSS, uma vez que os militares descontam em folha para a pensão militar mesmo depois de transferidos para a inatividade e até a morte. Mas faltou ainda dizer: a Constituição veda aos militares alguns dos mais caros direitos da cidadania, quais sejam, a sindicalização, a greve e, enquanto na ativa, a filiação partidária (Art.142, § 3º, incisos IV e V). Nem sequer o secular "habeas corpus", o remédio heroico de todos os juristas, foi tolerado contras as punições disciplinares militares. É que algum segmento especial da administração pública precisa sacrificar parte de seus direitos fundamentais para garantir que os demais cidadãos os exerçam em sua plenitude. Sem esquecer que o militar das Forças Armadas é o único servidor público que promete, no juramento da incorporação, além de se dedicar integralmente ao serviço da Pátria, defender sua honra, integridade e instituições, com o sacrifício da própria vida.

 

Rui da Fonseca Elia rui.elia29@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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PREVIDÊNCIA ESTADUAL

                                                                                                                                                                                                              Pretendem acabar com a isonomia. O senhor governador do Estado de São Paulo, previdente, burlando a Constituição e o estatuto, já acabou com ela há vários anos. Se ele não acertar a vida dos aposentados, antes da malfadada lei, não vai demorar nada para que o "médio escalão" chegue ao salário mínimo (se é que ele sobreviverá), porque o "alto escalão" vai demorar um pouco para chegar lá. O santo governador, que prega o respeito ao próximo e comunga todos os domingos e dias santos, deve lembrar que os aposentados também são os próximos, e a comunhão não lava o pecado de contribuir para a morte prematura de muitos idosos, por terem de escolher entre ou se alimentar ou comprar remédios. Uma coisa que não vi na lei é sobre os milhares de cargos de confiança, intocáveis, já que não existem concursados confiáveis para tais cargos, cujos vencimentos superam, em muitos casos, os dos funcionários comuns. Fora os casos em que são usados registros de diplomas técnicos, como se fossem universitários.

 

Roselys de Almeida roselys2009@gmail.com

São Paulo

 

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NOVOS TEMPOS

 

A necessária e ao mesmo tempo conturbada reforma da Previdência, com a omissão da inclusão dos militares na dita alteração estrutural do sistema, é emblemática. Urge, assim, que tal modificação seja corrigida e aperfeiçoada, para que possa ser mais facilmente aprovada, dentro da linha atual que o País agora vivencia, em que privilégios corporativos de qualquer natureza não mais são aceitos pela opinião pública brasileira.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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PROTESTO

 

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista promoveu um protesto no quilômetro 18 da Rodovia Anchieta contra a reforma da Previdência na manhã de sexta-feira (9/12). Segundo o sindicato, 12 mil trabalhadores - Scania, Ford, Volkswagen, Mercedes-Benz e Toyota - participaram do ato, que durou uma hora e meia, e, em seguida, segundo o sindicato, todas as empresas dispensaram os trabalhadores, que voltam ao serviço normalmente nesta segunda-feira (12/12). Por que esse protesto não foi programado para o domingo (11/12) na Avenida Paulista, como tem acontecido ultimamente em São Paulo? E mais: será que as montadoras estão com esta "bola" toda para abonar um dia de protestos dos trabalhadores? Só aqui mesmo.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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A VIRTUDE E OS EXCESSOS

 

Diziam os romanos que "in medio stat virtus". Nada mais verídico, tanto que o STF realizou o dístico recentemente, no caso Renan Calheiros. Também a asseveração pode servir para embasar a reforma da Previdência, porque ela precisa reduzir gastos e vantagens para poder sobreviver, mas tem de respeitar direitos adquiridos. Da mesma forma, o crime de responsabilidade de magistrados e promotores e procuradores, além de delegados e outras autoridades, precisa ser muito bem tipificado, como o é em outros países democráticos, para evitar o efetivo abuso nas ações da Justiça e da segurança pública, e para impedir que normas legais impeçam o exercício da autoridade, inclusive para a punição criminal. Daí que os legisladores precisarão debater muito bem os temas e, com discernimento, encontrarem a solução que contemple a virtude e o interesse estatal e coletivo ao mesmo tempo.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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REPÚBLICA DE INTERESSES

 

Renan Calheiros foi mantido na presidência do Senado Federal pelo Supremo e, na sequência, colocou o projeto de abuso de autoridade de lado. Como não falar numa República de interesses? O STF é uma vergonha! Um acordão!

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte 

 

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PRUDENTE

 

Boa notícia a de que o atual presidente do Senado tenha sido aconselhado a engavetar o projeto de lei sobre abuso de autoridade. Urge que os homens públicos conscientizem-se de que a população, além de ir pacificamente às ruas, participar de sessões no plenário da Câmara e do Senado e cobrar de perto seus candidatos, está resolutamente decidida a colaborar com aqueles que têm como encargo punir os crimes de corrupção. É de grande prudência não burlar nem interferir nesse anseio justo e democrático, ainda que os processados venham a parar na cadeia. Ao menos lá, apesar de encarcerados, estarão vivos e seguros. É mais sábio não disputar braço de ferro com a sociedade, que, sofrendo indizivelmente os efeitos da crise econômica decorrente destes mesmos crimes de corrupção, conhece duas poderosas armas para acabar com os corruptos. Uma delas é a oração do terço, devoção praticada em todos os recantos do Brasil, aconselhada por todos os pontífices como recurso valioso para alcançar a paz, fruto da justiça; pessoalmente é a minha predileta. A outra arma é o rifle AK-47. 

 

Irene Maria Dell' Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

 

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ABUSO

 

Lei de Abuso de Autoridade, autoridade abusa da lei!

 

Pedro Armellini paarmellini08@gmail.com

Amparo 

 

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ACABOU EM PIZZA

 

De fato, não pode haver maior demonstração de abuso de autoridade do que o desacato a uma decisão judicial. A propósito da condenável e desrespeitosa atitude do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, na polêmica "Fora Renan" x "Fica Renan", que cometeu crime de lesa-Justiça, cabe destacar o que disseram a respeito o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal: "A recusa, por parte da Mesa do Senado, de receber a ordem judicial fere de morte as leis da República, fragiliza o Judiciário, significando prática deplorável. Ao fim, implica a desmoralização ímpar do Supremo. O princípio constitucional passar a ser um nada jurídico, a variar conforme o cidadão que esteja na cadeira". E a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia: "Virar as costas para um oficial de justiça é uma forma de virar as costas para o Judiciário". E o ministro Luís Roberto Barroso: "O descumprimento da decisão liminar é crime de desobediência ou golpe de Estado". Como sói acontece por estas bandas, tudo acabou em pizza de jabuticaba. Tristes trópicos...

 

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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VOTAÇÕES NO SENADO

 

Mesmo queimando a largada, as votações são padrão F1. Ou, então, mau presságio: correm porque a polícia vem aí...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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SITUAÇÃO EMBARAÇOSA

 

Diante de tantas situações embaraçosas em que Renan Calheiros coloca o Judiciário, ouso questionar: o Brasil não funcionaria melhor sem o Senado Federal? Não seria melhor reduzir gastos para investir em saúde, educação e na melhoria da situação dos velhinhos aposentados? 

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

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O QUE A ODEBRECHT TEM A ENTREGAR

 

Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, delatou 48 políticos que se beneficiaram do dinheiro da empreiteira para realizarem as suas campanhas políticas. Melo Filho citou nomes do PMDB, cujos senadores e deputados receberam R$ 51 milhões, e do PT, agraciado com R$ 22 milhões. Em troca, os parlamentares colaboravam, aprovando emendas no Congresso Nacional, para beneficiar a Odebrecht. O lobista mencionou Romero Jucá, Jaques Wagner, José Serra, Rodrigo Maia, Geraldo Alckmin, Moreira Franco, Eliseu Padilha, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Michel Temer, entre outros. A delação de apenas um executivo foi devastadora. Vamos aguardar as outras 76 entregas.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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CORRUPÇÃO

 

O Ministério Público Federal está certíssimo quando exige mais leis para poder julgar com mais eficiência os atos de corrupção praticados em todo o Brasil. Nós, brasileiros, acreditávamos que com o advento da Lei da Ficha Limpa diminuísse a ação deletéria dos políticos. Mas o Judiciário foi o primeiro a ignorá-la e continuou concedendo liminares ao sabor de suas preferências eleitorais. O certo é que vimos em outubro centenas de candidatos condenados pela citada lei em primeira e em segunda instâncias disputarem as eleições, como se fossem mais puros do que a neve. O Judiciário abriu a porteira também até para candidatos que tiveram suas contas reprovadas pelos Tribunais de Contas e rejeitadas pelas respectivas Câmaras Municipais. Isso se constitui num vergonhoso desrespeito ao povo, que diante de tanta impunidade não tem outra alternativa a não ser descrer do Judiciário também!

 

Ana Norberto di Paula luiznorberto123@yahoo.com

Campinas

 

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DELAÇÕES E LENIÊNCIA

 

Sugestão: nas delações premiadas e nos acordos de leniência, o correto e justo - haja vista direito e justiça não serem sinônimos - seria obrigar as pessoas físicas e as jurídicas, com início em seis meses e término em cinco anos, a construírem hospitais para atender os pobres e necessitados, e não restituir em 20 anos o valor fraudado do povo. E quanto às pessoas físicas/réus, o valor das propinas recebidas, multas e demais encargos corrigidos e juros serem revertidos imediatamente para a construção de escolas. Assim estaria sendo feito o real ressarcimento do que foi tirado, jogando a população no estado em que se encontra. Da forma como está sendo feito, vale a pena dilapidar a Nação e enriquecer os corruptos. 

 

Ari Berger ariberger@uol.com.br

Tatuí

 

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RAIO DE COMBATE

 

Denúncia aponta a atuação de Lula interferindo na compra de 36 caças do modelo Gripen pelo governo brasileiro. Um humilde comentário: a tragédia ensinou ao brasileiro quão importante é a distância até onde um avião pode chegar com segurança tendo ainda combustível para aterrissar. Um caça precisa poder não somente ir, como combater e voltar. Dá-se a isso o nome de raio de combate. Como todos sabem, o Brasil é um país de dimensões continentais no qual uma linha reta norte-sul mede 4.180 km. Segundo consta, o raio de combate dos concorrentes era o seguinte: Gripen (Saab), 1.230 km; F/A-18 Super Hornet (Boeing), 1.480 km; e Rafale (Dassault), 1.700 km. Agora solução é ter mais bases e espalhar mais os caças adquiridos. O que equivale a ter menos caças. Este é apenas um exemplo. Obviamente, havia muitos fatores a considerar: experiência comprovada em batalhas, etc. No quesito "poso na neve", por exemplo, não há modelo melhor do que o escolhido pelo Brasil.

 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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TRANSTORNO

 

Escrevo por mim e por todos os demais que se servem da Linha Vermelhe do Metrô: todos os dias úteis tomo o Metrô na estação Penha, após as 8 horas, e invariavelmente é um transtorno nos dias de semana. Às vezes, tenho de esperar, como hoje, 6 de dezembro, quatro ou cinco trens para conseguir embarcar. Embarcar como? Empurrando, empurrando violentamente os que já lotam os vagões para conseguir embarcar. Ora, a omissão do Metrô em não colocar mais trens nos horários de pico é alto desrespeito aos cidadãos que pagam pela passagem. Hoje, na tribulação do aperto humano, tive de levantar um pé para me posicionar melhor, mas o aperto era tão grande que não consegui mais abaixá-lo, pois não havia espaço. Bola preta, mas muito preta para a direção do Metrô. Omissa e impiedosa.

 

Waldecy Antonio Simões walasi@uol.com.br

São Paulo

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