Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

13 Dezembro 2016 | 03h16

CORRUPÇÃO

Um ano bom

Ano que foi bom será transformado em ano ruim? Este ano conseguimos apear o PT do poder, julgar e prender mais de uma dezena de larápios dos cofres públicos. Em andamento, os processos judiciais de outras dezenas. Estão reerguendo e salvando a Petrobrás. O presidente e a equipe econômica estão aprovando no Congresso medidas para conter gastos. A Operação Lava Jato conseguiu estancar o roubo de bilhões de reais e recuperar outros bilhões. Não foi pouca coisa. Poderíamos comemorar o ano. Mas eis que surge o vazamento de uma delação com a acusação de distribuição de R$ 75 milhões, envolvendo cerca de 50 políticos. Será que por causa de R$ 75 milhões vão paralisar o País? A quantia não é pouca, mas comparada aos bilhões desviados da Petrobrás é merreca. Até parece que quem vazou a delação é parte interessada no “quanto pior, melhor”. São dados sigilosos, que a Justiça não pode deixar vazar sob pena de anular a delação. Acho que depois de tanto sofrimento o povo tinha direito a um fim de ano mais tranquilo.

EUCLIDES SORDI

euclidessordi@hotmail.com

Maringá (PR)

Distinção

A diferença entre a corrupção do PT e a dos outros partidos é que a destes é tipicamente nacional, e a dos petistas é globalizada: Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, países da África...

MÁRCIO ROBERTO LOPES DA SILVA

marcioped.itu@gmail.com

Itu

Delação estranha

Cláudio Melo Filho não menciona em sua delação aquele que nunca sabe de nada – grande frequentador do avião de Marcelo Odebrecht – nem seus cumpanheiros. Estranho... Terá sido esquecimento ou omissão?

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

O mais honesto

Alvo da quarta denúncia do Ministério Público Federal, Lulla e seu filho Luís Cláudio agora respondem pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa, por enquanto. As últimas falcatruas: interferência na compra de 36 caças para a FAB e na prorrogação de incentivos fiscais (Operação Zelotes). Pior é que na ocasião o caudilho já nem presidente era.

JULIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Os petistas sempre se mostram profundamente indignados com a corrupção. Dos outros!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

Era só o que faltava

Lula lidera as pesquisas, só perde para Marina Silva no segundo turno (segundo o Datafolha). Pronto, isso era o que faltava para eu ter certeza que a crise nos vai acompanhar por muito tempo. Àqueles que estão colocando Lula na frente eu lembro que foi o desgoverno dele e o de seu poste que nos levaram ao caos atual. Foi no desgoverno dele e dela que a Petrobrás foi assaltada. Foi no desgoverno de ambos que a propina se tornou institucional, desvirtuando eleições, partidos, políticos, empresas privadas e órgãos governamentais. Lembro aos que apontam o ex-presidente como seu preferido que ele é réu em quatro ações e tem mais uma penca a caminho. Já disseram que o Brasil é um país de bananas, que não é sério e agora, em razão dos baixíssimos índices de educação, eu acrescento que é também um país de “burros”. Enquanto não aprendermos o bê-á-bá de saber escolher os nossos governantes, vamos viver de crise em crise, de desemprego em desemprego, de desilusão em desilusão. Acorda, Brasil.

LUIZ G. TRESSOLDI SARAIVA

lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

Sobre abuso

No artigo A verdade sobre as ‘10 Medidas’ (9/12, A2), escrito pelo quarteto Oliveira, Souza, Martins e Silveira, omitiu-se o essencial: a intenção escondida no projeto. E, a meu ver, há um paradoxo na afirmativa de que são fechados os tipos penais nele contidos, ante o caráter abstrato da palavra “abuso”, núcleo de tais tipos. Como dizer que uma conduta é abusiva do ponto de vista penal sem uma interpretação pessoal? Afinal, sem uma definição clara, que o projeto não dá, isso ficaria ao alvedrio do julgador.

HOMERO VIANNA JR.

homeroviannajr@hotmail.com

Niterói (RJ)

AINDA RENAN X STF

Quem ganhou?

Nos editoriais A correção necessária (9/12, A3) e Em defesa do interesse nacional (10/12) o Estadão tentou adicionar um pouco de racionalidade e fundamento jurídico ao intenso debate que se instalou sobre o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado. Quem tiver tido, como eu, a oportunidade e a paciência de acompanhar pela TV a íntegra da formulação dos votos dos nove ministros que formavam o plenário terá compreendido a tese jurídica que prevaleceu: a liminar monocrática concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello foi ilegal, pois a lei diz que na ausência de risco iminente apenas o plenário poderia decidir a respeito. Portanto, 1) o STF corrigiu o erro de um de seus ministros; 2) Renan foi duramente censurado por ter desacatado uma decisão oriunda do STF, ainda que monocrática; 3) o STF solicitou ao procurador-geral, Rodrigo Janot, que investigue se Renan e demais membros da Mesa do Senado cometeram crime por tal desacato; 4) Renan ainda vai ser julgado pelo STF em todos os 12 processos em que é investigado. Resta uma pergunta: por que Marco Aurélio, cuja competência jurídica é indiscutível, terá cometido erro tão bisonho, mesmo sabendo que entregaria o comando do Senado ao moribundo PT?! Não nos esqueçamos de que ele declarou, há poucos meses, que o impeachment de Dilma Rousseff carecia de embasamento jurídico e “transparecia como golpe”.

PAULO SERGIO BRAVO DE SOUZA

pbravo@terra.com.br

São Paulo

INTERVENÇÃO MILITAR

Coisa de malucos

Vem em boa hora a entrevista de Eliane Cantanhêde com o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas (11/12, A9). Desde as manifestações populares de 2013 uma minoria pede intervenção militar. Um retrocesso! Mas, como diz o general, só malucos apoiam a intervenção, as Forças Armadas destinam-se à defesa da Pátria. Quanto ao golpe de 1964, que se prolongou mais do que o prometido, observou Villas Bôas: “Nós aprendemos a lição. Estamos escaldados”. Ou seja, chance zero de intervenção militar. E elogiou o atual presidente ao dizer que, sendo Michel Temer um professor de Direito Constitucional, demonstra respeito às instituições de Estado, que os governos anteriores não tinham. Assim seja!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A ODEBRECHT E O PODER 

A delação premiada dos executivos da Odebrecht tem claros sinais de que é direcionada para tentar confundir o povo a respeito de seus representantes. Apelidos enigmáticos, informações nebulosas são notícias perigosas, porém imediatamente alardeadas pelos meios de comunicação, dando-nos a nítida impressão de que todos os contrários ao PT são criminosos. Sou um leigo em leis, mas não sou tão bobo a ponto de acreditar na honestidade destas informações. Mesmo porque, se a Odebrecht corrompeu tantos, além do PT, e escondeu tudo até hoje, ela está confessando ser mentirosa e corrupta. Pelo preço de seus atos, nenhum dos seus diretores deveria deixar a cadeia, pelo resto da vida, e devolver todo o dinheiro roubado. 

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

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ALHOS E BUGALHOS

Tem razão o leitor sr. José C. Melo Reis na carta de 12/12/2016. Na tal delação da Odebrecht foram misturadas doações de campanha (legais) com propinas (ilegais). E toda vez que se misturam alhos com bugalhos é o mal quem se sai bem. O que, antes de tudo, salta aos olhos na divulgação dos malfeitos da empresa é sua conduta indecente para levar vantagem sobre seus concorrentes e sobre o povo brasileiro.

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

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BOM PARA O PT?

A delação de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, facilita a narrativa do PT: roubamos, mas todo mundo rouba. É assim que eles pensam que o Brasil será salvo, considerar o fim da honestidade, da ética, da moral e dos bons costumes.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ESTARRECEDOR

Parece inacreditável e impensável que parte dos 594 parlamentares que se elegem para representar o povo e deveriam fazer leis que favorecessem a vida do cidadão, esteja enterrada até o pescoço em escândalos de corrupção. A delação de Cláudio Melo Filho, lobista da Odebrecht, mostrou como comprava o poder. Estou estarrecida e, ao mesmo tempo, indignada em saber que medidas do interesse da Odebrecht passavam sem o menor constrangimento na câmara e no senado (letra minúscula mesmo, pela insignificância dos que fazem parte daquelas Casas). Somos culpados desse abuso, pois os vermes delatados que se venderam praticaram crimes contra o Brasil sem o menor pejo. Triste ver como alguns desses caciques ainda se reelegem. A Operação Lava Jato é nossa grande esperança, pois expôs ao mundo a camarilha que dirige o Brasil. Os brasileiros estão sofrendo as consequências destes quase 14 anos de assalto aos cofres públicos, e o que se espera é que todo o sofrimento sirva de lição, para que fatos como estes não mais se repitam.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O TIME DOS DELATADOS

No gol: Michel Temer. Zagueiros: Renan Calheiros (Justiça), Rodrigo Maia (Botafogo) e Romero Jucá (Cafu). Meio campo: José Agripino, José Serra e Moreira Franco (Angorá). Ataque: José Agripino, Eliseu Padilha e Eunício Oliveira (Índio). Na frente, Geraldo Alkmin. Banco de reservas: Paulo Skaf, Jorge Viana (PT) e Eduardo Cunha. Juiz da contenda: Teori Zavascki. Muda Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FIM DO MUNDO

Que encontro terrível para o Brasil este do presidente Temer com parte dos citados nas delações preliminares da Odebrecht. O País, estarrecido, imagina o teor da conversa, trataram-se por nomes ou apelidos? Se não é o fim do mundo, nem quero imaginar o que seja... Do outro lado, ainda citam Lula para presidente em pesquisa Datafolha. De novo? Só pode ser pesadelo!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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RUMO AO CAOS

Depois de tomar conhecimento pela mídia de apenas uma parte das delações feitas pelos executivos da Odebrecht a respeito dos favorecidos com propinas pagas a um infindável número de políticos e autoridades, podemos afirmar sem nenhuma dúvida que os políticos brasileiros são "ladrões do povo". Não se salva ninguém? É por i$$o que o País e povo estão no fundo do poço. Não há recursos públicos para mais nada! Nem poderíamos imaginar que chegássemos ao extremo das apropriações de recursos do erário. Diversos Estados já não honram os pagamentos devidos aos servidores públicos, alguns já parcelam os pagamentos, outros não pagam aposentadorias, etc. A persistir este quadro, em breve será o caos! 

Luiz Dias lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

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O DIABO

Depois dos vazamentos da delação premiada de executivos da Odebrecht, em 2018 não sobrará ninguém para votarmos. Melhor invocarem o diabo. Deu certo com "Dillma"!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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O PIOR MOMENTO

À medida que a bandalheira geral do Brasil vem à tona, percebe-se que a função de Dilma como presidente era apenas tentar acobertar tudo isso. PT e PMDB, com apoios de políticos de outros partidos, formaram a maior organização criminosa da história política do continente. E mais: vemos que nosso Poder Judiciário é a entidade mais nociva e covarde e que nosso funcionalismo público, em boa parte, é apenas de gente parasita e corrupta. Estamos no pior momento da vida do País.

André L O Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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O FIM DO GOVERNO DILMA

Com a delação da Odebrecht, finalmente chega ao fim o governo Dilma. Fica claro que o seu vice-presidente, Michel Temer, também praticava atos ilícitos e que também ele se elegeu com dinheiro do crime organizado da quadrilha das empreiteiras, recebido em espécie. O Brasil deveria oferecer anistia ampla, geral e irrestrita a todos os políticos envolvidos nos escândalos de caixa 2, desde que esses políticos renunciem aos seus cargos, nunca mais possam participar da vida pública e devolvam o dinheiro ilícito. Os partidos políticos envolvidos também devem ser anistiados e extintos, depois de devolverem todo o dinheiro do caixa 2. Os que usaram o dinheiro público para enriquecimento pessoal, estes, sim, devem ir para a cadeia. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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REFRÃO

A delação da Odebrecht prospera. O refrão da música está na ordem do dia: "Se gritar 'pega ladrão', não fica um, meu irmão".

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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AFASTAMENTO

As denúncias sobre as doações de empreiteiros para membros do atual governo mostram uma situação que deveria embasar o afastamento não apenas do presidente Temer. O Brasil precisa de mudanças radicais, começando pela substituição de quem ocupa o cargo maior sem a devida competência e sem credibilidade. E que sejam feitas eleições diretas, para configurar a manifestação popular.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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SAÚVAS

Quando eu era jovem, ouvia sempre um ditado que dizia: ou o Brasil acaba com a saúva (formiga) ou a saúva acaba com o Brasil! Atualizando, podemos afirmar: ou o Brasil acaba com os políticos, ou os políticos acabam com o Brasil! Que saudades das saúvas!

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

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A TOMADA DE BRASÍLIA

É revoltante! Por que temos de suportar, desesperados e calados, o desfile dos homens e mulheres que, travestidos de políticos, nos assaltam e roubam a esperança, enganam e sequestram a nossa alma, debocham e riem da nossa cara, não se satisfazendo com o poder que lhes demos, os salários infames que recebem e as mordomias que ostentam, e ainda exigem propinas para entregar de mão beijada a nossa pátria? Basta! A primeira delação revelada já bastaria para uma renúncia coletiva, se vivêssemos numa verdadeira democracia. Mas não! Descaradamente, eles negam, porque sabem que estamos num paraíso penal, que a impunidade neste país é a lei - e que se lixe o povo imbecil que os elegeu. O que impede, neste país, de se fazer uma verdadeira catarse na política? É simples: é a lei, sim, é a lei que impede a justiça, a lei do foro privilegiado, a lei do viés garantista, a lei do ranço da ditadura que protege o acusado e o transforma em vítima, a lei de uma Constituição revanchista que exige provas contra quem deveria provar inocência e se arvora no abuso de autoridade, mas tolera o abuso da impunidade. Aproxima-se o momento. Na França, foi a tomada da Bastilha. No Brasil, pode ser a de Brasília!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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'ROUBAR É PRECISO!'

Fernando Pessoa no Brasil de hoje: "Roubar é preciso, navegar não é preciso". Diante das últimas notícias sobre as delações premiadas, cheguei à conclusão de que atualmente "roubar é preciso". E, para não fugir à regra, roubei o poema de Fernando Pessoa, plagiando, embora de maneira extremamente mambembe, o grande poeta lusitano. Antigamente, políticos sérios como Ulysses Guimarães tinham uma frase gloriosa: "Governar é preciso; viver não é preciso". Atualmente, a frase foi com certeza modificada. E ficou assim: "Levar uma vida digna, ser honesto e ético não é mais preciso; o que é necessário é roubar". Está mais do que comprovado que agora o objetivo de grande parte das autoridades, sejam de quais poderes forem, é simplesmente usurpar os recursos públicos, mesmo que isso ocorra por meio de penduricalhos salariais, cartões corporativos e outros artifícios supostamente legais. Portanto, roubar é preciso! O espírito desta frase, transformada, atualmente passou a ser "administrar não é preciso, o que é necessário é roubar". Com os acréscimos do tipo "conto gozar a minha vida e roubar bastante, porque só quero torná-la grande, e para isso vou roubar cada vez mais e mais". Ou mesmo "só quero roubar de toda a humanidade, ainda que para isso tenha de perder toda a dignidade e a vergonha, se é que as tive algum dia". Há, também, a versão "cada vez mais assim penso, cada vez mais ponho meus objetivos em execução, e na essência do meu sangue o propósito pessoal é me engrandecer e seguir roubando, para ficar cada vez mais rico". Ou a variável "é a forma que em mim tomou o objetivo de minha vida, só quero me tornar rico e poderoso, ainda que para isso o meu corpo e a minha alma tenham de ser a lenha desse fogo". E, ainda, a que defende que "só quero me tornar mais rico e sem escrúpulos, ainda que para isso tenha de trair todos os bons princípios, e cada vez mais assim penso, cada vez mais esta é a minha finalidade, porque é a forma que em mim tomou o misticismo da nossa época". O fato concreto é de que chegamos ao limite. Esta pouca-vergonha, esta imundície e esta roubalheira têm urgentemente de acabar!

José Carlos Werneck werneckjosecarlos@gmail.com

Brasília

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Como quem não deve não "temer", os políticos citados nas delações tentarão invalidá-las, pois devem muito!

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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RENÚNCIA

"Repilo veementemente tais acusações." É o que dizem todos os envolvidos em corrupção, inclusive Michel Treme (mudou até de nome). A Nação espera sua renúncia e a de seus asseclas. Aguarda-la-emos. Gostou? Tem só 24 horas. 

Iria De Sa Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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INOCENTES

Se todos os implicados na delação da Odebrecht se dizem inocentes, por que, então, insistir na lei de abuso de autoridade?

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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QUADRILHA

Em mais uma de suas bravatas, ao ser investigado por denúncia do doleiro Alberto Youssef em 2015, Fernando Collor afirmou: "Se eu for preso, vai faltar cela, vai muita gente comigo, isso eu garanto". Ficou clara a confissão de formação de quadrilha! Já há, portanto, motivo legal para imediata prisão.

Frederico Fontoura Leinz fredy1943@gmail.com

São Paulo

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A DIFÍCIL SITUAÇÃO DE TEMER

 

Difícil a situação do presidente Michel Temer. Eis que 63% dos pesquisados pelo Datafolha, recentemente, desejam a sua renúncia e 51% acham o seu governo ruim e péssimo. Na realidade, a economia não está a deslanchar e a PEC 55, do Teto de Gastos, ainda não foi totalmente aprovada pelo Senado - e, pois, não entrou em vigor. Os envolvimentos com propinas da Odebrecht se apresentam como um incentivador contrário aos políticos apontados nas delações. Assim, Michel Temer precisa estimular a economia, reduzir despesas estatais e se acercar de assessores não comprometidos com propinas ou objeto de verificações pela Lava Jato. Precisa mostrar mais trabalho e mais realizações. Será difícil, mas não impossível.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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COMO NOS EUA

Na última pesquisa Datafolha, Marina Silva é líder, mas Lula está lá, em segundo lugar. Como explicar, depois de tudo o que aconteceu e que veio a público, a preferência de uma parcela da população por Lula? Ora, é como nos EUA: os bilionários exercem um charme irresistível para muitas pessoas. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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O ELEITOR BRASILEIRO

    

Parece que o eleitor brasileiro é teimoso ou analfabeto, quando tomamos conhecimento de que um Lula possa voltar a mandar no País, como mostra pesquisa recente do Datafolha. A pesquisa surpreende porque, se ele disputar eleições, venceria Alckmin, Serra e Aécio, mesmo tendo comandado um governo que conseguiu a proeza de montar um sistema de corrupção de proporções jamais vistas no País. A pesquisa revela que Lula só perderia para Marina Silva, aquela que faz papel de santa, mas foi ministra no governo petista e só se mandou porque Lula simplesmente a ignorava. O resultado da pesquisa feita pelo Datafolha surpreendeu, mas seria interessante que informasse com porcentuais em quais regiões ocorreu e qual o nível de escolaridade dos entrevistados.  

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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BRIGANDO COM A REALIDADE

Não bastasse a canalha política afrontar a sociedade brasileira agindo em seu interesse próprio, ainda nos cai na cabeça mais uma tentativa de assegurar que somos todos idiotas. Este Datafolha, supostamente confiável, já demonstrou anos a fio sua tendenciosa manipulação de resultados, errando sempre e promovendo também sempre sua turma, da qual o canalha mor ladrão é o papa, senão dono, seja lá por seu infame partido, seja por algum outro laranja qualquer. Enquanto a ralé política é atacada em locais públicos, enquanto a ojeriza contra o maldito extrapola nas ruas, vem mais uma vez este ridículo veículo afirmar a liderança daquele que todos querem ver na cadeia. Será cotação para liderar algum presídio? Será que ainda acreditam que os brasileiros aceitam o "carcará"? Há punição para quem afronta de tal forma a realidade dos fatos? 

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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O DATAFOLHA E A ELEIÇÃO DE 2018

Cerca de ¼ dos eleitores está sem opção em qualquer cenário de segundo turno. Portanto, qualquer análise dos dados é prematura, pois pode haver alteração significativa no cenário de primeiro turno, o que impactaria as chances de vitória dos principais candidatos na eleição presidencial de 2018.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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MERECEMOS?

Lamentável constatação a de que os poderes maiores do País "pipocam" sem parar. Como não dá para colocar a faixa "sob nova direção" (terceirização escandinava, por exemplo), temos de digerir o que aí está. Merecemos? Sem dúvida, infelizmente. 

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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QUEM PROCURA ACHA

Segundo o competente empresário Roberto Justus, "o Brasil precisa sair das mãos dos políticos", e ele está coberto de razão. Quase metade do Congresso Nacional tem o rabo preso em falcatruas, e, a cada delação premiada revelada, novos nomes surgem para engrossar o rol dos corruptos. O Supremo Tribunal Federal, em nome da governabilidade, comete aberrações como a que manteve no poder o presidente do Senado, Renan Calheiros, réu em um processo e com mais 11 que ainda serão julgados, contrariando o desejo de milhões de brasileiros. O presidente da República, Michel Temer, tem contra si um processo no Tribunal Superior Eleitoral que pode cassar seu mandato, um pedido de impeachment na Câmara, protocolado pelo PSOL, acusando-o de tráfico de influência e advocacia administrativa (uso de cargo público para defender interesse particular), e seis ministros de sua "confiança" já caíram por supostas ligações com a Operação Lava Jato - e mais alguns poderão ser citados nas delações de diretores da Odebrecht (70), em andamento. Portanto, uma solução urgente tem de ser encontrada, para que o verde e amarelo não se torne um solitário verde oliva e percamos tudo o que foi construído até agora.    

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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ESCLARECIMENTO

A afirmação do empresário e possível candidato à Presidência da República, Roberto Justus, de que "o Brasil precisa sair das mãos dos políticos", necessita do devido e importante esclarecimento: o exercício da Presidência da República, assim como o de outros cargos públicos fundamentais, é e sempre será político - não há como não sê-lo. O que talvez Justus quis dizer é que o País precisa substituir os maus políticos - aqueles que fazem da corrupção algo absolutamente normal e praticam a máxima imoral dos "fins que justificam os meios" - por outros dispostos a exercer a boa e saudável política de construir meios para atingir objetivos de interesse público, sem misturá-los com o privado. Neste momento, isso é uma grande utopia. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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A VOLTA DE DOM SEBASTIÃO

Fernando Henrique Cardoso tem a exata percepção de quão constrangedor é ser considerado opção à Presidência, na posição de interino, num momento de tamanha turbulência ("'Não sou candidato e especulações só atrapalham o País'", "Estadão", 12/12). E consciente também das alterações de humor popular, tal qual ocorreu no fim de seu segundo mandato. Lúcido, sabe que as premissas para o exercício da Presidência mudaram aos olhos da população em relação à época que a exerceu. Entende que Temer também fez e faz parte deste passado, daí a famosa pinguela a ser ultrapassada. A verdade é que a discussão e a avaliação da política brasileira ainda se restringem ao pessoal. Avaliam-se capacidade e performance de pessoas, quando na verdade a solução da crise política vivida envolve necessariamente a alteração mais profunda no sistema político-partidário eleitoral brasileiro, para o qual se dá pouca relevância. Devemos pensar o futuro, e não vender esperança com a volta ao passado. Lembremo-nos da frustração dos portugueses, que esperaram em vão a volta do rei Dom Sebastião, enquanto outros países souberam enxergar seu futuro e, assim, se beneficiaram da sensata opção.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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FHC

As últimas declarações do sr. Fernando Henrique Cardoso devem ser ignoradas por melífluas e descartáveis. A única que tem grande significado é a de que, no âmago, demonstra preocupação "com o que possa aparecer nas próximas delações". Quanto a ser ou não candidato, como diria Nelson Rodrigues, "isto não é mais de que o óbvio ululante". E, como dizia o grande Eça, os políticos precisam ser trocados, pelas mesmas razões pelas quais se trocam as fraldas das crianças.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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INTERVENÇÃO MILITAR, 'CHANCE ZERO'

 

Na entrevista dada ao "Estadão" (10/12), o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou que há "chance zero" de setores das Forças Armadas, ativa e da reserva, se encantarem com a volta dos militares ao poder. Ele também afirmou que há "malucos" que vez por outra batem à sua porta cobrando intervenção no caos político e econômico que assola o País. Se na pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de 28 de outubro as Forças Armadas lideraram com 59% o ranking de confiança dos brasileiros, será que a "chance zero" irá prevalecer quando os executivos da Odebrecht terminarem a delação na Operação Lava Jato, relacionando mais de cem políticos envolvidos em corrupção e até a inclusão de pelo menos dez governadores?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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'MALUCOS'

O general Villas Bôas chama patriotas de "malucos" por pedirem a última única instituição (ainda) não corrompida da República que mais uma vez, como fez no passado, salve o Brasil. Vivi para ver um general do Exército brasileiro fechar os olhos para uma nação que, hoje apodrecida, um dia sob a administração daqueles a quem ele mesmo no passado prestava continência era grande e exuberante. É, a fôrma se quebrou.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Infelizmente, a chapa presidencial de 2014, em que foram eleitos Dilma Rousseff e Michel Temer, é uma decepção sem igual. 54 milhões de eleitores fizeram uma péssima escolha e são responsáveis até 1/1/2019 pela opção equivocada. Agora, o atual presidente, com uma péssima popularidade, quer impor ao trabalhador brasileiro a reforma da Previdência, impondo a idade mínima de 65 anos para poder aposentar, alegando um déficit contestável. O povo tem de se mobilizar para que esse projeto de emenda constitucional seja impedido de seguir adiante, e que este saco de maldades seja cortado pela raiz. Só um governo legitimado nas urnas em 2018 deveria ousar medir nesta matéria. É preciso um pouco mais de legitimidade para poder mexer num assunto tão importante que irá refletir na vida de milhões de pessoas. 

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba 

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ALEIJÃO

Oportuna a abordagem feita pelo eminente filósofo, professor-doutor Roberto Romano, em artigo publicado sábado no "Estadão" ("Suprema subserviência", 10/12, A2), em que detalha de forma cronológica fatos que desabonam a mais alta Corte do País, apontando as idiossincrasias de seus ocupantes ao longo de décadas e demonstrando que este comportamento nocivo persiste, fazendo tábula rasa de decisões que mexem com o cotidiano do País e que por vezes (não raras) envenenam as relações entre os Três Poderes. Imaginar que os "doutos" que integram a egrégia corte sejam desprovidos de interesse pessoal no desempenho de suas funções seria ingenuidade. Decisões esdrúxulas, como têm ocorrido com frequência (só para ficar em duas mais recentes, aquela de Ricardo Lewandowski que manteve a integridade dos diretos políticos da ex-presidente Dilma e a liminar do ministro Marco Aurélio Mello que objetivava apear Renan Calheiros da presidência do Senado), agravam ainda mais o já conturbado cenário institucional brasileiro. Nada leva a crer que o Supremo Tribunal Federal (STF), por seus antecedentes, tenha estofo moral para ajudar o País a sair da crise política, moral e econômica em que se encontra. Aliás, um país onde os Três Poderes constituídos são representados por figuras tão obscuras como estas que têm frequentado os noticiários ultimamente só poderia estar mesmo à beira do abismo, como, infelizmente, é o caso do Brasil.

Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br

Mogi Mirim 

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'SUPREMA SUBSERVIÊNCIA'

Simplesmente brilhante o artigo de Roberto Romano no "Estadão" de sábado 10/12. Traduziu toda a minha tristeza e desânimo para com a decisão estrumada, para dizer o mínimo, do STF no caso Renan Calheiros.

Vinicius Torraque Novaes vinicius.torraque@outlook.com

Campos do Jordão

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VERGONHA

O artigo "Suprema subserviência", de Roberto Romano, detona argumentos de quem se arvora a defender o STF ao manter Renan Calheiros na presidência do Senado. "Sua excelência, o povo" (até agora a maior piada de 2016), merece uma Suprema Corte menos submissa. Além de não prover Justiça a tempo, o que significa não prover coisa alguma, o tribunal envergonha de novo o Brasil. E não é de hoje, segundo os precedentes relatados no texto.

Ademir Valezi Adevale adevale@gmail.com

São Paulo 

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'EM DEFESA DO INTERESSE NACIONAL'

 

Mais uma vez o "Estadão" foi feliz com o seu editorial de 10/12/2016 ("Em defesa do interesse nacional", 10/12, A3). Renan Calheiros ganhou uma batalha, ferindo um dos soldados queridos do povo brasileiro, mas não acabou com a turma dele, portanto não ganhou a guerra do já bem preparado Exército, o Supremo Tribunal Federal. Outras batalhas virão em momentos oportunos, já delineado o local do combate, numa situação mais favorável à sociedade brasileira. Aguarde, sr. senador, sua hora chegará, o aviso já lhe foi dado, bem antes desta batalha com o seu indiciamento por prática de crime de peculato, e ainda 12 jornadas já estão mapeadas, só esperando o momento oportuno para o bom combate. Avante, povo brasileiro! A vitória da dignidade virá. Salve o nosso exercito civil, o STF.

 

Jaime Vianna jaimevianna@terra.com.br

São Paulo

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A PERMANÊNCIA DE RENAN

Depois de ter provado que é o macho alfa dos Três Poderes da República, resta a Renan Calheiros que venha a galope ajudar Temer a dar a cadeira de rodas para este pobre país caminhar. Esperamos que a sua colaboração seja tão grande quanto o seu ego e, então, é aguardar pelo quase feliz ano-novo. Os rumos de 2017 ficam para 2017.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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PAPAI NOEL EM BRASÍLIA

Renan Calheiros enfiou dentro de um saco vermelho o STF, o Senado, a Câmara dos Deputados e Michel Temer, e, brincando de Papai Noel, mandou um recado: Quem manda no Brasil sou eu! Somos uma democracia cega, com bengala de vidro, se dermos alguns passos à frente, quebramos a bengala e ficamos sem rumo.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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CHORA BRASIL

Pobre Brasil, que padece e luta contra várias epidemias que corroem a saúde da população, obtendo vitórias e derrotas. Uma, infelizmente, parece definitivamente perdida, que é a luta contra o coronelismo barato, vil e antidemocrático exercido pelos "Renans" da política brasileira, levando ao descrédito toda e qualquer tentativa que pretenda acabar com este estado de putrefação que afeta os poderes do Brasil.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo 

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PORTA DOS FUNDOS

Caro senador Renan Calheiros (sic), tire este sorrisinho arrogante da cara. Se o ministro Marco Aurélio Mello tomou uma decisão precipitada e vai entrar pela porta dos fundos da História, pode ter certeza de que em breve vossa excelência (sic) vai entrar pela porta da frente da cadeia!

Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

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NORMALIDADE COMO?

Saí do Brasil no final de 2014. Naquela época, a atual crise começava a ganhar os contornos do que vemos agora. O PT ainda era governo, havia dúvidas se o impeachment realmente iria prosperar ou não. O cenário econômico já era perfeito, mas também não se imaginava toda esta desgraça. Enfim, as coisas não pareciam tão ruins. A partir de 2015, começo a acompanhar avidamente as notícias do meu querido Brasil. Aliás, o Brasil é a minha pátria. Vivo hoje num país que é o sonho de muitos (EUA), mas ainda consigo enxergar coisas boas no Brasil. Ao mesmo quanto desapontamento! A crise política se agrava de maneira considerável, a economia vai por água a baixo e por aí vai. O que mais me chama a atenção é a miopia da minha querida gente. Os movimentos cheios de pensantes me passava a ideia de que seriam movimentos com características e ideais firmes. Aliás, a pauta era "acabar" com a corrupção. Lembro-me da famosa frase do ex-presidente Lula: "Tá todo mundo f..., acham que vão se salvar". Pois bem, isso parece que é não tão verdade. É bem verdade que tem muita água para rolar, mas dificilmente veremos algo mais taxativo para os corruptos de plantão. Como dizem os estudiosos, "eles (os corruptos) sempre dão um jeito". Salvo um caso ali e outro, não vejo que teremos uma limpeza ética em nossa política. Quando vejo acontecimentos como o da última semana (prisão de alguns servidores do Senado), fico me perguntando se teremos um justiça equânime e pontual. Ora o nosso presidente do Senado tem um pendência desde 2007, e ainda não foi julgado. Mas o mesmo recurso impetrado por ele é decidido a toque de caixa? Vergonhoso. São este e outros acontecimentos que me levam à seguinte pergunta: cadê os movimentos de combate à corrupção? É bem verdade que o impeachment da ex-presidente Dilma foi um bem à comunidade amante das boas ideias e o mínimo de raciocínio. Convenhamos que ela fez um desserviço ao País e à economia. Mas é preciso entender que a melhor decisão quem decide é o povo e nada melhor do que aprender com os erros. O melhor julgamento vem do povo. Não poderia concordar com tudo o que aconteceu, até mesmo porque o grupo hoje lidera o Brasil não mais são do que indivíduos tentando salvar a própria pele. Todas as últimas interferências que tivemos nos últimos dias no sentido de combate à corrupção só reforçam a ideia de que o buraco é mais embaixo, é bem verdade que o antigo governo era corrupto, mas diria que, comparando o anterior com o atual, este é bem mais corrupto. O PT é um estudante de primeiro grau, e não sabe como esconder os malfeitos, enquanto estes que estão aí são pós-graduados no quesito corrupção. Daí, novamente, faço a pergunta: cadê os movimentos de combate à corrupção? É visível o movimento do "deixa disso, vamos tocar a vida!". Lamentavelmente, o Brasil deixa de aproveitar uma chance única. Quando leio que um bando de agentes marginais à lei têm várias maletas para acabar ou que pode acabar inclusive com escutas legalmente autorizadas, e a Polícia Federal tem apenas duas, fica claro o descompasso. Com relação à opinião deste jornal publicada na versão digital de 10/12/2016, fiquei confuso. Então vamos aceitar por uma falsa estabilidade, devemos aceitar a corrupção? Os fatos que estão se desdobrando são graves. O Brasil precisa urgentemente ter novas eleições gerais. Tudo o que está aí tem de ser dissolvido e chamar novas eleições. Tudo o que estamos vendo se trata meramente de um clube de cavalheiros com interesses mesquinhos e pessoais. E fica mais do que claro que tudo isso de "não largar o osso" ainda é por causa da esperança de que todos os malfeitos serão encobertos e que voltará ao normal, o que acredito que dificilmente ocorrerá. Portanto, clamar por estabilidade com este quadro é grave do ponto de vista ético e da moralidade.  

Jose Eronides da Silva M. jesm_martins@yahoo.com.br

São Paulo

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DORA KRAMER

Daqui por diante, a leitura do "Estadão" nosso de cada dia sentirá muito a ausência da pena brilhante de Dora Kramer, após 15 longos anos de feliz e proveitoso convívio com seu texto de primor ímpar e singular inteligência. Se não fosse para encarar novo desafio, como declarou em seu artigo de despedida (11/12, A6), eu seria o primeiro a subscrever um longo abaixo-assinado "Fica, Dora!". Diante do inevitável adeus, faço votos de boa ventura na nova empreitada. Valeu!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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Dora Kramer, uma das mais lúcidas e bem informadas jornalistas políticas. Escrita temperada, análise perfurante. Ótimas para despertar. Da sua coluna ficará uma lacuna. Bon voyage!

Felipe Tancredi felipe.tancredi@gmail.com

São Roque

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Dora Kramer não pode nos deixar na mão. Sem demérito para os demais, quem vai nos ilustrar? Nós, os leitores prejudicados, vamos processá-la por abandono. Apesar disso, muito obrigado pelo tempo que engrandeceu o "Estadão" e nos honrou com suas opiniões. Seja feliz!

Mauro Lacerda de Ávila lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo

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"Em modo de provocação" (11/12, A6), extraordinária análise política do nosso tempo. Acreditamos que continuaremos com nossas aulas semanais. Diga-nos como, Dora Kramer.

Moyses Friedheim m.friedheim@uol.com.br

São Paulo

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Prezada Dora Kramer, quero agradecê-la por todos estes anos de leitura dos seus lúcidos, sensatos e confiáveis artigos. Aprendi muito, e pena que não encontrei um dos meus primeiros e-mails para a colunista, em que dizia que ela era demais - e recebi seu agradecimento. Fico triste e já saudosa, mas, se é para realizar algum sonho, que ela consiga e seja muito feliz.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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Foi com muita tristeza que li o último artigo da jornalista Dora Kramer. Todos os dias, após ler o editorial, eu ia direto ler a sua coluna. Os seus comentários, ora críticos, ora de apoios, sobre o dia a dia da política são os mesmos que estão em nossa mente, mas que não somos capazes de expressar com clareza. Desejo muito sucesso no seu novo "salto no escuro". Um abraço bem apertado.

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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Não quero reKramar, mas vou sentir uma falta imensa de Dora.

Roberto Mendonça Faria faria@ifsc.usp.br

São Carlos

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FOCAS QUE BRILHAM

O caderno "Focas do 27.º Curso Estado de Jornalismo", publicado pelo "Estadão" no sábado, demonstra bem a qualidade e o talento destes recém-formados jornalistas. Com matérias bem fundamentadas sobre o setor da saúde no Brasil, a esses jovens certamente está reservado um futuro brilhante dentro da imprensa brasileira. Principalmente porque este primeiro estágio profissional levará a marca inconfundível da excelência de um periódico reconhecido mundialmente, o "Estadão". Parabéns a estes jovens jornalistas que, graças aos seus esforços e aproveitando o ensinamento de seus mestres, é que hoje fazem parte também de uma equipe de jornalistas mais do que premiada como a do jornal "O Estado de S. Paulo".   

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BRASILEIRÃO 2016

Depois de uma maratona de mais de 8 meses e 38 rodadas, enfim o Brasileirão 2016 chegou ao fim, com o Palmeiras campeão, Santos vice, Flamengo em terceiro, Galo em quarto e o Internacional rebaixado para a Série B. É o campeonato mais difícil do mundo, com mais de dez campeões lutando pelo caneco. Parabéns ao Verdão pela brilhante campanha e pela grande conquista do seu nono Brasileirão!

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CPLP

No sábado, li no "Fórum dos Leitores" do "Estadão" a carta do leitor sr. Túllio Marco S. Carvalho, na qual constam notícias sobre o milionário Teodoro Obiang, da Guiné Equatorial, que vive uma ditadura com pena de morte e que está fazendo parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em que ninguém fala uma palavra em Português, graças ao empenho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Está na hora de retirar esse país da organização.

Arlindo Oscar A. Gomes da Costa araujodacosta@gmail.com

São Paulo

 

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