Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

14 Dezembro 2016 | 03h01

CORRUPÇÃO

Vala comum

Oportuna e inteligente a carta do presidente Michel Temer ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot: sinteticamente, que todas as delações sejam divulgadas logo e por completo. Assim seja! O PT, de dentro da vala séptica em que se encontra, tenta arrastar todos para com ele chafurdarem. Após décadas de falso puritanismo de bordel, desesperadamente tenta mostrar que todos são igualmente podres e retoma a suicida estratégia do “quanto pior, melhor”. Tenta renascer como flor do pântano. Que venham as delações!

JÚLIO CRUZ LIMA NETO

São Paulo

A bola da vez

Atirar para cima, sempre – esse é o lema da delação premiada. Para sair da cadeia o meliante preso tem de delatar alguém mais importante do que ele na sua quadrilha criminosa. Isso explica por que as novas delação foram apontadas para o presidente Michel Temer. Atirar em Lula não vale mais, nem em Dilma. Não acrescenta nada, um processo a mais ou a menos não faz mais diferença. Temer tornou-se a bola da vez, deve haver muito delator desesperado por não ter mais ninguém acima dele para delatar. Eduardo Cunha claramente perdeu o bonde da delação, o mesmo vai acontecer com Renan Calheiros. E os dois terão de cumprir a pena integral, sem o benefício da delação premiada. Michel Temer caminha para descobrir como é solitária a vida de quem está no topo.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Projeto Odebrecht

A construtora Odebrecht comprou parlamentares para montar no Congresso um balcão de negócios que permitia à empresa aprovar medidas provisórias e leis de seu interesse. No Brasil, não importa quem esteja na Presidência da República, nada acontece se o Congresso não quiser. E a gananciosa empresa conhecia bem essa dicotomia brasileira, tanto que criou um departamento exclusivo para cuidar da distribuição de propinas, o que lhe permitiria concluir seu projeto megalômano de esgotar completamente os cofres das empresas públicas brasileiras.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Não tergiversar

Como se observa, a jovem democracia brasileira, cujas instituições alguns – cada vez menos – dizem funcionar, está absolutamente abalada pela corrupção sistêmica. Não é difícil perceber, em função do enorme número de delatados pelo Grupo Odebrecht, e por outras empreiteiras, que a composição do quadro político nacional seria bem diversa, em quase todos os partidos, se não houvesse os “investimentos” que elegeram notórias figuras corrompidas, objeto de escolhas que mais atendessem aos interesses econômicos dos patrocinadores. Em outras palavras, não há democracia no processo eleitoral e, consequentemente, a democracia brasileira é de duvidosa existência. Grande parte dos eleitos foi comprada, políticos compraram seus mandatos com dinheiro público desviado e estão a serviço de quem os comprou, não do povo. Não há como perpetuar essa situação deixando a poeira baixar. Medidas duras não são só para o povo, mas para extirpar a podridão de nossa política. Com coragem, brevidade e sem tergiversações.

ADEMIR VALEZI

adevale@gmail.com

São Paulo

Tábua de salvação

Continuamos assistindo a um festival desmoralizador de políticos que parece não ter fim. Como sempre, bem orientados por importantes advogados, todos os envolvidos negam, veementemente, o que lhes é imputado. Diante da bandalhice sistêmica institucionalizada entre nós, a frase que ouvimos com frequência é que o Brasil precisa ser passado a limpo. É pouco. Passar a limpo é reescrever, com mínimas correções, o que já estava escrito. O Brasil necessita muito mais do que isso. A democracia brasileira precisa ser reconstruída com base numa ampla reforma política, econômica, trabalhista e social que nunca foi do interesse dos nossos conhecidos políticos profissionais, que transformaram – salvo honrosas exceções – as 35 agremiações que integram em balcões de negócios. Na terapêutica de urgência que agora se esboça cresce a importância de um Supremo Tribunal Federal (STF) apolítico e, sobre tido sensato, última instância e guardião definitivo da legalidade constitucional. Nesse crucial contexto, enquanto as reformas salvadoras não são feitas, a atenção dos ansiosos cidadãos que se recusam a ser massa de manobra de facções políticas se volta para o STF como a tábua de salvação que resta ao País. Infelizmente, temos visto, como sutilmente lembra, num puxão de orelha, o editorial Sobriedade (11/12, A3), que o protagonismo e a política também contaminaram o Supremo.

ARNALDO AMADO FERREIRA FILHO

amad1930@gmail.com

São Paulo

ECONOMIA

Esperando milagre

Não sei bem por quê, mas não consigo crer que haja efetivo ajuste fiscal, reforma política, reforma da Previdência e afins. Não sei por quê, mas penso que estão todos os atores do governo aguardando algum milagre. No início eu achava que Michel Temer agiria de imediato, pois é presidente temporário e precisava “mostrar serviço”. Mas...

GERALDO F. MARCONDES JR.

gfonsecamarcondes@uol.com.br

Taubaté

Pacotes

Em vez de pacotes de medidas, sugiro “decretar” meios de incentivar o empreendedorismo, as iniciativas privadas, simplificando a burocracia, protegendo a propriedade, restaurando a segurança, etc., para retomar o crescimento econômico. Quanto menos o poder público se meter, melhor. Basta fiscalizar e cobrar impostos (justos). E os governos não devem indicar políticos para gerir estatais.

CARLOS A. A. BORGES

borges49@hotmail.com

Rio de Janeiro

Agronegócio

O editorial As pistas estão no agronegócio (12/12, A3) faz referência ao setor que se consolidou como um dos mais competitivos e o menos subsidiado, comparando com o mundo rico. Acrescento que é o setor que está segurando a economia brasileira. É sabido que o PIB do agronegócio não faz cócegas no dos países ricos, mas os agropecuaristas de lá são atuantes e pressionam os seus congressistas contra os nossos. Daí, usando argumentos tendenciosos e auxiliados por inocentes úteis (?) brasileiros, vêm as alegações do tipo: a agricultura usa muita água, comam menos carne porque o boi polui mais que o automóvel – num evidente processo com vista a prejudicar o nosso agronegócio em favor do deles. Em tempo: não sou agropecuarista.

VICTOR HUGO RAPOSO

victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

“A que ponto chegamos, meu Brasil: a mentira virou mantra político”

OSCAR ROLIM JÚNIOR / ITAPEVA, SOBRE AS DELAÇÕES DOS EXECUTIVOS DA ODEBRECHT

rolimadvogado@gmail.com

“Todos os políticos citados na primeira delação da Odebrecht apreenderam a lição do PT: as doações para as campanhas foram legais, declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral...”

SILVIO LEIS / SÃO PAULO, IDEM

silvioleis@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A PEC APROVADA

A aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto de Gastos vai limitar os políticos populistas e impedir que gastem dinheiro público com obras inúteis. Se continuarem com o populismo e com a gastança inútil, não terão dinheiro para saúde e educação. Se eles pensarem no País, usarão os recursos de que dispõem para os setores prioritários e a gastança solta acabará. A farra do orçamento fictício não prosperará mais; teremos um governo mais austero. Creio que as futuras gerações poderão viver melhor. Deus ajude!

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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CIRCO

Continuam no Senado os discursos da oposição em que alguns gostam de subjugar a inteligência dos cidadãos a ponto de achar que nos esquecemos ou perdoamos todas as ocorrências dos governos do PT durante os malfadados 13 anos cinzentos de nossa história. Acusar o presidente Michel Temer de ser responsável pela inflação e pelo nível assustador de desemprego no País é, no mínimo, tentar esconder a corrupção, o aparelhamento do Estado, a roubalheira nos fundos de pensões, o dinheiro ilegal utilizado das empreiteiras para uso próprio, entre outros absurdos executados por baixo dos panos em desrespeito às leis e à ordem pelo governo anterior. A votação da PEC dos gastos foi um verdadeiro circo, em que até o presidente do Senado, em total desrespeito, pôs em dúvida o Supremo Tribunal Federal (STF) e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Vivemos um momento de desordem, quando o povo descobriu que elegeu um bando de pessoas não dignas para ocupar um lugar no Congresso Nacional. 2018 será a oportunidade de defenestrar alguns personagens desta ópera dos horrores. 

Leila E. Leitão

São Paulo

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PRESSUPOSTO

A aprovação da PEC do Teto de Gastos representa mais uma fragorosa derrota do PT e de seus partidos satélites. Os parlamentares brasileiros, desejosos de salvar a economia e tentar recuperar credibilidade junto da opinião pública, devem se basear no seguinte pressuposto: tudo aquilo a que o PT for contrário é bom para o Brasil, porque quem sempre torceu para o "quanto pior, melhor" foi o "partido dos trambiqueiros".

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PAGANDO O PATO

"Caju" recebeu R$ 22 milhões e dividiu com "Justiça" e "Índio". "Primo" centralizava as arrecadações para "MT", uns R$ 10 milhões. "Cerrado/Piqui" recebeu R$ 5 milhões. "Gripado" recebeu R$ 1 milhão, solicitado por "Mineirinho". "Feia" levou também R$ 200 mil. "Reitor" também aparece na lista. Estes são os camaradas do Senado que ontem se manifestaram a favor de uma profunda alteração na nossa Constituição: a PEC 55, a lei que vai comprometer drasticamente os orçamentos para saúde e educação; que já foi considerada inconstitucional pela Procuradoria-Geral da República, porque comprometerá o trabalho do Judiciário; que foi duramente criticada pelo relator da ONU Philip Alston (9/12), por representar um ataque aos direitos dos mais pobres e, portanto, uma violação aos direitos humanos; que foi rechaçada por 93% dos brasileiros na consulta pública no site do Senado; e que foi criticada por Claudia Costin, diretora global de Educação do Banco Mundial, por vir a representar um desastre na educação. Pois, então, a lista veio a público no sábado (10/12/2016), mas já seria de conhecimento da Polícia Federal desde agosto, antes do impeachment. A votação poderia ter sido embargada na semana passada, com a destituição do "Justiça" da Presidência do Senado, mas o STF fez um acordão pornográfico para mantê-lo na função e não atrapalhar a agenda diabólica do (des)governo. O Senado poderia ter se sensibilizado com 40 mil estudantes, professores, sem-teto diante do Congresso dia 29/11. Mas a polícia legislativa recebeu a ordem de descer porrada geral. Neste país, o futuro de gerações está sendo decidido por pessoas daquela turma ali, lideradas pelo "MT", o "Justiça", o "Caju", o "Mineirinho" e o "Primo". Quem vai pagar o pato mesmo?

 

Fábio Coutinho Silva fabioestiva81@gmail.com

São Paulo

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INFELIZMENTE

 

Infelizmente o Senado Federal aprovou a PEC do Teto dos Gastos, mesmo a população se manifestando majoritariamente contrária à emenda constitucional que fixa por 20 anos os gastos públicos da União. Eis o grande sinal de que o Poder Legislativo não representa em nada a vontade popular. Triste saber que o Brasil está retrocedendo e estão dando um golpe mortal na população mais pobre e carente.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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REFORMAS NECESSÁRIAS

Conchavos à parte, o Brasil saiu vitorioso ontem. Quem poderia imaginar que a Constituição seria emendada não para aumentar o Bolsa Família, mas para limitar as despesas do governo? Parabéns, Michel Temer. Foi um bom treino. Agora, é a Previdência. Depois, o trabalhismo. Em paralelo, a reforma político-eleitoral. Depois, a tributária, e tudo em direção a uma melhora substancial na gestão pública, no combate à corrupção, na guerra contra o crime e um novo despertar da cidadania plena: a educação! Este é o caminho e, em 2018, oferecer a transição e comemorar a placa de "presidente reformista". Por que não?

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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REFORMA PREVIDENCIÁRIA

       

O governo federal deseja elevar a idade mínima da aposentadoria para 65 anos. A realidade é que as pessoas estão vivendo mais, média de 74 anos. Isso significa mais aposentados para um número menor de contribuintes (despesa muito maior que arrecadação). As mudanças, mesmo que impopulares, devem ser feitas urgentemente, ou no futuro ninguém vai receber! No setor público existem salários absurdos e acrescidos de regalias do tipo horas extras incorporadas aos salários (sem trabalhar), diversas gratificações de 30% a 50%, etc., tudo adicionado aos salários e à aposentadoria, pelo resto da vida. As aberrações são muitas e, se a sociedade tivesse ciência, faria uma verdadeira revolução. No setor privado e público, na área da saúde, da educação e da segurança há muitos privilégios e até duas aposentadorias com 25 anos de contribuição. E a maioria de quem se aposenta, após aposentada, continua na ativa. Enfim, sou a favor da mudança e de um teto salarial para todos os trabalhadores, sem distinguir ou privilegiar Exército, Judiciário, militares, etc., ou a disparidade nunca vai acabar.

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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PREVIDÊNCIA

Ou somos todos cidadãos iguais, ou restaure-se a falência do Estado.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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DISCUSSÃO SÉRIA

Claro que todo brasileiro quer, um dia, se aposentar e receber o que merece. Claro que o discurso do governo se baseia no politicamente correto, fazendo com que raros parem para pensar. Mas é cinismo! É hipocrisia! São mentiras! Parem de roubar o dinheiro da Previdência! Parem de usar o dinheiro para outros fins! A Previdência se sustenta e sempre foi assim. Só que o "excesso" de dinheiro sempre aguçou o apetite dos governantes. E isso, verdade seja dita, vem desde os governos militares. Os últimos governos "apenas" aumentaram o saque e, lógico, se não repõe, uma hora o saco esvazia. E é o que está acontecendo. Esta tal reforma da Previdência é uma farsa. Mentira deslavada que as quadrilhas (todas) querem colocar goela abaixo da população. Parem de roubar, de manter seus ganhos nababescos. Aí, quem sabe, daria para ter uma discussão séria.

 

Domingos Cesar Tucci d.ctucci@globo.com

São Paulo

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VERGONHA

Como estes políticos envolvidos em irregularidades na Operação Lava Jato querem impor goela abaixo do trabalhador a reforma da Previdência? Isso é uma vergonha.

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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OPÇÃO

O "por enquanto" governo de Michelzinho Temer anda muito sem criatividade. Nesta história da reforma da Previdência, poderia pensar em voltar com o "opta" ou "não opta" de 1965, com referência ao FGTS, criado na época. A dica é: o brasileiro teria de optar ou não optar pela sua aposentadoria. Se optasse pela não aposentadoria, teria seus vencimentos integrais, sem os "descontos oficiais" e correndo por conta e risco seu futuro. É ou não é uma saída? Vamos dar essa dica ao ilibado, honestíssimo e cândido ministro da Previdência.

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

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CORAGEM E IMPOPULARIDADE

Uma das frases que mais leio pelas redes sociais com respeito à atual situação de revolta das entidades sindicais é a de que Michel Temer está superavaliando sua própria força ao bater de frente com o imenso problema da reforma previdenciária. Acham que ele deveria deixar esse trambolho indesejável para o próximo presidente e que se preocupasse diretamente em tomar medidas econômicas de efeito em curto e médio prazos. Isso influiria rápido e positivamente no bolso do trabalhador e tornaria Temer mais palatável para a população. Isto foi o que fizeram os presidentes populistas nos últimos 15 anos: empurrar o problema com a barriga, o que ajudou a gestar o monstro que agora exige nascer ou nascer, pois seu tempo de gestação terminou! Portanto, não acredito que Temer se superavalie em sua força. É que não estamos mais habituados a ver presidente ousado e responsável, que assuma medidas impopulares tendo como foco o futuro, neste caso o previdenciário, do Brasil, ainda que isso signifique um desgaste para sua imagem. É para respeitar. 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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SANGRIAS

O projeto de reforma da Previdência é muito bonitinho, mas ordinário. Seguiu a receita de bolo de todos os economistas renomados do País, que se esquecem de que lidam com recursos humanos, e não com números. Fora que esta excrescência é administrada pelo Estado, que é totalmente ineficiente. Não abriram a caixa-preta da Previdência, de onde com certeza sairão gatos, lagartos, fantasmas e sanguessugas em proporção geométrica. Nas estatísticas, 90% da população atualmente vive em áreas urbanas, e por que a aposentadoria rural sobe geometricamente? Tem coisa errada aí, mas ao governo não interessa investigar. Para ter uma noção: Previdência rural, déficit de R$ 91 bilhões; Previdência urbana, superávit de R$ 5 bilhões. Para justificar 49 anos de contribuição para a classe que mais contribui, precisam estancar essas sangrias, resquícios de conchavos políticos nos recônditos brasileiros. Senão, o fim de todo idoso brasileiro será morrer de fome, porque a Previdência vai quebrar.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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OS 'ESPECIAIS'

Quem será mesmo que irá pagar esta reforma? Militares? Não, eles são de uma categoria "especial". Políticos? Não, estes vão fazer as próprias regras, ou seja, deram a chave do galinheiro para as raposas tomarem conta. Os servidores públicos? Não. A resposta está no título da notícia "Mesmo com reforma da Previdência, teto do INSS atinge só 5% dos servidores federais" (8/12). Os tungados, furtados, massacrados, extorquidos contribuintes da Previdência dos que trabalham na iniciativa privada, vulgo INSS? Siiiiimmmmm! Somente estes vão continuar a pagar os descalabros das demais previdências, claro, todas voltadas para "classes especiais". 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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O POVO

O povo, razão do existir da política e do político, nesta reforma da Previdência, foi relegado ao último plano. Tratado como se todos tivessem a mesma qualidade de vida de nossos representantes e os mesmos recursos para compra de remédio e planos de saúde. Alguém tem de ter a lucidez de não deixá-la ser aprovada. Ou teremos todos de ir às ruas novamente?

 

Maria do C. Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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CONFRONTO

Pelo anúncio das propostas da reforma da Previdência se confirma que nossos políticos não gostam mesmo dos cidadãos brasileiros. Aliás, têm raiva e querem se vingar deste povo que tomou coragem de ir às ruas e confrontar a classe safada que insiste em governar para si própria. Com a afronta da canalha do Congresso, regida pelo alucinado das Alagoas, acelera-se a falência do Estado pela ingovernabilidade que se instaura hoje e nos coloca em guerra. O confronto está instaurado: de um lado, a sociedade, de outro, os criminosos caçados pela Lava Jato. Não dá mais para encontrar meio-termo, as coisas foram longe demais.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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BRINCANDO COM FOGO

O sr. Michel Temer, assim como toda a casta política brasileira à esquerda, ao centro e à direita de qualquer posição, estão a brincar com fogo quanto à proposta da reforma da Previdência. Idem os juízes do Supremo Tribunal Federal. Este povo está farto e raivoso e não aceitará o absurdo de morrer em pé trabalhando, assim como os pensionistas e aposentados em terem 10% de seus míseros estipêndios cortados. Esta nação está a um passo da revolta popular espontânea, causada unicamente pelos desmandos e pela imoralidade corruptiva de seus alienados e sujos políticos, estejam eles no Legislativo ou no Executivo, nas prefeituras, nos Estados e, principalmente, lá, na ilha da fantasia chamada Brasília, bem como pela faustosa, cara e inepta máquina do Judiciário, igualmente em todos os níveis. Há tempos estão cutucando a onça com vara curta. A corda da paciência popular está esticadíssima a ponto de se romper diante de mais esta torção temerária de quem se acha seguro e inalcançável. Aprovem esta insanidade apostando na folclórica pacatez "bovina" do brasileiro, e políticos e juízes verão dentro de suas próprias casas e vidas o que é um povo irado. A ameaça não é minha, mas da espada da História.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

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O ROMBO NA FUNCEF

Li no "Estado" do dia 12/12 que o rombo na Funcef, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF), é de R$ 8 bilhões e que, para recompor este rombo, os funcionários irão arcar com R$ 4 bilhões e a Caixa, com os outros R$ 4 bilhões. Por que a Caixa tem de contribuir a fundo perdido, se a Funcef é dos funcionários? Esse dinheiro seria mais bem empregado na geração de empregos. Aliás, para que serve mais este banco estatal? Outro cabidão.

Sylvio Ferreira sylviorferreira@terra.com.br

São Paulo

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FALTA DINHEIRO

"Para cobrir rombo da Funcef, Caixa e participantes terão de pagar R$ 7,7 bi" ("Estadão", 12/12). Por estas e outras, como o rombo do Panamericano, (R$ 4,5 milhões), é que não há dinheiro para saúde, educação, etc. Que vergonha!

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

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TUMOR PETISTA

Começou com o Postalis e atingiu a metástase pela Funcef, e exames mais apurados sobre a sua evolução não são promissores. Por quanto tempo ainda este tumor maligno continuará se espalhando pelo sistema de fundos de pensão, ferindo de morte seus beneficiários?

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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PROVA DE INOCÊNCIA

"Guardei e nunca usei", diz o sr. Jacques Wagner sobre o relógio de US$ 20 mil que ganhou da construtora Odebrecht. Com essas palavras, ele prova sua inocência em relação a este pequeno mimo oferecido a ele. O sr. Jaques quer que acreditemos que ele não sabia que o presente era valioso e que algo em troca seria pedido. Tenho certeza de que, se tal presente fosse oferecido ao sr. Pedro Simon (ex-senador), por exemplo, ele o teria recusado. Sendo assim, sugiro que os srs. deputados e senadores envolvidos na Operação Lava Jato utilizem do mesmo argumento utilizado pelo sr. Jaques: "Recebi US$ 1 milhão da empreiteira x ou y, guardei no banco e nunca utilizei".

Jorge Eduardo Nudel jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

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PATEK-PHILIPPE

"Guardei e nunca usei", diz Jaques Wagner sobre o relógio no valor de R$ 68 mil recebido da Odebrecht. Claro! Diga com quem andas e lhe direi qual o risco de ser roubado o seu presentinho.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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CODINOMES 

Os denunciados de hoje são "Justiça" e "Cafu", ou melhor, Renan Calheiros, que teria recebido mais de R$ 1 milhão, e Romero Jucá, que teria recebido mais de R$ 6 milhões. Já "Polo", ou seja, Jaques Wagner, recebeu e guardou um relógio de US$ 20 mil, por enquanto. Esses codinomes constam da delação premiada da Odebrecht. Aguardem, amanhã tem mais! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CRIATIVIDADE E DEBOCHE

Eu, que me extasiava com os nomes criativos dados às fases da Operação Lava Jato, todos com bastante propriedade, quase me explodo de rir com os codinomes mais do que criativos e cheios de deboche dados aos políticos que estavam na extensa lista de comprados pela Odebrecht. Alguns codinomes muito fáceis de entender. Outros, como o "Justiça", dado a Renan, imagino que tenha sido pelas incontáveis pendências dele com a Justiça; e "Babel", dado a Geddel Vieira Lima, provavelmente, pela mania do político de se dar bem investindo em torres, como a La Vue.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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FEITO RASTILHO DE PÓLVORA

Parece que uma parte grande de brasileiros interpretou as delações de ex-executivos da Odebrecht vazadas que vieram a público no fim de semana como uma lista de pessoas já dadas como tendo recebido dinheiro ilegalmente, quando, na verdade, isso pode não ser exato. O recebimento de dinheiro não caracteriza por si mesmo um crime. Vale lembrar que delações, para se tornarem alvo de investigações, precisarão, primeiro, ser homologadas pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), que irá avaliá-las quanto à sua consistência e suposta ilicitude. Só então as que passarem pelo crivo do ministro serão investigadas. Mas, para um público já descrente com tanta corrupção, bastou um nome estar na lista para que todos o julguem culpado por antecipação. Isso é lamentável, porque se cria um clima de desesperança e pouca fé na Justiça. Muitas vezes, contribuem para isso comentaristas de muita influência nas redes sociais, que parecem se divertir vendo o circo pegar fogo. Há leitores também, visivelmente saudosos do lulopetismo, querendo dar a entender que, se todos são corruptos, então por que Lula seria pior do que eles? Afinal, seriam "farinha do mesmo saco". E há ainda os que passam a ideia de que não há um sequer político que se salve, e, portanto, uma intervenção militar seria a salvação. Meu Deus, quanta aleivosia! O que acontecerá com este país na medida em que este sentimento confuso e difuso acaba se espalhando como rastilho de pólvora? A quem interessa a exacerbação da instabilidade política?

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO NA ODEBRECHT

A maior construtora do País construiu a maior rede de interesses escusos e pessoais, aliciando seus apaniguados congressistas, cada um se preocupando única e exclusivamente com o seu próprio umbigo, manipulando concorrências públicas ou promovendo aos contratos consolidados, aditivos previsíveis para construções de estádios, plataformas, pontes e viadutos (alguns inacabados). Com esta dinheirama toda envolvida, poderiam ter sido construídos (legalmente) hospitais, escolas, creches e presídios. Não, Odebrecht, eu não te desculpo!

        

Rodolfo Jesus Fuciji fucijirepresentacao@ig.com.br

São Paulo

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EMPREITEIRA HONESTA

A única maneira de um político profissional garantir sua eleição é a extorsão. Pegar dinheiro de quem pode e por consequência ter interesses importantes e vitais. A única maneira de uma empreiteira ou outra atividade endinheirada sobreviver é aceitar essa extorsão. Daí o caos instalado. Manda quem tem dinheiro. Obedece quem não consegue enxergar e vota nestes corruptos que só pensam em seus interesses, desgraçadamente sempre pessoais. Empreiteira honesta já nasce falida, ou, melhor, nem nasce.      

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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DE CHEFETES E TRIBUNALZECO

Os primeiros vagalhões do tsunami Odebrecht já estão chegando com os vazamentos, e não sabemos como o STF se comportará diante das enormes responsabilidades que terá de assumir quanto às centenas de políticos delatados, depois da humilhação que lhe foi imposta pelo chefete moral, mas ainda poderoso presidente do Senado e do Congresso Nacional. Renan Calheiros é mestre na arte do exercício do poder por quaisquer meios e, em seu ousado lance de descumprir a desastrada liminar do ministro Marco Aurélio Mello, dados o momento e as circunstâncias que o País atravessa, colocou o STF numa saia justíssima, obrigando-o a tomar uma decisão de "tribunalzeco" ao mantê-lo impune na presidência do Senado. A desmoralização que Calheiros impôs ao STF se encaixa perfeitamente na estratégia de defesa que a classe política vem adotando ou tentando adotar contra a Operação Lava Jato e talvez seja o principal trunfo de que ela dispõe para enfrentar as arrasadoras delações da Odebrecht. É por isso que ele conta com o quase total apoio da classe. Resta saber se o STF continuará de joelhos no indevido lugar em que se deixou colocar ou conseguirá soerguer-se ao nível de Corte realmente suprema capaz de cumprir o papel que a Nação dele espera. Quem sobreviver verá. 

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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VAZAMENTOS E EMPRERRAMENTOS

 

Na realidade, os vazamentos periódicos das delações da Lava Jato criam expectativas e prejudicam o desenvolvimento da economia nacional. Assim, as delações, antes de homologadas pelo STF, pelo ministro Teori Zavascki, não deveriam possibilitar ou sofrer vazamentos, porque essas informações divulgadas periodicamente causam transtornos na vida econômica da Nação. Daí que deveriam os apontados ser citados de uma só vez ou num só bloco. Ou, como diria Machiavel, o mal merece ser feito de uma só vez. Aos poucos, ele causa muitos danos. E que mal haveria em tal procedimento? Significaria não gostar do Ministério Público?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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HIROSHIMA MORAL

As delações de executivos da Odebrecht começam a ser conhecidas, agora com a delação-bomba de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, que transformou o Congresso Nacional e o governo de Brasília numa Hiroshima moral. Estamos numa encruzilhada onde os acontecimentos alimentam os humores dos intervencionistas como forma de colocar ordenamento na vida da Nação. Depois de uma batalha gloriosa, o povo conseguiu defenestrar a "criatura" da Presidência da República e celebrar um réquiem para o então todo-poderoso Partido dos Trabalhadores. Porém, os intervencionistas, aqueles que defendem uma intervenção militar no País, acabam de receber um balde de água fria jogado pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, que afirmou serem os intervencionistas "malucos". O povo indignado pergunta: Até quando as Forças Armadas vão deixar o País afundando? Responde o general: "O artigo 142 da Constituição diz que 'as Forças Armadas (...) destinam-se a defesa da Pátria, a garantia dos poderes, a iniciativa destes na lei e na ordem'. A situação atual depende de um tresloucado para desencadear uma reação em cadeia que atinja a segurança pública, que possa envolver diretamente as Forças Armadas". A crise atual, com manifestações populares contra o governo, que está atingindo índices de popularidade iguais aos de Dilma, invasões do MST e do MTST e movimento dos agentes sindicalistas são ingredientes para um cardápio indigesto. 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PODRIDÃO POLÍTICA

O País tem visto o escancaramento da podridão a que nosso sistema político chegou. Como disse um ministro do Supremo, onde destampar fede. Essa podridão, no meu entendimento, é decorrente do nosso sistema de representação. Não votamos em nossos representantes, muito pelo contrário, o que vige é a eleição indireta. O sistema proporcional é uma aberração que só existe aqui e na Itália, coincidentemente o país que, como certos Renans estão a fazer, sabotou e sepultou a Operação Mãos Limpas. Enquanto não tivermos o voto direto para representantes, ou seja, o voto distrital puro, em que cada distrito tenha o mesmo número de eleitores, não encontraremos saída para o Brasil. O voto distrital aproxima o candidato do seu eleitor, barateia as campanhas e, para ser plenamente efetivo, deve ter a opção de recall. Qualquer coisa além disso é enganação patrocinada pela corja que se instalou no Congresso.

José Severiano Morel Filho zzmorel@icloud.com

Santos 

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TEMPO DE RECONSTRUÇÃO

 

Os artigos "Nem tudo vai mal", de Celso Ming, e "A hora da política monetária", de José R. Mendonça de Barros, ambos no "Estadão" de 11/12, mostram que o País é viável e tem setores que, tocados com decência e competência, vão bem, apesar da desordem e da vergonhosa imoralidade política vigente no Brasil. Além de colocar na prisão os bandidos do PT que roubaram e deixaram seus aliados roubar, é preciso que isso não mais aconteça. A privatização e a fixação de regras apolíticas que garantam a profissionalização dos quadros públicos - como faz hoje o governo na Petrobrás e na Eletrobrás - se impõem. Mas o povo tem de assumir as rédeas dessa mudança. Neste momento, mais do que nunca, se faz necessário aumentar o poder do eleitor na hora de decidir os seus representantes e enfraquecer aqueles com alto índice de rejeição. A hora é de iniciativas como a do voto distrital com recall, do presidencialismo americano, defendido por este jornal, o que daria ao eleitor o poder de destituir o parlamentar que não estiver honrando o seu mandato e o voto duplo (afirmativo e de rejeição) por meio do qual o eleitor teria o direito de votar sempre em dois nomes: naquele que deseja eleito e naquele que deseja fora do Congresso (que lhe pareça desonesto, mesmo sem prova).

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

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LABIRINTO BRASILEIRO

Labirinto é, metaforicamente, o termo que melhor define a caótica situação política em que se encontra o Brasil, agora, ainda mais complicada, quando os diretores/corruptores da Odebrecht - menina dos olhos dos governantes desonestos - começam a tornar pública a sua atuação no sórdido submundo das bandalhices, até há pouco tempo confortável habitat de boa parte dos políticos brasileiros. Os últimos acontecimentos ocorridos principalmente na Câmara e no Senado, onde as ratazanas se instalaram e tentam, de todas as formas, legislar em proveito próprio, mostram que a única solução, dentro da ordem democrática, é a tentativa de expurgo do Legislativo, pela antecipação de eleições gerais. O povo, que já mostrou o poder da sua indignação nas eleições municipais, não aguenta mais ouvir a retórica mentirosa nem ver, estampado nos jornais, o sorriso hipócrita e desafiador de políticos desonestos.

Arnaldo A. Ferreira Filho amado1930@gmail.com

São Paulo

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CORRUPTOS

Que saudade do tempo em que Maluf era o ladrão! 

Carlos Alberto Roxo roxo_7@terra.com.br

São Paulo

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APELO

Volta, Paulo Maluf! Éramos felizes e não sabíamos.

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo

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EM CAUSA PRÓPRIA

Gostaria de fazer dois comentários: enquanto os inquéritos contra Renan Calheiros vão prescrevendo um a um, ele quer que a lei que pune juízes seja aprovada a toque de caixa. Ao negar que o pacote anticorrupção aprovado foi retaliação, Rodrigo Maia disse: "Temos a independência para legislar". Também disse: "Quem legisla é o Poder Legislativo". Faltou apenas o complemento que todo brasileiro já conhece: "(...) em causa própria!".

Sergio Aparecido Nardelli saparecidonardelli@bol.com.br

São Paulo 

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REPÚBLICA DOS RÉUS

Em nossa República, sempre jocosamente referida como de bananas, parecemos fadados a viver intermináveis períodos de instabilidade envolvendo os mesmos personagens. Tivemos uma presidente afastada com efeitos jurídicos parciais patrocinados por suposto acordo entre o presidente do STF e o presidente do Senado. Na semana passada tivemos o mesmo Renan Calheiros ignorando acintosamente uma liminar de um ministro do STF, motivada por ser réu em processo que o acusa de desvio de verbas públicas - e em seguida foi também aliviado parcialmente com aspecto de suprema cortesia pelo plenário do mesmo tribunal. O resultado trouxe um alívio para todos, notadamente para o atual governo, que prefere Renan onde está, justamente quando depende dele para a votação de importantes medidas pelo Congresso, a ver em seu lugar um representante do partido agora de oposição, afastado do governo em razão do maior escândalo de corrupção de nossa história. Podemos, com isso, ter uma ideia de como o fluxo na sucção das tetas de nossa pobre "res publica" tem sido controlado pela podre "República dos réus".

Edison Ribeiro Pereira edisonribeiro@hotmail.com

São Paulo

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NO REINO DAS PESQUISAS...

Pesquisa Datafolha aponta que 63% dos brasileiros querem a renúncia do presidente Temer e convocação de eleições diretas. No entanto, nas manifestações expressivas de rua que aconteceram em todo o País em 4/12, a referência a Temer ou a eleições diretas foi ínfima. Há algo de estranho no reino das pesquisas...

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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A CAMINHO DO ABISMO

A única forma de Michel Temer salvar seu governo seria o apoio popular se soubesse ouvir a voz do povo gritando pelas ruas - fora a corrupção.  Infelizmente, com seu staff de primeira linha infiltrado por uma corja de malfeitores, de igual quilate, pipocando a cada dia ao som da vergonhosa delação premiada, não há o que esperar senão um fim melancólico, senão trágico, de seu mal ajambrado governo.

Elizio Nilo Caliman elizio.caliman@yahoo.com.br

Brasília 

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ESPERANÇA NO PRESIDENTE

"Temer diz que vazamento de delação atrapalha a economia" ("Estadão", 13/12). Sr. presidente, o que atrapalha a economia e o bom andamento do País não é o vazamento de delação, e sim a desonestidade de políticos que, além de dilapidarem a nossa economia, tentam criar leis para se protegerem. O sr. está atacando as pessoas erradas, por favor, o povo espera mais do sr.

Elie Kondi elikondi@yahoo.com.br

São Paulo

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NÃO ENTENDEU NADA

Temer diz que vazamento de delação prejudica a economia. Temer não entendeu nada! O que atrapalha a economia no Brasil é o assalto desenfreado ao erário, acrescido da inépcia administrativa predominante em nossa classe política.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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ASSOMBRO

O presidente do Senado ignora liminar de ministro do STF para se afastar do cargo, debochando da autoridade judiciária; ex-governador do Rio de Janeiro e a mulher encontram-se presos por indícios de corrupção; três prefeitos de cidades paulistanas indo para o mesmo caminho prisional. As delações de funcionários graduados da Odebrecht deixam os políticos inquietos, voltados ao salve-se como puder; e o País fica para depois. A economia afunda e o varejo encolhe por falta de dinheiro, enquanto promessas de melhoras excedem o suportável. O que fazer diante de tantos maus exemplos e da sofreguidão geral? Suportar, até quando?

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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EX-GOVERNADOR DO RIO

Sabemos agora, segundo informações prestadas por depoente na Operação Calicute, que as despesas do ex-governador Sérgio Cabral eram da ordem de R$ 200 mil mensais. Impressiona o montante, tanto por ser incompatível com os seus vencimentos enquanto agente público quanto pela inobservância desse fato pela persecutória Receita Federal. E o que isso sugere é que o "sistema" - aquele citado inúmeras vezes no filme "Tropa de Elite" - está organizado informalmente com uma eficiência tamanha que ela não é encontrada, igual, nas organizações sociais institucionalizadas.

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro 

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JÁ ESTAVA ESCRITO

Da milenar sabedoria portuguesa aplicada ao casal Adriana Anselmo e Sérgio Cabral Filho. Pergunta Adriana: "Marido, por que nos perdemos?". E Sérgio responde: "Porque tu vales pouco e eu ainda menos".

Eduardo Augusto D. Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

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BRINCADEIRA DE MAU GOSTO

O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, teria afirmado que em seu governo irá indenizar turistas que forem assaltados na cidade. Com esse tipo de manifestação, salvo melhor juízo, pode ter praticado o delito de "apologia ao crime". O artigo 287 do Código Penal leciona que "fazer publicamente apologia de fato criminoso ou de autor de crime" tem pena de detenção de três a seis meses, ou multa. No caso da manifestação do prefeito eleito do Rio de Janeiro ficou caracterizada inequívoca sua atuação no sentido de influenciar psicologicamente alguém a cometer tal delito. Por outro lado, também enseja pessoas inescrupulosas a fazerem acusações falsas, inventando fatos inverídicos com o intuito de ser resgatado pelo Tesouro Municipal do Rio de Janeiro, numerários e pertences que não foram subtraídos. Brincadeira de mau gosto que pode virar trauma.

 

Leovegildo Rodrigues de Souza Junior drleosouza@uol.com.br

São Paulo

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MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA

O patrimônio público não é cuidado, o seguro não cobre o incêndio. Porém, em São Paulo, o governo e a mídia tucana conseguem transformar o descaso numa cerimônia para anunciar a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa para 2018. Parece piada, vai atrasar, creiam. O Museu do Ipiranga, fechado por falta de conservação, deve ficar pronto na próxima década. E quanto ao incêndio no Memorial da América Latina, como andam as obras? Enfim, aqui se pode tudo.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

 

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PISA 2016

Após a divulgação do resultado da última avaliação feita pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, em inglês), o Brasil ficou entre os últimos colocados. Uma vergonha, principalmente para os estudantes que invadiram as escolas, em protesto contra a reforma do ensino médio (Medida Provisória 746), que visa a uma educação de melhor qualidade. O que Ana Júlia Ribeiro, 16 anos, estudante do Colégio Estadual Senador Manuel Alencar Guimarães (Sesmag), de Curitiba, a "musa" das ocupações de escolas no Brasil, tem a dizer sobre o resultado do Pisa? Será que ela, todos os invasores e os seus respectivos pais, que apoiaram as invasões e que defenderam o fim da MP 746, têm alguma proposta melhor para que na próxima avaliação o Brasil não passe por esse vexame novamente? Ou eles só entendem mesmo de baderna? 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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SAÚDE

Aos irresponsáveis homens que não se importaram com o povo, e mesmo sendo, pela lei, os responsáveis pela prevenção de doenças (zika e outras), nada fizeram. Que lhes pese no corpo e na alma a dor de tantos inocentes que estão pagando pelo maldito descaso. Onde está o dinheiro destinado à saúde?

Eliana Goulart altgoulart@gmail.com

Jundiaí

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ENCHENTES

Por favor, paulistas, paulistanos e demais visitantes da cidade de São Paulo, nunca se esqueçam de que todos os anos em São Paulo morre muita gente afogada nas ruas inundadas da Região Metropolitana de São Paulo, e muitas outras perdem tudo nas inundações. Por quê? O governo não cumpre a sua obrigação correta na execução de obras em combate às enchentes e os seus cidadãos, acomodados, não entram em massa numa reivindicação exigindo do governador uma obra correta, tecnicamente aprovada por engenheiros especialistas em drenagens de grandes áreas para solucionar definitivamente o problema, idêntico ao que foi feito em Tóquio. 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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CIDADE ABANDONADA

Que a transição da gestão Haddad, segundo palavras do prefeito eleito João Doria, tem sido feita de forma impecável, o.k., afinal de contas vivemos numa democracia, não entenderia se fosse diferente. O que me chama a atenção nestes últimos dias de Fernando Haddad à frente da Prefeitura de São Paulo é o abandono da cidade. Não vejo um recapeamento sendo feito, os buracos se alastram dia a dia, o mato cresce sobre o asfalto de ruas e calçadas, lâmpadas queimadas. Parece-me que o atual prefeito de esquece de que é responsável pela gestão para a qual fora eleito até o seu último dia, sendo a transição uma consequências do cargo. Ao trabalho, prefeito, o ano ainda não terminou!

Eduardo Foz de Macedo efozmacedo@gmail.com

São Paulo

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O MASSACRE EM ALEPPO

Aleppo, uma das cidades mais antigas da humanidade, já foi a maior cidade da Síria. Ela tem sido vítima de destruição indiscriminada pelo regime de Bashar al-Assad, com a ajuda de Moscou, sob o silêncio do Ocidente. Quatro anos de bombardeio constante deslocaram 80% de sua população. Além dos russos, forças iranianas e milícias xiitas colaboram ativamente com a carnificina promovida pelo ditador de Damasco. Do outro lado, o Estado Islâmico (Isis), a frente Nusra e os rebeldes sírios, nenhum paladino do respeito aos direitos humanos, muito pelo contrário. E, no meio, uma população civil com a qual rigorosamente ninguém se preocupa. Em nenhum outro lugar da região todos estes players, ferrenhos inimigos entre si, se encontram tão perto uns dos outros. Só faltava a presença de Israel e de grupos radicais palestinos para completar a catástrofe, mas nem isso carece para que a desolação prevaleça. A consciência mundial começou a acordar para o que está ocorrendo em Aleppo e para o destino do 1 milhão de civis que, teimosamente, ainda permanece lá. Se demorar mais um pouco, não terá por quem, pois de Aleppo só sobrarão ruínas e uma história milenar.  

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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