Fórum dos Leitores

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Impresso

15 Dezembro 2016 | 03h07

GOVERNO TEMER

PEC do Teto

O Senado aprovou em segundo turno, na terça-feira, a PEC que limita os gastos do governo – a bem da verdade, já deveria estar em vigor há mais de dez anos. Constrangedora, e em alguns momentos risível, a atuação da “divisão panzer” do PT, representada pelos senadores Humberto Costa (PE), Gleisi Hoffman (PR) e Fátima Bezerra (RN), além de Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) – ausente o seu “comandante”, Lindbergh Farias (PT-RJ). Na oposição, os petistas mostraram sua ferocidade, voltaram aos tempos do sangue nos olhos, faca nos dentes e porrete nas mãos. Tentaram de tudo para obstruir os trabalhos até sucumbirem diante da força da maioria. A nota de pesar do dia, surpreendentemente, veio do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), ao sugerir a renúncia de Michel Temer, em adesão à antecipação de eleições presidenciais.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Dos 16 votos no Senado contrários à PEC que visa a tirar o País do buraco em que o enfiaram, dez saíram da bancada do PT. Agora vão infernizar o governo Temer, do mesmo modo que infernizaram os oito anos do governo FHC. A política que eles aprenderam nos manuais da esquerda burra manda prejudicar a Nação sempre que possível.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

Não existe mágica

É preciso ficar claro para os que questionam a legitimidade do governo Temer: seja com este governo que está aí ou qualquer outro eleito pela via direta ou indireta, não haverá futuro para o Brasil sem limites para os gastos públicos e modificações substanciais na previdência e nas leis trabalhistas. Não existe solução mágica e quaisquer propostas alternativas a essas reformas – impopulares, mas extremamente necessárias – são meramente demagógicas e falaciosas.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Fechar o ralo

Eu só vou acreditar no governo Temer se ele privatizar todas as estatais, que são fontes de roubalheira do dinheiro público, como se vê nas delações premiadas e na Operação Lava Jato. O PT e seu capo chamavam as privatizações do governo FHC de “privataria” e o petrolão revelou o porquê. Adicionalmente, sugiro a venda das ações de empresas em seu poder, isso seria um reforço no caixa federal.

MÁRIO A. DENTE

eticototal@gmail.com

São Paulo

O óbvio e os protestos

Foi necessária uma PEC para fazer o óbvio: atrelar os gastos à arrecadação. A revolta nas ruas deveria ser dirigida aos governos do PT, que gastaram muito além da arrecadação, visando apenas a ganhar eleições, sem a correspondente melhoria nos serviços essenciais (saúde, educação, segurança e bem-estar social).

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Ordeiros, os democratas protestam, pacificamente, aos domingos, uma vez que precisam trabalhar na semana. Já os petralhas e outros quadrilheiros agem durante a semana, pois são desocupados, depredando patrimônio, incendiando ônibus e praticando toda sorte de vandalismo. Além disso, esquecem que a situação econômica que hoje vivemos resultou diretamente da incompetência e dos roubos de quando o PT esteve no governo. Até quando a impunidade desses vândalos permanecerá?

SERGIO CORTEZ

cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

Tibieza

Inaceitável a inércia das forças da ordem ante os atos de vandalismo na Paulista. Discordar é um direito, mas aquela turba enfurecida de mascarados tentando invadir o edifício da Fiesp pisoteou o respeito que a democracia (ainda) merece. É pouco provável que a turba tivesse outro objetivo a não ser a intimidação. Aparentemente, seria politicamente incorreto tolher os atos desses desordeiros, mas procurar e punir os instigadores de tal barbárie talvez não cause a indignação dos defensores dos direitos humanos desses malfeitores.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Vazamentos

Brilhante o editorial Desafio que exige coragem (13/12, A3). É o que se espera de nosso presidente...

LUIZ ALBERTO OLIVI

luiz.olivi@eliteccvm.com.br

São Paulo

Meu elogio ao autor do editorial Desafio que exige coragem.

OSWALDO LAZARETTI

Paula_Castro29@hotmail.com

São Paulo

BNDES

Contestação

Com relação ao editorial Os financiamentos do BNDES (13/12, A3), cabe esclarecer que informações detalhadas sobre operações internacionais do BNDES, incluindo valor, descrição do projeto e país de destino, já estavam disponíveis no site do banco desde o final da década passada. Diferentemente do que afirma o texto, não é verdade que durante minha gestão o BNDES evitava divulgar dados pormenorizados sobre esses financiamentos. Ao contrário: por iniciativa de minha diretoria e com apoio do Mdic, a abertura ao público das informações pela internet foi ampliada e facilitada, consolidando a posição do BNDES como a instituição mais transparente entre os bancos de desenvolvimento de todo o mundo. O anúncio nesse sentido foi feito em 2/6/2015 na sede do Mdic, apresentando a mesma ferramenta de consulta que ainda se encontra em uso até hoje no site do banco. O fato foi noticiado à época pelo próprio Estado e por outros veículos de imprensa. Ou seja, o editorial ignora notícias publicadas pelo próprio jornal há pouco mais de um ano e meio.

LUCIANO COUTINHO, economista, ex-presidente do BNDES

paulohbraga@gmail.com

Rio de Janeiro

N. da R. – O editorial baseou-se no pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) à atual diretoria do BNDES para a divulgação, no portal do banco na internet, de informações adicionais às que a instituição já põe à disposição do público. A OAB considerou que os dados disponíveis são insuficientes para o “conhecimento efetivo sobre a real destinação dos recursos públicos”. Em seu site, a OAB informou que a atual diretoria do BNDES assumiu “o compromisso de que todos os dados referentes a financiamentos externos, operações internas e parceria com instituições estrangeiras estarão disponibilizados no portal do banco nos próximos dias”. Informação semelhante está disponível no site do próprio BNDES.

 

“O que um bando de desocupados não faz por um pão com mortandela. De novo”

GUTO PACHECO / SÃO PAULO, SOBRE A REAÇÃO À APROVAÇÃO DA PEC DO TETO 

jam.pacheco@uol.com.br

“A PEC do Teto terá o mesmo destino da Lei da Ficha Limpa, ou seja, a criatividade dos políticos a tornará inútil?”

ELY WEINSTEIN / SÃO PAULO, IDEM

elyw@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PEC DO TETO

O governo Temer conseguiu aprovar no Senado a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita os gastos púbicos, e agora se concentra para aprovar a reforma da Previdência, com pelo menos 11 anos de atraso, visto que proposta semelhante já tinha sido feita no governo Lula, pelo então ministro da Fazenda Antônio Palocci. Muita gente - que é contra esta única saída para um país que passou em muito da sua capacidade de promover políticas públicas sem se preocupar de onde viriam os recursos - diz que o orçamento de um país não pode ser comparado ao de uma família. Ledo engano. Numa casa em que a renda familiar caiu, o (a) chefe da casa, com certeza, não vai colocar os filhos numa escola mais cara e melhorar a classe do plano de saúde. Nada mais parecido!

Abel pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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O BRASIL TEM PRESSA

 

No dizer do editorial "Quando a pressa é necessária" (14/12, A3), o Brasil está em cacos. O texto realmente retrata a situação do País: economia estagnada, desindustrialização, desemprego, inflação em alta, cofres públicos exauridos e situação política calamitosa. Assim, de um lado, a economia precisa de medidas urgentes e saneadoras e que estimulem a criação de empregos e a melhoria de nosso PIB; e, de outro, o combate à corrupção precisa ser acelerado, de tal sorte que os vazamentos de delações a conta-gotas não mais prejudiquem a confiança no País. O Poder Executivo precisa correr, porque o País tem muita pressa, mas os promotores e procuradores também, porque os vazamentos de delações pelo sistema de conta-gotas, além de retardar o progresso, criam expectativa que não favorecem a pressa que o País tem para sair do fundo do poço. O Brasil é muito mais importante que o radicalismo de opiniões.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ORÇAMENTO SOB CONTROLE

Por si só, a aprovação do polêmico projeto da PEC do Teto é uma grande vitória e contribuição do governo de Michel Temer. Seu objetivo é de uma vez por todas moralizar o uso dos recursos dos contribuintes no limite da inflação do ano anterior. Ou seja, acabar com aquela farra de gastar mais do que se arrecada, para reduzir dentro de alguns anos o déficit público, que neste ano de 2016, fruto da herança maldita petista, será de R$ 170,5 bilhões. Já no próximo ano, graças à provação desta PEC, o déficit será reduzido em R$ 30,8 bilhões, ou, como se estima, fechar o ano em R$ 139,7 bilhões. Certamente, esta mordaça saudável aos gastos públicos vai propiciar mais eficiência no uso dos recursos do Orçamento e incentivar que a formação futura de superávits seja alocada para investimentos na saúde, na educação, em infraestrutura, etc. É bom lembrar que em 2005 o então ministro da Fazenda de Lula, Antônio Palocci, tentou algo similar à PEC do Teto, como do "déficit nominal zero" sugerido pelo economista Delfim Netto, e que Dilma Rousseff, como ministra da Casa Civil, rechaçou tal medida dizendo que era um plano "rudimentar", convencendo Lula a não implementá-la. Se essa medida tivesse sido aprovada naquela época, hoje a nossa economia estaria crescendo tanto quanto a da Índia e a da China, o desemprego seria zero e, com substancial crescimento da renda, a família brasileira estaria comemorando este Natal como um dos melhores da nossa história.

   

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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GASTOS CONGELADOS

Críticas e sugestões vindas da ONU podem ser pertinentes e úteis. Mas a manifestação recente do sr. Philip Alson, relator para extrema pobreza e direitos humanos do órgão, sobre a PEC do Teto, não passa de palpite infeliz. Ele acha "inapropriado congelar somente o gasto social e atar as mãos dos próximos governos por duas décadas". Só que não é isso o que se está fazendo. Ele não entendeu. Não haverá congelamento somente dos gastos sociais nem ficarão os futuros governos com as mãos atadas, pois o fato de os gastos serem congelados por 20 anos não significa que eles terão necessariamente de ficar congelados por esse tempo. A qualquer momento, havendo conveniência, uma outra PEC pode mudar (até revogar) o que ficou agora estabelecido.

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

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PEC 55 APROVADA

Temer, Temer... Não se iluda com a vitória! Tenha juízo! Não se envolva em reformas. Va. Excia. veio como salvador, não como reformador. Lembre-se da sua provisoriedade e da sua temporariedade.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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PINGUELA

Governo do PMDB, uma pinguela para o futuro. Atravessa, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SACRIFÍCIOS PELO BRASIL

Temos de apertar o cinto para salvar a economia. Ótimo. Presidente Temer, venda o Aerolula, proíba ministros de usar jatinhos e acabe com os carros oficiais. Dê o exemplo. Ou a pinguela vai cair...

Sonia Maria Benfatti Resstel sbresstel@gmail.com

São Paulo 

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PROTESTOS

Há poucos dias, mais precisamente no dia 4/12, houve passeatas em várias cidades do País em defesa da Operação Lava Jato e contra a corrupção. Tudo transcorreu na maior normalidade e civilidade, não houve quebra de nada. No dia da votação da PEC do Teto de Gastos, mais uma vez, um grupo de baderneiros, marginais tumultuou Brasília e outras cidades. Houve quebra-quebra, ônibus incendiados, etc. Onde está a polícia? Por que não age com rigor? Tem receio de quê? Com estes grupos não tem diálogo. Com marginal, bandido, é preciso responder na mesma moeda. Eles não entendem outra linguagem. O cidadão civilizado faz sua passeata sem problemas e os outros incendeiam, quebram, saem com paus, bombas caseiras, armas, e a polícia não faz nada?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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VÂNDALOS CONTRA A PEC

Foram realizados atos de vandalismo contra a aprovação da PEC dos gastos, aprovada em segundo turno, no Senado Federal. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central Sindical e Popular organizaram os protestos. Grotescas condutas puderam ser observadas durante a depredação da sede da Fiesp, na Avenida Paulista. O saldo foi bastante negativo, com dezenas de pessoas detidas, policiais feridos e um ônibus queimado. Os grupos que estão em desacordo com as decisões do Congresso Nacional são obrigados a respeitar as propriedades privadas e governamentais também.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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PODE TUDO?

Com a depredação da Fiesp, na Avenida Paulista, pelos "manifestantes" dos ditos grupos sociais, ditos de esquerda, também ditos democráticos, parece mesmo que estamos sem lei, sem segurança e sem vergonha na cara...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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SEMPRE OS MESMOS

Os brasileiros que elegeram Lula e Dilma para os péssimos governos que quebraram o País, roubado por seus partidários e políticos, são os mesmos que estão destruindo patrimônios particulares e do Estado em protesto "contra a recuperação" do Brasil. São baderneiros que suportam Lula e seus safados apoiadores que enriqueceram nos governos anteriores. O povo que quer a recuperação do Brasil e luta por ela, incluindo os 12 milhões de desempregados vítimas dos governos do PT, continuam sofrendo dos baderneiros de Lula. É preciso que a Justiça afaste os líderes baderneiros para o País poder trabalhar e se recuperar em paz. E as polícias deverão ser mais duras, evitando destruições. Como grupos de bandidos entraram na Fiesp e fizeram grande destruição? Governadores precisam ser mais duros.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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BADERNEIROS

 

Está mais que comprovado que as manifestações espontâneas, respeitadoras dos bens alheios e públicos, objetivam aos interesses do Brasil, são das pessoas de bem e acontecem aos domingos. Por outro lado, as manifestações patrocinadas pelos sindicatos são com desocupados, mercenários predadores de bens públicos e privados, acontecem durante dias úteis e seu objetivo é tumultuar e comprometer o sagrado direito de ir e vir da população. Os baderneiros deveriam, no mínimo, ser detidos para desobstruir as vias e indenizar em dobro os danos causados.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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INSENSATEZ

Como entender o País com 12 milhões de desempregados, por culpa única e exclusiva do PT, que abusou e desviou verbas nos deixando nesta situação de penúria, e os "vermelhos" ainda fazem protestos contra a PEC 241? Um mínimo de consciência e bom senso bastaria para colocar este pessoal revoltado quieto no seu lugar. 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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COMO EVITAR A GUERRA ANUNCIADA

 

As cenas de selvageria de terça-feira são apenas demonstração da "guerra" que está por acontecer na discussão e votação da reforma da Previdência. Não basta o governo manobrar politicamente e enfiar goela abaixo da sociedade aquilo que seus tecnocratas econômicos pensam. É preciso promover o diálogo franco, transigir naquilo que for possível e, por outro lado, não descuidar do papel de Estado, mantendo a segurança pública e impedindo a prática do vandalismo, que, infelizmente, tem se infiltrado às manifestações, travestido de ato reivindicatório. O retardo da idade da aposentadoria poderá enlouquecer todos os brasileiros. Talvez seja melhor tirar os penduricalhos e privilégios de alguns e não mexer tanto no tempo de atividade da massa trabalhadora. Também seria bom transferir ao Tesouro a responsabilidade dos proventos de quem não contribuiu e devolver atualizado ao bolo do INSS aquilo que governos anteriores dali retiraram para aplicar em obras. As reformas são necessárias, poucos o negam. Mas, se não forem devidamente negociadas e convalidadas pela sociedade, com toda a certeza, levarão ao caos e ninguém, em sã consciência, pode prever como terminarão...

  

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

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MEDIDAS DURAS, MAS NECESSÁRIAS

Parece que muita gente se esqueceu de que esta terra arrasada em que vivemos foi o que sobrou do governo de Dilma Rousseff. Michel Temer assumiu o comando legalmente e está tentando fazer, por meio de medidas duras, mas necessárias, com que o País retome o crescimento. Mas ele não tem de se esquivar só dos golpes da oposição desenfreada dos petistas, psolistas e afins. Também lhe passa raseira um instituto de pesquisa pouco isento, soltando resultados irreais e contando com a divulgação de uma mídia claramente doutrinária, que com destaque de primeira página colocou Temer lá embaixo, enquanto encabeçava a tal pesquisa uma pessoa da qual não se ouve falar desde o fim das eleições de 2014. Afinal, quem é hoje Marina Silva para encabeçar uma pesquisa a não ser com a ajuda de imposição midiática nada isenta? Mas Marina e sua Rede trabalham quietas, mas intensamente. Afinal, foi a Rede Sustentabilidade que entregou o pedido de afastamento de Renan Calheiros para aquele ministro, e tão somente a ele, que, de forma monocrática, deu prosseguimento imediato e criando um dos momentos de maior instabilidade política deste país. Nesta instabilidade poderia cair não só Renan, mas todo o governo, o que eram a aposta e o sonho dourado de Marina, frustrado por uma decisão inédita do STF, mas muito sábia. A ministra Maria Lúcia tem tirocínio, cautela e um olhar de longo alcance, pois, se cai esta "pinguela", como já chamaram o governo Temer, a esquerda mais retrógrada retoma o poder de forma imediata. É o que querermos? Não! Mas é o que quer todo aquele que grita Fora Temer e que o chama de governo golpista! Lutemos, portanto, por esta pinguela com unhas e dentes! Esta pinguela é o caminho que nos resta para um futuro melhor!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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NO LIMITE

Com chuva e delação, a "pinguela" não chega a 2018.

Manuel Pires Monteiro manuel.monteiro@eutectic.com.br

São Paulo

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PESQUISAS

Pesquisa Datafolha aponta queda expressiva da popularidade de Michel Temer? Que bobagem! Temer nunca teve qualquer popularidade sustentável. O grande público não o conhecia, continua não o conhecendo e, mesmo que se lembre do impeachment, já se esqueceu de quem ele é. Pesquisas dessa natureza são ilusórias e nada significam, exceto para vender jornal. É importante que se desmascarem estas fantasias para que, desde já, esse tipo de informação não se torne profecia autodeterminista.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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A NOMEAÇÃO

O processo de seleção de funcionários em grandes empresas passa, além da avaliação de conhecimentos na área de interesse, pela busca de informações do passado do candidato quanto ao envolvimento com a Justiça e com a polícia. Normalmente, o empregador prefere admitir um pretendente não muito qualificado tecnicamente, mas com uma ficha que não lhe traga problemas no futuro. Michel Temer tomou posse em 31/8/2016, com valioso crédito de confiança de uma sociedade que vinha de um longo período de terremotos político, econômico, administrativo, moral e ético. A equipe por ele nomeada, amigos seus de longa data, possuía boa capacidade de influenciar deputados e senadores, o que lhe permitiria aprovar as medidas pelas quais o País implorava para aliviar a crise. Não seguiu, no entanto, o exemplo dos executivos de empresas. Não consultou o procurador-geral da República, o STF e a Polícia Federal a fim de se inteirar detalhadamente do passado de cada um. Se o fizesse, talvez perdesse um pouco de capital político, mas ganharia em credibilidade, pois teria nomeado pessoas sobre as quais não pairavam suspeitas. O resultado foi, talvez, o mais rápido desgaste de um governo na história da nossa acidentada República. Ou será que, no Brasil, em face do viciado sistema eleitoral vigente, a destreza política é diretamente proporcional à facilidade de agir fora da lei? É provável.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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URGÊNCIA URGENTÍSSIMA

O Brasil tem pressa, muita pressa! O Tribunal Superior  Eleitoral tem poucos dias para fazer o trabalho que não foi feito em dois anos e apresentar uma conclusão sobre as contas da campanha que elegeu a chapa Dilma/Temer para governar o País. Se a cassação da chapa ocorrer antes do fim do ano, haverá eleições diretas para a Presidência da República; se ocorrer depois, as eleições serão indiretas. Sugiro que o Exército, a OAB, o conselho de contabilidade, as empresas de auditorias ajudem o TSE a cumprir o seu dever e concluir o que o País inteiro já está cansado de saber: a chapa Dilma/Temer foi eleita com dinheiro do crime organizado, foi eleita com o dinheiro sujo da propina das empreiteiras. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ARAPONGAS ENSANDECIDAS

Enquanto os políticos de bem se esforçam para aprovar a PEC para tirar o País da hecatombe petista e garantir a continuidade da Previdência Social, as senadoras Gleisi Hoffmann "Narizinho" e Vanessa Graziotin "comuna", ambas enroscadas na Operação Lava Jato por corrupção, parecem duas arapongas ensandecidas a bater na mesma tecla da obstrução a tudo o que o atual governo propõe, seguidas por outros políticos hienas que defendem o jargão "quanto pior melhor".

Walter Rosa de Oliveira walterrosa@raminelli.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO E ECONOMIA

Excelente o artigo de Maria Cristina Pinotti sobre "A Itália após a Operação Mãos Limpas" ("Estadão", 14/12, A2), mostrando como e por que a corrupção venceu a batalha naquele país. Aqui, no Brasil, como foi feito lá, os corruptos estão vendendo a ideia de que o combate à corrupção impede o desenvolvimento econômico. Nada mais falso, demonstra a articulista. Resta a pergunta: Michel Temer quer ser o Berlusconi brasileiro?

Eduardo Spinola e Castro 1943esc@gmail.com

São Paulo

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PERIGO CONSTANTE

A corrupção endêmica e profunda é uma ameaça palpável à nossa estabilidade e à nossa justiça social. Vivemos um perigo constante, as manifestações de ruas não são suficientes, estamos precisando muita mais da Lava Jato, mas não sabemos como exigir muito mais da Lava Jato. A democracia está fragilizada. Estamos com um governo de transição já fragilizado. Há ameaças de um colapso das contas públicas, há uma crise moral, sem precedentes.  Repito: estamos vivendo um perigo constante.     

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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BOMBA ATÔMICA NELES

Nós temos o dedo no gatilho da bomba atômica chamada internet/redes sociais e vamos ter de apertá-lo já. Um Congresso onde 90% dos políticos corruptos dão uma injusta fama aos outros 10% que não o são impede leis anticorrupção na calada da noite para se proteger e faz de tudo para prejudicar a Lava Jato. Um STF para lá de suspeito é humilhado pelo "coronelzinho" das Alagoas, apesar de ter ficado sentado por anos em cima de seus 12 processos e se acovardado. E um país cuja Suprema Corte perdeu o que restava de sua pouca credibilidade é um país inviável. Já derrubamos uma presidente apedeuta e vamos ter de derrubar tudo o mais que tiver de ser derrubado, ou a Lava Jato, em face das denúncias envolvendo políticos até agora os mais insuspeitos, vai se avolumar e levar mais 15 anos para dar resultados. 2017 começa com um país ingovernável. Inflação pode chegar a mais de 30% ao ano, desemprego idem. Com o PIB crescendo para baixo, os Estados vão quebrar de vez e fazer o mesmo que fizeram Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro: não mais pagar o funcionalismo. A fuga do capital produtivo é apenas questão de tempo, e, infelizmente, o pior deste apocalipse, o desabastecimento, pode acontecer e ficarmos igual à Venezuela. Os políticos nada fazem. Então, é chegada a hora de as forças sociais fazerem o que tem de ser feito: uma faxina geral nestes incompetentes! E rezarmos para que a explosão da bomba atômica seja seletiva...

Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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AGRAVA-SE A CRISE

A manchete do UOL de ontem (14/12) dizia que Marcelo Odebrecht confirma o repasse de R$ 10 milhões a pedido de Michel Temer. A preliminar necessária é saber se foi uma contribuição legal, isto é, doação de empresa de acordo com a lei da ocasião. Caso não tenha sido, o que é muito mais provável, dada a roubalheira institucionalizada pelos governos do PT e seus asseclas, escancarada pela Lava Jato, quem dela participou tem de ser penalizado. Doa a quem doer, custe o que custar, porque a Nação não suporta mais ter de pagar pelo descalabro que nos assaltou. E hoje todos sabem que não se cura um câncer sem remover todas as metástases. Este é o momento em que não se pode mais jogar parte da sujeira para baixo do tapete. Uma saída constitucional há de haver além das diretas já ou da eleição indireta, que significariam trocar 6 por meia dúzia. Com a palavra, o Supremo. 

 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNO TEMER

As delações sobre comportamento do atual presidente Temer e vários parlamentares da base aliada causam muita preocupação. É que, para atingir seus objetivos no Congresso, o governo faz concessões, como a liberação de milhões de reais em emendas parlamentares. Isso mostra que os conchavos sem transparência prevalecem sobre o interesse público. Este é o governo que temos. Até quando?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ESTRATÉGIA DE UM CONDENADO

Lendo sobre o plano diabólico de Marcelo Odebrecht, que montou uma estratégia para se livrar da cadeia e os seus mais de 70 diretores, com as delações premiadas, tudo leva a crer que, com o número enorme de pessoas denunciadas, sua intenção seja travar os processos e engambelar os promotores. É estranho que a delação premiada vazada não tenha atingido os principais autores da corrupção no Brasil, mas diretamente o presidente Michel Temer, que reagiu com firmeza com o vazamento das delações mencionando o seu nome. O editorial de ontem do "Estadão", "Quando a pressa é necessária", bem observou: "Tem toda a razão o presidente Michel Temer, portanto, quando reage ao vazamento de delações premiadas - nas quais seu próprio nome é mencionado - solicitando formalmente ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, 'celeridade' na divulgação das demais 76 delações de executivos da Odebrecht".

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo 

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O QUARTO PODER

A forma como as delações são entregues ao grande público antes de serem aprovadas pelo Judiciário faz pensar que o Ministério Público tem alguns membros que querem se tornar o Quarto Poder e reeditar a Inquisição, queimando bruxas antes que sejam julgadas. Eles se apoiam na exasperação dos brasileiros com as demoras imensas do Judiciário e não respeitam a Constituição, que dá a todos o direito de se defender. Provocam, desta forma, o linchamento de todos antes que consigam provar sua inocência. Sabemos que a corrupção é um mal que tem de ser erradicado, mas sempre dentro do respeito aos direitos de todos. É um viés perigoso que tem de ser eliminado, antes que todos nós nos tornemos réus desses fanáticos.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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RIR PARA NÃO CHORAR

Aproveitando o espaço ora cedido gratuitamente pelo jornal "Estadão", sugiro, ao presidente do Senado, sua Excia. Renan Calheiros, que, a partir desta data, ao dirigir-se aos nobres colegas de facção do Congresso Nacional, o faça pelo nome de guerra, ou seja, pelos codinomes registrados na lista contábil da propina e caixa 2 da Odebrecht, aliás, alguns até sugestivos: Avião, Viagra, Atleta, Escritor, Caranguejo, Pastor, Bruto, Todo Feio, Boca Mole, Velhinho, Justiça, Angorá, etc. Pelo menos as sessões do Congresso ficariam mais humorísticas, seria mais cômico, se não fosse trágico.

Arnaldo Luiz de O. Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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MILAGRES

Prezados, peço vênia, por abordar este assunto já requentado. Estou falando da famosa sessão do STF e de nossos ministros que julgaram nosso presidente do Senado. O negócio estava encasquetado, ocorre que caiu a ficha, entendi tudo. Um insight relâmpago! Preciso compartilhar. Para explicar, devo dizer que demorei décadas para entender o conceito religioso da Santíssima Trindade: o pai, o filho e o espírito santo. Três entidades, uma unidade! Ao que me lembre, os bispos católicos desenvolveram esse conceito após um longo concílio, séculos após o nascimento de Cristo. Pois bem, nossos inspirados ministros fizeram o mesmo, só que às avessas. Decidiram que o presidente do Senado é um, mas pode ser dois. Como? Quando dirige as sessões, Renan é presidente; quando requisitado para suceder o presidente da Republica, deixa, transitoriamente, de sê-lo. Pronto, eis o milagre. Para chegar a essa perfeição, nossos ministros vêm treinando tais lances há muito tempo. Lewandowski, por exemplo, adepto da multiplicação dos vencimentos, se superou com a mágica de afastar as águas ao separar a Dilma impedida da Dilma que não pode ocupar cargos públicos. O sr. Marco Aurélio, por sua vez, andou sobre as águas surfando em liminar incabível pela urgência. Dias Tofffoli, arguto, apelou para o milagre do cego e pediu vista grossa para conteúdo pacífico. Dos useiros e vezeiros, resta Gilmar Mendes, que, coitado, continua a fazer biquinho, pois ainda não conseguiu transmutar água em vinho. Aleluia!

Natalino Ferraz Martins natalino.martins@uol.com.br

São Paulo

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MUSEU DA INUTILIDADE

A Polícia Federal investiga desvio de dinheiro na construção, em São Bernardo (SP), do Museu do Trabalho e do Trabalhador. Mas não é isso o que me intriga. Para que serve um Museu do Trabalho e do Trabalhador? O que vai expor esse museu? Segundo o que está na imprensa, seria para lembrar as lutas dos trabalhadores, capitaneados por Lula, na busca pelos seus direitos na década de 1970. Uma luta justa, diga-se de passagem. Mas por que eu pagaria para entrar num museu para ver fotos de operários em manifestações e comícios? Será que é necessário construir um museu para isso? E o que mais esse museu vai mostrar: pás, enxadas, máquinas de escrever, tornos mecânicos, furadeiras, porcas, parafusos, computadores? Existe pelo mundo algum outro Museu do Trabalho e do Trabalhador? Talvez fosse melhor - e aí vai a minha sugestão - transformar o referido museu, ainda em construção, numa escola. Ao invés de abrigar um museu do trabalhador, seria a oportunidade de dar emprego a trabalhadores e educação a milhares de jovens. Duas coisas de que o Brasil está precisando muito mais do que abrir museus da inutilidade.

Luiz G. Tressoldi Saraiva lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

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ESCÂNDALO DA MERENDA

Lamentável que o escândalo de corrupção envolvendo merenda escolar tenha terminado em pizza na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A tucana Alesp concluiu pela "inocência" e impunidade dos políticos envolvidos. Sobrou para os peixes pequenos e para os estudantes que protestavam contra a decisão. É revoltante vermos a impunidade de ricos e poderosos no Brasil, que estão acima da lei. É um jogo de cartas marcadas, em que as raposas tomam conta do galinheiro. E nós, cidadãos, pagamos a conta.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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FRACASSO PERMANENTE DA EDUCAÇÃO

Toda vez que sai um resultado de exames do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), o Brasil aparece lá na zona de rebaixamento. No último, em 2015, ficou em 60.º, de 76 países avaliados em leitura, Matemática e Ciências. Constatado o fracasso, como sempre surgiram os discursos dos principais envolvidos a justificarem o fiasco, a eximirem-se das responsabilidades e a colocar a culpa nos antecessores. Os antecessores são eles mesmos, apenas em postos diferentes. Quem hoje é ministro ontem era governador ou prefeito e assim segue. Também estou entre aqueles com dificuldade de encontrar as saídas. Mas, seguindo os demais, a responsabilidade é dos outros. Minha não é. Ledo engano. Todos somos responsáveis pela melhoria, ainda que não sejamos diretamente pelo desempenho nos Pisas. Começamos mal pela cobertura que a mídia dá à educação. Ninguém tem dúvida quanto à influência da televisão aberta na cultura brasileira. Mas duvido que alguém conheça um programa em algum desses canais que trate da educação formal. Nem sei se ainda existe o quadro "Soletrando" no programa do Luciano Huck. Era uma iniciativa boa, na ausência absoluta de outras. Os responsáveis pelas televisões dizem que programas sobre educação não dão audiência. Por isso faltam patrocinadores. Mas o público precisa ser construído com a habitualidade. É preciso existir os programas para possibilitar o surgimento de um público-alvo. Quem sabe alguma delas poderia substituir algum de concursos de comida ou de música, a febre atual, por algum que trate seriamente de educação. Mesmo as reportagens em programas de notícia, jornais e revistas só falam de números, sejam de escolas caindo aos pedaços, de ônibus aos frangalhos, de falta de merenda, de quantidade de escolas invadidas. Vão além, apenas, quando é para falar dos tais planos, metas e reformas do governo. Os grandes jornais não obedecem às regras defendidas por especialistas em educação. Qualquer um grande jornal, quando se abre sua página na internet, estará expondo de forma errada a abreviatura de horas. Eles seguem o raciocínio de que o nosso erro é sempre irrelevante ou muito simples. Professores são preguiçosos na sua grande maioria. Por exemplo, é comum ameaçarem alunos se aparecerem na escola naquelas pontes entre feriados e fim de semana. Aulas de verdades só existem após semanas do início do ano letivo e acabam um mês antes da data oficial de encerramento. Alunos brasileiros não aprendem porque não estudam. Decoram itens, números e até conceitos apenas para fazerem prova. Quem consegue nota máxima sabe tanto quanto quem zera nas provas. Ninguém tem orgulho por aprender algo, mas todos se orgulham pelas notas altas que tiraram "colando". Todos se alegram quando não têm aula ou o professor falta, e ficam tristes, raivosos se algum prolongar alguns minutos de aula para completar um raciocínio. Só o espanto e a grita geral com os resultados causam estranheza. E a novela "fracasso e desculpa" continua como única receita de quem não se desenvolve em nada. Nora: para os devidos fins, a partir de 7 de dezembro de 2016 o Brasil declara que tem um novo Supremo. E este é soberano!

Pedro C. da Costa pedcardosodacosta@refletindoobrasil.com.br

São Paulo

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REVOLUÇÃO PELA EDUCAÇÃO

O que fazer para revolucionar o Brasil? O meio que tem apresentado melhores resultados em todo o mundo é a educação. Dentro deste contexto e, como é sabido, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) constitui uma excelente ferramenta para obter uma foto instantânea da efetividade das políticas nacionais de ensino de Matemática, de leitura e de ciência. Os péssimos resultados recentemente apresentados pelos alunos brasileiros nesta avaliação quer dizer muito sobre a formação que eles estão recebendo, sobre o futuro deles e o de toda a Nação. Entre uma década e uma década e meia as crianças que hoje estão com 10 anos saem da sala de aula e entram no mercado de trabalho. Se o objetivo for o de melhorar, mais importante do que a triste conclusão é o conjunto de orientações que o programa em questão proporciona sobre o que não está funcionando e no que se deve agir para ajudar as crianças a aprenderem. Acompanhar, premiar e cobrar resultados são itens sem os quais não há como progredir. Como ocorre em todos os países que caminham para a frente, professores devem ser tratados como profissionais e deve-se exigir deles um desempenho compatível com o país que almejamos construir.  

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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O EMBRIÃO DA CRISE

Li, no domingo, o artigo de Rolf Kuntz "Na Educação, a síntese dos fiascos brasileiros" (11/12, A2). Ele nos conta sobre o marquês de Condorcet, que há dois séculos vaticinava que a instrução é "um meio de tornar real a igualdade de direitos". E prossegue Kuntz: "É inútil, segundo ele, proclamar essa igualdade quando a ignorância mantém um homem na dependência do saber os outros. Por isso, a instrução pública é um dever da sociedade em relação aos cidadãos". Repito, estas são ideias de 200 anos atrás, mas parecem mais atuais do que nunca. É uma lição perene. Já dela sabiam os espartanos (900 a.C-192 a.C), que, para inexistência de insurreições à sociedade estruturada quase como em estamentos, tomava o monopólio da educação, basicamente militar. Objetivavam à formação de cidadãos-guerreiros, defensores do Estado, não o desenvolvimento intelectual, mas única e tão somente o físico, voltado à luta e à guerra. Já em Atenas predominava um tipo de formação mais livre e aberta, que, de modo mais amplo, valorizava o indivíduo, fomentando o estudo de Filosofia, valorizando o pensar. Foi Atenas o berço da democracia. Vê como desde antes de Cristo se sabe que o pensar de um pequeno grupo em detrimento do não pensar do outro gera a casta dominadora e a outra dominada? Vê por que o Brasil está em crise? Onde está o embrião da crise, que se perpetuará, enquanto não sanado o começo de tudo? A Educação? E nem é necessária uma Educação de Cingapura. Uma Educação como aquela sugerida pelo articulista, na excelente, mas suficiente, pode gerar cidadãos honestos para serem eleitos por seus concidadãos também honestos, todos no mesmo patamar educacional, todos cientes de seus direitos e obrigações e prontos a exigi-los, de um Estado que, mais uma vez, pode ser mínimo, mas suficiente para suportar o tripé fundamental de um Estado legitimamente constituído: educação, saúde e segurança, mas antes, a educação. Só assim se pode pensar em erradicar a corrupção, os governantes egoicos e descompromissados com a "res publica". Como demonstram os índices recentemente divulgados, e repetidos no texto em comento, estamos muito longe disso. Mas podemos mudar. Está havendo uma enxurrada de desinformações, em todos os meios de comunicação, sobre o cancro da corrupção. Pode ser que nós, os vilipendiados, nos cansemos desta situação.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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A COBRANÇA DAS BAGAGENS

É incrível, tudo o que é para penalizar o cidadão brasileiro passa a valer como lei de um dia para o outro. A cobrança das bagagens no transporte aéreo é uma afronta. Os passageiros não têm o menor conforto, viajam feito sardinha em lata, a comida oferecida é uma porcaria e ainda vem o senhor Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), dizer que o valor das passagens ficará mais barato? O passageiro será mais uma vez enganado. Quem não se lembra de Nelson Jobim prometendo mais espaço entre as fileiras das aeronaves? E cadê que puseram em prática? A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), agência que deveria fiscalizar as companhias aéreas, está a serviço delas. Mudamos o governo, mas ninguém pune as agências. Quem sempre perde é o consumidor. Triste este Brasil!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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AGÊNCIAS REGULADORAS

As agências reguladoras no Brasil, embora tenham sido criadas para regular e fiscalizar os serviços concedidos na sua área de atuação, com o objetivo de proteger os cidadãos que os utilizam, na prática não fazem o que deveriam. Felizmente, agora isso fica claro com a medida da Anac de desobrigar as empresas da obrigatoriedade de garantir franquia de bagagem ao passageiro. Não poderia ser o oposto? O cidadão optar por não usar a franquia e obtém um desconto na passagem? Medida inoportuna e tomada por uma agência não muito diferente das demais, que aí estão para defender os interesses de empresas que não têm competência para se sustentar e vivem reivindicando proteção do governo. E não para proteger os cidadãos. Para constatar isso, basta protocolar uma reclamação em seus respectivos sites e ver as respostas, que são totalmente dissociadas das leis brasileiras de defesa do consumidor. Essas respostas são elaboradas com base em portarias retrógradas e que não levam em consideração a proteção do cidadão. De fato essas agências, antes de tomar inciativas como esta, deveriam retroceder aos princípios para os quais foram criadas e nos defender. Ainda bem que os órgãos de defesa do consumidor recusaram este presente de Natal da Anac. E o governo, que carece de apoio popular, deveria exercer o seu poder político para reverter drasticamente o foco destas agências. 

Manoel Sebastião de Araújo Pedrosa link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

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QUEM ACREDITA?

Tanto a Anac quanto as aéreas afirmam que os custos das bagagens despachadas já estão embutidos nos preços das passagens, certo? Então vamos fazer o seguinte: as aéreas descontam desde já estes valores embutidos nos preços das passagens e já passam a cobrar as bagagens despachadas. Desta forma podemos acreditar que existirá algum benefício para o consumidor. Caso contrário, é mais uma resolução de mais uma agência desreguladora atendendo somente aos interesses corporativistas das empresas aéreas. Simples assim. A propósito, as passagens vão baixar de preço assim como a gasolina, que no mês passado foi baixada duas vezes pela Petrobrás na refinaria, mas que nas bombas tiveram aumento de preço? Me engana que eu gosto!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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QUEM DO INFERNO NOS LEVARÁ À LUZ?

Se tiver de chorar, chorarei por ti, Aleppo, e não por Brasília. Meu coração e minha mente estão com os inocentes civis desarmados - criancinhas, mulheres, médicos, velhos - da cidade síria massacrada por uma guerra civil estúpida, absurda, assombrosamente cruel, a continuação da política por outros meios, observada por Von Clausewitz. Na Praça dos Três Poderes estão concentradas a minha, a tua, a sua, a nossa indignação, náusea no anteato do vômito, revolta com a putrefação moral, a depravação dos vícios dos homens dos poderes públicos. O banditismo empresarial e a prostituição política casaram-se para corromper as instituições da República. A monumental organização criminosa montada pelo PT, acolitado por PMDB e PP, não tem paralelo na história pátria. Independentemente de partido, ninguém se salva em Brasília, onde tudo e todos se tornaram suspeitos, investigados, denunciados por este ou aquele crime. Planalto, Congresso e STF revezam-se em sucessivas decepções coletivas capazes de nos empurrar à cogitação de - à Trump - cercar com altíssimos muros a Praça dos Três Poderes e nela construir prisão de segurança máxima para o bem do povo. O povo, porção de ninguém responsável pelo caos com o voto, está no limite do desespero. O povo resistirá até 2018 para consertar a desgraça que aí está plantada pelo populismo irresponsável de Lula, Dilma e seus ladrões do mensalão e da Petrobrás? Estamos a um passo da tragédia movidos pela desesperança e a descrença. Longo e árduo tem sido o caminho que nos conduziu ao inferno das coisas atuais. E não há no horizonte quem possa nos levar à luz.

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com

Belém 

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RECESSO TOTAL

Nossos políticos entrarão em recesso parlamentar já nossos país  está em recesso faz é tempo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DOM PAULO EVARISTO ARNS

Dom Paulo Evaristo Arns, que faleceu ontem, deixou um legado de coragem, enfrentou as injustiças, denunciou abusos durante a ditadura e liderou um movimento na época da morte de Vladmir Herzog, pontuando sua vida na luta pelos direitos humanos. RIP.

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo 

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É impossível pensar o Brasil sem Dom Paulo Evaristo Arns, cujo lema era "de esperança em esperança". Chamado de cardeal da liberdade, bispo dos oprimidos, cardeal dos trabalhadores, bispo dos presos, bom pastor, cardeal da cidadania, guardião dos direitos humanos, e como ele me preferia, "amigo do povo", Dom Paulo foi, sobretudo, um humanista e democrata. A democracia brasileira deve muito à sua determinação e coragem, que, com sua serenidade, se posicionou de forma firme em favor da liberdade, e em sua igreja acolheu perseguidos pelo regime militar, entre eles Luiz Inácio da Silva, o Lula. O Brasil deve muito ao ser humano Paulo Evaristo Arns, e a Igreja Católica deve ao pastor Dom Paulo, pelo belo exemplo de bom cristão, como pregam as escrituras. Dom Paulo Evaristo Arns foi um dos maiores brasileiros em seu tempo. 

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

 

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