Fórum dos Leitores

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Impresso

16 Dezembro 2016 | 03h07

GOVERNO TEMER

PEC do Teto

Aprovamos a PEC do Teto de gastos públicos. Houve protestos e quebra-quebra. Falta aprovar a reforma da Previdência, esta, sim, muito mais sensível. Mas enquanto não se começar a cortar os supersalários, os cabides e as mordomias dos marajás de Brasília e de todo o País, a confusão não vai parar. A população não aceitará pagar esse pato sozinha, enquanto legisladores continuarem a legislar descaradamente em causa própria. Parlamentares, governantes, todos os Poderes têm de começar a dar exemplo, se é que pretendem consertar o Brasil um dia.

FERNANDO NOGUEIRA

fernando@bikeways.com.br

São Paulo

Acredite se quiser

Já há políticos articulando como burlar a PEC do Teto, tornando-a inútil. É mole ou quer mais?

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Ausência estratégica

A PEC do Teto, que limita os gastos do governo por até 20 anos, passou com folga em primeiro turno no Senado. Aí veio o segundo turno e oito fujões, inicialmente favoráveis, não compareceram. Pela versão oficial, o motivo foi a antecipação da votação para a parte da manhã, muitos senadores ainda não haviam chegado para o “trabalho”. Balela! É claro que “suas excelências” estavam em seus gabinetes. Foi um cristalino recado ao Palácio do Planalto, que terá um “osso duro para roer” na votação da reforma da Previdência – se esta não for aprovada, a festa da vitória da PEC do Teto de nada terá valido. Um recado do tipo: sr. presidente, estamos aqui, em nossos gabinetes, aguardando, para o que der e vier; se der um ministério e no vácuo vier a presidência de uma estatal ou de uma autarquia, ou..., aí, estamos juntos!

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Situação difícil

Muito bom o editorial O que se espera de Temer (15/12, A3). Só que o presidente hoje não tem nenhuma margem de manobra, condições, credibilidade, nem possibilidade de exercer liderança. Nesse cenário, de pouco adiantam muita coragem, as melhores intenções ou iniciativa. Está praticamente imobilizado.

ULYSSES F. NUNES JR.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Renúncia do presidente?!

Que é isso, senador Ronaldo Caiado?! Às vezes boca fechada vale mais. O que está propondo é anarquia. Temer, com a popularidade baixa e as delações resvalando nele, está conseguindo a duras penas andar com a agenda tão necessária ao País. Parar tudo? Votar em quem? Realmente lamentável. E eu, que pensava no senador como opção, agora...

CECILIA CENTURION

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Vazamento de delações

Todo vazamento de delação premiada para a imprensa tem necessariamente um interesse por trás. Por isso é que qualquer decisão judicial, como se cogita, pela sua anulação corre o grande risco de beneficiar interesses inconfessos. O interesse essencial da sociedade é que o conteúdo das delações seja investigado e a justiça seja feita. Anulação provocada por quem tem interesse em tornar a delação sem efeito é uma armadilha em que os tribunais não podem cair. Puna-se o agente promotor do vazamento, mas jamais anulando os efeitos de seu conteúdo.

FERNANDO PIERRY

:fernando.pierry@uol.com.br

São Paulo

Afinal, que crimes estão sendo apurados para punir os culpados? Os de propina, caixa 2 e lavagem de dinheiro ou o de vazamento de delação? Não me venham com esse malicioso e intencional desvio de objetivo. Máxime com o fim de anular os crimes que foram delatados.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Efeito deletério

O vazamento das delações é perigoso porque se assemelha ao ato de tocar o sino: uma vez tocado, não há como “destocá-lo”.

EDUARDO A. DELGADO FILHO

e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

Lulopetismo

Com as delações de Marcelo Odebrecht e seus asseclas subordinados, cheguei à conclusão de que Lulla e Dilma foram presidentes de direito e Marcelo, o presidente de fato. Pobre Brasil.

OLAVO FORTES C. RODRIGUES

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

Gostaria de lembrar que medidas provisórias, mesmo as “compradas” pelas Odebrechts da vida, são assinadas pelo presidente da República. E aí, dona Dilma e Lulla “morderam” também para assinar? Ou não sabiam de nada, assinaram sem ler?

RENATO PIRES

repires49@gmail.com

Nova Andradina (MS)

Museu do Trabalhador

Moro no ABC e sempre que passava pela construção do museu me perguntava para que serviria todo aquele concreto. Já descobri: é mais uma forma que o PT arranjou para roubar os cofres públicos. Pobre povo brasileiro, é roubado de todas as formas.

ANGELA MARIA DE SOUZA BICHI

angela_bichi@hotmail.com

Santo André

ECONOMIA

Agronegócio

Cumprimento o Estadão por reconhecer o nosso esforço para transformar o agronegócio num setor cada vez mais competitivo (As pistas estão no agronegócio, 12/12, A3). Porém é importante ressaltar que a projeção de aumento de produtividade para a próxima safra não significa necessariamente que o produtor brasileiro terá sua renda ampliada. Os preços das principais commodities agrícolas, com exceção da soja, estão bem abaixo dos do ano passado e no caso específico da oleaginosa, apesar de estar 15% acima das cotações de 2015, o dólar caiu quase 20% no mesmo período. Para piorar o cenário, os defensivos agrícolas dependem de moléculas processadas em laboratórios estrangeiros, importadas com o dólar alto. Por isso os custos dos defensivos estão em média 17% maiores que no ano anterior. Há a anotar ainda que a supersafra americana de milho, que pressionou seu preço internacional em mais de 20%, e a supersafra de trigo na Europa, que causou o mesmo efeito. Na agricultura, safra cheia nem sempre significa mais dinheiro no bolso do agricultor.

FREDERICO D’AVILA, produtor rural

fredericobdavila@hotmail.com

Buri

“Pobre a nação que discute o teto para salários, quando o ideal seria discutirmos o piso”

JOAQUIM SILVEIRA / SÃO PAULO, SOBRE O PROJETO APROVADO NO SENADO DE REMUNERAÇÃO NO SERVIÇO PÚBLICO

joaquimsilveira@gmail.com

“Se continuar assim, vão sobrar poucos. Vamos precisar convocar eleições já em 2017 para deputados e senadores. A que ponto chegamos!”

ANTONIO MARCOS FERNANDES / TAQUARITUBA, SOBRE A 

‘DELAÇÃO DO FIM DO MUNDO’

amfadvogado@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CONGRESSO, STF E A CORRUPÇÃO

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux determinando que o projeto das "Dez Medidas contra a Corrupção" retorne à Câmara dos Deputados pode inaugurar uma nova fase na relação entre os cidadãos e seus representantes. Em seu despacho, o ministro justificou que projetos de lei de iniciativa popular merecem tramitação diferenciada. Segundo Fux, a Câmara não seguiu os preceitos legislativos adequados para o projeto e houve "evidente sobreposição do anseio popular pelos interesses parlamentares, frustrando a intenção da sociedade de apresentar uma proposta de acordo com os seus anseios". Em outras palavras, o excelentíssimo ministro decidiu que "representação não é 'cheque em branco'". Resta saber se o presidente da Câmara irá acatar a decisão do ministro Luiz Fux ou se assistiremos a mais uma demonstração de desrespeito às decisões da Justiça. 

Ricardo Marques Martins rmmarques69@yahoo.com.br

São Paulo 

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PACOTE ANTICORRUPÇÃO

O pacote anticorrupção, de iniciativa popular e com a assinatura de milhões de brasileiros, foi retaliado e transformado pela Câmara para atender aos desejos de políticos corruptos, seguindo para o Senado. Todavia, a pretensão sofreu uma fragorosa derrota, pois o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux determinou que o projeto retornasse à Câmara para aprofundar os debates, em sua forma original, portanto, sem qualquer alteração. Fica a dúvida: Será que Renan Calheiros, que tem o hábito de não acatar ordens judiciais, irá aceitar essa determinação? 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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OS CRÍTICOS

Somente os fichas-sujas e os riscados de faca não gostaram da liminar do ministro Luiz Fux que determinou que o pacote anticorrupção volte a ser analisado pelos deputados, não é mesmo, deputado Rodrigo Maia?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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FUX TEM RAZÃO

O projeto de iniciativa popular que veio para o Congresso era para ter seus princípios mantidos, e não modificados por safados e pilantras que fogem da lei, como Renan Calheiros e Romero Jucá, que buscam leis que os defendam e os salvem, o que é impossível, porque leis não são para salvar safados e bandidos, como indicado pela imprensa. Gilmar Mendes, ao dizer que a decisão de Luiz Fux é "o AI-5 do Judiciário", quis apenas aparecer na mídia, o que não tinha acontecido ainda ontem.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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ORA, A VONTADE POPULAR...

Gilmar Mendes, o ministro aparentemente defensor dos políticos do Congresso investigados pela Lava Jato, se indispôs contra a liminar do ministro Fux, que acabou por impedir a aprovação em plenário de uma lei esdrúxula que protegeria criminosos e puniria quem ousasse acusá-los pelos seus crimes. Uma lei claramente "bolivariana" em pleno Congresso brasileiro. Arrematou a entrevista dizendo que as decisões do Congresso devem ser obedecidas porque refletem a vontade popular... que peta! Já rememorando o dia em que tal lei saiu da Câmara dos Deputados, aprovada e com deformações tais que mal lembrava o projeto original que foi assinado por milhões de brasileiros - e tudo feito às pressas, com incentivo eufórico do presidente, deputado Rodrigo Maia, que, ao ser entrevistado na saída daquela sessão, acabou nos dando a informação de que "os deputados incluíram mudanças na PL conforme entenderam suas consciências e aprovaram esta lei", portanto, "a vontade das ruas não é maior do que o poder do Congresso". Disse exatamente isso... mas, como somos incultos, ignorantes, ignaros e inscientes a ponto de votarmos em políticos como ele e tantos outros, não entendemos o seu recado e continuaremos indo às ruas porque nossa certeza é a de que a massa do pão do nosso futuro deve continuar sendo fermentada, amassada, batida, revirada, até ser colocada no forno. E viva o futuro! 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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O SUCESSO DE GILMAR

Os comentários bem humorados do ministro Gilmar Mendes sobre as decisões de seus colegas invariavelmente conquistam manchetes. Nunca o STF teve alguém tão talentoso em atrair atenção. A mídia deveria fazer fila para contratá-lo como comentarista se e quando ele deixar o cargo que ora ocupa. Há quem discorde e diga que o fenômeno é só por causa do cargo, mas, data vênia, estou entre aqueles que continuarão acompanhando suas tiradas imperdíveis. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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'AI-5 DO JUDICIÁRIO'

O que tem Gilmar Mendes contra as decisões dos demais ministros? Teria a presidente do STF criado a função de corregedor do STF ou ele está querendo ser o ditador de decisões? Ou está com medo da lei sair sem os "ajustes" de Renan Calheiros e seus asseclas?

M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

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PROCEDIMENTOS CONDENÁVEIS

Não me lembro na história deste país de um membro do STF (Gilmar Mendes) usar a imprensa para contestar medidas tomadas por outro ministro (Luiz Fux) fora dos autos e do pleno da Corte. Desprestígio para o próprio STF e o Ministério Público. Enfraquecer essas instituições só pode representar retrocesso para o Brasil.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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STF

Gilmar critica liminar e sugere que Fux dê chave do Congresso à Lava Jato. Ótima sugestão, ministro Gilmar Mendes! Com ela vamos eliminar dois poderes, STF e Congresso, sendo que um deles está infestado de corruptos e o outro, de membros que não julgam estes criminosos. E, quando Gilmar diz que o STF "vive momento esquisito", digo que o STF não vive momento, mas sim anos esquisitos. Processos contra os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá, para citar somente dois, estão parados há anos no STF, e não há alguns momentos! Precisa desenhar, ministro Gilmar Mendes?

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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CIÚMES

O ministro Gilmar declarou que "é melhor fechar o Congresso e entregar as chaves para a Lava Jato". Veja só que insanidade! É melhor? Outra insanidade do ministro Gilmar Mendes: está se revelando, nas entrelinhas, e não de forma clara, contrário ao juiz Sergio Moro e à Lava Jato. Será ciúme contra Sergio Moro, porque este juiz ganhou a confiança total de toda a sociedade brasileira? Sai de retro! E por que será que o ministro vive jogando farpas contra os seus colegas? Primeiro, foi contra o ministro Marco Aurélio, e, agora, contra o ministro Luiz Fux. Deve se considerar o infalível e dono da verdade. Vemos que ele está se revelando o defensor de Lula, entrando para o time de Dias Toffoli e de Lewandowski. Isso realmente foi uma surpresa para mim.

João Serrano jtserrano@terra.com.br

Osasco

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GILMAR MENDES

O que será que está acontecendo com o ministro Gilmar Mendes? Estará sofrendo alguma recaída mental? Por que ele não consulta os médicos do convênio da Suprema Corte, o melhor e mais caro do mundo e de fazer inveja até aos Estados Unidos?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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SURTOU

Ridículas as declarações do ministro do STF Gilmar Mendes sobre a decisão do ministro Luiz Fux, também do STF, no momento em que mandou a Câmara dos Deputados votar novamente o PL das Dez Medidas contra a Corrupção. Extrapolou ao dizer que o ministro Fux estava voltando com o AI-5, aquele que, em 1967, suspendeu as garantias constitucionais no Brasil. Pecou ao dizer que Fux estava fazendo o que os militares não tiveram condições de fazer. Ministro Gilmar Mendes, quem realmente está tentando voltar com o AI-5 um pouquinho falsificado é o presidente do Senado, Renan Calheiros, senador defendido ferrenhamente por V.Exª sempre que o nome dele aparece no STF. Ministro, coloque lado a lado o PLS 280/2016, de Renan, e o AI-5. Acorde, ministro, o povo já está exigindo o fechamento do Congresso e mudanças no STF há muito tempo. Queremos um STF sem membros indicados pelo presidente da República, e sim por concurso. 

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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PROMOÇÃO PESSOAL

O sr. Gilmar Mendes não bem regressou ao País e já deitou falação ao distinto público. Certo que discorrerá sobre a previsão meteorológica, se sobre isso lhe for perguntado. Ele tem todo o direito, como qualquer brasileiro, de exercer atividade lícita não expressamente proibida em razão do seu cargo. Nota-se que a mosca azul já lhe picou a orelha e ele está embevecido com a possibilidade de participar da campanha eleitoral de 2018. Para tanto, porém, deveria ele se afastar antes do seu cargo de ministro do STF. Não é republicano nem aceitável que ele utilize a projeção e a relevância de sua investidura para fazer promoção pessoal. Ele conhece muito bem quais as regras éticas e morais que sujeitam um magistrado. Alguém deve lembrá-lo da célebre frase que o ex-rei de Espanha Juan Carlos dirigiu ao verborrágico e falecido presidente da Venezuela, Hugo Chávez: "Por qué non te callas?!". Ou, no idioma preferido do ministro Gilmar, o alemão: "Halte Sie die Klappe, Herr Minister!". 

Elias da Costa Lima edacostalima@gmail.com

São Paulo

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ENTREVISTA DE RENAN

Na TV, esta semana, o senador Renan Calheiros ("o coronel das Alagoas") estava tão "calmo", tão "sereno" que nem parecia o coronel do Estado mais violento da República Federativa do Brasil. E, na sua candura, mandou esta para quem tinha ouvidos para ouvir: "O Ministério Público está é fazendo política". Não podemos deixar de concordar com o "ilibadíssimo", "honestíssimo" e "imexível" presidente do Senado Federal. O Ministério Público, se fosse Ministério Público mesmo, já teria pedido a prisão deste bandido há muito tempo, muitos anos atrás. Ficam com estas "passadinhas de mãos" nas cabecinhas e cabelinhos dos canalhas, daqui a pouco ele terá de usar o jatinho do governo para ir implantar mais fiozinhos de cabelo. Assim não dá!

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

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FALTA DE COMPOSTURA

A incontinência verbal do solerte presidente do Senado (14/12, A5) ao se referir, em linguajar chulo, às delações em apuração pelo Ministério Público Federal (MPF) que o investiga, acrescentou mais uma pérola ao seu currículo. Em linguajar incompatível com o importante cargo que ocupa, o ilustre senador prestou mais um desserviço à democracia brasileira, que, a duras penas, tenta como Fênix renascer das próprias cinzas, tentando suportar nas suas asas o nosso exaurido povo rumo a um futuro melhor. Aos políticos se impõe não só honestidade, mas também compostura no exercício do seu mandato.

Arnaldo A. Ferreira Filho amado1930@gmail.com

São Paulo

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TEMER, O BREVE

Com o Senado e o Supremo Tribunal Federal batendo boca quase todo dia, fica evidente que os tubarões já sentiram cheiro de sangue na água e buscam se posicionar melhor para dar o bote final na presa cambaleante. O governo Temer sangra todo dia, perdendo ministros e aliados um atrás do outro, a escassa popularidade escorrendo pelo ralo, os protestos vão se tornando mais violentos, a dúvida não mais é se Temer chega a 2018, mas se chega ao fim deste ano. Com Renan e Cunha fora do jogo, Lula ferido de morte, mas ainda vivo, o Brasil espera inutilmente o surgimento de um novo salvador da Pátria, que emergiria puro do lodaçal de corrupção para levar o País para um porto seguro. Nem sinal desse salvador no horizonte. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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BOMBEIRO OFICIAL

Temer, Temer, Va. Excia. precisa se conscientizar de que veio só para apagar o incêndio, não para reformar o prédio.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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VITÓRIA NA APROVAÇÃO DA PEC

Diante de tantos problemas, como bem disse o presidente Michel Temer, para governar o País, é preciso ter coragem. Na verdade, está ele na corda bamba ou numa "pinguela", no dizer de FHC, necessitando não só de coragem, mas de muita habilidade para chegar até 2018. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, aprovada, já pode quase pôr o Brasil nos trilhos. Com coragem e determinação, chegará até 2018, ficando na História como o governante que colocou o Brasil nos trilhos.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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NA CARNE

A PEC do Teto dos Gastos foi aprovada. Segundo o governo, ela vai limitar os gastos de todos os governantes. A gastança desenfreada do governo anterior e de alguns Estados mostra que os irresponsáveis que detinham a chave do cofre afundaram seus Estados. Em contrapartida, os inocentes aposentados e os trabalhadores que estão para se aposentar vão ter de pagar a conta dos irresponsáveis? Qual será a punição para quem faliu o País? Fazer uma reforma da Previdência sem cortar na carne as mordomias dos parlamentares é um acinte. Se querem dar o exemplo, comecem por vocês. Caso contrário, nada vai acontecer.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A ÉTICA NA VIDA PÚBLICA

No último semestre deste ano o País foi tomado por um debate acalorado sobre a necessidade imperativa, e emergencial, de implantar medidas de contenção de gastos, tendo sido essa questão levantada a partir da iniciativa do governo Temer de enviar ao Congresso um projeto de congelamento dos investimentos públicos em setores essenciais à população, como saúde e educação. No apagar das luzes dos trabalhos legislativos, e sem discutir democraticamente a proposta de emenda constitucional com especialistas e com a sociedade, o Legislativo, muito servilmente aos interesses do Executivo, aprovou a matéria. Num país onde ocorre acentuado envelhecimento populacional - sendo esse o principal argumento do Planalto para mudança nas regras da aposentadoria -, é de estarrecer o conluio promovido entre o Parlamento e o governo federal para tirar dinheiro da saúde pública pelos próximos 20 anos. No que se refere à educação, segundo dados recentes divulgados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), 70% dos alunos brasileiros entre 15 e 16 anos não possuem o domínio básico em Matemática - é dispensável afirmar que nas próximas duas décadas o sistema de ensino ficará ainda mais sucateado e com resultados mais pífios e vergonhosos, jogando pela janela o futuro de toda uma geração de jovens brasileiros, ignorados pelo Estado e aprisionados nas perversas teias da exclusão e insensibilidade política. Entretanto, parte deste discurso sobre a tão necessária austeridade no uso dos recursos públicos é verdadeira, pois é prática corrente em nossa história incidir sempre sobre os ombros cansados da massa trabalhadora o fardo das extorsivas taxas tributárias, via de regra, para tão somente manter os arcaicos e coloniais privilégios do topo da pirâmide socioeconômica. Nos Três Poderes é possível perceber a perpetuação dessas excentricidades de um Brasil provinciano, imoral e injusto, porém nada se assemelha aos desatinos praticados pelo Poder Judiciário. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por exemplo, recebe anualmente denúncias contra juízes, desembargadores e membros do Ministério Público em todo o País sobre desvio de conduta moral, que vai de venda de sentença a relações de proximidade e favorecimento a traficantes, entretanto, por causa do escandaloso princípio corporativista da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), a "punição" máxima a que se pode chegar é a aposentadoria compulsória, com vencimentos integrais. O texto atual da Loman nada mais é que a coroação da impunidade e a garantia jurídica de concessão de premiação aos agentes corruptos do Poder Judiciário. Na busca de pôr fim a esse escárnio, há no Congresso uma Proposta de Emenda Constitucional, a PEC 53/11, que trata da cassação dos vencimentos de magistrados condenados pelo CNJ, criando finalmente a possibilidade de demissão na magistratura brasileira. Todavia, esta mesma proposta, ao chegar à Câmara dos Deputados, vinda do Senado, foi estranhamente ignorada e esquecida numa das gavetas da mesa diretora da Casa. Aliás, o próprio STF tem prerrogativa para modificar as normas constantes na Loman, porém, a despeito de toda sua relevância para a moralização da Justiça do País, há 15 anos ocorre na Suprema Corte uma discussão infecunda, e nitidamente desinteressada em resultados, sobre este assunto, deixando clara a indisposição de seus membros em fortalecer o trabalho do CNJ e de acabar com a cumplicidade com os desvios éticos no Judiciário. Curiosamente, esta mesma morosidade não foi percebida no julgamento sobre a permanência na presidência do Senado Federal do coronel Renan Calheiros, mostrando a subserviência do STF aos interesses do Legislativo - provando que a independência entre os Poderes no Brasil é uma falácia. Diante do anseio popular, do clamor das ruas por mais transparência e moralidade no uso dos recursos públicos, não é compreensível nem aceitável que o presidente da Câmara sente-se sobre essa proposta, nem que o STF continue com esse ridículo jogo de cena por mais 15 anos para tornar real a punição aos bandidos de toga, retomando uma expressão usada pela ex-corregedora do CNJ Eliana Calmon, até mesmo para distinguir e dignificar os que fazem uso da toga com a devida hombridade.

Hugo Heringer h.heringer@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SÓ SE FOR IRONIA

No artigo de 14/12 de José Nêumanne ("A República dos pangarés"), o jornalista situa o presidente Temer diacronicamente: desde a assunção à Presidência até a delação de executivos da Odebrecht, na qual constam como "favorecidos" da empreiteira todos os integrantes do "cérebro" de seu governo, inclusive ele, Temer, com 44 citações às suas iniciais. Depois de discursar, com sua exagerada, trágica e divertida verve, Nêumanne conclui: ou Temer se livra de sua patota cheia de codinomes e falcatruas, e realize mais do que os 12 trabalhos de Hércules, "enxugando" o Estado e "dedetizando" as prerrogativas e privilégios, isto é, vivificando o princípio da isonomia; ou "nosso avião se chocará com a montanha". Só tomando o texto por ironia, pois abdicar de sua turma Temer já demonstrou que não o fará. Veja o "Caju", Romero Jucá. Participou do primeiro escalão da primeira formação do governo Temer, teve de sair por "bater de frente" com a Lava Jato, voltou ao Legislativo, onde pôde talvez ser mais útil do que no Executivo. Hoje exerce com uma desenvoltura de "investigado com bons antecedentes" a liderança do governo no Senado Federal. E sobre acabar com privilégios jurisdicionais (prerrogativas de foro por função = "foro privilegiado") ou previdenciários ("fardados" fora da PEC da Previdência, tanto os federais - Exército, Marinha e Aeronáutica - quanto os estaduais - bombeiros e policiais militares) não se ouve qualquer notícia. Temer não pretende enfrentar os militares num momento em que até sua renúncia é discutida. Tampouco mostrou qualquer interesse em acabar com privilégios judiciais ultrajantes ao cidadão do povo. Comum, desempregado. Só se for ironia. Mas, ainda assim, apesar de penosos e difíceis o presente e o porvir, creio que "nosso avião" não "se chocará com a montanha".

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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'ORGANIZAÇÃO'

Li o artigo "Organização" (15/12, C14), com o respeito devido a Luis Fernando Veríssimo. Entre os exemplos de políticos que estariam à venda, procurei algum filiado ao partido que posava de corregedor da humanidade, mas, uma vez no poder, seria corrompido, corromperia e mentiria como um "primus inter pares". Nenhum. Entre exemplos de gastos ilícitos por empreiteiras, procurei referência a palestras fictícias, um sítio ou um tríplex de frente para o mar. Nada. Tampouco uma linha sobre o obscuro enriquecimento de filhos. Talvez numa próxima coluna o autor dissolva essa impressão de ira, ou ironia, seletiva que deixa nos leitores.

Carlos A. Idoeta carlosidoeta@yahoo.com.br

Santana de Parnaíba 

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NOVA DENÚNCIA

Ficamos sabendo que o homem "mais honesto" do mundo caminha para a quinta denúncia de crimes cometidos a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e aceitos pela Justiça. E os advogados de Lula, que ao público parecem estar desnorteados, seguem procurando hostilizar o juiz federal Sérgio Moro como forma de justificar a perseguição que seu cliente está sofrendo com falsas denúncias. Desta vez, é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e teria de pagar, a título de ressarcimento à Petrobrás, mais de R$ 75 milhões. Quantos mais processos serão necessários para a consumação dos fatos? Ou teremos de acreditar que quem rouba um pote de margarina vê sua liberdade cerceada com mais presteza?

 

Leila E. Leitão

São Paulo 

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LULA E A LAVA JATO

Sai Natal, entra Natal e Lula, livre e solto, continua peruando...

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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PENA

Eu não concordo que a saída para Lula é a cadeia. Eu acho que é a entrada.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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A ÚLTIMA DE LUIZ INÁCIO

Podem esperar, Lula, o candidato, bravateará: "Veja bem, não é possível que uma minoria acusatória (leia-se PF, MPF, STF) levante suspeitas sobre quase todo um (sic) Congresso Nacional impunemente. Somos maioria". Pois é, estamos muito próximos de uma inversão de valores nunca antes vista na história deste país.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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EFEITO CONTRÁRIO

Ao tumultuarem as inquisições que incriminam Lula, os advogados confirmam o crime!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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NO BERRO

A defesa de Lula quer ganhar no berro porque acabaram os argumentos? 

Tania Tavares taniatma@yahoo.com.br

São Paulo

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PROPINAS

Na delação premiada dos executivos da Odebrecht não constar o nome do Lula parece coisa combinada! Com certeza, se fosse correta, o cara seria o primeiro nome da lista.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO ATÉ NO TCE-RJ?

Dentro do atual quadro brasileiro, em que as delações a políticos e a outras pessoas que aparecem a cada dia - e, agora, com o início das delações da Odebrecht -, a tendência é de que apareçam mais personagens. Pergunta-se o cidadão: o que fazer? Não escapa ninguém em nenhum nível. Esta semana mesmo o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) foi levado coercitivamente pela Polícia Federal para depor sobre suposto favorecimento a empreiteiras. O País está à deriva, indo a pique. Os políticos citados estão mais preocupados em se livrar do que com cumprir seu papel de parlamentar. Mais preocupados em fazer leis a toque de caixa para se livrarem e se protegerem. O corrupto legislando em causa própria. E o povo não tem opção. Depor, de alguma forma, este governo? Como? E os políticos com mandato popular? O que fazer com eles? Depõe e coloca quem? Implanta um regime de exceção? Quem vai implantar e sustentar? Quantos escapam neste Congresso? Vemos a cada dia que não há um órgão, um Estado, um município, um parlamentar que não esteja envolvido em corrupção, suborno, etc. E este quadro atrapalha a economia. Os agentes econômicos perdem a confiança e não investem. O País está podre.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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VAI QUE É SUA, RIO!

Como Luiz Fernando Pezão, governador do Rio de Janeiro, não conseguiu nenhuma ajuda do governo federal, o Estado resolveu aumentar os impostos, elevando o ICMS de diversos produtos, entre eles o fumo, a cerveja e o chope, a gasolina e o consumo de energia para alguns consumidores. Nada mais justo, pois a dívida fluminense deve ser paga pelos fluminenses, e não por nós, brasileiros de outros Estados, afinal de contas, são eles que elegem seus "maravilhosos" políticos, entre eles Sérgio Cabral, que atualmente está sendo sustentado por nós, e também Clarissa Garotinho, que foi expulsa do PR após votar contra a PEC do Teto (portanto, votou contra o nosso país), mas já se filiou ao partido do prefeito eleito, Marcelo Crivella. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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COBRANÇA DE BAGAGENS

O autor deste projeto de cobrança de bagagens aéreas deve ser um "mala". E dentro desta mala deve ter muitos dólares. Provavelmente, deve viajar de graça e na primeira classe. Ainda bem que o Senado pôs um fim a essa idiotice.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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Se os bagageiros já ficam superlotados, imaginem como será a correria para embarque para achar lugar para as malas.

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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METRÔ DE SP

Em atenção à manifestação do leitor senhor Waldecy Antonio Simões, publicada neste espaço na segunda-feira, dia 12 de dezembro, a Companhia do Metrô esclarece que, nos horários de pico, disponibiliza frota máxima de trens em todas as linhas. Vale salientar que na Linha 3-Vermelha o intervalo entre viagens é um dos menores do mundo, de cerca de 110 segundos. Além disso, para atender os usuários na zona leste, são enviados trens vazios às estações de maior demanda, entre as quais a Penha. Para facilitar o embarque e o desembarque dos trens e evitar acidentes nas plataformas, o Metrô também implanta diariamente diversas estratégias operacionais, como o "Embarque Preferencial" e a "Operação Plataforma" para facilitar o acesso. Por fim, é necessário frisar que o respeito e a colaboração dos usuários são muito importantes para o aperfeiçoamento dos nossos serviços e uma convivência mais solidária no transporte público.

Departamento de Imprensa do Metrô imprensa@metrosp.com.br

São Paulo

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DOM PAULO EVARISTO ARNS

O arcebispo emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, que acaba de falecer aos 95 anos de idade, deixa um grande legado! Com a sua irmã, já falecida também, Zilda Arns, criou em 1983 a Pastoral da Criança, que ao longo de 33 anos salvou milhares de crianças carentes Brasil afora. Também reconhecemos o trabalho incansável de Dom Paulo em defesa dos pobres e dos direitos humanos, principalmente durante a escuridão do tenebroso regime militar iniciado em 1964, quando o ex-cardeal de São Paulo foi uma luz em proteção dos perseguidos. Dom Paulo Evaristo não foi somente um grande líder da Igreja Católica. Como filho de colono, tinha um olhar crítico para o interior desprotegido deste país, clamando com coragem por justiça social. É verdade que nem sempre foi compreendido, porém seu enorme legado será eternizado na nossa história. Vá em paz, Dom Paulo Evaristo Arns.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Viva "São" Paulo Evaristo Arns!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O Brasil nunca mais vai contar com o cardeal Dom Paulo Evaristo, arcebispo emérito de São Paulo. Ele acaba de deixar este mundo e, por certo, será lembrado pela sua atuação não apenas como líder religioso, mas também como um ser humano preocupado com questões políticas. Em plena ditadura militar, sua interferência evitou riscos maiores aos militantes contrários ao regime. Que ele mereça todas as homenagens de quem tem um mínimo de sensibilidade com a área social, sem levar em conta questões político-partidárias.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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Dom Paulo Evaristo Arns, morto aos 95 anos de idade, é uma das personagens da história brasileira que não pode ser esquecida em momento algum. Na sua trajetória marcante na vida brasileira, ele combateu a tortura de presos durante o regime militar (1964-1985); realizou o Ato Ecumênico (8 mil pessoas) na Catedral da Sé em 31 de outubro de 1975, em torno da tortura e da morte do jornalista Vladimir Herzog, com a participação do rabino Henry Sobel e do líder evangélico Jayme Wright, e apoiou a introdução do tema dos direitos humanos durante a visita do presidente americano Jimmy  Carter ao Brasil em 29 de março de 1978. Obrigado por tudo, Dom Paulo Evaristo Arns, e descanse em paz. 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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O Brasil, o mundo e a nação corintiana estão de luto! Aos 95 anos, morreu em São Paulo de broncopneumonia Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal arcebispo emérito de São Paulo. Corintiano fanático, assim como eu. Ele nasceu em 1921, por 27 anos exerceu cargo de arcebispo durante os anos de chumbo de nossa história, teve sua vida centrada em ajudar os mais necessitados, lutou contra a ditadura e o regime militar e contra a tortura, mas principalmente em defesa dos pobres e miseráveis e em favor da democracia. O cardeal de São Paulo foi um ícone na luta a favor da liberdade e da paz, defendeu as Diretas Já, sempre ajudou todos sem olhar religião, cor ou raça. Seu legado ficará marcado no coração de todos os brasileiros que conheceram e conhecem sua história, especialmente no coração de 35 milhões de corintianos. Com certeza sua alma tem lugar reservado ao lado do Criador. Que sua alma descanse em paz, para eternidade, um dia nos encontraremos. Dom Paulo foi um brasileiro que semeou a paz entres os brasileiros. Que sua alma descanse em paz, pois seu legado vai continuar pela eternidade.                        

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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Morre Dom Paulo Evaristo Arns. Tantas virtudes só poderiam caber no coração do mais ilustre dos corintianos.

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

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Com a morte de Dom Paulo Evaristo Arns, não apenas a Igreja, mas o Brasil perde umas das figuras mais emblemáticas na defesa dos oprimidos e dos direitos humanos, em especial durante a ditadura militar. A máxima franciscana "onde houver desespero, que eu leve a esperança" foi seguida fielmente por este incansável batalhador pelas liberdades democráticas. Descanse em paz, verdadeiro pastor de homens e de almas!

Geraldo Tadeu Santos Almeida gege.1952@yahoo.com.br

Itapeva

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A partida de Dom Paulo Evaristo Arns suscita o aparecimento de emoções controversas, contrapostas umas às outras, numa clara demonstração de que seu legado, embora inquestionavelmente importante, segue cercado de fatos obscuros. Arns sempre se opôs à intervenção militar de 1964. Abrigou foragidos do regime e denunciou os abusos cometidos. Fez o papel do bom homem, que prega a paz. Mas deu guarida a seguidores de uma filosofia extremamente perversa e cruel, o comunismo. Comunismo que matou mais de 100 milhões de pessoas no mundo. Mais do que o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini, regimes igualmente odiáveis. Os protegidos de Arns seguiam um regime que matou mais gente do que em todas as guerras dos últimos 150 anos, juntas. E isso é extremamente polêmico. Como pôde um "homem de Deus" defender ideologias ligadas a um regime tão sanguinário? Não que o cardeal fosse um homem ruim. Longe disso, era bem humano. Talvez, contudo, sua humanidade não o tenha permitido observar este erro que cometeu. O papa João Paulo II viveu na pele os horrores do comunismo, em sua sagrada Polônia. Karol Wojtyla e Dom Paulo Evaristo nunca foram melhores amigos, dada a divergência de ideologias e pontuação sobre posições assumidas. Respeito o cardeal Arns, mas concordo com o já tardio papa João Paulo II: fazer vista grossa a uma ideologia política tão sanguinária como o comunismo é quase igual ao velho dito popular "acender uma vela para o santo e outra para o diabo". Algo muito controverso e com um grande peso moral, ainda a ser avaliado. Vá em paz, Dom Paulo. Há de se crer que seus bons feitos ainda deverão ser maiores do que seus graves erros.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

 

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