Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2016 | 05h00

A Guerra na Síria

É chocante vermos o que está acontecendo na Síria, mais precisamente na milenar e histórica cidade de Aleppo. Milhares de pessoas morreram, foram torturadas, exiladas e despossuídas com a guerra civil do tirano Assad contra o povo sírio, com a proteção do canalha Putin, da Rússia. É inaceitável que, em pleno século 21, a comunidade internacional cruze os braços e assista passivamente ao genocídio do povo sírio. EUA, Rússia, o Conselho de Segurança da ONU, todos são culpados e condescendentes com a barbárie praticada contra as vítimas inocentes na Síria. Trata-se de uma vergonha para toda a humanidade.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Sem vencedores

A guerra civil da Síria em números aproximados: 5 anos, 320 mil mortos, 2 milhões de feridos e 5 milhões de refugiados. Não seria o momento de um dos lados se deixar vencer para que a paz encontre um caminho?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

A liga do fim do mundo

Vladimir Putin, da Rússia; Bashar al-Assad, da Síria; e Hassan Rohani, do Irã, estão cometendo atrocidades na cidade síria de Aleppo, comparáveis com as cometidas por Hitler. Só não podemos comparar a quantidade de mortos, mas a atrocidade, a desumanidade e o descaso com o resto da humanidade são iguais. Massacram civis sem considerar que são crianças, idosos e mulheres. A lata de lixo da humanidade está se enchendo rapidamente, infelizmente! E o mundo preocupado com Donald Trump... um zero à esquerda neste tabuleiro.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

Incompreensível 

Por que ainda estão bombardeando a cidade de Aleppo, na Síria, se lá já não existe mais nada a ser destruído?

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

Fuga de Aleppo

Lista de países árabes que fazem questão de exibir riqueza, com condições de receber e cuidar, provisoriamente, de refugiados sírios: Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein e Kuwait, todos do Conselho de "Cooperação" do Golfo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Combate à corrupção

A cada dia que passa, a Operação Lava Jato apresenta mais nomes delatados, especialmente pelas delações (77) de executivos da Construtora Odebrecht. Michel Temer foi citado 43 vezes em delação da Odebrecht, por ter cometido delito que precisa ser esclarecido e comprovado, porque não se pode admitir que um presidente da República fique sujeito a acusações etéreas e jogadas ao ar simplesmente. Há necessidade de que o povo brasileiro saiba, com pormenores, do que está o presidente sendo acusado. A simples afirmação de que, em 2014, teria pedido R$ 10 milhões à Odebrecht não basta. Na realidade, um país não pode caminhar desenvoltamente com acusações pendentes ou não elucidadas. Está na hora de comprovar.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

A bancada da Odebrecht

O Brasil e nós, os mais de 200 milhões de brasileiros, estamos correndo um sério risco de ficarmos nas mãos do Partido da Odebrecht Nacional (PON), pois a cada delação premiada revelada - e olhem que ainda faltam 76 -, aumenta um pouco mais sua bancada no Congresso Nacional. o que nos cabe fazer, muito fácil, é não descolar os olhos do Supremo Tribunal Federal (STF) e cobrar atitudes justas e democráticas. E continuar, é claro, apoiando o juiz Sérgio Moro e indo para as ruas.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Odebrejo

Li e reli várias vezes a carta da Odebrecht que pede desculpas à sociedade brasileira pelos atos de corrupção praticados. Sinceramente, considero tais desculpas bem esfarrapadas. Tenho a impressão de que seus dirigentes não avaliaram o mal que fizeram ao País ao longo de tanto tempo. O superfaturamento e a distribuição de propinas, com certeza, fizeram faltar dinheiro para hospitais, escolas, programas sociais, etc. Morreu muita gente por falta de atendimento e muitos deixaram de estudar. A construtora foi, a bem da verdade, um serial-killer.  E lamentavelmente só vai devolver R$ 6 bilhões ao longo de 20 anos. Pelas minhas contas, deveriam ser R$ 100 bilhões e à vista. A vaca foi para o brejo.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

Perdão

Sobre o pedido de perdão público do Grupo Odebrecht, minha resposta pessoal é "não, não perdoo, não"! Quem cometeu crime de lesa-pátria, como eles fizeram, não merece perdão algum. Corruptos!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

Afronta

A patética e revoltante "desculpa" da Odebrecht foi redigida em dilmês arcaico; uma afronta à inteligência dos brasileiros.

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

'Erro'

A Odebrecht não errou. Teria errado, se cometesse falhas nos projetos ou na execução das obras. A Odebrecht e seus dirigentes, que desde o início ridicularizaram a Operação Lava Jato, roubaram na cara dura o nosso dinheiro. Vamos deixar as coisas claras e sem eufemismos.

Leão Machado neto lneto@uol.com.br

São Paulo

Dignidade

Como parte do acordo de leniência, pelo menos o Grupo Odebrecht teve a dignidade de pedir publicamente desculpas à Nação, por seu envolvimento no pagamento de propina para membros da classe política brasileira. Sem falar que, por ter se envolvido nesta corrupção, a empresa, para saldar suas dívidas, está vendendo ativos, até para pagar R$ 6,8 bilhões de multa, e ainda contabiliza a condenação e prisão de vários de seus diretores. Mas e Lula e sua corriola da corrupta quadrilha do petrolão, que conforme as investigações da Polícia Federal desviaram das nossas estatais mais de R$ 40 bilhões e arruinaram a economia brasileira, quando vão se dignar a pedir desculpas também à nossa sociedade? Na realidade, o que impede o nosso desenvolvimento é este padrão antiético da maioria dos eleitos pelo povo, que tem, infelizmente, a incumbência de dirigir os destinos deste país.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Minha carta à Odebrecht

Minha breve resposta ao pedido de desculpas da Odebrecht: minha empresa, Bless Business, fez 20 anos e também lida com incorporações. Somos uma sementinha, se comparado o nosso capital ao da Odebrecht. Mas sempre crescemos nestes 20 anos... Enfrentamos as mesmas tentações, não só do setor público, mas do privado também. Nunca cedemos. Projetos e licenciamentos que demoramos 3 ou 4 anos para aprovar, a turma da Odebrecht aprovava em poucos dias. Às vezes, quando sai a aprovação, o mercado já mudou... Mas a gente não sai dos trilhos. Perdemos muitos negócios, mas preservamos a ética e os valores. A vida da Odebrecht não vai ser fácil, pois seus agora inimigos vão continuar com o poder da caneta neste país de muitos corruptos. Mas vai que dá! A Odebrecht vai sentir um outro sabor ao poder comemorar junto com a família cada doce e rara vitória. Resumindo, não vale focar só no ponto de chegada. O caminho precisa valer a pena... Bem-vindos ao Clube dos Negócios Abençoados. 

Isaias Eufrosino Rodrigues, empresário bruna@openplace.com.br

Belo Horizonte

Condenação

A Odebrecht começou como uma pequena construtora na Bahia, fundada por Emílio Odebrecht, pai do atual presidente Marcelo Odebrecht (já condenado). Foi ele que iniciou a compra de políticos influentes, mediante doações para suas campanhas eleitorais, mas reservando 50% para si. Com isso, transformou a Odebrecht na maior empresa da América Latina. Atuando em todos os negócios, a ponto de montar um departamento apenas para esse fim. Agora esses elementos do tal departamento, à guisa de delações premiadas, acusam inúmeros políticos, possibilitando, para si próprios, o recebimento dos benefícios dessas delações, quando na realidade estes são os verdadeiros culpados dessa situação, agindo como traficantes que oferecem drogas para quem precisa. A Justiça deve condená-los pelo ocorrido e não os perdoar pela delação! Incluindo, no caso, o criador deste crime: Emílio Odebrecht.

Waldomiro Benedito de Carvalho waldomiroxuca@globo.com

Itapetininga

Entrevista da 'Al Jazeera'

Dilma Rousseff, em entrevista à Al Jazeera veiculada na sexta-feira (16/12), ressaltou que "uma coisa é a corrupção no nível de diretores, outra no nível do conselho que presidiu", referindo-se ao Conselho de Administração da Petrobrás. Só se esqueceu de mencionar que, nas palavras de Nestor Cerveró: "Ela era a responsável estatutariamente pela aquisição de ativos como (a refinaria de) Pasadena". E, como ele também disse: "Dilma sabia de tudo o tempo todo". A versão de Dilma não convence mais, nem quem a escuta pela primeira vez. Foi um erro se arriscar a dar uma entrevista, ficou sem ter o que dizer. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

TSE inoperante

Alguém consegue imaginar que, a esta altura do campeonato, as contas de campanha da chapa Dilma/Temer serão aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)? Com todas as prisões, confissões, delações que já houve, até a sombra da árvore já se deu conta de que a chapa Dilma/Temer foi eleita com o dinheiro do crime organizado, da propina das empreiteiras. O que ninguém consegue entender é por que o TSE ainda não foi capaz de concluir o seu trabalho. As maiores empresas do mundo todo publicam suas auditorias anualmente, o processo de auditar as contas de uma grande empresa leva algumas semanas, poucos meses, no máximo, nunca anos. Há algo muito errado com a inoperância do TSE, e isso deveria ser investigado. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Democracia imatura

Quando o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), fatiou, com o aval de senadores, o impeachment de Dilma Rousseff, criou-se um precedente para que outros ministros começassem a interpretar a lei de acordo com o seu aparente entendimento subjetivo da aplicação da lei. Ora, isso pode colocar a democracia em perigo, pois o que esta semana o ministro Luiz Fux fez foi cassar, por liminar, uma decisão soberana do plenário da Câmara dos Deputados, mesmo que tenha sido uma decisão que indignou a opinião pública (a votação das Dez Medidas contra a Corrupção na madrugada de 29/11). Mas democracia pressupõe independência de poderes. Tudo isso vem demonstrar como nossa democracia é imatura, onde um poder - no caso, o STF - pode passar a impressão de não compreender corretamente suas prerrogativas, gostemos ou não, do que foi cassado, no caso a decisão do plenário da Câmara sobre as medidas anticorrupção. Temos uma Constituição e ela é soberana. Se os agentes dessas instituições não tiverem muita clareza de seu papel, pode-se inferir que a democracia brasileira corre sérios riscos, porque caminhos ficam abertos para a arbitrariedade. Democracia, senhores dos Três Poderes, exige coerência e ponderação, além do desejo de constante aprimoramento de nossas instituições e do respeito entre elas. 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

Iniciativa popular

Um projeto de iniciativa popular remonta às origens da própria democracia! Nas Polis! Na Grécia! Isto é, na democracia direta, em que os cidadãos, e não seus representantes, decidiam o que deveria ser convertido em lei. Portanto, o referido projeto das Dez Medidas contra a Corrupção deverá ser aprovado na sua íntegra, porque os que o assinaram são os valores/fontes/originais de onde emana o poder e estão muito acima de seus representantes.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

Bate-boca no STF

Mais de 2 milhões de assinaturas do povo e o Congresso, que por acaso é eleito pelo povo, estupra todas as propostas de moralização. E a democracia, que é o poder que emana do povo, como é que fica? E ainda acham ruim por serem enquadrados? Parabéns, ministro Fux, e meus sinceros pêsames, ministro Gilmar!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

Luiz Fux e o pacote anticorrupção

O STF resgata sua credibilidade como instância máxima da Justiça e a confiança dos brasileiros num País decente.

Maria Lucia Ruhnke mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

Só falta a melancia

Para aparecer mais do que o necessário, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes deveria pendurar uma melancia no pescoço. Várias são as declarações contrárias às decisões de seus pares, evidenciando seu objetivo midiático. O código de ética da classe repudia comentários sobre as decisões do Judiciário, sejam elas quais forem, mas, pelo visto, Gilmar deve ter faltado nessa aula inaugural, ou será que pretende se candidatar a algum cargo político? Parabéns, Luiz Fux! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Descompostura

Ministro da mais alta Corte dizer que seu colega teve um surto decisório?! Parece que ninguém mais tem compostura nesta República. 

Lucia Melchert  luciamelchert@gmail.com

São Paulo

Supremo?

Como podemos respeitar o Supremo Tribunal Federal se seus próprios membros estão criando controvérsias e embates entre eles mesmos? Já anda sobrando ironia e faltando respeito!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

                                                               

Poderes harmônicos

Um dos traços que marcam ou deveriam marcar as democracias é, segundo Montesquieu, em sua obra "Espírito das Leis", o equilíbrio e a individualidade de cada um de seus poderes. "Ipso fato", não é o que ocorre em Pindorama, onde se discute mais a invasão de um poder sobre o outro do que a procura de uma solução que pelo menos amenize a acelerada descida para o estágio além do fundo do poço. Brasília mais parece Salém, de tantos bruxos e tantas poções mágicas. Há, na opinião pública, vozes respeitadas que, de acordo com os últimos entreveros, tanto o Senado quanto o STF deveriam ser dissolvidos por estarem se comportando como cão e gato. No STF, o ministro Dias Toffoli pediu vista de um processo já concluído; o ministro Marco Aurélio Mello decidiu monocraticamente pela degola do presidente do Senado, Renan Calheiros, em vez de submeter sua decisão ao plenário daquela Corte, e foi derrotado no plenário. O ministro Gilmar Mendes chamou o ministro Mello de "desequilibrado". Do lado do Senado, Renan ousou descumprir uma sentença do STF, tendo total apoio da mesa do Senado. Por incrível que possa parecer, Supremo e Senado mais parecem colegiais adolescentes a tratar diferenças na saída do colégio. Prato cheio para o saudoso Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta).

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Honroso

Fica bem mais honroso para os procuradores do Ministério Público e juízes se tomarem suas decisões judiciais mais com o cérebro do que com o fígado.

Tercio Sarli Terciosarli.edicoes@r7.com

Campinas

'Momentos esquisitos'

Sobre o excelente editorial "Momentos esquisitos" ("Estadão", 16/12, A3), que expõe com clareza e correção as graves interferências recentemente impostas ao Congresso Nacional, vale perguntar ao excelentíssimo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux como ele reagiria caso houvesse Propostas de Emendas Constitucionais de origem popular, todas certamente com mais de 2 milhões de assinaturas, propondo a pena de morte, o fechamento do Congresso ou a volta ao poder dos militares, para citar apenas as mais polêmicas. 

Cristiana Mendonça cristiana.mendonca@me.com

Salvador

A saga de Renan Calheiros

Depois da comédia no STF, não duvido de que amanhã algum "poeta" alagoano ainda criará um livreto contando a "saga" de Renan Calheiros com o título: "O cangaceiro de Alagoas venceu o dragão de onze pernas"! 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

Poder sem limites

É inadmissível que um cidadão com 12 inquéritos nas costas, Renan Calheiros, desafie toda uma cadeia de altas autoridades e acabe saindo incólume de todas as sérias denúncias que lhe são atribuídas (seu mandato termina no dia 1.º de fevereiro). Há que tirar o chapéu a este poderoso e intocável parlamentar. Ironicamente falando...

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

A Renan o que é de César

Por que Renan Calheiros flutua como uma libélula fluorescente e faz e desfaz a seu bel prazer? Simplesmente porque, matreiro, fuxiqueiro e traiçoeiro como ele é, se quiser falar o que sabe se transforma num homem bomba e não sobraria no Brasil nenhum político para contar a história, após a hecatombe causada. A Renan o que é de César.

Jota Treffis jotatreffis@outlook.com

Teresópolis (RJ)

Catilinária brasuca

Falta um Cícero (sem rabo preso) no Senado para combater o catilina alagoano.

Dionysio Vecchiatti dio.vecchiatti@terra.com.br

Valinhos

Prudência e reflexão

No "Estadão" de 15/12 (página A2) li o artigo "Alertar é preciso", de Rômulo Bini Pereira, muito oportuno e esclarecedor. Demonstra sua preocupação com uma tendência global de entender que "basta", se o "politicamente correto" está causando tanto dissabor, tomemos a outra direção. Então elencados os atos da invasão da Câmara dos Deputados por um grupo que clamava pela intervenção militar, pela escolha popular havida no Reino Unido, de sair da União Europeia (Brexit), da escolha de Donald Trump pelos norte-americanos, enfim, todos fatos assustadores, que causaram profundo "incômodo social". Não aqui, em meu bairro, cidade, Estado, nação. Não, no mundo. Estamos todos desconfiando de nossa pauta de valores escalonada hierarquicamente, quero dizer, não acreditamos mais em nossa própria ideologia, porque hoje a tomamos como uma armadilha. Será que a democracia, nos moldes como delineou nossa Constituição, subsiste a um Executivo osteoporótico; a um Judiciário vezes déspota, vezes demagogo; a um Legislativo em conluio com o Executivo, para "combater" o Judiciário, querendo tornar-se o poder-mor da Nação, através de votações açodadas, sem intervalos, ou então em votações sorrateiras, quase clandestinas, que se iniciam tarde da noite e prosseguem madrugada adentro? São, efetivamente, indagações globais, mas sobretudo a nós, o que nos interessa às crises política, econômica, social, e institucional, entre os Poderes, é um ambiente oportuno à revolução. Como um recipiente, ao ar livre, contendo água, é ambiente propício à fêmea do mosquito Aedes aegypti depositar seus ovos. Acho que é uma correlação possível entre as potenciais patologias humana e social. Ambas podem eclodir, a primeira, com a endemia das doenças acusadas pelo mosquito. A segunda, pela retirada do povo de sua posição de soberano, através da força armada organizada. De um golpe militar. É este o alerta feito pelo autor. A história da humanidade prova que o temor de um golpe é justificado, de outro lado, passamos por um momento de transição ideológica. Como disse o autor, o coro pela intervenção militar feito na Câmara foi feito por cidadãos de meia-idade conhecedores do regime militar, aos quais juntaram-se alguns jovens. Será esta a ideologia dominante?  Assistindo o bate-boca do super-herói nacional Sérgio Moro, com o advogado de Lula, muitos perderam a crença de que existe alguém que nos salvará. Não existe mesmo. O momento existe prudência e reflexão. Medidas afoitas só pioram o cenário.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

'Alertar é preciso'

Foi com grande expectativa que terminei de ler o lúcido artigo do general Rômulo Bini Pereira ("Alertar é preciso", 15/12, A2). Não poderia ter texto melhor neste final de ano, vendo o Brasil indo para o "brejo" sem nenhuma perspectiva de solução, a Câmara dos Deputados e o Senado com a maioria dos parlamentares envolvidos em corrupção, e até o Supremo Tribunal Federal (STF) demonstrando fraqueza. Nas ruas, bandidos mascarados depredam o patrimônio sem nenhuma ação policial, e eis que surge uma esperança, a possibilidade real de intervenção em defesa do Estado e de nossas instituições. Ouso até esperar e desejar um feliz ano novo aos brasileiros de bem.

Antonio Roberto Lorenzon betolorenzon27@gmail.com

Jundiaí

Alerta, Brasil!

Diante da gravíssima crise política, econômica, moral e social que o País atravessa - a pior de sua história -, convém, por oportuno, destacar trechos do previdente artigo "Alertar é preciso", do general de exército e ex-chefe do Estado-Maior do Ministério da Defesa, Rômulo Bini Pereira ("Estadão", 15/12, A2), a respeito do caos que se avizinha: "A renomada escritora e jornalista Cora Rónai, em lúcido artigo, fez um alerta: '(...) um país vai para o brejo aos poucos construindo uma desgraça ponto por ponto (...)'. Felizes palavras em face do momento crítico pelo qual passa a Nação brasileira. Em cima de um conhecido ditado popular, ao citar o termo brejo, fez uma sutil alusão a indicar para onde caminha o Brasil. (...) É nesse cenário de 'desgraças' que as instituições maiores e seus integrantes deverão ter a noção, a consciência e a sensibilidade de que o País poderá ingressar numa situação de ingovernabilidade, que não atenderá mais aos anseios e às expectativas da sociedade, tornando inexequível o regime democrático vigente. O aludido brejo é significativo. É um caso, portanto, a se pensar. (...) Desse modo, se o clamor popular alcançar relevância, as Forças Armadas poderão ser chamadas a intervir, inclusive em defesa do Estado e das instituições. Elas serão a última trincheira defensiva desta temível e indesejável 'ida para o brejo'. Não é apologia ou invencionice. Por isso, repito: alertar é preciso". Pois bem, o aviso está dado. Nesta hora grave da quadra nacional, todo cuidado é pouco. Alerta, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

Republicano

Acredito que o pensamento do general Rômulo Bini Pereira, estampado no artigo "Alertar é preciso", é transparente, faz sentido e representa uma posição republicana. No momento em que um partido político em via de dissolução procura sabotar o processo de reerguimento do País, quando vemos o maior dos facínoras ainda à solta, quando somos testemunhas da ação do PT em contratar membros de facções criminosas para que se organizem em vanguardas destruidoras do patrimônio público e privado, acreditamos que uma ação pontual do Exército pode ser bem-vinda e necessária. Ao defender o País dos seus inimigos, o Exército nada mais estará fazendo do que cumprir o papel determinado pela Constituição.

Enio Basilio Rodrigues enio@goconsult.com.br

São Paulo

Operação Timóteo

Na sexta-feira, o pastor Silas Mafialaia foi levado em condução coercitiva no âmbito da Operação Timóteo, que apura um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral. A revista "Forbes" estima seu patrimônio em US$ 150 milhões. Ele diz que é de R$ 6 milhões. Concluímos, pelo câmbio, que cada real vale 25 dólares. Voltamos aos bons tempos do milagre econômico...

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

Pente-fino

Até tu, Malafaia?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Isenção

Enquanto religiões estiverem isentas de prestar contas, a lavagem de dinheiro continuará...

Geraldo Fonseca M. Jr. gfonsecamarcondes@uol.com.br

Taubaté

A candidatura laranja e as cotas

Além de toda a fiscalização sobre limites e origem dos recursos para campanha eleitoral, a Justiça Eleitoral hoje se depara com as candidaturas laranja das mulheres. Como a lei exige a participação feminina de 30%, elas são usadas apenas para viabilizar o lançamento de candidaturas masculinas. Já que não fazem campanha, muitas delas ficam com "zero voto", o que pode expor a fraude. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, no último pleito, 16.131 candidatos "zeraram" e, destes, 14.417 são mulheres. Pior que em alguns municípios, mesmo assim, figuram como suplentes e poderão assumir o mandato de vereador. Logo, a promoção da participação feminina está prejudicada. Em vez da cota de 30%, melhor seria motivar a promover a mulher a participar da política em iguais condições aos homens. Toda cota é inaceitável, pois, em vez de promover as minorias e os fragilizados, os estigmatiza ainda mais, levando-os a entrar "pela porta dos fundos" em concursos, vestibulares e até em eleições. É preciso rever o sistema e criar condições para todos participarem dos certames em igualdade de condições. 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Reforma política de verdade

Que outro fator além da falta de quadros habilitados e com mais qualificações morais, éticas e políticas pode justificar a prorrogação do comando do PSDB conferido ao senador Aécio Neves? A bem da verdade, todos os partidos políticos do País deveriam ser inapelavelmente extintos e apenas concedidas cinco (5) "licenças" para a constituição de novas agremiações, com consistentes matizes ideológico-doutrinárias e com programas bem definidos. Será que (1) "extrema-esquerda", (2) "centro-esquerda", (3) "centro-conservador ou liberal, (4) "centro-direita" e (5) "extrema-direita" não abrigariam todas as principais correntes políticas? Além disso, que os partidos vivessem com seus meios financeiros e com o apoio de sua militância. Nada de financiamento público. O contribuinte pode não querer dar apoio financeiro nem para a agremiação de sua tendência ideológica via os impostos que paga ao Estado para fins que não incluiriam a manutenção político-partidária. Quem tiver competência que se estabeleça.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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