Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2016 | 03h00

PACOTES DE MEDIDAS

Imposto sindical

O presidente Michel Temer lançou (15/12) um pacote de medidas para estimular a atividade econômica, tentar reduzir o endividamento das empresas, combater o desemprego e a burocracia. No dia seguinte (16/12), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também lançou seu pacote, com simplificação tributária, desoneração e incentivos a investimentos que beneficiam a indústria, em especial a automobilística, que é a grande locomotiva para a geração de empregos. Diante dessas iniciativas louváveis, chama a atenção, até mundial, o chamado imposto sindical, ou “contribuição sindical compulsória”, equivalente a um dia de trabalho do trabalhador. E por quê? Porque só existe no Brasil. Sem o imposto sindical os sindicatos passariam a depender exclusivamente das cotas pagas pelos associados, o que causa calafrios nos sindicalistas. Sindicalismo é sinônimo de PT e vice-versa, o Brasil é o país com mais sindicatos no mundo, são 15 mil (no Reino Unido, 168; na Dinamarca, 164; na Argentina, 91). Conforme especialistas na área trabalhista, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com 73 anos, já cumpriu seu papel histórico de dar aos trabalhadores um mínimo de proteção legal contra os abusos dos empregadores. Hoje ela se presta a reservar aos dirigentes sindicais tutelados pelo Estado posição privilegiada para sabotarem esforços de modernização do trabalho. E mais: o fluxo contínuo de recursos garantidos pelo imposto sindical é isento de fiscalização e controle. Mais essa!

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

Sem acabar com a contribuição sindical obrigatória não haverá reforma trabalhista alguma.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Cartões corporativos

Será que já não está na hora de o povo saber quem tinha e tem cartão corporativo? E quanto gastou, onde, como, quando e com o quê? Não está na hora de acabar com esses cartões? E os cargos comissionados, não vão acabar? O zé-povinho vai continuar pagando todas essas contas, sem vislumbrar melhoria da economia no curto prazo? Os Estados estão falidos e as empresas, em péssima situação!

GILBERTO ABU GANNAM

gilbgag1@hotmail.com

Piracaia

Debandada

É justo que os senadores, deputados e vereadores entrem em recesso (férias), enquanto o País vive inédita crise, com a população correndo atrás de emprego, buscando pagar suas contas e, pior, bancando a ociosidade desses senhores? É justo que todos os desembargadores, juízes, procuradores e promotores do País entrem em recesso pago por nós, brasileiros? É justo que os ministros do Supremo Tribunal Federal tenham 60 dias de férias, pagas do nosso bolso, e ainda entrem em recesso, deixando-nos em meio a uma crise sem precedentes na História brasileira? Não precisamos de PECs pontuais, precisamos de uma nova Constituição elaborada por quem paga a conta: nós!

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

CORRUPÇÃO

As cinco malas

Quase diariamente temos notícias nada abonadoras sobre “a alma mais honesta”. Cada dia, com novas delações da Odebrecht, descobre-se que um montante ainda desconhecido foi embolsado por Lulla e sua família. Já que perguntar não ofende, será que boa parte dessa grana roubada não estava nas famosas cinco malas que foram embarcadas sem passar pela alfândega, e ninguém sabe o porquê dessa benesse do (ir)responsável que autorizou tal procedimento? Sugiro que se faça uma varredura no telefone desse indivíduo, certamente descobriremos quem autorizou realmente e quais vantagens terá recebido para fazê-lo.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Palestras milionárias

Será que Marcelo Odebrecht vai poupar seu companheiro de negócios, na sua delação premiada envolvendo propina nos contratos com a Petrobrás, acerca do pagamento das disputadíssimas palestras proferidas no exterior?

LUIZ BIANCHI

luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

Quem estará assistindo agora às caríssimas palestras do sr. Lula?

MARIELLA GIANOTTI

mariella.gianotti@gmail.com

São Paulo

O mui ‘Amigo’

Menandro, na Grécia Antiga, disse: “Feliz daquele que encontra um amigo digno desse nome”. Pobre Odebrecht, vejam o que más amizades são capazes de fazer até com uma das principais empresas de engenharia do mundo. Pior do que isso só o que fizeram com o cidadão brasileiro. Esperamos que todos tenham aprendido a lição e de agora em diante saibam escolher amigos com mais critério.

JORGE A. NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Consolo

Pelo menos agora sabemos por que o Brasil nunca chegou a ser o país do futuro, por que não tem saúde, educação e segurança, por que nunca investiu em infraestrutura, tecnologia e desenvolvimento. O dinheiro sempre esteve a serviço de ratos, ratinhos e ratazanas.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Papai Noel

Amanhã o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se investirá de bom velhinho e levará um presente de Natal (delações) para o Supremo Tribunal Federal, que aí, então, vai ver quem não foi um bom menino.

ALESSANDRO LUCCHESI

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Antônio Brandileone, Antonio Claudio G. do Canto, Câmara Brasileira do Livro, Celita Rodrigues, César Moreira e família, Humberto Schuwartz Soares, Instituto Aço Brasil, Joaquim Quintino Filho, J. S. Decol – Decol, J.S. Marketing & Copyright Worldwide, Marcus Lima Arquitetura e Urbanismo Ltda., Pang, Paulo Panossian, Rio Shop Tecnologia em Serviços, Robert Haller, Roberto Teixeira da Costa – SulAmérica, Sidney Cantilena, Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sinicesp), Ulisses Nutti Moreira e família, União Europeia no Brasil, Vera Moreira Comunicação, Virgílio Melhado Passoni e Xiamen Tea Fair.

O TRÍPLEX DE LULA

José Afonso Pinheiro, ex-zelador do Edifício Solaris, no Guarujá, onde fica o tríplex do ex-presidente Lula, foi fulminante quando afirmou ao juiz Sérgio Moro que o apartamento do Guarujá era do ex-presidente, mesmo recebendo ordem contrária do caudilho. Teve coragem de enfrentar até mesmo os advogados lulísticos. Portanto, cumprimento o desempregado Afonso, que até mesmo perdeu sua moradia no prédio.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

DO CASEIRO AO ZELADOR

 

O caseiro "desafeto" do PT - que o diga Antonio Palocci -, Francenildo, e agora o zelador José Afonso Pinheiro, com Lula, disseram a verdade e foram punidos com a perda do emprego. Mas o zelador disse mais uma verdade: "Vocês são um bando de lixo, lixo, o que está fazendo com o nosso país".

 

Carlos R. Gomes Fernandes

crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

CUMPRIMENTOS

Parabéns ao sr. José Afonso Pinheiro, por afirmar que todos sabiam que o tríplex 164/A, no Edifício Solaris, no Guarujá,  pertence ao ex-presidente Lula. Realmente, não se intimidou em qualificar Lula e seus advogados de lixo.

Sidney Cantilena

sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

'LIXO'

O zelador, agora desempregado, do prédio onde Lula tem um tríplex fruto de corrupção disse o que muitos brasileiros pensam da política, dos políticos e da situação atual do País: lixo, tudo lixo. E o pior: lixo não reciclável. 

André Luis de O. Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

GANÂNCIA

 

Lula e sua ganância política e corrupta, além de acabarem com o Brasil, ainda conseguiram detonar a vida do zelador do Edifício Solaris, que perdeu o emprego. Ainda pior: os advogados do ex-presidente sabem que estão defendendo o indefensável. E o ex-zelador, já cansado de ser achincalhado por estes milionários advogados, os chamou de "lixo". E eu concordo com ele e assino embaixo, inclusive porque tentaram enquadrar o juiz Sérgio Moro, que encarou toda esta corja e ainda vai prender Lula, que de santo e honesto não tem nada nem nunca teve.

Zureia Baruch Jr

zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

'VOCÊS SÃO UM BANDO DE LIXO'

 

Sobre o editorial "Desrespeito como estratégia" ("Estadão", 17/12, A3), que aborda a delação feita sobre duas outras propinas recebidas por Lula, sobranceiro, adianto algumas páginas do jornal e leio a matéria "'Todos sabiam' que era de Lula, diz o zelador". O editorial põe luzes à desfaçatez de Lula e sua trupe de advogados chicaneiros. A matéria transcreve trecho do depoimento de um trabalhador "de verdade", o ex-zelador do Condomínio Solaris, onde está o tríplex de Lula. Os advogados de Lula noticiaram o juiz Sérgio Moro que, após sua demissão, o depoente candidatou-se a vereador, objetivando colher votos do episódio "tríplex-Lula", no melhor estilo ex-BBB, com o codinome (hoje tão em voga) "Afonso Zelador do Tríplex". O depoente, então, vociferou: "Você não sabe o que é uma pessoa desempregada. Fui envolvido numa situação que não tenho culpa alguma. Perdi meu emprego, perdi minha moradia. Vocês são um bando de lixo, lixo, o que está fazendo com o nosso país". Relaciono o editorial com a matéria por ambas apresentarem situações que se repetem: a eficiência da defesa de Lula para tumultuar as audiências. Apesar de o editorialista ter se surpreendido com a alteração de Sérgio Moro, que chegou a "bater boca" com um dos advogados de Lula, o juiz tem sido condescendente. O artigo 80 do Código de Processo Civil define o que é "litigante de má-fé" em seus incisos, e então o artigo 81 defere ao magistrado o poder de condenar de ofício ou a requerimento, caracterizado como litigante de má-fé a pagar multa. Não importa, aqui, quantificar esta multa. Fato é que em vários processos, nas mais diversas fases, tanto Lula/réu quanto seus causídicos agiram de acordo com o que a lei define como "litigância de má-fé". Eu sei disso. Os advogados sabem disso. Moro e outros magistrados também sabem. Conhecem o Direito. Se não o fizeram até agora, é porque já são acusados de parcialidade, e a condenação de um ex-presidente da República por litigância de má-fé poderia significar cerceamento do Direito de defesa e a caracterização da tão alegada suspeição do juiz (art. 145 e incisos do novo CPC). A militância é forte. A politicagem dos que poderiam "ir com ele (Lula)" também. Não, Moro não tem a vaidade nem o açodamento de seus hierarcas, mantém a audiência e lhe impõe o ritmo. Quanto ao ex-zelador, apesar de eticamente reprovável a sua conduta (de utilizar-se da condição de partícipe de um dos processos com Lula/réu para se candidatar a vereador), poderíamos excluir a "ilicitude" de sua conduta, pois, como declarou em depoimento, errou porque ficou desempregado, sem ter onde morar. Em Direito existe uma figura análoga a essa confessada pelo ex-zelador. É uma causa especial de exclusão da ilicitude chamada "estado de necessidade". Por isso não consigo condenar o sujeito. Até porque, foi até agora aquele que melhor verbalizou o que significa toda essa espuma podre que boia sobre o rio morto Brasil: "Vocês são um bando de lixo".

Andrea Metne Arnaut

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

PLANTÃO

A turma da Operação Lava Jato fez um mutirão no fim de semana para concluir os depoimentos dos mais de 70 executivos da Odebrecht e enviá-los ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste início da semana. Sérgio Moro definitivamente estará na história do Brasil para sempre e positivamente. Agora Lula, "petralhas" sindicalistas e demais bandidos da esquerda e os oportunistas de sempre vão entrar para o esgoto da história.

Nelson Pereira Bizerra

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

RECESSO

Ah, se eu pudesse e meu dinheiro permitisse, eu aproveitaria o recesso da maioria dos parlamentares e juízes do Supremo Tribunal Federal e, em vez de envia-lhes um cartão de Boas Festas, compraria uma porrada de passagens só de ida para a Antártida e a Sibéria, mandaria todos para lá com o desejo de que eles não voltassem jamais para nos infernizar. Para a minoria que, mesmo com recesso, fica por aqui defendendo a dignidade do povo brasileiro, compraria os mais lindos cartões de Natal, gravados com o meu desejo de Boas Festas. Infelizmente, sou mais um aposentado que neste ano de 2016 vai deixar de realizar esses desejos que, com certeza, são desejos da maioria do povo brasileiro.

Leônidas Marques

leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

CONFRATERNIZAÇÃO DOS PODERES

 

Onde vai ser a festa de "confraternização" de fim de ano dos Três Poderes? No octógono? Ou no botequim da esquina?

 

Carlos Alberto Roxo

roxo_7@terra.com.br

São Paulo

FINAL DE ANO

Por mais que não queiramos admitir, infelizmente a realidade atual do Brasil é de um caos total, ocasionando tristeza generalizada e depressiva de toda a população do bem, pois, por mais que se previa, ninguém imaginou que chegaríamos a essa situação catastrófica. Com desemprego beirando os 13 milhões de brasileiros, saúde pública inexistente e falida, segurança em estado de abandono total, a educação é primária, quando existe, e o transporte público está sucateado, literalmente. Porém na esfera governamental, no Legislativo, no Executivo e no Judiciário, navegam num mar de almirante e voam num céu de brigadeiro. E com os bolsos cheios do nosso dinheiro, né não? 

 

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

MEDIDAS CONTRA A RECESSÃO

 

Em meio à grave recessão que o País vive, difícil mesmo é o governo convencer a sociedade de que não existe medida milagrosa para reaquecer no curto prazo a nossa atividade econômica, que há dois anos acumula PIBs negativos. As contas públicas, sejam elas federais, estaduais ou municipais, estão em completo frangalho. Nem mesmo o ótimo pacote anunciado pela equipe econômica na semana passada agradou parte dos analistas econômicos. Lógico que, para recuperar os 12 milhões de empregos dizimados na gestão petista, o ideal seria um anúncio já dos leilões de concessões de infraestrutura, como de aeroportos, ferrovias, estradas, etc. Ocorre que, neste atual ambiente de negócios, os investidores exigem mais garantias de retorno do capital investido, segurança jurídica, etc. Mas o governo, atento, já prepara medidas para qualificar a retomada das concessões no início de 2017. Não dá, contudo, para desprezar o pacote da equipe econômica que propõe renegociar as dívidas das empresas e oferecer crédito barato às pequenas e médias empresas, incluindo agricultores, por meio do BNDES. Consta, também, neste pacote a implantação de um ousado plano de desburocratização com o objetivo de simplificar o trabalho contábil das empresas. Ou seja, um profundo ordenamento de novas regras para melhorar o ambiente de negócios. Sei da angústia que cerca empresários e trabalhadores pela baixa atividade econômica e desemprego. Mas querer qualificar o governo Temer de inerte é injusto, já que, além destas medidas anunciadas, a PEC do Teto foi aprovada e a proposta da reforma da Previdência também já está sendo analisada no Congresso.

 

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

TEMER NOS BASTIDORES

Como entender a aprovação de somente 13% e a reprovação de 46% dos brasileiros dada ao presidente Temer? Ora, o brasileiro aprova o que vê, mas, infelizmente, tem de reprovar o que conclui. Vejamos: ao assumir o cargo de presidente no Brasil, Temer passou a exercer a autoridade máxima do Poder Executivo e da República. E, assim, a protagonizar expressamente a condução do Estado. Ocorre que Temer também tem se dedicado, como de costume, a uma série de atividades de coordenação política que realiza longe dos holofotes. Como se sabe disso? Ora, o sujeito oculto ou elíptico é um indivíduo que não aparece, mas cuja presença pode ser identificada pelo contexto. E, assim, a atuação dele tem sido característica. Minha leitura dos números é que o brasileiro está percebendo que Temer tem se dedicado 25% ao palco e 75% aos bastidores. E até considera que seu desempenho no palco tem sido bom dentro das circunstâncias. Mas o dos bastidores... 

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

COERENTES

A opinião pública, a cada pesquisa, está sendo coerente em relação ao desgoverno Temer. Se não bastasse a crise econômica que ele não consegue superar, seus aliados constam de delações que os colocam na situação de réus. E sobra também para o presidente. Mais do que nunca se faz necessária a implementação de novas eleições, tanto para o Executivo quanto para os Legislativos federais.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

ENCONTROS ESPÚRIOS

O governo federal quer mudar a política fiscal com a PEC de gastos públicos, com a reforma da Previdência, etc. Isso em cima de uma sociedade produtiva. Pergunto, e contra o fim dos cabides de empregos, da roubalheira institucionalizada, da falta de caráter dos dirigentes, não se faz nada? O próprio Palácio do Planalto está cheio de bandidos, denunciados em falcatruas. Isso não dá a credibilidade necessária para que a sociedade passe a confiar num presidente citado por duas vezes em delações premiadas, o que obrigou a sua assessoria a divulgar nota confirmando os encontros espúrios do atual presidente com o bandido Eduardo Cunha (hoje na cadeia com empresários corruptos) com a única finalidade de acertar propinas.

Humberto de Luna F. Filho

lunafreire@falandodebrasil.com.br

São Paulo

PEC

Com efeito, a reforma mais importante e urgente para o País é o PEC: Programa de Erradicação da Corrupção. Sem ela, todas as demais não terão efeito algum. Muda, Brasil!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

'PAÍS EM CRISE'

O almirante Mario Cesar Flores, em seu artigo "País em crise" (17/12, A2), pergunta se será possível iniciar a solução de nossos enormes problemas pela política. E complementa que esta, "uma vez nos trilhos da qualidade, rebocará tudo o mais". Tenho uma ideia que poderia ajudar. Implantarmos um Exame Nacional de Habilitação Política (Enhap), que todos os que desejem ingressar ou permanecer na política tenham de, obrigatoriamente, prestar e atingir determinada nota. Esse exame versaria sobre a Constituição, ciências política e econômica, moral, ética, história do Brasil, democracia, e assuntos essenciais para a formação de um bom político. Apostilas seriam desenvolvidas e disponibilizadas para todos os interessados. Poderia ser realizado semestralmente em todas as capitais, com rigoroso controle dos que prestam e das notas obtidas. Os atuais políticos que não forem aprovados no Enhap teriam de deixar os cargos e, se quiserem continuar na política, iniciar o caminho de recuperação desde a estaca zero. Nossa política só vai melhorar com melhores políticos; pessoas que queiram servir ao povo, doando sua cota de sacrifício pelo bem estar público, e não os que só querem se servir da política para o enriquecimento de si e familiares, como é o caso atual. Para isso é necessário termos  um método de triagem.  Quem sabe a ideia de um exame como este aqui sugerido seja o caminho? Algo tem de ser feito pelo bem de nosso Brasil tão espoliado pelos que se autoproclamam representantes do povo mas são representantes somente de interesses pessoais e corporativos!

Silvano Corrêa

scorrea@uol.com.br

São Paulo

O PACOTE DO DESESPERO

 

Acuado cada vez mais pela Lava Jato, o Planalto, antes das substituições no núcleo duro do governo Temer, lança um pacote para resolver situações microeconômicas que vão desde o segmento trabalhista até o incentivo às atividades produtivas, compreendendo as medidas apresentadas um conjunto que poderá alavancar a nossa economia, embora requeira tempo não desejado para sentir seus efeitos. Entretanto, o governo está agindo, inclusive sob o manto da vitoriosa PEC 55, já promulgada pelo Senado da República. Enfim, rompeu-se o marasmo criticado e partiu-se para a realização. E a oposição que se vire!

José C. de Carvalho Carneiro

carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

MENOS CORRUPÇÃO E MAIS RENDA

O governo Temer lança uma série de medidas vantajosas para a população. O objetivo seria combater a crise econômica. Melhor seria que o governo proporcionasse menos impostos. O grande gasto de dinheiro pelo governo continua o mesmo. Como melhorar a economia com grande déficit público? O governo gasta mais que arrecada. Ou arrecadamos mais ou paramos de gastar tanto. Seria importante um estudo profundo sobre o que gastamos e o que podemos gastar. Educação e saúde são prioridades. O povo passa fome e nem tem a passagem de ônibus para ir procurar emprego. Somente combatendo a corrupção e gerando renda com trabalho é que teremos melhoras para o Brasil.

Paulo Roberto Girão Lessa

paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

MENOS JUROS E IMPOSTOS

Para retomar o crescimento, baixar o desemprego e aumentar a arrecadação de impostos, o governo precisa parar de inventar a roda, deixando de lado teto de gastos, reforma da Previdência, reforma política e outras reformas que para a economia são inócuas. Bastaria que reduzisse os juros e os impostos momentaneamente, para que a nossa economia entrasse num regime virtuoso, debelando a crise.

Edvaldo Angelo Milano

e_milano@msn.com

Limeira

OPOSIÇÃO

É difícil ser governo no Brasil com uma oposição que foi contra o Plano Real, a temporária CPMF (mas depois quis torná-la permanente), os programas sociais (para depois dizer que foi o seu criador), a Lei de Responsabilidade Fiscal (disciplinadora dos gastos públicos), a Constituição de 1988 e, agora, a PEC do Teto e, dentro em breve, contra a reforma da Previdência (senão daqui a alguns anos o Brasil quebra). O mais grave foi deixar o País em frangalhos e as atuais impunes manifestações paralisantes e predatórias têm o seu DNA.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

A DURA LIÇÃO DA VENEZUELA

 

O povo da Venezuela, o País com a maior reserva petrolífera comprovada do mundo, está passando necessidade de todo tipo. Acabou de sofrer um duro golpe financeiro na troca das cédulas de 100 Bolívar, pois não teve tempo suficiente para depositá-las e nem os ladrões as aceitam mais. Na Venezuela, como em outros países de América de Sul e Central, o triste enredo é o mesmo. Elege-se um caudilho corrupto e incompetente com base de promessas populistas e irrealistas. Implantam-se algumas destas, e a população aplaude. Como o custo de tais medidas é insustável, logo aparecem os problemas. Como defesa, travam-se batalhas com inimigos imaginários internos (as elites, a imprensa, os comerciantes) e externos (os banqueiros e a "gente branca de óleos azuis", na definição de Lula). Dependendo do País, para silenciar a oposição, parte-se para a repressão policial, de milícias, e perseguição pela (in)justiça. O resultado são miséria generalizada, inflação galopante, desemprego em massa e por aí vai. Qualquer semelhança com o resultado de 13 anos do PT no poder no Brasil não é mera coincidência.

Omar El Seoud

ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

FRAUDE NO BOLSA FAMÍLIA

 

"Bolsa Família: de 1.054 investigados, 961 são cortados em Bauru." E quanto ao resto do Brasil? Não há, em nosso país, algo que não envolva fraude?

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

A MODERNIDADE NAS PREFEITURAS

A ordem de corte nos cargos de confiança e redução do número de carros destinados a servir as repartições, anunciada pelo prefeito eleito de São Paulo, João Dória Jr. (PSDB), é um avanço. Mas a máquina ainda carece de outros importantes ajustes. O setor da liberação de obras, hoje emperrado e, pelo que se observou nos recentes e rumorosos escândalos, passível de corrupção, precisa evoluir. Em vez de ter pessoal próprio para verificar e carimbar o projeto, poderia se colocar no circuito um auditor técnico particular com a mesma formação do executor, para analisar o projeto, dar o seu aval técnico e assinar conjuntamente a responsabilidade. Com isso, o pessoal poderia ser deslocado para outros serviços, inclusive para a fiscalização e exigência de que as obras sejam conforme os projetos. Existem coisas, repetitivas, que os computadores realizam melhor do que o humano. O servidor deve ser valorizado, treinado e levado às funções onde a sua presença seja indispensável por exigir juízo de valor ou para o contato direto com a clientela, como nos casos especiais da Saúde e da Educação. Precisamos eliminar velhas práticas, utilizar bem os recursos tecnológicos e melhor ainda o funcionalismo. Essa é a modernidade que todos nós, até inconscientemente, sempre idealizamos.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

ECONOMIA DE RECURSOS

O prefeito eleito João Dória de cara cometeu um deslize ao voltar atrás sobre velocidades máximas das Marginais Tietê e Pinheiros. Fez um remendo e isso, no meu modo de entender, fica por conta da inexperiência política. Agora, fala em economia de R$ 8 bilhões com providências administrativas na economia de carros e correlatos. Esplêndido! Devemos aplaudir de pé. Contudo, vale lembrar que no serviço público há um vício que seus funcionários adquiriram ao longo dos anos, não por culpa deles, mas da histórica mamata própria das repartições públicas, de utilizar veículos da repartição para realizar as mais prosaicas tarefas. Senhor João Dória, gestor respeitável na iniciativa privada, fique esperto. Alerte seus secretários, porque alguns desta administração não são uma plêiade de funcionários da iniciativa privada.

Éden A. Santos

edensantos@uol.com.br

São Paulo

BOAS EXPECTATIVAS

Recebi uma das melhores notícias que poderia ter: afinal de contas, parece que elegemos um prefeito que realmente tem intenção de resolver os problemas de São Paulo. Ele anunciou o corte de R$ 8 bilhões no orçamento e disse que os secretários e presidentes de empresas vão andar de táxi e de Uber, como todas as pessoas podem fazer. Parabéns, João Dória, isso nos traz esperança de um futuro melhor. Cumpra o que está prometendo.

Ronaldo de Moura Martins

ro1112martins@hotmail.com

São Paulo

SAÚDE PÚBLICA EM SP

Meritório o programa Corujão da Saúde, de João Doria, para zerar fila de exames médicos na capital. É lógico que aparecem críticas de pessoas que nada oferecem como alternativa. E aqueles que se apegam a regulamento como "bêbado que abraça poste". Precisamos mudar a cultura - menos críticas e mais sugestões a iniciativas de bom nível. 1) Serviço permanente de Medicina de Família no horário 18-22 horas, único disponível para mães trabalhadoras. E 2) campanhas de orientação para médicos (com a colaboração de escolas e sociedades médicas) para valorizar a clínica (história médica e exame físico) para selecionar os exames laboratoriais realmente necessários.

Jayme Murahovschi, professor livre docente em Pediatria Clínica, titular da Academia Brasileira de Pediatria e Academia de Medicina de São Paulo

jmura@osite.com.br

São Paulo

AJUDA

Aqui, na Avenida Alcântara Machado, entre os números 2000 e 3000, do lado direito sentido cidade, formou-se uma enorme favela, com inúmeras barraquinhas. Será que não tem ninguém do governo para ajudar essa gente toda?

Agostinho Locci

legustan@gmail.com

São Paulo

REDE METROVIÁRIA

Só a cidade chinesa de Xangai (588 km) tem quase o dobro da rede metroviária do Brasil inteiro (309 km). Nova York, Londres e Tóquio, sozinhas, também têm redes de metrô bem superiores à brasileira. Enquanto o metrô de Londres foi inaugurado em 1863, o de Nova York em 1904 e o da vizinha Buenos Aires em 1913, o de Sampa só estreou em 1974, com 100 anos de atraso. Até cidades latino-americanas como a Cidade do México (226 km) e Santiago do Chile (110 km) têm metrô muito maior do que os de Rio e São Paulo. Por aí se vê por que temos graves problemas de mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras. A incompetência e a corrupção dos governos de ontem e de hoje são responsáveis pela nossa vergonhosa e nanica malha metroviária, que ainda é uma das mais caras do mundo.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

CONGELAMENTO

O governador do Estado de São Paulo, cujo nome não me animo a declinar, congelou, ao seu alvedrio ("Estadão", 16/12, A9), por três anos consecutivos, o seu próprio salário, teto constitucional absurdo do funcionalismo público estadual, ativos e inativos.   Prejudicou com seu ato todo o funcionalismo estadual, suporte do seu próprio governo. O seu salário lhe é pago livre de quaisquer ônus familiares e conexos, entre tantas outras "benesses". O funcionário público estadual, "pé rapado", infelizmente, não goza das mesmas "regalias". O governador considera-se um cristão exemplar, tanto que se propõe a fazer leituras nas missas de que participa. Deixa-me em dúvida com o seu comportamento egocêntrico. Só me resta desejar-lhe pêsames!

 

Bernardo Prevedel

bernardo.prevedel@yahoo.com.br

Vinhedo

É NATAL?

A uma semana do Natal, época em que o planeta quer vibrar na mesma direção, a da união e paz, na real, o mundo se nega a isso. A guerra continua por aí, seja na Síria, no Rio de Janeiro ou em Curitiba, onde um juiz destemido não descansa em sua cruzada contra corruptos e corruptores. Que a energia do Natal o fortaleça ainda mais. E minha prece especial vai mesmo para os inocentes da Síria.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

NATAL EM ALEPO

Antes do nascimento de Cristo os festejos  que antecederam o Natal restringiam-se às orgias bacanais e saturnais Natal, entre os romanos era celebrado no dia 7 de janeiro, e coincidia com o início do inverno. Entre os eslavos o Natal era festejado no dia 7 de janeiro e coincidia com o início do inverno. Data essencialmente enraizada na vida cristã, em que em raros momentos o aniversariante é lembrado e prevalece a mesa farta, a distribuição de presentes que se tornou uma tradição. Pensemos um pouco na diferença, na desumana diferença entre o Natal celebrado pelos cristãos e a população do Oriente Médio, com especial atenção ao povo sírio, do ditador Assad al-Assad, cujo terror é coadjuvado pela Rússia, de Vladmir Putin. O que a mídia tem mostrado ao longo dos meses coloca a raça humana no pódio do animal mais feroz. A guerra intestina na Síria tem causado uma carnificina de tal gravidade que hospitais infantis são bombardeados numa sanha destruidora. É evidente que Jesus Cristo, o aniversariante, pouco ou nada será lembrado, mas poderíamos elevar o nosso pensamento a Deus para que desperte nessa humanidade o verdadeiro espírito cristão e que proteja a população de Alepo, completamente destruída, e que prevaleça a sua pregação: "Deixai vir a mim as crianças..." (Lucas 18:16).

Jair Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

ALEPO E A ONU

Na Síria acompanhamos os crimes de guerra e contra a humanidade de ambos os lados. Em tempo real e do ponto de vista das vítimas, sempre do lado que tem acesso mais competente à internet.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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