Fórum dos Leitores

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Impresso

20 Dezembro 2016 | 03h00

GOVERNO TEMER

Cem dias

Oportuno nesta altura um breve balanço das realizações do governo Temer, que, sem dúvida, tem demonstrado coragem para reconstruir, sem medo de reformar e enfrentar desafios difíceis de superar. Podemos destacar as leis das estatais, das concessões e privatizações, do pré-sal, das empresas aéreas, da repatriação, as PECs da DRU, do teto de gastos públicos, o início da redução dos juros, a queda da inflação, que deverá atingir a meta em 2017, a manutenção do câmbio flutuante, a liberdade para Petrobrás operar preços de combustíveis e se reerguer com administração competente, a exclusão da Venezuela do Mercosul, a reforma do ensino médio num modelo de pleno sucesso em muitos países, a revisão das dívidas estaduais, o corte de patrocínio de blogs partidários, a revisão e revitalização da Lei Rouanet, o debate da reforma previdenciária, propostas de ajustes sem criar mais impostos, revisão do papel do BNDES, 34 projetos de infraestrutura a serem privatizados em 2017, redução do número de ministérios, melhora do risco Brasil, recuperação do valor de mercado das empresas listadas em bolsa, projeção de crescimento do PIB em 2017 após a pior e maior recessão de toda a História do Brasil, ajuste rápido das contas externas, redução de impostos para remessas ao exterior, redução de juros da CEF para financiamento imobiliário e dos juros para financiamento da dívida pública, a lei que amplia poderes das CPIs, a que simplifica o trâmite dos processos judiciais, a que renegocia dívida de produtor atingido pela seca, Supersimples beneficiando cerca de 270 mil microempresários, enquadramento de vinícolas no Supersimples. Percebe-se que o Brasil não trocou seis por meia dúzia. Essas atitudes de agora vão possibilitar aos brasileiros um País melhor e renovado.

PAULO T. SAYÃO

psayaoconsultoria@gmail.com

Cotia

Avaliação negativa

O PT demorou 13 anos para destruir o Brasil. Não tem lógica alguma achar que, em escassos cinco meses de governo Temer, o País possa sair da ruína em que se encontra. Faço parte dos 18%, segundo a pesquisa CNI-Ibope, que acham este governo bom ou ótimo. Não demonizo a política ou políticos, porque as alternativas a eles são a ditadura ou, pior ainda, o País cair sob o domínio dos terroristas que, por exemplo, destruíram a Fiesp. Em meio a um barulho imenso, este governo e os bons políticos do Congresso Nacional estão, contra tudo e quase todos, repondo o Brasil no rumo certo. As reformas já aprovadas e as que virão são fundamentais para tirar o Brasil do atoleiro em que se encontra. Em minha opinião, estão fazendo um ótimo trabalho.

MILTON P. DE TOLEDO LARA

t.lara@terra.com.br

São Paulo

Eleições indiretas

As eleições indiretas nos dois anos finais do mandato presidencial estão previstas desde a Constituição de 1946 e foram mantidas pela Constituição de 1988. Os eleitores votaram a favor do presidencialismo no referendo de 1963 e no plebiscito de 1993. Portanto, se quisessem eliminar a figura do vice-presidente e exigir sempre a eleição direta para presidente (em caso de vacância), deveriam ter escolhido outro sistema de governo, como o semipresidencialismo de tipo francês, e, além disso, com a possibilidade de nova eleição para todo o Congresso Nacional.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

BANCO DO BRASIL

Parcerias Público-Privadas

Em referência à reportagem As múltiplas opções das PPPs (18/12), o Banco do Brasil esclarece que não há nenhum estudo em andamento sobre abertura de capital ou entrada de novos sócios nas áreas de cartão de crédito e gestão de recursos, ou sobre venda de participação no Banco Votorantim. Em mais de uma oportunidade o Banco do Brasil refutou tais especulações em entrevistas coletivas à imprensa realizadas durante o ano.

MARCO TÚLIO BRETAS DE

VASCONCELOS, gerente imprensa

marco.vasconcelos@bb.com.br

Brasília

CORRUPÇÃO

Reação perigosa

Cumprimentos pelo lúcido editorial Uma reação perigosa (18/12, A3), importante reflexão sobre o momento que vivemos, no qual precisamos compatibilizar o imprescindível combate à corrupção com respeito aos princípios republicanos e aos direitos fundamentais constitucionais.

MARCOS DA COSTA, presidente da OAB-SP

MRibeiro@oabsp.org.br

São Paulo

Vale a pena ler e refletir sobre o editorial Uma reação perigosa. É o que realmente está faltando aos brasileiros. Reagir, sim, mas com sensatez.

JULIO CIRELLI

jcir@uol.com.br

São Paulo

GOVERNO ALCKMIN

Agonia da cultura

Prezado sr. governador Geraldo Alkimin, sempre fui sua eleitora e um dos principais motivos foi acreditar em seu bom senso e sua competência para governar o principal Estado da Federação. Sou ligada à área de cultura e vejo com grande pesar o verdadeiro desmonte de seus equipamentos, como museus e orquestras. Nos museus vêm sendo feitos cortes no orçamento, o que tem resultado na demissão de profissionais qualificados que têm como principal função a preservação do patrimônio cultural que pertence ao Estado. Temos um dos principais acervos museológicos do País, que representa a cultura e a memória do nosso povo. Quanto às orquestras, temos acompanhado com pesar o desaparecimento da Banda Sinfônica do Estado e o esfacelamento da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado. Sr. governador, sabemos que os gastos do seu governo com cultura equivalem a menos de 1% do orçamento. Não vai ser o esfacelamento desse setor que resolverá o problema orçamentário do Estado, mas, isso sim, ocasionará o desemprego de centenas de profissionais qualificados que por suas altas especificidades dificilmente encontrarão novos empregos. Pior ainda é pensar nos estudantes de música e museologia, que estão se preparando para “nada”. Mais uma vez, confiando no seu bom senso, peço que o senhor reveja, juntamente com seu secretário de Cultura, a real necessidade desses cortes. A cultura agradece.

MARIA DE FÁTIMA GOMES

mf_gomes@uol.com.br

São Paulo

MEMÓRIA

Dom Paulo Evaristo Arns

Objetiva e respeitosa a forma como os jornalistas José Maria Mayrink e Edison Veiga abordaram a biografia de dom Paulo Evaristo Arns, que acaba de nos deixar. Por sua consistência e densidade, o texto adquire o mérito de documento histórico.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

“Temos um ex-presidente penta. Pentarréu, coisa nunca antes vista na História deste país!”

JOSÉ ROBERTO NIERO / SÃO CAETANO DO SUL, SOBRE 

A QUINTA DENÚNCIA ACEITA PELA JUSTIÇA CONTRA LULA 

jrniero@yahoo.com.br

“Nunca antes na História do mundo uma alma tão inocente foi denunciada cinco vezes pela Justiça. Pura perseguição...”

LUIZ FRID / SÃO PAULO, IDEM

luiz.frid@globomail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS

Sérgio Moro aceita denúncia e o ex-presidente Lula vira réu pela 5.ª vez. Ainda bem que ele tem a alma mais honesta do universo...

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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NOVA DENÚNCIA

A continuar nesta batida, Lula vai levar o "Guinness". Te cuida, Renan.

Luiz E. G. Barrichelo legbarri@gmail.com

Piracicaba

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QUASE LÁ

Moro aceita denúncia e Lula vira réu pela 5.ª vez. Falta pouco para alcançar Renan Calheiros!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo 

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QUANDO SERÁ?

 

Ao que parece, é por causa da falta de espaço na agenda do juiz Sérgio Moro que ainda não foi divulgada a data da tão esperada palestra do sr. Luiz Inácio Lula da Silva ao seleto público de Curitiba.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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AS PALESTRAS DE LULA

 

É muito fácil responder à pergunta da leitora sra. Mariella Gianotti, publicada no domingo neste "Fórum dos Leitores", sobre o atual público das palestras de Lula. Da mesma forma que Sherlock Holmes falaria a seu fiel companheiro, dr. Watson: É obvio, minha sra., são aqueles que querem um sanduíche de pão com mortadela. 

 

Raul Moreira raulmoreira@mpc.com.br 

Campinas

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TUDO TEM EXPLICAÇÃO

É evidente que a grave recessão econômica que o Brasil vive é resultado cristalino da incompetência administrativa do PT, de Lula. E, como resultado, além dos 12 milhões de desempregados, conforme publica o "Estadão", a crise suprimiu nos últimos 12 meses R$ 1 trilhão - ou US$ 299 bilhões - de crédito da nossa economia. Por quê? A explicação é simples, já que, com a inadimplência em alta, os bancos precavidos deixam de emprestar os valores que seus clientes não inadimplentes pagam em dia.  E esse volume de crédito retido é que monta R$ 1 trilhão, ou 25% de todos os recursos que deveriam estar circulando e irrigando a nossa enferma economia. R$ 614,3 bilhões deveriam ser direcionados à pessoa física e outros R$ 385,7 bilhões para a pessoa jurídica. E, se considerarmos que com R$ 24 mil (ou US$ 7 mil) é possível criar um emprego no Brasil, este R$ 1 trilhão adormecido na tesouraria dos bancos impede que sejam criados, por ano, no mínimo mais 400 mil postos de trabalho. Outra explicação relevante que vem impedindo o desenvolvimento da atividade produtiva é a crise moral e ética causada pela epidêmica corrupção da era petista. Como se vê na Operação Lava Jato, esse evento atingiu as principais empresas do setor de energia e construção civil, envolvidas neste esquema de corrupção, com milhares de obras espalhadas pelo Brasil suspensas e centenas de milhares de trabalhadores demitidos. Ou seja, essa é parte da explicação também da herança maldita do PT.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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PAPAI NOEL

Muito oportuna a "charge" de Luiz Fernando Veríssimo, em "Família Brasil", na edição de 18/12 (página C10): "Vô, existe Papai Noel para adultos?" "Existe, mas com outro nome. Odebrecht." Realmente, Veríssimo captou muito bem o objetivo do trabalho do fundador daquela pequena construtora baiana - Emílio Odebrecht -, que a transformou na maior organização latino-americana do mundo, atuando em vários segmentos, sempre distribuindo benesses mesmo a quem não pediu, mas, com o objetivo de envolvê-los em concorrência, reservando 50% para si. Eram tantos esses negócios, envolvendo bilhões e bilhões de reais, que precisou criar um departamento de "propina" só para este fim e com inúmeros funcionários, que atualmente estão delatando inúmeros políticos e empresas com o objetivo de conseguir diminuição de suas penas, como se fossem inocentes úteis. Agora, então, surge a notícia do uso de uma cervejaria fabricante da cerveja Itaipava para comprar apoio político por meio de doações eleitorais, que não eram proibidas, e entrega de dinheiro vivo - coisa de R$ 100 milhões. Esses delatores escolhiam políticos em época de eleição e ofereciam dinheiro para o financiamento das campanhas. É o mesmo que ir a um aniversário e oferecer doces, gratuitamente, para quem quiser. Quem não quer? Esses funcionários delatores são os verdadeiros culpados por esta situação, e não aqueles que aceitaram doações em época de eleição, sem as terem pedido. A maioria destes declarou tais doações. A Justiça deve condenar tais funcionários por essas ações e não os perdoar pela delação, mesmo porque sempre souberam que era um trabalho desonesto e estavam ganhando dinheiro para isso.

Waldomiro Benedito de Carvalho waldomiroxuca@globo.com

Itapetininga

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LANÇAMENTO

Com a economia se recuperando, temos uma nova cerveja na praça. O Brasil já pode saborear "Propina", a preferida lá em Brasília...   

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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INSTABILIDADE

Em entrevista ao "Estadão" ("'Querem dilapidar a estabilidade do País", 16/12, A7), o senador Romero Jucá - o Caju, da Odebrecht - se esqueceu de dizer que só quem pode "dilapidar a estabilidade do País", do governo e da própria democracia são certos políticos e agentes públicos envolvidos em falcatruas, e não a divulgação dos seus nomes.  

Lafayette Pondé Filho lpf41@hotmail.com

Salvador

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OUTRO COVIL DE IMPROBIDADE

Sem razão o senador Romero Jucá, em entrevista, ao dizer que "ninguém tem condição de negociar medida provisória. Porque uma MP começa no governo, é decisão do presidente da República (...)". Isto agora, depois de 15 de outubro de 2015, quando o Supremo proibiu as inserções dos "jabutis" ou "contrabandos" nas leis de conversão de MPs, ao julgar a ADI 5.127, proposta pela Confederação Nacional das Profissões Liberais. Antes disso, era uma farra. Houve leis de conversão com inserções de 70 elementos estranhos, que não tinham absolutamente nada que ver com o tema vindo do Executivo. Nesses enxertos estranhos morou outra forma de corrupção, talvez a mais avassaladora de nossa República. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PAÍS EM CRISE

Se nossos políticos tivessem um pouco de bom senso, prestassem atenção e seguissem as observações feitas pelo general Rômulo Bini Pereira ("Estadão", 15/12) e pelo almirante Mario Cesar Flores ("Estadão", 17/12), nosso país não estaria passando por essa situação de estar "indo para o brejo" por culpa das mazelas do partido político que estava no poder. Pode-se ver, pelos artigos publicados no "Estadão", que os militares não almejam assumir o comando do País, mas, sim, mostrar o que precisa ser feito para renascermos da desgraça em que nos deixou o governo anterior. Só nos resta alertarmos nossos deputados e senadores de que, se continuarem a agir como vêm fazendo, cuidando de seus interesses pessoais, e não do bem do povo e do País, poderão correr o risco de serem suprimidos à força.

Antonio di Stasi antoniodistasi@yahoo.com.br

São Paulo

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ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO...

2017 = governo altamente impopular + crise econômica grave e prolongada + déficit enorme + Previdência inviável + denúncias gravíssimas + maiores aliados implicados + crise de credibilidade + Poderes que não se entendem + eleição de novos presidentes da Câmara e do Senado + novos esqueletos saindo do armário + manifestações nas ruas + turma do barulho + etc. Adeus, ano velho, feliz ano novo...

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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TEMER E A DELAÇÃO DA ODEBRECHT

A manchete de ontem (19/12) do "Estadão" informou que a empreiteira mais corrupta do País confessou que entregou R$ 30 milhões ilegalmente na campanha de 2014, para a chapa Dilma-Temer. A se confirmar a delação, o atual presidente passa a ter possibilidades enormes de sofrer impeachment pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Diante de tal hipótese, é fácil imaginar as consequências políticas e, principalmente, econômicas, na atual conjuntura em que nos encontramos. E, como sempre, caberá à já combalida população brasileira suportar os encargos que fatalmente advirão de tal cenário. E, nesta situação, não consigo imaginar por que o TSE até agora não julgou o processo que trata da chapa Dilma-Temer. Interposto ainda em novembro de 2014, não dá para imaginar o motivo de tanta demora, já que se passaram 25 meses desde a sua autuação. Agora, já em 2017, se os ministros resolverem pela impugnação da referida chapa, o País passará por mais um período tumultuado, pois o novo presidente deverá ser eleito pelo Congresso Nacional, cujos representantes estão totalmente dissociados da realidade nacional, além de muitos deles estarem implicados na Operação Lava Jato. Mais uma vez comprova-se que o sistema judiciário do Brasil precisa urgentemente de uma reestruturação que atenda aos interesses da Nação e torne o trabalho de juízes e ministros menos penoso e bem menos demorado. Mas, também, é necessária em tal reforma uma cláusula que impeça que um magistrado retenha um processo sob a sua responsabilidade pelo tempo que quiser, o que muitas vezes torna a sua decisão totalmente intempestiva e sem efeito, ou, pior, prejudica o interesse das partes, ou mesmo do País, como é o presente caso. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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'O QUE SE ESPERA DE TEMER'

O editorial do "Estadão" de 15/12 ("O que se espera de Temer") mostrou realismo ao analisar a conjuntura e as perspectivas do governo de Temer. Em resumo, espera-se de Michel Temer mais uma reforma: a reforma moral do Ministério, livrando o Brasil de figuras notoriamente deletérias, num primeiro passo em seu ministério, mas não só, também onde tem força para influir decisivamente, no Legislativo e até no Judiciário, Michel Temer estaria a deflagrar um passo inicial essencial para novas posturas de honestidade no trato da coisa pública. Reprovação de conchavos para manter nos cargos-chave da República velhas e desgastadas raposas impressionaria positivamente a população. Apoio e sanção imediata a medidas moralizadoras, como a regulamentação ao teto constitucional dos salários, hoje imorais e insustentáveis, por exemplo, carreariam enorme apoio da sociedade e facilitariam a reforma da Previdência. A conferir, se Temer terá essa coragem e discernimento.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo 

   

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PRONUNCIAMENTO

Um presidente da República não pode temer um panelaço. Michel Temer deve ter coragem de vir a público e explicar a massa falida que recebeu e o esforço que está fazendo para o povo brasileiro poder colocar alimento nestas panelas vazias.

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PROTESTOS E QUEBRADEIRA

Mais uma vez a Avenida Paulista foi palco para vagabundos provocarem anarquia, com prejuízos ao patrimônio, como ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e mais uma vez escapam de uma polícia que parece nunca conseguir evitar e conseguiu deter apenas um deles. Não entendo como o bando de anarquistas invadiu a sede da Fiesp, e dentro dela promoveu destruição de móveis e instalações, e a polícia não conseguiu cercar o prédio para isolar os desordeiros que estavam dentro e evitar que saíssem, para que todos fossem detidos e identificados para, posteriormente, serem encaminhados à Justiça. Eles têm de ser punidos com detenção e, além disso, obrigados a arcar com os prejuízos causados às instalações do local invadido ou aumento da pena, se não tiverem condições financeiras para tal obrigação. Outra atitude seria proibir protestos em dias úteis e horário de trabalho e autorizá-los apenas aos domingos ou feriados, medida que valeria não só na Paulista, como em quaisquer outros endereços. 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo 

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A CUT E O BLINDEX

Os endinheirados petistas da Central única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento dos Sem-Terra (MST) botam pra quebrar. As ricas vidraças blindex não resistem às pauladas aplicadas por ocultos mensageiros do bem-estar deles e também as carrocinhas de pipocas voam pelos ares provocando neves passageiras. Com o refrão de governo ilegítimo, pois não eleito pelo povo, esquecem-se de que os senadores e deputados que aprovam esses absurdos contábeis, segundo suas mentes dopadas, foram eleitos legitimamente pelos votos da maioria dos brasileiros. Então vale.   

Geraldo de P. e Silva geraldo-paula2015@bol.com.br

Teresópolis (RJ)

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A ESPERANÇA, O NATAL E O ANO NOVO

 

Quando chega dezembro, o habitual é a atenção da população estar voltada para o Natal e o ano-novo. Este ano, no entanto, vive-se um dezembro atípico, em que a simbólica roupa vermelha do Papai Noel é ofuscada pela dura realidade dos acontecimentos. Nos EUA, venceu o azarão, e dizem que foi ajudado pelos russos. Na Europa, a Inglaterra sairá da zona do euro e os governos se instabilizam. Morreu Fidel Castro, deixando milhares de órfãos ideológicos. Aqui, caiu o governo petista, seu sucessor tenta juntar os cacos e sofre a instabilidade vinda da apuração de atos de corrupção. Cada delação ou ação policial provoca grandes repercussões e traumas. O momento é grave. Torcemos para que os prefeitos que assumem no dia 1.º de janeiro tenham melhores condições que os atuais, que os governos da União e dos Estados encontrem o equilíbrio e que isso não imponha ainda mais sofrimento à população. Precisamos ter motivos para continuar na tradição de desejar o Feliz Natal e o próspero ano-novo, e que isso, mais do que frase de efeito, seja realidade. 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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MUNDO CONTURBADO

Simplesmente primoroso o artigo "O Brasil num mundo conturbado" (18/12, A2), de autoria do eminente professor Celso Lafer. Além de identificar com precisão cirúrgica os meandros dos desafios diplomáticos da vida internacional contemporânea - com especial ênfase ao irrecusável papel do Brasil nos temas da sustentabilidade -, o texto revela o quanto a mídia pode ser importante quando elege, entre seus colaboradores, pessoas do mais alto calibre moral e intelectual.

Newton De Lucca desnewtondelucca@gmail.com

São Paulo

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PRESENTE BILIONÁRIO

Precisamos estar atentos nesta terça-feira (20/12), quando haverá a cerimônia de sanção do projeto de lei que moderniza o setor de telecomunicações. Nada de mais, se não houvesse escondido nesse projeto um pacote de bondades: R$ 20 bilhões para deixar de devolver os imóveis, carros, antenas, torres, etc. cedidos para uso das empresas de telefonia, e mais o perdão de R$ 20 bilhões das multas já aplicadas e que não foram pagas. Trata-se de uma permuta para que as empresas de telecomunicações cumpram as promessas de investir no País o mesmo valor equivalente aos R$ 40 bilhões. Promessas são só promessas.     

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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NOVA MODA, AS TELES!

 

As empreiteiras foram substituídas pelas teles. Não haverá mais financiamento a caixas 2, joias, viagens, automóveis, imóveis nem contas em paraísos fiscais feitos com o dinheiro que as empreiteiras, junto dos políticos, surrupiam do brasileiro. A moda, agora, são as teles. O famigerado e corrupto governo que não tarda a cair pretende doar mais de R$ 150 bilhões para a Oi, empresa que anualmente pega alguns bilhões no BNDES a título de investimentos, nesta terça-feira, 20/12. O governo pretende perdoar dívidas da empresa que beiram R$ 50 bilhões e pretende doar patrimônios públicos que passam dos R$ 100 bilhões. É óbvio que tem tramoia nesses benefícios. Esse dinheiro daria para, por exemplo, resolver o problema da Previdência, mas a Previdência não é mais problema, pois teremos de trabalhar até morrer para sanar a instituição. Se todos deixarmos de pagar impostos, poderemos solicitar o mesmo direito de perdão das dívidas que têm as teles! 

Nélio Alves Gomes raytomonelio@hotmail.com

Curitiba

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JEITINHO BRASILEIRO

 

Conforme relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), o ex-ministro da Previdência Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) acumula o subsídio de congressista, de R$ 33.763,00, com a aposentadoria da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (1970-1985), de R$ 20.257,00, o que dá um total de R$ 54.020,00. E mais: o secretário de Planejamento de Minas Gerais, Helvécio Magalhães, responsável pela política de atrasos e de parcelamento de salários do funcionalismo público, recebe seis remunerações diferentes do serviço público, que somam R$ 63 mil. Na prática, mesmo, ninguém recebe mais do que o teto constitucional, de R$ 33.763,00, mas os artifícios como abonos, subsídios e outras vantagens acabam elevando os vencimentos. Em suma, os políticos brasileiros são famosos por dar um jeitinho para tudo (malandragem), infelizmente.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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JUÍZES TRABALHISTAS

O Brasil deve aproveitar que está tentando resolver todas as porcarias de sucessivos governos populistas e bem ruins e corrigir um dos maiores cânceres incrustrado como óleo no corpo poroso: as infames leis trabalhistas e seus juízes muito indecentes, que tratam empresas como bandidos e que sempre condenam empresários nas causas que julgam.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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NOME DE ESTRELA

Consta na "Coluna do Estadão" de 18/12 que os trabalhadores do Grupo Dória presentearam seu chefe, o prefeito eleito de São Paulo, dando a uma estrela no céu o seu nome, "João Dória". Sim, isso é possível. Torçamos para que, findo o mandato de nosso futuro prefeito, a "estrela" não tenha as razões expostas no artigo 55, parágrafo único da Lei de Registros Públicos, qual seja, nomes que expõem seus portadores ao ridículo. A possibilidade de o indivíduo passar por "ridículo", "cômico" e por "situações vexatórias" permite a alteração do nome. Trata-se de norma de exceção. Oxalá a estrela Doria continue estrela, e não se transforme num asteroide...

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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PREFEITO PAULISTANO

Se João Doria, futuro prefeito da Capital, conseguir colocar em prática metade de seus projetos, com certeza estará qualificado ao futuro governo de Estado. O ímpeto de quem não é político de carreira é grande. Vamos aguardar.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DORIA POLÍTICO

Faltou estímulo de conteúdo de gestão na entrevista de João Doria no "Jornal Gente", da Rádio Bandeirantes (14/12). O prefeito eleito não conseguiu explicar a logística do Corujão da Saúde. Passou a impressão de ser mais político do que gestor, e de que não havia conversado com o futuro secretário da pasta, Wilson Pollara, que tem fama de competente. Quem está na fila de exames também deve ter ficado frustrado.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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PREFEITO MODERNINHO

Finalmente a Justiça apanhou um dos inúmeros governantes corruptos deste país: o prefeito do município do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. O prefeito desfigurou a parte histórica do Rio de Janeiro preocupando-se em ser moderninho, colecionando piadinhas de mau gosto, inundando a cidade de obras duvidosas para tornar a cidade deslumbrante durante a Olimpíada. O prefeito não se preocupou em cuidar das obras centenárias que compõem o centro histórico e contam a história do Brasil do período monárquico. Abandonou o que há de importante para contar o passado de nosso país e acrescentou em seu currículo o desmatamento de vegetação primária de Mata Atlântica para construir um campo de golfe. Existem evidências de que houve maracutaias no processo de licenciamento ambiental e a exigência de que a Fiori Empreendimentos Imobiliários pagasse a taxa para a autorização de supressão de vegetação exótica. Quem diria que o prefeito tivesse participado do Partido Verde e se autointitulado ecológico? Creio que Paes poderia se candidatar à prefeitura de Maricá (RJ), para construir vários campos de golfe para aqueles munícipes carentes de um espaço para exercer o esporte. 

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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SEGURANÇA PÚBLICA

Cumprimento a Justiça de São Paulo, que determinou a internação imediata no regime disciplinar diferenciado (RDD) do detento Wanderson Nilton Paula Lima, o Andinho, considerado um dos integrantes mais violentos e perigosos do Primeiro Comando da Capital (PCC). Junto com ele também foram Hamilton Luiz Pereira, o Hidropônico, e Fábio de Oliveira Souza, o Fabinho Boy, que também receberam a mesma punição, todos acusados de planejar o assassinato de agentes penitenciários e policiais. Todos já estão no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes, o único que dispõe desse regime no Estado. Agora, a pergunta que não quer calar: e os outros bandidos do PCC que estão nas ruas, como controlá-los?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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FARÓIS ACESOS

A recente lei que obriga em rodovias a manutenção de faróis acesos, além das multas lavradas em rodovias não sinalizadas, gera um custo adicional de gasto de alternador, lâmpadas, reles e estabilizadores, porém detectei em diversas viagens longas, tanto em veículos a gasolina quanto a diesel, um aumento considerável de consumo, na ordem de 8% a 10% em diversos veículos. Será que essa lei não veio somente para forçar o aumento do consumo dos combustíveis? E mais: para aumentar a venda de baterias, lâmpadas e geradores? Como tudo no Brasil se aprova com segundas intenções (mais despesas, mais consumo, mais espertezas), sempre para lesar consumidores...

Eugênio Iwankiw Junior iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

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ANOS DE CHUMBO

Por ocasião da morte de Dom Paulo Evaristo Arns, foi veiculada pela televisão uma entrevista realizada com ele há alguns anos na qual ele declarou que um dos momentos mais marcantes de sua vida foi o encontro que teve, em Brasília, durante a ditadura militar, no início dos anos 70, com o então presidente general Emílio Garrastazu Médici. Após ouvir o pedido de Dom Paulo para que fizessem julgamentos justos e cessassem as torturas, o general, do alto de sua delicadeza, após esmurrar a mesa, bradou: "Nós não temos conversas, nós sabemos o que temos de fazer. O seu lugar é na igreja, na sacristia, e o nosso lugar é aqui, para governar o Estado". Por este episódio não é difícil de entender por que o pior período dos anos de chumbo, quando a tortura rolava a rodo, foi justamente durante o governo Médici. É preciso ficar claro aos "malucos" - palavra usada pelo atual ministro do Exército - que advogam a intervenção militar no País que o caminho de resolução dos nossos graves e vastos problemas é a via democrática e o pleno respeito à Constituição. Regimes de exceção são imorais e arbitrários por definição - não existe exceção "mais ou menos". Os anos de chumbo foram um período negro da nossa história, deixaram marcas indeléveis e sua lembrança é necessária não como exemplo de governo, mas para que não se repitam. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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