Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

21 Dezembro 2016 | 03h08

CRISE INSTITUCIONAL

Vazamentos

Temos em mãos O Estado de S. Paulo em que lemos o editorial De vazamento em vazamento (19/12, A3), texto apropriado e oportuno, eis que faz referência ao conteúdo das delações de executivos da Odebrecht. A propósito, nosso sentimento é de que tais acusações visam mesmo a desmoralizar o Congresso Nacional, mormente agora, em momentos críticos e de fragilidade de nossas instituições políticas, como bem percebeu o editor de Opinião deste conceituado jornal. Assim, queremos transmitir os nossos mais exaltados cumprimentos aos editores e equipe, por sempre praticarem um jornalismo sensato, responsável e inteligente.

MARCOS MONTES (PSD-MG), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, EVANDRO ROMAN (PSD-PR), LUIZ CARLOS HEINZE (PP-RS), OSMAR SERRAGLIO (PMDB-PR) e TEREZA CRISTINA (PSB-MG)

Brasília

‘Tenentes de toga’

Extremamente preocupante o que diz o professor Luiz Werneck Vianna em entrevista no Estadão (‘Tenentes de toga comandam essa balbúrdia jurídica’, 20/12, A8), sobre as corporações jurídicas.

DORIVAL MENEZES LEAL

dorileal@uol.com.br

São Paulo

A visão do cientista político Luiz Werneck Vianna fere a lógica mais simples e tenta, sem objetividade, criar uma teoria da conspiração quando se vê no Brasil, pela primeira vez, uma jovem classe jurídica tentar impor o império da lei na (esta, sim) balbúrdia política que o País vive hoje. E tudo em troca de um corporativismo e de reuniões em “algum canto paradisíaco”? Sabe o professor as pressões e ameaças que sofrem estes “tenentes” que “não têm programa além da ‘reforma moral’ do País”, como se reforma moral já não fosse, em si só, um fim que se justifica amplamente? Cedendo ao argumento, só para contestar, qual seria a opção? Deixar ao acaso a impunidade? Usar a advocacia burocrática e inócua e render-se à inaceitável situação da política brasileira? O professor deu-nos luz para apoiarmos ainda mais a reforma moral.

SÉRGIO NEVILLE HOLZMANN

sergionh@outlook.com.br

São Paulo

GOVERNO TEMER

Comunicação

As cartas dos leitores srs. Paulo T. Sayão e Milton P. de Toledo Lara (Cem dias e Avaliação negativa), publicadas no Estadão de ontem, ao abordarem as importantes realizações do governo Temer, prestam importante serviço a apenas parcela da população. Essas realizações são reais e substanciais, mas a Nação as desconhece, o que gera a baixíssima avaliação do governo, segundo pesquisas recentes. São duas as razões: a inevitável ineficácia dessas medidas no curto e até no médio prazos, em razão dos 13 anos de criminoso descalabro patrocinado pelo PT; e a lamentável incompetência do governo em matéria de comunicação. À administração Temer competiria divulgar suas medidas, seu significado e o que é de esperar delas em termos de reconstrução nacional, não como autopropaganda, mas como parte do serviço que presta à Nação, cujo apoio é essencial para que rendam frutos. Como já dizia Abelardo Barbosa, quem não se comunica se trumbica.

JAN KROTOSZYNSKI

jankroto@gmail.com

Carapicuíba

REFORMA TRABALHISTA

Um presente macabro

Em pleno dezembro, mês que simboliza nascimento, confraternização e amor, recebemos, estarrecidos, a notícia de que o governo pretende criar por medida provisória a contratação por hora trabalhada, com jornada intermitente (móvel). Pode até ser um paliativo para quem está desempregado e busca, com razão, uma atividade emergencial que garanta o sustento da família. Mas torná-la uma modalidade oficial de contratação no País, esfacelando a CLT, é uma aberração. A medida a ser anunciada precariza as relações de trabalho, pois enfraquece o alcance da ação sindical e, portanto, o poder de negociação do trabalhador com os patrões. E tem pouco valor para a necessária retomada sustentável e duradoura da economia. Em vez de destinar de forma significativa o orçamento ao setor produtivo, garantindo crescimento, emprego e trabalho decente ao povo brasileiro, o governo, cada dia mais impopular, age de forma oportunista. A pretexto de contornar a crise, ele ameaça com a destruição dos históricos direitos da classe trabalhadora, não tem coragem de taxar as grandes fortunas e não mexe em nada nos privilégios de uma ínfima casta social, a da elite, dos rentistas e dos patrões predadores, que almejam só o lucro e não se importam com a dignidade humana.

MIGUEL TORRES, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo/Mogi das Cruzes e vice-presidente da Força Sindical

jvalgomes@gmail.com

São Paulo

JUSTIÇA ELEITORAL

Caixa 2

De acordo com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, caixa 2 nem sempre é um ato de corrupção. Talvez deva ser filantropia política. Nesta linha, não estranhem se a sonegação passar a ser um legítimo direito de defesa.

MARCOS CATAP

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

Implicados

Se nos devaneios de Gilmar Mendes caixa 2 nem sempre significa corrupção, qual o motivo de tanta gente apinhada na República de Curitiba?

MARCO DULGHEROFF NOVAIS

marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

Legal ou ilegal

Se o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diz que caixa 2 não significa corrupção, então o que é? Deve ser legal. Então o que é ilegal?

LAERTE DE PAIVA FILHO

laertepaivaf@gmail.com

São Paulo

GUERRA NA SÍRIA

Assassinato na Turquia

Quem sabe agora, com o assassinato do diplomata russo na Turquia, as grandes potências mundiais enxerguem o covarde massacre de crianças e civis na cidade de Aleppo, na Síria. É inadmissível o mundo continuar de olhos fechados para as atrocidades cometidas naquele conflito.

CLEIDE VIOLA FERREIRA

cleideviola17@gmail.com

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Alexis Thuller Pagliarini, Arlete Pacheco, José Penteado Neto, Maxpress e Unesco representação no Brasil.

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