Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

22 Dezembro 2016 | 03h13

ESTADOS EM CRISE

Presente de Natal

Sob qualquer aspecto que se possa avaliar a decisão da Câmara dos Deputados de aprovar a renegociação das dívidas dos Estados com a União sem contrapartidas é totalmente absurda. O presente de Natal reacende a fábula existente na nossa República de que o Bom Velhinho sempre aparecerá no fim das contas para presentear aqueles que gastaram demais por má gestão, irresponsabilidade e até mesmo corrupção. Diante disso, Estados que fizeram o dever de casa, como o pequeno Espírito Santo, ficam com a sensação de que fizeram papel de bobo. Como não terão nenhuma compensação por cumprirem as regras, na próxima vez se sentirão tentados a seguir o caminho dos que hoje estão em crise.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

A Grécia é aqui

O texto aprovado pela Câmara para a renegociação da dívida dos Estados é um espanto. Várias contrapartidas exigidas originalmente no projeto foram deixadas de lado, algumas delas significativas. Parece que, querendo agradar aos seus eleitores nos Estados, os deputados quiseram agradar a gregos e troianos. Só se esquecem de que a Grécia já está por aqui e de que as dívidas já foram anteriormente renegociadas. Até quando? Até o dinheiro acabar!

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

Derrota

Os “nobres” governadores podem continuar gastando mais do que arrecadam, que o povo vai continuar pagando. Essa renegociação não foi uma derrota do governo federal e/ou de Michel Temer, foi uma derrota do povo brasileiro. Precisamos voltar para as ruas pedir “Fora Rodrigo Maia”, o atual presidente da Câmara, porque não vamos pagar o pato pela má administração de diversos governadores, principalmente do governador do Estado que ele representa, o Rio de Janeiro.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Prêmio aos maus gestores

São Paulo não está entre os Estados em crise financeira. O governo de São Paulo agiu de forma correta. Fez contingenciamento de despesas, não avançou em contratações, ajustou seu plano de investimentos à realidade das receitas e, com isso, manteve salários e aposentadorias em dia. Seguiu oferecendo serviços públicos – muitos deles com os melhores índices do País – e mantém-se como Estado provedor de recursos para a União. Por outro lado, a Câmara aprova ajuda da União aos Estados em crise financeira sem oferecer contrapartidas. Ou seja, governos estaduais aumentam despesas, fazem novas contratações, investem mal e não querem se comprometer com corrigir sua gestão. E aos contribuintes de São Paulo caberá pagar mais essa conta. Temos de rever as regras de nossa Federação, porque os maus gestores estão sendo premiados.

CARLOS DE OLIVEIRA AVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

CÂMARA DE SP

Aumento salarial

A classe política no Brasil parece que está cavando sua própria cova. Em São Paulo, os vereadores votaram aumento de salários de 26% para si próprios na calada da noite de terça-feira, depois de anunciarem que não haveria aumento. O povo é paciente, mas um dia a paciência acaba. Conheço muita gente, por exemplo, que acha a Câmara de Vereadores uma coisa totalmente supérflua.

JOSÉ C. DE MELO REIS

jcelid@uol.com.br

São Paulo

Com que alegação os vereadores de São Paulo se dão aumento de salário de 26%? Uma vergonha, diante do estado de deterioração de nossa cidade.

ANTONIO CARLOS MESQUITA

emaildomesquita@gmail.com

São Paulo

Imoral

Quando os políticos brasileiros vão entender que vivemos a maior recessão desde a Proclamação da República? Ser vereador deveria ser um ato de doação à cidade em que se mora, assim as excelências dariam o devido valor ao dinheiro do munícipe. Vereadores não estão no cargo para se locupletarem à custa da cidade de São Paulo, que, como disse o prefeito eleito João Doria, está “um lixo”. Senhores, este reajuste pode ser até legal, mas é no mínimo aético e imoral.

PAULO PERSON

paulohsperson@outlook.com

São Paulo

Falta de vergonha

Li sem surpresa que os gloriosos vereadores de São Paulo aprovaram, em apenas cinco minutos, aumento de salário para eles mesmos. O País numa situação de dar dó, com milhões de desempregados, zero de clima natalino, e ainda temos de aturar uma falta de vergonha dessas. Pior do que isso, só o glorioso Gilmar Mendes afirmar que caixa 2 nem sempre tem origem em corrupção.

RENATO AMARAL CAMARGO

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

Minúsculos e inúteis vereadores da cidade de São Paulo aumentaram em 26% os próprios salários. Não há quem possa parar com este escárnio? Chega!

GUTO PACHECO

jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

Provocação

Nossos “preclaros” vereadores de São Paulo resolveram dar a si mesmos um “pequeno” aumento em seus vencimentos de 26,3%. Enquanto isso nós, mortais dependentes de uma mísera aposentadoria do INSS, teremos tão somente 7,5% de aumento. Nossos ineptos vereadores não têm o mínimo senso de decência em suas cabeças vazias, diante da crise de desemprego e da miséria que o País vive. Estão querendo que tomemos a iniciativa de invadir a Câmara Municipal, como ocorreu em Assembleias em outras cidades brasileiras, para que voltem atrás e permaneçam com seus atuais vencimentos? Ou voltam atrás ou sofrerão as sanções da população paulistana. Bando de palhaços!

BORIS BECKER

borisbecker@uol.com.br

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Antonio Carlos Senra, Associação Paulista Viva – Vilma Peramezza (presidente), Dimas Eduardo Ramalho (presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), Eliane Tanaka, Jorge M. Fonseca, Martins Fontes, Rodney Vergili, Sinduscon-SP e Teatro Folha.

“A Câmara é irresponsável e quer levar o País à bancarrota!”

LUIGI VERCESI/ BOTUCATU, SOBRE A RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA DOS ESTADOS COM A UNIÃO, SEM CONTRAPARTIDAS 

luigiapvercesi@gmail.com

“Ali Babá tinha 40 ladrões; nós, paulistanos, temos 30, que se deram aumento de salário em tempos de contenção de despesas”

SERGIO CORTEZ/ SÃO PAULO, SOBRE O REAJUSTE SALARIAL 

DOS VEREADORES DE SP

cortez@lavoremoveis.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A DÍVIDA DOS ESTADOS

A Câmara dos Deputados prestou mais um desserviço ao País aprovando a renegociação das dívidas dos Estados com a União sem a contrapartida de ajuste fiscal. Como assim? É mais uma irresponsabilidade dos políticos que insistem em achar que o dinheiro dá em árvores e que a viúva é que tem de sustentar a Nação. O trabalho é um detalhe. Todos podem ganhar a vida toda sem se preocupar com a concorrência, com o estudo, com o aperfeiçoamento de suas ações, etc., etc., etc. Enquanto não houver uma faxina no Congresso Nacional, o Poder Executivo terá de usar o "toma lá dá cá" se quiser realizar alguma coisa que preste para o País. Lamento muito que estejamos nesta penúria em quase todo o território nacional. A herança deixada pelos 13 anos do PT não pode ser creditada a Temer, que está tentando consertar o estrago que foi feito na economia, na ética, na saúde, na educação, na produção, na Petrobrás e no PIB brasileiro. Deus há de ajudar, se Ele for brasileiro, como dizem.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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PICADEIRO

O projeto de renegociação das dívidas dos Estados vem sendo discutido há meses. Mais precisamente, desde quando o Estado do Rio de Janeiro entrou em dificuldades financeiras. Procuraram o governo para renegociar as dívidas que os Estados têm com a União. Há anos que isso vem acontecendo. É um poço sem fundo. O governo concordou com a renegociação, desde que haja contrapartidas. É lógico. Tem de ter contrapartidas. Já está na hora do basta a esta irresponsabilidade na gastança desenfreada dos Estados e nas gestões irresponsáveis. Os Estados querem facilidades, suspensão do pagamento das dívidas por três anos e não querem dar nada em troca. A via é de mão dupla. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que os parlamentares não precisam dar amém ao Ministério da Fazenda, que pediu as contrapartidas. Não se trata de dar amém, deputado Rodrigo Maia. Trata-se de ser responsável, acima de tudo, com o País, e esse tem de ser o norte do Congresso. De repente, neste país, os poderes resolveram se desentender. Cada um achando que é independente e que pode fazer o que quer. É como se existisse um Brasil no Senado, outro Brasil na Câmara, outro Brasil no Judiciário e outro Brasil no governo. Belo picadeiro.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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SOCORRO PARA ESTADOS E MUNICÍPIOS

 

Se considerarmos a atual crise financeira sem precedentes, em que Estados e municípios já devem R$ 120,6 bilhões ("Estadão", 28/11/2016) aos bancos públicos - Banco do Brasil, R$ 38 bilhões; Caixa, R$ 33 bilhões; e BNDES, R$ 49,6 bilhões -, essa liberação de socorro financeiro para Estados sem exigir contrapartidas aprovada pela Câmara é uma derrota para o governo Temer, que deseja colocar o País nos trilhos. Nesse caótico cenário financeiro, sempre é bom lembrar que há anos o consultor econômico Raul Velloso já vinha alertando que de 75% a 80% dos orçamentos estaduais, municipais e federal eram para pagar salários e benefícios, e, no fim, deu no que deu.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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DÚVIDA

Uma dúvida não me deixa dormir: os Estados e municípios estão no buraco porque a receita caiu ou porque a corrupção subiu?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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DEPUTADOS E A DÍVIDA DOS ESTADOS

Os mais de 300 picaretas autorizam novo ataque ao bolso exaurido e extorquido do contribuinte brasileiro. Basta!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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LEGISLATIVOS IRRESPONSÁVEIS

Diante da trágica crise econômica e social que vivemos, a aprovação pela Câmara federal do projeto da renegociação das dívidas dos Estados, sem a exigência de contrapartidas e sob o argumento falacioso de que entendem o que é melhor para o País, é considerar-nos idiotas achando que não percebemos o jogo sujo de exibição para eleitores incautos. Por mais que camuflem, preservamos o registro de que grande parte dessas benesses que estão afundando o Brasil foi por eles aprovada anteriormente. No plano estadual, o Rio de Janeiro é o exemplo mais destacado, com seus parlamentares (sic) se arrastando para não assumirem responsabilidades que podem custar seus cargos eletivos, preferindo jogar o Estado no fosso. Isso não é irresponsabilidade? Nas Câmaras Municipais, o cinismo bateu forte em São Paulo: diante de milhões de desempregados, a maioria de seus membros resolveu aumentar seus salários e o orçamento da Casa para reformas. Esses fatos, que se repetem nos outros Estados e municípios, é uma clara demonstração da irresponsabilidade reinante no Legislativo brasileiro. Precisamos iniciar a reforma política e partidária já! Ou jamais sairemos do buraco em que esses irresponsáveis nos colocaram. 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto 

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GARANTIA DE PAGAMENTO

Vimos a situação financeira precária de vários Estados e municípios sem dinheiro para honrar seus compromissos. E, do outro lado, os causadores desta situação sorrindo da desgraça: seus administradores. Deveria existir um dispositivo legal e constitucional que tornasse indisponíveis os bens destes indivíduos atingindo até parentes do 10.º grau para garantir os pagamentos. Que lhes tirassem até a roupa do corpo. A mesma coisa para quem ganha acima do teto. Parafraseando Bolsonaro: canalhas, canalhas!

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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SENTIMENTO DE TRAIÇÃO

Pela primeira vez, o Rio de Janeiro não está em festa, mas de luto. Não falta amor, porém sobra tristeza; e também não é só falta de dinheiro, é indignação! Com todas as razões do mundo, diante da falência do Estado por incompetência e roubo, a fisionomia do carioca mudou. Ele, que já não gostava de sinais fechados, entrega outro atributo: detesta "caô".

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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O BRASIL NÃO TEM JEITO!

A esperança dos brasileiros, já bem diminuta, acaba de sofrer mais dois golpes do Poder Legislativo no mesmo dia: 1) Câmara de Deputados aprova ajuda a Estados "sem exigir contrapartida". 2) Vereadores da Câmara Municipal de São Paulo elevam seus próprios salários em 26,3%, com reajuste anual. Com parlamentares assim, nem a Lava Jato dá jeito neste país.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

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OUTRO PAÍS

Os vereadores de São Paulo acham que vivem em outro país. Enquanto o Brasil passa pela pior crise dos últimos anos, eles têm a coragem de rir da pobreza do povo e aumentam o próprio salário em mais que o triplo da inflação. Paulistanos, reajam com panelaço e protestem na Avenida Paulista! Isso não pode ser ignorado, é uma tapa na cara dos paulistanos.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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FURTO QUALIFICADO

Curto e grosso: afinal, são vereadores ou são bandidos?

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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UTILIDADE

Além de dar nome às ruas e aumentar os próprios salários, o que mais nossos vereadores sabem fazer?

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CORREÇÃO NECESSÁRIA

Acerca dos comentários do "furo" existente nas contas do governo e antes de cobrar a conta do povo, proponho a seguinte sugestão, a vigorar por dois anos: 1) nenhum funcionário público receberá mais do que o presidente da Republica, seja que referência ou título tiver; 2) a Câmara Municipal de cada município só poderá gastar a título de salários para todos os seus empregados, inclusive os vereadores, 15% do que arrecadar com seus impostos; 3) a Assembleia Legislativa de cada Estado só poderá pagar para todos os seus empregados, inclusive os deputados, até 15% do que for arrecadado em impostos estaduais; 4) ao deputado federal, representante de cada Estado, caberá o mesmo valor e a mesma proporção do deputado locado na Assembleia Legislativa do Estado que representa; 5) quanto ao senador da República, os Estados serão responsáveis por seus salários, na mesma proporção dos deputados estaduais; 6) haverá tabela de salários, pré-formulada, com cargos, salários, responsabilidades, atribuições; 7) que essa tabela, para qualquer cargo, não ultrapasse 80% do salario do presidente da Republica; 8) todos os funcionários das casas administrativas serão nomeados por concurso, não havendo nomeações ou benefícios ou serem admitidos e nomeados para serviços em gabinetes de pessoas não concursadas; 9) qualquer nomeação de não concursados será paga diretamente pelo interessado deputado, vereador, senador, ou titular da pasta onde o funcionário estiver lotado, durante o período do mandato; 10) após aposentadoria, nenhum funcionário público ou de cargos de senador, deputado, vereador, governador, prefeito, vice, receberá valor de aposentadoria maior do que dez salários mínimos e sem cumulatividade. Ao funcionário em atividade que não concordar com isso será feito acordo com o governo, sendo, então, aposentado recebendo o teto máximo de aposentadoria de dez salários mínimos, se tiver base para isso. Com isso corrigimos excesso de gastos, teremos Previdência Social enxuta e gastos dentro da arrecadação de cada município, Estado ou da Federação. E quem quiser sair, a porta estará aberta.

 

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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QUEDA DE JUROS NA MARRA 

Fico muito preocupado com as manchetes dos jornais de terça-feira que destacam que o governo Temer pressiona os bancos públicos para que reduzam as taxas de juros. Uma estupidez! É bom lembrar que a destronada Dilma Rousseff, como retórica populista desprezível de poder, fez também uso indevido dos bancos públicos com uma série de linhas de crédito a juros bem abaixo do mercado, e deu no que deu! E, ainda, sem que os fundamentos macroeconômicos justificassem, Dilma pressionou também o Banco Central, totalmente subserviente na época, a derrubar em menos de 24 meses a taxa Selic de 12,5% para 7,25%, em outubro de 2012. E hoje, pelos graves erros cometidos na gestão petista, estamos pagando caro essa irresponsabilidade! Espero que o atual presidente abandone qualquer tentativa de derrubar juros, incluindo a taxa Selic, fora dos padrões das regras de mercado. Nesse sentido, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ao ser questionado por jornalistas, fez muito bem ao afirmar "não repetiremos erros do passado" e que não vai "pressionar os bancos públicos a reduzir juros". Aleluia!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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PRESSÃO

Governo faz pressão para que bancos públicos reduzam taxas de juros. Pergunto ao governo: a intenção é reduzir ou trazer a um patamar honesto, justo e condizente com o que se cobra pelo mundo afora? Afinal, considerando o caos estabelecido no Brasil, os que recorrem ao sistema financeiro, sujeitando-se a pagar as taxas atuais, o fazem por extrema necessidade para tentar obter fôlego e sobreviver à crise. Porém o que temos visto ocorrer é exatamente o contrário, pois tais tomadores antecipam sua falência.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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O ÔNUS DA RECONSTRUÇÃOÃO

Altamente relevante e preocupante o artigo de Almir Pazzianotto Pinto "O ônus da reconstrução" (20/12, A2). Temos uma legislação trabalhista utópica, criada pelo populismo demagógico. Impõe muitos direitos de trabalhadores sem se preocupar com seus deveres e seu peso na operacionalidade e rentabilidade dos empreendimentos dos quais dependem. É uma fórmula que, nas crises como a atual, leva empresas a falirem ou a se mudarem para nações com mais flexibilidade na contratação e demissão de mão de obra. Diz-nos Pazzianotto: "A CLT disciplina pedidos de demissão e despedidas individuais, por falta grave ou sem justa causa. Ignora cortes coletivos decorrentes do colapso da economia ou o insucesso da empresa causado por fatores insuperáveis de mercado. Pune o empregador, como se fosse responsável pela estagnação que nos legou o Partido dos Trabalhadores". E faz uma pergunta crucial a quem está sem emprego há vários meses e não encontra colocação: "Se gostaria de obter trabalho com 12 meses de salários, férias de 15 dias negociáveis, horas extras com adicional de 10%, ou se lhe basta a riqueza de contar, no papel, com a legislação mais protecionista do mundo". A concorrência internacional está cada vez mais acirrada, especialmente a da China.  Vamos ficar dormindo na ilusão dos muitos e irrealizáveis direitos trabalhistas impostos pela Constituição de 1988 ou vamos acordar para a realidade de que é melhor ganhar menos, mas ter trabalho gerado por uma economia saudável e competitiva? Para reconstruirmos o que o PT destruiu, temos de assumir o ônus e esquecer os direitos excessivos que provocam nosso atraso. É uma decisão crucial que temos de enfrentar urgentemente!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

   

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A COMPETIÇÃO CHINESA

Achei muito lúcido e realista o artigo de Almir Pazzianotto no "Estadão" de 20/12, ao abordar a influência da competição chinesa e da nossa sufocante legislação trabalhista na atual crise de desemprego. Como proprietário de uma pequena indústria de aparelhos elétricos, gostaria de acrescentar alguns fatos que devem espelhar as dificuldades que afligiram e ainda afligem milhares de pequenos empresários pelo Brasil afora. Quando começamos, em 1990, todos os insumos que usávamos eram fabricados no Brasil. Nas lojas, nossos equipamentos competiam com os de outros fabricantes nacionais, de forma dura, mas leal, pois as dificuldades enfrentadas eram semelhantes. Após 2000, as multinacionais começaram a transferir as fábricas de componentes para a China e começamos a depender da importação destes. A situação começou a ficar realmente ruim quando equipamentos similares chineses começaram a chegar ao mercado por volta de 2005. Beneficiados por condições mais favoráveis, os importados foram chegando e derrubando, por meio de preços muito mais competitivos, os equipamentos nacionais. Aos fabricantes brasileiros restou fabricar produtos inéditos ou, então, simples e baratos, volumosos e pesados, cujo frete inviabiliza a importação. Outra opção é atender aos convites dos chineses para fabricá-los no exterior e trazê-los prontos. Entrando em lojas de armarinhos, ferramentas, eletroeletrônicos, etc., é fácil de constatar hoje que de 70% a 80% dos produtos oferecidos são chineses. Ou seja, regredimos ao nível de países atrasados, ao exportamos nossas matérias-primas para serem transformadas e gerarem empregos no exterior. Como o relato se tornou extenso, deixarei para abordar a questão trabalhista em outra ocasião, agradecendo desde já a oportunidade.

João Carlos A. Melo jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

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LUCIDEZ

Do excelente artigo de Almir Pazzianotto, destaco o trecho que é um lampejo de lucidez e realidade: "A destruição provocada pelo PT não pode ser perdoada. Moral e materialmente, o País foi arrasado. Ao dar crédito à demagogia petista, o povo colaborou para que isso acontecesse. Encerrada a faxina em andamento, cabe-lhe, agora, arcar com o ônus da reconstrução" (Almir Pazzianotto).

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

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REFORMA TRABALHISTA

 

A proposta do Planalto de alterar a legislação trabalhista para possibilitar novos contratos de trabalho, na realidade, deve ser bem aceita e estudada pelo Poder Legislativo, porque dela vai depender a atuação de milhares de empresários na contratação de trabalhadores. Ressalte-se que os sindicatos não dão empregos e, pois, suas obstaculações não podem ir ao ponto de impedir que a massa de 12 milhões de desempregados continue aumentando. Se não houver a flexibilização da legislação trabalhista, o desemprego continuará assustador. Afinal de contas, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) tem 73 anos e não mais está em conformidade com o que corre na matéria no planeta.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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AÇÃO SINDICAL

Muito interessante a carta do sr. Miguel Torres, vice-presidente da Força Sindical, publicada neste "Fórum" em 21/12. O autor critica medidas cogitadas pelo governo para aliviar o horror de 12 milhões de desempregados, ao estabelecer a "contratação por hora trabalhada, com jornada intermitente". Alega ele que tais medidas esfacelam a CLT. Ele não percebeu ainda que o esfacelamento dessa velha senhora de mais de 70 anos é o que o País mais precisa. Queixa-se de que tal medida "enfraquece o alcance da ação sindical". Lembro, aqui, que o maior alcance da ação sindical é meter a mão no bolso do trabalhador, sindicalizado ou não, e roubar-lhe um dia de trabalho a título de contribuição sindical. Queixa-se de muitas coisas, fala de elite e de patrões predadores. Esqueceu-se de elencar entre a elite a sua, de sindicalista predador, que vive à custa do trabalhador. Até quando?

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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SINDICALISTAS

Estes pelegos que se dizem sindicalistas não querem perder a boquinha. Neste momento em que o País necessita de reformas, entre elas a trabalhista, eles usam este espaço para críticas infundadas. Se fossem sindicalistas, como a maioria no mundo (que procura o interesse único e exclusivo do trabalhador), sentariam para dialogar com o governo e contribuiriam favoravelmente nas decisões tão essenciais nos dias atuais.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo 

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AS CONTAS DO BNDES

Dilma Rousseff já foi e nunca devia ter vindo, Michel Temer assumiu e até agora em nada convenceu, e sabe-se lá se vai ficar. Passaram-se seis meses, e ninguém ainda abriu as contas do BNDES. Afinal, o que há de tão vergonhoso que não possa ser dado ao conhecimento público? Onde está o verdadeiro buraco nas contas públicas do Brasil? Não me digam que a culpa é da pensão da viúva! 

Oswaldo Colombo Fho. colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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JULGAMENTO NO TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode vir a cassar a chapa vitoriosa Dilma/Temer, de 2014, e promover novas eleições presidenciais. Se comprovados os motivos, que se faça o que a lei impõe. A pergunta crucial, nesta época, é se terá coragem de prosseguir com as reformas fundamentais o(a) novo(a) ocupante do cargo. Como conviver com tanta insegurança, sempre criada por nossos ímprobos e demagogos políticos? 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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IMPARCIALIDADE?

Li no "Estadão" de 20/12 que, "diante das novas revelações vindas da delação de executivo da Odebrecht, de que a chapa Dilma Rousseff e Michel Temer recebeu R$ 30 milhões por meio de caixa 2 da empreiteira em 2014, a ordem no governo é esticar ao máximo o julgamento de ação de cassação que corre no Tribunal Superior Eleitoral". A solução do governo e "chicanar" mesmo, no melhor estilo procrastinatório, contando com a parcialidade já exaltada de Gilmar Mendes a fim de encaixar o julgamento para o segundo semestre de 2017, quando já terá nomeado para o Tribunal Superior Eleitoral dois novos ministros. A imparcialidade do juiz é pressuposto para que a relação processual se instaure validamente. Será que nossas Cortes Superiores, todas elas com ministros nomeados pelo presidente da República e sabatinado pelo Senado, são mesmo e completamente "imparciais"? Será esta "imparcialidade" um dos critérios que o professor de Direito Constitucional utilizará na escolha dos dois novos ministros do TSE, que julgarão a sua própria causa (relativa à ilicitude do recebimento de R$ 30,5 milhões, pagos pela Odebrecht à chapa Dilma/Temer)? Isso parece confuso demais para que um cidadão integrante de um Estado Democrático de Direito consiga entender...

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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DILMA-TEMER

Chapa Dilma-Temer 2014, não dá para separar dois nomes unidos pelo hífen, pois não?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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NÃO MANDA MAIS

Michel Temer pode continuar na Presidência da República, mas não manda mais no País, isso já ficou claro com a aprovação da renegociação das dívidas dos Estados. Um presidente da República acuado, refém do Tribunal Superior Eleitoral, do Supremo Tribunal Federal e da Polícia Federal não vai mais mandar no País. O Brasil só tem a perder com um presidente fraco como Temer: vossas excelências vão vender cada vez mais caro o apoio político e não se sentirão na obrigação de cumprir o prometido, pois o presidente não tem mais moral alguma para impor nada. Se Temer insistir em mandar em alguma coisa, ele será imediatamente lembrado de que seu mandato não vale mais nem um tostão furado. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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É DISSO QUE O PT GOSTA

A oposição que se criou com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o poderoso império do Partido dos Trabalhadores tem todo o direito de ameaçar a sua volta ao poder, não porque os eleitores irão inocentar ou até minimizar o assalto perpetrado pelos lulistas/dilmistas que deixaram o País a pão e água. Essa nova versão da Fênix que ressurge das cinzas, segundo a mitologia, se deve unicamente à disputa de aura, de demonstração de poder e fortíssima tendência ao estrelato. Trata-se da insistência onagra do senador Aécio Neves em querer ignorar a atual liderança política do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como único candidato à Presidência da República capaz de exorcizar Lula, Marina, Ciro Gomes e genéricos, e ainda enterrar de vez as cinzas da Fênix possessa. O governador de São Paulo soma uma liderança política indiscutível, haja vista quando tirou João Dória da cartola e confiou-lhe uma das maiores prefeituras do mundo. Como administrador, basta comparar a situação de outros Estados com a de São Paulo. O momento não é de afagar egos, mas de salvar o Brasil.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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SUICÍDIO

Depois de o Brasil exibir ao mundo a bizarrice de juízes criminosos serem aposentados, em vez de afastados e julgados, nessa ordem, e de sua Justiça permitir que o presidente do Senado continue a exercer o cargo na qualidade de réu, pode-se esperar qualquer extravagância, como, por exemplo, a aceitação, pelo Tribunal Superior Eleitora (TSE),  da candidatura à Presidência de Lula, já anunciada, em 2018, hoje indiciado em cinco inquéritos, mas considerado como o ainda grande líder do PT por comentarista político de uma grande rede de comunicação,  e, pior - levando em consideração a qualidade dos eleitores -, ser ele eleito. Materializado tal cenário, só restará a boa parte da população o suicídio indolor de nacionalidade.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SOM NA CAIXA

Se as cinco denúncias dessem o direito de pedir música num julgamento do STF, a Lula só restaria a "Marcha Fúnebre".

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PENTA

Nunca antes neste país um ex-presidente foi penta em denúncias.

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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SINA DA 'JARARACA'?

E a alma viva "mais honesta deste país" enriqueceu o seu currículo com mais uma denúncia aceita pela Justiça.

Odilon Otávio dos Santos

Marília

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MAIS UM DESCUMPRINDO ORDEM JUDICIAL 

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, alvo da Justiça por degradação ambiental, entre inúmeras outras falcatruas e agora condenado definitivamente a pagar quase R$ 400 mil ao corretor de imóveis, João Carlos Goulart de Moraes, afirma que "isso é coisa particular e que não há interesse público", além de não acatar ordem judicial. Ora, como ministro de governo de Michel Temer, deveria, sim, ser probo e cumprir ordem judicial, qualidades que não respeita. A demonstração de pouco-caso vem confirmar a veracidade de todas as falcatruas que responde pelo País. Fora grileiro!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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JANOT E A MP DO ENSINO MÉDIO

O procurador-geral da República acaba de considerar inconstitucional a Medida Provisória (MP) que reforma o ensino médio ao dar parecer solicitado por ministro do STF. Ele disse que a medida não é urgente. Parece-me que o dr. Rodrigo Janot anda muito ocupado e não percebeu algumas coisas que vale relembrar. Os estudantes brasileiros estão estagnados há 15 anos nas principais avaliações do exame Pisa. Projeto de lei sobre a reforma anda (?) a passos de cágado no Congresso Nacional. A evasão escolar dos estudantes nesta fase do ensino é enorme, com a consequente geração "nem-nem", em virtude do desinteresse pela grade curricular. Ora, dr. Janot, acorde aí!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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A VEZ DAS TELES

Venho indignado solicitar à Polícia Federal, ao Ministério Público e às demais autoridades que investiguem a fundo o perdão das dívidas das empresas de telefonia e as doações feitas a elas pelo governo Temer. É óbvio que substituíram as empreiteiras e as empresas públicas pelas teles, para que o esgoto da corrupção não deixe de ser perene nesta paródia de nação onde os Três Poderes não são menos paródias. Com certeza, as indústrias, o comércio, os serviços e nós, contribuintes, não teremos nossas dívidas perdoadas se viermos a faltar com os pagamentos, como, aliás, deveríamos faltar de agora em diante. Mas devemos exigir os mesmos direitos das teles: perdão das dívidas e recebimento de doações de patrimônio, como, por exemplo, imóveis financiados. Certo de poder contar com vossas autoridades, estarei no aguardo - e acredito que milhões de brasileiros também o estarão - de que mais estes crimes sejam punidos.

Nelio Alves Gomes raytomonelio@hotmail.com

Curitiba

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NEGÓCIO DA CHINA

O sr. Gilberto Kassab acha que a entrega de um patrimônio público estimado em R$ 80 bilhões às empresas de telefonia é um grande negócio. A dúvida é: grande negócio para quem?

Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças real742@yahoo.com.br

Poços de Caldas (MG)

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ATITUDE CONDENÁVEL

Vladimir Putin condenou o assassinato a tiros do embaixador russo na Turquia, Andrei Karlov. Existem maneiras mais requintadas para acabar com a vida do inimigo provocando bastante sofrimento, como um chá verde servido em xícara com a alça e borda pincelados com polônio... - receita muito usada por Putin, o novo czar russo, ao estilo de Ivan IV, o terrível, comparado a Vladimir, um aprendiz.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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'MEU ÚLTIMO DESEJO'

Notável a crônica de Arnaldo Jabor ("Meu último desejo", 20/12, C8). Por coincidência, ainda sem lê-la, eu estava tentando escrever algo parecido. Mas o que me distancia de Jabor, além do talento, é a sua visão mundial como alvo de preocupação. Provinciano, meu texto teria um gran finale que não iria além de São Bernardo do Campo.

Enio Basílio Rodrigues enio@goconsult.com.br

São Paulo

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ARNALDO JABOR

Arnaldo Jabor, por sua coluna "Meu último desejo", mereceria uma comenda do Estado Islâmico pelas habilidades de recrutador de assassinos mostrada em seu texto. Tanto mais abusivo por causa do apelo para que - a bem da humanidade - alguém se habilite a matar Donald Trump. Apelação doentia de Jabor, tanto pior pela arrogância demonstrada quanto a um sentido altruísta que teria tal ação homicida. Jabor, que no auge da campanha eleitoral americana já nada acrescentava - ao concluir que Trump deveria perder o pleito porque seria o grande satã -, agora, então, resolveu apelar de vez. Pouco ligando de estar escrevendo num jornal que detesta apelações do gênero, assim como a maioria de seus leitores.

Roberto Santos de Carvalho rotaquatrocentos@gmail.com

Santos

 

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