Fórum dos Leitores

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Impresso

02 Janeiro 2017 | 03h00

NOVOS PREFEITOS

Em São Paulo

O empresário João Doria Júnior tomou posse como prefeito da cidade de São Paulo, a maior da América Latina e uma das maiores do mundo. Gerir bem uma cidade como esta é tarefa só para quem tenha competência e seja honesto no trato com os bens alheios. Eu acreditei no Doria e nele votei. Porém, agora, vem a prova dos noves. As prioridades de São Paulo são muitas e os recursos, poucos. Uma dessas prioridades, declarou o novo prefeito, é construir creches o mais rápido possível, para que as mães das crianças possam trabalhar e auferir recursos para custear as despesas da casa. Outro grave problema da cidade são as enchentes. Doria apresentará um projeto técnico realmente qualificado para resolver de fato as inundações ou continuará com obrinhas meia-boca, gastando fortunas do dinheiro público sem nada resolver, como vêm fazendo todos os prefeitos há mais de meio século?

BENONE AUGUSTO DE PAIVA

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

Cidade Linda

Passei o Natal na cidade do Rio de Janeiro e fiquei muito impressionado com a limpeza, a segurança e a boa manutenção da região central, no eixo Cinelândia-Avenida Rio Branco-Porto Maravilha, com o VLT funcionando perfeitamente. Fez-me lembrar o desejo de ver o centro histórico paulistano nas mesmas condições. Que o programa Cidade Linda não fuja do desafio de tornar o nosso centro, finalmente, um lugar aprazível para paulistanos e turistas. Esse é um grande desafio para a nova gestão, de João Doria Júnior.

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

Calçadas paulistanas

Lei aprovada em 2013 pelo então prefeito Gilberto Kassab desencadeou uma verdadeira onda de terrorismo sobre os munícipes, principalmente os menos favorecidos. Enquanto os contribuintes procuravam desesperadamente consertar ou retificar suas calçadas, comprometendo o orçamento doméstico, sendo pressionados por fiscais ou pretensos fiscais, a Prefeitura não se preocupava em cuidar nem outros locais públicos. O ex-prefeito Fernando Haddad seguiu os passos do antecessor e somente no ocaso de seu mandato mudou a legislação sobre calçadas, talvez pela inviabilidade de fiscalização. Fica a expectativa sobre a atuação do novo prefeito nessa questão, esperando-se que o povo não seja novamente prejudicado, como em tantos outros assuntos, nas diversas esferas.

CARLOS GONÇALVES DE FARIA

sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

Inspiração

Os prefeitos e vereadores que assumem o cargo agora poderiam inspirar-se no juramento dos cadetes da FAB quando recebem seus espadins: “Nós não faltaremos com a verdade, não nos apropriaremos de bens alheios e não buscaremos obter vantagens impróprias, assim como, não ocultaremos entre nós quem assim procede”.

JORGE PEIXOTO FRISENE

jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

GOVERNO TEMER

Reajuste para servidores

Na República da Banânia, você tem de educar seus filhos para serem funcionários públicos, de preferência para os cargos de alto escalão. Ou, melhor ainda, tornar-se políticos. Se houver algo melhor, avisem-me, estou educando uma filha de 15 anos.

VANDERLEI ZANETTI

zanettiv@gmail.com

São Paulo

Coragem, presidente

Após a fixação de teto dos gastos por 20 anos, o governo aprova aumento contraditório e irracional de funcionários públicos, que gozam de anacrônica estabilidade. Lembremos que os trabalhadores da iniciativa privada que mantiveram o emprego estão recebendo reajustes inferiores à inflação. Além disso, os milhões que foram demitidos nos últimos três anos sofrem reduções drásticas de até 50%, ou mais, no salário nominal quando encontram outro emprego. E 12 milhões seguem desempregados, com perda de 100% do salário! Sr. Michel Temer, tenha coragem e defenda quem sustenta o País. Redução de jornada e de salários do funcionalismo já! E aumento das contribuições previdenciárias dos servidores ativos e inativos que recebem acima do teto do Regime Geral de Previdência Social.

SERGIO LUIZ JABUR SALOMÃO

sljs@uol.com.br

São Paulo

Salário de auditor

O governo – digamos o presidente Michel Temer – deveria aproveitar o momento econômico e demonstrar à sociedade que está agindo seriamente para pôr a economia e o País nos eixos. Nesse caso dos salários, não só de auditores, mas em geral, fazer como as empresas organizadas: estrutura de cargos e salários, pesquisa de mercado em grandes e médias empresas e salários adequados ao mercado com alguns benefícios e política de carreira, que possam atrair bons profissionais. Acabou há muito o tempo em que ninguém queria ser funcionário público. Esta é a hora de acabar com mordomias e supersalários.

VITOR DE JESUS

vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

Vinho e vinagre

Extremamente oportuno o editorial Há trabalho a mostrar e a fazer (30/12, A3), no qual se concluiu ser preciso “reconhecer uma abissal diferença entre o governo de Michel Temer e a anterior administração – ele está trabalhando”. Nada poderia ser tão inquestionavelmente justo quanto ao cotejo das duas administrações. Com palavras muito mais singelas que as do editorialista, tentei expressar – embora sem nenhum êxito, é verdade – esse enorme abismo entre Michel Temer e Dilma Rousseff, como se o primeiro fosse um vinho de ótima qualidade, enquanto a segunda, infelizmente, não terá passado de um péssimo vinagre. Enfim, foram duas formas de dizer a mesma coisa: o governo de Dilma, populista e demagógico, não passava de uma falsa conversa fiada; o de Temer, impopular e responsável, tenta transmitir à Nação uma verdadeira conversa afiada.

NEWTON DE LUCCA

desnewtondelucca@gmail.com

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e próspero ano-novo de Lucia Melchert, Márcia Callado, Nelson Penteado de Castro, Newton Faro, Paulo Monteiro, Roberto de Lucena, Ronaldo Iabrudi – Groupe Casino, Sergio Eduardo Cunha – MindWay Inteligência Empresarial, Sergio Salgado de Oliveira, SPMJ Comunicação, Tawil Comunicação, The Number One Talentos e World Fair Trade Organization (WFTO).

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NOVOS PREFEITOS

Novos prefeitos assumem em quase 6 mil cidades no Brasil. Há uma grande oportunidade de surgirem novos líderes políticos para ,quem sabe, mudar para nosso triste quadro onde não se salva ninguém . Independente do partido de cada novo prefeito , que eles hajam com honestidade e caráter. E talvez formem novos militantes , diferentes dos cãezinhos amestrados do PT ou os bobocas do PSDB. Com o estrago histórico da organização criminosa PT-PMDB no poder, uma nova ordem politica precisa ser formada. A hora é agora.

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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POSSE DOS PREFEITOS

Nos 5.565 municípios do Brasil, prefeitos eleitos, e reeleitos em 2016, tomaram posse de seus mandatos! Teve até eleito que saiu da prisão só para tomar posse, como o da cidade de Osasco- SP. Mas, para lograr este importante cargo majoritário, durante a campanha eleitoral, esses hoje prefeitos, mesmo conscientes de que o País, atravessa profunda recessão econômica, e as prefeituras sem dinheiro em caixa, e ainda com dívidas astronômicas, apelaram e mentiram aos eleitores prometendo o que não deviam e jamais vão entregar! E neste rol de promessas vãs inclusive também estão prefeitos das maiores cidades do País, como o Marcelo Crivella (PR) do Rio, Kalil (PHS), de Belo Horizonte, e João Doria Jr. (PSDB) de São Paulo, etc. Certamente vão decepcionar seus munícipes, já que, nestas 5.565 cidades nada vai melhorar por obra e graça destes novos prefeitos. Porém cara de pau e tempo para culpar seus antecessores pela situação financeira calamitosa que encontraram não vai faltar... Este é infelizmente o perfil vexaminoso da classe política brasileira, que não se importa em desmoralizar esta terra tupiniquim, para a qualquer custo se manter no poder!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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RIO DE JANEIRO

Em seu discurso de posse o prefeito Crivella disse que "é proibido gastar". É? Então, prefeito, comece cortando a verba para queima de fogos, contratação de cantores(as), conjuntos musicais, palcos, verba para parada gay e outras. Tudo isso pode ser patrocinado pela iniciativa privada e a rede hoteleira. O poder público banca tudo e não tem nenhum benefício.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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POSSE DE JOÃO DORIA

Na cerimônia de posse do novo prefeito da cidade de São Paulo, observou-se que João Doria puxou discretamente a cadeira para a mulher se sentar; o petista, não; nova primeira-dama não ostentava a cor do partido, como a outra, vestida de pimenta e toda cheia de joias, petistamente adornada; quando citou a Assembleia de São Paulo, Doria acrescentou “a mais importante do País”, sem vergonha nem eufemismos, fazendo jus à verdade; fez um convite a todos os ex-prefeitos, formando um conselho que deve se reunir 3 vezes por ano, dando mostras de sabedoria e discernimento. Por esses sintomas, gostaria que alguns jornalistas mais afoitos deixassem de lado seus “a priori” e suas considerações sobre a pessoa do novo prefeito, pois não se trata de ter qualquer simpatia pelo estilo pessoal, mas sim pelo arcabouço de possibilidades. Por que não se fala do estilo estudadamente descontraído de Fernando Haddad, ou do modelito dos “garotos espertos” que levaram o Estado vizinho a uma vergonhosa e envergonhada falência? Por que não se questiona o fato de quando grafiteiros “ocupam” espaços da cidade estão se apropriando do que é de todos? Será que já ocorreu a alguém que esse tipo de manifestação poderia ocorrer em espaços específicos, e não a esmo? Eu pago imposto e tenho direito a paredes limpas, ao silêncio visual. Tenho direito a muito mais, inclusive a não ver gente atravessando as marginais, o que certamente impediria atropelamentos. Tenho direito a não ser marginalizada só porque sou da classe média, essa imensa maioria silenciosa que elegeu o novo prefeito. Basta! Quero minha cidade de volta!

Marly Netto Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo

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MUITA DIFERENÇA

Se dermos uma espiadela nas formações acadêmicas de Fernando Haddad e de João Doria, dá para entender por que Haddad se definiu "professor", e Doria é chamado pelo Estadão como o "gestor" que nasceu na política (1/1/2017). Olhando rapidamente a biografia dos dois, percebe-se as diferenças. Alguém já imaginou Haddad apresentando um programa televisivo com entrevistas de executivos e mulheres bonitas? Não, são mesmo muito diferentes. Penso que muitos acreditam que Haddad fez o que pôde. Sua vinculação com o PT, especialmente com Lula não é suficiente à sua rejeição. Tanto é diferente da ala radical petista, que abriu a prefeitura a Doria e sua equipe, para que fosse se fazendo a transição. Haddad foi professor de Ciência Política da Universidade de São Paulo, instituição onde graduou-se em Direito, fez mestrado em Economia, e doutorado em Filosofia. Um homem muitíssimo bem formado pelas cátedras. Doria é bem formado pela política, pelo marketing e por tudo o que diga respeito ao universo business. Alguém já imaginou Haddad escrevendo um livro de autoajuda? Doria fez vários. Pois bem, o que nos resta é esperar que o pragmatismo e sua atitude voraz do novo prefeito em promover profundas mudanças na maior cidade da América Latina resultem num lugar melhor para se viver.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO SOB NOVA DIREÇÃO

Sejam bem-idos, 2016 e (indi)gestão Haddad. Sejam bem-vindos, 2017 e gestão Doria. Acelera, SP!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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HADDAD

Com base no desastroso resultado da administração petista do Haddad na Prefeitura de São Paulo, fica fácil saber quem foi o ministro durante sete anos que conseguiu colocar o Brasil na 83.a “honrosa” posição no ranking mundial de educação.

Frederico Fontoura Leinz fredy1943@gmail.com

São Paulo

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HINO NACIONAL

Na abertura da cerimônia oficial de posse de Doria, data maxima venia, a execução do que seria o Hino Nacional Brasileiro, desfigurado por um arranjo “pseudopopulista”, foi, na verdade, um total desrespeito a um dos símbolos máximos de nossa Pátria.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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DISCUSSÃO

Há uma discussão sobre João Doria ter usado o discurso de ser administrador, e não político, para se eleger. Ora, o cargo de prefeito é eminentemente político e será necessário a política para poder administrar a cidade. Onde está a propaganda enganosa? Vamos torcer para seus bons discursos se concretizem.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MODA GARI

Mais do que vestir roupa de gari é necessário e urgente dar a eles condições mais dignas de trabalho, como investir em tecnologia de limpeza e alojamentos mais decentes – onde os colaboradores possam tomar banho e se alimentar. A limpeza pública em São Paulo ainda está muito atrasada, principalmente a limpeza de bueiros e bocas de lobo . Eles também precisam urgente de ginástica laboral. O trabalho deles é cansativo, o desgaste é enorme. O aumentozinho na participação do lucro das empreiteiras que tiveram no ano que passou foi graças a uma reclamação de José Paulo de Andrade e Fábio Pannunzio, no Jornal Gente, sobre a mixaria que recebiam. O Pannunzio inclusive quis saber onde as empreiteiras guardavam tanto dinheiro. Duas empresas de varrição estão recebendo em 5 anos mais de 7 bilhões de reais da Prefeitura. A gestão petista foi péssima para os garis .

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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FLUIDEZ NAS MARGINAIS

Bastou o Prefeito de São Paulo, João Doria Junior, anunciar, sensatamente, a mudança de velocidade das Marginais de 50km/h para 70km/km, o que ainda é baixo, já que trata-se de uma auto-pista sem trânsito de pedestre, para que a tropa de choque dos xiitas da mobilidade urbana entrassem em ação, defendendo o atraso e a mediocridade. Usando o argumento estapafúrdio de que a velocidade de 50 km/h diminuiu o número de acidentes com mortes naquelas duas importantes vias de trânsito da Capital Paulistana, eles chutam a lógica para debaixo do tapete por conveniência, acreditando que todos os paulistanos são desinformados e incapazes de fazer deduções lógicas com um mínimo de razoabilidade. Associar a redução de 34, para 27 mortes por atropelamentos graças a redução da velocidade é subestimar a inteligência alheia. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. As razões para a redução de atropelamentos podem ser várias, inclusive o fato de pedestres ficarem mais atentos e não atravessarem em vias movimentadas como as Marginais, fora dos faróis ou passarelas. Neste caso o sucesso não é a redução da velocidade, mas as campanhas de conscientização. Até por que, carros não sobem encima de passeios para atropelar pedestres. Marginal é lugar de carro e não de pedestre. Portanto, atropelamentos regra geral acontecem por negligência ou imprudência de pedestres, e não por que a velocidade é 50km/h ou 70km/h. Verossimilhança, não é a velocidade a causa, mas o mal comportamento de quem não se protege ao atravessar vias de trânsito rápido. Calçados em discursos politicamente corretos e exemplos de cidades que não se aplicam a realidade Brasileiras, (cidades europeias de clima frio e topografia plana) a turma do "deixa disso" age contra o desenvolvimento tentando, em vão, exorcizar o carro. Vale lembrar para os xiitas que carros não sao conduzidos por ETs, mas por indivíduos que fizeram escolhas e que merecem respeito, fluidez e vias capazes de receber volume cada vez maior de veículos que o Brasil produz. Veículo cada vez mais potentes e largos, diga-se de passagem. São Paulo tem mais de 26 milhões de veículos e a cada dia essa frota vai aumentar, exigindo do poder público medidas eficientes que incluem obras, vias sem interrupção de tráfego, um pitada de ousadia, menos conversa mole e mais atitudes. Parabéns ao prefeito João Doria Júnior por compreender isso e devolver as Marginais a fluidez que elas necessitam para escoar o tráfego de São Paulo e de todo o Brasil que passa por ali.

José Aparecido Ribeiro, especialista em mobilidade urbana, membro da Comissão Técnica De Transporte da Sociedade Mineira de Engenheiros, Presidente da ONG SOS Mobilidade Urbana jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

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DISPUTA PELO SOM NA PRAIA DA GUARUJÁ

É lamentável, que pessoas não saibam aproveitar a praia com o q ela tem, areia, água e boa conversa. Com esses sons altos, que podem ser curtidos em ambientes adequados, demonstram a falta de respeito e educação cada vez mais precária. As prefeituras deveriam intervir.

Daniel Vitório danielvigrot@gmail.com

São Paulo

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PANCADÃO EM PITANGUEIRAS E NO CENTRO PAULISTANO

Obrigada, Estadão, por mostrar que uma minoria (ainda, porque a praga se espalha) literalmente usa caixas de som para privatizar a areia no Guarujá para sua diversão exclusiva, desrespeitando todas as outras pessoas que vão à praia para relaxar e não para ter os ouvidos explodidos por música que não pediu no último volume. A prefeitura é a primeira a ser responsabilizada por essa selvageria que transformou uma ex-praia linda em lixão. A poluição sonora grave, a música compulsória incessante agravada pelo barateamento das caixinhas de som, é um não-assunto na imprensa e no Brasil. Não há nada mais invasivo e destruidor do sossego. É de derreter o cérebro. Faz terrível mal à saúde. E nada mais simples de resolver, porque as leis existem todas, é só fazer cumprir. Peço, por favor, que a reportagem do Estadão atente para o que está acontecendo também no centro de São Paulo, no calçadão da rua Barão de Itapetininga e no recém-inaugurado e malfeito calçadão da rua Sete de Abril, mas não só, onde a cada par de lojas existe um amplificador ligado no último volume esquizofrênico, onde até vendedores de CDs piratas anunciam seus produtos ilegais explodindo o volume das músicas, onde até as Casas Bahia, na frente do Municipal, se comportam como pancadão contínuo, com picos assassinos de 110 decibéis, ao capricho do dono. Na Sete de Abril, ontem, dia 31 de dezembro, havia quatro pequenas lojas geminadas no mesmo número 381, cada qual com seu amplificador projetando uma música diferente no passeio público, o que é expressamente proibido pelo decreto Decreto nº 47.990, de 2006, que por sua vez regulamenta uma lei de 1995. Esse inferno sonoro acontece das 9h às 20h. E, às 19h pontualmente, os bares se transformam em casas de música ao vivo a céu aberto, com amplificadores gigantes, explosivos, que estão expulsando da rua os moradores que pagam condomínio caro, mais alto que a média paulistana, anos a fio, para reerguer prédios destroçados por anos de abandono. Os bares privatizam a rua com amplificadores para vender mais bebida alcoólica. À medida que a noite avança, porque a bagunça vai até o metrô fechar, os clientes e os músicos vão ficando mais bêbados e mais arruaceiros. Estadão, venha ver o que está acontecendo, por favor. Venha ver o lixão a céu aberto em que se transformou a Sete de Abril, não só pelos amplificadores, mas porque ele foi entregue sem as lixeiras mecanizadas prometidas, quiçá pagas, e as lixeiras improvisadas são reviradas pelos moradores de rua a qualquer hora do dia e da noite. A rua, sob o sol, é fétida. Em outubro, eu tinha quatro vizinhos no nono andar do meu prédio; hoje, estou sozinha no andar, com três apartamentos vazios. Em outros andares os inquilinos também fogem, e os proprietários estão sendo demolidos vivos nos seus apartamentos. Venha ver o que acontece, Estadão. Não é só aqui: é na cidade inteira, no Estado inteiro, como vocês mostraram bem com a matéria sobre a praia de Pitangueiras, no Guarujá. Socorro, Estadão. Mas feliz ano novo para vocês.

Lucia Boldrini lucia.boldrini@gmail.com

São Paulo

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O MAIS VOTADO DE GOIÂNIA:

Que surpresa agradável foi essa ter lido no Diário da Manhã de Goiânia do dia 01 de janeiro de 2017 que o nosso super conhecido, amigo e benquisto Cajuru foi o eleito o vereador mais votado de Goiânia, 37.796 votos. Faço questão de cumprimentar o saudoso amigo Cajuru pela brilhante vitória alcançada e ao mesmo tempo lhe desejar muito sucesso neste novo ano que inicia e nessa nova empreitada escolhida. Parabéns também a Goiânia que conseguiu arregimentar um cidadão de alto quilate, um valoroso cidadão que certamente provocará um rebuliço renovador moral e de grande competência que será de muita utilidade para Goiânia e para o Estado de Goiás. Parabéns, Goiânia!

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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UM ANO ESPECIAL

2017 ficara marcado na história do Brasil. Tentaremos sair da lama, da cratera enorme que o Governo Lula fase um e fase dois (com Dilma) nos levaram. Vamos lutar para recriar 12 milhões de empregos roubados do povo junto com o inédito 1 trilhão de reais desviado pelas maiores empreiteiras do País. Infelizmente a credibilidade de todas faz parte do passado, mudar de nome não muda nada, uma Lulabrecht não teria credibilidade nenhuma, seria uma piada de mau gosto, mas o nome apropriado para fechar com chave de ouro o ciclo de contravenções entre o público e o privado, políticos e empresários e a certeza da pena desproporcional ao dano causado ao país que será a prisão domiciliar ( prisão na mansão a beira mar ou no apartamento de cobertura) quando deveria ser o confisco de todo o patrimônio e no mínimo 20 anos de prisão no regime fechado, uma utopia, não estamos nos EUA, Japão, Cingapura, estamos no País que tem a Constituição e o Código Penal elaborado e aprovado por políticos para sua segurança e liberdade. Esquecendo que estamos perdendo de goleada para os políticos e seus sócios vamos dar boas vindas ao ano de 2017, especial, é um numero primo... o que significa absolutamente nada! É o que nos resta, fazer piada para não cair em depressão...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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FAZ DE CONTA

Dizem que Brasília será outra depois de 2016... Pois sim, nem um bebê nascido em primeiro de janeiro de 2017 acreditaria nesta fábula, os responsáveis pelo ajuste fiscal são os mesmos que aumentam seus salários, os corruptos e corruptores que entram e saem das páginas policiais continuam sendo os articuladores do Brasil de amanhã. A nós, da fila do INSS, da miséria social, da humilhação salarial, da educação zero, da violência apocalíptica, resta a incômoda sensação de dormir e acordar nos braços do inimigo.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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SÃO SILVESTRE E UFC

Nos últimos eventos esportivos do ano nada de surpresas. Na 92ª maratona internacional da São Silvestre os vencedores foram os tradicionais africanos. Na prova feminina venceu a queniana Jemima, e na masculina venceu Leul Aleme, etíope. Cada um vai receber R$ 90 mil pelo triunfo. Qual o segredo de tanto sucesso dos africanos em maratonas? E no UFC 207, na luta principal pela categoria peso galo feminino, a brasileira Amanda Nunes, atual campeã da categoria lutou com a americana Ronda Rousey, ex-campeã e queridinha da organização, mídia e torcida. E expectativa era grande pela luta, mas Amanda, a popular leoa não tomou conhecimento do currículo de Ronda, e aos 48 segundos do primeiro round nocauteou a bonitinha americana. Foi um show! Amanda faturou entre contrato e prêmios quase R$ 800 mil, enquanto que Ronda faturou R$ 10 milhões pela surra. Enfim, correndo, batendo e apanhando o esporte tem suas curiosidades.

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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GLOBO , ORA A GLOBO...

A TV Globo faz: 1) Desrespeito ao público espectador. Não são todos os espectadores que gostam de novelas. TV Globo não respeita os horários anunciados. Há uma novela que informa terminar o capítulo às 19 horas. Desrespeita a informação. Um noticiário regional marcado para começar às 19 horas, a novela ultrapassa o horário, há dias em que o noticiário atrasa 15, 20 minutos. Safadeza! Respeitar o espectador é obrigação!!! 2) São Silvestre: saudade do tempo em que a corrida de São Silvestre começava perto da meia-noite e era transmitida por rádios (várias emissoras). A Globo assumiu a transmissão da corrida, faz o horário a seu bel-prazer, passou para a tarde, agora foi para a manhã. Desrespeito à tradição paulista! Que se danem seus clientes de fuso horário mais adiantado, ora! A qualquer custo, deve ser mantida a tradição paulista, início há quase um século, graças à Gazeta. A volta à tradição não vai, com certeza, abalar a ganância da Globo para vender ao mundo a corrida. Lembro que a São Silvestre se tornou internacional há mais de sessenta anos, sem a interferência da Globo.

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

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CLASSE E ELEGÂNCIA

O complexo prisional de Bangu é o mais chique do Brasil. Já hospedava um ex-governador, agora tem até embaixatriz...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ASSALTOS A CAIXAS ELETRÔNICOS

Diariamente, temos notícias de caixas bancários eletrônicos assaltados, com atuação cada vez maior das quadrilhas organizadas. Evidentemente, a proteção, que se baseia na anulação das cédulas mediante aspersão de tinta, não está funcionando. Há necessidade do problema ser tratado pelas autoridades, com a urgência necessária. Entretanto, não temos tido notícia de estar o mesmo sendo objeto desse tratamento, o que indica continuarem os assaltos. Até quando?

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

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A CHACINA DE ANO NOVO

A chacina de Ano Novo, com mais de uma dezena de vítimas, choca tanto pela crueldade da escolha do momento de atirar, durante a queima de fogos, como pela brutalidade de ocorrer no momento de confraternização da família na festa de réveillon. Uma briga judicial não pode ser resolvida com as próprias mãos. Devemos refletir sobre a importância de canais de mediação para a solução de conflitos, frente à crescente intolerância e falta de diálogo na sociedade.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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ATROCIDADE NA TURQUIA

A matança indiscriminada de inocentes em uma das mais belas casas noturnas do mundo - LA Reina, Istambul, choca mais uma vez. O terrorismo islâmico mais uma vez ceifa vidas de inocentes que se deveriam saudando a entrada de um novo ano. Mas... Em 04/06/2004 o Sr. Erdogan afirmou que o Hamas é um movimento de libertação e seus atos não devem ser considerados terrorismo e sim luta pela independência. Ele repetiu algo similar inúmeras vezes desde então. O Hamas, com seus atos terroristas, suicidas-homicidas, suas emboscadas e carros bomba matou dezenas de israelenses em inúmeros atentados. Usando exatamente a mesma lógica, o PKK é o ISIS são movimentos de libertação e seus atos não devem ser considerados terrorismo e sim luta pela independência. São exatamente as mesmas palavras, na mesma ordem e no mesmo contexto. Sr. Erdogan, pimenta no dos outros não arde mas no seu queima, não é mesmo?

-Marcos Susskind mlsusskind@gmail.com

São Paulo

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INFLUÊNCIA PAPAL

Pede, aos líderes mundiais, medidas mais concretas, oferendo em troca apenas medidas abstratas.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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