Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

05 Janeiro 2017 | 03h07

MASSACRE NO AMAZONAS

Terceirização do sistema

Neste momento, quando ainda repercute intensamente o mais recente massacre numa unidade prisional do Brasil, vem-me à mente a célebre frase atribuída ao magistrado norte-americano Louis Brandeis (1856-1941), que teria dito que “o sol é o melhor desinfetante”. Que sejam investigadas as relações entre o governo do Estado do Amazonas e as empresas supostamente contratadas a peso de ouro para administrar diversas unidades prisionais, entre as quais o Complexo Penitenciário Anísio Jobim, epicentro do massacre em tela. Informa o Portal de Transparência do governo do Amazonas (transparência.am.gov.br) que no período de 2010 a 2015 a Companhia Nacional de Administração Prisional (Conap) e a Umanizzare Gestão Prisional e Serviços Ltda. receberam valores próximos a R$ 500 milhões (R$ 493.320.555,60). A alocação de valores tão expressivos já está na mira do Ministério Público amazonense. A “terceirização” dos serviços penitenciários sempre foi aventada como solução para os gravíssimos problemas de superlotação do sistema prisional do nosso país. Em outros países existem relatos de que funciona bem. O problema é que, como em todas as demais esferas de administração pública, a regra no Brasil são desvios de recursos em detrimento da qualidade e necessidade do serviço que as empresas se propõem a realizar. E os números apresentados na experiência amazonense indicam, sem a menor sombra de dúvida, que urge uma auditoria séria nos contratos celebrados com essas empresas. A suspeita é de que muito dinheiro deve estar indo para o ralo da corrupção. São cifras deveras expressivas em qualquer lugar do mundo. No entanto, o que se observa é – justamente ao contrário de melhoria nas condições das prisões daquele Estado – a reincidência de um sistema falido e altamente perverso. Investigação já!

FERNANDO CESAR GASPARINI

phernando.g@bol.com.br

Mogi-Mirim

Nada muda

O governador do Estado do Amazonas, José Melo, recebeu R$ 300 mil da empresa que “administra” o presídio do massacre. Tudo igual no Brasil...

MILAN TRSIC

cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

Correlação

Haverá alguma correlação entre a presente disputa das organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas e as organizações criminosas que atuaram explorando o Estado brasileiro na última década?

JORGE A. NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Casas de horror

A estrutura penitenciária, altamente dispendiosa, está falida, por absoluta falta de criatividade e competência das autoridades responsáveis. Verdadeiras universidades do crime, criam monstros insensíveis e, em sua grande maioria, irrecuperáveis. Se mandássemos os políticos condenados por assalto aos cofres públicos para essas casas de horror, quem sabe teríamos a solução do problema.

OSCAR ROLIM JÚNIOR

rolimadvogado@gmail.com

Itapeva

Crime organizado

A rebelião no presídio de Manaus demonstra que o Brasil se tornou um centro importante do crime organizado global, nas esferas pública ou privada. A leniência das autoridades, as quais conhecem o problema, é manifesta. Se prendemos muito e erraticamente, não prendemos os grandes e maiores responsáveis pelos descalabros, notadamente políticos despreparados e umbilicalmente ligados às práticas espúrias de gestão. Que a morte de 60 presos seja o momento de retomada contra a corrupção e a impunidade, fatores causadores da macrocriminalidade e dos incontáveis problemas sociais que afligem a população e violentam a cidadania.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

‘Normalidade’

O que aconteceu no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, é o retrato fiel e sem retoques da imundície dos presídios brasileiros, fruto da gestão obscura e sem noção dos nossos administradores públicos (governadores, secretários de Segurança, secretários de Assuntos Penitenciários e diretores de quase todas as unidades prisionais do País). O Estado brasileiro não tem nenhuma preocupação com sua população carcerária, começando pela Justiça, passando pela Legislativo, omisso, e culminando com o Executivo, que nos últimos 30 anos pouco ou nada fez pela segurança pública no Brasil. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, teve a capacidade de afirmar que estava tudo “sob controle no Compaj”. Como se a entrada de facões e outras armas fosse sinônimo de normalidade para o ministro tucano.

RAFAEL MOIA FILHO

rmoiaf@uol.com.br

Bauru

Barbárie & cidadania

O que mais falta na administração penitenciária é vergonha na cara. E isso até o ministro da Justiça está careca de saber.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

GOVERNO TEMER

Um fator a considerar

A conduta jornalística do nosso Estadão – pelo menos na tradicionalíssima terceira página – tem sido de um brilho, bom senso e honestidade intelectual dignos de sua história e da confiança com que os leitores o agraciam. Entretanto, o editorial Torcer contra as projeções (4/1, A3) parece-me que merece um reparo. Não pela análise do histórico das projeções, corretíssima. Mas por não levar em conta um fato da maior relevância. Todas as projeções criticadas tinham contra si a tragédia da gestão petista e seu sistemático labor de insanidade, incompetência e ideologia tresloucada. O atual governo, apesar de ter o desafio de “tourear” os bandos de marginais políticos soltos na Câmara e Senado e a tigrada petista – faminta, uivando nas centrais sindicais, nas organizações não governamentais (ONGs), nos “mauvimentos” ditos sociais, “neossemboquinhas”, blogs a soldo e meios de comunicação irresponsáveis –, apresenta uma inestimável dose de bom senso na condução da coisa pública. A situação não é a ideal porque o governo Temer ainda é obrigado a ceder, aqui e ali, ao apetite dos facínoras. Sua popularidade, minada pelos meios de comunicação irresponsáveis e remanescentes da máquina de propaganda lulopetista, enfraquece o governo. Mas devemos ser razoáveis na avaliação da ação dos atuais dirigentes. Já não é o PT a comandar. As previsões otimistas têm, como nunca tiveram, uma boa chance de dar certo.

ALEXANDRE DE M. MARQUES

ammarques@uol.com.br

São Paulo

“Educação, educação e mais educação. Essa é a única maneira de salvar

o Brasil da barbárie”

ELIANA FRANÇA LEME / SÃO PAULO, SOBRE O MASSACRE 

NO PRESÍDIO DO AMAZONAS

efleme@gmail.com

“Se a morte dos 60 detentos em Manaus é considerada uma tragédia, que nome se deveria 

dar aos 170 homicídios cometidos diariamente Brasil afora?”

JORGE THOMAS SCHWARZENBERG / SÃO PAULO, IDEM

jorge.thomas1@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

EFEITO-DOMINÓ

O governo federal e os estaduais estão muito preocupados com a chacina no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, em que morreram 56 presos. As condições sub-humanas, o excesso de lotação carcerária e os maus tratos foram o estopim, já anunciado, para o início de uma guerra entre facções que pretendem dominar o tráfico de drogas no País. Ocorre que a tragédia já era esperada, mas mesmo assim os governos foram desidiosos e não deram a atenção necessária, pois não angariam votos. Agora, o medo é de que a carnificina se espalhe por todos os demais presídios do País e isso custe mais caro ainda aos cofres públicos, com indenizações às famílias destes criminosos - haja vista que todos estão sob a tutela do poder público. A vergonha é retratada pela mídia mundial. Parabéns, governantes! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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SANGRENTA REBELIÃO

Facções rivais decidiram articular uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, onde os presos tinham celulares, bebidas alcoólicas e armas. Rios de sangue correram nesse presídio do Amazonas, resultado de 56 mortes. Vários corpos foram decapitados e esquartejados num verdadeiro massacre. Pelo menos 200 prisioneiros fugiram. Os líderes da chacina conseguiram mostrar o poder de suas facções e, principalmente, o completo despreparo das autoridades estaduais e federais.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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GUERRA NO TRÁFICO DE DROGAS

 

Conforme noticiado, 56 presos foram mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, como resultado de uma batalha entre as facções Família do Norte (FDN), ligada ao Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, e Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo. Essas facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas agem dentro das penitenciárias brasileiras, nas favelas e cidades brasileiras há muito tempo, e os governos federais anteriores - FHC, Lula e Dilma - sempre passaram as responsabilidades para os governos estaduais equivocadamente, pois na verdade o tráfico de drogas é um problema nacional, e exemplo clássico disso são as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que se associou ao tráfico de drogas e enfrentou o governo colombiano por mais de 50 anos. Está aí um problema e tanto para ser enfrentado pelo atual governo reformista do presidente Michel Temer.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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CARNIFICINA

Será que pode causar surpresa a carnificina nos presídios de Manaus? Os problemas do sistema penitenciário brasileiro têm décadas e a única coisa que os governos vêm fazendo é constatar os fatos. Deviam se envergonhar!

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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NÓS NÃO IMPORTAMOS

A briga de facções no presídio de Manaus chocou mais pelas imagens das barbaridades feitas alegremente pelos próprios perpetradores. Cabeças cortadas a serrote e corações arrancados eram mostrados em vídeo como troféus por bandidos que de seres humanos nada têm. São monstros e não existe "ressocialização" possível para quem comete tamanha barbaridade. A maioria da população preocupou-se mais com aqueles que fugiram e estavam à solta, prontos para fazer conosco o que fizeram com os companheiros de pena. Chocou mais saber que as famílias daqueles presos podem ser indenizadas pelo Estado - leia-se "nós". São 60 mil assassinatos por ano no Brasil. Grande parte das vítimas é gente trabalhadora, que jamais pisou numa cadeia. Para suas famílias, o Estado não oferece sequer um pedido de desculpas! Assistimos a jornalistas, autoridades, "especialistas, defensores públicos e ministros se debruçarem, preocupadíssimos, sobre o bem-estar dos bandidos, e não há como não sentirmos um gosto amargo na boca por constatarmos que nós nunca merecemos a mesma consideração. Se aqueles monstros vivem num pequeno inferno, nas cadeias lotadas, diante daquilo que fazem com tanto prazer, aquilo ainda é pouco. Mereciam coisa pior! Mas qual! Se a polícia adentrasse no presídio, seria um suicídio moral. Levaria a culpa do morticínio, condenada por imprensa e defensores de "direitos humanos", sem direito de defesa. Bem fez em não se meter e deixar que os presos se matassem. Lá se vão mais de 30 anos em que se protegem os bandidos, se fala em "ressocialização", em superlotação, em condições desumanas nas cadeias, se dá até mesmo "bolsa-bandido", e o resultado é o que se vê. O tráfico tomou conta do País e os bandidos têm a força. As fronteiras continuam escancaradas, drogas e armas circulam livremente. Em alguns casos, como no Rio de Janeiro, simplesmente não existe mais solução para o problema. Há mesmo um poder paralelo, consolidado e intocável, um enclave dentro do próprio Estado, que ninguém parece capaz de desmontar. O problema é muito maior que cadeias superlotadas, mesmo porque não existe, há décadas, interesse em construir cadeias. O Brasil foi tomado pelos bandidos. Eles mandam. Eles "formam opinião". Eles comandam campanhas para descriminalizar drogas. Eles fazem o que bem entendem e, presos, ainda se riem com razão, afirmando que, em questão de meses, voltarão às ruas. Eles sabem que serão protegidos. Eles tornaram o Brasil o maior consumidor de crack do planeta e um dos maiores consumidores de cocaína e maconha. Somos rota de tráfico internacional, grandes exportadores de drogas ilícitas. Não nos iludamos, senhores! Existem mais coisas entre o tráfico e o Estado do que supõe nossa vã filosofia. Neste jogo de grandes interesses e muito dinheiro envolvido, nós, cidadãos de bem e os 60 mil assassinados por ano, não temos a menor importância.  

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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DIREITOS HUMANOS

Cadê o pessoal dos direitos humanos? Se fosse a polícia a matar 60 presidiários, o barulho seria ensurdecedor. Justificadamente, diga-se. Mas quando bandido mata bandido não há nada a falar? Essa parcialidade, totalmente injustificável, é também explícita quando bandido mata policial. Nunca houve um protesto ou missa para as centenas de policiais assassinados. Faz com que cada vez menos acreditemos em ONGs e pastorais dos direitos de somente alguns humanos. 

Júlio C. Lima Neto Julio.CruzLima@plastekgroup.com

São Paulo

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O CAOS DOS PRESÍDIOS 

Nosso país não aprendeu nada com a vergonha do massacre do presídio do Carandiru (SP), em que 111 presos foram mortos em outubro de 1992. E pelas mesmas razões de superlotação dos imundos presídios e rivalidade entre facções outros massacres infelizmente aconteceram, como a do fim de semana em Manaus, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim. Se não foi por obra dos policiais que invadiram na época o Carandiru, neste caso foi briga entre facções: a FDN possivelmente foi quem matou 60 membros rivais do PCC, de São Paulo. Parece que esta história da criminalidade no Brasil não tem fim. Já somos campeões mundiais com quase 60 mil assassinatos por ano, 500 mil detentos espalhados pelos desumanos presídios do País e centenas de milhares de criminosos ainda a serem capturados. E a perspectiva é horrível, já que esse número vergonhoso da criminalidade deve crescer. Mesmo porque, foram reduzidas as verbas destinadas pelo governo federal à área de Segurança Pública, e tampouco estão sendo são liberadas. Para aumentar a nossa indignação, certamente não vai faltar discurso de ministro, etc. dizendo que agora o problema será resolvido. Uma farsa, perfeita balela.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PLANTANDO CATÁSTROFES

Nos últimos dois anos, o governo federal reduziu em 85% o seu já insuficiente repasse aos Estados para a construção e reestruturação de penitenciárias. Trata-se de um caminho seguro para ultrapassar o Estado Islâmico em número de decapitações. Se já não bastasse ao Brasil o primeiro lugar nos rankings mundiais da corrupção e dos desastres ecológicos... 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA

Segundo informações da Rádio CBN, quase a metade do sistema prisional brasileiro comporta prisioneiros provisórios, caríssimos e que pode ter uma parte de inocentes nesse número. E mais: grande parte deles está presa por crimes não violentos, ou seja, a quarta maior população carcerária do mundo poderia ser diminuída, se a Justiça fosse mais célere e terminasse com os processos pendentes por muitos anos. Os prisioneiros provisórios, mesmo que condenados, poderiam ter suas penas mais brandas do que o tempo que passaram presos provisoriamente. Quer dizer: a Justiça é a grande culpada pela situação calamitosa em que se encontram as cadeias no País. Que vergonha! Boa parte dos togados poderia deixar de lado suas vaidades, as disputas internas com seus pares e cuidar de trabalhar, parar de disseminar aos quatro cantos que há milhares de processos para cuidar, sentar em suas cadeiras, falar menos e trabalhar mais. Ao Poder Executivo cabe cuidar da educação com afinco e propiciar a oportunidade de retirar dos jovens o estímulo ao dinheiro fácil do tráfico de drogas. 

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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PENAS MAIS DURAS

Os 56 mortos no presídio em Manaus provocam dois tipos de reação: repulsa e apoio. Eu estou no grupo de apoio, porque as leis e juízes são lenientes, como se viu no caso do criminoso que matou a família em Campinas, apesar das várias queixas da ex-mulher. Aqui não há pena de morte, prisão perpétua, penas mais duras, mas há indultos de Natal, de Dia dos Pais, etc. Em Manaus, quem comandou as mortes foi o PCC, mas os roubos dos políticos de PMDB, PT, PP, etc. causam muito mais mortes.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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ESCOLA DE CRIME

Ao vermos as imagens dos corpos na rebelião do presídio em Manaus, ficamos pasmos com as condições deles, muitos decapitados. Felizmente, apesar dos pesares, esse absurdo ocorreu dentro de um presídio, entre presidiários, por poder de facções. Essa situação mostra a realidade de nossos presídios, que, diferentemente da sua finalidade, constituem uma verdadeira "escola de crime" dominada pelos presidiários.

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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VESPEIRO

Qualquer gato vira-lata sabe a tragédia que é o sistema carcerário do País. E não adianta injetar dinheiro, construir mais presídios e neles depositar os bandidos. Já somos a quarta maior população carcerária do mundo. O problema é a lei (ou a falta dela) que realmente puna, e não incentive até com bolsa-presídio (maior que o salário mínimo, por sinal). Façam os presos trabalharem para pagar a "estadia" e as próprias refeições. Os especialistas têm ene sugestões para melhorar a situação carcerária e da violência no País. Mas falta vontade política para tal. Aliás, a partir do momento que os próprios legisladores pertencem a verdadeiras quadrilhas, é utopia querer que dali saia alguma coisa. Que tal, para começar, tornar a corrupção e o tráfico de drogas crimes hediondos, com pena mínima de 30 anos? Mexi no vespeiro...

 

Domingos Cesar Tucci d.ctucci@globo.com

São Paulo

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CHACINAS E INCOMPETÊNCIA DOS GOVERNOS

A Umanizzare, responsável desde 2014 pela administração dos presídios de Manaus (AM), não está sozinha. O secretário estadual de administração penitenciária, Louisimar Bonates, aceitou sentar-se à mesa dentro do presídio Anísio Jobim, com o líder da Família do Norte (FDN), por não ser capaz de combater o grupo criminoso. Nesse acordo, o governo teria concordado em dar à FDN o controle absoluto da penitenciária. E deu no que vimos nessa horrenda chacina. Não há santinhos lá dentro, mas os responsáveis aqui fora colaboram para que esse horror continue. Não há fiscalização nas celas. Como pode ter 25 celas nesse presídio com frigobar, TV, paredes azulejadas, celulares, etc.? E a desembargadora (que está afastada e certamente recebe seus vencimentos) e os juízes envolvidos em dar sentenças a advogados de porta de cadeia que chegam a cobrar R$ 100 mil para livrar o preso da cadeia? Este assunto não é novo. O governo consegue bloquear sinal de celular onde quer, mas nos presídios não pode, pois fere o direito dos presos. Chegará o dia em que o grupo de baixo se unirá ao de cima e, aí, bye, bye, Brasil.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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BRASIL VERDADE

Quando aprendi a ler, eu via três frases pichadas no meu bairro: "O crime não compensa", "O petróleo é nosso" e "Biriba esteve aqui". Nunca conheci o Biriba, mas agora, passados 70 anos, sei que essa era a única frase verdadeira. Com a chacina de Manaus espalha-se a frase: "O 'problema do crime' é a lotação dos presídios". Onde está você, Biriba? Não há um "problema do crime" no Brasil... O problema do Brasil é o crime! A lotação é consequência de tantos crimes, e a solução é reduzir a criminalidade. Voltando à minha infância: o petróleo não é "nosso" e, infelizmente, o crime, no Brasil, compensa! Essa é a frase do Brasil verdade. 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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MISTÉRIOS NOS PRESÍDIOS

Superlotação e crime organizado no interior dos presídios não são nenhuma novidade e não há solução a curto prazo para estes graves e crônicos problemas que só vêm à tona quando acontece alguma rebelião. O que sempre foi, e permanece misterioso, é a falta de vontade das autoridades em instalar bloqueadores de sinal de celular nas proximidades das penitenciárias. A argumentação de que a falta do sinal prejudicaria a população que mora nos arredores nunca foi convincente. Não são poucos os lugares em São Paulo, por exemplo, onde o sinal é péssimo ou inexistente e os governantes pouco se interessam em resolver o problema. Mistérios...

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PRORROGAÇÃO

Pelo que estamos vendo, parece que o ano de 2017 será uma prorrogação de 2016, reeditada e piorada.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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RÉVEILLON SANGRENTO

 

12 assassinados em Campinas, mais 60 em duas unidades prisionais em Manaus, e assim o ano que mal despontou deu as primeiras notícias sangrentas. Corpos decapitados, massacrados, humilhados, alvejados à queima-roupa. Parte da barbárie sendo exibida nas redes sociais no acender das luzes de 2017, como se fosse coisa banal. A imagem deveria ser uma pegadinha, pensei de chofre, afinal quem ficaria martelando cabeças decapitadas com tamanha frieza no chão de uma quadra, enquanto comparsas chutavam corpos sem vida ou filmavam o cenário horripilante? Que barbárie execrável é esta? Coisa de filme de terror, coisa de pesadelo, coisa de ficção literária violenta. Aqui, no país tropical, colorido, de gente hospitaleira e feliz? Quase inacreditável. Quando foi que o homem resolveu virar monstro? Quando foi mesmo que o homem virou um ser ardiloso, completamente doentio, perdendo a noção de medida? Lembranças vieram à tona, nas grandes disputas sangrentas, em duas epopeias importantes.  Homero disse em "Odisseia" que os "homens carecem de amparo divino". Nada mais atual! Em "Ilíada", a peleja é mais violenta quando a ira de Aquiles (o anti-herói) atinge o ponto máximo da barbárie, ao arrastar o corpo do filho querido do Rei Príamo, como se fosse um pedaço de pedra. Após intervenção de Zeus, ele aceita devolver o cadáver para as honras funerais. O final da epopeia descreve a devolução do corpo de Heitor à sua pátria e à sua família, término da ira desmedida de Aquiles, quando a compaixão, finalmente, toca o seu ser. Pena que aqui, no país tropical, a história mostra outra realidade. Nada de ficção e de intervenções divinas para extirpar a ira desmedida dos humanos, no início ou no correr dos seus atos brutais. Nada para cessar o início do conflito; nada para fazê-los baixar as armas, poupando o sangue e a vida de seus semelhantes. Nada para apaziguar o ódio, a cólera desmedida, o embrutecimento, a falta de amor ao próximo; nada para fazer brotar a compaixão. Nada para extirpar daqui facções nacionais que se digladiam ferozmente. Nada para fazer calar os cantos furiosos e funestos deste país! Nada para serenar a loucura de um pai guiado pelo ódio! Eu queria que as histórias tristes de conflitos anteriores elucidassem taxativamente a importância da paz. Eu queria que as disputas acirradas e desleais fossem exemplos apenas nas histórias de ficção. Eu queria que casos anteriores de ira demonstrassem de fato que a violência só leva o homem à barbárie e à autodestruição. É preciso desbravar os mares tempestivos do ódio humano em 2017; é preciso desbravar nossos mares de incertezas, de intempéries, de inseguranças e de fraquezas. Tenho certeza de que os homens deste país carecem de amparos divinos e de tratados de paz, porque aqui há muita violência no ar, que deve ser relatada para servir de exemplo nunca a ser seguido. Mas acredito, acredito mesmo, que ainda temos jeito e tempo para mudar o rumo desse cenário caótico e bárbaro. O que sobrará de fato dessa cólera humana descomunal, que a gente vê todos os dias nos noticiários, como se as notícias criassem pernas, saltando das telas para enfiar suas lanças pontiagudas nos nossos corações? Ainda não sei! O que sobrará da vida dos que necessitam viver o resto de seus dias atrás das grades? Ainda não sei! Sei que andam adormecidos em céus de esperanças ao alcance de todos a paz e o respeito pelas pedras, ações únicas para aplacar esse mar de violência. Queria falar apenas do respeito, mas temo que por trás disso esteja a falência do Estado. Sem um Estado que provê a educação, nada de respeito.

Andreia Donadon Leal deiadonadon@yahoo.com.br

Mariana (MG)

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NAS MINAS GERAIS EM CRISE

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, citado na Operação Lava Jato e um dos escolhidos de Lula para presidente em 2018, pegou o helicóptero do Estado, comprado com dinheiro do povo mineiro, usou combustível pago pelo povo e foi buscar o filho, que passou as festas de fim de ano na casa de amigos, num luxuoso condomínio - e ainda teve a cara de pau de dizer que não fez nada de errado. Pelo amor de Deus, antes que este país acabe de vez, que continuem rápido com as sagradas delações restantes da Odebrecht. Só precisamos pensar em construir mais presídios rapidamente.

 

Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

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CHACOTA INSTITUCIONAL

 

O governador de Minas Gerais usa uma aeronave pública num Estado afundado em dívidas e, ainda assim, tenta justificar a utilização indevida. Ainda que haja dispositivos legais que permitam a utilização, isso é imoral. Um gestor público verdadeiramente comprometido e responsável, mesmo que a legislação permita, não gasta recursos públicos para uso pessoal. Aliás, ele deveria pagar o combustível utilizado e uma eventual manutenção. O que Pimentel fez foi uma chacota institucional.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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BOLSA RESSACA

Mais uma do PT: o governador petista de Minas Gerais, Fernando Pimentel, lançou mais um tipo de bolsa, o "Bolsa Ressaca". O filho dele ficou bêbado na balada de luxo e o papai foi buscá-lo com o helicóptero do governo, à custa do povo. Isso, sim, é que é socialismo! Pobre País!

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

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CINISMO ABSURDO

Nas diversas ocasiões em que afirmamos que o petelulismo, junto com sua gangue política aliada, aniquilou o Brasil e a sua população, sofremos diversas críticas, porém a cada dia que passa se comprova que estávamos totalmente corretos. Basta ver a petulância, a cara de pau e o cinismo dos políticos remanescentes do partido ainda no "pudê". O sr. governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), utilizou um helicóptero do Estado, que percorreu uma distância de 800 km, para trazer seu filho de volta do balneário de Escarpas do Lago para Belo Horizonte, onde passou o réveillon. Ainda tem a coragem e a desfaçatez de, mesmo com o Estado em meio à calamidade financeira, estar comprando dois helicópteros ao custo de R$ 21,8 milhões. Mediante o acima exposto, não estranhem se tais aeronaves já tenham destino certo, uma para uso de seu filho e outra para ele e sua esposa. Para que tenhamos a possibilidade de melhorar o Brasil nos próximos cinco anos, deveríamos cassar e extinguir o PT, né não?

     

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MORDOMIA

O que petista gosta é de mordomias, não é, sr. Pimentel? Três helicópteros? Só se for para ele, outro esposa, outro filhos usarem numa "emergência política".

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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O PIXÉ DA MALANDRAGEM

 

Não fosse o dinheiro repatriado, a enorme penúria em que estão atolados Estados e municípios brasileiros beiraria o caos no limite do incontrolável. A grana retornada não passa de malandragem legal para lavar fortunas até então ilegalmente guardadas no exterior. Resumo da ópera: governo e beneficiados com a repatriação nivelaram-se na esperteza do desvio. E, como Estados e municípios temporariamente tiraram a barriga da miséria, a alegria é geral com o pixé criminoso do jeitinho auriverde. 

 

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com

Belém

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DEPOIS DA FESTANÇA

Ao mesmo tempo que o governo do presidente Temer insiste em que os Estados devedores, para receberem ajuda federal, deverão deixar de reajustar os vencimentos de seus servidores, concede reajuste aos seus. Age como se somente os Estados estivessem descumpridos a legislação em vigor e se ele não tivesse nada que ver com o governo Dilma Rousseff. Comporta-se como se o PMDB não tivesse participado ativamente da coligação que elegeu a presidente deposta e muito menos apoiado as decisões que conduziram o nosso país à atual situação. E mais, como se as suas finanças estivessem em ordem, e não como tivesse aprovado um inédito Orçamento para 2017 com um déficit astronômico. O ministro da Fazenda veio a público dizer que o governo federal não é responsável pela situação dos Estados. Discordo: muitos governadores e prefeitos embarcaram no trem da alegria instituído a partir da quadrilha que se formou no governo federal e um número significativo de parlamentares e membros do atual governo, ainda em atividade, participaram ativamente dessa roubalheira. Mas, na verdade, nos Estados que se encontram em situação de descalabro, como, por exemplo, o Rio de Janeiro, seus governadores, todos peemedebistas, ressalte-se, embarcaram na "festança" que se desenrolou no País nos últimos 12 anos. A cada dia a Operação Lava Jato vai descobrindo novas e mais inacreditáveis maracutaias praticadas por corruptos que se tornaram milionários à custa do dinheiro público e ainda ocupam postos importantes, tanto no Executivo quanto no Legislativo. E agora o governo Temer quer enviar a conta para os trabalhadores, tanto da administração pública quanto da iniciativa privada. Aos primeiros aviltando-lhes os vencimentos, ao proibir seus reajustes ao longo dos próximos anos, apesar da inflação. Aos demais, impondo-lhes um novo e perverso regime previdenciário, que, na prática, os privará de usufruírem os benefícios da aposentadoria pelo simples fato de que a maioria falecerá antes disso. Não há dúvida de que a economia do País se encontra num inédito descontrole geral, o que, obviamente, demanda medidas amargas. Mas elas têm de "penalizar" todos, começando por aqueles políticos e apaniguados que ocupam cargos na administração pública, com salários e mordomias que são um acinte à maioria dos trabalhadores deste país que recebem um salário mínimo, ou um pouco mais. A classe política como um todo, que ignora as lições da história, ainda não se apercebeu de que o nosso tecido social está perigosamente esgarçado e nós não vamos, a exemplo dos franceses em 1789, comer brioches.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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ÉTICA E DECÊNCIA

A imprensa informa que o Equador é o terceiro país - depois de Panamá e Peru - a proibir a contratação de obras públicas com a Odebrecht. Logo virá a público a notícia de que outros países, zelando por sua dignidade, fizeram o mesmo. Por enquanto, o Brasil parece algo reticente e, com o argumento de "salvar" empregos, vai exercendo sua leniência e sua tropical e macunaímica frouxidão. Espero que venhamos a ser o bom exemplo às nações que se querem respeitadas por seu princípios éticos e morais, como já o fizeram Panamá, Peru e Equador.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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LULODEBRECHT

Enquanto até o "bobolivariano" Equador investiga e aplica sanções contra o consórcio petralha/Odebrecht, aqui os esquerdopatas ainda babam pelo chefe da quadrilha...

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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CONTRATOS COM O GOVERNO

A moda agora é impor a empresas contratadas pelo governo um corte nos valores contratados ou impedi-las de corrigir os valores contratados com cláusulas de correção pela inflação. Dessa forma, os gestores aparecem bem para os eleitores, mas fica a pergunta: contratos assinados com o governo não valem? Como vamos trazer capitais para desenvolver a infraestrutura, se estamos mostrando a eles que seus contratos com o governo pelo prazo de 30 anos não têm segurança jurídica?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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MIGRAÇÃO

Empresas brasileiras saem do Brasil e montam suas fábricas no Paraguai, país vizinho. Opção por menos impostos e encargos trabalhistas. Com a palavra, os digníssimos sindicalistas que pensam e lutam tanto pelos "trabalhadores brasileiros". Se não me engano, são totalmente contra as reformas trabalhistas que trariam o País à modernidade. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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RECORDE HISTÓRICO

Nunca antes na história deste país o número de desempregados havia atingido a marca dos 12 milhões. Mais um pouco e chegaríamos aos 13 milhões, que são um número considerado azarado para muitas culturas, e, por coincidência, é o número que identifica o partido político responsável por mais este recorde e que ficou 13 anos no poder. Para não atingirmos outros recordes negativos, a solução é boicotar todo candidato ligado ao 13.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DESEMPREGADOS SEM CASTA

Discordo do líder sindical Genival Beserra Leite quanto às ideias que sugere no artigo "Herdeiros medievais contra a terceirização" ("Estadão", 3/1). Várias afirmações não procedem. Não é verdade que a categoria "enfrenta a forte oposição da Justiça do Trabalho, que insiste em manter os trabalhadores terceirizados nos andares de baixo da economia". A Justiça do Trabalho há muito editou o Enunciado 331, protegendo especificamente o empregado terceirizado especialmente em seus incisos IV e VI, que garantem a responsabilidade subsidiária do tomador de serviços que conste do título judicial, pelo pagamento de todas as verbas decorrentes da condenação. Ou seja, a proteção ao empregado terceirizado subsiste ainda quando seu empregador não disponha de meios a pagar as verbas devidas. Nesta hipótese, cumpre à tomadora de serviços a responsabilidade pela quitação (responsabilidade subsidiária). Então como assim? Quem ocupa os "andares de baixo" da economia? Quanto às críticas feitas pelo articulista ao Ministério Público do Trabalho, poderia ficar linhas e linhas enumerando ações propostas pelo parquet quando há inadimplemento de obrigações trabalhistas pelo empregador direto, todavia não disponho de espaço para isso. O Ministério Público do Trabalho de várias unidades da Federação já entrou com ações civis públicas, e outras, objetivando o pagamento das verbas trabalhistas devidas aos terceirizados. Então, honestamente, não enxergo esta orfandade dos empregados terceirizados narrada pelo articulista, muito menos seja hipótese comparável ao "ludismo". A mim, a comparação traduz até uma certa prepotência. Não consigo vitimizar os terceirizados. Vejo, sim, com profunda preocupação o indecente número de desempregados, demitidos por empresas tomadoras ou prestadoras de serviços. Para estes - os desempregados - não há proteção legal. Estão aí, como os dalits da antiga Índia, que não pertenciam a nenhuma das castas (empregados diretos ou terceirizados). Eram intocáveis por serem impuros. Exatamente com estes que me inquieto. Profundamente.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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A TERCEIRIZAÇÃO COMO VILÃ

O presidente do Sindeepres, maior sindicato dos trabalhadores parceiros - terceirizados - do Brasil, que congrega cerca de 500 mil associados, no seu belo artigo "Herdeiros medievais contra a terceirização", publicado no "Espaço Aberto" de 3/1, associa alguns líderes sindicais, seus "colegas" (sic), ao movimento ludista do século retrasado, que não aceitavam que as máquinas substituíssem os trabalhadores. Na verdade, caro presidente, comparativamente àquele movimento, nos dias de hoje, seria o mesmo que quebrarem computadores que substituem muito mais mão de obra do que aquelas primitivas máquinas. Mas há uma estratosférica diferença com o processo produtivo gerencial da terceirização, que, muito pelo contrário, não substitui trabalho humano por computadores, mas, sim, os contrata. A terceirização não demite, contrata. Nesse sentido, como não se pode criticar o avanço da tecnologia, pois todos nos beneficiamos dela, os líderes caranguejos, que não têm agregado nenhum valor à evolução do País - não assinaram a Constituição; achavam que o Plano Real era um engodo; nunca aceitaram a Lei de Responsabilidade Fiscal, tanto que lutaram desesperadamente contra ela também agora, no impedimento da presidente Dilma, só para ficar com dois exemplos - transformaram a terceirização em bandeira política, portanto a grande vilã de todos os males da relação capital x trabalho. A verdade é uma só: a parceria entre empresas, que mais gera oportunidade de emprego formal no País, só tem um objetivo, que é atender melhor o consumidor, que, por sua vez, somos todos nós. 

Erminio Lima Neto erminio.lima@gmail.com

São Paulo

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RETROCESSO DA ECONOMIA

A economia do País retrocedeu ao ano de 2012, porque 25% do crédito recebido nos últimos 12 meses não retornou ao mercado, ficando nas mãos dos bancos e estabelecimentos credores. O porcentual representa R$ 1 trilhão, montante que impressiona qualquer observador de outras economias de vanguarda, que entenderão melhor a recessão profunda em que o Nação está atolada, ficando difícil ao atual governo alavancar a economia com as costumeiras e usuais medidas contra a recessão. Mas o País precisa de novos engenhos para que os investidores acreditem no potencial do governo para vencer a crítica situação. Caso contrário, vamos continuar patinando.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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CRISE FISCAL

O colunista Amir Khair, em "Diagnóstico e proposta" (1/1, A20), dá a receita para a solução da crise fiscal brasileira. Se o autor é mestre em finanças públicas e demonstra essa forma tão simples, por que os governos não a adotaram? Afinal, nem álgebra é. Trata-se de simples aritmética. Alguém me explica? 

Luiz Loureiro loureiroefabiana@gmail.com

São José dos Campos

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GESTÃO MUNICIPAL

Manchete de segunda-feira, 2/1/2017, no "Estadão": "Prefeitos tomam posse com discurso contra gastos e cargos". Trata-se de um primeiro sinal positivo. Considero-o mais um resultado da movimentação da cidadania. Esta, agora, há de se agrupar em cada município para acompanhar o cumprimento das promessas e monitorar os gastos dos orçamentos municipais

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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TRANSMISSÃO

No momento, meu interesse maior não é nos prefeitos que assumem o cargo. Eu quero saber quais os prefeitos que deixaram as prefeituras funcionando e com as contas em dia. Quais os partidos que deixaram suas prefeituras cumprindo suas funções e passando aos seus sucessores saldos em suas contas.

Alfredo M. Dapena alfredomdapena@gmail.com

Rio de Janeiro

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GRANDE TESTE

Iniciamos 2017 com nova esperança. A nossa São Paulo tem um novo prefeito que chegou com propostas diferentes, que efetivamente trazem nova luz e um novo jeito de governar. João Dória é um homem com experiência empresarial e sua visão não é a do político tradicional. Uma forma diferente, esperamos, de gerenciar uma cidade do tamanho da nossa, com seus problemas graves e sérios, com uma demanda social enorme, com problemas constantes que devem ser enfrentados com força, persistência e competência. Passamos os últimos quatro anos numa cidade abandonada. Lixo acumulando nas ruas, edifícios públicos sem restauro, parques e lugares públicos abandonados, a população mais carente desprezada e deixada de lado. O ex-prefeito Fernando Haddad olhava apenas para seus projetos alucinados que recebiam aprovações apenas de seus pares que vivem numa realidade paralela, e não numa cidade concreta, viva, que exige ações contínuas e gerenciamento consciente. Graças ao bom senso do povo paulistano, o senhor Haddad não teve uma segunda chance: a vitória acachapante de João Dória no primeiro turno foi o grande recado que demos ao antigo prefeito e seu partido. Queremos gente capaz, com visão de futuro, comprometida com o bem-estar da população. Queremos uma cidade da qual nos orgulhemos mais uma vez, uma São Paulo que cresce e acolhe todos que aqui chegam. Uma cidade limpa, segura, confortável, feita por homens e mulheres conscientes que abracem a causa pela vida, que circulem pelas ruas em segurança. Dória fez muitas promessas durante a sua campanha. Tenho consciência de que a sua plena realização será difícil. Este ano que se inicia será o grande teste do novo prefeito. Enfrentará obstáculos, sentirá oposição, perceberá que muitos terão resistência com suas propostas. Faz parte do jogo democrático. Eu desejo que ele tenha perseverança e saiba que a população que votou nele tem a esperança de uma vida melhor. Se conseguir diminuir os gastos públicos, limpar a cidade, acabar com as cracolândias e cuidar das crianças, será um começo exemplar. Nosso papel agora não é o de apenas colaborar. Nossa parte será feita, todos os dias, como sempre fizemos. Nosso papel também é o de vigiar as ações do prefeito e sua equipe, exigir o cumprimento de suas promessas de campanha, apontar caminhos possíveis para que seu trabalho seja desenvolvido para o bem comum, cobrar de nossos representantes a dignidade que é exigida de qualquer cidadão de bem. Seja bem-vindo, prefeito Dória. Depositamos nossa confiança em você.

Ricardo L. Carmo lcarmo24horas@yahoo.com.br

São Paulo

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PROMESSAS

A atitude o prefeito eleito de São Paulo, João Doria, bem com de seu vice, Bruno Covas, ao se fantasiarem de gari antes do carnaval, simulando varrerem a Praça 14 Bis, foi um ato de marketing político ou hipocrisia? Já está na hora de ambos descerem do palanque e começarem a trabalhar, afinal de contas, são 118 promessas de campanha, 1 a cada 12 dias de mandato, a serem cumpridas. 

Arnaldo Luiz de O. Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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O GARI JOÃO DORIA

O último presidente que usou a vassoura como símbolo não deu certo. É bem verdade que, no caso atual, Dória é prefeito, mas prefeito da maior cidade da América do Sul, que supera vários países. Não sou muito favorável a isso, não. Assuma sobriamente, de preferência sem muita pompa ou promessas, que é melhor. Este negócio de vassoura (e não varreu), de doar sangue, é muito clichê.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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NOVA GESTÃO MUNICIPAL

O maior desafio será manter toda a equipe com a mesma pegada do chefe. Espero que o prefeito Doria tenha essa capacidade de manter na equipe o foco e o entusiasmo, o que é uma virtude dos verdadeiros líderes. Se não conseguir, ficará, como as outras gestões, aquém do que precisamos. 

 

Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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A PALHAÇADA CONTINUA

Mudam os palhaços mas as palhaçadas continuam as mesmas, vejamos: Dória e Bruno Covas se vestem de gari; Dória nomeia Denise Abreu, seu cabo eleitoral, para diretora do Departamento de Iluminação Pública; Dória e Alckmin congelam tarifa básica do transporte, mas reajustam a integração, penalizando, assim, 48% da população usuária desse sistema; Milton Leite é eleito presidente da Câmara de Vereadores, diz que reajuste de salário dos vereadores não é afronta à sociedade e todos entram em recesso, só voltam em fevereiro (todo trabalhador tira férias após um ano trabalhado, já os vereadores começam com recesso, férias... ah, Brasil!). 

Agostinho José de Sá agostinho.bsa@gmail.com

São Paulo

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FIANÇA E PATRIMÔNIO

Rogério Lins, o novo prefeito de Osasco, que acaba de sair da cadeia, no âmbito da Operação Caça-Fantasmas, um esquema de fraudes envolvendo a contratação de funcionários fantasmas na Câmara da cidade, diz que fez um empréstimo para cobrir a fiança de R$ 300 mil, que será pago em 60 parcelas. Seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral é de pouco mais de R$ 253 mil. Ele apresentou o contrato do empréstimo? Qual foi a garantia dada?

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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ESTADOS UNIDOS

Não faz sentido o "Guia prático para resistir a Trump". Não haverá nova Guerra da Secessão no século 21. As instituições norte-americanas são suficientemente fortes para resistir a Trump e o Estado da Califórnia não é a sexta economia do mundo, mas apenas parte muito importante da maior economia do mundo, os Estados Unidos da América, hegemônico globalmente.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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ÓPERA BUFA

A brilhante dra. Monica de Bolle (25/12, B5) definiu o que será a era Trump: "Viveremos a era da estupidez em todo o seu esplendor patético a partir de 20 de janeiro de 2017". E resumiu o que a América Latina viveu nos últimos anos: "contaminada pela esquerda idosa, aquela que quando ficou velhinha veio morar no Brasil, na Argentina, na Bolívia, no Equador e na pobre Venezuela". Ainda citou nosso complexo de vira-lata e nossas ideias toscas. Resumiu a ópera bufa que encenamos para o mundo.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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'TRAVESSIA 2016-2017'

Excelente o caderno "Aliás" de 1.º de janeiro de 2017. Destaco os textos de Luiz Zanin Oricchio, José de Souza Martins, Hilário Franco Júnior e Ugo Giorgetti, que trouxeram certo alento a algumas questões que trago na alma.

Marina Jarouche Aun marjarouche@gmail.com

São Paulo

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JORNALISMO

Uma boa reflexão fez Carlos Alberto Di Franco sobre o jornalismo, porém com alguma conotação comercial, uma vez que transforma os leitores em consumidores ("A pegada do jornalismo", 2/1, A2). Há certa contradição, pois a defesa inicial de praticar a paixão na profissão vai contra a objetividade. Aquela é onipresente, esta, forçada e, muitas vezes, vendida como pseudo-matéria-prima fundamental do jornalismo. Fatos são muitos, verdades, poucas.

 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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'A PEGADA DO JORNALISMO'

 

O artigo de 2/1 foi direto ao meu coração. Seu recado, sua análise, despertou minha atenção. Faz tempo que me irritam os jornalistas que parecem ser mais importantes que os entrevistados. Como o autor diz: "O bom repórter é um curioso essencial (...) esquadrinha a realidade (...)" - longe disso. Muitos preâmbulos e pouca disposição para ouvir. Sem falar nas interrupções que não permitem a finalização das respostas. Desde 1974 até 1993 fui assinante do "Estadão". Naquele ano o troquei pela "Folha". Deixei o "Estado" porque não precisava mais lê-lo, já sabia o que estaria escrito. Voltei ano passado ao "Estado" porque me cansei da "Folha", militante, tendenciosa e panfletária. Perdi alguns poucos colunistas de que eu gostava, três ou talvez quatro, o preço a pagar. Di Franco diz: "O leitor que precisamos conquistar não quer o que pode conseguir na internet (...) quer texto elegante, a matéria aprofundada, a análise que o ajude, efetivamente, a tomar decisões". O telejornal, os sites de notícias dos próprios jornais e TVs, enfim, até as chamadas mídias sociais nos dão as manchetes do dia. No dia seguinte o jornal tem que nos dizer, mostrar, algo diferente, mais profundo.

Carlos A. Arellano Sander caas.arellano@gmail.com

São Paulo

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ESTADÃO 142 ANOS

Quase um século e meio à frente da boa e corajosa notícia, o "Estadão" se revela como uma grata empresa formada por bens imateriais e incorpóreos. Compromisso com a verdade é a razão primacial da longa vida que esperamos se prolongue séculos e séculos, a fim de que o condoído Brasil encontre seu caminho e saia do atoleiro.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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Neste dia tão significativo, quero cumprimentar toda a equipe do "Estadão"! Cumprimento por ser um dos maiores e melhores jornais do mundo. Realmente, o "Estadão" é uma luz no fim do túnel.

Sidney Cantilena sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

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Um jornal é algo que vai além de suas matérias, muito além. Assino o "Estadão" porque o respeito. Não é preciso concordar sempre, mas respeitar, sim. Foi por perder esse respeito que deixei recentemente (a exemplo de milhares) de assinar uma conhecida revista. O "Estadão" é coerente e bem escrito, por isso recomendo a meus alunos que leiam ao menos seus excelentes editoriais, por vezes magistrais. E quando um jornal é coerente, bem escrito e merecedor de respeito, confia-se também em suas extensões, como a Planeta Digital, que só contratei por fazer parte do Grupo Estado. Por isso espero poder continuar tendo meu jornal, que não oscila ao sabor de certos interesses nem dissimula o que salta ao entendimento. 

Marly Netto Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo

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Longa vida ao "Estadão" nosso de cada dia!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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Apreciei o depoimento do sr. Cláudio dos Santos Salles, à pagina A6 do jornal de ontem (4/1/2017). Fez-me lembrar que, desde que me conheço por gente, meu pai assinava o "Estadão". Nasci em 1931, em Jaú (era jauense, mas hoje sou "jausado") e viemos para São Paulo em 1933. Tinha eu dois anos. Quando me casei (1961), fiz a minha assinatura do jornal. Não estou competindo, mesmo porque deve haver muitos assinantes em melhores condições de tempo do que eu. Valeram o depoimento e a lembrança que me despertou. Saúdo o sr. Cláudio.

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo

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"Ab imo pectore" (do fundo do coração), com o mais sincero sentimento de valor, de reconhecimento e de estima patriótica, transmito ao intrépido jornal "O Estado de S. Paulo", pelo passamento do seu aniversário de 142 anos de fundação, do qual sou assinante há mais de 30 anos e assíduo leitor matinalmente, devorando-o do primeiro ao último caderno e não conseguindo ler outro jornal, repito, transmito ao grande noticioso periódico brasileiro as minhas mais merecidas congratulações e felicitações. Espero que este matutino que honra a imprensa brasileira interna e internacionalmente continue na sua "trajetória de luta pela liberdade de expressão", que é o apanágio de um povo democrático.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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