Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

06 Janeiro 2017 | 03h05

SISTEMA CARCERÁRIO

Custo Brasil ou safadeza?

Toda vez que se encontra um problema no Brasil, imediatamente aparecem quem se está beneficiando de safadeza e o prejuízo para o País, gentilmente chamado de “custo Brasil”. Por que o governo do Amazonas paga quase quatro vezes mais que o de São Paulo por presidiário? Por que não foram seguidas as recomendações de segurança solicitadas pela empresa contratada? Isso não interessa, não elege governador. Só para complementar a história de um governo que deve ser semelhante a vários outros, por que o Amazonas pagou a uma desembargadora que não trabalhou por quatro meses o montante de R$ 262 mil? É nisso que governadores enterram o dinheiro do povo, depois falta no orçamento. Quem do governo embolsou comissão para campanha eleitoral? Por motivos semelhantes, Estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais acabaram quebrando. Claramente, safadezas que a Justiça ignora.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Inversão de prioridades

Como é que os nossos governantes pedem sacrifícios à população, se até com os presos eles gastam mais do que com saúde, educação e aposentados? A roubalheira é tanta que se perdeu completamente a vergonha na cara. A maioria dos políticos é que deveria estar nas cadeias. Brasileiras, claro!

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

Desumanidade

Megaverbas para os presídios e a lástima de suas condições?! Que ser humano se pode recuperar num ambiente definitivamente asqueroso? Onde está o controle das demais esferas quanto à aplicabilidade do dinheiro público? Logo, logo talvez se descubra a extensão de mais uma rede de corrupção. Os bandidos que estão do lado de fora do cárcere, indivíduos da pior qualidade, como os que roubam verbas públicas destinadas às ações sociais, permitem e ampliam o sofrimento dos já encarcerados, desviando a verba que muito poderia contribuir para melhores condições básicas. Decência nas condições dos encarcerados! E seriedade, no espírito Sergio Moro e Cármen Lúcia!

MARIA BEATRIZ RIBEIRO GANDRA

beatrizgandra@hotmail.com

Campinas

Facções criminosas

As autoridades terão, imediatamente, de tomar enérgicas providências quanto a essa guerra de poder entre criminosos do PCC e do CV. Não podemos esquecer que em breve estará formada mais uma facção, o GP – Grupo Político –, liderada por um político carismático, que irá morar num imóvel que não é dele, mas desta feita de forma legal.

JOSÉ RUBENS SOARES SOBRINHO

joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

Mazelas crônicas

Problemas como a superlotação carcerária e o poder exercido por organizações criminosas dentro (e fora) das prisões são velhos conhecidos do Brasil. Há quantas décadas já se sabe que isso é assim? Assim como sempre se soube da lenga-lenga da Justiça, da ineficiência do sistema, da corrupção e de tantas outras mazelas que não caberiam nesta página. Como sempre, no Brasil, problemas notórios, dos banais aos mais graves, vão se acumulando cronicamente e nada se faz de eficaz para resolvê-los. Não adianta resmungar. Uma hora a casa cai. E aí entendemos que temos o País que construímos.

FERNANDO NOGUEIRA

fernando@bikeways.com.br

São Paulo

Gestão deficiente

Um Estado em que o planejamento não é prioridade tem mesmo de viver na base do que sucede no cotidiano: um reality show. Hoje a comoção é por causa do presídio de Manaus, como ontem foi o de Pedrinhas (MA). Temos uma segurança fictícia, em que os cidadãos vivem intramuros, dirigindo carros blindados. É de conhecimento geral que organizações criminosas investem na compra de poder político para chegarem ao poder democrático. Bons políticos não são necessariamente bons gestores. Por isso foram criados cursos de Administração Pública no País. Quadros bem formados, mas subaproveitados, quando mais se precisaria de seu conhecimento para o aprimoramento da gestão. Não tem sentido, portanto, comentar penúria de Estados, falta de saúde, educação e segurança para o povo, quando a questão principal, causadora da falta de recursos, é a má gestão. Responsabilidade fiscal e gestão financeira equilibrada são imperativas para qualquer cidadão e, por extensão, para o Estado. Ao se adiarem ações concretas de modernização do sistema de administração pública, o ônus decorrente é pago pelo cidadão, que nesse quesito faz da manifestação de rua a sua voz.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Polícia x bandido

A imprensa brasileira e internacional, comissões de direitos humanos e até o papa se manifestaram sobre a chacina na penitenciária de Manaus, onde 56 detentos foram mortos numa guerra de facções de criminosos. A mortandade no Carandiru igualmente despertou a atenção de vários setores da sociedade. Nessas duas chacinas, 167 detentos foram eliminados. Estatísticas mostram que a cada 32 horas um policial é morto no Brasil, em 2016 tivemos 226 homens da lei assassinados, e esses números passam despercebidos. Determinados setores da nossa sociedade têm de deixar a hipocrisia de lado, valorizando os policiais e colocando os marginais no seu devido lugar, pois não existe bandido do bem.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Mortandade de civis

O número de pessoas assassinadas todos os dias no nosso país também é bem maior do que o verificado na chacina em Manaus. Porém não chama a atenção de nossas autoridades, muito menos do papa Francisco.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

INSEGURANÇA TOTAL

Cadê o policiamento?

Uma pergunta capciosa: como pode o telejornalismo nos mostrar diariamente imagens de bandidos assaltando, roubando e até agredindo transeuntes, na Praça da Sé, no Viaduto do Chá, na Maria Paula, na Rua Direita, ou seja, no centrão da cidade? Bandidos identificados e agindo com muita tranquilidade, pois sabem que não serão importunados, chegando a repetir o ato quatro, cinco vezes ao dia.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

“Diante do descalabro no Amazonas, se Temer tivesse coragem já teria decretado intervenção federal naquele Estado. Sobram razões”

SONIA MARIA BENFATTI 

RESSTEL / SÃO PAULO, SOBRE O MASSACRE EM MANAUS

sbresstel@gmail.com

“Crime é crime. Não importa se analfabeto ou Ph.D., todos devem penar na mesma cadeia. Talvez assim os políticos resolvam humanizar as penitenciárias”

ETELVINO JOSÉ HENRIQUES BECHARA / SÃO PAULO, IDEM

ejhbechara@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

OMISSÃO

A empresa que administra o presídio de Manaus onde aconteceu a rebelião que terminou com 56 mortos alertou o governo dos riscos de fuga dos detentos. Enviou ofícios nesse sentido. O secretário de Segurança disse que não o recebeu porque não estava na capital. Espera aí, quem recebeu o documento não poderia tê-lo alertado do ofício? E o subsecretário ou os assessores? Que desculpa é esta? Tem gente que acha que o nosso ouvido é penico. Isso só reforça a suspeita de que o governo amazonense sabia e se omitiu. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO

O "Estadão" noticia que o salário médio para agente de Segurança Penitenciária em Manaus é de R$ 1.800 mensais, pago pela Umanizare Gestão Prisional e Serviços Ltda. No entanto, a empresa contratada esclarece que não presta serviços de "agente de segurança penitenciária". E, então, este empregado celetista que labora nos presídios amazonenses não é propriamente um "agente penitenciário", pois este é o nome dado a um cargo público integrante das Polícias Federal e estadual, não de um empregado celetista de uma empresa privada (art. 37, II, Constituição federal). Por disposição contratual, a empresa agiria nos presídios por disposição contratual, em regime de cogestão, com o Estado, cabendo a este último as atividades-fim, tais como a execução penal dos sentenciados, a direção do presídio e a disciplina e vigilância dos detentos; enquanto à empresa terceirizada incumbiriam os serviços de suporte às atividades-meio, como limpeza, conservação, manutenção, alimentação, assistência material e assistências jurídica, psicológica, médica, odontológica, social, ocupacional e religiosa. Pois é, a repisada polêmica sobre quais atividades podem ser delegadas à empresa locadora de serviços, e quais não (como, por exemplo, o agente penitenciário). Parece que governantes simplesmente se esquecem da imprescindibilidade da atividade-fim para determinados serviços públicos. Pois bem, não cabe perquirir se havia agentes penitenciários "de verdade" (concursados) no presídio onde ocorreu a chacina nauseante esta semana. Ao Estado é que cabe a responsabilidade de haver os danos morais e materiais acusados. Quanto à Umanizare, cabe a detida investigação acerca do procedimento licitatório que ganhou. Valores astronômicos, que, segundo "Estadão" de ontem, fazem com que um preso amazonenses custe R$ 5.867 (valor referente a 2016), enquanto para a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo o custo com um preso não ultrapasse R$ 1.450/mês. Há algo muito putrefato nisso tudo. Mais uma vez ao Estado cabe a conta? Aos corruptos e corruptores, apenas a interpretação de cláusulas de contrato de prestação de serviços ilegais e flagrantemente superfaturados?!

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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CINCO ESTRELAS?

Com o valor de R$ 5 mil cobrado para manter um preso por mês em presídios deficientes em Manaus (AM) não dá para afirmar que os ladrões são os que estão presos.

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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O CUSTO DE UM PRESO

Os comunistas de Manaus estão roubando em cima dos presos. Estão usando a esperança do provérbio popular "ladrão que rouba ladrão tem cem anos de prisão" (ops, seria perdão?).

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo 

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CORRUPÇÃO NO AMAZONAS?

Apesar da situação caótica nas cadeias, cada preso no Amazonas custou, em  2016, R$ 5,8 mil mensais, um total anual de quase meio bilhão. Como terá sido repartido esse bolo?

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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POVO BOM E PACÍFICO?

Depois de mais de R$ 1 bilhão gasto pelo governo amazonense  para  a administração terceirizada  das penitenciárias e depois do acontecido nos presídios de Manaus esta semana, com ao todo 60 presos trucidados pelos próprios companheiros, é de perguntar de onde vem o mito de que o brasileiro é um povo bom e pacífico. Um povo bom e pacífico explora seus semelhantes? Um povo bom e pacífico comete linchamentos? Um povo bom e pacífico dá risada da Justiça? Um povo bom e pacífico tolera corrupção e ainda reelege corruptos? Um povo bom e pacífico não enxerga que a classe política é apenas o reflexo de quem a elege? Já está passando da hora de este povo bom e pacífico abrir a mente e deixar de ser simplório e acreditar em fantasias, permitindo manipulações  que só interessam aos espertalhões de  plantão! 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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O ESTOPIM ESTÁ ACESO

 

Banditismo organizado num Estado desorganizado. Primeiro, a Justiça permite que o crime corra solto por este Brasil afora, posto que nosso arcaico Código Penal contribui muito com a impunidade. Quando ocorrem fatos como este no presídio de Manaus, em que dezenas de detentos foram massacrados por facção criminosa, que claramente manda em todas as cadeias do País, com péssima repercussão mundial, correm todos atrás do prejuízo. Aquela velha história: só depois da porta arrombada é que vão colocar a fechadura. Durmam com um barulho desses!

 

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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ESSÊNCIA CRIMINOSA

Briga entre facções dentro do presídio em Manaus (AM) deixou dezenas de mortos e alguns decapitados. Eu assisti a alguns vídeos sobre a matança e não me comovi, pois os mortos eram seres cruéis, más na essência, que matavam por prazer. Curiosidade: o que o ministro da Justiça foi fazer lá? Todos nós sabemos que os presídios estão superlotados e que os presos ficam ociosos o tempo todo, fortalecendo a mente criminosa (a verdadeira oficina do diabo). A lei sobre condenados deveria mudar, e todos os presidiários, sem exceção, deveriam trabalhar e pagar pelo alimento que comem, excluída a redução da pena. Está na hora de instituir a pena de morte neste país, porque é sabido que cadeia não recupera ninguém e que existem seres irrecuperáveis - muitos condenados ainda adquirem experiência adicional (mestrado e doutorado) no crime. 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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DEPOIS DO MASSACRE

O Código Penal brasileiro é o mais brando do mundo. O certo seria acabar com a progressão da pena, reduzir a idade penal para 14 anos (na Inglaterra é de 10 anos e nos demais países civilizados é de 14 anos), proibição de visitas, apenas para advogados, em salas onde o prisioneiro fica isolado por uma parede de vidro e a comunicação é feita por telefones. É utopia considerar que a prisão é feita para regenerar o bandido. Na década de 1930 havia um lema entre os policiais do Sul de Minas: bandido bom é bandido morto. Matavam o bandido, enterravam-no em qualquer lugar e informavam às autoridades de que o bandido havia fugido. Não havia, neste caso, boletim de ocorrência. O sistema era tão eficaz que não aconteciam assaltos, roubos, sequestros e estrupo. Meu pai dificilmente trancava a porta de casa. Era médico e apenas a escorava, porque algum cliente à vezes precisava de um médico fora de hora. Nunca fomos roubados.

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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OS BRAÇOS DO CRIME

O leitor sr. Jorge A. Nurkin, no "Fórum dos Leitores" do "Estado" de ontem, pergunta se haveria alguma relação entre as organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas e as que atuam explorando o Estado brasileiro. Eu diria que são como o ETA, o IRA ou o Hamas, que possuem um braço "militar" e outro "político".

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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QUESTÃO NACIONAL

A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), criada nos idos de 1990 em presídios de São Paulo, está ditando regras em outras regiões brasileiras. Isso demonstra a necessidade de elaborar um plano de trabalho por especialistas, para não pensar apenas na construção de presídios. É preciso investir em estrutura, para que o prisioneiro cumpra sua condenação devidamente fiscalizado e sem acesso a armamentos. E que o efetivo funcional seja suficiente, com equipamentos adequados, evitando conflitos internos que podem levar a novas tragédias, como a mais recente ocorrida em Manaus. 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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TRAGÉDIA ANUNCIADA

O lugar-comum para "tragédia anunciada" sobre a chacina dos presos no Amazonas foi supermencionado, e lá vem Temer falar em "acidente"! Presidente, o seu governo é um "acidente". Devemos esperar o que até o seu fim?

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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TEMER EM BRASÍLIA

José Nêumanne, em seu comentário durante o "Jornal da Gazeta" que foi ao ar na terça-feira (3/1), pediu para Michel Temer ir a Manaus. Mas Temer, indo para Manaus, o que mudará em nosso país? Temer não tem culpa que os presídios estão superlotados, que há esposas matando maridos, ex-maridos matando ex-esposas e filhos, muitos loucos matando frequentadores de boate, ambulantes em metrô ou rivais esportivos, e muitos empresários e políticos que atualmente também estão sendo presos por corrupção, o que é uma novidade para nós. Na minha opinião, Temer precisa continuar em Brasília e atacar o mal pela raiz, isto é, precisa combater a corrupção, o desvio e o desperdício de verbas públicas e investir em educação. Somente com mais educação é que vamos conseguir sair da crise, vamos gerar mais empregos, vamos diminuir a violência. E, se for necessário, vamos construir mais presídios. Quando tomei conhecimento do massacre, eu não fiquei feliz, mas também não chorei pelos mortos, pois minhas lágrimas sempre serão derrubadas ao tomar conhecimento da morte de um policial, que morre para nos defender, deixando a própria família desamparada, ou de um pai de família morto durante um assalto, ou, ainda, de uma mulher vítima de estupro. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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'NENHUM SANTO'

A afirmação do governador do Amazonas, José Melo, de que "não tinha nenhum santo" entre os mortos na rebelião do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), é de causar espécie. Ato falho freudiano puro. Traduz o pensamento fascistoide, não só dele, mas de boa parte da população, de que criminosos desta estirpe são incorrigíveis, não fazem a mínima falta para a sociedade, pouco importando, portanto, se, como e por que morreram. Esse tipo de mentalidade - tão violenta quanto a violência das rebeliões nos presídios - precisa ser abordada, discutida e combatida. É questão cultural e moral acima de tudo. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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EDUCAÇÃO 

Não haverá saída, no curto, no médio ou no longo prazos, para a violência que afeta a vida dos brasileiros sem uma educação de qualidade. Nesse sentido, a reforma da educação proposta pelo governo atual é um avanço. Mas é imperioso que a educação se torne a prioridade das políticas públicas. Sem isso não haverá solução definitiva para tanta violência. Pode até haver alguma melhora com maior investimento em presídios, penas mais duras, uma Justiça mais célere. Mas esta violência exacerbada está ligada a fatores complexos, cuja contaminação diminuirá na mesma proporção do acesso precoce ao sistema educacional de boa qualidade e também com o exemplo que deve vir de cima em todos os níveis da vida pública, além da difusão de valores éticos fundamentais que podem ir sendo introjetados na nossa cultura, como o hábito da seriedade em tudo e com a melhoria progressiva do padrão de vida do povo brasileiro. Tomemos como exemplo a Coreia do Sul, que há menos de 50 anos era um país pobre e atrasado, até que seu governo decidiu fazer da educação uma política prioritária e uma estratégia de desenvolvimento social e humano. Os problemas econômicos são urgentes, sem dúvida, mas a implantação de um bom sistema educacional precisa ser levada em conta também pela sociedade como uma demanda fundamental que nos levará a um padrão civilizatório condizente com nossos anseios como nação.  

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

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CAOS CARCERÁRIO

Diante do caos do sistema carcerário brasileiro e da ousadia cada vez maior dos criminosos, a pena de morte para crimes como latrocínio, estupro e roubo seguido de morte (como carros-fortes e bancos) seria uma medida a ser tomada. Outra é a desativação de todos os presídios em áreas urbanas e a criação de penitenciárias flutuantes, construídas sobre cascos de antigos petroleiros e cargueiros, a serem posicionadas a pelo menos 50 km da costa. 

Frederico d'Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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PRESÍDIOS RURAIS

É sabido que o sistema penitenciário brasileiro é deficiente, mas vejo distante a busca de soluções. Não tenho conhecimento suficiente para apresentar soluções, mas não deveriam as autoridades responsáveis, pelo menos, avaliarem a criação de presídios agrícolas, dada a vasta extensão de terras devolutas existentes? Esse tipo de presídio, nessas áreas, não pouparia o Estado de gastos com edificações nas áreas urbanas? Nessas áreas urbanas os custos de construções não são absurdos (sem considerar efeito do sobrepreço e porcentagem da corrupção)? Presídios distantes das áreas urbanas não ofereceriam melhor segurança aos cidadãos/famílias? Por que Executivo e Legislativo não avaliam essas opções? 

José Rubens Arantes jr.arantes@icloud.com

Igarapava

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DEPENDE DE NÓS

O ano de 2016 terminou e não deixou saudades.  Ano terrível para os brasileiros, que viram o País atingido pela crise econômica e política. O atual governo recebeu como herança um déficit público da ordem de R$ 170 bilhões e um desemprego monstruoso de mais de 12 milhões de cidadãos.  Cenário político catastrófico, metade do Congresso Nacional foi citada na Operação Lava Jato e a outra metade vive momentos angustiantes, pois sabe que a qualquer momento pode aparecer na lista de algum delator, e não é para menos, pois o dinheiro ilícito jorrava fácil nos corredores do Congresso. Medidas econômicas estão sendo adotadas, mas, infelizmente, teremos de suportar esses parlamentares até 2018, quando teremos eleições majoritárias, e esta será a hora de pôr ordem na desordem, e os eleitores serão os responsáveis por isso. O juiz federal Sérgio Moro, eficientíssimo, não vai dar conta de tantos foras da lei, portanto temos o dever de ajudá-lo na faxina.  Temos o dever, também, de tirar da vida pública coronéis latifundiários e caciques políticos milionários que há décadas se revezam no poder, como se fosse o Congresso uma empresa familiar. Extirpar da vida pública governadores, deputados e senadores que registrem em seu passado nem que seja um pequeno desabono, pois "quem rouba um tostão rouba um bilhão". Milhão já era! Portanto, depende de nós reestabelecer a ordem e o progresso, lema de nossa Bandeira, subjugado ao extremo nas últimas décadas. Temos dois anos para a peneiragem.

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí 

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PROVOCAÇÃO

Difícil de engolir: 1) Palácio do Planalto anunciando a abertura de licitação para alimentação nos aviões da Presidência da República, com custo em torno de R$ 1,8 milhão; 2) Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro prenunciar o gasto de R$ 13 milhões para atendimento de buffets para o Judiciário; 3) a Prefeitura do Rio de Janeiro publicar o gasto de R$ 5 milhões para comemorar 2016/2017. Nós estamos em recessão. Se isso não é provocação, o que é provocação? Responda-nos quem puder. Acorde, Brasil

 

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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NOVOS PREFEITOS

 

Os novos prefeitos tomaram posse neste início de ano pensando "naquilo": economizar. Tudo por causa da crise. Com o passar do tempo, o propósito do modelo de economia adotado pelos governos militares, que centralizou na União e teve como justificativa o combate à corrupção, se perdeu, porque Estados e municípios pressionaram politicamente e se endividaram além de suas capacidades. Além disso, comprovou-se que a União também não era imune à corrupção. O resultado é a dificuldade em todos os níveis. Não basta só cortar cargos e despesas. O município precisa arrecadar o que necessita para cumprir suas obrigações. Porém, com todas as dificuldades, os prefeitos não podem usá-las como desculpas para descumprir o que prometeram em campanha. Muitos deles só ganharam a eleição porque convenceram o eleitor de que tinham a solução para os problemas do município. Da mesma forma ocorre com os governadores e até com o presidente da República, que, quando candidatos, já sabiam da crise. Agora, só lhes resta a opção de trabalhar. Qualquer desculpa soaria como verdadeiro estelionato eleitoral.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PREFEITURAS À BEIRA DA FALÊNCIA

 

Os prefeitos foram empossados na segunda-feira, 1.º de janeiro. Já nos primeiros dias à frente das prefeituras, muitos gestores públicos brasileiros e paulistas encontraram os cofres públicos com míseros R$ 13, vazios ou com dívidas milionárias a serem pagas. Há casos, inclusive, de prefeituras que deixaram de prestar serviços públicos adequados logo após o pleito eleitoral. Toda essa crise que a União, os Estados e os municípios atravessam penaliza, em grande medida, os contribuintes, que pagam uma carga tributária absurda. Os próximos anos exigirão dos prefeitos e dos vereadores muita dedicação, competência e compromisso com a causa e a coisa públicas. Precisaremos de pessoas empenhadas na solução da crise, no pagamento de funcionários e, principalmente, na prestação de serviços públicos que tenham por marca a excelência. Lamentável que um desgoverno tenha levado o País ao colapso. Mas, registre-se, os gestores públicos regionais e municipais também têm culpa. Não é possível que todo este caos nos municípios e também nos Estados seja culpa exclusiva de Brasília.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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B.O.

Prefeituras e Estados falidos, e ninguém é responsabilizado? Srs. políticos eleitos, que tal fazerem um boletim de ocorrência do que encontraram e desviaram e responsabilizar os culpados? A população precisa saber quem são os maus gestores. Que o Ministério Público faça sua parte!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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QUEM TEM CORAGEM?

Para um 2017 feliz, pelo menos na área econômica, Amir Khair foi direto e reto em seu artigo no dia 1.º: a principal causa da crise econômica é a despesa com juros, que responde com 81% do déficit fiscal.  E sua proposta é objetiva: amortizar essa dívida e reduzir com urgência a taxa Selic ao nível da inflação.  A forma de fazer isso ele coloca no artigo. Só falta o governo agir. Mas quem tem coragem de mexer com o sistema financeiro neste país?

 

Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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MOMENTO IMORAL

Meu nome é Rogério Humberto Ribeiro Penido, tenho 61 anos, sou empresário há 36 anos e nunca vivi um momento tão imoral e com tanta incompetência e falta de responsabilidade na história política deste país, além da falta de caráter e de honestidade de grande parte dos empresários. Vamos fazer um trabalho simples e objetivo, e este jornal, como o maior veículo de comunicação do Brasil, pode ser fundamental na proposição de uma lei simples e objetiva tanto na área política quanto empresarial e trabalhista. Quem tiver comprovadamente culpa e for condenado, terá de indenizar a parte prejudicada em 100 (cem) vezes o valor da causa e ter sempre o valor definido em cadeia se a parte perdedora não tiver como pagar.

Rogério Penido rogerio@penido.com.br

São José dos Campos

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HERDEIROS DO PODER

Omisso o artigo "Herdeiros medievais contra a terceirização" ("Estado", 3/1, A2) quanto à realidade de nosso dia a dia no Brasil. A maior parte das empresas terceiras até hoje existentes no Brasil é fraudulenta, está em nome de sócios-laranjas ou foi fechada irregularmente, sem pagar os direitos básicos dos empregados, como salário, 13.º salário, férias, FGTS e rescisórias. Temos uma realidade totalmente diversa dos países desenvolvidos, sérios. Por isso, ludismo é comparar e querer equiparar o Brasil com os países desenvolvidos, ao defender aqui uma tese de terceirização. Em nossa atual realidade, a terceirização será exclusivamente para enriquecimento dos cofres sindicais, ou seja, de tais representantes legais dos empregados, à custa do trabalho destes. Haverá, sem dúvida, uma evolução da economia com a pretendida movimentação financeira e, assim, uma vida melhor para os sindicalistas. Estes, sim, herdeiros medievais do poder. Quanto à situação dos empregados, ao trocar a atual realidade pela terceirização, isso é um detalhe. Não importa. Lamentável o que se chama de modernização legal. Propor qualquer mudança é fácil. Difíceis são o respeito e a seriedade. Isso não vem de qualquer jeito, como vem uma lei no Brasil.

Alice A. Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo

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'FUNDO PERDIDO'

Há muito não lia matéria tão pertinente sobre o financiamento dos partidos políticos nacionais quanto a publicada em 2/1/2017 à página A3 deste jornal, sob o título acima. Na verdade, é um absurdo, um despautério, uma aberração fazer o contribuinte, por meio de lei imoral, manter financeiramente um partido político pelo qual tenha ojeriza e gostaria mesmo é de vê-lo extinto. Aliás, a absurda pletora de partidos existentes se deve unicamente ao espúrio instituto do financiamento público dessas agremiações, cuja maioria não passa de reles aglomerado de marginais sem ideologia e sem programa, com a vocação de viver à custa do Estado. De resto, é inimaginável mais do que 5 (cinco) matrizes  para abrigar todas as possíveis tendências sócio-político-ideológicas que a humanidade conseguiu forjar durante sua existência. Mais do que as seguintes cinco matrizes não são necessárias para o âmbito político-partidário, no máximo servem para os sindicatos profissionais que há séculos substituíram as corporações medievais, as famosas Guildas com seus privilégios. Vamos às cinco posições do espectro político-ideológico: extrema-esquerda, centro-esquerda, centro liberal-conservador, centro-direita, extrema-direita. Para quem achar incongruente o "conservadorismo liberal", pode inventar outra denominação, que não use, quer democrático/a, quer republicano/a e seus derivados, que são como água-benta que cada um toma quanto e como quer. Tomadas essas providências, resta que os partidos vivam com os recursos de suas militâncias e de seus simpatizantes, não cabendo a ninguém mais sua manutenção, especialmente ao distinto público. Pode ser que as coisas, assim, melhorem ou ao menos cada qual que cuide de seu terreiro e de seu rebanho.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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FUNDO PARTIDÁRIO, ATÉ QUANDO?

Conforme noticiado, dos novos prefeitos que tomaram posse no dia 1.º de janeiro 2017, 2/3 já mudaram de partido, como é o caso do prefeito de Comodoro, na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia, que já mudou seis vezes de partido. Se considerarmos que partido político é uma organização de direito privado, formada por cidadãos reunidos em torno de ideias e projetos, fica claro para todos que o interesse mesmo dos 35 partidos no País, com algumas exceções, é usufruir dos R$ 819 milhões que o governo irá repassar em 2017 para o tal Fundo Partidário. Como o governo Temer adotou a linha de renovador, o País aguarda com ansiedade uma reforma política para valer.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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QUEM FOI O IRRESPONSÁVEL?

A notícia de que a Petrobrás vendeu a um grupo mexicano o Complexo Petroquímico de Suape por meros US$ 385 milhões (equivalente a R$ 1,3 bilhão), sendo que foram enterrados lá R$ 11,5 bilhões, nos dá a ideia do absurdo do que foi feito no nosso país. Técnicos da área de petroquímica criticaram severamente esse projeto em 2006, quando ele foi imposto à estatal pelo seu conselho de administração, presidido na época por Dilma Rousseff e por ordem de Lula. O complexo foi inventado por Paulo Roberto Costa, que não tinha poder para gerar tanto prejuízo. Adivinhem quem o construiu? Ora, ora, a Odebrecht. O Ministério Público Federal (MPF) vai acionar os causadores desse prejuízo? E o Tribunal de Contas da União (TCU)? Que venham os defensores dos petistas que governaram o nosso país por tanto tempo nos explicar só isso. Mas que venham com argumentos verdadeiros, honestos, inteligentes e, sobretudo, lógicos.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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ODEBRECHT PUNIDA

Equador, Panamá e Peru já proibiram a Odebrecht de atuar em obras públicas, vários outros países já estudam punições para a empresa rainha da propina. O mundo espera que o Brasil aplique uma punição exemplar para a empresa que construiu um prédio para gerenciar o pagamento de propinas para políticos corruptos numa escala sem precedentes no mundo. É inimaginável que Marcelo Odebrecht saia da cadeia para voltar à presidência da maior empreiteira do País, com tornozeleira eletrônica ou não. Essa empresa deveria ser desapropriada e vendida para pagar os prejuízos causados ao País e ao mundo. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PRINCÍPIOS

A Odebrecht diz despudoradamente que sua ação nos absurdos escândalos que têm chocado o mundo "contraria seus próprios princípios empresariais". Só se forem os princípios do escárnio, pois agora sabemos de que é feita a tal "tecnologia empresarial Odebrecht". E acordo de leniência pagando em 23 anos valores irrisórios, perto dos faturados, mantendo os mesmos guerrilheiros na direção da empresa, é brincadeira. Não dou cinco anos para vermos estes facínoras de novo nas páginas policiais.

Renzo Galuppo renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos 

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SOLUÇÃO FINAL

Insisto em leiloar a Odebrecht, desde que o vencedor do leilão promova a demissão coletiva, por justa causa, dos 77 executivos e ex-executivos envolvidos nos acordos de delação premiada.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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MINISTROS IMPLICADOS

No depoimento dado na delação premiada do ex-vice-presidente de Relações Institucionais (vulgo "departamento de propinas") da Odebrecht, Cláudio Mello Filho, foi dito textualmente: "Para fazer chegar a Michel Temer os meus pleitos eu me valia de Eliseu Padilha ou Moreira Franco, que o representavam. Era via de mão dupla, pois o atual presidente da República também utilizava seus prepostos para atingir interesses pessoais, como no caso de pagamentos de que participei, operacionalizados via Eliseu Padilha. O propósito da empresa era manter uma relação frequente de concessões financeiras e pedidos de apoio com esses políticos, em típica situação de privatização indevida de agentes políticos em favor de interesses empresariais nem sempre republicanos". Diante do exposto com clarividência solar, cabe, por oportuno, perguntar o que falta para que o presidente Temer demita, sem mais delongas, os dois ministros citados. Francamente!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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CONFISSÃO E CULPA

Uma certa "dama" com muitos pecados, passando por uma igreja bem antiga, resolve entrar para se confessar. O religioso, de bastante idade, pede à dama que inicie a confissão. A dama resolveu confessar todos os pecados, em detalhes, já que fazia tempo que não entrava numa igreja. A princípio, o religioso não acreditava no que estava ouvindo, depois começou a tremer, transpirar, coração batendo descompassado e a dama não parava de contar seus pecados nos mínimos detalhes. O religioso deu um basta: "Senhora, já ouvi o suficiente e, para que eu possa perdoá-la, você deve rezar 6 mil orações" - e disse a ela quais eram. A "dama" saiu da igreja atordoada, 6 mil orações são muita coisa, e "os meus pecados são iguais aos de todas". Tomou a decisão de entrar em outra igreja, um pouco mais moderna, e pensou: "Vou confessar o básico, só alguns pecados e sem detalhes". Assim fez, e o religioso pediu que rezasse apenas duas orações e estaria perdoada. Saiu toda satisfeita. Essa narração se encaixa no momento atual do Brasil. Um juiz decreta a prisão de algum envolvido em trapaças e desvios de verba, o advogado entra com pedido de "habeas corpus" e em alguns casos o réu é colocado em liberdade imediatamente. Fica a dúvida: o pedido de prisão tinha detalhes e provas demais ou o pedido de liberdade não mencionou todos os "detalhes" do processo e o juiz não tomou conhecimento dos motivos da primeira decisão de prender o acusado? Fica a dica para a malandragem: confesse, sem detalhes, só o básico, quem sabe dá sorte. E ainda acreditamos que um dia este país vá dar certo...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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AMIGO SECRETO

As comemorações do Natal sempre são uma festa familiar em que a alegria é contagiante e a troca de presentes é uma atração à parte, com a revelação do amigo secreto (ou amigo oculto, como queiram). Em Curitiba, porém, nas dependências da Polícia Federal, Marcelo Odebrecht, na ânsia de aliviar a sua vasta ficha criminal, disse em alto som: "O meu amigo secreto da vez é...". Acreditem se quiserem, com rapidez incrível houve um esvaziamento geral no Congresso Nacional.

José Maria do Valle ziquinhoinho@hotmail.com

Penápolis

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HIPÓTESE QUASE PRESCRITA

Em 2016 se falou muito do sítio de Atibaia que seria do ex-presidente Lula e, no final do ano, voltou-se a falar dos benefícios políticos que a Gamecorp, empresa dos Lula com os Bittar, teria "agenciado" para a Telemar e à Rede Bandeirantes. Segundo notícias, a empresa de Lulinha faturou centenas de milhões de reais, algo difícil para quem não é uma das grandes do setor. Curiosamente, ninguém aventou a hipótese, em relação ao sítio de Atibaia, de que ele teria sido cedido aos Lula da Silva por Jacó Bittar como pagamento pelos serviços prestados pelo ex-presidente à Gamecorp. Ora, se o sítio de fato pertence aos Bittar, como alega o advogado de Lula, e como ninguém mais nega que o sítio era usado pelos Lula da Silva, a troco de que os Bittar teriam sido tão pródigos com os Lula da Silva? Ora, se a Gamecorp era um empreendimento Lula-Bittar e o sítio era um arranjo Lula-Bittar, que tal analisar ambos em conjunto? Mas, sinceramente, se ninguém fez isso até o momento, deve ser porque é bobagem. Também é bom lembrar que o caso ocorreu (ou começou a ocorrer) no período 2006-2008. O decreto presidencial em prol da Telemar data de 2008. Ou seja, já deve estar quase prescrevendo. Deixa estar. 

Jorge A. Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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'O CARA'

"Lulla" era o cara. Agora, caradura mentiroso.

Pedro Armellini paarmellini08@gmail.com

Amparo

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SEM SAÍDA

Para o Brasil resgatar a credibilidade perante o mundo, só metendo Lula na cadeia. 

José Carlos Saliba fogueira2@gmail.com

São Paulo

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FALA DEMAIS

O sr. José Eduardo Cardozo, também conhecido como "Rolando Lero", veio a público comentar, em entrevista, que foi a ação do juiz Sérgio Moro, na Operação Lava Jato, que impulsionou o impeachment de sua cliente Dilma Rousseff. Não contente, falou também que vê em Lula um nome que pode unificar a esquerda brasileira nas próximas eleições. Ora, convenhamos, o senhor Cardozo, para variar, perdeu mais uma grande oportunidade de manter a boca fechada. Em que planeta será que vive este senhor?

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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A VISÃO DOS PETISTAS

De acordo com José Eduardo Cardozo, quem impulsionou o impeachment de Dilma Rousseff foi a Operação Lava Jato, não a corrupção do governo do PT. Isto é, não foi o crime, foi a denúncia do crime! Para ele, a democracia seria preservada se os crimes não fossem denunciados! Essa é a visão dos petistas.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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CONSERVADOR E PRECONCEITUOSO

O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, um ferrenho defensor do governo Dilma, ao reassumir seu cargo de procurador do município de São Paulo, voltou a criticar o processo de impeachment, o juiz Sérgio Moro e o governo Temer, classificando-o como conservador, desastrado, composto por homens brancos e sem mulheres. A crise de 2008, segundo Lula, foi causada pelos "homens loiros e de olhos azuis" do Hemisfério Norte, e o governo Temer é um desastre pela falta de mulheres e exclusivamente branco. Por aí se vê mais uma peculiaridade petista que é o estímulo ao racismo.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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O INCONSEQUENTE DONALD TRUMP

Particularmente, simpatizo mais com o Partido Republicano, embora não tenha gostado de Donald Trump como cabeça da legenda conservadora e, agora, presidente dos Estados Unidos. Todavia, eis que o magnata está indo além da linha vermelha, em várias ações que toma, antes mesmo da posse. Defender Julian Assange, o comunista baderneiro, criador do Wikileaks ("Estadão", 5/1, A8) é demais! O sonho de Assange é destruir os Estados Unidos, impor o caos e elevar a Rússia ao máximo de poder (totalitário de verdade) no mundo. Tudo bem que Trump é "amiguinho" do sombrio Vladmir Putin, mas agora - com tais declarações - me faz pensar que será capacho dos russos, quando assumir. Um absurdo.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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'ESTADÃO' 142 ANOS

O "Estadão" sempre se importou com o currículo de seus colaboradores e participantes, porque o seu currículo como periódico também é sedimentado na competência editorial, na apreensão e transmissão da verdade fática e jornalística e, ainda, na manutenção constante de uma linha ideológica que contempla uma opção satisfatória para o País. Tem seus milhares de leitores e conta com o apoio moral de quantos assinam para poderem recebê-lo diuturnamente. Parabéns.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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Sou assinante do "Estadão" desde março de 1959, sem interrupção. Meus cumprimentos pela edição 45.000, em 31de dezembro de 2016.

 

Francisco Antonio Moschini fa.moschinisalto@hotmail.com

Salto

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São 142 anos de combate aos malfeitos, numa trajetória de luta e retidão. Parabéns, "Estadão", os brasileiros necessitam da sua atuação imparcial. Quanto à censura imposta pelo desembargador Dácio Vieira, do Tribunal Federal de Justiça do Distrito Federal e protetor dos "coronéis da família Sarney" do Maranhão, deixa claro e evidente que não há interesse em julgar a ação, pois cientes da prepotência aplicada ao caso concreto. Assim, haverá necessidade de aguardar mais alguns anos, até que novos juízes compromissados com a Justiça resolvam a pendência. De qualquer maneira, muitos anos de vida e "viva o 'Estadão'!".  

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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142 anos de incansável e competente tarefa de bem informar completa o nosso "Estadão"! E, com a mesma alegria que externo meus cumprimentos por mais este ano de vida de história vitoriosa deste jornal mais do que centenário, também confesso o meu muito obrigado pelo trabalho primoroso que acompanho, assim como a minha família, há décadas como assinante e leitor do "Estadão". Aliás, o Brasil agradece!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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