Fórum dos Leitores

.

O Estado de S. Paulo

09 Janeiro 2017 | 05h00

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Poder pelo poder

O presidente-tampão da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quer porque quer ser reeleito, mesmo que para isso a Constituição seja rasgada. Mas tem dois concorrentes, Rogério Rosso (PSD-DF) e Jovair Arantes (PTB-GO). A campanha está a todo o vapor: conchavos, vaquinhas, almoços beneficentes e o já conhecido toma lá dá cá para agradar a este ou àquele partido. Nada para agradar aos eleitores, como “no meu mandato vou propor o fim do voto secreto” ou “vou reduzir o número de assessores” – dois exemplos que seriam um bom começo para a moralização da Casa. Mas quem é louco para prometer tamanhas “barbaridades”? Sabem quantos votos teria? Nenhum! Ao menos o direito de sonhar ainda temos.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Inconstitucional

A Constituição da República é clara: Rodrigo Maia não pode ser reeleito. Ou os políticos obedecem à Constituição ou estarão decretando a desobediência para todos. Não há meio-termo. Ou a Constituição vigora ou a coisa piora. Escolham!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

PREFEITURA PAULISTANA

Cidade limpa

O centro de São Paulo já está bem mais limpo. Nesta sexta (6/1) passei pela Bela Vista, andei no Glicério e fui parar na Santa Efigênia. Tudo limpo! O que faziam os 7 mil comissionados da gestão Fernando Haddad? Que vergonha, PT. Em menos de uma semana a gestão João Doria desafogou a região central da sujeira, retirou das ruas toneladas de entulho. Pelo visto, a presença do prefeito entre os garis animou os zeladores e causou impacto nas empreiteiras.

DEVANIR AMÂNCIO

devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

Postos sem remédios

Quando João Doria assumiu a Prefeitura, o sistema de abastecimento de medicamentos nos postos UBS estava – e está – uma lástima, como nunca antes visto. Fui a oito postos na zona leste, em Artur Alvim e bairros adjacentes, desde dezembro, e não encontrei nenhum dos cinco medicamentos para diabetes e ainda um sexto da minha receita. Sexta-feira tentei no centro, mas nem a UBS da Praça das Bandeiras nem a da Rua Vitorino Carmilo têm um único dos remédios. Não adianta xingar o prefeito que saiu, o que interessa é urgentemente resolver o problema. Para piorar, a Secretaria da Saúde só autoriza um dos cinco remédios, mais outro que uso, para ser retirado na Farmácia Popular. É muito nociva essa determinação, pois, se não há nos postos, os faltantes deveriam ser todos liberados para retirada na Farmácia Popular. Peço urgência ao prefeito João Doria para suprir as prateleiras vazias, os funcionários dos postos explicam que não há previsão de novas remessas. Como fica a situação de quem não tem condições de comprar remédios? Em tempo: os remédios faltantes no meu caso são Enalapril, Anlodipino, Metformina, Gliclazida, AAS, Beclosol ou similares.

WALDECY ANTONIO SIMÕES

walasi@uol.com.br

São Paulo

Custo-benefício

O secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara, estuda substituir a entrega de medicamentos à população nas unidades básicas de saúde por retirá-los em farmácias particulares credenciadas, seguindo o modelo do programa federal Farmácia Popular (Doria estuda entrega de remédios em farmácias, 7/1, A15). A ideia parece boa, mas essa alternativa é significativamente mais cara para os cofres públicos que a dispensação em UBS. De acordo com estudo realizado por Wendy Carraro (2014), para um grupo de 12 medicamentos analisados, os custos ficam, em média, em torno de 150% mais caros para o governo nas farmácias particulares credenciadas, considerando, além do valor de compra, os impostos e gastos operacionais. Em relatório de auditoria do TCU de 2010, foram apontadas variações nos preços desses medicamentos de até 2.507% entre essas modalidades de distribuição. O programa Remédio em Casa, de entrega gratuita no domicílio do paciente, implementado pela Secretaria da Saúde, seria uma alternativa importante a avaliar. Em tempos de vacas magras é importante que os gestores públicos busquem a melhor relação custo-benefício dos programas de assistência à população, optando por sua efetividade ao menor custo possível.

SILVIA REBOUÇAS DE ALMEIDA

silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

Ônibus intermunicipais

Mais um prefeito da capital anuncia a intenção de barrar a entrada de ônibus oriundos de municípios vizinhos. Anúncio desse tipo já foi feito pelo prefeito Jânio Quadros, no seu último mandato. Caso fosse realmente adotada tal medida restritiva, caberia recurso ao Supremo Tribunal Federal, que já indicou ser atribuição da Prefeitura da capital estabelecer, no seu território, rotas urbanas a serem utilizadas por ônibus intermunicipais.

ROGERIO BELDA

r.belda@terra.com.br

São Paulo

 

MARKETING

Depreciação

Dois textos no Estadão tiveram abordagens pejorativas ao marketing. O primeiro, de Cida Damasco (5/1, B4), faz uma separação descabida entre gestão e marketing. O segundo, de Raul Velloso (Marketing versus mundo real, 6/1, B6), trata o marketing como mero recurso para “dourar pílulas”. É uma pena que o marketing, de vital importância para os negócios, venha sendo abordado de forma pejorativa, como se fosse um recurso para enganar ou falsear. Como se uma boa gestão pudesse prescindir do marketing. Ou como se o marketing não pertencesse ao mundo real. A propaganda e o marketing bem aplicados colaboram para o resultado de empresas e instituições e não merecem ser denegridos dessa forma.

ALEXIS THULLER PAGLIARINI

alexis@fenapro.org.br

São Paulo

 

SISTEMA CARCERÁRIO

Párias da sociedade

Nossas masmorras estão em acelerado processo de explosão, pois não têm condições de segurar tanto descaso acumulado ao longo de anos. Se o governo brasileiro é incompetente para manter a ordem dos que estão do lado de fora, imaginem dos que estão encarcerados, párias da sociedade. A conjunção de corrupção, más administrações, má aplicação do dinheiro público só poderia descambar nessa carnificina.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA

luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís (MA)

Guerra nos presídios

Sugestão: é só trocar os presidiários pelos políticos que o Brasil sai ganhando.

JOÃO PAULO HADDAD RIBAS

jpribas@terra.com.br

São Paulo

 

OPERAÇÃO LAVA JATO

No próximo mês de março de 2017, a Operação Lava Jato completará três anos de atuação. Mas, desde já, sabe-se que atuará em pelo menos mais sete Estados. Assim, é bom que se relembre a importância de sua força-tarefa no combate à corrupção neste país, valendo dizer que ela representa um divisor ou um marco na história deste país. A sua atuação foi eficiente e aprovada pelo povo brasileiro. Porém, cabe relembrar, também, aos seus membros (delegados da Polícia Federal, membros do Ministério Público e magistrados) que os direitos individuais nunca podem ser postergados ou eliminados num regime democrático e que a Justiça pode ser feita e realizada na esteira do respeito à lei e aos direitos dos cidadãos previstos em nossa Carta Magna. Os excessos nunca podem ser objeto de elogios e entram para o rol negativo das boas realizações.

José C. de Carvalho Carneiro 

carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

*

O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

Ao longo de dois anos de atividade da Lava Jato, o juiz Sérgio Moro proferiu 118 sentenças que resultaram em mais de 1.250 dias de prisão. Por outro lado, não há, durante o mesmo período, uma só condenação de beneficiados pelo famigerado foro privilegiado exarada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Sabe-se que lá dormitam mais de 800 ações e inquéritos em fase de investigação. Quaisquer que sejam, no entanto, as reais razões para esse descompasso, uma delas atribuída à dinâmica decisória, num caso, monocrática de primeira instância, noutro, baseada em colegiado, e que sejam aceitos os argumentos ressaltados pelo ministro Teori Zavascki dando conta de que o que está atrasando o desfecho de tais processos é a demora nas investigações, a cargo da Polícia Federal e do Ministério Público - segundo ele, cabe ao STF tão somente julgar -, é inevitável o constrangimento e a sensação de pouco crédito na Corte Suprema. Afinal, o que está na verdade acontecendo com a Justiça brasileira? É a indagação insistente da sociedade.

Paulo Roberto Gotaç 

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

CRIMINOSOS

O terrível massacre no presídio de Manaus é inconcebível, mas, com certeza, aqueles presidiários vitimados trouxeram menos prejuízos ao País do que aqueles que estão na cadeia da Papuda, em Brasília, ou na carceragem da Polícia Federal no Paraná. Agora, com a volta do juiz Sergio Moro, no final deste mês, e a falta de celas livres, os corruptos e trambiqueiros deveriam passar suas "férias" na capital manauara. Que sorte do Brasil! 

 

Júlio Roberto Ayres Brisola 

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo 

*

POR QUE A CRISE NÃO ACABA

Quando finalmente houve o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Brasil pensou que logo sairia da crise catastrófica. A posse do vice-presidente do governo Dilma parecia ser a solução de todos os problemas. Não foi. A gestão Temer é sem dúvida muito melhor que a gestão Dilma: foi deixado para trás o entulho ideológico, mas o País parece ser incapaz de se reerguer depois do tombo da gestão petista. O Brasil parece subestimar a importância da perda do grau de investimento, a volta ao grau especulativo. O mundo civilizado enxerga o Brasil como um território dominado pelo crime organizado, no lugar dos cartéis do narcotráfico, temos o cartel das empreiteiras corruptas. A corrupção impera absoluta no governo, as punições pontuais de uns poucos membros do segundo escalão não convencem ninguém, pelo contrário, apenas reforçam a ideia de que o governo brasileiro quer retomar o jogo da propina e da corrupção o quanto antes. E Lula livre e candidato à Presidência da República só reforça a ideia da impunidade. O vice-presidente do governo Dilma dando as cartas no lugar da chefe afastada soterra qualquer esperança das mudanças que o mundo espera que o Brasil faça para voltar a ser visto com um país digno de confiança, digno de receber investimentos novamente. 

Mário Barilá Filho 

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

'ADERI AO FORA TEMER'

Temos 12 milhões de desempregados, se considerarmos os dependentes, seguramente podemos dizer que temos 60 milhões tentando sobreviver, numa economia em recessão, por três anos consecutivos. O que faz o presidente Michel Temer desde que assumiu? Concedeu aumentos reais a funcionários públicos federais, uma categoria que não tem risco de demissão, pois tem estabilidade de emprego. Segundo a ONG Contas Abertas, não estão com defasagem salarial. Não venha sua excelência com o argumento descabido de que o aumento já estava negociado, que fazia parte do Orçamento. Não conceder esse aumento minimizaria o sacrifício que está sendo imposto à população trabalhadora e desempregada. Os desempregados, cada vez que fazem suas compras, pagam impostos para sustentar esta máquina pública obesa, cara, incompatível com o tamanho da arrecadação e que recebe aumentos no momento da maior crise da história do Brasil. O presidente Temer privilegiou o governo em detrimento da iniciativa privada. Transferiu renda da iniciativa privada para o governo. A partir deste momento, aderi ao "Fora Temer", fora a mais um populista, o País não merece dirigentes como este.

Walter Sant'Anna Zebinden 

zebinden@terra.com.br

Campinas

*

O INCHAÇO NAS REPARTIÇÕES

Decreto presidencial extingue 4.689 cargos de livre nomeação na administração federal. Isso representará economia anual na ordem de R$ 240 milhões. O governo faz a lição de casa para, depois, pedir austeridade aos outros governos e até à sociedade. Estados e municípios também têm seus quadros funcionais inchados pelo apadrinhamento. É voz corrente que no Congresso Nacional e no Poder Judiciário é grande o número de contratados sem concurso. O ideal seria que governadores, prefeitos, as mesas legislativas e os dirigentes do Poder Judiciário também enxugassem a área sob suas responsabilidades. Embora tenha suas especificidades, a administração pública não pode diferir da privada quanto ao gasto de seus recursos. Uma empresa que mantém trabalhadores desnecessários ao seu trabalho vai à falência. O governo não vai à falência, mas entra na extrema penúria que hoje verificamos. 

                

Dirceu Cardoso Gonçalves  

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

IRRESPONSABILIDADE FISCAL

No ano de 2106 o Congresso Nacional cassou o mandato de uma presidente da República por infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Belo exemplo. Deve-se cuidar da coisa pública com esmero. Ao findar o ano, constata-se que inúmeros prefeitos fizeram o mesmo por todo o Brasil. O noticiário é pródigo em mostrar a situação de penúria em que vários prefeitos eleitos encontraram os cofres dos municípios ao assumir os mandatos. A pergunta que não quer calar: quem é o órgão responsável por iniciar o processo de responsabilização desses gestores? Lembro-me, por exemplo, de que o sr. Agnelo Queiroz deixou o caixa do governo do Distrito Federal à míngua e não me lembro de alguém ou algum órgão público ter aberto um processo para responsabilizá-lo! Vai ficar por isso mesmo?

Marco Antonio Esteves Balbi 

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

*

BELFORD ROXO

O município de Belford Roxo é um dos mais pobres do Rio de Janeiro. Como muitos, não paga em dia seus servidores e apresenta graves deficiências na saúde pública. Dificilmente se saberá de alguém ansioso por visitá-lo como turista ou de realizar lá um congresso de qualquer natureza, num centro de convenções, ainda inexistente, mas nos planos da nova administração. O recém-eleito prefeito, seguindo a tendência nacional de cortes, anunciou a extinção de algumas secretarias municipais, mas manteve a de Turismo. Indagado pela reportagem sobre a necessidade dela, respondeu que a construção do pretendido centro depende de recursos do governo federal que só serão liberados e carreados para o município se existir a referida secretaria e for criado o respectivo conselho. E assim é administrada boa parte de nossos municípios, sem a preocupação de seus gestores com, por exemplo, a atração de investimentos, mas com o foco voltado para a realização de obras pirotécnicas e de utilidade duvidosa.

Paulo Roberto Gotaç 

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

IMPOSTOS SEM RETORNO

Os Tribunais de Contas deveriam auditar a destinação do dinheiro arrecadado com o IPTU e o IPVA, pois a cidade de São Paulo está abandonada e as ruas, esburacadas.

Yvette Kfouri Abrão 

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

*

CRI$E

É de causar espécie e profunda inquietação com o futuro o fato de que em 2016 houve o volume recorde de 1.863 pedidos de recuperação judicial no País, 44,8% (!) superior ao de 2015 (828 em 2014). O número assustador é composto por 1.134 micro e pequenas empresas, 470 de porte médio e 259 das grandes. Ao mesmo tempo, o número de pedidos de falência também teve crescimento, de 1.758, em 2013, a 1.852, em 2016. Como se vê, a situação econômica é gravíssima tanto na esfera privada como na pública, o desemprego grassa na indústria, no comércio e nos serviços, a inadimplência cresce a olhos vistos e a ruptura do tecido social é iminente. Infelizmente, tudo leva a crer que dias piores ainda virão. Salve-se quem e como puder!

J. S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

*

DE OLHOS BEM ABERTOS

Com muita boa vontade, mesmo em meio a esta recessão econômica, podemos enxergar coisas positivas. Por exemplo, a notícia de que a balança comercial em 2016 bateu recorde histórico com um superávit de US$ 47,7 bilhões. Sinal claro de que, pelo menos pelos portos do País, estamos avançando. Lógico que este saudável resultado da balança se deve também à queda de 20,1% nos importados. Mas conforta ainda saber que em 2017 poderá haver um repeteco desse auspicioso resultado, mesmo com as projeções de especialistas de que teremos uma recuperação das importações - o que é bom para o País. Porém, se arregalarmos bem os olhos, também vamos perceber a inflação caindo, a taxa Selic idem, as ações na Bolsa subindo, o dólar sem sobressaltos e o governo federal freneticamente tomando decisões que podem dar fruto e gradualmente recuperar a nossa atividade econômica.

Paulo Panossian 

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

COMBUSTÍVEIS

Tem gente que acha que o nosso ouvido é penico. Noticiaram que o óleo diesel teve aumento na refinaria, mas a gasolina não. Porém o transporte da gasolina para os postos é feito em caminhões movidos a... diesel. O transporte da gasolina não vai ficar mais caro? Vai. E de quem o dono do posto de gasolina vai cobrar o aumento no frete?

Panayotis Poulis 

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

AUMENTO DO DIESEL

Em um mês, e na condição que se encontra o Brasil, com sua população numa precária situação, para não dizer falimentar, a Petrobrás resolve irresponsavelmente aumentar pela segunda vez o preço do diesel, para desta maneira destruir e aniquilar o transporte rodoviário, que está em fase terminal. Considerando que a maioria dos transportes no Brasil se faz por rodovias, e não sobre trilhos, como é na maioria do mundo desenvolvido e inteligente - o que traria inúmeros benefícios ao trânsito, redução da poluição, custo de manutenção de rodovias, etc. -, com certeza teremos em cadeia uma avalanche de aumentos, né não?

Angelo Tonelli 

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

'O CARF E SEUS VÍCIOS'

Muito bom e bem colocado o assunto Carf na coluna de Celso Ming de 6/1 ("O Carf e seus vícios"). O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) é um órgão criado em 2009, no governo do PT, com finalidade de dirimir dúvida sobre cobrança de impostos, como recurso a uma decisão da Receita Federal. Parece lógico e racional, mas tem custo muito alto ao contribuinte e funcionou em grande parte como mais uma bela fonte de corrupção. Será que vale a pena mantê-lo, ou confiar na Receita e extinguir este sorvedouro de recursos, tendo ministros com altos salários e ainda sujeitos à corrupção?

Ulysses Fernandes Nunes Jr 

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

*

DE VOLTA À BASE

Depois de 12 dias sem ver a cara de Renan Calheiros e similares, volto e já tenho notícias de mais roubos praticados pela quadrilha que tomou conta do País por 13 anos. Abriram a caixa preta do fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef). No exercício de 2016, foi registrado um prejuízo de R$ 3 bilhões, elevando as perdas nos últimos cinco anos para R$ 18 bilhões. Não restam dúvidas de que onde o Partido dos Trabalhadores (PT) põe as patas rouba até o papel higiênico dos sanitários. Isso é porque é o partido dos trabalhadores, imaginem se não fosse.

Humberto de Luna F. Filho 

lunafreire@falandodebrasil.com.br

São Paulo

*

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Em primeiro lugar, antes de enviar a reforma da Previdência para a Câmara dos Deputados, o governo deveria ter acabado com a aposentadoria e os benefícios (auxílio-combustível, paletó, assessores, etc.) dos políticos, e não punir o povo que trabalha e paga os salários deles por meio de impostos. Os políticos devem pertencer ao mesmo grupo de mortais, contribuir e participar das mesmas regras da Previdência Social. Os vereadores, deputados, senadores são eleitos para servir ao País, portanto, deveriam receber somente um salário, assim como nós quando servirmos às Forças Armadas, ou somos convocados para trabalharmos nas eleições, ou somos convocados para sermos jurados do tribunal do júri, estamos servindo ao País, recebemos um salário mínimo ou, o que é pior, quando somos convocados a trabalhar nas eleições ou para servir como jurado do tribunal do júri, nada recebemos. Em segundo lugar, a contribuição à Previdência não deve ser obrigatória. Cada cidadão tem o direito de escolher o que lhe convém. Terceiro: a Previdência deve ser transformada em capitalização, ou seja, o cidadão que optar a contribuir para a Previdência terá uma conta em seu nome. Essa conta, como as demais, deve ser administrada por responsáveis competentes, e o dinheiro da contribuição seria aplicado de forma a ter rendimentos superiores ao aplicado no mercado pelo cidadão (pessoa física). Em quarto lugar, o contribuinte, ao ficar desempregado aos 45 anos de idade ou mais - num país onde pessoas com mais de 45 anos são consideradas obsoletas - e não consegue mais entrar no mercado de trabalho, sendo substituídas por jovens com um terço do salário, podem solicitar à Previdência o encerramento das contribuições e receber uma renda mensal. Essa renda será calculada pelo atuário e será determinada pelo montante contribuído e pelo tempo de vida estimado do contribuinte, não importando o tempo de contribuição à Previdência nem a idade do contribuinte.

Luiz Carlos Cinquetti 

luizcinq@gmail.com

São Paulo

*

MAIS IMPOSTO

Em minha particular opinião, o objetivo da reforma da Previdência é o governo brasileiro "criar mais um imposto sem o desgaste de criar mais um imposto". Todo o superávit da Previdência é livremente usado pelos nossos governos para: tapar buracos nas ruas com várias camadas de pedra, das mais grossas às mais finas, em camadas, para só então colocar o asfalto, em estradas que durarão décadas sem rachadura; construir e manter coisas formidáveis. Excetuando-se a parte das construções maravilhosas, que jamais ocorrem - na verdade, nossos governos constroem muito caro, com cara de novo por apenas um ou dois anos, e são péssimos, quase "zero-management", de manutenção, quase nunca ou nunca vi aparato do governo bem mantido no aspecto físico, estrutural e contábil; portanto, excetuando-se a inabilidade aleijada de nossos governos de efetuar e manter construções maravilhosas, nossos governos querem grana, din-din, bufunfa, dinheiro que é vendaval na mão de nossos governos; tudo isso sem o desgaste político na população, que ocorreria ao simplesmente criar ou aumentar imposto. É quando entra a possibilidade de criar mais um imposto sem usar a palavra imposto, mas, sim, agarrando com unhas e dentes o assunto Previdência. Para quem não sabia, o dinheiro que sobra da Previdência é melhor que imposto: é livremente usado pelo governo, sem restrição por setor ou região. Mais de 60% da grana de nossos governos (antes de FHC chegava a quase 100%) - esta habilidade, sim, sempre houve - é para pagar em dia "servidores públicos", maiores e menores, que representam a nova nobreza pós-1808, "amigos do rei", mais amigos ou menos amigos, porém amigos, a depender dos zeros no contracheque, com muito pouca correspondência, ou muito instável - o oposto a uma certificação de qualidade iso-9000 - em consequências para a melhoria da população. 100% dos geradores do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro - empresários, diaristas, mecânicos, servidores públicos, jornalistas - pagam 60% de seu esforço para (quantos porcento?) os novos "amigos do rei", servidores públicos, inconstantemente e em baixa taxa produzirem benefícios para 100% da população, em estruturas velhas, com contabilidade em papel de pão; mantidas (?) pela natureza, pelos matinhos, pela água da chuva, pela força da gravidade.

Vladimir Bergier Dietrichkeit 

vladimir.brasil@gmail.com

Porto Alegre

*

CORREÇÕES NECESSÁRIAS

No que se refere ao déficit das pensões no setor público, é de R$ 70 bilhões, num universo que não passa de 1 milhão de pensionistas. No setor privado, são 24 milhões de pensionistas para um déficit de R$ 86 bilhões, e esses números são relativos ao exercício de 2015. Comparando os respectivos déficits, concluímos que existe uma relação aproximada de 1 para 20, isto é, uma unidade de déficit no setor privado corresponde a 20 unidades no setor público. Só quem não quer ver não sabe onde está o problema da Previdência Social no Brasil. Além do mais, em vez de criar um fundo federal para assistir os idosos hipossuficientes de renda, resolveu-se que o INSS deveria arcar com eles. Por outro lado, segundo o próprio ministro da Defesa afirmou, em entrevista na TV, todas as pensionistas, viúvas e filhas de militares das Forças Armadas têm seus benefícios pagos pelo INSS, despesa que, caso fosse incluída no orçamento do Ministério da Defesa, daria um alívio de aproximadamente R$ 14 bilhões, por ano. Se não me engano, nessa conta se devem incluir as pensionistas do Judiciário. Ora, se for para reformar a Previdência, esse é um bom momento para rever todos esses e outros desvios de finalidade, pois o INSS é mantido por uma enorme classe trabalhadora que, na atualidade, dificilmente atinge a pensão limite de aproximadamente R$ 5.100,00, limite máximo, ao passo que os idosos apontados recebem um salário mínimo corrigido pelo máximo possível e as pensionistas recebem praticamente os proventos integrais dos falecidos. Não é compreensível que tantos técnicos, políticos e sindicatos não vejam ou não saibam dessas distorções, ou, melhor, injustiças sociais. Tenho a impressão de que tais fatos são ignorados de propósito. Corrigindo essas imperfeições, tenho certeza de que com ajustes muito menores o INSS será bem mais saudável e jamais entrará em colapso.

          

Renato Nunes Rangel 

renurangel@gmail.com

São Paulo

*

BALANÇO DA GESTÃO HADDAD

Em todos os detalhes, a realidade nua e crua do resultado da administração Haddad em São Paulo sintetiza a marca registrada do PT: início enganador com tiradas demagógicas, seguido de jogadas de marketing e finalizado com suspeitas de corrupção. Roteiro: propostas atabalhoadas e desfocadas do real interesse da população e da função da Prefeitura. Na saúde, SUS abandonado. No transporte, o engessamento do trânsito, o caos da cidade com as faixas de ônibus mal planejadas, limitação de velocidade em vias que deveriam supostamente ser rápidas e tudo seguido de um plano maligno de cobrança de multas e mais multas, estas, sim, bem planejadas. A corrupção, em gastos inexplicáveis do custo de troca de placas, quilômetros de solo carissimamente pintado (e que já está apagando) em vias que nunca vimos passar bicicleta (isso é prioridade versus saúde e educação?). 

Ruy Mitsubayashi 

ruymitsu@uol.com.br

São Paulo

*

O PT NO COMANDO

Lendo diariamente o "Fórum dos Leitores", tomo conhecimento do desastre que foi a permanência do ex-prefeito Fernando Haddad na administração da cidade de São Paulo. Resido em Bragança Paulista, administrada por prefeito petista, portanto posso afirmar que em matéria de péssimos administradores públicos a concorrência é muito grande. Felizmente, na última eleição, nos livramos deles.

Adalberto Amaral Allegrini 

adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

*

NOVA ADMINISTRAÇÃO EM SP

Depois da tempestade vem a bonança.

Roberto Twiaschor 

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

*

PROMESSAS

Ao tomar posse, os novos prefeitos fizeram o que melhor sabem: discursaram fazendo promessas de boa gestão. Mas no decurso de seus mandatos, como são políticos, acho que vamos ver denúncias de muita digestão. 

Mário A. Dente 

eticototal@gmail.com

São Paulo

*

TRANSPARÊNCIA

O prefeito de São Paulo, João Dória, afirmou em várias ocasiões que sua gestão será caracterizada pela absoluta transparência. Que tal começar pelas tarifas de ônibus, seus subsídios e o lucro das empresas?

Luiz Frid 

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

FLUIDEZ NAS MARGINAIS

Bastou o prefeito de São Paulo, João Dória Junior, anunciar de forma sensata a mudança de velocidade nas Marginais, de 50 km/h para 70 km/h, e a tropa de choque dos xiitas da mobilidade logo entrou em ação, defendendo o atraso e a mediocridade. Usando o argumento estapafúrdio de que a velocidade de 50 km/h diminuiu o número de mortes por atropelamentos naquelas duas importantes vias da Capital, eles chutam a lógica para debaixo do tapete por conveniência, acreditando que todo paulistano é desinformado e incapaz de fazer deduções lógicas com um mínimo de razoabilidade. Associar a redução de 34 para 27 mortes por atropelamentos graças à redução de 20 km/h é subestimar a inteligência alheia, pura falácia. Uma coisa não tem absolutamente nada que ver com a outra. As razões para a redução de atropelamentos podem ser várias, inclusive o fato de pedestres ficarem mais atentos e não atravessarem em vias movimentadas, fora dos faróis ou passarelas. Neste caso, ao contrário, o sucesso não é a redução da velocidade, mas as campanhas de conscientização. Até porque carros não sobem em cima de passeios e calçadas para atropelar pedestres. Ademais, as Marginais não são locais adequados para pedestres caminharem despreocupados, mas de veículos em trânsito. Com efeito, atropelamentos regra geral acontecem por imprudência e falta de atenção de pedestres, e não porque a velocidade máxima é de 50 km/h ou 70 km/h. Verossímil, não é a velocidade a causa de acidentes indesejados, mas o mau comportamento de quem não se protege ao atravessar vias. Calçada em discursos politicamente corretos e exemplos de cidades que não se aplicam à realidade brasileira (cidades europeias de clima frio e topografia plana), a patrulha do "deixa disso" age como se a medida do mundo válida fosse a deles. Tenta, em vão, exorcizar o carro e se esquece de que carros não são conduzidos por ETs, mas por indivíduos que fizeram escolhas e que merecem respeito, fluidez e vias capazes de receber volume cada vez maior de veículos que são produzidos e precisam ser vendidos no Brasil. Lembro, ainda, que esses veículos estão cada vez mais potentes e largos, precisam de vias expressas, longe de pedestres, seja debaixo ou por cima da terra, em túneis e viadutos. A capital tem mais de 8,5 milhões de veículos e a cada dia essa frota vai aumentar, exigindo do poder público medidas eficientes que incluem obras, corredores sem interrupção de tráfego, uma pitada de ousadia, menos conversa mole e mais atitudes. Parabéns ao prefeito João Dória por compreender isso e devolver as Marginais à fluidez que elas necessitam para escoar o tráfego da cidade que ele governa. 

José Aparecido Ribeiro 

jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

*

DORIA, O GESTOR

A cidade de São Paulo está mudando, e para melhor, conforme constatou reportagem do "Estadão" que percorreu a região da Nove de Julho e verificou que melhorias já foram efetuadas, como o conserto de calçadas e remoção de algumas pichações. E, ainda de acordo com a reportagem, sem gastos adicionais como pagamento de horas extras aos funcionários que trabalham na área de limpeza e manutenção da cidade. Isso é gestão, fazer mais com menos, valorizando o dinheiro público, algo com que o setor público não está acostumado nem a mídia, pois, lendo a matéria "Mutirão do Doria transfere mão de obra para 'embelezar' cidade" ("Estadão", 4/1, A14), fiquei com a impressão de que o repórter mais criticou do que reconheceu os avanços para buscar uma cidade mais limpa e bem administrada. Na minha opinião, o atual prefeito começou bem e merece elogios. 

Maria C. Del Bel Tunes 

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

A REGIÃO DA SÉ

O prefeito Dória deveria urgentemente fazer uma faxina no marco zero da cidade, a região da Sé, retirando mendigos, moradores de rua e repaginando uma visão que enfeia a cidade e afugenta turistas. É fundamental, ainda, em parceria com o Estado, dar fim à feira do rolo que se realiza no nariz do Tribunal de Justiça, comercializando produtos fruto de ilícito, e também, com a Arquidiocese de São Paulo, permitir que as escadarias da catedral estejam livres para circulação e o ambiente convidativo seja o cartão de visita onde nasceu a cidade que dentro em breve fará aniversario de fundação (25 de Janeiro).Vejamos se o prefeito cumpre mais uma promessa de campanha.

Yvette Kfouri Abrao 

abraoc@uol.com.br

São Paulo

*

O LUXO QUE VEM DO LIXO

Merecidamente, o mundo do nosso prefeito eleito João Doria sempre foi um universo de muito luxo, viagens e mansões. Recomendo cautela a Doria ao classificar a cidade de São Paulo como "lixo vivo". Sua deterioração urbana e humana muito se deve aos equívocos do PSDB e do PT no comando da Prefeitura. João Doria pode ser questionado pelo povo simples onde estava no longo e recente período em que o partido dele administrou a capital. Ainda mais que a maior beneficiada do início da nova gestão será a Fecomercio-SP, que quer moradores de rua bem longe da Praça 14 Bis, na Bela Vista,  região da organização empresarial. Por que não o programa "Cidade Linda" começar pela periferia?

Devanir Amâncio 

devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

*

POR TRÁS DA TELA

O "Cidade Linda" está na tela aramada. É o Dória começando tapar o sol com peneira...

A.Fernandes 

standyball@hotmail.com

São Paulo

*

PERNILONGOS NO ALTO DE PINHEIROS

O total abandono do programa de combate aos pernilongos transformou a vida dos moradores do Alto de Pinheiros num verdadeiro inferno. São noites de terror que passamos na tentativa de exterminá-los, com inseticidas, raquetes, repelentes, ventiladores. Somos obrigados a deixar os vidros das janelas fechados, pois os malditos entram por qualquer furinho ou fresta mínima. Desde os tempos em que José Serra foi prefeito que não passa nenhum caminhão de fumaça. O ano passado veio um comando para verificar se havia criadouros de mosquito da dengue, e só. E os Culex? Eles também transmitem doenças e causam muita alergia tanto na pele quanto respiratória, não só nas crianças e idosos, mas até nos cachorros. Já reclamei no telefone da Prefeitura, e me disseram que não havia nenhuma ação programada; e fui até a Subprefeitura de Pinheiros, inclusive levando um abaixo-assinado que foi simplesmente ignorado. Espero que o prefeito Doria dê prioridade absoluta a essa praga e mande exterminá-la. Isso é uma grave questão de saúde pública.

Cleide F. Marrese 

marrese@sti.com.br

São Paulo

*

FARÓIS ACESOS NAS ESTRADAS

Lei abominável a dos faróis ligados inutilmente, mesmo durante o dia. Boa para fabricantes de lâmpadas, ruim para o meio ambiente (aquecimento) e incômoda para os olhos. 

Nélson Lages 

nelsonlages29@gmail.com

São Carlos

*

S.O.S. MARACANÃ

É um crime o que estão fazendo com o mítico Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Palco de duas finais de Copas do Mundo e dono dos maiores públicos da história do futebol mundial, o Maracanã é um templo sagrado e patrimônio nacional, que merece respeito, cuidados e proteção. Governantes e empresários corruptos reduziram a sua capacidade a menos da metade, acabaram com a geral graças ao "padrão Fifa" e, agora, estão querendo inviabilizá-lo, o que é inaceitável. Oxalá a dupla Fla-Flu se una e assuma a administração do Maraca numa cogestão feita com competência, paixão e profissionalismo.

Renato Khair 

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.