Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

16 Janeiro 2017 | 03h05

FIM DE UMA ERA

Despedida de Obama

Barack Obama cometeu vários erros em oito anos como presidente dos EUA. Na política externa, não foi duro o suficiente com a Rússia e com Putin, foi vacilante com a Coreia do Norte, não enfrentou corretamente os muçulmanos radicais e o Estado Islâmico e deu muito espaço à China, o que é um enorme perigo para o futuro. Na política interna, fracassou completamente em seu plano de controle de armas, tanto que os massacres continuam. A segurança interna nos EUA segue fragilizada. O Obamacare continua a receber muitas críticas. E as minorias, que ele tanto defende em palavras, poucos benefícios tiveram de fato. Aliás, os próprios negros ainda são marginalizados numa sociedade que foi governada por um negro. Mas qual foi o presidente que não errou? De Lincoln a Reagan, sinônimos de grandes presidentes, todos tiveram suas falhas. Portanto, não há dúvida de que a História reservará em seu julgamento um lugar de destaque para Barack Obama. Seu carisma, sua inteligência, sua natural liderança e seus exemplos pessoais, seu otimismo e sua crença no ser humano foram marcantes. E seus discursos, caramba, o cara fala bem demais! Para quem, como nós, que estávamos acostumados com aquela semialfabetizada... (A propósito, aprendi ao longo dos últimos 13 anos com os nossos lamentáveis políticos de plantão que a expressão “politicamente correto” quase sempre significa “ridiculamente errado”, quando não “devidamente roubado”.) Amigos, governar os EUA não é administrar um condomínio. Não é para qualquer um. Longa vida para Barack Obama! Mandou bem!

PAULO SÉRGIO P. GONÇALVES

ppecchio@terra.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Fux e a impunidade

O artigo A Lava Jato e a ordem democrática, de Sérgio Fausto (14/1, A2), está correto, exceto, a meu ver, quando reprova a liminar monocrática do ministro do STF Luiz Fux no mandado de segurança contra a aprovação, na Câmara, da votação das dez medidas anticorrupção apresentadas pelo Ministério Público. O ministro assim agiu porque, se enviasse o caso para decisão coletiva do STF, isso implicaria demora de meses, com pedidos de vista dos srs. ministros. Conhecida a pressa do Senado em proteger seus membros contra as investigações da Lava Jato, essa procrastinação decisória resultaria fatalmente na aprovação do projeto de iniciativa popular, que visava apenas “endurecer” a luta contra a corrupção, mas acabou transformado em ameaça inibidora contra promotores e juízes. Somente o veto do presidente Michel Temer impediria esse desastre, mas provavelmente ele não teria como, tecnicamente, vetar o projeto adulterado, porque ele não importa em aumento de despesa. E Temer precisa de apoio do Congresso para poder governar. Luiz Fux só merece elogios por sua coragem e por se negar a passar por bobo. Não existisse essa liminar, a luta contra a impunidade estaria hoje morta e enterrada.

FRANCISCO CESAR PINHEIRO

RODRIGUES, desembargador

aposentado do TJSP

oripec@terra.com.br

São Paulo

ECONOMIA

Distrato imobiliário

Construtora poderá ficar com 10% do imóvel em caso de distrato (Estado, 14/1). Que fique claro que a proposta que permite às construtoras reterem 10% do valor do imóvel é extremamente protetiva do elo mais forte da relação e pode levar o consumidor à ruína. O risco do negócio está sendo transferido integralmente para o consumidor que ousou sonhar com a casa própria. Ninguém entra num negócio pensando em desistir. As desistências começaram com a crise do País, com o aumento do desemprego. Estão tripudiando em cima do consumidor!

LEA CINTIA DE ASSIS FERREIRA

cintiathomaz@gmail.com

São Paulo

Caixa, juros e tarifas

Nestes dias muito se falou na queda dos juros. A Caixa Econômica Federal, talvez para compensar a perda de receita, simplesmente aumentou a tarifa mensal que cobra da minha conta corrente de pessoa jurídica (microempresa), de R$ 25,30 para R$ 30. Ou seja, apenas 18,6%! É o governo trabalhando para reduzir o custo financeiro...

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Dívidas x demissões

Li no Fórum dos Leitores do dia 12 de janeiro o que a leitora sra. Suely Mandelbaum escreveu sobre o novo Programa de Regularização Tributária (PRT). Mas o que o PRT tem a oferecer às pequenas e médias empresas, que pagam impostos pelo lucro presumido? Mesmo tendo prejuízo, na atual conjuntura, elas são obrigadas a pagar Imposto de Renda, PIS e Cofins pelo valor do faturamento, e não podem utilizar os créditos de PIS e Cofins obtidos em suas compras. Afinal, as pequenas e médias empresas contratam muitos funcionários e qualquer redução de dívidas pode evitar mais demissões.

GILBERTO ABU GANNAM

gilbgag1@hotmail.com

Piracaia

Bonança da Receita

No apagar das luzes de 2016, em 29/12, foi editada mais uma medida provisória, a de n.º 765, que “altera a remuneração de servidores de ex-Territórios e de servidores públicos federais; reorganiza cargos e carreiras, estabelece regras de incorporação de gratificação de desempenho e aposentadorias e pensões, e dá outras providências”. É pena que a nossa imprensa não se tenha debruçado sobre isso. Trata-se de mais um caso de faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. No momento mesmo em que o ministro da Fazenda condiciona o salvamento de Estados falidos a draconiano programa de reequilíbrio orçamentário a ser implantado por eles, incluindo o corte de despesas com funcionários, a citada medida provisória brinda os auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal com generosos “bônus de eficiência e produtividade na atividade tributária”. Note-se que o salário inicial dessas carreiras é de R$ 19.669, enquanto o piso salarial dos professores foi agora aumentado para R$ 2.298,80. O valor de tais bônus será definido por um comitê gestor até 1.º de março e nesse meio tempo serão pagas parcelas mensais de R$ 7.500 aos auditores fiscais e R$ 4.500 aos analistas tributários. Para completar a “dadivosidade”, os aposentados e pensionistas dessas carreiras também foram agraciados com os mesmos bônus. É realmente deplorável que o Estado brasileiro não puna os funcionários que não cumprem suas obrigações, até mesmo com a demissão, e se disponha a premiar os que o fazem. Será que é porque nossos governantes julgam ser de bom alvitre estar nas boas graças de funcionários que têm amplo acesso às informações sobre a sua vida financeira?

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

“Temer está brincando com fogo ao nomear gente enrolada em processos e investigações para cargos no seu governo”

CARLOS EDUARDO BARROS RODRIGUES / SÃO PAULO, SOBRE AS QUESTIONÁVEIS ESCOLHAS DO PRESIDENTE

ceb.rodrigues@hotmail.com

“Com essa superlotação carcerária, onde colocar nossos também numerosos políticos corruptos? Prisão domiciliar? Haja tornozeleiras eletrônicas!”

NIVALDO RIBEIRO SANTOS / SÃO PAULO, SOBRE A FALTA DE VAGAS

nivasan1928@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DESEMPREGO

Se, de cada 3 desempregados no mundo em 2017, 1 será brasileiro, em 2018 seremos 13,8 milhões de desempregados no País, o que afetará como nunca a recuperação da nossa economia. Isso sem contar as milhares de empresas que fecharão suas portas. Tudo ao contrário do que vêm dizendo a maioria dos nossos "economistas de escrivaninha", que insistem em afirmar que o mal maior do País já passou e que a solução, agora, será resolver o galopante déficit da Previdência. Sabemos, ainda, que quem sustenta os aposentados são os trabalhadores da ativa, então, se o diagnóstico dado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) estiver correto, o Brasil está ainda descendo em direção ao pré-sal do fundo do poço, porque não sobrará dinheiro para absolutamente nada. Com a palavra, nosso sempre otimista ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Qual é a nossa saída?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CORTINA DE FUMAÇA

O governo deve estar agradecido pelo caos que se instalou nos presídios brasileiros este mês, e não se fala em outra coisa, chegando a tirar o foco de inúmeros outros gravíssimos problemas que vêm abalando os alicerces do Palácio do Planalto. A verdade é que, em termos de grandeza, nada se compara ao tamanho da mãe de todas as crises, que é esta do desemprego, envolvendo nada mais, nada menos do que 12 milhões de brasileiros.

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Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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ABUTRES

Enquanto no G-20 o Brasil é campeão do desemprego - pois em 2017 de cada 3 desempregados no mundo, 1 será brasileiro, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), nossos políticos e governantes estão  preocupados  com  quem serão os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado e da Presidência da República em 2018. Informa, ainda, a OIT que o número de brasileiros sem trabalho passará de 12,4 milhões, em 2016, para 13,6 milhões, em 2017, e 13,8 milhões, no ano que vem, e que somente a África do Sul terá um índice de desemprego superior ao do Brasil. Se vivo meu pai fosse, com certeza ele diria que, "com esta cambada de abutres e incompetentes que nos governam, estamos com os peixes vendidos e o dinheiro esparramado".

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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PREMISSAS DO CRESCIMENTO ECONÔMICO

O futuro sempre é imprevisível. E não adiantam lamentações nem exclamações ufanistas. Não há solução mágica e de curto prazo. O acerto da gestão fiscal do governo federal, dos Estados e das prefeituras é uma premissa. Requer um salto de paradigma de consciência, pois a Lei de Responsabilidade Fiscal foi transgredida impunemente. A redução dos juros exorbitantes - tradicionalmente exorbitantes - é outra premissa, mas não induzirá uma ativação da economia automaticamente. E não se trata apenas dos juros básicos. A chave é a oferta de trabalho e renda do trabalho. Obras na infraestrutura representariam um início da recuperação do emprego. As reduções de despesas de custeio podem ser convertidas em despesas para investimentos públicos. A iniciativa privada pode ser interessada tanto no saneamento básico como na geração de energia eólica, solar e por cogeração. Contingentes de pobres que não tiveram trabalho registrado poderiam ser ocupados em projetos de reflorestamento e de recuperação de bacias hídricas (faltam projetos para o desenvolvimento sustentável). Quanto mais cedo a ocupação crescer, mais cedo toda a economia se revigorará. É simples assim.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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BRASILEIROS EXTORQUIDOS

Nenhum país no mundo rouba tanto seus próprios cidadãos como o Brasil. Nem na pior ditadura africana se cobra 500% ao ano de juros no cartão de crédito. Depois de três longos anos de recessão, o Brasil finalmente resolveu reduzir um pouco a taxa de extorsão sistemática, que para regozijo geral da Nação passou de 13,75% ao ano para meros 13% ao ano. Seria curioso fazer a conta e saber quanto os bancos no Brasil já ganharam cobrando as taxas de juros mais altas do planeta durante décadas seguidas, sem descanso. Mais curioso, ainda, seria imaginar como seria a vida no Brasil se uma pessoa pudesse financiar uma casa, um carro, um negócio com taxas de juros de país civilizado. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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A VEZ DOS BANCOS

Chegou a vez dos bancos nacionais e internacionais. Retêm o salário do trabalhador ativo e inativo, oferecem empréstimos inclusive com cartões de crédito a juros exorbitantes, aproveitando a fragilidade econômica do aposentado, empregado e pequeno empresário. Cobram taxas para toda movimentação financeira. Se não houver, também cobram. Agências fechando e atendimento pessoal reduzido. O acesso à internet e caixas eletrônicos é pago pelo "cliente". Manipulam o mercado por influência perversa. Atuam como "cavalo de Troia": entram em sua vida e massacram o cidadão/empresa. Até quando?

Helio Nogueira helio.nogueira@icloud.com

São Paulo

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A SALVAÇÃO DA LAVOURA

Segundo projeção do Ministério da Agricultura, a colheita de grãos deve atingir o novo recorde de 215,3 milhões de toneladas na safra 2016-2017, um crescimento de 15,3% sobre a anterior. Com o expressivo resultado de quase US$ 85 bilhões em exportações, garantiu ao País superávit de US$ 47,7 bilhões na balança de trocas do comércio exterior. Mesmo tendo enfrentado tempos de estiagem em algumas regiões e abundância de chuvas em outras, o abençoado solo e o clima brasileiro asseguraram mais uma vez colheita farta e dinheiro em caixa. Nesta infausta quadra que o Brasil atravessa, em meio à mais aguda e severa crise econômica, política e moral de sua história, o agronegócio mostrou-se novamente a salvação da lavoura. Viva!

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

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OPERADORAS DE TELEFONIA

Banda larga fixa pode ter franquia de dados em 2017, diz Gilberto Kassab. Proposta esdrúxula, com a qual pretende proteger ainda mais as operadoras de telefonia, todas, sem exceção, as piores concessionárias dos serviços públicos. Hoje, cobram por 100mbs e entregam 10. Não respeitam o consumidor nem a legislação sobre telecomunicações. E ainda têm as propostas do governo para "doar" todos os equipamentos e instalações, além de converter as multas da Anatel em investimentos, coisa que nunca irão fazer. Basta!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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NÃO TEM SANTO

Os ministros de Michel Temer foram escolhidos "a dedo" pelas tramoias e pela vida pública pouco ortodoxa. Alguns são citados na Operação Lava Jato, outros estão na lista de propinas da Construtora Odebrecht, portanto, todos sob suspeição. Agora chegou a vez do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que teve seus bens bloqueados pela Justiça. Aliás, no mesmo caminho "solidário e íntimo" seguem Eliseu Padilha (Casa Civil), Romero Jucá, Geddel Vieira Lima, Fabiano Silveira, Henrique Eduardo Alves, Fabiano Silveira (todos ex-ministros), José Serra (Relações e Comércio Exterior), Sarney Filho (Meio Ambiente), Ricardo Barros (Saúde), Raul Jungmann (Defesa), Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário), Moreira Franco (privatização e concessões), Mendonça Filho (Educação e Cultura), Mauricio Quintella Lessa (Transportes), Bruno Araújo (Cidades), Alexandre de Moraes (Justiça), Júlio Bueno (Juventude) e muitos que ainda virão. O único que merece aplausos é Marcelo Calero, que denunciou a trambicagem. Por outro lado, o povo brasileiro espera enérgicas providencias do governo federal. Basta!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

   

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CULTURA DO ESQUECIMENTO

Desde o início da Operação Lava Jato, em 2014, o Brasil tem vivenciado um fenômeno muito interessante: a enxurrada de denúncias e de crises políticas e institucionais é de tal monta e a intervalos tão curtos que, a cada nova situação, a anterior cai facilmente no esquecimento. Por exemplo: por onde andam o ex-ministro Aloizio Mercadante e a gravação envolvendo o ex-senador Delcídio Amaral? E a proposta de reforma do ensino médio que provocou a invasão de inúmeras escolas pelo País e ocupou os espaços da mídia por dias seguidos, em que pé se encontra? Exemplos é que não faltam. Não é difícil de imaginar o que acontecerá brevemente: bastarão novas e intensas denúncias da Odebrecht, o início do julgamento da chapa Dilma-Temer ou qualquer outro motivo forte para a atual crise do sistema penitenciário despontar, mais uma vez, para o anonimato. Não haverá possibilidade de mudanças estruturais no País enquanto perdurar esta "cultura do esquecimento". 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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O QUE SERÁ QUE FALTOU DIZER?

O Ministério Público da Suíça encontrou computadores com 2 milhões de documentos e detalhes de todo o esquema da Odebrecht ao redor do mundo. Que sorte a Odebrecht teve ao fechar seus acordo de leniência logo antes das informações que forneceu deixarem de ser necessárias! Mas nada como comparar o que nos foi fornecido na leniência e o que deixou de ser. Se eu tivesse de apostar, diria que o que faltou deve ser ainda mais interessante...

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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CAUSA E EFEITO

Segundo o noticiário, a Odebrecht provocou crise em 11 países, além do Brasil. Pergunta-se: já não estaria na hora de suspender as atividades dessa empresa? Perguntar não ofende!

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Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)                                        

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PUNIÇÃO

Sobre a corrupção da Odebrecht: são verdadeiros gângsteres! Penas duras!

 

Élio Domingos Morando eliomorando@bol.com.br

São Paulo

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A CAIXA PRETA DO BNDES

Com o acordo de leniência da Odebrecht com Estados Unidos e Suíça, fica claro que o BNDES foi usado pelo governo do PT para, além de desviar recursos com corrupção, usar dinheiro do povo brasileiro - que poderia servir para investimentos tão necessários ao Brasil - em vários países bolivarianos, talvez, inclusive, a fundo perdido. Não foi liberado o acesso às informações de financiamentos da estatal?

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FUNDO PERDIDO?

Que a Odebrecht pagou em suborno R$ 3,4 bilhões a políticos, partidos, burocratas e servidores do Brasil e outros 11 países, como já devidamente comprovado, todos nós sabemos. O que nós queremos é que seja esclarecida a seguinte dúvida: as obras e serviços contratados foram efetivamente entregues? O dinheiro que o BNDES emprestou aqui no Brasil e para outros países tem garantias de que será recebido? Afinal de contas, este é dinheiro do povo brasileiro!

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Operação Lava Jato: uma história que ainda não terminou e sobre a qual, provavelmente, neste novo ano, a imprensa brasileira e a mundial terão muitos assuntos a serem publicados.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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APRENDIZADO

Vivemos uma fase de aprendizado imenso. Com a Lava Jato, pudemos constatar o que já se suspeitava faz muito tempo: a imensa corrupção. Nosso Congresso só legisla em benefício próprio e "o povo que se exploda". As medidas contra a corrupção, na calada da noite, se transformaram em medidas contra os investigadores (promotores, juízes, policiais, etc.). No entanto, esperamos que essas ações também passem a ser contra estes parlamentares atuais nas próximas eleições. Vamos renovar estes congressistas até que os novos não se deixem contaminar pela máquina pública viciada em roubar que estamos confirmando. Tem de haver uma higienização, uma desinfecção, uma purificação geral em nossa classe política.

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

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TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

Dado que os criminosos do colarinho branco - corruptores  e corruptos, como empreiteiros e políticos - têm como motivação imperativa o lucro, o que os impediria de se mancomunarem com traficantes de drogas (e armas), a serviço de objetivos comuns, visando ao domínio do País, ou de países? 

Jan Krotoszynski jankroto@gmail.com

Carapicuíba

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FACÇÕES

Será cabível a mudança do nome de "partido político" para "facção"? Ficariam mais próximos da realidade: facção petista, facção peemedebista, facção peessedebista, facção comunista, facção democratas, facção esquerdista, facção de centro, facção pesolista (essa fica fantástica), etc., etc. Resta-nos a facção do barqueiro, que terá muitas moedas para a travessia. 

João Luiz Piccioni piccionijl@me.com

São Paulo

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TUDO EM CASA?

Não há nenhuma surpresa ao lermos nos jornais que existem 27 facções criminosas agindo no interior dos presídios do Brasil. A propósito, há um número bem parecido de partidos políticos que também agem impunimente aqui fora (#prontocomparei!).

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo 

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50 NOVOS PARTIDOS

Agora, no Brasil, a criação de partidos políticos é o mesmo que abrir novas empresas comerciais, porém com um detalhe de suma importância: o segmento deles é outro, pois se dedicam exclusivamente - e são especialistas - à área financeira. Tanto isso é verdade que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa 50 pedidos de criação de novos partidos políticos. Brincadeira, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FACÇÕES CRIMINOSAS  E O LEVIATÃ

O Brasil é campeão mundial no número de partidos políticos (são 28 com representação no Congresso Nacional) e, também, o primeiro em organizações criminosas. Até então, só ouvíamos falar em PCC e em Comando Vermelho, e, a partir das chacinas ocorridas nas penitenciárias de Manaus e de Roraima, passamos a conhecer a Família do Norte (Amazonas), o Bonde dos 40 (Ceará), a Okaida (Paraíba), o Sindicato RN (Rio Grande do Norte), o Primeiro Grupo Catarinense (SC) e o Amigos dos Amigos (ADA), no Rio de Janeiro. A omissão do Estado facilita a proliferação de organizações criminosas dentro e fora dos presídios, constituindo-se num verdadeiro poder paralelo. O caminho para minimizar essas estruturas criminosas é o Estado exercer o seu poder de Leviatã.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PALAVRA DE POLÍTICO

No Rio de Janeiro, o prefeito Marcello Crivella, em campanha, prometeu categoricamente que o ex-governador Anthony Garotinho e a igreja da qual é bispo licenciado não participariam do seu governo. Já eleito, nomeou a filha de Garotinho - o que é o mesmo que nomear o pai - para a Secretaria do Desenvolvimento Social e vai colocar no Instituto de Defesa do Consumidor o Bispo Jorge Braz, filiado à sua igreja. Este é o grave sintoma que se abate sobre nossos políticos: logo depois de eleitos, não se sentem obrigados a respeitar os compromissos que assumiram com a cidade, Estado ou País.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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MARCELO CRIVELLA

Que prefeito da cidade do Rio de Janeiro é este? Disse que não nomeou o engenheiro Paulo Cezar Ribeiro, do Coppe, para a CET-Rio, por ter uma doença grave, e o engenheiro o desmentiu publicamente. Disse que no seu governo não haveria integrantes da Igreja Universal, e nomeia um bispo da igreja para a Defesa do Consumidor. Não votei nele, mas não imaginava que tão cedo mostrasse tamanha falsidade.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PERÍODO DE CHUVAS

 

Estamos no pico da estação das chuvas. Inundações de vias públicas e de imóveis, que muitas vezes causam vítimas fatais e invariavelmente dão prejuízo a muita gente. Todos os anos, nesta época, as chuvas produzem desabrigados, detonam a infraestrutura e prejudicam o funcionamento de muitos negócios. As causas, na maioria das vezes, estão vinculadas à negligência. A população joga lixo na rua, o material é tragado pela rede de galerias pluviais e as prefeituras não fazem a manutenção. Os novos prefeitos que assumem seus mandatos e têm de socorrer vítimas da negligência de seus antecessores precisam se mexer. Na estação seca do ano - que vai de abril a setembro - mandar limpar os bueiros e redes de galerias de suas cidades. Fazer campanhas para evitar que o povo descarte lixo nas ruas e cursos d'água. É lógico que não podem se esquecer de buscar recursos para obras que venham a resolver os gargalos provocados pelas chuvas em suas cidades. Não se esqueçam: as enchentes se combatem durante o período seco.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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AINDA AS INUNDAÇÕES

Senhor João Dória, novo prefeito de São Paulo, eu sou um cidadão brasileiro, morador nesta capital desde janeiro de 1948. Já sofri muito com as constantes enchentes que nos assolam e, com certeza, menos que muitos outros que já perderam tudo de sua casa, utensílios, a própria casa e até entes da sua família. Eu entendo a gravidade do problema que sofrem os menos assistidos de recursos e a complexidade que será resolver definitivamente esse drama que martiriza os mais humildes e até os ricos. Porém eu entendo também que já foi gasto desde 1950 o suficiente para ter feito uma obra adequada duas ou três vezes com os mesmos recursos, e para isso lanço um desafio a todos os ex-governadores e ex-prefeitos explicarem ao povo paulista quanto já gastaram nesse período e qual foi a solução prática obtida. Senhor prefeito João Dória, eu sei perfeitamente que o senhor jamais conseguirá fazer uma obra desse porte durante o seu mandato, não há recursos monetários nem tempo suficiente para executar tamanha tarefa. No entanto, o caminho certo será elaborar um projeto correto e definitivo e começar as obras imediatamente, não importando o tempo que demandará. Pelo menos deixaremos de gastar inutilmente com obras desqualificadas que somente oneram os munícipes, enquanto as enchentes continuam cada vez piores. Sou um contribuinte antigo da capital paulista e pergunto: o senhor mudará este rumo errado de ações de combate às enchentes que até hoje não tiveram o resultado desejado ou continuará no mesmo barco dos ineficientes governantes que só gastaram o nosso dinheiro sem solução prática?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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SUTILEZA

A turma do PT não entendeu o porquê de João Dória se vestir de gari nos primeiros dias de seu mandato. Dória foi sutil. O PT não entende de sutilezas, só de roubalheiras. Vestiu-se de gari para limpar a imundície que Fernando Haddad deixou. 

Paulo H. Coimbra se Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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PARQUES ABANDONADOS

O novo secretário do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo descreveu em entrevista o estado deixado pela administração anterior nos parques da cidade. Abandono total. Sujeira, banheiros quebrados e mato tomando conta. Para solucionar, o prefeito João Doria está estudando uma parceria público-privada para manutenção desses parques para que a população da cidade, principalmente na periferia, possa utilizar com seus familiares. É isso aí. O bom administrador corre atrás para solucionar problemas, não abandona a cidade ao Deus dará, como fez Haddad, do PT, simplesmente por não existir verba. Os parques em pior estado são justamente aqueles da periferia, de onde os petistas só querem voto.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PARQUE DA INDEPENDÊNCIA

Não é de hoje que observo que os animais silvestres sumiram do Parque da Independência. Isso porque certas pessoas, logo cedo, abastecem as dezenas de gatos que infestam o parque. Em seguida, vêm os pombos e, depois, os ratos que comem o resto das rações que se acumulam em pratos e potes. Fiscalização? (Risos) Não existe, embora haja no local placas que proíbam este ato. Também não é a primeira vez que escrevo reclamando disso.

 

Antônio Sergio Isnidarsi aiisnidarsi1@hotmail.com

São Paulo

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A VELOCIDADE NAS MARGINAIS

Li, com surpresa, que a Prefeitura de São Paulo pretende determinar velocidades máximas diferentes nas faixas da via local das Marginais Pinheiros e Tietê, o que é um contrassenso, como explico a seguir. O motorista, ao entrar na Marginal, imediatamente migrará para a faixa do meio, onde a velocidade é maior. Como é evidente que todos farão isso, a via à direita ficará subutilizada, fazendo com que o trânsito, hoje diluído em 3 faixas, passe a ser concentrado em 2 faixas. Da mesma maneira, ao sair, estando na faixa do meio, deverá desacelerar fazendo com que os demais motoristas, atrás dele, desacelerem também, o que prejudicará o fluxo normal. Só há, portanto, desvantagens na adoção de tal medida.

Nazir Sabbag nasabbag@terra.com.br

São Paulo

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ALGUMAS SUGESTÕES

Contribuição ao futuro prefeito de São Paulo: 1) acabar com armadilhas feitas para multar. Por exemplo: na Marginal esquerda do Rio Tietê, seguindo do sentido Rodovia Dutra, entre Vila Anastácio e Lapa de Baixo, há placas indicando que a faixa de ônibus não pode ser utilizada por outros veículos de manhã e à tarde/noite. Essas placas são bem visíveis. Contudo, há uma bem menos visível que contraria as informações mencionadas e diz que a proibição é para o dia todo, num trecho de mil metros. Além de ser quase invisível, os condutores não notam nenhum obstáculo para que haja citada alteração. Então, grande parte é multada. 2) O povo não tem nenhuma culpa da necessidade de rodízio. E paga caro por isso, tanto monetariamente como mentalmente. Ainda por cima, há muitas falhas nesse sistema. Por exemplo: multar um condutor que esteja saindo do rodízio, como acontece na Avenida Monte Pascoal, Alto da Lapa. Se o condutor está saindo e circulou pela cidade, ele já deve estar multado. Se não circulou, é porque ele estava ali naquele pedaço e por algum problema se atrasou. Não é justo que espere três horas para poder dirigir-se à sua casa. E, ainda por cima, ficar estacionado com segurança onde? Outra situação: há placas avisando do rodízio em pontos onde não dá mais para retornar. 3) Não promulgar leis que são impossíveis de o povo cumprir ou porque a solução é muito difícil e, portanto, muito cara ou porque o prazo dado é pequeno. No longo prazo, por exemplo, o caso das calçadas pode melhorar muito se for dada ao contribuinte alguma vantagem ser ele fizer sua calça dentro de normas racionais. 4) Jamais querer resolver o caso do lixo nas ruas e praças como fez Gilberto Kassab com aquelas lixeiras plásticas. Esse problema não é de fácil solução.

Osnir Geraldo S. Rosa osnirsantarosa@bol.com.br

São Paulo

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