Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

17 Janeiro 2017 | 04h48

ECONOMIA

Dois Paraguais perdidos

Em três anos, Brasil perde dois Paraguais em receitas (15/1, A1). Se o título já assusta, o conteúdo da reportagem assusta mais ainda. Não adianta mais culpar partidos pela catástrofe, trata-se de uma miscelânea de conchavos de todos os tipos nos últimos anos. É uma queda brutal de receita, que em curto prazo não vejo como corrigir. Nosso país acabou com quase todas as fontes de receita que tinha, indústrias, comércio, emprego, tudo foi abaixo. Pensemos todos em quem vamos eleger em 2018!

ALBERTO HILTNER

alberto.hiltner@gmail.com

Salvador

Ganância do Estado

Que vergonha o desempenho do nosso país... Perder dois Paraguais em três anos é o resultado da ganância do Estado, que aumenta impostos, cria obstáculos à iniciativa privada e à livre circulação de capitais. Como resolver os nossos problemas? Muito simples: cortem impostos até limitar a carga tributária a um terço do que é hoje, simplifiquem e reduzam o custo da mão de obra a algo em torno de 30%, reduzam em 95% a burocracia que emperra a atividade econômica e diminuam o tamanho do Estado. O restante – educação, saúde, presídios, estradas, saneamento – vem a reboque. Mas, infelizmente, não vejo nada nessa direção. Nossos políticos são tímidos, despreparados e, na sua grande maioria, mal-intencionados.

HEITOR BASTOS-TIGRE

heitor@bastostigre.adv.br

Rio de Janeiro

Reforma tributária já

O Estadão teve uma excelente oportunidade de arguir o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em sua entrevista (16/1, A4), sobre um dos pontos mais cruciais da nossa economia, que nenhum governo enfrentou: a reforma tributária. Os brasileiros pagam o equivalente a 33,4% do PIB em taxas e impostos, quase o dobro da média do Brics (18,5%): Rússia, 23%; Índia, 13%; China, 20%; e África do Sul, 18%. Além de estrangular empresas e o povo, essa abusiva tributação não retorna em serviços condizentes. Fica a pergunta ao presidente Temer e ao ministro: já que o objetivo é resolver as questões cruciais da economia, e como o atual governo não se preocupa com popularidade, por que não atacar logo esse monstro?

ELCIO ESPINDOLA

elcio.espindola2013@gmail.com

Santana de Parnaíba

CORRUPÇÃO

Sociopatia

Difícil o dia em que, ao abrirmos os jornais, não deparamos com algum político envolvido em falcatruas. Ávidos por dinheiro e poder, frios de sentimento, esses políticos não se comovem com os milhões de desempregados nem com os que dependem dos serviços públicos precários, revelando uma personalidade psicopática. Deveriam ser exonerados sumariamente do serviço público, para o bem-estar e felicidade geral da Nação.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

Depois das férias

Será que vamos pular de fevereiro para agosto, o mês do desgosto? O que teremos pela frente com o fim do recesso legislativo e judiciário? Provas e mais provas já foram coletadas sobre ilícitos, políticos estão na berlinda e até membros do Judiciário são suspeitos de prevaricação. E a cada momento somos surpreendidos com notícias de ministros deste governo cometendo atos nada republicanos. Quando um país tem os pilares da democracia – os Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo – sob os holofotes do julgamento popular, por não se acreditar em sua honestidade, fica muito difícil tornar-se uma grande nação. A população espera, com todo o direito, que o Judiciário, principalmente o STF, cumpra sua obrigação e pare de fazer manobras para postergar decisões. Exigimos a punição dessa gente com foro privilegiado, uma excrescência.

PAULO TUDE

petude@hotmail.com

São Paulo

EUGÊNIO ARAGÃO

De prevaricação

A sociologia e a ciência política ensinam que sistemas fechados perecem. Os problemas que afetam o Poder Judiciário e o Ministério Público decorrem do fechamento dessas instituições em si mesmas. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) teriam sido criados, em tese, para buscar romper esse isolamento. Muito embora seja salutar, no âmbito do Judiciário e do Ministério Público, a formação de uma massa crítica, dando espaço a pensamentos divergentes, o que se depreende das declarações de Eugênio Aragão (15/1, A6) não é a busca por uma crítica interna. Ao acusar o titular da Procuradoria-Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, de ser “desleal” a José Genoino, no que se refere à execução da pena decorrente da condenação no processo do mensalão, e a Lula, objeto de investigações e denúncias já recebidas, Aragão está a exigir que seu colega prevarique. Com efeito, nos termos do artigo 319 do Código Penal, Eugênio Aragão esperava que Janot deixasse de praticar ato de ofício, indevidamente, para satisfazer sentimento pessoal. Ainda que Lula tenha indicado Janot para a chefia da PGR, órgão com responsabilidade acusatória, este não pode deixar-se levar por relações de amizade e/ou ideológicas. Não foi “traíra” nem “desleal”. Cumpriu o seu dever, obedeceu à lei. Não prevaricou! Ser criticado em público por cumprir sua função é chocante. O dr. Aragão mostra-se totalmente incompatibilizado com suas funções. Seria mais salutar, até para o próprio, que se exonerasse.

ANA LÚCIA AMARAL

anamaral@uol.com.br

São Paulo

ESCLARECIMENTO

Obras do Comperj

Em relação às reportagens Petrobrás chama estrangeiros para obra (11/1, B3) e Obra no Comperj pode começar do zero (12/1, B7), a Construtora Queiroz Galvão Brasil (CQG) esclarece que o Consórcio QGIT (formado pelas empresas CQG, Iesa e Tecna) não abandonou as obras da unidade de processamento de gás natural no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj). Em duas liminares o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro garantiu o direito do consórcio de suspender o prosseguimento do contrato em razão das restrições impostas pelo mercado financeiro à época, dado o risco de inadimplência da Petrobrás, agravado pela falta de publicação de suas demonstrações financeiras. Por consequência, os contratos com os fornecedores do consórcio também sofreram o impacto da descontinuidade. O Consórcio QGIT entregou mais de 65% das obras civis, conforme reconhecido pela própria Petrobrás, sem pendências ambientais ou regulatórias, e toda a documentação técnica cabível. E está disponível para contribuir para a continuidade do projeto no que for possível.

ROSALIA CAMELLO, diretora jurídica da Construtora Queiroz Galvão

denise.carvalho@dccomunicacao.com

São Paulo

“Em três anos, o Brasil perde dois Paraguais em receitas. Pior do que isso é perder o Rio de Janeiro em uma só Olimpíada”

MARCOS CATAP / SÃO PAULO, SOBRE O SACO SEM FUNDO

DOS DESASTRES GERENCIAIS

marcoscatap@uol.com.br.

“Restará alguma população carcerária diante da dimensão das chacinas noticiadas todos os dias?”

EDUARDO AUGUSTO DELGADO FILHO / CAMPINAS, SOBRE MAIS BARBÁRIES EM PRESÍDIOS

e.delgadofilho@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CORRUPÇÃO NA CEF

O operador de maracutaias Lúcio Bolonha Funaro oferecia e liberava recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) a tomadores de empréstimos por meio de uma singela comissão de 10%. Caso essa comissão fosse majorada para 30%, o "receptador" ficava desobrigado de cumprir e quitar o contrato de empréstimo com a estatal, tamanha era a sem-vergonhice. Essa seria uma das razões para aplicação de prisão perpétua, que ainda não existe no Brasil. Vamos mudar tudo isso!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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OPERAÇÃO CUI BONO

É impressionante como a classe política brasileira está infestada de corruptos. O crime mais comum, porém grave, cometido pela maioria quase absoluta desses eleitos pelo povo é de uso de caixa 2. E quanto mais alto o cargo público que ocupam, ou de visibilidade política, mais corruptos são, formam quadrilhas ou, como está na moda, agem como facções para desviar recursos das nossas estatais. Isso ocorreu com o investigado ex-ministro - já defenestrado do governo Temer - Geddel Vieira Lima, que tinha como um de seus comparsas o deputado Eduardo Cunha, hoje preso em Curitiba. Como vice-presidente da Caixa Econômica, entre 2011 e 2013, na gestão Dilma, só liberava créditos para grandes empresas em troca de propina, como apontou a Polícia Federal na recente Operação Cui Bono, deflagrada na sexta-feira. Tudo comprovado e registrado em áudio, direto de um celular velho e sem mais uso encontrado no gabinete de Cunha, no Congresso Nacional. Desta forma, milhões de reais foram parar nas mãos sujas destes gatunos. E o mais lamentável: conforme publicou o "Estadão", o ex-ministro da Secretaria de Governo de Temer, Geddel, que teve de deixar o Planalto depois daquele escândalo do Iphan em Salvador, ainda mantém influência no governo, já que seus assessores continuam dando as cartas na secretaria. Uma esculhambação federal! 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ROUBALHEIRA BRASIL (CEF)

Para o Geddel não está fácil: além do embargo do apartamento, a casa caiu...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MESTRE DOS MESTRES?

Os presos pela Operação Lava Jato que estão confinados em Curitiba são amadores, se comparados com a sofisticação, a esperteza e a ganância atribuídas ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, cujos malfeitos vieram à tona no fim de semana em mais uma operação da Polícia Federal. Pano rápido!

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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O FIM DA DITADURA DA CORRUPÇÃO

Não há mais diferença alguma entre o governo de Dilma e o de seu sucessor natural, Michel Temer. Enquanto Dilma roubava na Petrobrás, Temer roubava na Caixa Econômica Federal. Se Dilma contava com Palocci, Temer tinha Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima para arquitetar os assaltos aos cofres públicos. Em sua defesa, Dilma tem a ideologia comunista tosca de roubar dos ricos e dar aos pobres. Temer e sua turma não têm ideologia alguma, roubavam para ficar ricos, desfilar de carrões importados, morar em palacetes e ostentar amantes caríssimas. O Brasil terá de recomeçar do zero, com a prisão da grande maioria dos líderes políticos de hoje, extinção de todos os partidos, nova Constituição, etc. Viva o Brasil novo pós-ditadura da corrupção! 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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SEM REGISTROS

Com efeito, não poderia haver prova mais cabal e contundente do maquiavélico e sórdido megaesquema de assalto ao erário do País, arquitetado e posto em prática pelo lulopetismo, do que a declaração do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e comandante da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), general Sergio Etchegoyen, em entrevista à revista "Veja": "Não há nenhuma câmera de segurança no Palácio do Planalto desde 2009. Na reforma feita no governo Lula naquele ano, todas as câmeras foram retiradas e, depois, impediram que fossem recolocadas. O Palácio passou anos em que, convenientemente, não se registrou nada. A que ponto chegamos!

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

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INSEGURANÇA CONSENTIDA

A partir de 2010, trapaças e bandalheiras devem ter corrido soltas nos corredores dos palácios do Planalto e da Alvorada. Câmeras de TV do sistema de segurança, interna e externa, foram convenientemente retiradas ou desligadas, para encobrir conluios entre governantes petistas e visitantes, muitas vezes cúmplices do maquiavélico plano para se apoderarem do Brasil a qualquer preço, custe o que custasse.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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CORRUPÇÃO

Li ontem no "Fórum dos Leitores" uma manifestação do ilustre desembargador aposentado Francisco Cesar Pinheiro Rodrigues, sobre artigo de Sérgio Fausto (14/1, A2), em que rebate o articulista e elogia liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux afastando Renan Calheiros da presidência do Senado. O elogio do magistrado paulista tem por objetivo o combate à corrução pelo Senado Federal, principalmente seu presidente. Aproveitando ensejo, gostaria de perguntar ao desembargador se ele também considera correta uma medida liminar concedida pelo mesmo Luiz Fux há mais de três anos concedendo auxílio-moradia a todos os magistrados brasileiros, independentemente do local de residência e se tem ou não imóvel próprio. Lembre-se de que, decorrido o prazo de mais de três anos, a liminar não foi levada para julgamento pelo pleno. Aliás, sobre essa questão já se manifestou o bravo ministro Gilmar Mendes.  

Fernando Sobral da Cruz fernando@sobraldacruz.com.br

São Paulo

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ANÁLISE CORRETA

Sem embargo da ampla e interminável discussão que o tema evidentemente comporta, no que se refere ao mérito da questão, foi absolutamente correta a análise feita pelo desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) Francisco Cesar Pinheiro Rodrigues, neste "Fórum dos Leitores" (16/1, A2), relativamente à decisão monocrática do ministro Luiz Fux, dada no mandado de segurança impetrado contra a aprovação, na Câmara dos Deputados, da votação das dez medidas de combate à corrupção apresentadas pelo Ministério Público Federal. Trata-se de raciocínio feito por parte de quem, efetivamente, conhece os meandros do Poder Judiciário. 

Newton De Lucca desnewtondelucca@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Em texto anterior, com o título "Cria cuervos", mostrei como o Brasil foi se tornando um criatório de maus cidadãos, de patifes, mentirosos, velhacos, corruptos, traiçoeiros e dirigentes de igual perfil. Os cuervos, afirmei, são criados por quantos chamam bandido de herói e herói de bandido, combatem a polícia, riem da lei, proclamam a morte da instituição familiar, ridicularizam a virtude, aplaudem o vício, enxotam a religião, desautorizam quem educa ou usam a educação para fazer política, e relativizam o bem e a verdade. Observem as movimentações para a eleição da presidência da Câmara dos Deputados. Quem for escolhido pela maioria de seus pares, além de comandar a Casa e exercer várias outras atribuições importantes, será o substituto eventual do presidente da República. A disputa se trava entre Rodrigo Maia e Jovair Arantes. O primeiro dirigiu aquela sinistra sessão em que - forçando um "poquito, pero no mucho" a expressão - as Dez Medidas contra a Corrupção se transformaram em regras desmedidas a favor dos corruptos. E fez o possível Rodrigo Maia para que tudo acontecesse conforme articulado nos bastidores, inclusive o tardio horário em que se desenrolou a escabrosa parte deliberativa da sessão. Do segundo é dito que representa o centrão, grupo de deputados do baixo clero cuja principal atividade parlamentar seria usar os votos e o poder do bloco para intercambiar favores que, na maior parte dos casos, não se distinguem de meros negócios. Tudo indica que estamos lidando com títulos de estampado valor de face. A essas alturas, impõe-se perguntar se não há naquele plenário alguém com estatura para o cargo. É claro que há. E não são poucos, embora não sejam muitos nem em número suficiente os homens e mulheres que honram seus mandatos e os exercem com integridade, voltados ao bem do País. No entanto, eventuais disposições para concorrer à liderança maior da Casa, que entre eles surjam, tropeçam num grande obstáculo. Nesse Parlamento dominado por indivíduos de péssimo caráter é muito difícil a uma pessoa de bem articular, ao seu redor, um grupo que viabilize suplantar, em votos, os atuais disputantes. Sei que há iniciativas. Tomara que funcionem. Mas o cenário que desenho é real. A sociedade que cria corvos é a mesma que os elege. E a experiência já mostrou que, no atual quadro institucional e moral do País, se o Poder Judiciário não afastar do poder os criminosos, não há lei de "fidelidade partidária", nem da "ficha limpa", nem projeto das "dez medidas", nem o que mais ocorra à criatividade nacional que consiga aprimorar o tipo de representação política da nossa sociedade. Chega a ser ridículo. O Brasil foi levado para essa perdição como um adolescente conduzido por más companhias.

Percival Puggina puggina@puggina.org

Porto Alegre

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SIMPLORISMO MAMBEMBE

Alguém imaginaria Adauto Lucio Cardoso, Ullysses Guimarães, Geraldo Freire ou Bilac Pinto vestindo a camisa de um time de futebol, pedindo para ser presidente da Câmara dos Deputados? Isso só para citar alguns dos inúmeros parlamentares de altíssimo nível que ocuparam, ao longo da História, a presidência da Câmara dos Deputados. Foi sobre isso que eu e um amigo, veterano jornalista, conversamos aqui, em Brasília, depois do lançamento "oficial", via Facebook, da candidatura de um dos postulantes ao cargo. Realmente, deixando as preferências políticas de lado, o que se viu foi um exemplo de simplorismo e total desconhecimento do que deveria ser a nobre função de um representante do povo. Foi um espetáculo triste, apelativo e demagógico. É lamentável querer tirar proveito de uma tragédia que abalou o País para angariar votos. Foi um instantâneo do cenário político brasileiro atual, que mostra um deserto de ideias e de personagens sérios e gabaritados para exercerem suas importantíssimas funções. E o mais lamentável de tudo é que realmente o candidato não se dava conta de que se estava expondo ao ridículo com aquele espetáculo mambembe, e, sinceramente, pensava que estava abafando ao lançar sua candidatura vestido com a camisa da Chapecoense - e no seu total desconhecimento referiu-se à agremiação como "Chapecó". A bizarra cena me fez lembrar a personagem Tati, tão bem encarnada pela atriz Heloísa Perisse, quando repetia seu bordão: "Fala sério!".

José Carlos Werneck werneckjosecarlos@gmail.com

Brasília

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ABAIXO A PICARETAGEM

Já deu para perceber que o Congresso Nacional trabalha muito bem sob pressão popular. E, para acabar com os picaretas que querem fazer de uma sigla partidária "um atalho para vencer na vida", precisamos aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) "que estabelece cláusula de desempenho para a habilitação do acesso dos partidos a recursos do Fundo Partidário e ao horário eleitoral gratuito". Para agilizar a aprovação da PEC, os movimentos de rua precisam convocar os brasileiros para fazer muita pressão e barulho nas redes sociais, e, se mesmo assim não funcionar, podemos voltar para as ruas. Basta de corruptos e de picaretas no poder.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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PELO FIM DA REELEIÇÃO

O Brasil atravessa uma grave crise econômica, política e social, que requer das instituições de controle e da sociedade respostas concretas capazes de sanar essa triste realidade. Superfaturamento de obras públicas, propina, caixa 2 e lavagem de dinheiro roubado são tônicas que fazem mover a classe política, que se apropria do Estado como meio de enriquecimento pessoal ilícito. É o total desvirtuamento dos valores éticos, e a conduta de alguns dos nossos representantes deveria ter como prioridade trazer benefícios à população - porém agem de modo contrário. Consequência natural é o País quebrado por causa dos políticos profissionais, com falta de recursos para educação, segurança e saúde, evidenciada diariamente pela morte de pessoas em hospitais públicos devido à falta de recursos e pela violência nas cidades. Para que o Brasil supere essa situação, é imprescindível colocar todo político e autoridade pública corrupto na cadeia, fazendo-os devolverem todo o dinheiro surrupiado do povo brasileiro, bem como que os eleitores votem somente em candidatos com ficha limpa e que nunca tenham sido eleitos para o mesmo cargo a que esteja se candidatando.

Aguinaldo Bezerra Damasceno aguinaldo@jfce.jus.br

Fortaleza

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ESTRATÉGIA CÍNICA

A decisão do PT de lançar a terceira candidatura de Lula para a Presidência da República dentro de seis dias nos soa como algo revestido de imenso cinismo. Considerando que Lula responde como réu em cinco inquéritos, no máximo irá candidatar-se ao cárcere e, quiçá, em Curitiba. O "candidato do povo brasileiro" tem nos brindado com avisos nada prováveis de que deve voltar ao comando da Nação, numa entonação de quem se dirige a uma plateia de imbecis. Essa estratégia de Luiz Inácio junto com seu partido está nitidamente envolta em segundas intenções, principalmente depois da lavada que levaram nas últimas eleições municipais. Está mais do que na hora de se recolherem à sua atual insignificância, refletir e tentar voltar às suas origens de "defensores" da moral e da ética que pregavam.

 

Leila E. Leitão

São Paulo 

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O ENCANTADOR DE BURROS TUPINIQUINS

A "alma mais honesta deste país" declarou, em recente discurso público, para uma plateia de asininos encantados do MST/BA, que será candidato a presidente da República em 2018. Tal necedade (disparate, para poupar os muares de recorrerem aos respectivos pais), sendo o declarante réu em cinco processos no STF, por práticas delitivas diversas, não mais deveria surpreender ninguém, principalmente vinda de quem vem. Ocorre que neste país de encantados e de encantadores (na Índia, geralmente de serpentes; no Brasil, normalmente de burros), viceja uma legião de intelectuais, juristas, artistas, jornalistas e sindicalistas, todos revolucionários progressistas e crentes na bruzundanga (mezinha, linguagem confusa) de que roubar dinheiro do Estado constitui prática revolucionária legítima, amparada na doutrina gramsciniana, ainda que o butim da gatunagem tenha sido encaminhado para os bolsos desses guerrilheiros patriotas. Da aceitação desta canhestra moral revolucionária para aceitar a "alma mais honesta deste país" como líder ideológico, convenhamos, é um pulo.

Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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BRAVATA

Novamente o boquirroto Lula da Silva, delirando, promoveu mais uma das suas bravatas, acompanhada de inúmeros perdigotos e um imenso ar de insanidade, prometendo a uma seleta plateia do MST que "voltará, se caso for necessário", para dirigir os rumos do Brasil. Será que "elle" não tem simancol? Por que "elle", então, não assessorou melhor sua escolhida, que no prazo de cinco anos quase faliu as finanças do País? Será que "elle" já se esqueceu da surra que o PT levou nas últimas eleições? Parece que os cinco processos que podem torna-lo réu na Justiça brasileira afetaram definitivamente a massa cinzenta do ex-presidente Lula da Silva. Entretanto, o eleitor brasileiro não esquecerá jamais o que "elle" e o PT fizeram com nosso país.

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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CONSTRANGEDOR

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) informa que, em 2017, 1 em cada 3 desempregados no mundo será brasileiro. Este é realmente um feito exponencial que Lula, em sua hipotética campanha presidencial para 2018, terá de explicar a seus possíveis eleitores. Como um partido dito "dos trabalhadores", tido como progressista, chega a um resultado tão constrangedor? Incompetência pura.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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EM FRENTE DO ESPELHO

"Se for necessário", Lula deve realmente ser candidato a presidente do Brasil, nosso líder supremo, indestrutível, honestíssimo, companheiro de todo mundo, o melhor e maior presidente que este país já teve. Sinto-me morando na Suécia de tanto progresso que o nosso admirado futuro candidato trouxe ao País nos seus dois mandatos. Ele tem de ser eterno e todos os brasileiros têm de sacrificar a própria vida em prol deste maravilhoso homem público. Sim, tudo isso é o próprio Lula se olhando no espelho, achando que é a última rapadura do tacho.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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OS FEROMÔNIOS DO EX-PRESIDENTE

O juiz Sérgio Moro está de férias. Lula, que nunca trabalhou, não. Outro "aconchegante recanto bolivariano" ("Lula, de herói a mártir", 13/1, A3) foi o palanque do MST, de onde o cavaleiro da triste figura nos ameaçou com seu possível retorno, respaldado por Stédile, seu fiel escudeiro. Duas coisas são cruciais para Lula produzir feromônios e continuar nos impingindo o monocórdio de seus discursos: uma é a total certeza de que todos os brasileiros são militantes petistas, e, portanto, anencéfalos. A outra é saber que as férias de Moro chegarão ao fim. 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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CERBERO, O GUARDIÃO DO INFERNO

Por incrível que possa parecer, o ex-presidente Lula tem a mania de se vitimizar, talvez por ser o maior dos canastrões que reencarnou nestas terras a que, segundo as crendices populares, Deus deu todas as vantagens materiais pouco encontradas nos outros países, mas onde, em compensação, colocaria habitantes que ninguém invejaria. Lula é uma espécie dessa raça de que fala a lenda. Único responsável pela crise econômica e política que desmoronou o Brasil, o apedeuta, sentindo-se um super-herói hollywoodiano, um Senhor dos Anéis de poderes acima dos mortais, tem feito várias ameaças de que, pasmem, se a Nação clamar por sua volta, ele concorrerá à Presidência da República em 2018. Por que isso acontece exatamente no momento em que o País consegue se livrar da maior quadrilha de assaltantes que a história das Repúblicas já registrou? Isso só ocorre porque até Iranildo, o idiota, e Madame Natacha, aquela que odeia música, sabem que quanto mais a Lava Jato mantiver o "capo" fora da cadeira, estará alimentando a possibilidade de Lula desgraçadamente voltar à Presidência da República, e, sem dúvida, teremos um "não vale a pena ver de novo" de tudo o que de errado aconteceu na nossa vida. A Lava Jato, com o juiz Sérgio Moro, tem feito prodígios, mas Hércules, o herói grego, só conseguiu eliminar Cérbero, o cão que guardava o Inferno, cortando-lhe a cabeça.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CANDIDATO EM 2018

Com tantas facções dominando os presídios, a disputa por uma legenda será o maior problema do ex-presidente dentro do sistema carcerário. A vitória é certa!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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NOMES AOS BOIS

Em 2006, mesmo depois de o governo de São Paulo ter construído inúmeras vagas prisionais, já sofria com o crime organizado do Primeiro Comando da Capital (PCC), e, para tanto, cobrava do governo Lula a construção de penitenciárias de segurança máxima, para separar os mandantes do PCC dos criminosos comuns. Na campanha eleitoral, Lula prometeu construir 12 penitenciárias, se ganhasse a reeleição. Ganhou, mas não cumpriu, entregando apenas 2 das 12 prometidas. Agora a imprensa culpa São Paulo por ter exportado o PCC para todo o Brasil? São Paulo não esquece os ataques sofridos naquela época, mesmo assim as promessas de campanha ficaram por isso mesmo. A triste situação de nossas penitenciárias deixada pelo governo do PT está aí para comprovar. Precisamos dar nomes aos bois!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A MATANÇA NOS PRESÍDIOS

Estaria a pena de morte, camuflada, é claro, acontecendo no Brasil? Em apenas 15 dias, 119 presos foram mortos, muitos deles decapitados, em três presídios brasileiros. Os primeiros 60 detentos foram mortos em Manaus (56 numa rebelião que durou 17 horas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim e 4 em outra cadeia manauara); 33 foram mortos numa  vingança do PCC num presídio agrícola, em Boa Vista (RR) - onde a maioria das vítimas foi esquartejada, decapitada ou teve o coração arrancado, método usado pelo PCC em conflitos -, e mais 26 detentos foram mortos na Penitenciária Estadual de Alcaçus, na região metropolitana de Natal, onde pelo menos seis homens pertencentes ao PCC foram identificados como responsáveis pelo motim que durou 14 horas e que, além das mortes, destruiu parcialmente a unidade.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA

Estamos diante de uma realidade indisfarçável. A "pena de morte" já está instituída no País. Só que a instituição não é oficial. Não foi o Estado que a instituiu, quem o fez foram os marginais. Se as coisas estão a mostrar um país de selvagens, só não ficam claras as causas que nos levaram a essa vergonhosa situação. Para tentar corrigir o rumo das coisas, a "pena" deveria ser oficializada, isto é, deveria ser objeto de referendo, que certamente teria 2/3 de aprovação popular. Evidentemente, a execução das penas não teria nenhum requinte de vingança ou de crueldade. Tudo seria levado a efeito como o sacrifício de animais que não têm mais a menor possibilidade de vida saudável, com respeito à condição animal dos justiçados, já que lhes faltam quaisquer resquícios de humanidade. Às famílias dos executados seriam concedidas pequenas pensões e às suas vítimas, civis e agentes policiais, pensões mais robustas e merecidas. Dificilmente haverá soluções mais eficientes e econômicas para a atual barbárie. Os antigos sabiamente diziam: "Para grandes males, grandes remédios".

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas 

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CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO?

As penitenciárias e o sistema prisional brasileiro, em geral, parecem pior do que campos de concentração nazistas. Os presos nada fazem a não ser andar de um lado para outro, pelo que conseguimos ver nos noticiários. Para melhorar isso, que tal fazermos parcerias público-privadas com empresas que poderiam usar essa mão de obra ociosa para a produção de alguns produtos? Aí, sim, com uma profissão, o preso poderia com certeza retornar ao convívio da sociedade.

Gilberto Abu Gannam gilbgag1@hotmail.com

São Paulo

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A HRW E OS PRESÍDIOS BRASILEIROS

A turma da organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) parece-me que andou dormindo pelo menos 13 anos e, de repente, acordou, olhou para o Brasil e descobriu: "Céus! As prisões brasileiras são umas masmorras medievais! Vamos denunciá-las ao mundo!" (ver relatório mundial da organização, no capítulo sobre o Brasil). Esqueceu-se até mesmo de que José Eduardo Cardozo, ex-ministro de Dilma Rousseff, disse que preferiria morrer a ter de encarar uma cana por aqui! E, para não dar margem a dúvidas do viés esquerdista do seu despertar, recordou-se do relatório da comissão da mentira e perguntou pelos 300 e tantos nominados como torturadores. Esqueceu-se, assim como a dita comissão, dos 120 sem grife que morreram até mesmo sem saber por que morriam. Vão cuidar da Venezuela e de Cuba!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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MOTINS EM PRESÍDIOS

Sempre tive a impressão de que as pessoas que vão parar atrás das grades, pelos mais variados motivos, devem apresentar algum tipo de deficiência mental. Estes recentes motins no Brasil, com suas pavorosas matanças, não me deixam mais dúvidas: só podem ser obras de completos débeis mentais. Se considerarmos as deficiências da Justiça e das polícias brasileiras, não há motivo para guerra entre facções do crime - sobra espaço para toda e qualquer atividade ilegal, e para um número ilimitado de criminosos. O estranho é que esses conflitos estejam acontecendo dentro das prisões. Afinal, todos os prisioneiros são passageiros de um mesmo trem da agonia. Então para que ficarem se matando? Ordens superiores das facções? Bastaria não cumpri-las. E é aí que entra a deficiência mental. Para existirem "líderes", tem de haver indivíduos dispostos a obedecerem. Existindo algum traço de inteligência entre os liderados, ordens absurdas não seriam obedecidas. O foco deveria ser incutir nessa massa algum tipo de raciocínio, ou algum tipo de recompensa por desacreditarem nas tais "lideranças".

 

Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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INCOMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES

Com certeza as facções do crime estão colaborando com a incompetência das no$$as autoridades. Estão conseguindo reduzir a superlotação de presos na base da matança, nos arcaicos presídios de Terceiro Mundo. Mas os salários dos agraciados dos Três Poderes, se não são os melhores do Primeiro Mundo, estão muito próximos disso, em troca do pífio trabalho que prestam ao País. Será que não está na hora de estudarmos a aprovação da pena de morte para crimes hediondos e acabarmos com o foro privilegiado das "autoridades"?

 

Fernando Silva lfd.dasilva1940@gmail.com

São Paulo

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INVESTIMENTO

Vamos deixar de ser hipócritas: a grande maioria da população está pouco se importando com as mortes nos presídios. Não são santos os que lá estão. Que se matem todos. E volto a dizer: construir presídios não é solução. Ao contrário, só aumentará o número de "ilhas" dominadas pelas facções. Invistam em escolas, em creches, na capacitação dos professores, em livros... Invistam na tecnologia policial, no controle efetivo das fronteiras, na atualização dos armamentos. Se nem o básico este Estado falido consegue fazer, imaginem se "vossas excelências" terão tal visão.

 

Domingos Cesar Tucci d.ctucci@globo.com

São Paulo

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QUESTÃO DE ECONOMIA

Estudos da Defensoria Pública do Rio de Janeiro mostram que o Estado fluminense gasta mais de R$ 67 milhões/ano com presos que já deveriam estar soltos. A lentidão da Justiça impacta os cofres públicos, já tão depauperados. Cada preso custa quase R$ 2 mil mensais ao Estado. Fica a pergunta: por que não priorizar a aplicação das penas alternativas e deixar a privação de liberdade apenas para casos realmente graves? A sociedade e os cofres públicos agradeceriam.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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A FALÁCIA DA DEFESA DAS DROGAS

No texto "Maconha, glamourização e realidade" ("Estadão", 16/1, A2), Carlos Alberto Di Franco se ocupa de demonstrar que a maconha nada tem de lúdica ou inofensiva. Testes feitos com tomografia demonstraram os estragos feitos pela maconha. Assim como o tabaco, que agora só é utilizado por quem tem certeza de seus malefícios, há de ser feita uma campanha, pelo Ministério da Saúde, ferrenha, como ainda é feita no que tange ao cigarro, a fim de esclarecer o usuário da necessidade de cessar o uso da droga. Enquanto simpáticas celebridades fazem apologia especificamente ao uso da maconha, e também médicos, gurus e profissionais da saúde defendem o uso medicinal da Cannabis, o problema só tende a piorar. Urge uma ação firme do Estado, preventiva para o usuário (e ao potencial usuário também) e repressiva contra o traficante. É possível. Na história recente do País, assistimos ao que todos críamos impossível: a prisão de poderosos e milionários. Por que não podemos esperar que os agentes da lei desmantelem a rede do tráfico, a partir dos presídios de onde alguns de seus poderosos chefes comandam toda a ação criminosa? Também foi o que assistimos nas manchetes ensanguentadas das rebeliões em presídios, desde o primeiro dia do ano. Maconha não traz nenhum benefício, assim como não o trazem as drogas descriminalizadas. Ou alguém vê bem estruturada a família que tem um alcoólatra? Ou alguém nunca ouviu falar de alguém que morreu de câncer decorrente do uso de tabaco? Além de tudo o quanto se diz sobre a maconha (até que é a droga certa para a anorexia, já que após o seu uso se dá a famosa "larica", ou fome), o fato é que ela emburrece. Isso mesmo. O uso frequente da maconha, sobretudo na adolescência, pode afetar a memória, a concentração e outras funções cerebrais. Quem adverte é o psiquiatra Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes da Unifesp, que diz ainda que uma "combinação tão perigosa quanto álcool e volante é a de dirigir sob efeitos do uso da maconha. Um estudo holandês que comparou usuários de álcool e de maconha na direção concluiu que ambos não estavam aptos para dirigir e que apenas os usuários de maconha tinham a consciência de seu estado vulnerável para tal prática. A defesa do uso social de qualquer droga que comprovadamente tenha a possibilidade de causar dependência é uma falácia.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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'MACONHA, GLAMOURIZAÇÃO E REALIDADE'

No excelente artigo "Maconha, glamourização e realidade" ("Estadão", 16/1, A2), o sr. Carlos Alberto Di Franco aponta as premissas frágeis da legalização da maconha no Uruguai, revela os danos ao cérebro causados por seu uso e aponta as possíveis consequências negativas para sua liberação no Brasil. Enfim, o sr. Di Franco encerra seu texto com inexcedível alerta para o impacto sobre a juventude e para ações preventivas que as autoridades deveriam adotar. Gostaria de acrescentar que, de acordo com o testemunho da dra. Frances E. Jensen, em seu livro "O cérebro adolescente" - e conforme artigo publicado por Rebecca Kuepper "et al" no "British Medical Journal" -, "um estudo realizado na Grã-Bretanha encontrou provas corroborativas da conclusão de que o uso da maconha é um importante fator causal no desenvolvimento da esquizofrenia". É preciso notar que não se trata de a maconha apenas contribuir para o surgimento dessa terrível doença, mas de inserir mudanças no cérebro que causam seu desenvolvimento. Citando pesquisadores do Instituto Holandês de Saúde Mental e Dependência, que acompanharam 2 mil participantes durante toda a adolescência, a dra. Jensen assevera que "o uso de maconha nos primeiros anos dessa fase pode acelerar a instalação da síndrome psicótica e aumentar o risco da esquizofrenia". Ademais, "mesmo sem fumar maconha, os adolescentes com história familiar da doença (esquizofrenia) têm mais ou menos uma chance em dez de desenvolvê-la. Entretanto, o uso da maconha duplica esse risco, fazendo com que ele passe a ser de uma chance em cinco. Os adolescentes sem história familiar, segundo constataram os pesquisadores, têm uma probabilidade de sete para mil de desenvolver uma doença psicótica, o que duplica quando fumam maconha regularmente". É imperioso ressaltar que há pessoas que não seriam acometidas de esquizofrenia, mas se fizerem uso da maconha podem sofrer os danos dessa doença. A dra. Jensen ensina, também, que um cientista do Centro de Dependência e Saúde Mental do Canadá "fez um levantamento de mais de 14 mil pessoas e descobriu que os que fumavam maconha quase todos os dias não só tinham duas vezes mais probabilidade de sofrer de psicoses, como eram também duas vezes mais vulneráveis à ansiedade e aos distúrbios do humor, especialmente a depressão". Poderia seguir adiante nas citações bibliográficas para mencionar os efeitos maléficos da maconha nos transtornos alimentares e de ansiedade e no transtorno bipolar. Mas basta. O que já foi mencionado é suficiente para destacar o acerto e a veracidade das magníficas considerações do sr. Di Franco, especialmente no que tange ao insuspeito conhecimento que ele coloca à disposição das autoridades brasileiras responsáveis pela construção dos estatutos legais que sirvam para prevenir a juventude brasileira desse flagelo terrível. É oportuno, ainda, aduzir que o cigarro e o álcool são prejudiciais à saúde e são amplamente liberados. Pois bem, milhões os consomem com pouca ou nenhuma limitação legal. É o que queremos para a maconha e outras drogas? Não conseguimos combater o tráfico de drogas, então liberamos o seu uso? Há algo parecido no setor educacional: o Estado não consegue oferecer educação com qualidade, então libera cotas a torto e a direito. Há algo similar na segurança pública: o Estado não consegue combater o tráfico ilícito de armas (origem das mais utilizadas pela criminalidade), então proíbe o seu porte pelos cidadãos de bem. Em realidade, as decisões citadas poderiam até ser fundamentadas na necessidade, na lógica e na razão e poderiam ser convenientes e necessárias; mas não para solucionar a proverbial e eterna (até quando?) desqualificação gerencial de nossos governantes. Obviamente que a liberalização do uso da maconha impactaria com contundência os adolescentes, aqueles cujo cérebro ainda está em desenvolvimento e consolidação - impactaria sobretudo os menos favorecidos, destituídos de recursos para amparo e possível recuperação - e constituir-se-ia, pois, em enorme desserviço à construção de uma sociedade fraterna, solidária e justa. Que haja comprometimento, capacidade e coragem no seio dos representantes da cidadania.

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com

Brasília

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FEBRE AMARELA

A febre amarela já atinge o Estado de São Paulo, o Estado de Minas Gerais e, agora, o Estado do Espírito Santo. Falta de providências do governo federal, que já sabia do retorno da febre amarela urbana há um ano no País (lembrando notícia de dezembro de 2015, no portal G1: "Após 73 anos, Brasil registra no RN 1ª morte por febre amarela urbana").

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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DA FEBRE AFTOSA À AMARELA

No segundo ano do governo Lula tivemos a volta da febre aftosa no País, não liberaram R$ 450 mil para vacinar nosso rebanho e o dos países vizinhos, perdemos mercado internacional de carne e, depois, tivemos diversas pragas de volta. Agora, mais uma, a febre amarela, assola o Estado mineiro. Muita coincidência: reduto governado pelo PT, o Estado, depois de quebrado em suas finanças, agora traz de volta esta doença medieval, já expurgada em nosso território anteriormente. Pobres de nós, mineiros, temos de suportar eleitos mentirosos, prometedores que nada cumprem.

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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POLICIAIS MORTOS

O noticiário matinal de ontem, uma segunda-feira, anunciava o assassinato de mais dois policiais militares no Rio de Janeiro durante o fim de semana, o que totaliza uma quantidade que configura a média de quase um por dia, desde o início do ano. Trata-se de uma situação angustiante, que inquieta a sociedade, mas que merece dela nada além de um protesto materializado por cruzes fincadas nas areias de Copacabana, manifestação inútil que só faz aumentar a sensação de insegurança. Está mais do que na hora de autoridades e meios de comunicação equalizarem o politicamente correto e dedicarem o mesmo espaço, esforço e indignação que reservam aos bárbaros massacres executados em presídios pelo crime organizado a quem deixa as famílias (eles as possuem!) para cumprir sua missão de segurança, tão pouco prestigiada pela população carioca, que está, todavia, sempre alerta no sentido de denunciar os deslizes, por menores que sejam.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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IMPRESSÃO INICIAL

Fico cada vez mais (bem) impressionado com o prefeito de São Paulo, João Dória. Não receia em adotar medidas de austeridade, mesmo que a população possa não reagir bem no começo. Espero que se confirme essa boa impressão inicial, e que ele seja o primeiro de uma grande safra de novos administradores públicos, de que o País tanto precisa.

Ricardo Ferreira fredrfo@gmail.com

São Paulo

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GRAFITES E PICHAÇÕES

Uma das metas principais do prefeito de São Paulo, João Dória, o projeto Cidade Linda, não só é bem-vinda, como extremamente necessária. Não é difícil de perceber que nos quatro anos da gestão Haddad as pichações de imóveis públicos e privados aumentou exponencialmente, e não foi por acaso. A permissividade exagerada de Haddad com os grafiteiros, concedendo-lhes inúmeros espaços públicos para a realização de suas obras - muitas delas de gosto duvidoso, como a dos Arcos do Jânio, que, felizmente, será removida -, aliada à leniência das autoridades policiais, estimulou a ação dos pichadores que emporcalharam livremente a cidade. A restrição à ação dos grafiteiros, de fácil resolução, é imperativa para reduzir a agressão visual. Já a dos pichadores depende de ação policial afirmativa, ou seja, de vontade política. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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À ESPERA

Os 15 dias iniciais da nova gestão de São Paulo ainda são uma fase de apresentação de propostas e projetos, por isso fico à espera da primeira (e fácil) ação concreta que vai mostrar, como um símbolo, que a administração realmente começou: a retirada das "grafitagens" que detonaram os Arcos do Jânio, na Avenida 23 de Maio. Será que vai demorar?

 

Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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EFICIÊNCIA

O prefeito João Dória, por ter mostrado eficiência no começo de seu mandato, já está incomodando políticos ineficientes.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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DONAL TRUMP

Quanto mais próximo está o dia da posse de Donald Trump, pessoas e mídia entram em profunda inquietação quanto ao futuro do mundo. O cidadão foi eleito pelos métodos usuais dos EUA, eleição indireta. No resto do mundo, alguns protestaram, pois o número de votos populares não foi maioria. Detalhe: lá, nos EUA, todos respeitaram o pleito e não pensam em mudar. Pois é, lá, nos EUA, elegeram uma pessoa tida como homofóbica e outros adjetivos que não valem a pena serem relacionados. Só nos resta esperar para ver. Ninguém é presidente dos EUA por acaso. Um breve aviso ao nosso país nas próximas eleições.

Alberto Hiltner alberto.hiltner@gmail.com

Salvador

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REALIDADE VIRTUAL

O governo da França organizou esta conferência em Paris (fútil, segundo Israel; e dá vontade de concordar) sobre Israel/Palestina para promover François Hollande, irrelevante dentro e fora do seu país. Eis que a solução do conflito com a criação de dois Estados (será que não é tarde?), proposta velha de 60 anos, está em perigo por causa de... Trump, que nem é presidente ainda. 

Milan Trsic cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

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REALIDADE RADICAL

Se Tillerson, indicado por Trump ao cargo de secretário de Estado norte-americano, admitir o que os senadores exigem dele a respeito do que os ditadores de Rússia, China, Filipinas, Coreia do Norte, Irã, Arábia Saudita, etc. estão fazendo com os direitos humanos, das chacinas que promovem e da ameaça que representam, nem precisa mais assumir o cargo. Pode deixar nas mãos do secretário de Defesa que ele vai saber como cuidar do assunto. E o pior é que os senadores não estão exagerando nas tintas...  

Jorge A. Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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A REORGANIZAÇÃO DO ESTADO E DA POLÍTICA

 

O ano começa com a incerteza de como o novo governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, se relacionará com o resto do mundo. No Brasil ainda vivemos a ressaca do impeachment, as mudanças do novo governo, as tentativas de salvação do PT e o renascer do confronto direita-esquerda. Fora da linha política, o povo quer apenas a oportunidade de viver bem. O País viveu no último século todas as utopias políticas, tanto da direita quanto da esquerda, e agora, quando a esquerda chegou ao poder, deu no que deu. Política é a arte de dialogar e resolver conflitos, mas não deve anular a organização do Estado e suas leis. O que vivenciamos por aqui é a ação política empregada no descumprimento das normas legais de gerenciamento da administração, que leva à ineficiência, ao caos e, muitas vezes, à corrupção. É importante conseguirmos que o Estado funcione e seja capaz de bem empregar os impostos que arrecada, e com esse dinheiro cumprir suas obrigações básicas. A verdadeira reforma política, para o bem da Nação, deve retirar a administração das mãos dos políticos e a eles reservar a grande tarefa de pensar o País do futuro e direcionar através de atos e leis aquilo que a administração pública deve executar. 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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'FÓRUM DOS LEITORES'

Sou assinante do "Estadão" aos fins de semana e vejo as cartas "selecionadas" pelo grupo com uma inclinação voltada às críticas a Lula e ao PT. Sei que o "Estadão" há tempos em nossa história optou por um lado em seus editoriais, mas, a meu ver, deveria ser mais imparcial na seleção das cartas. Que houve corrupção no governo do PT não tenho dúvida, e estes têm de pagar pelos crimes cometidos, agora não nos esqueçamos de que este país é corrupto desde as capitanias hereditárias, independentemente de posições partidárias. E fica o meu registro: é preciso imparcialidade. Não sei se esta cartinha será publicada num fim de semana, mas continuarei sendo assinante do "Estadão".

João Carlos Pinheiro jcpinheiro1975@gmail.com

Suzano

 

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