Fórum dos Leitores

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

O Estado de S. Paulo

01 Setembro 2014 | 07h31

O que espera a favorita

O tsunami Marina Silva bateu forte na casa assobradada e mal-assombrada do PT. No andar de cima, a cúpula vermelha vê a onda se aproximar e pensa, talvez tardiamente, em montar um dique de difamações para barrá-la. No andar de baixo, militantes são convocados a lançar barcos salva-vidas em redes sociais com a missão de tentar salvar o espólio que for possível. Enquanto isso, no porão onde vacas-leiteiras já boiam com água nas ventas, o desespero é maior. Ali estão os filhos da boquinha - Evo Morales, Nicolás Maduro, José Mujica, Cristina Kirchner, Rafael Correa e outros bolivarianos -, atônitos, perguntando: "E agora que a vaca está indo pro brejo, onde arranjaremos outra leiteria do tamanho do Brasil?".

LEON DINIZ

leondinizdiniz@gmail.com

São Paulo

Um Brasil imaginário

Quando ouvimos a sra. Dilma Rousseff, no horário político, discursando conforme o seu marqueteiro, dá vontade de chorar. O Brasil que ela apresenta, com gestão de obras, investimentos, saúde, segurança, não sei onde é, porque o País que eu conheço não é! Seu criador, Lula, também fala de um Brasil melhor e coisas sempre sem conteúdo. Na realidade, entramos em recessão, 63% das famílias brasileiras estão com dívidas enormes, a maior inadimplência dos últimos 14 anos. Sarney, Lula e Dilma atrasaram o País 50 anos. Vamos parar de brincar!

CELSO DE CARVALHO MELLO

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

As candidatas

Quem pensa que Marina pretende desestruturar o PT está muito enganado. A "sonhática" e hipócrita candidata, como todos os que se dizem profundamente religiosos, não passa de uma mendaz exploradora da inocência e da boa-fé popular. Marina e Dilma são farinha do mesmo saco. A rigor, são mais joio do que trigo. Com qualquer das duas chegaríamos ao fundo do poço. Que não se iludam os ingênuos e os oportunistas de todos os jaezes. Como muito bem disse o ex-ministro Almir Pazzianotto Pinto (28/8, A2), "Marina é o salto no vácuo sem paraquedas". Eu diria que Dilma é o salto no brejo, definitivo e atolado até a raiz dos cabelos.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Realismo fantástico

Pelo andar da carruagem, parece que o País vai entrar numa nova aventura de realismo fantástico. Sucedendo aos psicodélicos 12 anos do PT e seus mágicos protagonistas Lula & Dilma, vai adentrar o palco uma nova encenação "petoevangélicaecológicaxiita" com a nova protagonista, a prodigiosa Marina Silva. Com novo script, ainda mais fantástico, brilhará a incompetência petista em todo o seu esplendor pérfido, com nova embalagem, novos odores, novos sabores. Brasil, qual é o teu destino? A tragédia petista será repetida como farsa?

ALEXANDRE DE MACEDO MARQUES

ammarques@uol.com.br

São Paulo

Por que votar em Marina

Nos últimos dias muitos analistas políticos têm dito e escrito que os eleitores pretendem votar em Marina Silva sem saber exatamente o porquê, como se quase 20 milhões de pessoas em 2010 e tantos outros milhões nesta eleição não fossem capazes de encontrar razões objetivas para tal escolha. Ora, isso é subestimar a capacidade de decisão dessa vasta porção do eleitorado. Creio até que os eleitores de Marina são muito mais qualificados politicamente que os de Dilma, por exemplo. Mas deixo aqui três razões bem objetivas para votar em Marina Silva nesta eleição: 1) Está mais do que na hora de o Brasil cuidar melhor da sua natureza e levar a questão do meio ambiente a sério; 2) Marina foi boicotada de forma covarde pelo PT na criação do seu partido em diversas cidades governadas por petistas; 3) ela é, sim, uma personalidade política diferenciada e honesta, coisa muito rara neste país atualmente. Enfim, ainda teria mais uns dez bons motivos para votar nela, mas esses já bastam para definir a minha escolha. Chega dessa briga nociva para o Brasil entre o PT e o PSDB. Ares novos, por favor.

SANDRO FERREIRA

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

Sonhar não paga tributo

Caso Marina seja eleita presidente, poderia dar prioridade aos ex-presidenciáveis na formação de seu Ministério. Assim, fazendo jus à sua inteligência e determinação, geraria uma frutífera descentralização de poder. Ofereceria, para surpresa geral, a seus ex-adversários uma rara oportunidade de comprovarem, na prática, seus planos governamentais oralmente expostos, com grande convicção e desenvoltura, numa teoria bem elaborada e magistralmente apresentada, durante o primeiro debate dos presidenciáveis na mídia. Por que não? Se a proposta é mudança, essa atitude da nova presidente seria perfeitamente coerente com o seu e o nosso ideal de unidade na diversidade. Utopia? Não, mudança! Reflita, pois, Marina Silva nas palavras de um velho sábio: "As palavras o vento leva, os escritos permanecem, mas os exemplos arrastam".

JANETE PINHEIRO GONÇALEZ

janetegoncalez@globo.com

São Paulo

Mudanças já!

Na época dos protestos populares, mais para aliviar a pressão a presidente Dilma falou em fazer mudanças via plebiscito popular. A ideia foi arquivada. No debate da Band, todos os presidenciáveis se declararam a favor de mudanças políticas e fiscais, mas sem informar como pretendem fazê-las no presente sistema político, em que o presidente é refém do Legislativo, que é movido por interesses próprios, coincidentes ou não com os do Brasil (a troca do ministro César Borges é emblemática). A sociedade civil não está suficientemente organizada para tal tarefa. Resta, então, o caminho de plebiscito, ao menos sobre "a mãe de todas as mudanças", a do sistema eleitoral, para introduzir o voto distrital e disciplinar as contribuições para as campanhas eleitorais. Assim teremos eleitos responsáveis perante os seus eleitores e livres dos jogos de interesse dos que contribuíram para suas campanhas, e ainda Legislativos empenhados, quem sabe, em fazer o que deve ser feito faz tempo!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Mudanças?

Qualquer candidato que ganhar só conseguirá governar se fizer concessões a um dos grandes partidos, PT, PMDB ou PSDB. Então, não haverá grandes mudanças. Se Marina vencer a eleição, terá de negociar com um deles. Resta saber com qual. Não podemos empolgar-nos muito para não termos frustrações futuras. Sejamos realistas.

ADRIANO PEREIRA DE OLIVEIRA

adrianodetapirai@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

OS NÚMEROS E OS PESSIMISTAS

A notícia é preocupante: produto interno bruto (PIB) do Brasil cai 0,6% e o País entra em recessão técnica. Mas o que vem a ser essa recessão técnica? É quando, por duas vezes seguidas, a soma trimestral da produção de riqueza de um país é menor que a soma anterior. Portanto, o PIB brasileiro caiu mais que o de países europeus em crise. Como comparação, vejamos: Alemanha e Itália tiverem queda de 0,2%, a França ficou estagnada, e até a Grécia, que está tentando se recuperar da crise, projeta uma queda de 0,2%.  Depois vem Dilma Rousseff e chama de pessimistas as pessoas que criticam o seu governo. Dona Dilma, os números estão aí, pare de tapar o sol com peneira e assuma sua incompetência gerencial. E você, eleitor, fique atento e não se deixe enganar. Diminuição da riqueza (PIB) traz consequências para o seu bolso.

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

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NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Nosso PIB, que já era nanico, registrou queda de 0,6% no segundo trimestre. Porém, na visão de Dilma Rousseff, nossa economia está indo bem...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 

Jandaia do Sul (PR)

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MAIS UMA GAMBIARRA

Se o governo Dilma tem muitos problemas para entrega das obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e também para manter a inflação no centro da meta, pior ainda é a angústia do pessoal do Planalto para entregar o prometido e pífio superávit primário de 1,9% para este ano de 2014. E, pelas contas dos analistas de mercado, a tarefa é quase impossível. Porém, como diz Dilma, que faz até “o diabo” para alcançar seus objetivos, o governo mais uma vez vai recorrer às conhecidas pedaladas, traquinagens ou gambiarras, como no caso do leilão 4G da telefonia celular, em setembro, em que o Planalto pretende arrecadar de outorgas algo como R$ 8 bilhões, para tentar acumular recursos que viabilizem o 1,9% do superávit primário. Para tal, exige que o BNDES financie não somente 100% dessa outorga para o grupo vencedor do leilão com juros bem subsidiados, mas também todo o custo do projeto até sua conclusão, que poderá alcançar o montante de R$ 20 bilhões. Ou seja, o governo levanta empréstimo no mercado pela taxa Selic, ou em torno de 11% ao ano, e repassa para o BNDES, que na sequência vai emprestar ao grupo que vencer o leilão a uma taxa de pai para filho, em torno de 5% ao ano.  Assim, o governo promove mais uma vez, e infelizmente, um prejuízo irreparável ao País, com total desprezo aos recursos dos contribuintes. É uma grande orgia.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CULPADOS

É impressionante a capacidade do sr. Guido Mantega para terceirizar os maus resultados da nossa economia. Agora a culpa foi da Copa do Mundo, que confirmou o resultado de 7 para a inflação x 1 de crescimento.

Carlos Angelo Ferro carlosangelo@uol.com.br  

Mogi Mirim

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INDÚSTRIA NO VERMELHO

A crise global de 2008 sempre serve como desculpa para o governo tentar justificar os fracassos da área econômica, com destaque para a indústria, que já naquele ano acumulava perdas. Desonerações e créditos consignados causaram irrecuperáveis rombos nos cofres públicos, com perdas de dezenas de bilhões de reais. Levantamento recente mostra que, de 23 setores, 12 ainda não se recuperaram da crise, passados seis anos. Com todo o amparo do governo, as montadoras não evitaram a queda de 24%, enquanto o segmento têxtil recuou 29% pelo impacto das importações. Pelo que se vê, o novo governo terá de pensar numa reeleição desde já, porque os primeiros quatro anos serão dedicados à faxina geral com especial atenção para debaixo dos tapetes.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 

Vassouras (RJ)

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CLASSE D

O "milagre" da nova classe média, fenômeno alardeado pelo PT dia e noite como prova do sucesso de sua política de inclusão social, resultou no espantoso e inacreditável número de 57 milhões (!) de inadimplentes, mais de 50% (!) da população economicamente ativa. Merece ser chamado de classe D, de devedores!

J. S. Dcol decoljs@globo.com 

São Paulo

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INCENTIVO AO CRÉDITO

O atual desgoverno trouxe a economia do País a um verdadeiro caos, interna e externamente. A projeção de crescimento no ano já foi até reduzida para 0,79%. Estamos a menos de dois meses das eleições de outubro e, como medida eleitoreira, o governo injeta R$ 25 bilhões para reanimar os eleitores... ou, melhor, a economia... A que ponto chegamos? Com a palavra, a Justiça Eleitoral: tal medida é permitida, pela legislação eleitoral, em ano de eleição? Em julho o Banco Central já havia liberado R$ 45 bilhões, com a redução dos depósitos compulsórios dos bancos, para incentivar o mercado de crédito para empréstimos e financiamentos, cuja inadimplência repercutirá no início do próximo ano. São medidas paliativas de cunho eleitoreiro, que nada resolvem, apenas prorrogam e aumentam os problemas para o cidadão brasileiro. O povo cansou de tantas mentiras e agora tem “pressa” de soluções concretas e reais, sem subterfúgios do PT. 

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 

São Paulo

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APOSENTADOS, OS MAIS ENDIVIDADOS

Nenhuma novidade estarem os aposentados entre os mais endividados do País. Além de receberem apenas 40% do valor que deveriam receber enquanto contribuíam na ativa, nos últimos anos do PT no poder vêm recebendo 1% a mesmo por ano de correção perante a inflação. Como a inflação subiu muito acima do teto estipulado pelo governo, principalmente no caso dos remédios, só resta ao aposentado o endividamento. O duro é que não sobra para pagar o básico: água e luz. No entanto, o rombo na Previdência Social continua a mil, embora milhares de trabalhadores tenham saído da informalidade para a formalidade. Roubos, má administração, inadimplência tanto estatal quanto privada, tudo isso vem levando a previdência a ser considerada um dos vilões do governo brasileiro. Enquanto isso, resta aos aposentados estar à frente na estatística de maior índice de depressão no País. Imagine se o PT fará “consulta social” entre os aposentados.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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MINISTROS E APOSENTADOS

Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), pede 22% de reposição salarial com as perdas da inflação. E os aposentados, quanto vão receber?

 Robert Haller robelisa1@terra.com.br 

São Paulo  

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O PAÍS DAS IGUALDADES

Por que só o STF teria direito a 22? de correção de salários? É justo ganhar R$ 35.900,00 num país de salário mínimo de R$ 743.00? Ricardo Lewandowski é o presidente ideal para a Corte.

Brasil, o país das igualdades.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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AVISO AO MINISTRO MANTEGA

Alguém, por favor, avise ao ministro Guido Mantega que não adianta liberar compulsório, reduzir reservas para devedores duvidosos e estimular o crédito imobiliário. Como o endividamento pessoal já atingiu o nível de renda, o que precisa é de salário e emprego, ou seja, crescimento acima do miserável 1% de PIB que este governo vem entregando. Ah, se pararem de roubar e desviar recursos públicos também ajuda.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 

São Paulo 

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QUEM MANDA NO BC É O PLANALTO

Mais um pacotão monetário desses vindo via Banco Central para estímulo ao consumo, inundando os bancos de moeda, é simplesmente querer apagar fogo com gasolina, demonstrando, ainda, que quem manda no Banco Central é a turma do Palácio do Planalto, associada ao ministro Mantega. Isso tudo para dizer que o Banco Central não tem autonomia alguma. Em resumo, não manda nada, é mandado.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 

Avanhandava

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GERAÇÃO DE EMPREGOS EM 2013

Uma das reportagens recentes do “Estado” mostrou dados do governo de geração de cerca de 1.490.000 empregos ano passado. Ainda de acordo com a mesma reportagem, considerando que desse total tivemos 420 mil empregos públicos, sobram 1.070 mil na iniciativa privada (mundo real). Ora, emprego público não gera produção e tem um elevado custo. Basicamente esses pouco mais de 1 milhão de postos na iniciativa privada servirão apenas para pagar os impostos devidos para sustentar as vagas públicas geradas no mesmo período. Ou seja: não criamos valor nem renda nem trabalho. Detalhe: as vagas cridas na iniciativa privada estão correndo o risco de ser eliminadas, diminuindo a arrecadação e a produção. Mas o ônus dos cargos públicos criados permanecerá.

 

André L. Coutinho arcouti@uol.com.br 

Campinas 

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SE CONTINUAR ASSIM, VÃO QUEBRAR O BRASIL

Onze anos depois do ataque as torres gêmeas do World Trade Center, exatamente no dia 11 de setembro de 2012, “sua majestade” dona Dilma Rousseff, Gleisi Hoffmann, Edison Lobão, Guido Mantega, José Sarney, Marco Maia, Luiz Inácio Adams, ministros de Estado, governadores, empresários e demais súditos se apresentaram no auditório do Palácio do Planalto para anunciar um ataque ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que engloba geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no País. De uma penada, a voluntariosa presidenta, por meio da Medida Provisória 579, prorroga concessões, atropelando normas e regulamentações anteriores, para reduzir dramaticamente o custo de produção e o custo do consumo industrial (alta tensão) e residencial de 16% a 28% (média de 20,2%). Segundo ela, “uma redução para o Brasil crescer mais”. O plano deu certo. Em apenas dois anos, destroçou a matriz energética, quebrando as concessionárias, hoje dependentes de aportes do Tesouro e até de “pool” de bancos particulares arrebanhados na marra para socorrer o governo em ano eleitoral. Para conhecer maiores detalhes dessa insanidade administrativa, recorra ao endereço virtual https://www.youtube.com/watch?v=p6SD0c5ZuK8.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)

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EXPORTANDO EMPREGOS

Sempre soubemos que a matriz energética do País era uma das melhores do mundo. Energia hidráulica em abundância, a baixo custo e sem choque ambiental. Aonde chegamos agora? Novas geradoras hidráulicas atrasadas e caras pela insegurança jurídica da legislação ambiental e custo de energia nas alturas em virtude da falta de planejamento estratégico. Consequência: as indústrias produtoras de alumínio pararam a produção, pois ganham mais vendendo suas quotas de energia e o governo zerando a alíquota de imposto de importação para facilitar a compra de alumínio da Rússia. O Brasil está perdendo, mas alguém certamente está ganhando! Este é o governo que quer se reeleger, transferindo empregos para a Rússia, mas mantendo as esmolas do Bolsa Família...

Aldo Bertolucci accpbertolucci@terra.com.br 

São Paulo

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SEGUE O CAOS EM SÃO PAULO

Neste mês de agosto de 2014, o mais novo filhote de Lula, Fernando Haddad, implantou, na Avenida Liberdade – sentido centro – novas faixas de circulação de bicicletas e ônibus, reservando àquela a faixa da esquerda junto ao canteiro central, pintada na cor rosa, e a faixa da direita aos coletivos, restringindo, assim, as duas faixas centrais para automóveis e similares. Enquanto isso, as pistas de rolamento continuam esburacadas, cheias de ondulações e morrinhos, algumas necessitando reparos urgentes, para evitar que algum “veículo caia numa cratera”. Essas alterações na malha viária da capital não atendem, de forma alguma, ao interesse público, sobretudo da grande massa de moradores que contribuem com pesados tributos para engordar o caixa da Prefeitura, necessário à manutenção dos serviços essenciais do poder público, como escolas, creches, segurança, limpeza, etc. Até agora não se sabe quanto o atual prefeito já investiu na implantação dos corredores exclusivos de ônibus e nas ciclovias, estas praticamente vazias de utilização por ciclistas, à exceção dos domingos e quando o dia está propício para a prática esportiva. O Tribunal de Contas do Município (TCM), que deveria fiscalizar o uso do dinheiro público, tem-se mostrado indiferente e omisso a essas operações no trânsito de São Paulo, que tem trazido o caos em muitos dos bairros servidos pelas faixas exclusivas, que, seguramente, não, atendem a população contributiva, posto que o sistema viário municipal é permeado de buracos de várias dimensões e ondulações do leito carroçável. Veja, apenas para exemplificar, a rampa de descida do Viaduto Pedroso para a Avenida Vinte e Três de Maio, sentido centro. Pode-se dizer, sem riscos, que São Paulo ganhou o prêmio da cidade mais esburacada e ondulada do Estado, representada por um prefeito que “não vê, não sabe e não ouve”. Positivamente, é um “Prefeito das Arábias”.

Ronaldo de Souza Júnior ronaldojradv@aasp.org.br 

São Paulo

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INDÚSTRIA DAS MULTAS

Na última década, as multas de trânsito mais do que triplicaram na capital paulista. Só em 2013, a Prefeitura do Município de São Paulo (PMSP) arrecadou mais de R$ 850 milhões em multas. Somos vítimas e reféns da famigerada Indústria das Multas. Ao invés de educação e prevenção, a CET e a PMSP só agem para punir e arrecadar e os recursos não são usados na melhoria do trânsito, que é caótico em Sampa. Ruas esburacadas e mal iluminadas, má sinalização, limites de velocidade incompatíveis e inadequados, excesso de veículos, etc. são alguns dos problemas enfrentados pelos paulistanos. Para piorar, não contamos com um transporte público e coletivo eficiente e ainda vemos os maus motoristas e motoqueiros fazerem altos absurdos no trânsito e ficarem impunes. Como sempre, os bons pagam pelos maus, numa total inversão de valores e desrespeito à Justiça, ao direito e à própria ideia de civilização.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

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TOLERÂNCIA ZERO

Vamos ver quando é que as autoridades se conscientizarão de que é necessária uma mudança radical no Código de Trânsito Brasileiro e tolerância zero. O trânsito no Brasil mata mais que guerra. Nem na guerra morrem tantos quanto se morre no Brasil por acidentes de trânsito. Com este Código de Trânsito que temos, morrerão muito mais. Parece que isto não incomoda ou importa para as autoridades. Essa omissão é criminosa. A embriaguez no trânsito deveria ser motivo de perda definitiva da habilitação. Não tem como tolerar. Não adianta multa alta, escolinha, suspensão da habilitação. Quando readquirir a condição vai voltar a fazer o mesmo. Tem que aumentar a fiscalização nas estradas, verificar as condições do veículo e retirar de circulação os que não apresentarem condições para tal. Já passou da hora de adotar regras mais rígidas, multas mais altas e tolerância zero no trânsito. Quando farão isso? Quando os responsáveis perderem algum ente querido?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

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TRANSPORTE PÚBLICO

A Prefeitura de São Paulo está certa, somente as bicicletas e o transporte coletivo irão resolver os problemas caóticos do nosso transito. Segundo pesquisa inédita da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), nas grandes cidades, que incluem São Paulo, não há indicador de se construir novas obras, como viadutos, novas ruas e avenidas, mesmo porque, se as construir, logo estarão lotadas e superadas. A frota está crescendo mais rápido que a estrutura viária. As únicas sugestões vão de encontro ao não mais estímulo ao transporte individual, e, sim, ao transporte coletivo. E as bicicletas, que não estão incluídas nesse estudo, certamente continuarão a ser bem-vindas.  

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com  

São Paulo

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PLANO DIRETOR E ‘VULNERABILIDADE’

Considero chocante o artigo 303 do novo Plano Diretor da Cidade de São Paulo, e que coloca mulheres e negros na mesma situação de “vulnerabilidade” que crianças, idosos, e pessoas com deficiência. A História comprova que todos os movimentos pretensamente destinados a “proteger” as mulheres e tratá-las como coitadinhas só fizerem nos controlar, subjugar e amordaçar por séculos. Que o digam as civilizações islâmicas. Acredito que essa disposição seja inconstitucional; ainda que não seja, merece o total repúdio de mulheres e negros com sentido de dignidade e bom senso. Só precisamos de isonomia: uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e obrigações (inclusive o poder público). 

Maria Julia Pacheco de Castro juliapcastro@gmail.com 

São Paulo

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PARALISAÇÃO PREJUDICIAL

 A gestão do prefeito Fernando Haddad tem se mostrado incompatível com o que é necessário e imprescindível para a cidade de São Paulo. Senão vejamos. Ao suspender pela quinta vez as licitações do governo Haddad, por irregularidades detectadas, o Tribunal de Contas do Município (TCM) mostra que alguns dos critérios de abertura de concorrências não se adapta aos padrões legais e, por consequência, elas não prosperam. As consequências para a cidade de São Paulo são funestas, uma vez que as obras necessárias atrasam, ficam paralisadas e o prejuízo é enorme. A metrópole paulistana, em razão do seu crescimento contínuo, é carente de obras, exigindo assim uma gestão dinâmica e eficiente. 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 

São Paulo

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GANHO DE CAPITAL

Gostaria de perguntar aos candidatos Aécio Neves e Marina Silva, não a Dilma Rousseff, já que o PT nada fez sobre esse assunto ao longo desses 12 anos em que esteve no poder, o que eles pretendem fazer com relação a esta enorme injustiça que é a não correção pela inflação dos valores dos imóveis que são vendidos por pessoas físicas, gerando com essa distorção um grande e irreal ganho de capital, violentamente taxado pelo governo. Para arrecadar cada vez mais, o governo se faz de morto e finge que não sabe que a valorização dos imóveis tem dois componentes: um é a mera correção causada pela inflação e o outro é a valorização de mercado, sendo que só esse último deveria ser tratado como ganho de capital. 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 

Rio de Janeiro  

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CARÁTER É CARÁTER

José Dirceu afirma em seu blog que Marina é o Lula de saias e que Dilma está colhendo o que plantou (sic). Por que será que não me surpreendo ao vê-lo cuspir no prato de ouro, fama e privilégios de que tanto se serviu?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Para que Marina Silva seja eleita presidente não precisa fazer campanha, basta que Dilma Rousseff e Aécio Neves continuem difamando seu nome.

Roberto Marques de Oliveira ivanaveseg@gmail.com  

Paraguaçu Paulista 

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MUDA BRASIL

Se as opções no segundo turno forem Dilma ou Marina, será preferível a incerteza de uma aventura que promete ser inovadora na política do que a certeza na desventura do governo petista. Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@globo.com 

São Paulo

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OS CANDIDATOS E A REDUÇÃO DE GASTOS

Os candidatos Dilma Rousseff, Aécio Neves e Marina Silva não trataram objetivamente da redução de gastos como forma de poder reduzir a imensa carga tributária do País. A redução de cargos comissionados de Aécio Neves é um começo, mas representa pouco (0,4%) do total que vai para os ralos dos ministérios e repartições públicas. Na verdade, trata-se de um tema que espanta os candidatos, porque, na administração pública brasileira, sempre se pensou na receita como forma de se gastar politicamente, ficando as despesas completamente ao sabor das vontades dos administradores de plantão, mesmo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, cuja existência ainda brecou um pouco a sanha perdulária dos governantes. Quem se atreverá a afirmar que reduzirá a despesa pública em porcentagem orçamentária expressiva e satisfatória, a ponto de poder reduzir a carga tributária?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

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ELEIÇÕES E PARTICIPAÇÃO POPULAR

Com os políticos surgem propostas que parecem promessas. Todos parecem saber resolver de maneira simples problemas seculares e complexos da saúde, educação e do desenvolvimento humano. Na verdade, sob meu ponto de vista, tudo é um processo evolutivo e ninguém é super político que sabe resolver tudo sozinho. Sem a participação do povo nas propostas e resoluções de problemas não haverá rápido desenvolvimento. O povo sabe "onde dói seu calo" e aqueles que não ouvem os anseios populares governam para uma minoria que cobrará um retorno de seus investimentos. O candidato ideal deve ser verdadeiro e conhecedor de seus limites. Não é ele que manda. Ele ouve o povo e executa a vontade do povo. A época dos coronéis deve chegar ao fim! Sem o líder imposto parece ser mais difícil, mas é a única forma de evoluir. Sempre haverá uma hierarquia de valores, mas as pessoas são iguais em dignidade. Como disse Jesus: quem quiser ser grande que sirva o irmão da melhor forma.

Em 2014 sentimos um desinteresse ainda maior pela Política. Quem não gosta de políticos arrisca ser governado por eles.

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br 

Fortaleza

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FALTA D’ÁGUA E DESPERDÍCIO

O problema da escassez de água não é de hoje. Desde há bom tempo a Sabesp faz campanha para redução do consumo. Mesmo assim, a Prefeitura de São Paulo continua aprovando a edificação de condomínios residenciais com piscinas, uma total incoerência. Levada a sério a situação, nem sequer poderia autorizar a construção dos edifícios, mas faz o contrário: o novo Plano Diretor irá adensar ainda mais a cidade, agravando o problema. Como basta ter o terreno, vamos que vamos. Se a Sabesp fosse responsável, ela se negaria a atender ao pedido de ligação de água por não poder garantir a entrega do produto.

Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@yahoo.com.br 

São Paulo

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SECA NO SUDESTE

A seca na Região Sudeste deve estar conectada com o desmatamento da Floresta Amazônica. Segundo o pesquisador professor dr. Eneas Salatti, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, a massa vegetal funciona como uma enorme chaleira evaporando vapor d’água para a atmosfera. Complementando a informação, segundo a pesquisadora americana Rhett A. Butler, da Mongabay.com, a água é transportada por uma atmosfera para outro lugar na América do Sul. Conclusão: o desmatamento desenfreado da Amazônia é a provável causa da seca que aflige 40 milhões de pessoas dependentes das bacias hidrográficas localizadas nas Regiões Sudeste e parte da Nordeste do Brasil. Quando será que os governantes e políticos deste país vão cuidar deste grande reservatório de água que está na Região Norte do País?

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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COLHEMOS O QUE PLANTAMOS

A crise da água que, por falta de chuva, se agrava entre nós pela forma irresponsável com que tratamos nestas últimas décadas o saneamento de nossas médias e grandes cidades. Urge que nós, opinião pública conscientizada pela mídia sobre esta dura realidade atual, pressionemos nossas autoridades no sentido de pôr cobro a esta abúlica forma de tratar o meio ambiente, para que evitemos um caos ambiental que pode ocorrer num futuro próximo.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 

Rio de Janeiro

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