Fórum dos leitores

PAZ E LIBERDADE

O Estado de S. Paulo

13 Janeiro 2015 | 07h48

Recado dado

Um recado poderoso ao mundo foi dado domingo na França, quando cerca de 4 milhões de pessoas saíram às ruas, pacificamente, para dizer que são contra o terrorismo. Foi maravilhoso! Já imaginaram, no Brasil, uma manifestação de tamanha envergadura para dizer que somos contra a corrupção, a impunidade, os desvios do dinheiro público, a morosidade da Justiça, as leis benevolentes, a violência no trânsito, a falta de conduta dos políticos, a falta de segurança, etc.? Para quem quiser entender o recado foi dado.

JOSÉ MARTIN

jlmartin@estadao.com.br

São Paulo

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Terra de ninguém

Enquanto milhões de franceses saíram às ruas no domingo para defender a liberdade de expressão, no Rio de Janeiro, sob um calor de 40 graus, vários arrastões ocorreram nas praias. Um vendedor ambulante carioca definiu muito bem o que é o “Brasil maravilha” dos petistas: “Isto aqui é terra de ninguém”. No Brasil não temos terroristas fanáticos, mas temos a incompetência fundamentalista do PT. Marta Suplicy que o diga.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

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DONA MARTA DO PT

Entrevista

A senadora Marta Suplicy não perde a pose! Em entrevista afirma estar desiludida com seu partido, o PT, que ajudou a fundar, e critica as decisões político-econômicas da presidente Dilma Rousseff. Marta faz gênero “paladina da justiça”, mas ninguém pode esquecer os escândalos de sua gestão na Prefeitura, como a ascensão da máfia dos perueiros (financiada pelo PCC) e sua ligação com o então secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto. Marta também foi condenada por improbidade administrativa por contratos sem licitação. E alguém se esqueceu do custo superfaturado do paisagismo no entorno das obras dos corredores de ônibus, na sua gestão? E ainda ameaça sair do PT? Não deveria, sua história política combina bem com o jeito petista de governar, iludindo o povo e dando prejuízo aos cofres públicos. 

SOLANGE ABRÃO JANA

solangejana@terra.com.br

São Paulo

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‘Idiota’

Ao ler a entrevista da senadora Marta Suplicy, dei-me conta de que pela primeira vez na minha vida concordei com ela. Especialmente no trecho em que diz ter-se sentido “uma idiota”. Pois é, senadora, é assim que nós, brasileiros, nos estamos sentindo há 12 anos, nos governos do PT!

MARTA CRISTINA DE CARVALHO

marta.carvalho@terra.com.br

São Paulo

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Bem-vinda a bordo, dona Marta!

PAULO CELSO BIASIOLI

pcbiasioli@yahoo.com.br

Limeira 

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A raposa e as uvas

Que é isso, dona Marta? Depois de todos esses anos aceitando e usufruindo as benesses do PT e do seu desgoverno, vem agora fazer críticas e dizer que o partido deve mudar ou vai acabar? De duas, uma: ou o seu raciocínio é extremamente lento, ou, então, a senhora é uma raposa desprezada... Ainda não ouviu dizer que quem desdenha quer comprar?

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br 

Itanhaém

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Ou vai ou racha

Marta Suplicy: “Ou o PT muda ou acaba”. Eu prefiro que acabe.

HUMBERTO DE L. FREIRE FILHO

hlffilho@gmail.com

São Paulo

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PT e suas mazelas

Se a nobilíssima Marta, amigona do Lula, diz que, se o PT não mudar, acaba, quem sou eu, simples mortal, para contrariá-la? Afinal, depois de tanta mazela e falcatrua, nem é preciso ser do partido e saber muitas coi$a$ para dizer isso. É só ler as manchetes de jornais para saber que o PT se tornou, faz tempo, o número um em matéria de falcatruas e mazelas. Mas Dilma disse que não vai sobrar pedra sobre pedra nesse tópico do “mete a mão” na Petrobrás e em toda estatal com verbas graúdas, do tipo Caixa e Eletrobrás. É esperar para ver se é mais uma enganação, discurso para enganar o povão otário que votou nela.

ANTONIO JOSÉ GOMES MARQUES

a.jose@uol.com.br

São Paulo

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Estado terminal

Não se preocupe, dona Marta, o destino do PT já está irremediavelmente definido. Vai para o lixo da História e, por seu avançado estado de decomposição, não tem como sobreviver, tal o imenso lodaçal em que chafurda.

AIRTON MOREIRA SANCHES

moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

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Mudanças

Equivoca-se total e plenamente S. Exa. Marta Suplicy ao afirmar que “ou o PT muda ou acaba”. Sinceramente, não há motivo para tal assertiva, tendo em vista que o partido está unido e decidido a fazer as necessárias mudanças neste país. Mudanças que serão realizadas efetivamente.

VICENTE PLANTULLO

vplentini@uol.com.br

São Paulo

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A serviço de Lula

A declaração de Marta “ou o PT muda ou acaba” está me cheirando um racha no PT, com os nove dedos do Lula, é claro. Como as previsões para o ano de 2015 são péssimas, dado tanto desmando cometido por esse governo permissivo que se reelegeu, não custa nada ficar em cima do muro e usar a dona Marta para tumultuar o momento político brasileiro, sempre pensando em 2018...

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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Mal-estar

Se o governo Dilma, como diz, não se vai manifestar acerca da entrevista de Marta Suplicy, na verdade acaba confirmando implicitamente tudo o que ela disse, particularmente quanto ao mal-estar, muito comentado, entre Dilma e Lula, que pensou sair candidato em 2014, mas foi embaraçado pela resistência da candidata à reeleição, que se aliou a Aloizio Mercadante, Rui Falcão e ao marqueteiro João Santana.

ADEMIR VALEZI

adevale@gmail.com

São Paulo

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BRASIL HOJE

Nunca, nem por milagre

Há uma canção do Bezerra da Silva que deixa bem claro quando o PeTelulismo vai tirar o Brasil desta baderna: “Só quando o morcego doar sangue e o saci cruzar as pernas”. Ou seja, nunca, minha gente, podem perder as esperanças, né não?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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'OU O PT MUDA OU ACABA'


As declarações de Marta Suplicy contidas na entrevista dada ao "Estadão" (11/1) evidenciam o declínio de um partido que já não é mais aquele dos anos iniciais dos governos de Lula, quando a sua aprovação popular era alta. Agora, com a economia em frangalhos e com o enorme descontentamento popular com relação ao governo Dilma, brigas internas e defecções começarão a acontecer. A de Marta é apenas a primeira. É a manifestação prática daquele antigo ditado: "Em casa que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão".


Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 

Rio de Janeiro  


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MARTA RODOU A BAIANA

 

Marta Suplicy rodou a baiana e botou a boca no trombone denunciando maracutaias petistas com a autoridade de quem conhece por dentro o submundo do partido. Pena que o "mea culpa" por ter sido uma das fundadoras do partido só tenha acontecido agora.  Mas, como diz o ditado, "antes tarde do que nunca". 

 

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo


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ESTARDALHAÇO


Dona Marta, exclusa do "núcleo duro" do governo, está atirando contra companheiros de convivência. Porém preserva o "chefe" que tem as mãos sujas pela corrupção. Então como acreditar na sua indignação? Se fosse séria mesmo, teria desembarcado do PT sem todo o estardalhaço que faz para chamar para si a atenção. Me engana que eu gosto.


Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 

São Paulo


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RUPTURA


A petista desiludida Marta Suplicy poderia fazer um grande favor ao seu partido e ao Brasil se entrasse para o programa de delação premiada e falasse tudo o que sabe sobre os desmandos da gestão Dilma. As tão necessárias mudanças de que o PT precisa não virão sem uma vigorosa ruptura com a atual gestão petista. 


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo


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FINESSE


Marta não cospe no prato que comeu. Lady que é, sutilmente apenas escarra.


A.Fernandes standyball@hotmail.com 

São Paulo


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OPORTUNISMO


A cada crítica formulada pela senadora Marta Suplicy a algum membro do PT, partido pela qual ela se elegeu várias vezes, fica a impressão de um oportunismo inadmissível. Ela quer arranjar argumentos para a desfiliação, sem perder o mandato? Se age com esse objetivo, a forma é lamentável e atinge toda a sua história política. 


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 

Santos


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ARROGÂNCIA E AUTORITARISMO


Marta disse que Mercadante é mesmo arrogante e autoritário. Disso a "Martaxa" entende.


José Luiz Tedesco wpalha@terra.com.br Presidente Epitácio


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À ESQUERDA


Num artigo de 16/7/1995, Roberto Campos consagrou a frase "a esquerda é burra". Hoje piorou!


Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com 

Campinas


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MARTA E LULA


Não se pode ignorar que Lula e Marta Suplicy são os personagens políticos mais populares na periferia de São Paulo hoje. Arrisco-me a dizer que, caso se candidate à Prefeitura em 2016, Marta ganharia disparado do prefeito Fernando Haddad (PT). Se sair do PT, levará com ela uma legião de pobres com fome de esperança e de mais CEUs. Aposto que Lula, de olho no capital político da senadora - em 2018 -, até ajudará em silêncio para elegê-la prefeita. Isso se não se aliarem no futuro para criar um novo PT.


Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo


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BOM PARA O BRASIL


Se todos os ministros tivessem a coragem da ex-ministra, de demonstrar os malfeitos do governo, teremos progredido por um Brasil mais decente.


Moises Goldstein moisesgoldstein1@gmail.com 

São Paulo


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ELIANE CANTANHÊDE


Cumprimento o "Estadão" por trazer para suas páginas a coluna da excepcional jornalista Eliane Cantanhêde. Sua entrevista com Marta Suplicy (11/1, A8) dá a medida de sua capacidade.

 

Carlos Moreira De Luca cdeluca@uol.com.br 

São Paulo


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Cumprimento o "Estadão" por ter contratado um belo reforço para sua equipe: Eliane Cantanhêde. Após ler o seu artigo "Lula e Dilma" (11/1, A7), fiquei feliz, pois descobri que ainda existe oposição no Brasil, pró-Dilma e pró-Lula. Eliane finaliza seu artigo afirmando ser Charlie; eu finalizo o meu comentário afirmando ser coxinha.


Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana


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Parabéns ao "Estado" pela contratação da colunista Eliane Cantanhêde, cujos textos inteligentes e ponderados sempre foram a primeira matéria que eu lia quando era assinante de outro jornal.


Luiz Fernando Kiehl lfkiehl@uol.com.br 

São Paulo 


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Dora Kramer na página A6, Eliane Cantanhêde na página A7. Excelente dobradinha! Cada vez mais feliz por ter mudado para o "Estadão".


Sonia Alcalay apple@uol.com.br

São Paulo


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Meus parabéns pela "compra do passe" de Eliane Cantanhêde, que espero seja eterno enquanto dure, para lembrarmos Vinicius de Moraes. Se este jornal já é competente nas suas análises políticas, agora está mais ainda, com a dupla Dora Kramer e Eliane Cantanhêde.


Iru Lima Brasil iru@uol.com.br

São Paulo


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Jornalista competente e virtuosa sobre os bastidores do Congresso Nacional e do Planalto, Eliane Cantanhêde demonstra estar feliz em seu novo emprego no "Estadão". Em seu primeiro artigo, com o título "Lula e Dilma", faz uma leitura precisa sobre a preocupação dos brasileiros que hoje estão mais atentos à desfaçatez do governo petista, este, inclusive, alheio à corrupção reinante, à alta da inflação, etc., e sobre também a propalada distensão entre Lula e Dilma. A Eliane Cantanhêde, muito sucesso na nova casa. 


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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Felicito o "Estadão" pela entrada de Eliane Cantanhêde no time da casa. Jornalista extremamente competente que só deve agregar mais importância a este diário de leitura obrigatória a todos os cidadãos livres e sedentos de bons artigos e comentários. Parabéns a todos que ganharam este presente de início de ano. Em seu primeiro artigo, a jornalista já abafou em precisão. 


Leila E. Leitão

São Paulo 


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Aos competentes no que fazem nunca lhes faltará trabalho. Parabéns à querida Eliane Cantanhêde novamente no "Estadão".


José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 

Avanhandava


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As páginas A6, A7 e A8 do "Estadão" de domingo (11/1) fizeram às mulheres brasileiras uma homenagem e um benefício que dezenas de ações do Ministério Oficial do Preconceito de Gênero jamais farão. Dora Kramer, face a face com Eliane Cantanhêde, num espelhar de méritos e talentos. Mesmo a polêmica Marta Suplicy, num despertar de consciência, alerta aos brasileiros sobre as mazelas que cansou de testemunhar em seu partido, com sinceridade e coragem. Parabéns ao "Estadão"!


Joao Crestana j.torrear@uol.com.br 

São Paulo


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GESTÃO DILMA


A presidente Dilma, em discurso, reconheceu que sua gestão não foi eficiente ao anunciar que vai reduzir os gastos públicos, mas manterá os 39 ministros. Presidenta Dilma, apoio se conquista, não se compra. Como Vossa Excelência abraçou a segunda opção, ferindo o bom senso, nós pagaremos as contas. A propósito, os Estados Unidos, a maior potência do mundo, têm somente 15 ministérios. Sem mais comentários.


Victor Estrotra victore@globomail.com 

São Paulo 


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'A GENTE'


"Para a gente segurar a inflação é preciso que o governo não gaste demais." "Se a gente fizer isso agora, vamos poder ter a inflação caindo no ano que vem." "A gente provavelmente terá de pensar em rebalancear alguns impostos." "Mas, se houver alguma mudança, vai ser com cuidado e depois de 'a gente' esgotar outras possibilidades." "A gente tem de ter muito cuidado em como usa o dinheiro público." Frases ditas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, num curto bate-papo com internautas em 10/1. Pelo jeito, Levy não se esqueceu de seu antigo chefe, Lula, que usava à exaustão este modismo maldito, "a gente". Em oito anos de governo, eu desafio quem um dia tenha ouvido o ex-presidente pronunciar os pronomes eu e nós. Mas, fora Lula, outra vez o ministro deixou tudo no ar, porém, de qualquer maneira, eu, tu, ele, nós, vós, eles, estaremos ferrados. E, ministro, por favor, não use "presidenta", como Dilma Rousseff gosta de ser tratada, pois, se assim o fizer, teremos certeza de que o chumbo vai ser grosso. Aí "a gente" não aguenta.


Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 

Jundiaí 


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NOVOS MINISTROS, VELHA REPÚBLICA


O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, nomeou Jorge Rachid para comandar a Receita Federal, réu num processo de improbidade administrativa, na Justiça, há quase dez anos e demitido pelo então ministro da Fazenda Guido Mantega. Rachid, segundo o Ministério Público, foi acusado de obstruir investigação da Corregedoria da Receita, da qual o próprio era suspeito de irregularidades na autuação de uma grande construtora, a OAS, que está envolvida até o pescoço no mais recente e maior caso de corrupção brasileira. Outra nomeação infeliz da nossa história atual foi Antonio Carlos Rodrigues. Ministro dos Transportes, assinou cinco dos dez aditivos que proporcionaram aumento de 74% no valor de um contrato com empresas de transporte, valor atualizado de R$ 17 milhões, classificado como "exorbitante" pelo TCE. Rodrigues foi indicado ao Ministério dos Transportes por seu partido, o PR, comandado informalmente pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, que cumpre pena em regime aberto por sua condenação no mensalão. Somente mais um caso, para não me estender. George Hilton (PRB-MG), ministro do Esporte.  Esse pastor reconhece que nada entende do ramo esportivo. Mas ele entende muito bem de crescimento exponencial de verbas indenizatória. Deputado federal, alugou um par de computadores do tipo iMac (21,5 e 27 polegadas, respectivamente) da empresa "Ideas Movies and Solutions" pagando pelo aluguel R$ 84.996 - e as mesmas máquinas podem ser compradas por menos de R$ 15 mil. "Casualmente", os equipamentos foram alugados da mesma empresa que assessorou a campanha de Hilton à prefeitura da cidade mineira de Contagem, em 2012, ligada à Igreja Universal, a mesma organização religiosa à qual o novo ministro é pastor - pura coincidência! Será possível que somente gente com péssimas marcas são merecedoras de cargos de tamanha responsabilidade (confiança)? Ou será que os fins e os fatos justificam os meios?


José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo


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OS DESAFIOS E AS OPÇÕES DE DILMA


"Os desafios do Brasil e as opções de Dilma", artigo de autoria de Peter Hakim, foi publicado neste jornal na página A2 do dia 10 de janeiro de 2015. Para melhor compreensão dos fatos, é necessária uma análise sociológica da população brasileira num tempo passado recente, com influências nos dias de hoje. Ouso dizer que temos de suportar um Estado caro e ineficiente, em razão de este ter de atender a um reclamo de uma sociedade colonizada por um regime português paternalista e centralizador, agravado por ter nascido sob os costumes do direito silvícola. Num país naturalmente muito rico e desprovido de invernos rigorosos, propicia uma sociedade preguiçosa e não ambiciosa, material e culturalmente. Não faz muito tempo, Monteiro Lobato retratava o povo brasileiro na figura do "Jeca Tatú", que ao menor aperto saia com a frase "não paga a pena, douto!". O direito silvícola a que me refiro difere do direito romano principalmente no que tange ao trato da propriedade privada dos bens, onde o silvícola entende ser os bens dispostos pela natureza para uso de quem dele precisar, e não de alguém individualmente. A maneira de ser da maioria da população propiciou a criação das nossas protecionistas leis sociais e trabalhistas, travando a iniciativa empresarial das pessoas que querem se arriscar na atividade econômica, até porque o "bem-sucedido economicamente" é visto com inveja e sofre uma patrulha ideológica que o constrange. Creio que o desafio da nossa presidente seja enorme neste segundo mandato, mas não acredito que queira mudar as coisas.


Guilherme Pacheco e Silva guilherme@tagua.com.br  

São Paulo


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ESCOLHAS


O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), escolheu Gabriel Chalita para secretário da Educação. É certo que Chalita é indiciado em processos por improbidade administrativa. Utilizou-se de dinheiro público para decorar, sem mãos a medir, seu rico apartamento na região de Higienópolis. Por outro lado, a presidente Dilma escolhe ministros que são neófitos em todos os assuntos relativos às suas respectivas pastas. Fica claro que, com essas desastrosas escolhas, lá vai mais uma vez o Brasil descendo a ladeira. Quanta decepção! 

  

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br  

São Paulo


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CONTA DE LUZ MAIS CARA


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou reajuste tarifário para Eletropaulo. Quem não se lembra de dona Dilma dizendo que iria reduzir os valores das contas de energia? Pois então, a concessionária Eletropaulo vem prestando um péssimo serviço na cidade de São Paulo e é premiada com aumento. O contribuinte, o maior perdedor nessa briga, está sofrendo as consequências de uma gestão incompetente e irresponsável. Como pode uma empresa que se propõe a fornecer energia deixar milhões de moradores no escuro? Milhares de famílias têm sentido na pele o descaso dessa concessionária. Na capital, basta uma gota cair num fio para explodir transformadores. Qualquer leigo percebe que não há investimento, muito menos manutenção. Os funcionários são terceirizados, em nome da economia, e o que se vê é o caos total. Experimente deixar de pagar a conta para ver o que acontece. No entanto, a Eletropaulo pode deixar por mais de 20 horas milhões de moradores sem energia, tendo de assumir o prejuízo pela perda dos alimentos? O contribuinte precisa descobrir que existe um caminho para acabar com esses  abusos: a Justiça. 


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo


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O POVO PAGA O PATO


Mais uma vez o povo paga o pato. Aumento da energia elétrica; inflação sem nenhum controle sério; gastos com cartões corporativos sem controle e sem transparência; propostas de aumentos dos impostos; reajustes absurdos dos salários dos políticos; enfim, 39 ministros sem a menor qualidade moral e técnica (salvo uma meia dúzia) e milhões de sanguessugas que se penduram nestes aspones. Se se puser na ponta do lápis quanto se gasta inutilmente com eles, certamente teremos algo em torno de R$ 2,5 bilhões anuais. E qual a solução do desgoverno para equilibrar as suas contas? Cortar benefícios sociais, simples assim. Definitivamente, se o povo não tomar uma providência em destituir, democraticamente, este desgoverno e os deputados federais e senadores, por meio de uma petição de impeachment, logo, logo estaremos na condição de escravos, tal qual os venezuelanos e cubanos. Acorda, Brasil!


Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com 

Rio Claro


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O CAPITAL, O TRABALHO E O GOVERNO

 

Os metalúrgicos de São Bernardo do Campo bloquearam o trânsito da Via Anchieta ontem, para protestar contra as demissões na Volkswagen e na Mercedes-Benz. A indústria automobilística, com produção em queda, demite e os sindicatos protestam, lutam para manter os empregos. O que se espera é a atuação firme do governo em busca do melhor acordo entre as partes. Para as empresas, na economia globalizada de hoje, seria muito fácil encerrar as atividades e suprir o mercado com veículos produzidos nas unidades que mantêm em outros países onde, mercê da política econômica e social mais equilibrada, os trabalhadores sejam menos exigentes. Só o patrimônio imobiliário que possuem no Brasil valeria muito dinheiro e poderia ser colocado no mercado. Mas isso não atende aos interesses nacionais. O partido que está há 12 anos no governo não tem o direito de negar essa mediação e regulação, até porque nasceu entre os metalúrgicos do ABC, exatamente no embate entre patrões e empregados. É preciso, agora que governa, pôr em prática aquilo que cobrava dos governantes nos anos 1978/1980.

           

Dirceu Cardoso Gonçalves  aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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DEMISSÕES EM 2014


Embora na sua posse Dilma Rousseff tenha dito que no Brasil não se demitia, mas, sim, criavam-se empregos como nunca havia acontecido antes, como ela explica agora as montadoras terem demitido 12,4 mil no País só em 2014, que foi a maior dispensa de trabalhadores desde 1998? Como parâmetro, é o mesmo que terem sido demitidos todos os empregados de uma montadora do porte da Volkswagen. 


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo


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DO PORRE À RESSACA


Durante a campanha eleitoral de 2014, Lula foi às portas de fábrica do ABC dizer que Aécio Neves e o PSDB tinham um histórico da política de juros altos, arrocho salarial, além de outras medidas que criariam uma onda de desemprego no País. Será que agora o ex-presidente se habilita a ir ao ABC explicar aos trabalhadores o ambiente econômico que o seu governo criou para motivar as indústrias a demitir, mesmo Dilma tendo sido eleita? Como Lula é apreciador de metáforas e de uma "caninha", não é preciso dizer que depois do porre vem a ressaca.


Frederico d'Avila fredericobdavila@hotmail.com 

São Paulo


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MARCHA NA FRANÇA


A maior prova de que o atentado à revista "Charlie Hebdo", na semana passada, teve efeito inverso ao pretendido aconteceu na França no último domingo. Num encontro emocionante, em que mais de 3 milhões de pessoas foram às ruas homenagear os mortos, o fundamentalismo e o extremismo pereceram diante da indignação do país europeu. Laços humanos se apertaram em torno de um ideal de liberdade, que, naquele solo revolucionário, parece brotar nos momentos mais difíceis. Em suma, não houve vingança do profeta. A satisfação num plano espiritual jamais se completaria. Surgiu, sim, o manto da solidariedade pairando acima da República mais significativa da história, formada contra um regime ainda mais tirânico e conspirador. Apesar do massacre infligido aos cartunistas, é bonito observar que ainda existe esperança neste mundo. O revés foi duro, mas a civilidade venceu.


Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@gmail.com 

Porto Alegre


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LINHA DE FRENTE


Difícil de conter lágrimas de emoção ao presenciar a manifestação de milhões de pessoas em lembrança às vitimas de mais uma barbárie perpetrada por terroristas fanáticos. Demonstraram solidariedade e a coragem de não se calar diante das ameaças destes párias, estes, sim, infiéis do direito individual, do direito à contradição, do direito a seu livre pensamento, independentemente da fé que professam, dos direitos fundamentais do ser humano. Especialmente emocionante foi a linha de frente da marcha, formada por líderes mundiais brancos, negros, judeu, cristão, muçulmano, israelense e palestino, todos visivelmente emocionados e tocados pela tragédia comum e que oxalá possa servir de inspiração para que diferenças sociais, políticas e culturais sejam enfrentadas com real vontade de eliminá-las. Que se confirme o dito popular: "Há males que vêm para o bem". Paz.

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo


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O ISLÃ E O TERRORISMO


Podemos dizer que nem todos os muçulmanos são terroristas. A pergunta que surge é: Por que não existem atentados feitos por budistas, xintoístas, cristãos, espíritas ou outra religião que não seja muçulmana?


Italo José Portinari Greggio italogreggio@hotmail.com 

São Paulo


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TERRORISTA FORAGIDA


A Hayat Boumeddiene, meus pêsames. Enfim, seu parceiro de vida e profissão foi brutalmente morto, como de fato tinha de ser. Esquecer tudo agora é preciso. No entanto, se ela conseguir se livrar deste imbróglio em que se encontra, que venha voando para o Brasil, aqui é o seu lugar. Se acaso tiver dificuldade nessa travessia, que dê um pulinho ali, na Itália, e encontre-se com um tal Pizzolato. Ah, este conhece o caminho das pedras! Quando aqui chegar, que se filie ao PT, vista-se com a camisa do MST, escolha aquela que traz a estrelinha vermelha 13, eleição 2018. Assim será recebida como uma heroína. Oxalá quem sabe um dia, jovem bonita e guerrilheira, não chegará também à Presidência da República.


Antonio José Cianflone saletecianflone@gmail.com 

Ribeirão Bonito


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MUITA CALMA NESTA HORA


O primeiro-ministro de Israel, Benjamim Natanyahu, informou que os corpos dos quatro judeus assassinados na mercearia kosher na capital francesa serão trasladados e enterrados em Israel. Ato contínuo, convocou os judeus da França a migrarem para Israel. A atitude tomada no calor dos recentes acontecimentos foi recebida com polêmicas. Um ato insano que recebeu a indignação de todo o mundo deve ser visto com cautela principalmente pelos dirigentes das grandes potências. Há que se separar os terroristas, elementos dotados de fanatismo estremado que se autoimolam em nome de Maomé, desde que promovam a destruição de "infiéis". Não aceitam nenhuma ofensa a seu líder religioso, Maomé. A força da religião islâmica está concentrada em dezenas de países, contando com uma população de 1,6 bilhão de pessoas ou 23,4% da população mundial. Respeitemos a liberdade de expressão, mas colocar limites nas brincadeiras com líderes religiosos não custa nada e poupa muitas vidas.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 

Vassouras (RJ)


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MAOMÉ E O JORNALISMO


A liberdade de imprensa, a bênção dos regimes democráticos, não é ilimitada. Quando ela comete injúria, calúnia e difamação, perde a legitimidade, pois pratica o jornalismo panfletário, aquele dos primórdios da imprensa, marginal, ilegal, à vontade, com sua liberdade total atrelada às históricas violências entre jornalista e injuriado. Católicos de todo o mundo se sentiram com toda razão agredidos em sua fé com a depreciação da figura de Jesus no filme "A Última Tentação de Cristo", de Martin Scorcese. Sou espírita, não vou me converter ao islamismo e muito menos assino embaixo de qualquer atentado terrorista. Mas é de se perguntar se não configuraria jornalismo panfletário, ilegal, marginal agredir a fé de milhões e milhões de muçulmanos no mundo todo mediante a já antiga produção semanal de cartuns depreciando humoristicamente o chefe de sua religião. 


Apóllo Natali  apollo.natali2@gmail.com

São Paulo


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DILMA NÃO FOI À FRANÇA


Vendo a foto da marcha realizada domingo em Paris, com os grandes líderes mundiais à frente, tenho certeza de que, se a marcha por tolerância fosse realizada na Bolívia, na Venezuela, em Cuba ou em qualquer outro país aliado do PT, mesmo que a favor dos assassinos na foto dos líderes mundiais que apoiariam a ideia, o Brasil estaria representado pela nossa "presidenta" (como ela quer ser chamada).

 

Antonio Favano Neto a.favano.nico@uol.com.br 

São Paulo


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DA BOCA PARA FORA


Não é coincidência que Dilma não tenha ido ao ato contra o terrorismo em Paris. Ela só é a favor da liberdade de expressão da boca para fora, mesmo.


Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com 

Atibaia


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'JE SUIS CHARLIE'


Lula e Dilma foram à marcha em Paris, mas não os deixaram participarem porque Lula estava com o cartaz "eu sou Lula" e Dilma com a placa "eu sou Dilma".

 

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com 

São Paulo


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PELO DIÁLOGO


Por razoes infelizmente conhecidas, nenhum representante do governo brasileiro se juntou aos grandes líderes mundiais comprometidos com a democracia e liberdade de imprensa, na grande marcha em Paris. Talvez a alegação seja de que o mais importante é dialogar com os dignos terroristas. "Eu sou liberdade de imprensa."


Edgard Marques Filho ed.marques@terra.com.br 

Barueri


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CARA A CARA


Será que Dilma Rousseff queria conversar também, cara a cara, com os irmãos Kouachi, que foram exterminados pela polícia francesa, como disse que o faria com os degoladores do Estado Islâmico? 


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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O DISCURSO DA PRESIDENTE


Dona Dilma, apreciei sobremaneira seu pronunciamento a propósito do ataque terrorista em Paris. Sinto que colocou seus melhores sentimentos contra a violência. Li: "Este ato de barbárie, além das lastimáveis perdas humanas, é um inaceitável ataque a um valor fundamental das sociedades democráticas - a liberdade de imprensa". Sugiro, no entanto, deixar os jornais distantes de Ricardo Berzoini, que ficaria muito magoado se visse como a senhora valorizou a liberdade de imprensa, coisa que, parece, não é muito do gosto de seu ministro das Comunicações. Berzoini "nest pas Charlie".


Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 

São Paulo


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REGULAÇÃO ECONÔMICA DA MÍDIA


Agora eu acredito na contenção de despesas do governo federal. A ausência de Ricardo Berzoini no ato de repúdio à violência de radicais islâmicos realizado em Paris deve ter mantido nos cofres públicos o valor de uma passagem aérea Brasília/Paris/Brasília de primeira-classe.


Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br  

Monte Santo de Minas (MG)


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EU NÃO SOU


Merci Charlie, je ne suis pas PT, Dilma, Lula, Marta Suplicy, Fernando Haddad... 


Fernando Pastore Junior fernandopastorejr@gmail.com  

São Paulo


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INFELIZ COINCIDÊNCIA


A ação perpetrada pelos terroristas contra a "Charlie Hebdo" para calar a revista e a censura sofrida pelo "Estadão" há 1.932 dias só são diferente, pela maneira de agir, mas o objetivo é o mesmo. Alguma dúvida? 


Luiz Carlos Tiessi tiessilc@hotmail.com 

Jacarezinho (PR)


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LIBERDADE DE EXPRESSÃO


Liberdade é traduzida como a faculdade de fazer ou não fazer, de escolher. Portanto, podemos interpretar que a liberdade de imprensa não é apenas criticar, debochar, menosprezar ou ridicularizar pessoas, coisas ou religião através da palavra escrita, falada ou caracterizada. Mas também de informar. Não estou defendendo o ataque dos terroristas ao jornal "Charlie Hebdo" em Paris. Apenas não considero o feito como sendo um ataque à liberdade de imprensa, mas um ataque terrorista, uma injusta represália do fanático grupo terrorista treinado por uma célula da Al-Qaeda, em represália aos jornalistas que ironizavam através do jornal o profeta dos mulçumanos Mahomed e outras religiões. No Brasil, a censura aplicada ao "Estadão" pelo deputado José Sarney Filho, filho do senador, José Sarney, que já dura 1.932 dias, é que pode ser considerada como um verdadeiro ataque à liberdade de imprensa. Só que neste caso não há repercussão mundial nem "je suis Estadão". 

 

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com 

São Paulo


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'PÁTRIA EDUCADORA'


Parece ser um deboche! A Petrobrás, que seria a responsável por gerar recursos salvadores para a educação no Brasil, advindos da exploração do pré-sal, se encontra em estado lastimável! Com o preço do barril de petróleo em queda, a exploração destas reservas está sob estrita observação. Dará lucro, ou continuaremos arrostando prejuízos? Se o pré-sal afundar, afundará junto a educação brasileira. Se os Estados Unidos começarem a pagar juros, veremos os dólares voláteis sumirem do País. É preocupante o que nos aguarda em futuro não muito distante. Poderíamos, sim, mudar o slogan do novo governo para "Pátria Moralizadora".


Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br 

Porto Alegre


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QUANTO VALE A PETROBRÁS


Dados informados pela Petrobrás à imprensa: 2002,  40 mil empregados efetivos e 120 mil terceirizados, e produção de 1.500.000 barris/dia; 2014, 86 mil efetivos e 360 mil contratados, e produção de 2.500.000 barris/dia. Aumento da produção porcentual no período: 56%. Aumento do efetivo: 178%. Chamo isso de incompetência. Se considerarmos apenas 10% dos contratados (36.000) como aparelhamento político e considerarmos em R$ 10.000,00 o custo mensal, incluídos todos os encargos, teremos um custo mensal de R$ 360 milhões. Ao longo de 12 anos, tivemos R$ 44 bilhões jogados literalmente no lixo. Outro petrolão. Podem ter certeza de que os valores acima foram estimados por baixo. Acho que o aparelhamento é bem maior, assim como os salários. Chamo isso de corrupção indireta, que, aliada à incompetência, levou a ação da Petrobrás a valer menos que 1 kg de mortadela da pior qualidade. Breve não valerá nem um pão francês.


Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 

Rio de Janeiro


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FISCALIZAÇÃO DAS ESTATAIS


Escancaramos as estatais (e demais organizações do Estado) para o aparelhamento que as torna ineficazes, ineficientes e corruptas, e o ministro da Controladoria-Geral da União que quer um setor só para fiscalizar as estatais acredita em fiscalização. A eliminação do aparelhamento, por si só, permitiria transparência e o controle de desempenho necessário.


Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br 

São Paulo


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POLÍCIA E JUDICIÁRIO 'ENXUGANDO GELO'


A teoria dos nossos juristas brasileiros de que penas mais graves sobrecarregariam ainda mais as cadeias e penitenciárias sem recuperá-los é uma falácia pré-montada a favor da impunidade pelas seguintes razões:  1) penas leves apenas aumentam o ciclo de entrada e saída dos criminosos das cadeias, por consequência aumentando o trabalho judiciário e policial, que, ao prender e soltar o criminoso, passam a "enxugar gelo". 2) É comprovado que alguns criminosos reincidentes, sociopatas ou psicopatas são irrecuperáveis, e o objetivo da pena é a aplicação de medidas de segurança para proteger a sociedade.


Edenilson Meira merojudas@hotmail.com 

Itapetininga

   

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PROTESTO E VANDALISMO EM SP


Um horror o que os vândalos vêm praticando na capital paulista. Recordo-me de quando, em 1970, deixei o Estado do Paraná para aventurar-me em São Paulo. Na época tudo o que me acompanhou na "mudança", além da esposa (hoje falecida) e três filhos, foi uma mala de fibra com alguns trapos, que eram tudo o que eu possuía. Chegando a São Paulo, mesmo sem estudo, sobrava-me ânimo para trabalhar. Uma empresa americana me contratou como faxineiro e, após 30 anos de trabalho, quando deixei minhas atividades, eu já exercia o cargo de chefe de um setor considerado o cérebro da empresa. Quantos aos três filhos, com muita dificuldade foram se encaminhando na vida, e hoje os três são formados em universidade e gerenciam grandes empresas. Portanto, eu tenho autonomia para dizer que o que vem ocorrendo não só em São Paulo, como em outras capitais do nosso país, é falta de nossos governantes colocarem ordem na casa. É  inadmissível que em nosso país vândalos invadam lojas, destruam o patrimônio público e, na maioria das vezes, nada lhes aconteça.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 

Jandaia do Sul (PR)

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