Fórum dos Leitores

GOVERNO LULOPETISTA

O Estado de S. Paulo

06 Maio 2015 | 03h00

Corte radical + Fies

Duas notícias chamaram a minha atenção no Estadão de ontem: Temer ameaça com corte ‘radical’ se não houver ajuste e Dinheiro para o Fies acabou. O próprio governo tem como resolver o segundo problema rapidinho: cortar, mesmo, os excessos dos ministérios e do Congresso, pois eles recebem muito e não fazem nada, então sobrará dinheiro suficiente para o Fies. Ah, parar de roubar também ajuda...

ADRIANA AULISIO

aulisiodri@gmail.com

São Paulo

Dois pesos e uma medida

É necessário um reajuste fiscal, mas só os trabalhadores terão de perder os direitos? O vice-presidente faz pressão: ou votam a favor ou os ministérios perderão verbas. É urgente não só perderem verbas, mas diminuir o número de ministérios.

REGINA MOREIRA JALUKS

jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

Ameaça

É, o governo ameaça com corte “muito radical” no orçamento dos ministérios se o Congresso não aprovar o pacote do ajuste fiscal, em que o governo altera regras trabalhistas e previdenciárias. Não precisa ameaçar. Em qualquer país sério os direitos trabalhistas e previdenciários são respeitados e o governo aperta o cinto. Faça isso, Dilma, é sua oportunidade de deixar alguma coisa que valha para o País!

M. CARLOTA A. HUPPERICH

mcarlota.sp@hotmail.com

São Paulo

Seu FGTS para a Argentina

Enquanto a CUT se mobiliza para apoiar tudo o que o governo petista mandar, até mesmo apoiar incondicionalmente a presidenta Dillma, algo realmente importante para todos os trabalhadores do Brasil está sendo costurado na surdina e poderá levar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) à insolvência. Fora vários investimentos suspeitos, como aportes ao BNDES usando o fundo dos trabalhadores, agora vão socorrer uma empresa argentina já em insolvência (5/5, B9), devendo meio bilhão na praça! Para não ameaçar projetos da Eletrobrás – outra caixa-preta – vão pôr à disposição mais recursos do FGTS, ainda?! Uma empresa estrangeira de que o trabalhador brasileiro será sócio, pode? Esperamos que os trabalhadores brasileiros abram os olhos para as reais mobilizações da CUT, que fala em protegê-los, mas só faz o que o diabo manda!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Fundo sem fundos

E ninguém vai pegar cana pelo desfalque no Postalis?

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Mote Santo de Minas (MG)

Pedalando o Fies

O sistema de inscrição para o Fies apresentou problemas durante todo o período em que os candidatos poderiam inscrever-se, frustrando a tentativa de milhares de alunos. Como o “problema” não foi resolvido a tempo – alô, Pronatec, tem gente no governo precisando de qualificação! – e diante de ação civil pública do Ministério Público Federal, o sr. Renato Janine Ribeiro, ministro da Educação, declarou que “as inscrições não serão reabertas porque as verbas alocadas para esse semestre já foram exauridas”. Traduzindo: a “pátria educadora” e dona Dilma Rousseff pedalaram os universitários.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Retorno

Com o slogan “pátria educadora” a presidente fez campanha eleitoral, mas agora o seu ministro da Educação anuncia que o dinheiro para o Fies acabou. Inicialmente alegaram estar com problemas técnicos, mas não era. O dinheiro para essa finalidade foi desviado para o Fundo Partidário, que teve aumento de 300%. Pois é, para que investir em educação? Um político bem amparado traz mais retorno.

WAGNER MONTEIRO

wagnermon@ig.com.br

São Paulo

Gastança

Só tolo para acreditar que a dificuldade de acesso durante o período de inscrições no Fies se deveu a “falhas no sistema” ocasionadas pelo grande número de acessos. O governo federal gastou e está gastando o que não devia, e de forma atabalhoada e ineficiente. Para triplicar o Fundo Partidário tem dindim... Viva a “pária educadora”! 

WERLY DA GAMA DOS SANTOS

gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

Pátria educadora...

Ministério da Educação destina R$ 2.000.000 (dois milhões) para o Fies e o roubo na Petrobrás foi de R$ 6.000.000.000 (seis bilhões!). Planejamento é isso!

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Legado

A nobre e esperta presidenta Dilma, agora querendo a todo custo reduzir despesas depois de ter criado tantos ministérios, tem de ser alembrada de que liberou à Federação Internacional de Futebol (Fifa) R$ 5 bilhões de impostos, para termos um legado vergonhoso: a “pátria educadora” não tem mais recursos. 

ALBERTO FUMACE BARUTHY

afumaaabaruty@bol.com.br

São Paulo

MARQUETAGEM

Piada

O alegado trabalho do marqueteiro de US$ 20 milhões em Angola é piada pronta, menos para a PF e para os brasileiros dignos. Este país praticamente só tem um partido político, sem oposição. É só ver o resultado da última eleição, com 40% de abstenções e suspeita de fraude. Sem comentários caso lá tenham usado nossas urnas eletrônicas. 

SINCLAIR ROCHA

sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

MAIORIDADE PENAL

Sofisma

Tenho lido que a maioridade penal não pode ser modificada por se tratar de cláusula pétrea. Discordo. Pelo que aprendi na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, cláusula pétrea é dispositivo constitucional que se confunde com a própria existência do Estado brasileiro ou com a essência dos direitos fundamentais do ser humano. Por exemplo, a indivisibilidade do território ou a extinção da inviolabilidade do direito à vida. Se alguém acredita que uma pessoa com 16 anos de idade não entende o caráter criminoso de um fato assim descrito (“poetas do Direito”), pode até argumentar ser plausível a mudança da maioridade penal; argumentar que se trata de cláusula pétrea é, à evidência, sofismar em excesso.

ERALDO BARTOLOMEU REBOUÇAS

real742@yahoo.com.br

São Paulo

SEM DINHEIRO PARA O FIES


O governo de Dilma “quase santa” Rousseff criou o slogan “Brasil, Pátria Educadora”. Para efetivá-lo, fez com que o MEC liberasse R$ 135 milhões para a realização do filme “Zé Dirceu, o guerreiro brasileiro”, que é considerado pelo PT importante para a cultura do brasileiro, mas, por outro lado, cortou o orçamento do Financiamento Estudantil (Fies). Pergunto: como aguentar tanta safadeza? Onde está a União Nacional dos Estudantes (UNE), pelega, que se cala? 


João Cesar Ribeiro cesar.ribeiro8@hotmail.com 

São Paulo 


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O TRISTE FIM DO FINANCIAMENTO ESTUDANTIL


Para desespero, tristeza e indignação de inúmeros jovens carentes que pretendem estudar e ter uma profissão digna no futuro, a presidente Dilma e seu governo incompetente, incapaz e corruPTo acabaram com o importante e bem-sucedido programa de financiamento estudantil. Como relatou de forma dura e crua o ministro da Educação, não há mais verba para o Fies. O PT está infiltrado em todas as faculdades, apoiando chapas de centros acadêmicos, apoiando e dando sustentação à Umes, à UNE, etc., e nas épocas de eleição conta sempre com o voto da juventude. No governo, porém, o petismo deixa órfão o grande contingente de jovens e estudantes que necessitam de ajuda para estudar. O lema Pátria Educadora, tão alardeado e difundido pelo governo, é apenas mais uma das várias mentiras de Dilma Rousseff, responsável direta, agora, pela falência do Fies.


Luciano De Paoli lpaoli@uol.com.br

São Paulo


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ERA MENTIRA?


Caras de pau! E pensar que três dias atrás o ministro da Educação garantiu aos estudantes o acesso ao financiamento estudantil. Mais um mentiroso no ministério petralha.


Antonio Acorsi acorsi.antonio@gmail.com 

Jundiaí 


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ACABOU O DINHEIRO


Mãe Dilma pariu uma nova classe: os órfãos do Fies.


Eduardo A. Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com 

Campinas


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AJUSTE FISCAL


Planalto ameaça fazer contingenciamento “radical” se ajuste fiscal não for aprovado no Congresso. O corte do orçamento dos ministérios está vinculado à aprovação do ajuste fiscal. Ou seja, é dinheiro na frente, o famoso toma lá dá cá. E, como os partidos aliados não gostam nada de dinheiro, não será difícil de adivinhar quem vencerá.


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo


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O POVO PAGA


O Planalto, por meio de Michel Temer, ameaçou os congressistas da base aliada de fazer um contingenciamento “radical” das verbas orçamentárias dos ministérios de seus apadrinhados, caso o ajuste fiscal não seja aprovado nos moldes que o Planalto deseja. Pois é, se o povo pode pagar essa conta, por que eles vão ficar com esse abacaxi e ter a mesada cortada, né? Com certeza, na próxima sessão do Congresso, o ajuste fiscal será aprovado – e dane-se o povo brasileiro.


Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana


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ARTICULAÇÕES


O governo Dilma Rousseff, para conseguir que seu pacote de medidas provisórias do ajuste fiscal, que começou a ser analisado pelo plenário da Câmara, seja aprovado, autorizou o seu articulado político, o vice-presidente Michel Temer, a tomar medidas urgentes para evitar cumprir a ameaça de fazer um corte “muito radical” no orçamento dos ministérios. Temer, seguindo a passos largos e firmes – como os do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em foto no “Estado” de segunda-feira, caminhando pela articulação econômica do governo no Congresso –, logo convocou uma reunião com os partidos. Nessa reunião, Temer repetiu a ameaça de “corte radical”. Cuidado, senhor Temer, a pressa é inimiga da perfeição! Há um ditado italiano que diz “piano, piano si và lontano” (devagar, devagar se vai longe).


Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br 

Assis


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REGRINHA DOMÉSTICA


O ministro Joaquim Levy está procurando mostrar à presidente Dilma a importância da Lei de Responsabilidade Fiscal, da qual ele participou desde sua concepção até sua sanção. Levy conhece a importância da lei que nos tem salvado até agora de uma possível tragédia fiscal, com consequências para a população e, principalmente, para os mais pobres. Parece que para Dilma essa lei era uma regrinha doméstica segundo a qual a dona de casa não deveria gastar mais do que o marido provedor poderia suportar com sua receita de assalariado, explorado e vilipendiado. Ora, ora, dona Dilma, Vamos estudar um pouco mais, como a senhora própria recomendou certa vez à população!

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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ECONOMIA BURRA


O ajuste fiscal do governo contém dois grandes equívocos. 1) Na política de emprego: conjuntura de desemprego crescente, pondo em risco um dos melhores fundamentos da economia interna, e pretendem voltar a onerar com tributos a folha de pagamento das empresas, provocando aumento do desemprego e minando os esforços para o crescimento. Maior arrecadação deve ser procurada em outra fonte, por exemplo tornando mais progressiva e mais justa a tabela de incidência do Imposto de Renda. 2) Taxa de juros: a economia em processo de recessão, um quadro inflacionário puxado em grande parte por custos administrados (impostos e taxas, combustíveis, energia, água, etc.), crise hídrica e um ambiente de pessimismo político e  econômico permeando a sociedade. Não há demanda exacerbada, ao contrário, está deprimida. Diante disso, como se explicam esses aumentos na taxa Selic? O único resultado certo dessa medida é o aumento da dívida pública e do respectivo serviço (estimado em R$ 400 bilhões em 12 meses). É a bitola do Banco Central de usar unicamente a taxa de juros para combater a inflação, insuflando ainda mais esses juros malucos cobrados pelos bancos e demais instituições financeiras (na média mais de 70% nos empréstimos, mais de 150% no cheque especial e mais de 200% nos cartões). Que país poderá se desenvolver harmonicamente no longo prazo com um sistema financeiro desses (agiotagem S/A, como dizia Joelmir Beting). Alternativa? Reduzir gradativamente a taxa básica até voltar a um dígito. Reformulação do Copom, com representação adequada dos setores produtivos, inclusive dos trabalhadores. Uma estratégia de governo, a partir do Banco Central, com o objetivo de trazer as taxas de juros de mercado para níveis civilizados, assunto que a mídia especializada não aprecia discutir... Enfim, entendo que essas duas vertentes do plano são economicamente obtusas e socialmente injustas.


José F. Barros jfbar@uol.com.br

São Paulo


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IMPOSTÔMETRO ACELERADO


Metade das obras do Programa der Aceleração do Crescimento (PAC) está atrasada, incluindo a Refinaria Abreu e Lima, o Comperj, plataformas de petróleo, Transposição do Rio São Francisco, Linha de Transmissão Tucuruí-Manaus, rodovias, ferrovias, hidrovias e infraestrutura hídrica, dentre outras. Nos primeiros quatro meses de 2015, Dilma Rousseff inaugurou uma fábrica de automóveis em Pernambuco, uma Casa da Mulher Brasileira, um gasoduto na Bahia, obras inacabadas no Rio de Janeiro, o Túnel Rio450, conjuntos residenciais em Feira de Santana, um trecho da Ferrovia Norte-Sul e um Parque Eólico no Uruguai. Os grandes empreendimentos do País estão parados, o desemprego continua aumentando a cada dia e, segundo o impostômetro, os contribuintes brasileiros já pagaram R$ 658 bilhões nos primeiros 124 dias de 2015.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Rio de Janeiro


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MINISTÉRIO DA FAZENDA


Aos poucos o tal Levy mostra a que veio. Além de “garoto de recados”, mostra-se agora como “cômico”, repetindo o gesto conhecido de Chico Anysio: “E o salário ó!”. O que ele mostra de fato é o tamanho do governo de que faz parte. Substituiu-se um “Mané” nas finanças por outro, como seis por meia dúzia.


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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LOTERIAS MAIS CARAS


O aumento acima da inflação dos preços das loterias tem uma única finalidade: pagar o aumento do Fundo Partidário. É lógico. Não tem caixa para fazê-lo.


Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 

São Paulo


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SEM JOGO POR UM MÊS


Já fizeram as contas? Loterias aumentando simplesmente 50%. Façamos o seguinte: não jogamos por um mês, e os “petralhas” voltarão atrás. Sabem por quê? Porque vai faltar dinheiro para sorrirem mais e mais de mais uma “vitória vergonhosa”.


Ricardo Guilherme ricardoguilherme88@gmail.com 

Monte Alegre do Sul


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LULA, A ‘ELITE’ E O ESTADO


Palavras do ex-presidente Lula: “Não tem um cara da elite brasileira que já não tenha recebido favor do Estado, que não tenha sido salvo pelo Estado. Eu conheci muitos meios de comunicação falidos e ajudei porque acho importante ajudar”. Se isso não é uma declaração cabal de culpa por corrupção, então não sei mais o que seja. Desde quando ter sido sufragado nas urnas pelo povo dá direito a um governante de fazer favores com dinheiro do Estado, ou seja, do povo, para “salvar” quem quer que seja, principalmente a “elite”? Na sociedade, um empreendedor que corre riscos e vem a falir, deve levantar-se  por suas próprias forças e méritos. Ou qualquer dono de lojinha teria direito de pleitear ao Estado dinheiro público para salvar seu negócio? Por que é importante ajudar alguns, e não outros? Será meu raciocínio lógico ou deixei de captar alguma coisa?


Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br 

Santos


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CONFISSÃO


Realmente quem mais ganhou dinheiro na gestão do “cara” foi realmente a elite, da qual ele passou a fazer parte integrante e destacada.


José Luiz Tedesco wpalha@terra.com.br 

Presidente Epitácio 


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DISCO FURADO


Lula é mais do mesmo: as elites, o controle da imprensa, nós e eles... Disco furado.

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com 

São Paulo


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CLASSE TRABALHADORA


“Mexeu com Dilma, mexeu com a classe trabalhadora”, disse Lula. Quem será para ele classe trabalhadora? Aquela que trabalha quase metade do ano para sustentar o governo corrupto do PT?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo


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‘BOM DE BRIGA’


O companheiríssimo Lula optou pela violência ao autointitular-se “bom de briga”. Mas, se a violência fosse a solução, o Brasil estaria muito bem. E, se o Brasil precisasse de um presidente bom de briga, votaríamos no Maguila!


Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo


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FALANDO DEMAIS


Cale a boca, Lula! O ex-presidente já extrapolou no direito de falar. Ele é o principal responsável pela situação em que se encontra o País: uma verdadeira m...


Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo


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CORRENDO O PAÍS


O ex-presidente Lula diz que irá voltar a percorrer o País novamente. Na minha opinião, essa visita não se faz necessária, até porque as besteiras que ele tinha de dizer ele já disse.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 

Jandaia do Sul (PR)


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EMPREITEIRO CALADO


Bastou o Supremo Tribunal Federal (STF) libertar o dono da empreiteira UTC, que estava prestes a fazer um acordo de delação premiada, e pronto: ele desistiu, disse que se manteria calado. Valeram ameaças veladas de que, se ele abrisse o bico, rolariam cabeças de políticos importantes ainda fora do petrolão. Lula,  por exemplo.


Laércio Zannini spettro@uol.com.br 

São Paulo


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LIBERDADE, NÃO MAIS TARDIA


Com a recente decisão do STF, os implicados na Operação Lava Jato respiram aliviados, em liberdade. Sem o ministro Joaquim Barbosa, as coisas, para eles, correm mais rápido, na Ilha da Fantasia. Injustamente, segundo eles, más línguas citam nomes estranhos, tais como SPTF, PTeori, PToffoli... Não dá para entender.


Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo


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COMPARANDO


O jornal “O Estado de S.Paulo” que me desculpe, mas o Maluf, perto dos petistas nomeados pelo PT para a Petrobrás, é santinho!


Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas


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APARELHAMENTO NO STF


O sistema de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal, baseado em indicação política do presidente da República ao Senado, não é exclusividade brasileira. Nos EUA também é assim. E lá, como aqui, o presidente tem de se equilibrar entre a afinidade ideológica com o indicado e a imprescindível qualificação técnica do escolhido para o cargo. É um equilíbrio difícil, mas necessário e, mostra a experiência, possível de ser alcançado. O perigo é quando na definição de nomes o presidente rompe esse equilíbrio e permite que pese desproporcionalmente mais a trajetória político-partidária do candidato. É o que pode acontecer com as cadeiras que precisarão ser ocupadas no Supremo atualmente – com a saída de Joaquim Barbosa, por exemplo, a presidente Dilma Rousseff decidiu indicar o jurista Luiz Edson Fachin. Fachin já havia sido cotado para ocupar o lugar deixado por Eros Grau em 2011. Fachin tem largo currículo acadêmico, como doutor pela PUC-SP e professor visitante do King’s College, da Inglaterra, ele integra a Comissão da Verdade do Paraná, indicado à cadeira pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), com a qual tem laços afetivos. Apoiado por diversos políticos, principalmente, mas não só, do PT, ele teve como principal cabo eleitoral o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, que já havia defendido seu nome em 2013, quando Dilma optou por Luiz Roberto Barroso para a vaga de Carlos Ayres Britto. Luiz Fachin será sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quinta-feira (7/5), e a votação em plenário segue como uma incógnita, mesmo ele tendo entre seus simpatizantes Renan Calheiros e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que sabem fazer lobby como ninguém quando lhes interessa. Seus opositores têm demonstrado desconforto ao seu nome pelo fato de ele ter demonstrado publicamente seu voto em Dilma e pela defesa do MST, comandado pelo truculento João Pedro Stédile. Dilma não pode transpor para a mais alta esfera da Justiça o aparelhamento partidário pelo PT, atolado em denúncias de corrupção até o pescoço.


Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 

São Caetano do Sul


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‘INDICAÇÃO INFELIZ’


O editorial do “Estadão” de domingo “Indicação infeliz” coloca luz na questão de ordem formulada na sessão da CCJ pelo senador Ricardo Ferraço e até agora não respondida pelo senador Álvaro Dias. Há que se fazer uma correção ao ótimo e corajoso texto. A Constituição do Paraná proíbe desde sua promulgação, em outubro de 1989, o exercício da advocacia fora das funções institucionais aos procuradores de Estado (art. 125, parágrafo 3.º, inciso I). E a revisão de 1999 não tocou nesse artigo. Para confirmar, basta ler a Carta Magna estadual. Realmente, foi uma escolha infeliz, pois ao candidato falta um dos requisitos constitucionais para um candidato a ocupar uma cadeira vitalícia no Supremo: reparação ilibada. Dr. Fachin exerceu por 16 anos, concomitantemente e irregularmente, o cargo de procurador de Estado e a atividade de advocacia particular. A desculpa do relator, que não foi repetida em lugar algum, de que o indicado estaria autorizado a advogar porque havia passado no concurso antes da promulgação da CE de 1989, é frágil e equivocada. A jurisprudência das cortes superiores é vasta e firme no sentido de que a aprovação em concurso cria mera expectativa de direito ao aprovado, sendo que é a norma vigente à época da “nomeação” ao cargo (8 de fevereiro de 1990, para o caso do dr. Fachin) que rege as prerrogativas do servidor. Aliás, até agora não foi informada a data da aprovação no certame. O senador Álvaro Dias precisa resguardar sua memória, sua história, sua trajetória política e moral. Tem aí a oportunidade de rever seu posicionamento e reconhecer que o indicado não tem condições sequer de ser sabatinado pelo Senado.


Kali Kalache kkalache@gmail.com

Brasília


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NOVO MINISTRO DO STF


Dilma é dura de entender: o STF precisa de uma faxina, e não de um Fachin.


Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo


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MAL ACOSTUMADO?


Henrique Pizzolato, mensaleiro que fugiu e foi preso na Itália, diz que prefere morrer a voltar e cumprir pena no Brasil. Cá entre nós, faz sentido, imagine sair de uma prisão italiana “5 estrelas” e vir habitar um “chiqueirinho” num presídio parecido com aquele que vemos na TV lá nos confins do Estado do Maranhão. Eu hein!


José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 

São Paulo


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VOLTA AO BRASIL


O senhor Pizzolato disse que prefere morrer a cumprir pena no Brasil. Pizzolato pode vir sossegado, mesmo porque a dengue pode matá-lo antes.


Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo


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CRIME E CASTIGO


Pizzolato deveria saber que esperteza demais é burrice. É fácil condenar o sistema carcerário brasileiro quando se está cumprindo pena na Itália. “Exempli gratia”, o crime pelo qual foi condenado seria punido com pena capital (morte) em outros países. “Buona vita e tutto bello” seria se o mesmo, não tivesse se valido de cargo de confiança para fazer arranjos espúrios e não tivesse fugido do País (diga-se, utilizando documentos de seu falecido irmão). A justiça tupiniquim o aguarda com um “ciao, benvenuti!”.


Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo


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O MEDO DE PIZZOLATO


Entrou com documento falso e ficou escondido, ou seja, não se colocou à disposição para cumprir sua pena na Itália. Agora quer evitar a extradição dizendo correr risco de morte se vir a cumprir a pena a que foi condenado no Brasil. A quem interessaria sua morte? O que ele sabe que poderia comprometer outros envolvidos? Se jura inocência, por que o receio?

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo


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CRIMINOSO EXPÕE O BRASIL PROFUNDO


Henrique Pizzolato prefere cumprir sua pena na Itália ou morrer a cumpri-la no Brasil. Com isso, aos olhos do mundo se escancara o fato indesmentível de que não temos um sistema penitenciário, mas masmorras odiosas, em relação às quais a morte parece melhor opção. Pelo menos sob esse aspecto, presta um serviço à desmistificação deste país. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo


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PRIVILÉGIOS

 

Com todo respeito à senhora mãe de José Dirceu, perguntamos ao juiz da Vara de Execuções das penas e medidas alternativas do Distrito Federal,  Ângelo P. de Oliveira, se é certa a autorização para José Dirceu ir visitar a sua progenitora no dia 9 de maio, em Minas Gerais, para comemorar o Dia das Mães. Para quem indicou Renato Duque para a área de Serviços da Petrobrás, indicado que causou enorme prejuízo à estatal com atos de corrupção sem limites, essa autorização, a nosso ver, não deveria ser feita, de forma alguma. Dirceu sabia muito bem dos desvios praticados por seu indicado, como ficou claro nas investigações da Lava Jato. Por que tantos privilégio a políticos já condenados? 

  

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 

São Paulo


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DEVASTAÇÃO


Tremor de 80 segundos e 20 anos de atraso: o Nepal precisará de muito tempo e milhões de dólares para reconstruir áreas afetadas. Voto de 80 segundos e 20 anos de atraso: o Brasil precisará de muito tempo e de trilhões de reais para reconstruir o País devastado pelo lulopetismo.


Renzo Galuppo renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos 


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A CONTA-GOTAS 


Muito oportuno e esclarecedor o editorial “Gerindo a sociedade civil” (4/5, A3). Sabendo de antemão que pelas regras republicanas vigentes a revolução vai demorar, o PT – que é um partido socialista e jamais renegou seu viés marxista – trabalha para acelerar o passo, construindo atalhos e urdindo estratagemas para burlar os princípios de nossa democracia representativa, e, assim, “comendo pelas beiradas”, emplacar seus “conselhos” e “conferências” com o fito de contornar a Constituição, implantando, a conta-gotas, o regime dos sonhos de Lula, ainda que à revelia da vontade da imensa maioria do povo brasileiro, que não considera a hipótese de ver nosso modelo liberal substituído por práticas e doutrinas inspiradas nas teorias de Karl Marx e Antonio Gramsci. O objetivo do PT é fazer a revolução sem precisar dar um único tiro, e eles – imperativo reconhecer – já estão bem avançados nesse caminho. Olho vivo, brasileiros!

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com    

São Paulo


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DESMANDOS SOB A ÓTICA DE FHC


O artigo “Desvendar a trama” (3/5, A2), de Fernando Henrique Cardoso, publicado no “Estadão”, facilita o nosso entendimento sobre esta perversa administração petista. FHC aponta com rara objetividade esse devastador percurso populista dos graves equívocos cometidos na condução da nossa economia, incluindo a roubalheira que atingiu principalmente a Petrobrás. E, lamenta o ex-presidente, “não foi somente a Petrobrás que foi roubada, o País foi iludido com sonhos de grandeza nacional enquanto a roubalheira corria solta na principal estatal do País”. E, compartilhando o grau de indignação da nossa sociedade por esta avalanche de desmandos, FHC acrescenta: “E agora José? Não há culpabilidade política? Vai se apelar aos exércitos do MST, para encobrir a verdade?”. “É por isso que tenho dito que impeachment é uma medida prevista na Constituição, pela qual não há que torcer nem distorcer: havendo culpabilidade, que se puna”. E é o que o povo brasileiro espera das nossas autoridades, que a impunidade não prevaleça. E que sejam punidos exemplarmente aqueles que cometeram crimes contra as nossas instituições, incluindo aí também a presidente Dilma, com um possível impeachment.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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OUVINDO AS RUAS

 

Conclui-se, pela leitura do artigo “Desvendar a trama” (3/5, A2), que até o fleumático ex-presidente FHC, com toda a sua elegância, cansou de ser um ponto fora curva e começa a ouvir as ruas.


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br 

Valinhos


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AONDE VAMOS PARAR?


FHC fez o seu papel no artigo do “Estado” de 3/5, mas aonde vamos parar se os derrotados politicamente atuam apenas como acusadores, e não trabalham em prol do desenvolvimento geral da União? Claro que o atual partido no poder está manchado com as marcas da corrupção, mas no tempo de FHC também existiu tudo o que vemos hoje. Quais são as motivações, então, que fazem com que ele, sociólogo, escreva algo que não ajudará o Brasil a crescer, pelo contrário, apenas fará a elite segurar ainda mais a economia? Deveria usar seu intelecto e o espaço para escrever com algo que colaborasse com os bens comuns, afinal, apontar os erros e os culpados não soluciona o problema e mudam-se os mosquitos, mas o produto continua o mesmo.


Edson Cabral de Oliveira edsoncabral.21@hotmail.com 

Nova Odessa


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ATÉ QUANDO?


Gostaria de saber do chefe de redação ou do conselho editorial do meu “Estadão” qual a real posição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em sua coluna de domingo, intitulada “Desvendar a trama”, ele fala uma coisa, e, na verdade, faz outra. Isso não acontece de agora. Um deslize que pudesse ser creditado à sua avançada idade. A incoerência já vem desde o mensalão, em 2005. O “faça o que digo, não faça o que faço” chega a manchar a credibilidade do espaço que este prestigioso jornal lhe dá. Será que um dia ele vai desvendar a trama? Posso ajudar!


Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 

São Paulo


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FHC BATE E ASSOPRA


Positivamente o sr. Fernando Henrique Cardoso ora bate no cravo, ora na ferradura, ou seja, bate e assopra no PT em seus artigos. Desde que classificou de “vagabundos” aposentados aos 48 anos de trabalho (mesmo tendo se retratado, quando  havia se aposentado aos 37), desceu de seu aparente pedestal e equiparou-se a Lula em sandices e despropósitos. Em seu recente artigo, “Desvendar a trama”, diz se desdizendo de tudo o que disse. Ele deveria seguir os princípios do antigo senador Petrônio Portela (“fatos são fatos e não agrido fatos”), e não ficar balançando seu “coração” entre o PSDB e o PT, já que sempre foi um lulista camuflado de tucano. Ou, como dizia Ulysses Guimarães, “em política, até briga é ensaiada”. Esta é a “oposição” que temos, de “miolo mole”, dentro de suas conveniências. É lamentável!

 

João Roberto Gullino jrobertogullino@gmail.com 

Petrópolis (RJ)


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ARTIGOS DE OPINIÃO


Nunca vi nenhum artigo de opinião escrito pelo ex-presidente Lula. Por que será? Ele não sabe se comunicar? E como chegou a ser até presidente do Brasil? Papo furado que enganou o povo brasileiro por quase 35 anos. Vou direto ao assunto: será que ele (ou eles, os petralhas) não sabe ler ou até escrever um artigo, da categoria de FHC, explicando ao nosso povo a real situação econômica e o futuro próximo do Brasil? O artigo “Desvendar a trama” é importante de ser lido várias vezes e usado em salas de aula e reproduzido em outros jornais.


Sirio Batista Alves siriovinhos@bol.com.br 

Piraju


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VOTO DISTRITAL


O bom de introduzirmos o sistema de voto distrital no Brasil é que podemos aprender com algumas imperfeições que ocorreram em outros países e centrar foco nas suas grandes vantagens: campanhas mais baratas, maior proximidade eleito-eleitor e a possibilidade de retirar o cargo do eleito que se mostrar infiel às suas propostas de campanha. Uma dessas possíveis imperfeições foi comentada no texto “Critério de mapa impacta eleição distrital” (“Estadão”, 4/5, A6). A análise feita é sobre uma possível vantagem do PT sobre o PSDB, e vice-versa, dependendo de como os distritos forem estabelecidos. Isso desprezando o fato de que temos 32 partidos e que líderes locais teriam mais força para competir. A matéria nos alerta para que nem políticos nem partidos devem fazer as divisões dos distritos, evitando uma manipulação. O critério precisa ser técnico. Mas o voto distrital nos livrará definitivamente do fenômeno “Tiririca”, que, com seus muitos votos, ajudou a eleger candidatos inexpressivos ou de conhecida repulsa da maioria dos eleitores. Voto distrital já!


Carlos de Oliveira Avila gardjota@hotmail.com

São Paulo


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‘POR UM NOVO PLEBISCITO’


O excelente artigo “Por um novo plebiscito” (“Estadão”, 5/5, A2), de Carlos Matheus, deixa desnudados nosso sistema republicano e os abismos entre governo, representatividade e povo, muito bem descritos. O parlamentarismo, se posto em prática, somente funcionaria com a redução do número de partidos, com o fim do Fundo Partidário e a desoneração do contribuinte de arcar com os gastos dos nossos representantes. Partidos políticos têm de ser  autossuficientes para conduzir a democracia, caso contrário, em minha opinião, são apenas balcão de negócios e nada mais.

  

Ednei Segato ednseg@gmail.com

São Paulo


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REFORMA POLÍTICA


Plebiscito e mudanças de regime para “preservar” a democracia? Nem pensar. Primeiro exaurir esforços para uma reforma política consistente e saneadora, capaz de expurgar, definitivamente, o PT.


Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)


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CARGOS COMISSIONADOS NA ALESP


O deputado estadual pelo PSDB e agora presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp), Fernando Capez, oriundo, pasmem, do Ministério Público, sai em defesa da criação de mais cem cargos comissionados naquela Casa, e com uma das mais manjadas desculpas: serão ocupados por pessoas competentes e de ilibada conduta.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 

Casa Branca


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RIO 2016 – E AGORA?


Preocupantes as imagens exibidas recentemente na televisão, mostrando a incrível poluição da Baía de Guanabara, para onde estão programadas as regatas dos Jogos Olímpicos do Rio, a pouco mais de um ano do início do evento. A partir do momento em que foi a cidade escolhida para sede, alardeou-se que a correspondente despoluição seria o mais importante legado  a ser herdado como resultado dos preparativos para as competições. O que se viu na reportagem, no entanto, foram cenas constrangedoras de uma quantidade de lixo inimaginável. Inquietador também foi o alerta passado por especialista dando conta da baixa cobertura de tratamento do esgoto lançado na baía e nas lagoas da cidade. Mas o mais lamentável foi tomar conhecimento dos enormes montantes financeiros aplicados sem resultado e assistir, em retrospectiva, à  sucessão de governadores das últimas décadas, todos prometendo a despoluição durante os respectivos mandatos. Será que há espaço para um “jeitinho”, quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) já cogita de realizar as regatas em outro local e as autoridades organizadoras afirmam que não há plano B? 


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


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O INIMIGO MORA AO LADO


No Texas (EUA), dois suspeitos foram mortos durante um concurso de caricaturas do profeta Maomé. A liberdade de expressão foi substituída pela certeza de que, também, e principalmente, do lado americano, a lista de simpatizantes do regime jihadista não para de crescer, deflagrando uma espécie de terrorismo caseiro, daqueles que reforçam que o inimigo mora ao lado. 


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 

Niterói (RJ)


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TIROTEIO NO TEXAS


O que o presidente Barack Obama deveria falar: “Caros  muçulmanos, os senhores vieram para o meu país na esperança de viver melhor do que onde viviam e constituir família, educar seus filhos e não viver sob a opressão que viviam em seu país. Aqui nós temos liberdade, inclusive a de expressão, e entendo que exista grande diferença dos nossos hábitos para os de seu povo. Mas nós não chamamos vocês para viverem aqui, e as portas estão abertas para o seu retorno. Caso queiram continuar morando aqui, por favor, adaptem-se aos nossos costumes e esqueçam o ódio milenar segundo o qual nós, ocidentais, somos classificados como infiéis”.    


Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo


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IMIGRANTES E O MUNDO ATUAL


O mundo vive atualmente uma das maiores crises humanitárias já existentes. Após a Segunda Guerra Mundial, os anos 50 e 60 foram tempos razoavelmente tranquilos do ponto de vista econômico e social. Hoje, o aumento desmesurado da população mundial em países do Terceiro Mundo, a imensa quantidade de países sem condições mínimas de emprego, renda e infraestrutura, está a criar um mundo de desesperados. E país algum no mundo hoje consegue suportar a demanda social existente. Na África, nações como Nigéria e Etiópia possuem populações gigantescas e com um crescimento populacional anual da ordem de milhões de pessoas. A Europa possui população envelhecida e sem grande crescimento populacional há décadas, o que implica grande gasto social. E quase todos os países europeus estão em profunda crise econômica. Inexiste condição econômica na Europa de hoje para conseguir suportar a demanda social de um país como a Nigéria, por exemplo. Nação com 178 milhões de habitantes e com um crescimento populacional da ordem de 4 milhões de pessoas/ano. E na África existem milhões de pessoas desesperadas, centenas de países que não conseguem oferecer o mínimo. No Oriente Médio, guerras fratricidas destruíram  por completo Iraque e Síria. E o nosso Brasil, país com imensa e eterna demanda social, país sem qualquer planejamento ou comprometimento com o futuro há décadas, entra no presente momento em profunda e aguda crise econômica. Qual a perspectiva deste nosso mundo?


Paulo Roberto da Silva Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com 

Rio de Janeiro


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HAITIANOS EM SP


Por incompetência política, incapacidade administrativa, rixa contra o PSDB de Geraldo Alckmin, xenofobia ou talvez até mesmo por puro racismo, sabe-se lá, o governo do Acre despejou daquele Estado milhares de haitianos que por lá chegaram ao Brasil e que, desde o ano passado, vêm cobrindo, a bordo do que poderíamos talvez chamar de “ônibus negreiros”, os milhares de quilômetros até a cidade de São Paulo, onde, apesar das críticas de muitos ao nosso governador, encontraram porto seguro. Tudo isso diante do inexplicável silêncio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e das entidades ligadas ao movimento negro. Inacreditável!


João Manuel Carvalho Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos 


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MOBILIDADE URBANA


A ação civil pública contra o Uber, aplicativo que conecta motoristas de taxi autônomos e usuários em busca de transporte, nada mais é que uma daquelas tristes lutas contra a evolução, contra o desenvolvimento. Mecanismos como este aplicativo deveriam ser muito bem-vindos como novas fronteiras de mobilidade para uma cidade congestionada como São Paulo. E punir consumidores e a sociedade por causa de um monopólio que só existe por uma imposição estatal – e que tanto já pode ter custado pela falta de inovações devido a mais esta estúpida barreira de mercado – é absurdo, injustificável. O sucesso do Uber é reflexo da sua própria eficiência, segurança e inventividade. 


Luiz Eduardo Peixoto luiz.peixoto@usp.br 

São Paulo

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