Fórum dos Leitores

STF

O Estado de S. Paulo

13 Maio 2015 | 03h00

República sindicalista

No início dos anos 1960 as esquerdas brasileiras tentaram implantar no Brasil uma República sindicalista, a pretexto de garantir ao povo uma democracia como a hoje existente em Cuba e na Venezuela. Partiram para uma quixotesca luta armada e foram totalmente derrotadas. A partir da criação do PT, idealistas e oportunistas entenderam que o caminho das urnas era viável e indolor, e temos hoje instalada a sonhada República sindicalista, comandada pelo sumo sacerdote Lula. Aparelharam o Estado e se fartaram nos ministérios e nas empresas estatais. O último bastião da resistência, o Supremo Tribunal Federal (STF), não escapa dessa triste sina, com a nomeação de cumpanheiros, e agora segue em frente com a designação de seu adepto Luiz Edson Fachin. Os idealistas se foram, mas os oportunistas continuam lutando para não largar o osso.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br 

São Paulo

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O candidato

O sucessor de Joaquim Barbosa deve ser medido por ele. O candidato apresentado por Dilma simplesmente revela a pouca importância que ela e o PT dão às instituições e aos valores da sociedade. E revela o rumo que o PT pretende dar - e já começou a dar - ao País. Renan Calheiros devia saber que não há preço para a aprovação desse candidato.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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Maria Gasolina

O sr. Renan vai mesmo se vender por uma voltinha de avião? No meu tempo, quem retribuía favores por uma voltinha em veículo motorizado era chamado de Maria Gasolina... Ficou barato para a Dillma.

FLÁVIO CESAR PIGARI

flavio.pigari@gmail.com

Jales 

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Chororô em cena

Fachin precisa de um contrarregra. Munido de cebolas teria um choro muito mais convincente.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

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Caitituando apoios

Aprendi com um ex-deputado pernambucano com 11 mandatos no currículo que ninguém pede nada para si, seus apoiadores é que devem fazer tais intercessões. O fato de Luiz Edson Fachin ter feito um longo périplo de "visitas" a figuras influentes da República a fim de tornar viável o seu nome para o STF mostra que sua ansiedade e seu desejo opiáceo pelo cargo jogam por terra a própria autoconfiança que ele deveria ter acerca de seus conhecimentos jurídicos - estes, sim, alvo principal do interesse público para quem ocupa uma cadeira na Suprema Corte. Porém esse tipo de comportamento não difere em nada do histórico de vida do pretendente, que sempre fez questão de se posicionar politicamente por meio do apoio a candidatos e partidos de ideologias de esquerda. Isso quando não saía em defesa de visões estranhas sobre temas caros à população brasileira, como constituição da família e legitimidade da propriedade privada. Fachin, portanto, é um "objeto estranho" aos anseios da sociedade brasileira, que tem ido às ruas manifestar-se contra aqueles que corroboram as ideologias atrasadas defendidas por ele. E não é porque somente 30% da composição do STF está desalinhada com a ideologia torta do governo federal que o Senado deve aceitar que essa proporção diminua ainda mais.

FREDERICO D'AVILA

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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Quem viver verá

Na Espanha há um ditado que diz: se quiseres conhecer Juanito, dá-lhe um cargo. Aqui sabemos o que pensa o sr. Luiz Edson Fachin mesmo antes de assumir o cargo de juiz do STF. E o que ele pensa não me convence de que agirá com neutralidade, imparcialidade e independência nos seus julgamentos, principalmente no diz respeito ao PT, ao Movimento dos Sem-Terra, à propriedade privada, etc., etc.

JORGE EDUARDO NUDEL

jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

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Uma vez no STF, os votos de Fachin serão elaborados pelo Stédile? Chega de aparelhamento!

A. REIS DOURADO

abdiel@terra.com.br

São Paulo

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Igualdade

Se aprovarem o sr. Fachin para o STF, deverão nomear também o sr. Telhada para os Direitos Humanos. Afinal, são dois extremos igualitários e aos cidadãos de bem nenhum deles interessa.

BASILIO JOSÉ BERNAL

bernal@roloflex.com.br

São Paulo

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RACISMO

Na academia

Admiro muito a professora Mayana Zatz como pesquisadora. Mas fiquei chocado com a defesa de um procedimento que, dada a situação do mundo e do Brasil em matéria de direitos humanos, é indesculpável. Usar um artigo racista contra a população negra significa ignorar que mais de 100 milhões de brasileiros vivem sob ameaça de morte devida à cor de sua pele. Um curriculum acadêmico pode ser brilhante, mas nada adianta sobre convicções éticas. É o caso da pessoa defendida por Rusthon e Jensen, James Watson. Dizer, para comparar, que Watson foi aceito em universidades importantes não apaga seu racismo. Excelentes curricula não provam posições éticas, reconhecimento internacional não avaliza teses morais. O texto, usado em sala de aula, afirma entre outros absurdos que a parca inteligência dos negros não se deve a causas sociais ou históricas como a escravidão, mas tem origem na própria natureza. O artigo está ao dispor das pessoas atentas e cautelosas. Usar tal rol de afirmações implica ir contra a legislação brasileira. Não é por outro motivo que o STF proibiu a divulgação de Minha Luta no País. É fácil invocar liberdade acadêmica e de expressão se as feridas e a dor causadas pelo racismo não rasgam a própria pele e alma. O inglês desde longa data é meio internacional de trabalho acadêmico. Os esforços citados entram num labor já existente e não marcam benemerência que dispense a cautela em assuntos que, numa terra onde vigorou (e, infelizmente, ainda vigora) a escravidão, ferem milhões. Quanto ao artigo de Rusthon e Jensen, apologia de Watson, por que apenas aquele texto foi escolhido? E todos os demais que realizam a crítica de Watson, Rusthon, Jensen et alii? Se o docente não fala nossa língua ao expor um texto enviesado, deveria ter auxílio de tradução competente, tanto em matéria de racismo quanto nas leis do Brasil. Será que se o professor usasse a inculta e bela, mesmo por pessoa interposta, todo esse incidente (para ser tolerante) teria sido evitado? Prudente é duvidar.

ROBERTO ROMANO

São Paulo

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"Dilma agrada a Renan para evitar a derrota de Fachin. Vale tudo para implantar o bolivarianismo no Brasil!"


LUIGI VERCESI / BOTUCATU, SOBRE A SABATINA DO SUBSTITUTO DO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA NO STF

luigiapvercesi@gmail.com


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"Aguardemos o quanto vale um passeio de avião"


GUTO PACHECO / SÃO PAULO, IDEM

jam.pacheco@uol.com.br


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"Se não for aprovado na terça, Fachin vai chamar o exército do Stédile?"


MOISES GOLDSTEIN / SÃO PAULO, IDEM

mgoldstein@bol.com.br 


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

OPERAÇÃO LAVA JATO


O doleiro Alberto Youssef voltou a afirmar à CPI da Petrobrás que o Palácio do Planalto sabia do esquema de corrupção que funcionou na estatal entre 2004 e 2012. Disso todos nós sabemos há muito tempo. Pela dimensão do rombo, ninguém tem dúvidas desse envolvimento criminoso, né não?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo


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VAMOS ADIANTE?


O País, mais precisamente os brasileiros, precisa saber o seguinte: todos os empresários presos, mais o doleiro Alberto Youssef, envolvidos no escândalo da Petrobrás, quando em suas delações premiadas comprometem o Planalto, conforme delatou esta semana o sr. Youssef, tudo será mesmo apurado ou no que se refere ao Planalto nada do que foi delatado será levado adiante?


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo


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BRINCADEIRA


Esta declaração do doleiro Alberto Youssef dizendo que o Planalto sabia do esquema soa a brincadeira, não? Deve estar brincando...


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro


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PETROLÃO


E essa quadrilha não tem um chefe! Caracas!


Ronaldo P. Konen ronaldo.konen@terra.com.br

São Paulo


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EU NEGO!


Eu, Celia Henriques Guercio Rodrigues, nego peremptoriamente que conheça ou que tive contato com Alberto Youssef, Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa e afirmo que nunca recebi propina da Petrobrás. Juro.


Celia H. Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com 

Avaré


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O FINANCEIRO DO PT


A Polícia Federal tem realizado um belo trabalho na Operação Lava Jato, isso é inegável. Convém alertamos para o fato de o Partido dos Trabalhadores (PT) estar endividado após a descoberta do desvio de bilhões. Fica claro, para mim, que o dinheiro foi para os bolsos de outros ou que o partido serviu de "trânsito" para o dinheiro. É aconselhável auditar o financeiro do PT.

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com 

São Paulo


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PROCURADOR JANOT


Até os críticos mais ferozes da presidente Dilma Rousseff hão de reconhecer que a decisão de manter Rodrigo Janot à frente do Ministério Público foi acertada. O procurador-geral da República e o juiz federal Sérgio Moro são peças-chaves na apuração e no julgamento do maior esquema de corrupção já praticado neste país. E a forma serena e firme como agem tem irritado medalhões da política até então intocáveis.


Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br  

São Paulo


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O DINHEIRO DE VOLTA


Muito bem! Tirando o roubo de bilhões, propinas de milhões e a grana altíssima para os mais chegados, todos sócios do PT Clube, por enquanto, noves fora zero! Cadê as prisões dos verdadeiros responsáveis, bens congelados geral e o estorno das imensuráveis fortunas que estão lá fora? Muita notícia, muita acusação, escândalos que não acabam, mas o dinheiro grosso surrupiado do povo, nada! Por enquanto, o que vemos, perto do crime de lesa-pátria praticado por estes bandidos, são leves castigos e apenas trocos de volta, como se adiantasse alguma coisa. Não, queremos mais! Muito mais! Queremos J-U-S-T-I-Ç-A! Com a palavra, o Supremo Tribunal Federal.


Gloria de Moraes Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br  

São Paulo


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'UM INFERNO'


De acordo com Graça Foster, ex-presidente da Petrobrás, numa reunião do Conselho de Administração da estatal, são consequências do estrago feito pela Operação Lava Jato parar as obras, despedir trabalhadores, não conseguir publicar o balanço para 2014, em suma, "um inferno". Acertou! Acontece que somos nós que estamos pagando a conta (inflação, tarifas caras, economia encolhendo, etc.) e este governo não apresenta solução para sanar o problema de corrupção e má administração pública. Aliás, continua operando com a mentalidade do bazar: os que votam com o governo ganham "boquinhas" no segundo escalão.  


Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo


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UMA FORTE DECLARAÇÃO


A ex-presidente da Petrobrás Graça Foster, segundo afirma o "Estado", disse em reunião do Conselho de Administração da estatal realizada em 12 de dezembro de 2014 que "qualquer valor que fosse colocado no balanço anual da empresa" para medir o prejuízo que sofreu com a corrupção investigada pela Operação Lava Jato "não seria verdadeiro". Com tal declaração, desmoralizou esta operação, que poderá até cair no ridículo de ser uma operação meramente política. 


Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br 

Assis


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GATO POR LEBRE


Se a ex-presidente da Petrobrás Graça Foster coloca em xeque cálculo das perdas com desvios da estatal, como consta na matéria do "Estadão" (11/5), significa literalmente que o recente balanço divulgado da empresa foi uma farsa, e vendido para todos nós como gato por lebre. Na realidade, a Petrobrás deveria ter sofrido uma intervenção radical em sua administração, interditando qualquer influência do Planalto, até que se concluam as investigações da Operação Lava Jato, já que o governo de Dilma, assim como foi o de Lula, é cúmplice direto da corrupção na Petrobrás. E a população brasileira não pode ficar como idiota neste reino de podridão do PT.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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BALANÇO DA PETROBRÁS

 

Conforme informou a matéria "Graça põe em xeque cálculo das perdas com desvios em contratos da Petrobrás" (11/5), a então presidente da Petrobrás, Graça Foster, disse em reunião do Conselho de Administração da empresa que qualquer valor que fosse colocado no balanço anual para medir as perdas com corrupção decorrentes da Operação Lava Jato não seria verdadeiro. "Só (vamos saber) daqui a três, cinco ou dez anos, quando isso tudo for julgado e sair a valor dessa operação toda.". Em 22/4, na divulgação de suas demonstrações contábeis auditadas, a Petrobrás informou: "Apresentamos um prejuízo de R$ 21,6 bilhões em 2014, em função, principalmente, da perda por desvalorização de ativos de R$ 44,6 bilhões e da baixa decorrente de pagamentos indevidos identificados no âmbito da Operação Lava Jato, de R$ 6,2 bilhões.". Só Graça Foster não sabia?


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo


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ÁUDIOS DESTRUÍDOS


Pena que mais uma vez os "donos" da Petrobrás agiram rápido e apagaram as gravações e áudios das reuniões desta que já foi a maior empresa brasileira, pois o pouco que se divulgou nestes dias já dá para imaginarmos o que não ocorreu nos meses/anos anteriores. Quando se vê que apenas o representante dos empregados falava alguma coisa, com ministro Guido Mantega indicando apaniguados com histórico nada recomendado, realmente ficamos mais curiosos ainda para saber quais eram as opiniões da sra. Dilma Rousseff, então presidente do conselho, quando da compra da refinaria de Pasadena.


Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 

São Bernardo do Campo 


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LAMAÇAL


Em memória de Sir Churchill, "nunca tantos perderam tanto dinheiro para tão poucos". Há 70 anos, a coragem e a determinação de poucos pilotos salvaram uma nação; agora temos uma nação inteira surrupiada por uma turma de sem-vergonhas, transformando o País num lamaçal de roubalheiras.


João Bráulio Junqueira Netto jonjunq@gmail.com 

São Paulo


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A SABATINA DE FACHIN


Depois de adiar por quase um ano a indicação do substituto do ex-ministro Joaquim Barbosa para o Supremo Tribunal Federal (STF), Dilma Rousseff não poderia ter escolhido melhor candidato, apesar de o iluminado enfrentar resistências de vários tons. Dilma, ao apontar o professor Luiz Edson Fachin, pretendeu provocar as classes políticas e os 80% que a rejeitam e se vingar das vaias e dos panelaços que a enclausuraram no Palácio do Planalto. A sabatina a que foi submetido na tarde de ontem, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, não passou de um ritual de características singulares: o sabatinado desfilando seu ilibado saber e sua convicção de que estava diante de um júri que jamais havia reprovado um indicado pela Presidência da República. As qualidades esquerdopatas de Fachin foram esmiuçadas por vários senadores, sobressaindo o senador Ronaldo Caiado (DEM), que citou afirmações de Fachin contrárias à propriedade privada no campo. Destaque mesmo é a estranha cumplicidade de defensores de Fachin acantonados na trincheira do PSDB. Fala-se que os senadores Álvaro Dias e José Serra seriam favoráveis ao nome do indicado por Dilma. Essa sabatina já não tem razão de existir. É preciso mudar o sistema de formação do Supremo.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 

Vassouras (RJ)


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O PREÇO PELA INDICAÇÃO


Acompanhando a sabatina do jurista Luiz Fachin para a vaga no STF, não restou duvidas sobre seu vasto conhecimento jurídico constitucional. Mas faltou uma pergunta ao sabatinado: "Qual o seu preço pela indicação?" Uma pergunta mais do que justa feita por nós, brasileiros, já que durante o julgamento do mensalão ficou clara a tendência de alguns ministros indicados pelos presidentes Lula e Dilma, que tiveram uma maneira bem peculiar de julgar nossa Constituição a favor dos réus que roubaram milhões do Banco do Brasil e, além de não devolverem nada aos cofres públicos, receberam pena de ladrão de galinha! Portanto, não colocamos em dúvida o saber jurídico do magistrado Fachin, mas qual o seu preço pela indicação, já que grande parte dos atuais congressistas responderá pela Operação Lava Jato.


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo


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CAUSA PRÓPRIA?

 

Como pode haver na banca que sabatinou o sr. Luiz Edson Fachin oito senadores investigados na Operação Lava Jato? Eles são suspeitos!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com 

São Paulo


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JABUTICABA BRASILEIRA


No Brasil, os "sob-suspeição" é que determinam se o juiz a julgá-los futuramente é "insuspeito"...


A.Fernandes standyball@hotmail.com  

São Paulo


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'É PAPO DEZ'


Desde que foi escolhido para substituir o ex-ministro Joaquim Barbosa, o jurista Luiz Edson Fachin vem sendo questionado, aprovado por uns e rejeitado por muitos, por ter exercido a função profissional concomitantemente com a de procurador do Estado do Paraná, o que tem causado muitas controvérsias. Mas, contestações à parte, o passado não importa, e é claro que será aprovado para o cargo. Recebeu treinamento, fez um meio de campo com senadores e conta com apoio dos oposicionistas do PSDB José Serra e Álvaro Dias. O resto, como diz o personagem interesseiro da Escolinha do Professor Raimundo, Somebody Love, "é papo dez". 


Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 

Jundiaí 


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SERMÃO NA CCJ


Álvaro Dias (PSDB-PR), durante Sermão na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, fez como Jesus durante o Sermão da Montanha: ofereceu a outra face para Dilma e o PT. Isso é oposição!


José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo


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DIFERENTE, PORÉM IGUAL


Às pessoas que estão estranhando o fato de o senador Álvaro Dias apoiar a nomeação do advogado Luiz Edson Fachin para o STF, desejo trazer à discussão algumas considerações. Apesar de eu atualmente morar em Minas Gerais, vivi meus primeiros 29 anos no Paraná. Nasci em 1965 e votei pela primeira vez em 1986, exatamente em Álvaro Dias, que ganhou as eleições para seu primeiro mandato de governador. Foi minha primeira grande decepção da política. Álvaro Dias é um daqueles excelentes na lábia e na propaganda. Quando eleito, um de seus primeiros atos foi contratar uma fabulosa equipe de propaganda política (a preço de ouro, paga pelo contribuinte paranaense) que executou muito bem sua tarefa. Durante os anos em que esteve no governo, era impossível não ver ou ouvir propaganda oficial na TV, jornais ou rádios. Enquanto isso, o Estado atrasava o salário dos servidores públicos. Houve várias greves. Uma delas, a dos professores da rede estadual em 1988, ficou famosa porque uma entrevista do secretário de Educação no Palácio Iguaçu foi interrompida pelo som das bombas de efeito moral jogadas indiscriminadamente nos professores que faziam manifestação no local. História que recentemente se repetiu. As rodovias do Estado - promessa de Álvaro Dias - tinham as obras começadas e, alguns meses depois, interrompidas por falta de pagamento. A saúde e a segurança foram quase abandonadas. Definitivamente, Álvaro Dias é mais um igual que se passa por diferente.

  

Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br 

Pouso Alegre (MG)


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FOCO DAS ATENÇÕES


O país passa por uma turbulência institucional, com um governo acuado, sofrendo chantagens fisiológicas da dupla Eduardo Cunha e Renan Calheiros, devoradores de cargos e na lista da Lava Jato, e a discussão em torno da indicação legal da presidente Dilma para o STF é que está tomando proporções absurdas. 


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 

Casa Branca


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SOB SUSPEIÇÃO


Alguma coisa está errada. Um indicado para ministro da mais alta Corte ter de vir a público se defender da acusação de falta de ética, além de ser simpático ao MST e defensor deste movimento que invade propriedades e destrói pesquisas que podem trazer benefícios para a agricultura brasileira, nos leva a concluir que sempre vão pairar dúvidas sobre seus julgamentos, caso seja colocado numa das cadeiras do Supremo. 

  

Olavo Fortes C. Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com 

São Paulo


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REPUTAÇÃO ILIBADA

 

A reputação ilibada de Luiz Edson Fachin estará confirmada e assegurada quando ele declinar da indicação de seu nome para ocupar a vaga de Joaquim Barbosa no STF.

  

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com 

São Paulo


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CONFUSÃO PERPÉTUA

 

A presidente Dilma nomeará mais um ministro do Supremo Tribunal Federal e terá mais que maioria absoluta de seus membros. Reza a Constituição da República Federativa do Brasil: Art. 2.º - São poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário; e o Art. 84 - Compete privativamente ao Presidente da República: XIV - nomear, após a aprovação do Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal. Ora, a presidente da República oferece carona em seu avião de uso exclusivo ao presidente do Senado dias antes da sabatina de Fachin, seu novo indicado àquele tribunal. E daí?

  

Lígia M. Venturelli Fioravante advocaciaafioravante@uol.com.br 

São Paulo 


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DILMA X RENAN X FACHIN


Não há forma mais ineficiente, solitária e triste de governar do que, ao invés de mostrar por atos de verdadeiro líder que suas ideias são as corretas, ter de se submeter à vontade de outros para fazer valer sua opinião.

 

Maria do C. Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com  

Bauru


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MITOS


Dois mitos nos quais ainda acreditam alguns incautos. Primeiro: o governo de Lula trouxe algum benefício durável e sustentável a qualquer brasileiro que não seja ele mesmo e seus apaniguados. Lula atuou durante seus oito anos na Presidência com ideia fixa na perpetuação no poder. Seus piores legados: uma geração de brasileiros dependentes do assistencialismo do governo e sua criatura, Dilma Rousseff. Segundo: o governo Dilma pode se recuperar da tragédia que foi seu primeiro mandato e chegará ao fim do segundo com alguma credibilidade. Se chegar ao fim do segundo termo, a presidente terá devastado o Brasil com seu voluntarismo medíocre e incompetente.


Renzo Galuppo renzo.galuppo@gmail.com 

São José dos Campos 


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LULA E DILMA


Engana-se quem acha que Lula e Dilma estejam brigando, porque, se contarem o que sabem um do outro, teremos o abraço dos afogados.


Luiz Carlos Tiessi tiessilc@hotmail.com 

Jacarezinho (PR)


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NEGOCIATA NÃO É SENSIBILIDADE


Ver o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, dizendo não acreditar que o governo possui uma base aliada segura para comandar qualquer votação na Câmara foi algo muito estranho. Vê-lo afirmar que a medida provisória que endurece as regras do seguro-desemprego só foi aprovada porque os deputados ficaram sensibilizados com as dificuldades do governo foi inaceitável. Parece-nos que o deputado, depois que assumiu a presidência da Casa, perdeu uma boa parte da sua visão e audição, a ponto de deixá-lo incapaz de sentir os movimentos e as conversas extraordinárias que ocorreram entre os parlamentares durante a sessão que aprovou a MP 665/2014. Nós, que assistíamos à TV Câmara, vimos com clareza as escandalosas benesses que os deputados do PT e seus aliados ofereciam aos parlamentares oposicionistas para votarem a favor do governo.

 

Leônidas Marques  leo_vr@terra.com.br 

Volta Redonda (RJ)


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DEPOIS DA TEMPESTADE...


Se o ajuste da economia e demais medidas citadas pelo excelente Celso Ming no seu "Depois que piorar, melhora" (12/5, B2) forem acompanhadas de medidas legais que dificultem o aparelhamento de nossas instituições (tribunais, agências e estatais) - como fazem os países do Primeiro Mundo -, poderíamos esperar não apenas ventos de travessia nos arrastando em direção à costa, mas, sim, um verdadeiro arco-íris na nossa economia depois de tanta tempestade.


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br 

Valinhos


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DESGOVERNO


Não é só a presidente do Brasil, dona Dilma, que não tem gestão, toda a sua equipe é fraca, ninguém tem sensibilidade e competência - vide Miguel Rossetto e Aloizio Mercadante, no episódio da votação do ajuste fiscal. O governo todo é fraco e a gestora nem escolher sabe.


Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br 

São Paulo


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SINTOMA DO CAOS FISCAL


Quando as autoridades começam a antecipar o pagamento de impostos daqueles que mereciam estar isentos. Exemplo contundente, o imposto cobrado do Micro Empreendedor Individual (MEI).


Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)


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AJUSTAR PARA AVANÇAR


E quem paga é o povo, como sempre. O desgoverno gasta sem nenhum controle e avança nos bolsos dos cidadãos brasileiros. É essa a propaganda enganosa que somos forçados a assistir e ouvir. Só podia ser do desgoverno Dilma e do PT, que já passou do "B" e agora já chegou ao "M", a critério de cada um... Mais uma enganação. Aonde chegamos! 

 

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 

São Paulo


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A REVOLUÇÃO DOS COMPANHEIROS


Quando leio "Marta e o PT" (30/4, A3), o livro "Revolução dos Bichos", que li na adolescência, me vem à memória. Tão unidos os bichos conquistam sua granja, mas o poder, como já repetido incessantemente por muitos, corrompe. Parece-me que por não chegar à casa do Solar, nossa senadora desistiu do movimento revolucionista e partiu sozinha para conquistar sua granja. Assim como no livro, os desertores são amaldiçoados e exilados, como me parece que o PT fez com sua ex-companheira. Marta quer ser o que condena? Mas não é nisso que se transformam todos os revolucionários? Senão, mortos já o são.


Karina Antunes Andrade andrade_antunes@yahoo.com 

Americana


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MUDANÇA


Na eleição de outubro, Marta Suplicy era partidária do "volta Lula". O que mudou no PT nestes seis meses, que a fez sair do partido, além de a terem menosprezado?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo


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HORA DE PENDURAR AS SAPATILHAS?


Cara senhora Marta Suplicy, se conselho fosse bom, não se dava, vendia-se. Mesmo assim, aqui vai um: em se falando de política, a senhora já contribuiu com tudo o que estava a seu alcance. Dessa forma, complete este grande passo que deu quando deixou o Partido dos Trabalhadores e abandone de uma vez por todas a vida política. E saia por cima, como se usa dizer.

 

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br 

São Paulo


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PANELAÇO


O panelaço é, sem dúvida, um ótimo termômetro para indicar o nível de satisfação/insatisfação do povo. Principalmente, por ser bastante genuíno e não incita a baderna e/ou infiltração de black blocs. Mas atenção, logo, logo este governo, com a ajuda do ministro das finanças de plantão, vai inventar o Imposto sobre Circulação de Panelas (ICP), baseado no nível de decibéis. Explico: até 20 DB, isento; em seguida, escalonado para atingir o limite dos ouvidos e do bolso. Quem sabe vão criar o porte obrigatório para panelas, quando usadas fora da cozinha. Não falem isso para dona "Martaxa". Ela vai se empolgar!


Axel von Hulsen Avonhulsen3@gmail.com

São Paulo


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DILMA POUPADA


Sabem por que não houve panelaços na entrega das chaves do condomínio Vivenda das Gaivotas, na segunda-feira, no Rio? Por que não fizeram a mudança.


Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 

São Paulo


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GREVE DOS PROFESSORES EM SP


Os professores estaduais de São Paulo estão em greve desde 13 se março e hoje completam dois meses de paralisação. Os docentes reivindicam 75,33% de reajuste e equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior. O governador Geraldo Alckmin se mostra irredutível em reajustar os vencimentos dos professores, alegando que eles tiveram um aumento há oito meses. A Secretaria Estadual de Educação, por sua vez, afirma ter dado reajuste de 45% acumulado nos últimos quatro anos. Ora, não sou professor e muito menos do Estado, mas, sendo paulistano, sei de longa data que o Estado sempre pagou mal os seus professores, o que evidentemente influi diretamente na qualidade do ensino. A prefeitura da capital, por exemplo, sempre pagou muito melhor os seus professores, o que não implica dizer que estes recebem um salário à altura das suas responsabilidades. Para nós, da população, não adianta o governador dizer que deu um aumento há oito meses nem o abono citado pela Secretaria. Se os vencimentos anteriores eram irrisórios, eles provavelmente continuam ganhando muito mal. Também foge à lógica pensar que toda uma categoria se encontra em greve por tanto tempo, mesmo ganhando bem. Também é um absurdo que os professores ainda tenham de entrar em greve para que sejam equiparados aos demais profissionais de nível superior no funcionalismo estadual, em pleno século 21. É mais um capítulo da história da Educação no Brasil, a comprovar que a mesma jamais foi levada a sério pelos nossos governantes. Se não é proposital, a imitação é perfeita. O governador do Paraná não desmente a hipótese.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 

São Paulo


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LUGAR DE HONRA


O "Estadão" teve sensibilidade de colocar em destaque no "Aliás" de 10 de maio de 2015 a situação do magistério. É inaceitável a situação do professorado no Brasil e, especificamente, o tratamento que a ele vendo sendo dado, recentemente, no Paraná e em São Paulo. Marginalizar social e financeiramente os professores é atuar para a estagnação do País e tirar a chance de nosso desenvolvimento, com liberdade responsável.

 

Paulo Affonso Leme Machado  paulo.leme.machado@uol.com.br

Piracicaba


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FINANCIAMENTO ESTUDANTIL


Li o desabafo das estudantes (10/5, B5) em face do cancelamento de financiamento do Financiamento Estudantil (Fies). De fato, o País precisa de médicos, mas os "petralhas" preferem exaurir o erário com Bolsa Família, bolsa luz e até mesmo o auxílio reclusão, e assim garantir 50 milhões de votos. Ao governante populista não lhe interessa um povo lido, culto.


Dárcio Mendonça Falcão dmfalcao@aasp.org.br 

Monte Alegre do Sul


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CADÊ O 'BRASIL BOMBANDO'?


Dilma Rousseff não honrou nenhuma promessa de campanha. Fez pior, fez tudo o que seu oponente teria de fazer para corrigir suas pedaladas, que ela bem sabia. Estufou o peito para prometer corte na conta de energia elétrica e ameaçou os dependentes do Bolsa Família de que, se ela perdesse, o benefício iria acabar. Até uma anta sabe que esse benefício nunca mais acabará, mas o eleitor refém dessa vergonhosa compra de votos deu mais uma vez um cheque em branco para este partido do trambique saquear o País. Dizia Dilma, em campanha, que o Brasil iria "bombar". Pois é, nem bem seu segundo mandato começou, as mentiras foram aparecendo, uma a uma. A inflação chegando a 9%, a taxa de juros e a carga tributária, as mais caras do planeta, cortou o Fies, obrigando milhares de estudantes a desistir dos cursos superiores. Este é o país do jeitinho, que está nos envergonhando lá fora, pois o dinheiro não chega nem para financiar os cursos e os alunos do Ciência sem Fronteiras, que passam um carão. O Brasil de Dilma está "bombando", mas é no bolso do trabalhador que paga caro para comer, se vestir e ainda corre o risco de ficar desempregado. Viu o que dá acreditar em promessa de candidato mentiroso?


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo


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CADÊ A UNE?


Por que a União Nacional dos Estudantes (UNE) não protesta contra a falta de verba para o Financiamento Estudantil (Fies) com o mesmo empenho com que defende político ladrão?

 

Marcos Rodrigues da Cunha marcosrcunha@uol.com.br 

São Paulo


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PRÉ-REVOLUÇÃO


O Brasil vive hoje um cenário que lembra a época pré-Revolução Francesa ou Revolução Russa. A elite numa orgia de luxo e riqueza e o povo na mais absoluta miséria. Foi o que se viu no luxuoso casamento de um médico da elite, com a presença de toda a realeza, Lula, Dilma, Renan e companhia, enquanto pelo Brasil afora os pacientes são desatendidos no chão, como animais. Só uma revolução para mudar isso tudo que esta aí. 


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo


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AULAS DE HISTÓRIA


Terminando a leitura da biografia de Getúlio Vargas, escrita por Lira Neto, fica a nítida semelhança dos fatos políticos atuais com aqueles que aconteceram há 60, 65 anos. O problema é que as ações dali resultantes culminaram no golpe militar dez anos depois, não muito diferente daquilo que parte - ainda pequena - das ruas reivindica hoje. Esquecemos as aulas de História?

 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 

Lorena


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MÃO NA CUMBUCA


Governo quer utilizar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para financiar imóveis de até R$ 300 mil. Como perguntar não é ofensa, o FGTS pertence aos trabalhadores ou ao governo?


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 

Jandaia do Sul (PR)


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TERCEIRIZAÇÃO


O dia 13 de maio de 1888 representou, para o povo brasileiro, um passo para a liberdade. Muitos outros passos foram dados como a proclamação da República e as leis trabalhistas. Com a terceirização no trabalho, ocorre o inverso do processo de libertação. O jugo do trabalho sem direitos é sinal claro de um retrocesso na libertação do trabalhador. Onde está a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que garante direitos como férias, Fundo de Garantia e 13.º salário? Tudo vai por água abaixo com a flexibilização das leis do trabalho sem carteira assinada. A história será testemunha da tentativa de tirar a liberdade do trabalhador. Se já não bastasse o desemprego, agora temos a terceirização sem direitos!


Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com  

Fortaleza


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'AULA MAGNA DE PRECONCEITO, NA USP'

 

 Cremos que, ao arrolar Aristóteles, I. Kant, David Hume, Hegel "e outros", enquanto etnocentristas, defensores de uma eugênica "doutrina genocida espalhada pelo século 20, mas com raízes no pensamento ocidental", o professor Roberto Romano não fez justiça a esses expoentes de nosso pensamento ("Aula magna de preconceito, na USP", 10/5, A2). O que se constata, a partir das constatações do filósofo grego, é o "ser", as diferenças entre brancos e não brancos, resultantes de fatores políticos, econômicos, climáticos e pragmáticas exploratórias do continente africano, da Amazônia, da América do Sul, etc., no contexto de um imperialismo infame. Entretanto, tais abordagens dos mencionados pensadores não se direcionaram ao "dever ser". O articulista não distinguiu as categorias do "sein" (ser) do "sölen" (dever ser), insustentável anátema, por exemplo, contra expressos postulados do autor da "Crítica da Razão Prática". 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo


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RACISMO NA UNIVERSIDADE


Um professor da USP que está há dez anos no Brasil e fala pouquíssimo Português, só se comunicando em inglês, para alegria de alguns índios que supõem-se superiores por entendê-lo, pode ser considerado inteligente (10/2, A2)? Têm razão os alunos que reclamam dele. Não é nas aulas de genética que se deve aprender inglês.


Ademir Valezi adevale@gmail.com 

São Paulo 


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LIÇÃO DE HUMANIDADE


A despeito de todas as brigas diárias, todas as guerras na história, é emocionante ver como as pessoas se sensibilizam quando uma tragédia acontece. Talvez o sinistro as faça pensar mais sobre a vida, em como nossa existência é efêmera e pode se dissolver em instantes. Um novo terremoto atingiu o Nepal ontem. Mais mortos para as terríveis estatísticas já registradas semanas atrás. O que será do país? Não se sabe, mas, a julgar pelo lamento globalizado, vejo que ainda há esperança para a humanidade. Somos todos irmãos. A ajuda que se encaminha ao Nepal é a mesma que um dia poderá ajudar a nós, em terras distantes, sob culturas diferentes, mas pertencentes a um condomínio planetário de paz e bem.


Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br 

Porto Alegre

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