Fórum dos Leitores

FURTO FAMÉLICO

O Estado de S. Paulo

16 Maio 2015 | 03h00

Atraso na Bolsa Família

O desempregado Mário Ferreira Lima foi preso, no Distrito Federal, por furtar dois quilos de carne. Comovidos com sua história, os policiais pagaram-lhe a fiança e ainda fizeram compras para ele levar para casa. Mas o que realmente chamou a atenção foi a declaração do desempregado de que, ao constatar não ter recebido o depósito da “Bolsa Família na data prevista”, recorreu ao furto por desespero, já que a família não comia havia três dias. Isso mostra outra realidade no Brasil: a dificuldade que o governo federal vem enfrentando para pagar até a Bolsa Família, carro-chefe de propaganda política do PT, vulgarmente chamada de “bolsa voto”. Sem as tais pedaladas que fizeram a Caixa Econômica assumir esses depósitos, a verdade nua e crua apareceu. O País está literalmente quebrado. E isso nos remete àquela frase histórica de Margaret Thatcher: “O socialismo dura até terminar o dinheiro dos outros”.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Lindo gesto

Magnífica a atitude dos honrados e humanos policias que se solidarizaram e cooperaram, com a compra de mantimentos, para que Mário Ferreira Lima pudesse ao menos diminuir o sofrimento e a angústia de sua família não ter o que comer.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

GOVERNO LULOPETISTA

Corte na carne – a nossa

Matéria publicada no Estadão de 14/5, caderno Economia & Negócios, nos informa que as contas atrasadas pesam nas despesas do governo federal e prejudicam o ajuste fiscal. Indica a reportagem que de janeiro a abril o governo reduziu em 3,1% suas despesas, mas tal redução se deu basicamente cortando investimentos. E – pasmem! – as despesas correntes, que sustentam a máquina pública, continuaram a crescer e tiveram alta de 4%. As más notícias continuam. O conjunto dessas “penduras” do governo anterior atingiu a impressionante cifra de R$ 12,7 bilhões, prejudicando o FGTS, fornecedores da saúde, o programa Ciência Sem Fronteiras e o R$ 1,95 bilhão do “criativo” Programa de Sustentação do Investimento, ou seja, subsídio do Tesouro Nacional ao BNDES para que este pudesse emprestar a juros menores que os do mercado. Fiquei pensando se foi desse programa que saiu o financiamento para o porto cubano... Os ministérios que sofreram os cortes mais severos foram os da Defesa e dos Transportes. Mas nem pensar que a presidente Dilma Rousseff vá diminuir o número indecoroso de pastas ministeriais – que só não chegou aos 40 para não receber a alcunha de Ministério de Ali Babá. Como se já não fosse de bom tamanho estar pagando as contas desta, sim, verdadeira herança maldita, ainda temos de engolir a presidente e seus ministros virem a público e dizerem que o ajuste é necessário para o bem do País, será passageiro, e que o governo está cortando na carne. Ora, pelo que se infere da matéria, está cortando só na nossa carne, pois os políticos de plantão no Palácio do Planalto e seus acólitos continuam numa boa. Sem dúvida que agora o aperto é necessário, mas a impressão que fica é de que a nossa casa foi arrombada, os ladrões levaram quase tudo e agora teremos de mobiliá-la novamente, mesmo não tendo dinheiro para tanto. Estamos pagando pelo erro de acreditar na “gerentona”.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Pagando pecado alheio

Ministro Levy, nós, o povo, não fizemos a farra com o dinheiro público, não roubamos a Petrobrás, não estamos negociando cargos no segundo e no terceiro escalões do governo, não triplicamos o valor do Fundo Partidário, não criamos nenhum ministério, não concordamos com os irreais e absurdamente altos salários de grande parte do funcionalismo, não financiamos, via BNDES, nenhum corrupto ou pseudoempresário nem obras de governos ideologicamente afinados com o nosso. Então, por que o grosso do ajuste fiscal tem de recair sobre nós? É justo?

SAVÉRIO CRISTÓFARO

scristofaro@uol.com.br

Santo André 

‘JUIZ POPSTAR’

Sede de justiça

A deusa da Justiça deve estar envergonhada com a magistratura brasileira. O dr. Sergio Moro virou celebridade simplesmente por estar exercendo sua função.

MARIO ALDO BARNABÉ

mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba 

Apoio irrestrito

O juiz Sergio Moro, a Polícia Federal e o Ministério Público devem receber do povo honesto todo tipo de apoio. E as autoridades que cuidem de proteger os juízes honestos e severos.

JOSÉ LUIZ TEDESCO

wpalha@terra.com.br

Presidente Epitácio

PREFEITURA PAULISTANA

Praça abandonada

Fiquei indignado quando, após mudar-me da Vila Madalena para o Morumbi, verifiquei que perto do meu novo endereço há uma praça de nome José Maria Homem de Montes – justa homenagem ao grande jornalista, que foi diretor do Estadão e de quem fui assistente de 1972 a 1980 – que está em completo abandono, sem limpeza e manutenção, o que já é um risco para a saúde pública. Como cidadão e para preservar com dignidade a memória do ilustre jornalista, sinto-me obrigado a apontar o descaso com que é tratada a praça pública que o homenageia.

ALCEU GANDINI

alceu.gandini@gmail.com

São Paulo

Avenida São João travada

O comportamento obsessivo do atual prefeito de transformar São Paulo em nova Amsterdã (cidade plana) vem causando sérios problemas ao já caótico trânsito paulistano e também ao comércio em geral. Faltou ao alcaide fazer um planejamento de quando e onde os ciclistas utilizam suas bicicletas. É sabido que o paulistano gosta de pedalar nos fins de semana em locais predeterminados pela fiscalização de trânsito. São Paulo não é uma cidade plana, tem ruas com aclive acentuado, diferentemente de Santos, por exemplo, que tem na orla marítima uma excelente faixa utilizada por ciclistas. É uma pena que o dinheiro gasto nessas obras não tenha sido destinado a outras mais importantes, que beneficiariam a população paulistana.

ROBERTO J. JULIÃO

rjjuliao@uol.com.br

São Paulo

Eleição para prefeito

O candidato que prometer retirar essas ciclovias mal planejadas ganha no primeiro turno. É inexplicável a fixação que o Malddad tem por bicicleta, deve ser problema de infância.

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br 

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

EXCLUSÃO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO

 

A ginástica jurídica da Medida Provisória (MP) 664, alterando as regras do fator previdenciário, de autoria do deputado Arnaldo Faria de Sá, embora criativa, deixa muito a desejar. A exclusão pura e simples do fator seria o ideal, porque é obrigação governamental cumprir o artigo 37 da Carta Magna, que estabelece a impessoalidade nos atos do poder público. Se todas as aplicações financeiras e Imposto de Renda cumprem e seguem a regra da atualização completa pelo índice do governo, temos que o fator previdenciário é uma figura teratológica sob o aspecto jurídico, porque carrega no seu bojo uma verdadeira injustiça contra os aposentados que veem, dia a dia, a diminuição de seus benefícios. Mesmo tratando-se de um mínimo votado, o PT e o PCdoB votaram contra. E assumem ser partidos do povo?

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

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OPOSIÇÃO

O PSDB votou em peso a favor da alteração no fator previdenciário. Espera aí, não estou entendendo. PSDB? Mas não foi este partido que criou o fator previdenciário na gestão do sr. Fernando Henrique? Que partido é esse? É.. cinismo e hipocrisia são pouco.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

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FATOR DE COERÊNCIA

O fator previdenciário, quando foi implementado, tinha o apoio do PSDB e uma feroz resistência do PT. Agora, mais de 12 anos depois, o PSDB defende sua extinção e o PT luta pela sua manutenção. E a vontade do eleitor? Como fica? Enquanto não tivermos voto distrital no Brasil, não teremos um mínimo de coerência nas ações de condução do País. Precisamos é de um fator coerência.

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com 

São Paulo

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O COMEÇO DO FIM

Se houver veto presidencial ao dito fator previdenciário, é o começo do fim, definitivo, do governo Dilma Rousseff. Quem viver verá!

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com  

Avanhandava

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QUEDA DE BRAÇO

Sobre as últimas derrotas do governo na Câmara, só posso concluir que “nada mais liberal que um conservador na oposição, nada mais conservador que um liberal no poder”. Na queda de braço entre o governo e o Congresso, quem perde é o País. Quando interesses políticos partidários se sobrepõem aos interesses coletivos, há muito pouco o que esperar...

Maria Isis Monteiro de Barros misismb@hotmail.com 

Santa Rita do Passa Quatro 

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ANÁLISE INCOMPLETA

Não creio que estejam analisando o impacto das medidas relativas à aposentadoria sob todos os aspectos. Na verdade o conceito da soma de idade com os anos de contribuição levarão a um retardamento da entrada no mercado de trabalho, hipótese pouco provável, ou, em outra medida, não se trabalhará o necessário para completar o período para se obter o valor integral, até porque o mercado, normalmente, segrega os mais idosos. Senão vejamos: partindo da hipótese da soma 95, para homens, quando o ingresso no mercado se dá com 15 anos, e considerando 35 de trabalho, deverão restar ainda 10 para atingi-la. No caso de a entrada ser aos 20 anos, com 35 de trabalho ainda serão necessários 5 de recolhimento para atingir a soma de 95. E, considerando o início aos 25 anos, com 35 de trabalho estaria com 60 de idade e, assim, apto a obter a aposentadoria plena, uma vez que a soma dos dois fatores seria de 95. Portanto, conclui-se que o impacto nas contas do governo não é tão crítico como querem fazer crer, pelo exposto, ao mesmo tempo que ilude os trabalhadores. 

Mario Antonio Rossi mario_rossi@uol.com.br

São Paulo

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O GRANDE DÉFICIT

Muito se discute que, sem o fator previdenciário, o INSS praticamente irá à bancarrota. É verdade que o fator previdenciário, que muito sacrifica o contribuinte, auxilia os cofres do INSS. Porém, o déficit enorme acumulado pelo INSS não é causado pelos valores pagos aos aposentados. O grande déficit do INSS é causado pelo desvio dos seus recursos pelos políticos que usam suas verbas para benefícios próprios, como o pagamento de verdadeiras fortunas aos amigos, “cumpanheiros” e militantes que nunca contribuíram e recebem valores bem acima do que um aposentado que contribui por mais de 35 anos. O teto da aposentadoria, hoje, de um trabalhador que contribuiu por mais de 35 anos não atinge o valor de R$ 4.663,75, no entanto, muitos “cumpanheiros” que nunca contribuíram, recebem valores bem acima do teto de um aposentado. Um dos beneficiados do desvio dos recursos do INSS se chama Luiz Inácio Lula da Silva, com aposentadoria de anistiado. Uma auditoria séria, como a Operação Lava Jato, no INSS seria bem-vinda.

Edson Baptista de Souza baptistaedson@ig.com.br 

São Paulo

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TRANSPARÊNCIA

O novo sistema   previdenciário é uma questão  que motiva o governo federal, depois de mais uma derrota na Câmara dos Deputados, a discutir alternativas num fórum de debates. A  participação de trabalhadores da ativa e aposentados, setores do governo, da classe política e de empresários pode encontrar o caminho mais adequado para essa questão. O fato importante a ser mencionado é que o debate e a negociação transparente têm de nortear os  procedimentos de representantes sociais. A transparência nas posições impede medidas  impositivas e as soluções são viáveis. 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 

Santos

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HUMILHAÇÃO

Todos os órgãos ligados aos governos federal, estaduais e municipais, em quase toda sua totalidade, prestam péssimos serviços à população. Como sou aposentado pelo INSS, recebi uma comunicação deste órgão informando que meu benefício teria tido um pedido judicial de revisão e era para me dirigir ao posto onde isso havia ocorrido. Ligo para o 135, da Previdência, e lá nada informam. Dirijo-me ao posto da Água Branca, na Avenida Francisco Matarazzo, e lá existe somente uma pessoa na portaria atendendo a uma única fila para fornecimento de senhas, não priorizando idosos, aposentados, etc. Entra-se no salão de atendimentos e lá encontro tão somente dois postos de trabalho atendendo fazendo com que o tempo de espera para um atendimento que poderia ser de dez minutos demore mais de 90 minutos. Na hora do atendimento, sabe-se que não existem outros atendentes, pois a Previdência cortou esses cargos e estão sofrendo com diminuição de pessoal, e, o pior, a atendente que realizou o meu atendimento nada esclareceu sobre o meu assunto, informando que eu, aposentado, deveria me encaminhar à Justiça federal para verificar o andamento de meu processo. Após 35 anos de contribuições para o INSS, é este tratamento humilhante que recebemos por parte deste órgão que nos destrata, maltrata e ainda faz, através de propagandas enganosas deste desgoverno lulopetista, de que nos atende muitíssimo bem? Panelaço em Dilma e seus ministrinhos que nada fazem em prol dos cidadãos deste país.

 

Boris Becker borisbecker@uol.com.br 

São Paulo 

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QUEM É A MÃE?

Eu gostaria de saber quem vai assumir a maternidade do fator previdenciário? Ou será mais uma herança maldita de FHC, dona Dilma?

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 

São Paulo

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MAIS UM PACOTE DE MALDADE

“Câmara aprova nova regra para cálculo da aposentadoria” (14/5, A6). Por uma vida pessoal de vantagens e lucros, os deputados aprovaram mais um “pacote de maldade” contra o povo brasileiro, contra os trabalhadores, contra aqueles que não sabem mais o que fazer para continuar tocando a vida com dignidade (honra que os senhores parlamentares desconhecem). O mesmo partido que fez um grande estardalhaço quando “o governo de FHC comprou votos no Congresso a favor da emenda constitucional da reeleição”, hoje, sem nenhuma cerimônia, vai distribuindo o nosso suado dinheirinho entre os deputados que se vendem para trair seus eleitores. A “vaca tossiu”, eles se calaram; o governo, para cobrir os rombos que o próprio (des)governo fez, sem nenhum constrangimento ou sentimento de culpa, vai apertando cada vez mais o cinto dos cidadãos, e eles se calam. Quem é pior, o governo, com suas medidas impopulares que acabarão de vez com o (ex)partido da esperança, ou os deputados (e senadores) que aprovam, em troca de favores, tudo o que o Executivo manda goela abaixo para nós, impotentes cidadãos? Traidores da Nação, em nome de Vossas Excelências, eu tenho vergonha do nosso dilapidado país.

Mirna Machado mirnamac@uol.com.br

Guarulhos

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VACA ENGASGADA

Com tantos cargos distribuídos para aprovação das mudanças, cabe a pergunta: com o dinheiro que se vai gastar, quantas pensões seriam pagas integralmente? Acho que, de tanto tossir, desta vez a vaca engasgou de vez.

 

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com 

Bauru 

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PENSÃO POR MORTE

Burros velhos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário com altos salários e que gostam de capim novo, quando morrem, suas viúvas ficam com a aposentadoria integral. Aposentados do INSS com baixos salários, ao morrerem, deixam suas viúvas com um redutor de salários, em que as mais novas, depois de um tempo, necessitam voltar ao mercado de trabalho, que atualmente tem alta competitividade e as maiores de 44 anos ficam com pensão vitalícia com um redutor de 40%. O PT está querendo crucificar as viúvas da Previdência Social.

Reinaldo Cammarosano tatocammarosano@hotmail.com  

Santos

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AJUSTE FISCAL

Esses ajustes fiscais (trabalho e aposentadoria) até que têm nexo. Agora, por que eles não mexem nas infinitas bolsas concedidas quase que aleatoriamente a muitos que não teriam direito a elas? Um universo de dimensões infinitas em que, sabemos, muitas têm origem irregular.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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INCHAÇO DO APARELHO GOVERNAMENTAL

Se considerarmos o inchaço do aparelho governamental, que abriga 39 ministérios, 22 mil cargos comissionados e a indicação de cargos no segundo escalão para quem vota com o governo, conforme o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante disse, será que alguém tem dúvidas da afirmação do consultor econômico Raul Velloso, de que 75%  do orçamento federal é para pagar salários e benefícios?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 

Campinas 

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NO COMANDO

 

Para quem ainda duvidava, a prova definitiva de que o atual governo é comandado pelo sr. Joaquim Levy é sua fala no 27.º Fórum nacional, quando afirmou “velhos vícios, notadamente o patrimonialismo, inimigo da concorrência, nos cobram altos preços em termos de ineficiência”. Essa fala vai na contramão do que pensam o PT e o governo da sra. Dilma. Em outro país, ele estaria na rua no mesmo dia, porém continua reinando e não se ouviu nenhuma contestação da presidente Dilma.

  

Jorge Eduardo Nudel jorgenudel@Hotmail.com

São Paulo

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LULA E O AJUSTE

Em evento no Acre, o ex-presidente Lula defendeu o ajuste fiscal, consubstanciado nas MPs 664 e 665. Disse, justificando-se: “quando se fala em ajuste fiscal todos se assustam, mas é uma coisa que a dona de casa faz”. De fato  as donas de casa fazem o impossível para administrar os recursos domésticos e estão sempre prontas a ajustar os gastos ao orçamento, coisa que o governo do PT jamais se preocupou em fazer. Ao revés, tem esbanjado dinheiro em arenas esportivas suntuosas e eventos internacionais dignos de potências do 1° Mundo, ao peso de dezenas de bilhões de reais. Outros bilhões de nossas burras exangues têm evaporado em obras mal concebidas e de prioridade duvidosa, péssima execução, em geral superfaturadas e sujeitas a todo tipo de desvios e corrupção. E que não dizer dos prejuízos com os preços administrados de combustíveis e energia elétrica ? Isso para não falar nas desonerações demagógicas que só fizeram cair a arrecadação de tributos e em nada contribuíram para o crescimento econômico. O “ex” está certo.  Se dependesse do bom senso das ‘donas de casa’ que hoje batem panelas certamente tudo seria bem diferente: não estaríamos na situação absurda que estamos, Lula não precisaria despejar perdigotos palanqueiros para defender a retirada de direitos dos trabalhadores nem os parlamentares do PT precisariam se  “evadir” do plenário da Câmara dos Deputados para não terem de dar seu apoio à aprovação da MP 665.  

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 

São Paulo

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ENCONTRO COM RENAN CALHEIROS

Na foto estampada no “Estadão” de ontem, Lula cumprimenta Renan Calheiros na saída de sua residência oficial, demonstrando que o resultado de sua visita não foi nada vantajosa, muito menos benéfica, para o petelulismo. Isso porque é nítida sua contrariedade, além do falso aperto de mãos, nem sequer o olhou, mostrando um semblante odioso.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

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UM QUE DE DIABÓLICO

A reunião de Lula com Renan para, segundo dizem, tratar das relações do senador com a presidente, mas com a presença de Edison Lobão, ambos implicados na Lava Jato, tem cheiro de enxofre. Há algo de diabólico nisso tudo.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br 

São Paulo 

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AÍ TEM

Emblemática a foto estampada na página A4 do “Estadão” de 15/8/2015, na qual o “não sabia” (preocupado) cumprimenta Renan (quase sorrindo), sob os olhares de Dulcídio Amaral (sisudo) e de Edison Lobão (assustado). Por que será que me vem à cabeça a lembrança da Lava Jato e de Luiz Fachin? Será porque aí tem?

 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br 

São Paulo

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RENAN NA LAVA JATO

Quando Renan declarou “não tenho absolutamente nada a temer”, não estaria por acaso se referindo a Michel Temer?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 

São Paulo

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A FRACA FORÇA DE LULA

A grande verdade é que os inúmeros autores das roubalheiras que insistem em aparecer minuto a minuto achavam que Lula tinha muito mais força do que na verdade tem. Achavam que o guardanapo de Lula era bem maior e muito mais absorvente e que assim sorveria facilmente todas as lambanças. Ledo engano. 

J. Treffis jotatreffis@outlook.com 

Rio de Janeiro

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ANÁLOGO

  

Na Grã-Bretanha, quem dá palpites é o Príncipe Charles; aqui, é o Lula.

 

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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NUNCA ANTES...

Nunca antes neste país o ex-tudo havia dito uma única verdade. Agora, resolveu falar. Realmente, estamos todos, povo e pátria deseducada, reféns de um bandido desde 2003. Faltou acrescentar que já se instalaram várias quadrilhas de saqueadores. 

José Luiz Tedesco wpalha@terra.com.br 

Presidente Epitácio 

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DILMA CONVOCA MINISTROS!

Em vez de a presidente Dilma, em pleno domingo, convocar ministros para cortar R$ 80 bilhões em verbas, não seria mais fácil demiti-los? Tenha paciência, “presidenta geranta”, 39 ministros em plena escassez não seria muita mordomia para tão pouca serventia?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

Alguém tinha duvidas de que uma reforma política feita pelo lixo de Congresso que temos hoje só poderia sair algo que os privilegiaria, em detrimento da vontade do povo brasileiro? Faz tempo que pedimos que os senadores tenham o mesmo período de mandato que presidentes e deputados, isto é, quatro anos. No entanto, na reforma que se desenha agora, em vez de oito, querem privilegiar dez anos de mandato aos senadores. Pensou? Dez anos de Renan Calheiros, sempre envolvido em falcatruas, eleito pelo menor e mais pobre Estado do País, mas com autoridade para mandar no País inteiro? Vamos para a rua novamente!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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DISTRITÃO

Não poderíamos esperar do Congresso nada pior do que este tal de Distritao. Ideia nefasta, de um político soturno, irá tornar pior o que já é medonho. Teremos um Congresso com figuras da mídia, radialistas, VIPs em geral, evangélicos, esportistas, artistas “et caterva”. Ao invés de 30 partidos, passaremos a ter 513. A única solução para o País e para o barateamento das campanhas é o voto distrital, pois esse realmente aproxima o eleito do eleitor. Esse sistema é adotado nas mais pujantes democracias do mundo, mas aqui joga-se no quanto pior melhor.

José Severiano Morel Filho morel@sunriseonline.com.br 

Santos

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CONGRESSO NACIONAL

Eduardo Cunha e Renan Calheiros se unem contra o procurador-geral, Rodrigo Janot, e tentam encobrir suas ações escusas mudando a Constituição por meio de duas Propostas de Emenda Constitucional (PECs): uma que permite a recondução do mandato dos investigados e outra que encurta o mandato de Janot. Se isso acontecer, será mais uma vergonha para o cardápio de ações indignas do Congresso Nacional. Nós estamos vivendo com um presidente que não governa e com um Congresso que é dirigido por suspeitos de crimes. Assim o Brasil estará regredindo ao início do século 20, porque no século 19, sob a égide do Imperador D. Pedro II, o Brasil era melhor, mais respeitado no exterior e até ações a favor do meio ambiente já eram implementadas com a criação de áreas protegidas de florestas e nascentes. 

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com 

Rio de Janeiro 

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DELAÇÃO PREMIADA

Pergunta que não quer calar: de que adiantam acordos de delação premiada, se a falta de documentação comprobatória invalida esse tipo de denúncia? O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, citado pelo doleiro Alberto Youssef como receptador final de propina, nega e desdenha da acusação, e fica por isso mesmo? A perspectiva da delação premiada já não intimida ninguém, tampouco convence a opinião pública. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo

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A CEREJA DO BOLO

Ricardo Pessoa, da UTC, está com a bola na marca do pênalti, tem cacife e peso para pôr Lula pela primeira vez no banco dos réus. É chefe do grupo das empreiteiras e amigo pessoal do “cara”. O bolo está longe de ficar completo, mas a cereja já pode ser encomendada.

João Braulio Junqueira Netto jonjunq@gmail.com 

São Paulo

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O ‘CHEFE DO CLUBE DO BILHÃO’

Fale, Ricardo Pessoa (da empreiteira UTC), o Brasil é todo ouvidos.

J. S. Decol decoljs@globo.com 

São Paulo

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ENTRAR PELO CANO

Li neste jornal o artigo “O século 21 tem de entrar pelo cano”, do senador José Serra. Para começar, achei o título muito sem graça. Em relação ao mesmo, preciso lembrar que o senador já nos fez “entrar pelo cano” ao entregar a Prefeitura de São Paulo ao sr. “Gisperto” Kassab e ao aplicar a famigerada “substituição tributária” em São Paulo, prejudicando ainda mais as indústrias do Estado.  Da minha parte, acho que não merece escrever no “Estadão”.

João Carlos A. Melo jca.melo@yahoo.com.br 

São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA JATO

“Sérgio Moro é recebido como celebridade em livraria em São Paulo.” A população, ao receber o juiz Sergio Moro na sessão de autógrafos de livro em São Paulo como uma “celebridade”, a despeito de o ilustre juiz ser digno de encômios no exercício do oficio judicante, nutre certa ameaça à neutralidade de quem julga – que deve estar restrita a regra da processualística penal constitucional –, pois, pessoa humana que é, tem a difícil tarefa de se imunizar contra as pressões populares e ao sentimento social, o que poderá futuramente tornar culpados os fãs e não a lei. 

Rodrigo Abreu Sodré Sampaio Gouveia rsampaiogouveia@hotmail.com 

São Paulo

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LUIZ EDSON FACHIN

O despreparo dos membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ficou evidente na sabatina do jurista Luiz Edson Fachin, indicado por Dilma Rousseff para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Detesto bancar o dono da verdade, mas percebi logo que a “sabatina” estava se prolongando além do tempo necessário e que isso somente objetivava a dar a impressão de que os membros da CCJ estavam sendo rigorosíssimos, para, ao fim, aprovarem seu nome, com as rasgações de seda de parte a parte. Ficou claro que todos aqueles salamaleques eram um jogo de cena para jogar areia nos olhos dos eleitores. Pobre país! Com pouquíssimas e honrosas exceções, entre as quais destaco o bravo senador goiano Ronaldo Caiado, a atitude da maioria dos integrantes da CCJ foi marcada pela subserviência o primarismo e o deslumbramento. Isso, ultimamente, tem se repetido com uma frequência preocupante. Alguns senadores parecem desconhecer a autoridade que têm, decorrente do mandato popular que lhes foi conferido, e se mostram tímidos diante dos sabatinados. Além de tudo, vários membros da CCJ mostraram-se totalmente despreparados para inquirirem o indicado e ficaram totalmente embevecidos com a inegável cultura jurídica, agilidade mental, preparo e inteligência do jurista. Houve de tudo nesta confusa sessão da CCJ, inclusive a revoada de Álvaro Dias, nascido no Estado de São Paulo, mas senador pelo Paraná, que, num inexplicável e confuso “bairrismo”, não condizente com sua inteligência, defendeu com unhas e dentes a indicação do jurista. A atitude de Álvaro Dias motivou comentário ouvido num restaurante de Brasília de que, brevemente, o senador apresentará emenda constitucional acrescentando às condições de “notável saber jurídico e reputação ilibada”, exigidas de um indicado para o STF, o quesito “paranaense de coração”. Resta, agora, saber como se comportará o plenário do Senado Federal, na sessão da próxima terça-feira, quando apreciará a indicação do doutor Luiz Edson Fachin para compor nossa mais alta Corte de Justiça. 

José Carlos Werneck werneckjosecarlos@gmail.com 

Brasília

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EDITORIAL

Quero cumprimentar o jornal pelo brilhante editorial “Fachin e a ética da conveniência” (14/5, A3).

Sidney Cantilena sidneycantilena@bol.com.br 

São Paulo 

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CANTAREIRA 2023

Segundo um estudo inédito realizado pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador da Rede Internacional de Estudos Sobre Meio Ambientem Pedro Luiz Cortês, levando em conta parâmetros estatísticos e ciclos climáticos, o Sistema Cantareira somente em 2023 poderá atingir um nível de segurança hídrica em torno de 38,3% da sua capacidade. Segundo o seu modelo, o resfriamento das águas do Oceano Pacífico impacta na redução das chuvas em São Paulo, fenômeno que vem ocorrendo desde 1999. Por outro lado, o Sistema Cantareira, em média, perde 30% da sua capacidade durante a estiagem, daí a sua estimativa para 2023. O professor também disse que o Sistema Cantareira já sinalizava dificuldade de recuperação desde 2011 e já era possível prever que o verão de 2014 não seria chuvoso. Já a Sabesp afirma que a chance de uma seca extrema era de apenas 0,6%. Ora, o que eu acho incrível é que a Sabesp não tenha mantido contato com a equipe do professor Cortês na USP, ou seja, dois órgãos subordinados ao governo estadual, numa questão de tamanha relevância para a população. E é exatamente pela importância indiscutível que é o abastecimento de água que deveria ter-se levado em conta a hipótese mais adversa. Parece-me que, no caso, o fato de 2014 ser um ano de eleições falou mais alto na tomada de decisões. Cumpre acrescentar, também, que estudos paralelos apontam que as chuvas na nossa região também recebem a influência das nuvens oriundas da Região Amazônica, que vem sofrendo um desmatamento criminoso e de grande intensidade.  

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 

São Paulo

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‘METRÔ SOFRE POR SUAS VIRTUDES’

Ainda que existam vantagens sobre o transporte coletivo da modalidade ônibus, a principal virtude do Metrô é o silêncio sobre as inúmeras e constantes falhas, resultado da falta de investimentos, de esquemas de corrupção que podem ser piores que os absurdos esquemas praticados na Petrobrás, porém sem a mesma repercussão e a devida atenção por parte da mídia. Pergunte a um morador da zona leste sobre quais virtudes seriam elencadas, pois o que vejo é muita gente dando preferência a uma linha de ônibus criada a partir de seccionamentos, a linha 4310/10, que liga a Estação de Transferência Itaquera, situada exatamente onde antes existia a Estação Itaquera da CPTM, e tal linha segue em paralelo às linhas 3 do Metrô e 11 da CPTM pela Radial Leste, utilizando a devida faixa exclusiva de ônibus, pois o tempo perdido para se adentrar em alguma estação daquela região, seguido pelo tempo perdido nas plataformas para se conseguir entrar em algum vagão, faz com que se compense mais utilizar o ônibus. Enfim, um texto fantasioso, em que se exaltam inexistentes virtudes, principalmente para quem depende dessa modalidade de transporte na sempre, e aqui novamente, esquecida zona leste.

Fábio Souza de Carvalho fabiosoucar@limao.com.br 

São Paulo

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PROCON – ATENDIMENTO INEFICIENTE

É duro constatar que certos órgãos públicos não funcionam como deveriam e deixam os cidadãos na mão, quando deveriam prestar um serviço essencial de qualidade. É o caso do Procon/SP, que é uma decepção. Estive duas vezes no Procon, no Poupatempo que fica ao lado da Praça da Sé, para reclamar contra a Submarino Viagens, e não fui atendido. Na primeira vez, cheguei ao meio-dia e as senhas já tinham se encerrado. Disseram para chegar às 7 horas. Fiz isso e, mais uma vez, não tive um bom atendimento no Procon. Ao contrário. Depois de mais de meia hora em pé na fila, fui informado de que teria de esperar das 10h30 às 12 horas para ser atendido, no “atendimento agendado com hora certa”. O cidadão vai até o Procon/SP e tem de esperar cerca de três horas e meia para ter seu caso atendido por um profissional, quando isso deveria ser feito na própria hora em que lá chega. Lamentável. Quem trabalha não pode perder uma manhã inteira e várias horas para fazer uma simples reclamação contra uma empresa e fazer valer seus direitos como consumidor. Fiz uma reclamação por escrito na Ouvidoria. É inaceitável que o Procon/SP tenha se tornado um órgão burocrático e que atende mal os cidadãos que o procuram. Terei de contratar um advogado particular para acionar a Submarino Viagens, pois com o Procon/SP não pude contar? Nota zero.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

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PELO FIM DA BARBÁRIE

 

Já dizia um Filósofo, do qual não recordo o nome, a mais de 400 anos atrás: “Quando o Estado não se faz presente (atuante) a tendência é a ocorrência de crimes cada vez mais bárbaros e mais constantes”. Estamos vivendo hoje esse estado de barbárie. Nós e o Estado precisamos admitir que é impossível, a curto e médio prazos (nos próximos 100 anos), resolvermos todos os problemas que fomentam a violência no Brasil. Se pudesse pedir a Deus, através de somente uma palavra, solução para nosso País, a palavra seria “educação”. Porém, nossa ilha de insensatez rodeada de uma eterna – e bota eterna nisso – esperança, não nos permite enxergar que não é possível resolver os problemas sem drásticas e inicialmente traumáticas soluções. Não adianta a redução da maioridade, não adiantam novas Leis para violência contra as mulheres – que morrem iguais baratas aqui – não adianta tornar mais ou menos duras às Leis contra as drogas, não adianta agravar as punições para os crimes de corrupção. Os problemas estão no Rito Processual, na cultura e no excesso de Bandidos pela certeza da impunidade, em função do fracasso de nossas Leis em coibir o crime. Vamos combinar, não temos recursos para uma infinidade de presídios para nossa imensa quantidade de Bandidos, não sabemos ressocializá-los, e muitos não querem ser “re” e/ou socializados. Somente a redução da maioridade penal levará mais de 30 mil para os presídios, já lotados. E estes, não vão para a “escola do crime” e sim irão para lá pós-graduar os que lá já formados e irrecuperáveis estão. É preciso fazer valer a vontade de um Povo que já a muito tempo não vive com dignidade, é preciso mudar a Constituição e dar direito à vida para aqueles que desejam conviver em sociedade. Somente a Pena de Morte para todos esses crimes trará a solução a médio prazo. E finalmente,  após isso, com a educação e o certo desenvolvimento de nosso povo, quem sabe, um dia, poderíamos revogá-la novamente.

 

Wladimir Gomes dos Santos wladimir@frg.com.br 

Rio de Janeiro

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O PAPA E A PALESTINA

Foi excelente e benéfico o papa Francisco externar sua opinião sobre o direito da Palestina de ter um Estado físico, territorial e de direito. Entretanto, seria de bom alvitre que o papa Francisco também externasse sua opinião sobre a falta de direitos humanos na Venezuela, no Equador e em Cuba, para que não seja taxado de pender só para um lado, ou de apoiar injustiças, ou, ainda, de fomentar o bolivarianismo na América do Sul. Fato, aliás, já confirmado pelo manifesto escrito da Igreja Católica no Brasil, infelizmente contrário à religião católica e aos ensinamentos da “Bíblia”.

 

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com 

Taubaté

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