Fórum dos Leitores

CHINA NO BRASIL

O Estado de S. Paulo

22 Maio 2015 | 03h00

Não há almoço grátis

Não obstante a carga tributária beirando os 40% do PIB – o brasileiro paga anualmente em impostos cinco meses de trabalho, ou seja, 41,6% do seu salário! –, graças à ineficiente máquina gorda (39 ministérios), pouco sobra para investir e as obrigações básicas são precárias (saúde, educação, segurança, infraestrutura). Daí recorrer aos chineses (US$ 60 bilhões) para suprir a nossa carência. A princípio os recursos externos são benéficos, com empregos e solução de alguns problemas, mas representam pesado ônus no futuro, porque não há almoço grátis (o retorno de dólares, juros/lucro, ao país investidor é um pesadelo). No pacote da Copa do Mundo e da Olimpíada constava o trem-bala entre Rio de Janeiro e São Paulo (obra faraônica para os padrões brasileiros), agora é a vez da megaferrovia que ligará Brasil e Peru. Tia Dilma quer sair bem na foto, mas o custo/benefício de hoje apagar incêndio com a participação chinesa nos será maléfico no futuro.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Acordos bilionários

Dos áureos tempos do getulismo para cá, principalmente na época brizolista, o imperialismo americano foi causticamente combatido e condenado pelas esquerdas festivas, como ainda o é por elas e seus adeptos. Outrossim, nos estertores do governo FHC os petistas forçaram o cancelamento das encomendas, para a Petrobrás, que estavam sendo efetivadas aos estaleiros chineses. Condenaram as privatizações promovidas pelo PSDB, no entanto agora estão vendendo a preço de banana o patrimônio e os bens nacionais aos sagazes chineses. A China é uma nação há séculos imperialista, que se apodera do mundo e em especial do Brasil. O mais ignóbil é que com tal “queima” logo os petistas vão jactar-se em suas propagandas políticas e marqueteiras de que estão trazendo “investimentos” internacionais para “aprimorar” a nossa economia e assim libertar o País da crise econômico-financeira que, segundo eles, vem desde 1929.

PAULO BUSKO

paulobusko@terra.com.br

São Paulo

Preço de banana

A visita do primeiro-ministro da China ao Brasil me fez lembrar a venda do atacante Kaká ao Milan, quando o presidente do clube em conversa com jornalistas disse que havia comprado o jogador a preço de banana. Os chineses, que de bobos não têm nada, resolveram aplicar o seu dinheiro num país quebrado por incompetência dos governos Lulla e Dilma Rousseff, comprando, aplicando em ativos a preço de alguns cachos de banana. Portanto, salvando temporariamente da falência total o Estado brasileiro, levam junto todos os seus acionistas, que pagam altíssimos impostos.

OLAVO FORTES C. RODRIGUES

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

Ponto sem nó

Tenho 80 anos de idade e passei por muitas e boas. Desde os bons tempos do grupo escolar ouvia falar em “negócios da China”. E o que seriam? Alguma forma de negócio em que somente uma parte seria beneficiada? A China não dá ponto sem nó. Emprestar alguns bilhões a um país que não sabe administrar o seu dinheiro vai virar um “negócio para a China”.

HENRIQUE MASSARELLI

hermassa@uol.com.br

São Paulo

OFENSIVA TUCANA

Passado e futuro juntos

Enfim uma luz se acende no fim do túnel: o PSDB finalmente assume sua função de oposição. Com FHC e Aécio Neves juntos liderando, podemos reivindicar nossos direitos com autonomia. As manifestações de 15 de março e 12 de abril não foram em vão, homens e mulheres se uniram nas ruas com os mesmos objetivos. Faltava, todavia, um grande líder, um líder de peso, mas depois da última terça-feira a esperança renasceu. Milhares de brasileiros que estavam com o orgulho abalado e se sentindo abandonados hoje se sentem revigorados com a certeza de representação no Congresso em defesa dos desmandos desastrosos do governo da presidente Dilma Rousseff e da corrupção vergonhosa promovida pelo PT no poder. A expectativa de mudança no Congresso, pela oposição, cria opções para que os ajustes que estão em votação não virem desajustes e o País não afunde de vez no caos econômico e social. Pois os milhões de brasileiros que não conseguem dimensionar o propósito do acordo com os chineses e o que virá por trás desses investimentos de bilhões são os mesmos que pagarão mais essa conta.

MÁRCIA CALLADO

marciacallado@bol.com.br

São Paulo

Críticas sem propostas

O PT, com o aparelhamento das instituições estatais, transformou o Brasil no símbolo mundial da impunidade e da corrupção institucionalizada. Está certo o PSDB em denunciar isso com todas as letras. Mas onde estão suas propostas? Por que não se compromete pra valer com a privatização ou com uma reforma estrutural que torne nossas estatais, as agências reguladoras e os tribunais imunes aos governantes e políticos desonestos? O economista e ex-presidente do BNDES André Lara Resende indicou nas páginas deste jornal, com o seu brilhante Capitalismo de Estado patrimonialista (22/12, B4), o caminho para reduzir o gigantismo do Estado brasileiro. Por que não aproveitar o momento para uma iniciativa patriótica e dessa envergadura? Independentemente do partido no poder, há que reconhecer a fragilidade, a ineficiência e o anacronismo do modelo institucional centralizado brasileiro. Nos EUA até em setores mais complexos, como o da energia elétrica, o poder concedente é regional, por bacias hidrográficas, e com autonomia para fazer cumprir os marcos legais sobre tarifas e caducidade das concessões sem interferências políticas. Por isso é o país onde todo o mundo, sem distinção ideológica, quer depositar suas economias.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos 

Jus sperniandi

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, ao afirmar textualmente que “o PT não vai deixar que eles transformem a calúnia em verdade, nem vai permitir que eles tentem nos cobrir com a lama de sua própria hipocrisia”, está falando exatamente de quem? Do PSDB ou do partido que ele preside?

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Onda azul

A oposição pode ficar tranquila e até economizar sua munição. No momento, não existe pior cabo eleitoral para o “volta Lula”, em 2018, do que a própria Dilma Rousseff. “Oposição a favor do Brasil”.

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Cartas selecionadas para ¬¬o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


JOSÉ JANENE VIVO?


A CPI da Petrobrás pôs em dúvida a morte do ex-deputado José Janene (PP-PR), cuja morte foi registrada em 2010, num hospital paulista. O presidente da comissão, Hugo Motta (PMDB-PB), disse ter informações de que Janene estaria vivo e vivendo na América Central. A família  de Janene rechaçou a suspeita e o peemedebista recuou da iniciativa de querer exumar o corpo do ex-deputado. Há muitos anos, ainda criança, ouvi dizer que  Tiradentes, o mártir da Independência, morreu de velho em Portugal e que Hitler, o exterminador de 6 milhões de judeus, teve fim semelhante, ou seja, também morreu de velho num Estado do Sul do Brasil. Francamente, assistindo à baderna política que está o Brasil e convivendo com ela, não dá para duvidar de mais nada. Aliás, nem sei se estou vivo ou morto. Alguém aí me belisca?


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com 

São Paulo


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A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM


Nada contra a ideia de exumar o corpo de José Janene, que depois de morto foi declarado culpado por todos os “erros” do universo. Seria bom investigar também outros que morreram em Brasília e ressuscitaram em outros lugares, como o ex-deputado Severino Cavalcalti, que depois de sua “morte” como deputado ressuscitou como prefeito em sua cidadezinha natal.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo


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DO ALÉM


“CPI coloca em dúvida morte de ex-deputado” (“Estadão”, 21/5, A8). Não sei por que tanta polêmica... Considerando que o Brasil é o país mais espírita do mundo, sugiro logo uma sessão espírita para questionar o próprio Janene sobre sua morte, confirmada até pela família. Pronto. Sem exumação, sem traumas, sem estresse. Ah, poderiam aproveitar e perguntar a ele também se sabe alguma coisa sobre o dinheiro desviado da Petrobrás. Que tal?


Luiz Roberto Turatti turatti.lr@gmail.com

Araras


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O SUFOCO DA PETROBRÁS


Há poucos dias a sra. presidente da República reafirmou que não há nenhuma mudança nos planos traçados para a Petrobrás com relação ao pré-sal e à sua prospecção. Dilma reafirmou a sua intenção de continuar com o sistema de partilha, como foi concebido, e em especial com a exigência dos 30% de participação na exploração. Quer ela ignorar o que não deu e não dará certo, principalmente depois da situação em que se encontra a Petrobrás. No momento em que a empresa tem de falar a verdade para a SEC (órgão de regulamentação do mercado de capitais nos EUA), sob pena de ter ainda mais severas multas, já que é empresa listada na Bolsa de New York, num relatório devastador, a empresa admite que não terá recursos para desembolsar para a prospecção do pré-sal, que terá dificuldades para se financiar no mercado, dificuldades de fluxo de caixa e até para pagar credores. Para os brasileiros Dilma diz o contrário. A quem ela quer enganar? Por que não reconhece ela o tamanho dos problemas, não cede à realidade, reconhecendo o erro que é o sistema de partilha? Um governo que enfrenta a realidade faria isso, mas este ainda pensa que pode enganar os brasileiros incautos. Mas a esta altura duvido de que haja muitos brasileiros que não tenham percebido a fraude e o engano em que colocaram o País.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo


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TESOURADAS A GRANEL

 

Se dúvida persistia quanto à justiça do apelido “mãos de tesoura” conquistado por Joaquim Levy,  provavelmente esta foi dirimida agora que o verbo “cortar” está sendo conjugado em todos os tempos e vozes em Brasília. Assim é que Levy começou cortando as pretensões dos contribuintes ao reajuste da tabela de Imposto de Renda 2015. Depois, cortou o acesso mais amplo ao seguro-desemprego e a pensões por morte, por meio de restrições às concessões desses benefícios (MPs 665 e 664). Como a economia com esses cortes ainda será insuficiente para conseguir o prometido superávit de 1,2% do PIB, “mãos de tesoura” já prevê cortes em investimentos e obras do PAC – este cada vez mais empacado –, devendo sobrar até para o programa-vitrine Minha Casa, Minha Vida. Em breve serão anunciados cortes também na desoneração da folha de pagamento com o fim de ampliar a receita fiscal nessa área – uma espécie de corte do corte! E, como os tempos são mesmo bicudos, cortaram também a ilusão de que não haveria aumento de tributos, já devidamente encomendados. Em meio a tantos cortes, o mercado tratou de também cortar a estimativa de PIB para 2015 – que era de menos 1% e, agora, já é de menos 1,5%, o que, seguramente, fará o País ver cortada a ilusão de prosseguir no 7.º posto no ranking dos PIBs, estando prestes a ser superado pela Índia, cuja economia avança em ritmo chinês, longe de tesouradas e recessões. O Brasil petista está crescendo como rabo de cavalo: para  trás!

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com      

São Paulo


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O JOGO POLÍTICO DO AJUSTE


Se as “pressões do PT para a presidente Dilma Rousseff amaciar o ajuste fiscal” tivessem sido direcionadas, no primeiro mandato, para caprichar na governança e maneirar na gastança, com certeza teriam lhe garantido um segundo mandato sem precisar se submeter à humilhação de um pedido de arrego. 


Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)


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POLÍTICA DE CORTES


Vivemos um período de crise econômica. Isso não é nenhuma novidade. Com a indicação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda, já era esperada certa austeridade ao setor, a fim de arrumar a casa e criar as bases para o País crescer. Entretanto, não sei se por falta de transparência ou incompetência administrativa, a gestão do novo ministro tem se especializado em apenas uma coisa: cortes. Corta aqui, ali e acolá. Em contrapartida, o governo não detalha planos longevos que recuperem a economia. Assim fica fácil comandar uma pasta: ceifar benefícios, aumentar impostos e aguardar o País respirar por si só. No fim das contas, quem paga o pato é o contribuinte – sempre!

 

Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br 

Porto Alegre


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CONVOCAÇÃO


Muito bem! Estamos em grave crise política, econômica e, não tardará, numa perigosa crise institucional. Convoquemos, então, o grande, inteligente, genial e estrategista Luiz Inácio, ele poderá resolver tudo. Como se autoproclama o melhor do “nunca antes neste país”, não há melhor oportunidade para ele demonstrar e praticar a grande jogada de mestre para desatolar o País, que, aliás,  foi ele mesmo que levou para o brejo – então ele deve saber muito bem como tirá-lo de lá. Para que perdermos tempo, afinal ele é “o cara”? Vamos lá, Lula, mostre-se de vez e aplique o golpe fatal na crise! Ou você esqueceu? Estaria escondendo o jogo? Não seja tímido, entre em campo, bata o escanteio e corra logo cabecear, marque o gol de placa, queremos aplaudi-lo fervorosamente. Salve logo o País, mostre de uma vez seu talento e comPTtência.


Edson Gomes edsoncontec@uol.com.br

São Paulo


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‘O PESADELO DE LULA’


Eu penso diferente do editorial “O pesadelo de Lula” (“Estadão”, 20/5, A3). O molusco ensaboado e inescrupuloso está apenas utilizando a surrada técnica do “fraquinho/fortão”, dependendo da plateia. Um dia será pego na curva.


Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br 

Batatais 


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O SINAL


O deputado Pedro Corrêa (PP-PE) disse que falta coragem para prender o ex-presidente Lula. O grito “Lula, ladrão, teu lugar é na prisão” era destaque nas manifestações de rua pelo Brasil. O que falta? O Brasil está à espera do sinal, o sinal de que as coisas podem mudar, mudar para melhor, para mais previsíveis e confiáveis. Ainda há esperança. Em toda parte a certeza é uma só: Lula sempre soube, participou e concordou com todo o esquema de desvio de dinheiro da Petrobrás. Mas a certeza, também motivada pela cultura da impunidade, é de que ele vai escapar. E os fatos, até agora, só confirmam essa certeza. Nunca antes este país dependeu tanto de um sinal. É a oportunidade derradeira para a mudança, a correção de rumos, a renovação, a virada do País. O sinal será o destino que for dado a Lula no mar de lama em que se tornou o País. Só a ele. Não a Dilma, Dirceu, empreiteiros, mensaleiros ou petroleiros, mas a ele, o cara, o mito, o chefe, o inteligente, o metalúrgico que virou presidente. O sinal será claro, definitivo, uma oportunidade única para o renascimento do Brasil, para enterrar o Brasil que produziu um Lula e dar-se à luz um Brasil que produzirá um Lincoln, um Churchill, um Gandhi ou até um Ataturk. Um Brasil do futuro. Há os que dizem que Lula já acabou, se esgotou e está vagando por aí. Mas esse esgotamento não pode ser motivo para indultá-lo, esquecê-lo, e manter o Brasil em dúvida sobre o certo e o errado, sobre o possível e o impossível. O País e seu povo aguardam com ansiedade e esperança o sinal da mudança, que despertará para sempre o gigante adormecido.


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br 

São Paulo


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O PT E O BRASIL


Todas as mazelas por que estamos passando é culpa deste partito nefasto e corrupto chamado Partido dos Trabalhadores (PT). Todos os setores da sociedade estão em frangalhos, e some-se a isso a incompetência política da oposição. Triste futuro aguarda as novas gerações, se nada for feito com critério, competência e honestidade nos próximos dez anos. Já estamos com a década perdida, mas os políticos continuam a nos mandar a fatura diuturnamente.


José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 

São Paulo


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SAÚVAS


O PT se assemelha muito às formigas saúva do século 20, que destruíam tudo o que encontravam pela frente.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 

Jandaia do Sul (PR)


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O INVESTIMENTO CHINÊS NO BRASIL


O apavoramento do governo brasileiro diante da catástrofe a que submete o País e o povo brasileiro nos leva a sofrer uma autêntica terceirização chinesa, com a injeção de cerca de US$ 53 bilhões de capital. Os chineses já investiram na Argentina sob condições que não foram favoráveis ao país. É preciso ficar alerta sobre as eventuais contrapartidas. A China tem governo e também economistas que não pensam em ajustes fiscais nas costas dos trabalhadores ao ponto de haver distribuição de cargos para resgatar um ajuste que foi desajustado pelo próprio governo, sedento de permanecer no poder. Nos discursos de campanha, Dilma Rousseff bradava a todo pulmão uma reserva cambial de centenas de bilhões de dólares. Que o projeto da ferrovia ligando comercialmente o Oceano Atlântico e o Pacífico não tenha o mesmo destino da Ferrovia Norte-Sul, da transposição das águas do Rio São Francisco e da megalomania do fantástico “trem-bala” de Dilma. Para analistas, essa injeção de capital chinês resolve o sintoma, mas não a causa. Grandes empreendimentos de infraestrutura tendo à frente gente com credenciais do mensalão e do petrolão requerem mais agentes do calibre do ex-ministro Joaquim Barbosa e do juiz Sérgio Moro. Só há um sucesso garantido entre Dilma e Li Kekiang: o ideológico.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 

Vassouras (RJ)


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OS BOBOS DO DITADO

 

Será o acordo Brasil-China um negócio da China? Eles nos oferecem US$ 53 bilhões para vários projetos, inclusive uma ferrovia até a costa do Pacífico... Será que nosso governo vai ter competência para negociar bem com os chineses? Ou serão mais negócios como o da compra da refinaria de Pasadena? Com um chinês ricamente abonado de um lado e a presidente Dilma, afogada em problemas, do outro, é de nos deixar muito preocupados com o resultado final das negociações. Penso que para nós, provavelmente, não será um negócio da China, e, sim, para a China.  Eles que trazem o dinheiro devem mandar nos detalhes e, como diz o ditado, que “quem parte e reparte e não leva a melhor parte ou é bobo ou não tem arte”... Os chineses não são nada bobos, muito pelo contrário. Que seja passado um pente fino nos detalhes deste mega-acordo. Não devemos continuar bancando os bobos do ditado. 

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br 

São Paulo


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BARBAS DE MOLHO


Brasília estava em festa com o banquete oferecido ao primeiro-ministro chinês, Li Keqiang. Alguns dos convivas chegaram a afirmar que esse seria o evento mais importante do ano. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, com todo seu conhecimento, afirmou que os chineses estão investindo pesadamente em energia solar e eólica – “eles pensam no futuro”. Sem dúvida que os chineses pensam no futuro! Afinal, supomos que eles não costumam dar ponto sem nó, haja vista os maciços investimentos nos países africanos, de forma a controlar fontes de matérias-primas. E não adianta economistas dizerem que a institucionalidade brasileira não é fraca, pois os chineses sabem muito bem como as coisas funcionam sob o sol tropical: o que ocorreu na Petrobrás com o caso Pasadena (ou passadilma, como chamam); que aqui existe apenas o PIP – Partido dos Interesses Próprios; que o “grande” economista-presidente reconheceu a China como economia de mercado, em 2004; e que, em nosso rico país, existe o famoso “jeitinho”. Para tudo! Seria conveniente colocarmos as barbas de molho, não?


Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 

São Caetano do Sul 


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NEGÓCIO DO ANO


Parabéns, dona Dilma, pelo negócio da China. A China entrou com o Ali Babá (não o site) e o Brasil, com os 40 ladrões (39 ministros + o chefe sempre oculto). O negócio do ano.


Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 

São Paulo 


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OS OLHOS CHINESES


A China mostra ao mundo que, ao controlar sua economia e combater a intolerável corrupção com penas duras, exportar principalmente badulaques e produtos sofríveis, pagar salários de fome, desrespeitar patentes autorais, etc., reúne capital suficiente para aplicar estrategicamente nos países carentes garantindo rentabilidade e abastecimento, além de influência política crescente. Ao tomar conhecimento mais profundo de nossos podres, seus olhos ficarão redondos?


André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com 

São Paulo


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RELAÇÃO COMERCIAL


Nesta relação comercial entre Brasil e China, temos de ficar com os “olhos bem abertos”. Anatomicamente, adivinha quem será?


Claudio A. S. Baptista clabap@ip2.com.br 

São Paulo


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NEGÓCIO DA CHINA?


O maciço investimento que os chineses se propuseram a fazer no Brasil, e que chega num momento em que a economia brasileira está com a corda no pescoço, abrange vários segmentos de nossa economia  e inclui até mesmo a construção de uma ferrovia ligando o Brasil ao Peru. Vamos torcer para que o governo da China não venha a ser um novo  Percival Farquhar.


João Manuel Carvalho Maio clinicamaio@terra.com.br 

São José dos Campos 


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ACORDOS BRASIL & CHINA

 

O Brasil vai devolver, como parte do acordo, os dólares roubados por autoridades policiais do Rio de Janeiro, após prisão dos integrantes da missão chinesa que preparava em 1964 uma exposição comercial em Niterói?

 

Rogerio Belda rbelda@terra.com.br  

São Paulo 


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CHINA IMPERIALISTA


Os adeptos do esquerdismo sempre alardearam que o Brasil era vítima do imperialismo americano. Ao se apresentarem como amantes da democracia, viviam e vivem o tempo todo bajulando a ditadura cubana, enraizada há mais de meio século. Agora, alçados ao poder, vibram de alegria com a vinda do representante chinês para realização de “negócios”. O Brasil está como pássaro faminto, que, inocente, atraído pelo alimento, cai rapidamente na arapuca. Quanta ironia e quanta imbecilidade! Ao mesmo tempo que a tão admirada Cuba vai correndo para os braços do imperialismo americano, o Brasil, que despreza, por ideologia, aquele mercado, corre célere para os braços do imperialismo chinês. Os chineses não chegaram aqui para distribuir benesses, pois até o mercado argentino, bem na nossa porta, eles já nos tomaram. Agora, de acordo com as notícias, tudo ainda depende do detalhamento dos negócios e, como bem observou pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas, é nos detalhes que mora o diabo.

 

José Roberto Cicolim jrobcicolim@uol.com.br 

Cordeirópolis 


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A CHINA VAI DOMINAR O MUNDO


Nos idos de 1964, tive a alegria e a oportunidade  de frequentar, como aluno, o Curso Geral de Propaganda na Escola de Propaganda de São Paulo, (atual ECA), onde, entre tantos profissionais destacados, o professor Eduardo Riedel, professor de Redação Publicitária, marcou indelevelmente minha lembrança, pois, além de invejável conhecimento, Eduardo Riedel nos expôs uma elementar técnica para conseguirmos elaborar textos redacionais, em nosso idioma. Graças à fórmula que ele nos apresentou, conseguem-se suplantar difíceis obstáculos no êxito dos anúncios publicitários. Trata-se da AIDA. Quando se pretende conquistar uma exitosa posição, em nosso texto devemos materializar a atenção, o interesse, o desejo para finalizarmos com a ação. Esses elementos encontram-se umbilicalmente unidos no direcionamento de uma mensagem a princípio voltada à propaganda, mas também, em nossos dias, extensiva às mais variadas e complexas iniciativas para o êxito da comunicação em geral. Outra peculiaridade presente no comportamento do professor Eduardo Riedel assentava-se em análise que ele promovia quando tecia considerações sobre aspectos econômico-sociais e financeiros que já dominavam a nossa realidade naquele período, expondo-nos notícias acerca da política, notadamente abordando questões econômicas e sociais, quando de forma profética e, com muita ênfase, expunha uma realidade que, atualmente, já se faz presente: a China vai dominar o mundo. De fato, no jornal “O Estado de S. Paulo” de 20/5, em sua primeira página, veio à tona um fato que revela o inicio do domínio chinês, ao divulgar em destaque que “China e Brasil assinam acordos bilionários”. A análise da notícia detalha informações de que o Brasil passa a receber substancioso apoio, nos mais variados segmentos, inclusive financeiro. Obviamente, não há a menor dúvida de que ficaremos jungidos à China. Aliás, até um banco entrou no programa de colaboração financeira. Entende-se a necessidade de implementar maior cultura ao mandarim, inclusive aos nossos jogadores de futebol, pois já se contempla uma efetiva peregrinação ao mundo futebolístico chinês. Toda essa movimentação me fez lembrar de meu saudoso professor da Escola de Propaganda, quando, com a mais profunda e profética convicção, alardeava que a China iria dominar o mundo, ou seja, em nossos dias a China já inicia o domínio do mundo, tendo como objetivo, para tal fim, seu início pelo Brasil


Ernesto  Jose Dias ernestojdias@gmail.com 

São Paulo


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BRASIL E CHINA


No que concerne aos investimentos chineses no Brasil, alardeados com grande estardalhaço pelo governo brasileiro como a grande notícia econômica, para se contrapor às crises social, política e econômica da atualidade, conforme a matéria “China e Brasil assinam acordos bilionários” (“Estadão” de 20/5), convém revisitar o perfil comportamental e estratégico dos chineses e indagar com que possibilidades de êxito ou insucesso os brasileiros estão se defrontando. Na década de 1930 – como ocorre ainda hoje – os chineses enviavam estudantes e engenheiros para estudar nos Estados Unidos. Qian Xuesen foi um desses estudantes. Ele fez mestrado e doutorado em universidades americanas, permaneceu trabalhando nos Estados Unidos e, em 1943, propôs a criação do instituto que depois passou a ser chamado de Laboratório de Jato Propulsão, o primeiro do mundo nessa área científica. Em 1945, ele foi comissionado coronel do Exército americano, com a missão de integrar a equipe de cientistas que interrogariam os cientistas alemães presos ao fim da Segunda Guerra Mundial. Xuesen passou a ser considerado um risco para a segurança americana e colocado sob prisão domiciliar. Em 1955, depois do fim da Guerra da Coreia, Xuesen foi deportado no âmbito da troca de prisioneiros entre Estados Unidos e China. Ele voltou para seu país natal e se tornou o pai do projeto espacial chinês e do projeto de mísseis intercontinentais que hoje estão apontados para os Estados Unidos. Em 1949, após a vitória da revolução chinesa, Mao Tse Tung foi a Moscou buscar apoio soviético. Stalin deixou o líder chinês esperando durante quase uma semana, para, então, recebê-lo, curiosamente, um pouco depois da meia-noite. Desse encontro resultaram acordos de cooperação de cunho estratégico, notadamente nos campos educacionais, científico-tecnológico e militar. Mao atribuiu relevância ao possível apoio para o desenvolvimento nuclear, especialmente, em razão do lançamento, em 1945, das bombas atômicas americanas em Hiroshima e Nagasaki e a subsequente implantação pelos soviéticos de um complexo nuclear semelhante ao americano de Los Alamos, nas imediações dos Montes Urais (que levou à explosão, em 1949, do primeiro artefato atômico soviético). Houve por parte dos soviéticos a promessa de fornecimento de uma bomba atômica para que os chineses pudessem testá-la e obter dados que abreviariam o desenvolvimento sonhado. No final da década de 1950, Kruschev, que substituíra Stalin, foi a Pequim para renegociar a cooperação sino-soviética e o encerramento do projeto nuclear conjunto – obviamente, a bomba atômica não foi entregue pelos russos. Os chineses implementaram um projeto nuclear espelho, paralelo, em que todos os passos do projeto de cooperação nuclear eram reproduzidos secretamente no oeste do país. Assim, em 1968, os chineses explodiram sua primeira bomba atômica, denominada 596, que foi considerada um símbolo da honra chinesa, dado que esse número lembrava a data do rompimento do acordo de cooperação com os soviéticos. Em face do rompimento da cooperação sino-soviética, os chineses estabeleceram as prioridades estratégicas para que, em 100 anos, a China atingisse o patamar de potência dominante. Uma grande ênfase foi atribuída para educação, ciência & tecnologia e pesquisa & desenvolvimento. É oportuno ressaltar que – a par desse ponto de partida estabelecido no final da década de 1950 –, estima-se que a economia chinesa ultrapasse a americana antes de 2030; e, por volta de 2050, a China poderá, como previsto por seus estrategistas, estar ombreando com os americanos nas demais esferas do poder. Na segunda metade do século 20, os chineses importavam radares de uso militar e civil da União Soviética e depois da Rússia. A partir da década de 1990, eles instalaram centros de pesquisa e de produção de radares. Até 2005, a indústria chinesa produziu cerca de mil radares de pequeno, médio e longo alcances. Evidentemente, os radares chineses apresentavam grande semelhança com os radares russos – eles eram cópias destes obtidas por engenharia reversa. Entretanto, os chineses tinham grande orgulho de transmitir para os visitantes estrangeiros que a indústria de radares e equipamentos eletrônicos similares, localizada em Nanjing, uma das antigas capitais do país, abrigava mais de 4 mil engenheiros, dos quais cerca de mil tinham curso de mestrado e, destes, mais da metade eram doutores. E o que impressionava os visitantes era o registro de quase 300 patentes de invenção que tornava a indústria de radares muito inovadora – isto é, eles importavam, copiavam e depois agregavam aperfeiçoamentos caracterizadores de elevado padrão de assimilação e domínio tecnológico. Nos últimos 15 anos, os chineses despenderam ingentes esforços para a pesquisa, desenvolvimento e produção de submarinos. Entretanto, na tentativa de abreviar o processo, eles tentaram obter tecnologia dos países detentores de produção autônoma. Não tiveram sucesso. Em 2003, o governo de país com muitas semelhanças com o Brasil articulou um acordo de cooperação militar com os chineses. Nas conversações com autoridades chinesas, o ministro da Defesa desse país comprometeu-se em permitir exercícios conjuntos entre as respectivas forças navais, sendo que os chineses incluíram a presença de fração militar no submarino (de origem americana) do país parceiro. É certo que eles incluiriam nessa fração militar engenheiros altamente qualificados para realizar o trabalho de prospecção tecnológica e industrial de dados que eles buscavam para a conclusão de seu projeto de desenvolvimento de submarinos. Ao retornar a seu país, o ministro da Defesa falastrão foi alertado pelas autoridades navais das inconveniências de sua atuação. No prosseguimento da cooperação internacional e implementação do acordo militar, o comandante naval determinou aos negociadores que se deslocaram para a China para os acertos operacionais, que não aceitassem a participação de tropa chinesa em submarino de seu país. As negociações sobre esse tópico duraram dias e os chineses repetiram à exaustão a determinação de não excluir a presença chinesa na belonave. Ficou caracterizado um impasse e como argumento final, eles apresentaram documento oficial em que os ministros da Defesa dos dois países haviam se comprometido com essa questão. Não há informações sobre o desenlace desse acordo, mas está bem caracterizada a forma de atuação chinesa. Essa amostra de fatos históricos, onde prevalece a interação chinesa com potências dominantes e outros países, evidencia inequivocamente a objetividade e dureza dos chineses em negociações internacionais, bem como a consciência de seus elevados interesses e a impossibilidade de renúncia à intransigente defesa e consecução de seus objetivos estratégicos. De parte do Brasil, constatamos uma equipe governamental que pode ser caracterizada pela incompetência gerencial cujos emblemas mais evidentes são o baixo desempenho econômico e o naufrágio da gestão da maior empresa brasileira – a Petrobrás. Pode ser caracterizada pelos insucessos de política externa, com as perdas inquestionáveis para países como a Bolívia, Argentina e Venezuela. Ademais, as melhores metáforas para essa caracterização são a corrupção desenfreada, liderada pelos auxiliares mais próximos dos presidentes brasileiros nos últimos 12 anos e ausência de cumprimento de compromissos assumidos de parte da própria chefe de governo, em repetidos pronunciamentos públicos, seja no período eleitoral ou no decorrer de seu mandato. Então, que resultados podem ser esperados em acordos gestados entre os qualificados chineses e os desqualificados brasileiros da atual gestão governamental, como possibilidade de aporte de recursos na ordem de grandeza de meia centena de bilhões de reais? Que benefícios estratégicos de longo prazo estarão sendo satisfeitos nesses acordos, onde os chineses entram com o poder econômico-financeiro e o poder da experiência no sucesso em empreendimentos internacionais e o Brasil entra com a natural fraqueza de uma economia que se encontra em frangalhos e necessitando dos investimentos numa clara tentativa de salvar o que caminha para o despenhadeiro? Na condição de maior e melhor jornal brasileiro, o “Estadão” poderia valer-se de seus sucessos e responsabilidades históricos, para pleitear aos melhores talentos da nacionalidade que analisem e apontem as consequências do que está por vir. É o que os brasileiros lúcidos e de boa fé esperam.

 

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com 

Brasília


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VEXAME NO SENADO


No início da visita do primeiro-ministro chinês no Senado federal, pela falta de organização para tão ilustre visita, o microfone do ministro chinês não funcionava e deu para perceber como ainda somos tupiniquins. Imaginem os chineses, com sua civilização milenar, querendo investir bilhões no Brasil, conversando com a “presidenta gerenta” Dilma que fala e não diz nada, e um Senado bagunçado daquele jeito. O que pensar? Devem ter sentido vontade de partir e não investir nada no Brasil, antes que percam tudo. Que vergonha!


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo


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O STF CHINÊS


A presidente Dilma assinou na terça-feira 35 acordos comerciais com a China. Aviso aos “cumpanhêro”: na China os corruptos são tratados como os traficantes de drogas na Indonésia. O STF deles funciona e é implacável. “Serão Todos Fuzilados.”


José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo


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FACHIN NO SUPREMO


O Senado aprovou com folga o nome do jurista Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga do festejado ministro Joaquim Barbosa. Agora, com a sua posse, vamos saber se ele agirá dentro das normas, da conduta esperada e com a independência que o cargo lhe confere, como garantiu durantes as longas sabatinas, ou se continuará misturando o público com o privado, apoiando as práticas do MST, defendendo a poligamia e, principalmente, tendo lado: o lado da presidente que o indicou.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br                                     

Rio de Janeiro 


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ERRO


Os 52 senadores que votaram no sr. Fachin incorreram no mesmo erro que os eleitores que acreditaram em dona Dilma. Depois não adianta reclamar, pois o único direito do “enforcado” é o de espernear!


José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com 

Pirassununga 


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A FORÇA DA CANETA PRESIDENCIAL


Por 52 votos, contra 27, no Senado da República, Luiz Edson Fachin foi eleito ministro de nossa Suprema Corte. Certamente que, se o processo de escolha fosse outro, talvez o vencedor nem tivesse competido. Porque, caso a composição fosse por lista tríplice elaborada, por exemplo, pela OAB, pela Associação de Magistrados e a Associação do Ministério Público, para escolha posterior de um nome pelo presidente da República, outros indicados de real peso seriam apresentados e, sem dúvida, a escolha recairia em jurista de notável saber jurídico e reputação realmente ilibada e sem nenhum questionamento e com vasto respeito e conceito nacional. Eis que o escolhido, Fachin, teve a força da caneta presidencial e da política dos coligados do candidato, de tal sorte que, se os juristas deste país fossem dar a sua nota pela escolha, certamente que não seria 10 ou 100.


José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro


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O PETROLÃO DIRÁ


Ainda temos 27 senadores nos quais depositar nossas esfareladas esperanças. Quanto ao Supremo,  sonhamos não ver a Justiça se esfarelar. O caso petrolão dirá. É aguardar.


Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br 

Itanhaém 


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A TABELA DA CORRUPÇÃO


A aprovação  do advogado Luiz Edson Fachin para o STF não surpreendeu quem conhece pelo menos um pouco do “modus operandi” do PT: pagou, aprovou! Tenham certeza de que o governo aprovará qualquer medida que quiser, enquanto tiver dinheiro para pagar os políticos traidores do povo. É só criar quantos cargos forem precisos e, depois, leiloá-los entre os políticos corruptos. Mas de onde tirar dinheiro que não tem? É simples: dos trabalhadores, através da supressão de quantos direitos trabalhistas forem necessários, do aumento brutal das tarifas públicas e do aumento sem dó nem piedade dos impostos. Essa receita foi passada do criador para a criatura. Nunca antes neste país se viu a total  submissão do Poder Legislativo ao Poder Executivo. Tenham certeza de que, se o governo decidir em algum momento confiscar a aposentadoria e as pensões, ou mesmo a poupança, conseguirá. Claro que a tabela da corrupção será alta, mas conseguirá! Pobre país que agoniza a olhos vistos!


José Milton Galindo galindo52@hotmail.com 

Eldorado


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ESTAMOS FARTOS


O ex-ministro e ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, indicado por Lula, cumpriu seu papel com louvor e entrou para a história por ter aplicado o rigor da lei aos envolvidos no mensalão. A Nação espera que o advogado Luiz Edson Fachin nada mais faça do que cumprir a justiça, pois o povo não tolera mais politicagem, conchavos, falcatruas e trocas imorais de favores. 


Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo


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SONHANDO


Sr. Luiz Edson Fachin, os brasileiros esperam que seu desempenho no STF supere o do sr. Joaquim Barbosa. Sonhar é o começo de uma possível realidade. Boa sorte.

  

Suely Sabbag ssbbag@hotmail.com 

São Paulo


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RETALIAÇÃO

  

A votação em aberto para ministros de tribunais superiores realizada no Senado deveria ser secreta. Isso porque os candidatos ficam com a lista de quem votou a favor deles ou foi contra. Dessa forma, quando caírem no STF ações que envolvam senadores que votaram contra, os ministros em questão já serão inicialmente desfavoráveis aos senadores contrários.

  

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br  

Araruama (RJ)


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FUTURO


Os políticos estão, na realidade, investindo no seu próprio futuro, pelo menos para a maioria. Pode-se continuar roubando, que o STF está garantido. Algum delegado mais afoito, com o tempo, se dará um jeito, e nem se descarta um “assaltinho” como aquele de Celso Daniel.


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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PARECE, MAS NÃO É


O nobre senador do PSDB do Paraná Álvaro Dias  defendeu ardorosamente a candidatura do novo ministro Fachin para o STF. Tem postura, jeito e charme de um tucano, mas não é um tucano. Efetivamente, ele parece, mas não é! Dureza!


J. Perin Garcia  jperin@uol.com.br

São Paulo


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O CAMINHÃO PASSOU


A aprovação de Luiz Edson Fachin pelo Senado lembra um caminhão carregado de drogas que passa ileso por uma blitz da Polícia Federal, mesmo após ter sua verdadeira carga identificada pelos policiais, que registram na ficha de liberação tratar-se de uma inocente carga de melancias. O futuro mostrará qual o efeito corrosivo dessa deletéria carga sobre a instituição STF, além de dar prosseguimento ao aparelhamento em curso – mas antes ainda saberemos o que Renan Calheiros levou no que se refere a nomeações para o segundo escalão. Pobre Brasil!


Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com 

Guarulhos


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ABANDONADOS POR BARBOSA


A indicação, pela presidente, do novo ministro do STF foi combatida pelas forças democráticas do Brasil, pois, segundo os jornais, o novo juiz é ligado a entidades que não se coadunam com a democracia. Mas quem é o culpado? Simplesmente é o ex-ministro Joaquim Barbosa, por quem os brasileiros tinham enorme respeito e esperança e que tinha, na pior das hipóteses, ainda 12 anos de função no STF. Mas a esperança se esvaiu, porque ele deixou o Supremo, abandonando-nos e permitindo a eleição de novo ministro ligado ao PT. Não teve coragem de enfrentar outros ministros? Perdeu a condição de mostrar ao Brasil que poderíamos contar com ele, que chegou a ter 15% de aceitação para ser eleito presidente da República e salvar o Brasil? E nós, que acreditávamos no seu conhecimento jurídico, na sua luta para o bem e no enfrentamento da situação, ficamos somente com mais essa desilusão. Estava tudo perdido. Foi um sonho que tínhamos com quem não merecia.


Roberto Banhara Dias Cardoso rbdc@terra.com.br 

São Paulo


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TUDO DOMINADO


Agora que toffolaram o STF elegendo o sr. Luiz Edson Fachin, “tá tudo dominado”. Deus nos acuda!

 

Jacob Dorf jdorf@uol.com.br 

São Paulo  


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STF APARELHADO


Aumenta de 2 para 3 o número de ministros do STF que votam a favor do governo petista, quaisquer que sejam as causas, sem analisar os autos. Fachin soma-se a Dias Toffoli e a Ricardo Lewandowski. A partir de hoje, o Supremo está menos isento.


Julio Cruz Lima Neto

São Paulo


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REDUÇÃO

 

Um Supremo cada vez mais ínfimo.

   

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca 


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ASILO DE MARGINAIS


Lá pelos idos dos anos 60/70 do século passado, tanto o cinema de Hollywood como o europeu tinham o Brasil como o destino preferencial para o refúgio dos fugitivos bandidos de seus filmes. Brasília ainda não estava consolidada e Copacabana era o lugar ideal para o lixo social. Hoje o Brasil progrediu muito e, em todos os níveis de governo, do alto a baixo, temos lugar para a escória. A bandidagem se apossou do País. Nesta altura, acho que a maioria do STF é de “cumpanheros” e a marginália pode dormir sossegada. Quem precisa acordar de seu sono cívico são os homens de bem, que não são poucos, nestas tristes terras de Pindorama. Antes tarde do que nunca.


Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 

Campinas


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OPOSIÇÃO SOFRE COM O PRÓPRIO REMÉDIO


O governador do Paraná, Beto Richa, do PSDB, vem sofrendo uma série de ataques da opinião pública, muitos deles, inclusive, absolutamente justificáveis. Os tucanos enfrentam no Paraná o mesmo que os petistas enfrentam em nível nacional. A ação mal planejada do governo paranaense resultou numa série de protestos e as acusações de corrupção por meio de delações premiadas mostram que, independentemente do partido, qualquer governante está sujeito às ações da Justiça e à avaliação dos seus eleitores. O fortalecimento do Judiciário e a ação efetiva das polícias mostram que as instituições, embora enfrentem dificuldades, ainda são sólidas. Caberá à oposição no Paraná agir da mesma forma que o partido do governador faz em nível nacional: cobrar a efetiva punição por irregularidades.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com 

Guararema


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A NOTA DA CBF


A nota da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre a matéria publicada no “Estadão” (17/5) contando que a entidade máxima do futebol brasileiro “vendeu” a seleção do País por US$ 1 milhão, para uma empresa explorar os amistosos, é simplesmente ridícula e patética. Contestou que a convocação não obedece a critérios técnicos. Quantas seleções ridículas foram convocadas para atender a interesses dos empresários? A seleção brasileira virou um circo mambembe perambulando pelo mundo, e tem de se apresentar. Está no contrato. Se a empresa conseguir US$ 2 milhões, US$ 3 milhões, o que não é difícil, em se tratando de uma seleção, a CBF só leva o que está no contrato. Muito esperta a CBF. Melhor fariam se ficassem quietos.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro


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ANJOS


Pela nota emitida em resposta à estarrecedora reportagem da edição de domingo do “Estadão”, a CBF deve ser constituída de anjos que tudo têm feito pelo bem do futebol brasileiro. Dá para acreditar que a nefasta entidade, comandada ao longo de décadas por virtuosos e promotores dos bons costumes da estirpe de um Havelange, um Teixeira, um Del Nero – sem esquecer o embolsador de medalha Marin –, pratique critérios de escolha de convocados para jogos da seleção brasileira que são e serão, sempre, técnicos?  E que a CBF paga impostos porque quer?


Renzo Galuppo renzo.galuppo@gmail.com 

São José dos Campos 


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RETRATO DO PAÍS


Depois de amargar derrota histórica na Copa do Mundo no Brasil, o técnico Felipão dirigiu o time do Grêmio e, com os resultados adversos, também já não dirige mais a agremiação desportiva. Quase um ano da inesquecível Copa, nosso futebol continua sonolento, sem programação ou planejamento, e falta base para mudar o quadro tristonho que faz do torcedor um mero colaborador de ingresso. E isso se deve à CBF, que patrocina muitos clubes e, agora, sem dinheiro até para o financiamento de imóveis, não continuará a pagar a conta. O futebol é o mais puro retrato do País, sem norte e em aguda crise.

  

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br 

São Paulo


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VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO


A televisão noticia um crime horrendo e a polícia aparece com um comboio de viaturas e um batalhão de soldados. Dois dias depois, meia volta volver, e os meliantes voltam a atacar. Isso acontece em todo o Brasil, mas o Rio de Janeiro, nos últimos dias, não sai da telinha aqui e no exterior e com destaque negativo em jornais de todo o mundo. No dia 19/5, o médico Jaime Gold morreu após ser esfaqueado enquanto pedalava na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul da cidade. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse numa rede social que o crime era “inadmissível”, pois aconteceu num lugar como a Lagoa Rodrigo de Freitas, cartão postal da cidade. Declaração infeliz do secretário. Qualquer tipo de crime é inadmissível, seja onde for, zona norte ou sul, leste ou oeste ou em qualquer lugar do planeta. Os crimes listados pelo “Estado” (21/5, A16), de 17/2 a 20/5, nove ao todo, que ocorreram em vários pontos da cidade, por um acaso são admissíveis? Enquanto o prefeito Eduardo Paes inaugurava os anéis olímpicos, competição que vai consumir bilhões de reais, e o governador Pezão “lamentava” o hediondo crime culpando o Judiciário, a população que arca com pesados impostos não recebe nada em troca e fica à mercê dos bandidos. 


Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 

Jundiaí 

   

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PELO FIM DA HIPOCRISIA


Não foi a primeira vez que um “menor” esfaqueia e mata alguém, pasmem, na Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos lugares mais caros do Rio e, como dizem alguns otários, cartão postal da cidade. Se lá, um “cartão postal”, acontece isso, imaginem na baixada fluminense e na zona norte, onde não se vê um policial? É preciso acabar já com esta palhaçada de “di menores” não serem punidos pelo nosso Código Penal. O “menor” que esfaqueou o médico esta semana já tinha sido preso mais de 14 vezes. Além disso, os receptadores do roubo precisam ter penas rígidas, senão isso nunca vai acabar, já virou um círculo vicioso da violência. Só cabe uma simples pergunta aos que defendem os “di menores”, mas não os levam para casa: o que fazer com um bandido marginal que mata sem dó nem piedade e já foi preso mais de 14 vezes? Por favor, vamos acabar com a hipocrisia que toma conta deste corrupto país.


Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br 

Rio de Janeiro


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O CRIME DA MODA


Choca as pessoas sensíveis e mais bem informadas a forma como mais uma pessoa foi brutalmente assassinada, a golpe de facas, por facínoras no Rio de Janeiro. Recentemente, jornal televisivo de grande audiência mostrou imagens chocantes, registradas numa área central do Rio de Janeiro, de um cidadão sendo atacado a facadas, à luz do dia, para ter roubados seus pertences por três meliantes. A matéria denunciava exatamente a incidência deste tipo de ataque e a total falta de repressão de órgãos de segurança. Após mais este caso estarrecedor e que ganha destaque na mídia por causa da condição social da vítima, soam patéticas as declarações das referidas autoridades, num tom quase que de conformismo. Este país está se tornando, aos poucos, um caso de doença terminal. O último a sair que apague a luz.


Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br 

Mogi Mirim 


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ARMA BRANCA


Crimes praticados com armas brancas estão deixando a cidade do Rio de Janeiro mais avermelhada. Os covardes menores assassinos continuam agindo livremente, pois não são detidos por tempo suficiente. É inaceitável viver neste bárbaro ambiente de cidade grande sem ordem. Os especialistas em Segurança Pública precisam encontrar uma solução rápida e eficiente para este grave problema que tanto assusta os moradores da cidade.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Rio de Janeiro


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A ‘PENA DA VIDA’


O que é pior, conviver com a desgraça causada pelas drogas, conviver com uma corrupção sem limites, conviver com crimes bárbaros e hediondos ou com a pena de morte? Pessoalmente, somos contra a pena de morte, mas, diante dos malefícios desses crimes descontrolados, aliados à impunidade, ao desrespeito, ao desacato que se tornaram comuns, inclusive quando até os governantes, legisladores e juristas visando a “outros intere$$es” querem passar por “bonzinhos” e conduzem uma sociedade à degradação e deformação moral, para atingirem os seus objetivos de poder, passa a ser difícil de controlar e evitar, daí o “caos”. O que fazer para voltarmos à normalidade? Lamentavelmente, quando se chega ao fim da linha, só com a “pena de morte”. Será que vamos chegar a esse último estágio? Dois brasileiros já foram executados a pena de morte na Indónésia, por tráfico de drogas. De nada valeram os pedidos de clemência, lei é lei e foi cumprida. Aqui é Brasil, onde vivemos um momento atípico do “vale tudo”. É a “pena da vida” a que os brasileiros estão submetidos. Essa é a pior “execução”. Até quando?

 

Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br 

São Paulo 


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QUAL A SOLUÇÃO?


Quantas pessoas ainda terão de morrer esfaqueadas nas ruas para que os senhores parlamentares, criadores das leis, entendam que precisam mudar a lei? Antigamente, as facas e canivetes eram consideradas armas “brancas”, ninguém poderia portá-las nas ruas. Agora, a polícia não pode impedir aos pequenos marginais de sair com elas. O cidadão está desarmado, não podendo se defender, e a polícia está neutralizada pelas leis. Qual a solução para que aquele que trabalha e produz a riqueza no País possa sair, dar seu passeio de bicicleta ou simplesmente caminhar? Se os congressistas se omitem, talvez  por terem à sua disposição seguranças pagos por nós, caberá à sociedade buscar de alguma forma essa solução.


Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com 

Rio de Janeiro


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VELOCIDADE MÁXIMA

 

Conforme publicado no “Estadão” de 17/5, o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) vai instalar outros 607 radares nas rodovias, totalizando 819 até o fim do ano. Para que servem os radares, afinal, uma vez que eles apenas registram a velocidade dos veículos, sem nada a acrescentar à segurança nas estradas? Será que o DER está mesmo preocupado com a segurança no trânsito ou seria apenas para aumentar a arrecadação com as multas?

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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