Fórum dos leitores

LULOPETISMO

O Estado de S. Paulo

02 Junho 2015 | 03h00

Caixão preto

BNDES usa verba do FAT para subsidiar empreiteira (31/5, A1). US$ 249,6 milhões emprestados à República Dominicana a uma taxa de juros inferior à que o País paga no mercado, para que os dominicanos contratem a Andrade Gutierrez para obras a serem lá realizadas. O BNDES só não tomou na cabeça (será) porque usa dinheiro barato (?) do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Depois de ler isso, alguém em sã consciência e não bolsista realmente acredita na capacidade gerencial, administrativa, política, moral e ética desse partido trambiqueiro? O que mais espera o Ministério Público (MP) para abrir o caixão preto desse banco? Os defuntos estão todos lá, putrefatos, aguardando imediata autópsia. Esse, sim, será o maior escândalo das galáxias. Acorda, Brasil. Acorda, MP.

RENATO OTTO ORTLEPP

renatotto@hotmail.com

São Paulo

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Máquina mortífera

Grande novidade! Desde o início dos governos petistas isso acontece, é a maneira que eles encontraram para alimentar o caixa do ParTidão e o de seus dirigentes. Ou alguém quer me enganar que isso não acontece? A Andrade Gutierrez é uma delas. E a Camargo Corrêa, a OAS, a Mendes Júnior, a...? Quem garante que as obras serão executadas e que os empréstimos serão pagos? Ou que não houve sobrepreço e desvio de verbas? Enfim, quem garante que o PT e seus dirigentes (pessoas físicas) não estão envolvidos em toda essa falcatrua? Desculpem, mas estamos falando de uma máquina mortífera. A Máfia (Cosa Nostra) seria, no máximo, contratada para fazer entregas para essa turma – eles não passam de aprendizes.

GERALDO R. BANASKIWITZ

geraldo.banas@gmail.com

São Paulo

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Sangrando o trabalhador

Após ler a matéria publicada no domingo, revoltado fiquei pensando nas obras paralisadas no nosso Brasil e nos nossos trabalhadores ficando desempregados. Onde estão a oposição e os estudantes para protestar contra esses desmandos? O que vai ser dos meus netos?!

JAIR PELOZO

jairpelozo@yahoo.com.br

Santo André

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O BNDES e as empreiteiras

Este nosso país é muito interessante porque temos um governo que não é nada justo e coerente. Vejamos o caso atual de falta de recursos para a educação, saúde e habitação. Faltam também para infraestrutura e investimentos de base, para alavancar o tão sofrível crescimento econômico, gerar empregos e desenvolvimento. Agora, para financiar obras no exterior, principalmente se for em países do mesmo teor ideológico do nosso governo, como Venezuela, Argentina, Equador, Cuba, Angola e República Dominicana, aí pode e os recursos aparecem como que por mágica. O Estadão de 31/5 (B3) noticia que nosso banco social dá crédito mais barato lá fora e ainda usa recursos do FAT. Pois bem, três curiosidades que afloram à minha mente, já cansada de tantas falcatruas. 1) Por que não usar esses parcos recursos em nosso país, que tanto precisa de investimentos para crescer? 2) Por que contingenciar a verba destinada aos trabalhadores desempregados, se dinheiro do FAT é direcionado a obras lá fora? 3) Por que as grandes empreiteiras que se beneficiam dessas obras no exterior não têm as mesmas oportunidades aqui dentro? É só para informar aos brasileiros, donos dessa dinheirama toda, onde estão sendo gastos os quase 40% de impostos da nossa combalida economia!

JOÃO M. VENTURA

joaomv@terra.com.br

São Paulo

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Dilma e o padrão Fifa

Por que ela fala tanta bobagem?

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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Boas práticas...

Na esteira desse “futebolão”, começamos a entender as coisas... O governo quer criar uma “autoridade pública” para fiscalizar as “boas práticas de gestão” dos clubes. Pelo andar das coisas, essa tal de autoridade pública será mais uma extensão do PT na estrutura do Estado e as boas práticas... Bem, essas já sabemos quais serão: meter a mão nas fabulosas verbas que rolam no setor. Finalmente, teremos o aparelhamento do futebol!

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

Que o Brasil tem de mudar a estrutura da gestão dos esportes é ponto pacífico. Dirigentes esportivos perpetuam-se no poder sem oferecer a contrapartida da evolução esperada e desejada por todos. Ficamos na eterna esperança de as coisas acontecerem no futuro, enquanto cartolas se locupletam em seus cargos no presente. A política, de modo geral, está sendo praticada sem renovação e inovação. Eleitos, praticam o mesmo. Assim sendo, parece que o objetivo real do governo é mesmo aparelhar a CBF, e não mudar os fundamentos da administração da prática futebolística.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Socialismo

Aproveitando o gancho da crise na Fifa, o governo quer socializar agora também a CBF!

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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Com que moral o governo quer estatizar o futebol, justificando combater a roubalheira? Parece querer aproveitar a oportunidade para ganhar mais uma fonte de recursos financeiros ilícitos e de poder para manipular a massa torcedora (votos). Atitude própria de ditadura! A CBF é uma entidade privada e deve resolver os seus próprios problemas. Ao Estado cabe apenas exigir o cumprimento da lei, principalmente na cobrança dos impostos devidos não só da entidade, como investigar a sonegação de seus diretores.

MARCO AURÉLIO REHDER

marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

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Soberania nacional

Nossa presidente tem de agir com rigor contra todos os países que cometem abusos contra cidadãos brasileiros no exterior. Recentemente foram condenados à morte dois brasileiros pelo simples motivo de traficarem drogas, e a presidente foi enérgica, não aceitando as credenciais do representante da Indonésia. Agora foi preso na Suíça um cidadão brasileiro pelo simples fato de ser corrupto e a presidente deve exigir a saída imediata do embaixador americano do nosso país, caso contrário nossos políticos não mais terão segurança para viajar para o exterior, incluído nosso maior líder, que só terá coragem de viajar para a Bolívia, Venezuela, Argentina...

EDSON BAPTISTA DE SOUZA

baptistaedson@ig.com.br

São Paulo

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DOCE ILUSÃO

Delirantes petistas alojados no Palácio do Planalto acreditavam que, com a revelação do escândalo na Federação Internacional de Futebol (Fifa), o foco de atenção sairia da Operação Lava Jato, que investiga a roubalheira na Petrobrás, em que petistas estão envolvidos até o pescoço. Doce ilusão! Passadas algumas horas da divulgação do escândalo do futebol, nossa laboriosa Polícia Federal, com sua notória autonomia para investigar, prendeu na Operação Acrônimo quatro cidadãos por suspeita de lavagem de dinheiro desviado de órgãos públicos - desta vez os valores giram em torno de R$ 500 milhões. O detalhe importante é que entre os presos estão o empresário Benedito de Oliveira Neto, o Bené, ex-assessor do Ministério das Cidades, e Marcier Trombiere, ambos ligados ao PT e colaboradores das campanhas eleitorais do partido, incluindo a do eleito governador de Minas, Fernando Pimentel. Carros de luxo, dinheiro e até um avião foram apreendidos.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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OPERAÇÃO ACRÔNIMO

Aí está a verdade sobre Pimentel, atual governador de Minas Gerais: sua esposa é alvo de investigação da Polícia Federal, pois há indícios de negócios em que, como sempre, o dinheiro público passa para um bolso privado. O queridinho de Dilma Rousseff não era tão honesto como ela queria fazer supor, e ela sabia disso. Já tinha sido alvo do Conselho de Ética da Republica, que o condenou, mas Dilma o "dispensou", anulando os efeitos da decisão do órgão de forma que o amiguinho Pimentel saísse livre. O que mostrou a Operação Acrônimo, da Polícia Federal, é que qualquer petista que se investigue, ali se encontra sujeira.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br 

São Paulo

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POUCA-VERGONHA

Um endereço em Brasília utilizado até o ano passado como residência da atual esposa do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, ex-ministro da presidente Dilma, foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão da Operação Acrônimo, deflagrada pela Polícia Federal na sexta-feira. Outro alvo foi a casa do ex-deputado federal pelo PT mineiro Virgílio Guimarães. Acho que essa pouca-vergonha nunca mais vai acabar. São tantos os escândalos que o PT não vai ter solução a não ser decretar falência. E, claro, sumir.

Antonio Jose G. Marques

a.jose@uol.com.br 

Rio de Janeiro

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PETRALHADA

Esposa de governador de Minas Gerais é suspeita de envolvimento em fatos investigados pela Polícia Federal. Mero engano, coincidência ou coisa normal da petralhada?

Antônio Carelli Filho

palestrino1949@hotmail.com 

Taubaté

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SOB SUSPEITA

Imaginem a infâmia e a vileza dos jornalistas de aluguel do PT se fosse a mulher de Geraldo Alckmin! 

Eugênio José Alati

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

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SERÁ O BENEDITO?!

O "empresário" Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, conhecido como Bené, preso na sexta-feira sob suspeita de crime de associação criminosa, transportou no jato Embraer Phenom 300 a esposa do governador petista, Fernando Pimentel, mais o maridão e o deputado federal Gabriel Guimarães (PT-MG). Sabem quanto custa um avião desses, usado? Só entre US$ 7 milhões e US$ 8 milhões. O custo anual de operação do brinquedinho é de US$ 1,5 milhão (vide site www.controller.com)! E Bené tem mais outro brinquedo, um turbo-hélice King Air, que, usado, custa mais de US$ 3 milhões. Donde será que o Benedito tira essa fortuna toda?    Resposta: dos seus negócios com o PT!

Eduardo Spinola e Castro  

esc@scvs.adv.br 

São Paulo

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OS EMPRÉSTIMOS BONDOSOS DO BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se comprometeu a emprestar US$ 249,6 milhões à Republica Dominicana, mesmo com o Brasil em plena crise. E ainda beneficiou aquele país com uma taxa de juro inferior à que o Brasil paga no mercado. Em contrapartida, dominicanos têm de contratar a empreiteira Andrade Gutierrez para tocar a obra financiada. Não seria oportuno a Polícia Federal estender a Operação Lava Jato para uma investigação dessa troca de favores?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

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CBF X BNDES

São surpreendentes a rapidez com que o senador Romário conseguiu assinaturas para instalar uma CPI da CBF e a dificuldade de obter o mesmo para uma CPI do BNDES, onde temos um potencial de desvio de dinheiro público cerca de cem vezes maior. Será por que os senadores estão mais preocupados com a lisura dos resultados obtidos por seus times de futebol do que com o uso de bilhões de nosso banco de desenvolvimento em projetos fora do Brasil privilegiando empreiteiras doadoras das campanhas do PT? Ou querem apenas desviar nossa atenção? Vamos ficar atentos a essa jogada. Afinal, tem presidente merecendo cartão vermelho há algum tempo por faltas graves cometidas durante o primeiro tempo. 

Carlos de Oliveira Avila

gardjota@gmail.com 

São Paulo

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NOVO ESCÂNDALO

O escândalo da Fifa dividiu com o da Petrobrás o espaço na mídia brasileira. Isso é tudo o que as empreiteiras, políticos e respectivos advogados desejavam. Longe dos holofotes, fica mais fácil fritar o dr. Sergio Moro. Que a imprensa fique atenta e não deixe o petrolão esfriar.

Vicente Amato

vaspapel@globo.com 

São Paulo

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EXULTANTES

O governo e o Congresso Nacional exultam de alegria com os escândalos da Fifa e da CBF. A mídia vai se ocupar desse tema (futebol é com nós mesmos), "palpitante", por uma semana, ofertando um refresco aos governistas e sua tropa. Muito estranha a velocidade na coleta de assinaturas para a instalação da CPI proposta pelo nobre senador Romário. Para efetivá-la, eram necessários 27 votos, e em alguns minutos 50 excelências já haviam assinado. Apenas para ilustrar, temos várias CPIs paradas, como a da Petrobrás. Particularmente, o caso da Refinaria Abreu e Lima apura um desvio de US$ 20 bilhões. Não que não se devam esmiuçar a CBF e seus larápios, mas, se considerarmos valores, o caso CBF é dinheiro de troco.

J.Perin Garcia

jperin@uol.com.br

São Paulo

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OPERAÇÃO FIFA

Não procedesse de um país sério, poder-se-ia até supor que a Operação Fifa fosse um engodo para desfocar da mídia a Lava Jato.

Wilfrido Veronese

wilfridoveronese@hotmail.com  

Brotas

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SLOGAN

Mensalão, petrolão e novos escândalos ainda a surgir, Padrão Fifa.

Alvaro Salvi

alvarosalvi@hotmail.com 

Santo André 

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APOIO

Numa simples analogia, constata-se que durante a última semana dois discursos foram feitos em países distintos, contudo a situação dos protagonistas é idêntica junto à opinião pública. Joseph Blatter, no Congresso da Fifa na Suíça, pediu aos "comparsas" apoio e fidelidade, e conseguiu: foi reeleito. Dilma Rousseff, no Congresso do PCdoB, pediu aos seus "aliados" a mesma coisa!  

Oswaldo Colombo Filho

colomboconsult@gmail.com

São Paulo 

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PELÉ

O maior jogador de futebol de todos os tempos, que como ninguém falou com os pés, confirmou seu apoio a Joseph Blatter. "Pelé, de boca fechada, é um poeta."

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com 

Casa Branca

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NOTA ZERO

Pelé deu seu apoio à reeleição de Joseph Blatter como presidente da Fifa. Pelé, como jogador, é nota 10, mas como pai e cidadão, nota zero com louvor. Pelé, por que não te "callas"?

Alberto Fumace Baruthy

afumaaabaruty@bol.com.br 

São Paulo

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KNOW-HOW

Os líderes da Fifa conseguiram aumentar os seus benefícios graças à contratação da consultaria do lulopetismo por recomendação da CBF.

Pablo L. Mainzer

plmainzer@hotmail.com 

São Paulo

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O INÍCIO

Podem crer: a corrupção na Fifa teve início em 1974, com a eleição de João "Havelulla" para presidente. O resto é consequência. 

Renato Pires

repires@terra.com.br 

Ribeirão Preto

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O SIGNIFICADO DE PROPINA

No Brasil existe muita confusão sobre o significado de propina: os partidos e políticos entendem como doação legal; na CBF, é conhecida como gratificação por favores prestados a amigos. Portanto, decidi me informar no dicionário da Língua Portuguesa e transcrevo o resumo a seguir: "Ato de pagar ou receber de alguém por serviço ou informação às escondidas. Ato ilegal de comprar alguém".

Vagner Ricciardi

vbricci@estadao.com.br 

São Vicente 

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REFÚGIO PERFEITO

Depois da prisão do José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, que também não sabia de nada, voltou rapidinho para o Brasil, assim como Ricardo Teixeira, que já há algum tempo retornou dos EUA. Infelizmente, o Brasil é o refúgio perfeito para os contraventores. Não é, Maluf?

Oswaldo Baptista P. Filho

oswaldocps@terra.com.br 

Campinas 

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O DESAPEGADO MARCO POLO DEL NERO

Até que enfim uma atitude nobre de um cartola brasileiro. Coube ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que nada sabia sobre as falcatruas praticadas por seus antecessores e por pessoas com quem convive há anos, dar o exemplo. Abandonou as mordomias, que acredito deva odiar, proporcionadas pela reunião para a eleição do presidente da Fifa e retornou de imediato ao Brasil para dar satisfações à imprensa, às autoridades e ao povo em geral. Imagino até, caso venha a ter seu nome envolvido, retornará de imediato à Suíça, entregando-se às autoridades locais para permanecer ao lado dos seus amigos - ou seriam ex-amigos? - para seguir o destino a eles reservado.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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AQUI A JUSTIÇA É 'BOA'

Só incauto não sabe que a vinda repentina do senhor Marco Polo Del Nero de volta para o Brasil foi para não ser preso! Aqui, menores, políticos e cartolas são inimputáveis!

Werly da Gama dos Santos

gama_eamsc@yahoo.com.br 

Rio de Janeiro

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SÓ REDESCOBRINDO!

Um ventinho maroto fez com que a esquadra de Cabral chegasse por engano à costa brasileira. Pero Vaz de Caminha nem tinha iniciado a sua missiva ao rei de Portugal anunciando as boas novas, a tripulação das caravelas já estava em terra engambelando os silvícolas, trocando espelhinhos, pentes e outras bugigangas por coisas muito mais valiosas. Desde então, o escambo, a negociata, o toma lá dá cá não parou mais. Em sua carta, o escrivão da frota escreveu entusiasmado: "Nestas terras em se plantado tudo dá". E deu mesmo, a corrupção, então, brota em todos os cantos do território e sem perspectiva da criação de um antídoto capaz de frear essa peste. Está infiltrada no governo federal e em suas estatais, nos ministérios, nos governos estaduais e municipais e em suas autarquias e contratadas, no Congresso Nacional, onde grande parte dos parlamentares está envolvida em falcatruas, na indústria e no comércio, nos esportes, enfim, onde cavoucar, lá está a semente maldita. Infelizmente, as especiarias ficaram com as índias e a erva daninha, aqui, na terrinha.        

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com 

Jundiaí

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PACOTE ANTICORRUPÇÃO

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, lança pacote anticorrupção. Corre o risco de sumirem com o "pacote".

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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À MODA PT

O prefeito Haddad lançou um pacote anticorrupção. Para tomar essa medida, ele só pode ter saído do PT.

Marcos Catap

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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FAZENDO MÉDIA 

Fernando Haddad está fazendo média, como já fizeram os seus criadores Lula e Dilma. Ninguém acredita mais em "pacotes ou embrulhos" anticorrupção. Se é para valer, deve começar pelo próprio. O projeto anunciado pelo prefeito prevê a demissão de funcionário que se recusar a explicar a origem de bens. São tantos... O decreto cria código de ética... Ética e moral o PT propagou tanto antes de chegar ao poder e, depois de eleito, foi o que primeiro perdeu, não se salvou quase ninguém... Alguma dúvida? Outra vez? O PT destruiu a reputação do brasileiro perante o mundo. Como exigir dos outros quando não se tem? O prefeito de São Paulo está tão desmoralizado e desacreditado que seria melhor se ficasse calado.

Maria Teresa Amaral

mteresa0409@2me.com.br 

São Paulo

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O PACOTE DE HADDAD

Pergunta indiscreta: pacote anticorrupção de Haddad investigará o custo das ciclovias?

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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ECONOMIA MEDÍOCRE

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil encolheu 0,2% no 1.º trimestre de 2015. Se comparado com o 1.º trimestre de 2014, diminuiu 1,6%. Só não foi pior graças ao bom desempenho da agropecuária, sobretudo ao cultivo de soja no País, que cresceu mais de 10%. Os números não mentem e estão aí para quem quiser ver. É um resultado desastroso da economia brasileira, o que revela a incompetência e a má administração do governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Um país continental como o nosso, 7.ª economia mundial, com mais de 200 milhões de habitantes e abundante em recursos e possibilidades, jamais poderia ostentar desempenho negativo e tão medíocre.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

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RECESSÃO

Os investimentos em infraestrutura devem cair 19% neste ano, a projeção da inflação é de 8,39%, o País está atrás do Catar, da Mongólia e da Geórgia no ranking na atração de investimentos estrangeiros para o varejo, o governo atrasa o repasse de verbas para o controle do Bolsa Família, a inadimplência chegou a 21,8% no Programa Minha Casa Minha Vida, a previsão do mercado para a taxa de juros é de 14%. Essas são algumas manchetes dos jornais do dia 1.º de junho de 2015, 150 dias após o início do segundo mandato da presidente Dilma. Parece que o Congresso Nacional não está preocupado com a séria crise que o Brasil está atravessando, com a profunda recessão que se apresenta claramente. A prioridade nos dias de hoje é proporcionar mais conforto para os senadores e deputados federais, que estão se mobilizando para aprovarem a construção de um shopping anexo ao Congresso, que custará R$ 1 bilhão. Neste shopping, os nobres funcionários públicos, que têm seus salários e benefícios pagos pelo contribuinte brasileiro, poderão usufruir de bons restaurantes e sofisticadas lojas de grife.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Rio de Janeiro

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O SUFOCO É NOSSO

O governo cortou os investimentos, mas as despesas não. Por exemplo, será que é necessário mesmo 39 (inúteis) ministérios? Sem verbas e sem investimentos para fazer? O sufoco continua somente nas mãos do povo, suportando aumentos de preços de produtos e serviços, acima até da inflação oficial. Com a palavra, nossa presidente Dilma!

Arcangelo Sforcin Filho

arcangelosforcin@gmail.com 

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

Começa mais uma vez a discussão sobre reforma política no Congresso Nacional. Pelo visto, quase todos os deputados não querem reforma nenhuma. De qualquer maneira, o "distritão", derrotado, era uma aberração que quase não existe no mundo atual, somente no Afeganistão, etc. O sistema tiraria a representação partidária do cidadão e colocaria novos coronéis no poder. Talvez o melhor sistema seria o distrital misto, que foi rejeitado, mantendo o que vigora atualmente. No entanto, o que precisa ser modificado é o sistema de coligação partidária, que deve existir somente nas eleições majoritárias. Acho que a coligação não deve existir nas eleições proporcionais, devendo, cada partido, com a votação obtida, eleger apenas os seus parlamentares. O que é uma vergonha é o caso dos suplementes de senadores, parentes e amigos (muitos futuros senadores), eleitos sem um único voto! Outro absurdo que estão votando é o caso de coincidência de mandatos. Para quê? O brasileiro vive em municípios, onde tem melhor contato com vereadores e prefeitos. Numa eleição juntamente com a de parlamentares e Executivos estaduais e federal, vai desaparecer a importância da municipalidade. O que precisa é diminuir os gastos em cada eleição, diminuir o tempo de exposição na chamada propaganda "gratuita", manter a reeleição, mas obrigar todos os candidatos para o Executivo a se afastaram no mínimo por seis meses antes do pleito. Podem, ainda, acabar com o voto obrigatório e proibir o uso de dinheiro público e de empresas para candidatos e partidos.

Éllis A. Oliveira

elliscnh@hotmail.com 

Cunha 

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SEIS POR MEIA DÚZIA

Reforma política (anseio do povo). Mais do mesmo.

Ulysses Fernandes Nunes Jr

Ulyssesfn@terra.com.br 

São Paulo

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O FIM DAS COLIGAÇÕES

No último dia 28, a Câmara dos Deputados rejeitou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/15 na proposta da reforma política (PEC 182/07). É lamentável rejeitar o fim das coligações proporcionais para deputados e vereadores. O País merece que o povo vá às ruas, cobrar de forma transparente e pacífica, sem violência, mais empenho do Parlamento brasileiro. A população paga caro para estes políticos lhe representarem no Congresso Nacional. Os partidos nanicos se beneficiam das permanências das coligações partidárias: proporcionais e majoritárias. Quem fica prejudicado é candidato pobre. Em 2012, eu fui vítima de uma dessas siglas. Acompanhei as reuniões por mais de 12 meses, participei até da convenção, na data do registro da minha pré-candidatura a vereador do Recife, não fui registrado no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). O mesmo acontece em outros municípios do País: o candidato pobre não consegue concorrer ao cargo de prefeito. Por que o pequeno partido facilita para o candidato rico? Essa é a realidade política brasileira, que não é bem fiscalizada. A única forma de mudar o cenário político atual é votar na renovação dos novos pré-candidatos.

Manoel Limoeiro

manoeljs127773997@hotmail.com 

Recife

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ESFORÇO INÚTIL

A votação da reforma política transformou-se num samba do "criolo doido". A falta de consenso nos diversos temas discutidos com a exigência de serem uma mudança constitucional tornou-se uma grande dificuldade e trouxe ao povo uma grande decepção. Essa forma de mudança talvez não devesse ter sido adotada. Os grandes temas, como voto não obrigatório, fim do "voto Tiririca", entre outros, ficaram perdidos no meio de tantos outros, e toda a perda de tempo e de dinheiro será o que restará da reforma. Todo esforço para nada? Ninguém merece!

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com 

Rio de Janeiro

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A URGÊNCIA DA REFORMA

O comportamento errático de nossos políticos, do gênero Odorico Paraguaçu, de "O Bem Amado", é resultado de um sistemático processo eleitoral danoso aos interesses do povo brasileiro, fato suficientemente comprovado há décadas. Portanto, BASTA de "entretantos" e vamos aos "finalmentes". Para aqueles políticos que ainda restam, com cabeça no lugar, o momento para agir é agora.

Nelson Malta Neto

nelsonmalta09@hotmail.com

Campinas

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'PUXADINHOS'

No Brasil, o afogadilho nos conduz costumeiramente aos fossos de nossos caminhos. Tanto é pernicioso o financiamento empresarial das campanhas políticas como o custeio estatal tendencioso e parcial. Não há renovação dos representantes, dadas a estrutura crônica dos já eleitos e suas plêiades de assessores, vale dizer, de cabos eleitorais, que durante o decorrer dos mandatos solidificam, por meio de favores pessoais, as posições dos titulares dos mandatos. Ou aqueles que permanecem por longos anos em vários mandatos parlamentares devem o feito incomum a seu carisma? Em todos os campos, os usufrutuários do poder não querem reformas, mas, apenas, iludir o povo com alguns "puxadinhos". 

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo

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CONGRESSO DESCONECTADO

Vê-se que a Câmara dos Deputados está totalmente fora de sintonia com a sociedade brasileira. Depois de milhares de pessoas irem às ruas reivindicar mudanças no sistema eleitoral pela melhora da representatividade, os senhores deputados mantiveram tudo exatamente como está. E, ainda pior, acabaram com a reeleição justamente num momento crítico, obrigando-nos a ter de engolir os 16 anos consecutivos de administração petista e tirando dos mais de 50 milhões de brasileiros que não votaram no PT o direito de recuperar o País, ao anular a possibilidade de dar continuidade a um governo futuro que porventura esteja dando certo. Sou contra a reeleição no Brasil, mas desde que o mandato seja ampliado para pelo menos 5 anos e com a eleição do Legislativo no sistema distrital misto e com eleições no meio do mandato dos cargos executivos, assim como na maioria dos países civilizados. A proposta de fazer todas as eleições numa só data é um monstrengo, tal qual o famigerado "distritão", que quase implantaram.

Frederico d'Avila

fredericobdavila@hotmail.com 

São Paulo

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O FIM DA REELEIÇÃO

Há dúvidas sobre se a resolução da Câmara, aprovada, que impede a reeleição de quem já cumpriu o primeiro mandato executivo, nas três esferas de governo, é uma solução melhor para o Brasil. Ora, se uma administração é eficiente, que atenda aos interesses de seus eleitores, não pode ser reeleita? Fica claro que, se o eleito para o primeiro mandato decepcionar, tem grandes chances de não se reeleger para o segundo. É claro que a exceção é o caso da presidente Dilma, que, à custa de muito dinheiro e de muitas mentiras, conseguiu se reeleger. As consequências funestas dessa reeleição estamos sentindo na pele. São tantas as outras questões de máxima importância que deveriam estar em pauta no Congresso que o dispositivo da reeleição poderia ser mais bem questionado em decisões futuras e deixado momentaneamente de lado. 

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br 

São Paulo

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A OMISSÃO DO TSE

Não é a reeleição a culpada pelos males do uso indiscriminado na máquina pública nas eleições, mas, sim, a omissão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que não coíbe abusos. A despeito de o instituto da reeleição ter sido motivo de muita grita quando foi aprovado, foi durante esse período que o Brasil teve o maior crescimento econômico e estabilidade democrática da sua história. Logo, o fim da reeleição é mais um retrocesso, não um avanço. Países de larga tradição democrática permitem a reeleição, afinal, é o povo que tem o direito soberano de manter bons governantes e mandar para casa os maus administradores. Mas neste país é mais fácil arranjar bodes expiatórios do que fazer a lei valer.

Sandro Ferreira

sandroferreira94@hotmail.com 

Ponta Grossa (PR)

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VOTO FACULTATIVO

O voto facultativo libertará a população de pagamento de multas, corrupções, abusos, entre outras coisas. Além de contribuir para uma reforma política eleitoral de acordo com os princípios democráticos do País. Como resultado, haveria uma importante e grande mobilização pela educação política e sua aplicação nas instituições escolares em nível nacional, em busca da politização. Sou a favor de um plebiscito sobre a aplicação ou não do voto facultativo, por uma democracia de verdade para os brasileiros. 

Flávio Porto Gomes Camacho

fpcamacho@bol.com.br

Guarulhos 

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REFORMA? QUE REFORMA?

Reformar significa dar nova forma, modificar para corrigir o que precisa ser corrigido. A nossa reforma política, decantada por muitos como essencial ao desenvolvimento democrático, esbarrou na falta de espírito público da classe política. Seus componentes, eleitos no contexto de um sistema viciado e injusto, que impede a renovação dos quadros de liderança e forma verdadeiros dinossauros, com desdobramentos hereditários, não se atreveram a promover mudanças que representassem o menor risco ao funcionamento dos nocivos esquemas que os ajudaram a alcançar e manter o poder. Depois de muito barulho associado ao tema, cabe perguntar: reforma? Que reforma?  

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@Hotmail.com

Rio de Janeiro

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MAIORIDADE PENAL

Cumprimento o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que, desafiando o PT e o governo federal, diz que votará a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171/93, que diminui de 18 para 16 anos a maioridade penal do País. Lançou a proposta de realizar um referendo sobre a redução da maioridade penal no sentido de haver grandes debates sobre o assunto. Ele conseguiu tirar da gaveta uma matéria que estava parada há mais de 20 anos e à qual mais de 80% dos brasileiros são favoráveis.

José Wilson de Lima Costa

jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo 

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A IDADE PENAL E A CRIMINALIDADE

O presidente da Câmara dos Deputados colocará em votação, ainda neste mês, o projeto que reduz a maioridade penal para 16 anos de idade. Existem bons argumentos tanto pela aprovação como pela rejeição. O problema principal não reside na barreira etária. Precisamos, mais do que punir o indivíduo que desvia o seu comportamento, criar condições objetivas para ele não sair do bom caminho. Isto é, há que se criar esse bom caminho e mostrar claramente à juventude que, trilhando-o, se chegará a um bom destino com a vida equilibrada e as devidas compensações aos esforços pessoais. Sem a criação de um ambiente adequado para o seu desenvolvimento, os jovens continuarão se desviando, independentemente da idade de imputação legal. A diferença será apenas se irá para o reformatório de menores ou para a penitenciária. A população enfrenta deficiências em suas necessidades básicas - educação, saúde, moradia, emprego, lazer, transporte e assistência social - e as famílias se desintegram ou vivem na miséria. Esse é o terreno fértil para todos serem cooptados para o crime, muitas vezes nem por instinto, mas por absoluta falta de opções lícitas de vida. Os srs. parlamentares precisam estar cientes de que, com a simples mudança da idade penal, não estarão resolvendo a criminalidade no País. Pode ser o começo da solução, mas não pode ficar só nisso...

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CONTRA O IMOBILISMO NACIONAL

O povo brasileiro está casado da insegurança. A notícia de que vai à discussão a questão da maioridade penal já é alguma coisa neste imobilismo nacional. Não resolve tudo, mas vai impor limites. O presidente da Câmara está muito certo.

Odilon Stefanirg

dilostefani@hotmail.com 

São Paulo

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CRISE DE LIDERANÇA

Eduardo Cunha novamente nos traz a esperança de tirar o País do limbo. Colocando em pauta, com prazo para decisão, a questão da maioridade penal, um dos itens mais óbvios do mais óbvio problema nacional, que é a criminalidade crescente em todos os seus matizes, Cunha é a prova de que não há crise econômica nem social no País, mas, sim, uma crise de liderança, não porque faltem líderes, mas porque se escondem intimidados, enquanto o maior, mas também o mais danoso deles ocupa, ou ocupava, todo o espaço. O Brasil tem jeito! Quem não tem jeito é o PT, o Partido Teratológico criado por este líder que não só desencaminhou a Nação e seu povo como deixou de fazer o que poderia ter feito em seu real benefício. A discussão sobre esse tabu poderá cristalizar a emergência de novas lideranças, tirando o País do retrocesso em que se encontra. Parabéns a Eduardo Cunha, que conta com o apoio das forças vivas do Brasil competente.

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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BASTA!

Aquele "di menor" que atropelou e matou a jovem Natália Costa de Morais Felix, de 21 anos, após assaltá-la, quando perguntando sobre o ocorrido, declarou: "Agora já foi. Dane-se". Viram, hipócritas, inclusive dona Dilma Rousseff, que são contra a diminuição da idade penal para estes verdadeiros "bichos"? Com o perdão dos animais.

Maria Elisa Amaral

marilisa.amaral@bol.com.br 

São Paulo

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CRIMINOSOS

Há alguma diferença entre ser assassinado por um menor de idade ou por um adulto?! Menoridade penal já! Basta de hipocrisia e impunidade!

J. S. Decol

decoljs@globo.com 

São Paulo

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UM PAÍS QUE DÁ VERGONHA!

Este jornal publicou, no caderno "Aliás" da edição de domingo, 31 de maio, o texto intitulado "Cicatrizes concretas". No referido texto é narrada a situação atual de um conjunto habitacional da Prefeitura situado na Estrada do M'Boi Mirim, na zona sul da capital. O conjunto apresenta graves rachaduras, que chegam a trincar vidraças, batentes de portas, canos de água que inundam apartamentos. Há moradores que chegam a dormir em colchonetes perto da porta de saída do apartamento, para poder correr e se salvar em caso de um desmoronamento, inclusive um cadeirante. Como é possível a Prefeitura de São Paulo ter pago, com o dinheiro de nossos impostos,  uma obra como essa? Onde esteve a fiscalização durante o desenvolvimento das obras, que não viu se o terreno era firme e se o material empregado era de boa qualidade? Será que para assentar pessoas retiradas de favelas qualquer coisa serve? Será que pessoas das favelas não podem sonhar? Será que pessoas das favelas não têm o direito de esperar por um lugar decente para viver? Segundo a reportagem, as pessoas residentes não estão ali gratuitamente, mas efetuaram pagamentos pelas moradias! Quem construiu o prédio foi a empreiteira OAS. Será que os engenheiros da OAS são incompetentes e não perceberam erros? Se, acaso, são incompetentes, não poderia essa empresa participar de licitações envolvendo obras públicas! Certamente, num país sério muita gente já estaria vendo o sol nascer quadrado há tempos! 

Arlete Pacheco

arlpach@uol.com.br 

São Paulo

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ELEVADO COSTA E SILVA

Enquanto a atenção dos paulistanos, como em todo o País, se prende nos efeitos que o ajuste fiscal trará para cada um de nós e nas maracutaias na Fifa, com a prisão de "ilustres" patrícios, a Câmara Municipal de São Paulo avalia a possibilidade ou não de desativar um aleijão urbano denominado Elevado Costa e Silva, mais conhecido como "Minhocão".  A obra, que até hoje está atravessada na garganta dos paulistanos, foi inaugurada pelo prefeito biônico Paulo Salim Maluf, nomeado pela ditadura militar, em 25/1/1971. Para ter uma ideia do absurdo da sua construção, ela chega a passar a uma distância de apenas 5,5 metros das janelas dos apartamentos existentes em seu trajeto, além de degradar uma das avenidas mais tradicionais da cidade, a Avenida São João. Os pilares do minhocão também impediram a construção da linha do Metrô que passaria sob toda a extensão da citada avenida, obrigando a estatal a alterar o seu percurso para se desviar do elevado. E, agora, lemos a notícia de que, de acordo com estudos preliminares de técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a demolição do "Frankenstein urbano" não causará impacto significativo no trânsito da região. Ora, se mais de 40 anos depois o elevado poderá ser considerado dispensável pela CET, por sua pouca utilidade para o trânsito da região, fica comprovado que a sua construção não passou de um capricho e desconhecimento de urbanismo e da própria cidade do então jovem e inexperiente prefeito. E graças a tal obra e a outras excentricidades, o sr. Paulo Maluf até hoje é figura de destaque na política nacional, embora não possa sair do País, procurado que é pela Interpol. Em minha opinião, a demolição do elevado seria a decisão mais correta, pois a alternativa de um parque, embora menos agressiva, ainda seria um absurdo arquitetônico. Assim, em qualquer das hipóteses, caberá à população paulistana arcar com os custos da demolição, como já arcou com os da sua construção. Mas, como diria o sábio Noel Rosa, são coisas nossas.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br 

São Paulo

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UM ABSURDO

É obvio que fechar o Minhocão é um absurdo, mesmo aos sábados. O que há muito deveria ter sido feito, a meu ver, é colocar floreiras nas laterais externas, após estudo de resistência. Se viável, adotar vegetação que embeleze a região e diminua o ruído para os moradores limítrofes.

André C. Frohnknecht

caxumba888@gmail.com 

São Paulo

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FALTA DE MEDICAMENTO NO HOSPITAL SÃO PAULO

O Hospital São Paulo está deixando de marcar exame de ecocardiograma sob estresse (coração) por falta do medicamento. O recepcionista, demonstrando estar envergonhado, toma o pedido médico e anota o telefone para que, quando tiver o medicamento, entrar em contato comunicando dia e hora.

Mauricio Tarandach

mautaran@gmail.com  

São Paulo

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