Fórum dos leitores

LULOPETISMO

O Estado de S. Paulo

04 Junho 2015 | 03h00

Futebol anestésico

O futebol é um fenômeno estranho. Alguns anos atrás na África, nos tempos do Pelé, o time do Santos conseguiu parar uma guerra para que o jogo fosse realizado. No Brasil, quando o governo comete um assalto a nossos bolsos e sente que seu prestígio está caindo, arruma um jeito de pôr a seleção em campo e nosso povo esquece qualquer assunto (às vezes muito grave) para falar de futebol. Por incrível que pareça, já estão esquecendo os problemas do mensalão, do petrolão, as falcatruas e todas as roubalheiras praticadas por nossos representantes, para falar dos ladrões de uma entidade que trata apenas de futebol. Se o desejo é esse, comparemos os preços dos nossos estádios padrão Fifa, construídos com o nosso dinheiro, com o que custaram os megaestádios de Wembley, Camp Nou, até mesmo com o estádio de La Sabana, em San José, doado pela China, que custou apenas US$ 80 milhões.

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo 

*

Agora sabemos por que o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014: os dirigentes da Fifa queriam um doutorado em corrupção. Conseguiram. Mas para azar deles não há um “STF dos cumpanheiros” nos EUA para lhes conceder céleres habeas corpus.

LEONEL L. LUCARIELLO FILHO

leonellucariello@gmail.com

São Paulo 

*

‘Bola suja’

José Nêumanne (3/6, A2) lava a alma do Brasil honesto!

ANIVALDO PEDRO COBRA

apcobra@usp.com.br

Piracicaba

*

Caixa-preta do BNDES

Com a anunciada retirada do sigilo nos contratos do BNDES com Cuba e Angola, surge-me uma dúvida cruel: a vaca vai tossir ou ela vai para o brejo? 

JORGE EDUARDO NUDEL

jorgenudel@Hotmail.com

São Paulo

*

Outro propinoduto

US$ 11,9 bilhões saíram do Brasil para financiar projetos no exterior. Decerto a Polícia Federal encontrará outro propinoduto para abastecer corruptos brasileiros. A caixa-preta do BNDES renderá muita tristeza e mais decepções, talvez maiores que as propiciadas pela Petrobrás – o que foi apurado no mensalão já é considerado brincadeira de criança ou aperitivo da corrupção.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

CPI

Perguntar não ofende: quando será instalada a CPI do BNDES? Pelo jeito, será pior que a da Petrobrás. E as empreiteiras, de novo? Este país está ferrado.

CÉSAR ROBERTO ALVES MOREIRA

caesar.joi@terra.com.br

Joinville (SC)

*

País das maravilhas

Os juros cobrados por empréstimos referentes a obras no exterior são mais baixos que os de financiamentos nacionais. Claro, trata-se de tratamento especial a governos amigos, como Cuba. O povo brasileiro não precisa de infraestrutura melhor, as estradas são ótimas, a saúde é de Primeiro Mundo, não há violência nem tráfico de drogas. A segurança é total. O Brasil é uma nação de Primeiro Mundo e seu povo, extremamente feliz com a Bolsa Família. Povo grato e fiel ao papai Lula, que dá de comer a quem não quer preocupar-se com o futuro, com o único compromisso de votar nele para perpetuar o seu poder e garantir a bolsa.

OTTFRIED KELBERT

okelbert@outlook.com

Capão Bonito

*

Como a coisa funciona

Tudo começa com um voo de Lula nas asas de uma empreiteira a uma republiqueta africana. Fechado o negócio, digamos, de US$ 500 milhões para uma obra, o BNDES, em operação sigilosa, pega o dinheiro no Tesouro (dinheiro nosso) e entra com o financiamento cobrando juros de pai pra filho ao governo do tal país. Como a empreiteira vai lucrar com a transação, quiçá superfaturada, repassa uma parte desse lucro à tesouraria do PT em forma de “doação legal de campanha”. Como os ditadores africanos não gostam de pagar o que devem, não pagam. E mais tarde são agraciados com o perdão da dívida pelo nosso governo. Entenderam a manobra ou preciso desenhar?

HOMERO VIANNA JR.

homeroviannajr@hotmail.com

Niterói (RJ)

*

Investimento externo

Gostaria que o BNDES concedesse ao cidadão brasileiro empréstimos à módica taxa de juro de 2,8% ao ano, para investimento no exterior: ir ao Paraguai comprar umas bugigangazinhas.

WALTER MENEZES

wm-menezes@uol.com.br

São Roque 

Para a Sabesp, nada

Mais uma vez o BNDES é usado como instrumento político pela administração federal petista. Enquanto sobra dinheiro para financiar, com contratos milionários e sigilosos (?!), obras em Cuba e na África, o empréstimo à Sabesp relativo às obras emergenciais contra a seca em São Paulo continua retido. Ao querer prejudicar a administração tucana, o governo federal dá um tiro no pé, já que o açodamento da crise hídrica em São Paulo teria efeitos devastadores na já combalida economia brasileira.

LUIGI PETTI

luigirpetti@gmail.com

São Paulo

*

ESCLARECIMENTO

Obra contra a seca

Em relação à reportagem Alckmin atrasa mais uma obra contra falta d’água, a Sabesp esclarece que se trata de uma obra de porte, 9 km de tubulação, que será concluída em tempo recorde – entre anúncio e conclusão, quatro meses – e o atraso de alguns dias não comprometerá a segurança hídrica na região metropolitana. Os dias adicionais foram necessários porque na execução da obra foram encontrados cerca de 140 metros de rocha, que demandaram técnica de engenharia com uso de argila expansiva, em vez de retroescavadeira. É uma pena que a matéria tenha buscado destacar o atraso de alguns dias, ao invés do recorde para execução de obra desse porte e dessa complexidade, fundamental para o abastecimento de água da população paulista neste momento de crise hídrica. 

ADRIANO STRINGHINI, superintendente de Comunicação da Sabesp

karenmatos@sabesp.com.br

São Paulo

*

PREFEITURA PAULISTANA

Acertou uma!

Após mostrar só incompetência e disparates, Haddad acertou uma: proibiu a construção de prédios no Pacaembu! É isso aí, o PT só acerta quando nada faz...

ORLANDO CESAR DE O. BARRETTO

ocdobarr@usp.br

*

OS EMPRÉSTIMOS SECRETOS DO BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou US$ 11,9 bilhões para projetos no exterior, ou seja, quase R$ 40 bilhões. Os recursos brasileiros investidos em Cuba, na República Dominicana, na Venezuela e em Gana poderiam totalizar R$ 227 bilhões para o custeio, investimento e comercialização do setor agropecuário do Brasil, representando 20% a mais, para 2015 e 2016, do valor de R$ 187,7 bilhões liberado esta semana pela ministra da Agricultura aos produtores rurais brasileiros, para o mesmo período. Desta forma, mais produtos brasileiros seriam exportados, gerando maiores divisas para o País.

José Carlos Saraiva da Costa 

jcsdc@uol.com.br 

Rio de Janeiro

*

APOIO CONCENTRADO

Depois de muitas críticas e pressão por transparência, inclusive do Supremo Tribunal Federal (STF), finalmente o BNDES fez o que é dever de uma instituição que fundamentalmente fomenta suas atividades com dinheiro público. Os números então divulgados mostram claramente os motivos da verdadeira caixa preta criada pelo banco para nada informar e indicam que uma profunda e transparente investigação dos empréstimos camaradas para empresas que executam obras públicas no exterior se faz muito necessário.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br                 

Rio de Janeiro 

*

BNDES, A EMPREITEIRA E A REPUBLICA DOMINICANA

Pelo contrato de financiamento n.º 12.2.0630.1, de 25/1/2013, aprovado por Resolução da Câmara de Deputados da República Dominicana de 3 de setembro de 2013, o BNDES concedeu financiamento à República Dominicana no valor de US$ 249,578,954.85. A taxa foi a Libor da data da assinatura do contrato mais juros à taxa de 2,3% ao ano, fixa até o final do pagamento do empréstimo. O contrato prevê que os desembolsos seriam feitos pelo banco mandatário do BNDES diretamente à empreiteira Andrade Gutierrez, e prevê como única garantia promissórias ("pagarés", em espanhol) emitidas pela República Dominicana, no valor do empréstimo. Ou seja, a remuneração do BNDES é inferior à sua própria taxa de captação, e o crédito tem garantia zero! A fonte dessas informações é o site www.camaradediputados.gov.do, pois o BNDES oculta dos brasileiros os favores que faz às empreiteiras para garantir-lhes obras no exterior.

Eduardo Spinola e Castro

esc@scvs.adv.br

São Paulo

*

A CAIXA PRETA DO BNDES

Tenho algumas questões sobre esia propalada intenção do BNDES de abrir as informações sobre financiamentos concedidos: Porto de Mariel em Cuba. Dilma afirmou que o BNDES não financia governos, e, sim, empresas; isso na campanha eleitoral. Luciano Coutinho, presidente do banco, afirmou, em audiência pública, que o banco só financia governos. Considerando a declaração de Coutinho, que acho verdadeira, quem intermediou o financiamento? Será que Fidel Castro ligou e pediu a ele? Ora, ora, é claro que Lula pediu, em nome da Odebrecht, empresa que construiu o porto. Que tipo de garantias o governo de Cuba ofereceu para a tomada do empréstimo? Qual foi a taxa de juros cobrada e o prazo para pagamento? A operação foi fantástica! Cuba vendeu ou arrendou o porto, caso engano, para a Rússia. O tal golaço apregoado por Dilma, quando Obama fez as pazes com Fidel, na verdade foi uma bola fora. A obra de construção do porto não teve concorrência; o financiamento era condicionado a que a Odebrecht construísse o porto. Interessante,não é? Acho que o BNDES vai ficar chupando dedo nessa operação. A tal caixa preta aberta é uma desculpa para tentar esvaziar a CPI. Tenho certeza de que essa abertura não vai passar dos "vários tons de cinza".

Paulo Tude

petude@hotmail.com 

São Paulo

*

O CRIME DO PT

O Partido dos Trabalhadores (PT), que se diz um partido de esquerda, tem usado empreiteiras capitalistas e corruptoras para espoliar estatais absolutamente brasileiras a fim de financiar seus objetivos ideológicos! Se isso não for um crime imperdoável contra a Nação, o que será?

Eugênio José Alati

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

*

RENÚNCIA PADRÃO FIFA

Joseph Blatter renunciou à presidência da Federação Internacional de Futebol (Fifa) após apenas quatro dias de sua reeleição, diante das enormes evidências de corrupção na entidade. A presidente Dilma Rousseff deveria seguir esse salutar exemplo imediatamente, pois as evidências de roubalheira institucionalizada aqui, no Brasil, são muito maiores. 

Claudio Janowitzer

cjano@terra.com.br 

Rio de Janeiro

*

SEM LIMITES

Após 17 anos, Joseph Blatter deixa o comando da Fifa. Isso após ser reeleito para mais um mandato na semana passada. Surpresa? Surpresa mesmo foi a reeleição acontecer em meio ao período mais conturbado da história da entidade. A pressão era insuportável. Dirigentes do futebol e até mesmo estadistas impuseram a saída. O suíço cedeu, temendo por sua honra e saúde. Resta saber se as provas vão indicar que ele estava entre os manipuladores do esquema. Quanto aos outros, que a Justiça puna e dê exemplo, embora a corrupção, neste mundo histriônico em que vivemos, tenha se profissionalizado. Há sempre um novo caso. Homens e mulheres - de terninho e largos sorrisos - que você vê hoje na televisão, amanhã, podem estar atrás das grades. Existe limite para a opulência imoral deste tipo de gente? Pelo visto, não. 

Gabriel Bocorny Guidotti

gabrielguidotti@yahoo.com.br 

Porto Alegre

*

BONS VENTOS

Ótima notícia a renúncia do recém reeleito presidente da Fifa, o suíço e corrupto Joseph Blatter. Mais um ponto para o FBI e para a Justiça dos EUA. Agora é a vez de o também corrupto Marco Polo Del Nero renunciar à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Já vão tarde. Estes cartolas corruptos devem ser punidos pelos seus crimes contra o futebol, esporte mais popular e amado do mundo, paixão de bilhões de pessoas. Os amantes do futebol agradecem. Que novos ventos voltem a acender a chama e tragam uma nova era do futebol brasileiro e mundial.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

*

VAI DAR SAMBA

Costuma-se dizer que o Brasil é o país em chuteiras. Torço para que a renúncia de Blatter sirva de exemplo, não só para o mundo do futebol. E, se a moda pegar, todos vão lembrar Bezerra da Silva: "Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão".

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

*

ATUALIZAÇÃO

A Interpol coloca dirigentes da Fifa entre os mais buscados no que se refere a crimes de corrupção? Interpol, vem pra cá atualizar sua lista!

Luciano Harary

lharary@hotmail.com 

São Paulo

*

MENTIRAS

Nada de estranho na renúncia de Joseph Blatter à presidência da Fifa. Depois do envolvimento do seu braço direito na roubalheira e corrupção na Fifa, fica difícil de fazer cara de paisagem e afirmar que não sabia de nada. Esse tipo de mentira só pega no Brasil, onde, mesmo alguém sendo braço direito, esquerdo e cérebro de um político proeminente, ele nunca sabe de nada! Agora, no mundo civilizado, o ditado "diga-me com quem andas que direi quem és" é considerado prova!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

*

PÉ NO TRASEIRO

O mundo gira e os problemas vão e voltam como um bumerangue e, em geral, na volta vem com muito mais força. O nobre Jérôme Valcke, aquele que disse que os brasileiros mereciam um pé no traseiro pela demora nas obras para a famigerada e vergonhosa Copa do Mundo no Brasil, agora, mesmo negando, apareceu como destinatário de uma carta do governo da África do Sul em que o governo confirma o pagamento de US$ 10 milhões para o país ter sido escolhido como sede do Mundial de 2010? Ou seja, o ser humano adora dizer "façam o que eu digo", mas NUNCA "façam o que eu faço". Com isso, Blatter logo, logo vai entrar nesta dança da corrupção, porque ele também nega. É importante fazer o bem sem olhar a quem, mas, se errar, tem de assumir e tomar um pé no traseiro.

Antonio Jose G. Marques

a.jose@uol.com.br 

Rio de Janeiro

*

CHUTE BEM DADO

O feitiço virou contra o feiticeiro, e quem levou um merecido "chute no traseiro" foi Jérôme Valcke, aliás, muito merecidamente, pois na Copa de 2014 ele sugeriu que o Brasil deveria levar um chute no traseiro... Agora, o chute no traseiro que ele levou foi tão bem dado que chegou aos fundilhos do ora renunciante Joseph Blatter.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

*

CAÇA AOS CORRUPTOS DO FUTEBOL

O mundo da bola, que há tempos vive no lamaçal intenso da corrupção, sangra com dirigentes de vários países presos (inclusive o ex-presidente da CBF, José Maria Marin), e outros certamente a caminho das grades.  O outrora todo-poderoso presidente da Fifa, Joseph Blatter, que logo após a sua recém-reeleição cantou de galo criticando o governo americano pelas prisões efetuadas na Suíça, não aguentou a pressão, também da imprensa mundial, e renunciou ao seu mandato que perdurava desde 1999.  É lógico que essa decisão de Blatter não foi de livre e espontânea vontade, porque a investigação do FBI, dos EUA, atinge o seu mais próximo colaborador na Fifa, Jérôme Valcke, que comprovadamente repassou em 2008 US$ 10 milhões da entidade para um ex-presidente da Concacaf saldar propina referente à Copa do Mundo realizada na África do Sul em 2010.  E, se este mundo do futebol movimenta anualmente bilhões de dólares, os seus dirigentes também se enriqueceram ilicitamente com somas vultosas. É o caso do investigado pela Polícia Federal, ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, um exemplo vivo desta excrescência, já que de 2009 a 2012 movimentou em suas contas bancarias R$ 464,5 milhões. E outro brasileiro, dono da Traffic Group, J. Havilla, que intermediava a transmissão de eventos com várias confederações, deve devolver a milionária soma de US$ 151 milhões, ou R$ 480 milhões, à Justiça americana para poder responder em liberdade sua provável condenação. Ponto para o FBI, polícia investigativa dos EUA, que, com a sua intervenção, possibilita colocar estes corruptos na cadeia, já que Brasil, Argentina, países europeus e outros não tiveram interesse ou competência para tal...

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

COMBATE À CORRUPÇÃO

A renúncia do recém-reeleito presidente da Fifa merece uma profunda reflexão. Em primeiro lugar deve ser levado em consideração que finalmente as direções  do organismo maior do futebol mundial estão sendo investigadas. E que sejam punidas. E que as investigações se estendam para outros países, inclusive o Brasil, onde investigações de outros setores estão mostrando que a corrupção está presente em vários segmentos sociais, mas pode ser combatida com coragem e determinação de quem não aceita esses procedimentos.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br 

Santos

*

CBF/GLOBO

Que tal aproveitar a devassa que se inicia na "caixa preta" da CBF, agora com vistas ao seu ex-presidente Ricardo Teixeira,  para esmiuçar o nefasto contrato de concessão exclusiva das transmissões de jogos de futebol no Brasil, celebrado com a Rede Globo de Televisão? Todos nós sabemos - e os números estão aí para comprovar - que a espantosa fuga dos torcedores dos nossos estádios tem que ver, entre outras razões menores, com o vergonhoso horário que a rede, ditatorialmente, impingiu aos jogos, notoriamente o das 22 horas, que terminam às 24 horas. Isso foi tão prejudicial ao futebol que tornou os clubes reféns incontestes da "toda-poderosa";  tudo porque ela não admite nenhuma concorrência de audiência com as suas deletérias novelas. Num país que ama o futebol, cuja população é composta, na sua esmagadora maioria, por pessoas que têm de ir ao trabalho muito cedo, é inconcebível tal horário. Aí tem, é procurar e encontrar, simplesmente.

Rubens Guiguet Leal

rubensgleal@uol.com.br

Americana

*

PADRONIZANDO

Quando Dilma Rousseff comparava o governo do PT ao padrão Fifa, ela dizia a verdade.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com 

Jandaia do Sul (PR)

*

VERDADE

Pelo menos nesse quesito a "presidenta" não mentiu. Seu governo é realmente "padrão Fifa".

Antonio Molina

molinaengenharia.santafe@gmail.com 

Santa Fé do Sul

*

CLAMOR POPULAR

Dilma Rousseff, cujo partido está atolado em corrupção, deveria seguir o exemplo de Blatter, que teve mais vergonha na cara e renunciou, enquanto a presidente, apesar do forte clamor popular, finge que não é com ela.

Paulo de Tarso Abrão

ptabrao@uol.com.br 

São Paulo

*

GOVERNO DILMA

O que falta para Dilma Rousseff renunciar são apenas os neurônios que Blatter tem a mais.

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com 

São Paulo

*

ZICO NA FIFA

Zico foi sucesso como futebolista no Flamengo, na Seleção Brasileira e no Udinese. Também o foi como técnico no exterior, atuando na Seleção Japonesa, Fenerbahçe, Bunyodkor, CSKA Moscou, Olympiakos, Seleção Iraquiana e Al-Gharafa. Lembra? Nas crises administrativas ou esportivas no Flamengo, Zico dava palpites, mas jamais quis assumir tais cargos. Por mais que insistissem, ele nem sequer cogitou exercer tais funções, no entanto diz ser flamenguista de coração, mas, na prática, nem tanto... Agora Zico se diz postulante à presidência da Fifa, o cargo administrativo mais importante na área esportiva mundial. Se houvesse exercido tal função no Flamengo, teria alguma bagagem, postularia mais bem credenciado, mas, mesmo assim, queremos Zico na presidência da Fifa.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br 

Vila Velha (ES)

*

O APOIO DE PELÉ A BLATTER

Pelé não tem jeito, continua, fora de campo, só dizendo besteiras. Como aceitar a reeleição de Blatter como coisa positiva para o futebol? Só se ele (Pelé) também fizer parte desta corrupção que tomou conta da Fifa.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

*

PERDEU A CHANCE

Mais uma vez, Pelé, de quem sou fã, perdeu a oportunidade de ficar com a boca calada. Como é possível um brasileiro apoiar um cidadão responsável por tantos desmandos?

Joao Devitte Ferreira

j.devitte@devitteseguros.com.br 

São Paulo

*

PELÉ

Ele até nos alertou revelando que a Fifa precisa ter "gente honesta" no comando. É o óbvio! O que será que acha do PT no comando do Brasil? Seria o mesmo? Ou não quer se comprometer? O negócio dele é outro, com todo o respeito.

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br 

São Paulo

*

O POETA

Segundo Romário, "Pelé de boca fechada é um poeta". Pois foi só o Pelé apoiar Blatter e este pediu demissão. Pelé, dois pedidos: me erra e, por favor, apoie Dilma e Lula.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com 

São Paulo

*

ROMÁRIO X PELÉ

Depois de Pelé afirmar que os jogadores não deveriam levar a sério as ofensas racistas dos torcedores; depois de apoiar abertamente a permanência de Blatter no comando da Fifa, com razão Romário diz que "Pelé de boca fechada é um grande filósofo".

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

ANTES E DEPOIS

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, antes da reeleição, pediu desculpas pela corrupção na entidade. Depois de eleito, alegou que estava sendo alvo de um complô. Interessante, parece familiar esse discurso.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

*

O INTOCÁVEL

O curioso é que, é do conhecimento de todo mundo, em 2007 Lula foi para a Europa comprar a Copa de 2014. É claro que não tinha problema de caixa, porque já em 2007 ele e a quadrilha petista já roubavam muito da Petrobrás e, para distribuir US$ 5 milhões ou US$ 10 milhões, era muito fácil. Agora ficamos no aguardo para ver se o intocável entra no rolo ou não.

Ivan Bertazzo

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

*

A (I)MORAL DA HISTÓRIA

Lula blindou Ricardo Teixeira, que se tornou seu amigo e cabo eleitoral, levando a Seleção Brasileira a realizar um amistoso no Havaí e  vetar  a candidatura do Estádio do Morumbi na Copa 2014. A (i)moral da história ...

Arnaldo Ravacci

arnaldoravacci05@gmail.com 

Sorocaba 

*

RICARDO TEIXEIRA

Ricardo Teixeira está na mira da Polícia Federal. Mas isso só fará sentido se confiscarem a montanha de dinheiro que este larápio amealhou durante sua gestão à frente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Cadeia neste caso não resolve; os poderosos sempre se safam neste país do faz de conta.

José Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com  

São Paulo 

*

CARTOLA INDICIADO

Que Ricardo Teixeira tenha sido genro de João Havelange, tudo bem. Mas fazer da CBF a Casa da Sogra foi um exagero.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

*

COAF

O Coaf é um órgão do governo que deveria monitorar e controlar transações de grandes valores. Ricardo Teixeira, ex-CBF, como pessoa física, movimentou em 2014 quase R$ 500 milhões, comprou por R$ 720 mil um apartamento no Rio de Janeiro, cujo valor real era R$ 4 milhões. O Coaf deve ter o senhor Romero Jucá (PMDB) no controle, por nada perceber de suspeito. O povo é feito de idiota e palhaço, só é lembrado em época de eleições e na hora de pagar impostos, para sustentar grandes vigaristas, políticos corruptos e ladrões.

Celso de Carvalho Mello

celsosaopauloadv@uol.com.br  

São Paulo

*

É BRINCADEIRA?

A declaração de Gilmar Rinaldi, coordenador de seleções da CBF, dizendo que a entidade "é uma das coisas que deram mais certo no Brasil", deve ser brincadeira. Se a CBF é isso que ele diz, então não sei o que é errado.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

*

A TRAGÉDIA DA POBREZA EXTREMA

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a pobreza extrema no Brasil (5,5%), onde o Rio apresenta porcentual significativo (3,77%), superado apenas pelos Estados do Norte e do Nordeste, são significativos e emblemáticos. Mostra dita pesquisa como estamos longe de alcançar níveis civilizados de justiça social, que, embora não seja um fator predominante da violência urbana, tem o poder de potencializar tal tragédia. Urge, assim, que nossas lideranças implementem medidas socioeconômicas no sentido de baixar o mais rapidamente possível tais índices para que possamos ter a paz social de que tanto necessitamos.

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com 

Rio de Janeiro

*

MUDANÇA NO FATOR PREVIDENCIÁRIO

Gustavo Loyola ("Estadão", 31/5, B2) chama de irresponsabilidade avassaladora a mudança pelo Congresso Nacional do fator previdenciário, que acarretará um aumento de 0,9% do produto interno bruto (PIB) na despesa anual do INSS (dinheiro de pobre) sobre um total de 7,5% (2015). Se a grande mídia atacasse a sonegação de impostos (dinheiro de rico) com o mesmo furor, os 9% do PIB sonegados anualmente cobririam com folga aquela despesa mais do que justa, para não dizer aquele investimento.

Ademar G. Feiteiro

agfeiteiro@hotmail.com 

São Paulo

*

O PREJUÍZO É DE TODOS

Em 1999, o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) instituiu o fator previdenciário. O objetivo foi desincentivar as aposentadorias precoces. Os cálculos foram baseados em: tempo de contribuição, idade do segurado e expectativa de vida. Em maio de 2015 o Congresso Nacional aprovou um novo cálculo para a aposentadoria, o sistema 85/95 - mulheres com 55 anos de idade e 30 de contribuição e homens com 60 anos de idade e 35 de contribuição poderão se aposentar com até o teto atual, R$ 4.662,43. Enfim, mudanças são necessárias, em especial no setor público, em que benefícios como incorporações de gratificações e de horas extras mesmo após aposentados, etc. são as aberrações legalizadas. Reflexão: os muitos golpistas ou pessoas que querem levar vantagens nas aposentadorias não prejudicam o "governo", mas, sim, todos os contribuintes!   

Alex Tanner

alextanner.sss@hotmail.com 

Sumaré

*

O PIB E AS INCERTEZAS

As incertezas da economia proferidas por Joaquim Levy, em associação ao PIB encolhido em 0,2%, não podem determinar confiança no empresariado para investir e deslanchar, propiciando aumento de empregos, da mesma forma que os brasileiros, sob regime de crescente inflação, não podem vislumbrar um melhor futuro para dias mais próximos. Sem dúvida que o desânimo e a estagnação sempre rechaçada pelo empresariado tomarão conta das atuações diuturnas da nação, o que pode transformar-se em ondas de protestos cada vez mais acentuadas e agressivas. Eis que o lulopetismo, com os desejos do cacique Lula, está mais interessado na manutenção do poder que na solução dos graves problemas nacionais. Mas os brasileiros não querem mais o que aí está e aí esteve!

José C. de Carvalho Carneiro

carneiro.jcc@uol.com.br 

Rio Claro

*

'O PT COLHE O QUE PLANTOU'

Ante o editorial do "Estadão" "O PT colhe o que plantou" (3/6, A3), o problema não é a cultura pacífica brasileira que se extingue, mas a cultura petista da "pedalada fiscal" que se criou. Outra vez, as estatais são usadas para salvar o governo.

Haroldo Nader

nader.haroldo@gmail.com 

Valinhos

*

'LIBERTAS QUAE SERA TAMEN' 

O professor Roberto Luis Troster lembrou no seu brilhante "João Sem Terra, d. João VI e Dilma" (1/6, B2) que há 8 séculos o soberano da Inglaterra, no fundo do poço em termos de popularidade, foi obrigado a assinar a histórica Carta Magna de 1215 através da qual fixava princípios de gestão para acabar no seu reino com a gastança governamental realizada segundo os seus interesses e caprichos. Tais normas prevaleceram a si e a todos os monarcas que o sucederam. Se a presidente Dilma conhecesse um pouco mais a história da sua terra, saberia que a Inconfidência Mineira, no século 18, também só se deflagrou após uma derrama de impostos sem a contrapartida do corte de gastos dos mandatários, amigos e amantes. A história da independência dos EUA, no mesmo século, com o seu fantástico federalismo é emblemática ao acabar com o gigantismo do Estado patrimonialista. Só não reconhecem os horrores do Estado gigante e centralizado os míopes, ditadores e corruptos. As reações atuais do Congresso nacional, mesmo que com séculos de atraso, podem - não apenas acabar com a corrupção institucionalizada - mas dar uma outra configuração orgânica ao Brasil. Que venha a Carta 2015 de princípios proposta pelo professor Troster e junto com ela o recall do presidencialismo americano e a descentralização dos poderes.

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

Valinhos 

*

O AJUSTE DE LEVY

A pergunta que não quer calar é: "Como o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em menos de seis meses no governo, apurou e fez o ajuste fiscal?" Por sua vez, Guido Mantega ficou mais de oito anos como ministro da Fazenda e nada fez de semelhante. Será que foi proibido pelo petelulismo ou foi incapacidade mesmo?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

*

COMPROMETIDOS

O que Alexandre Tombini (Banco Central) e Nelson Barbosa (Planejamento), capachos de Mantega, estão fazendo ao lado de Joaquim Levy?

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)

*

LEVY E O PT

Esta "suposta" tensão entre o ministro Joaquim Levy e alguma ala do PT é conversa para boi dormir. O homem está executando, com zelo, a tarefa traçada pela presidente Dilma: conseguir recursos de qualquer forma (leia-se amento de impostos), focalizando somente o lado financeiro do problema. Uma atitude honesta seria perguntar: por que o Brasil chegou a este estado lastimável após 13 anos de governo do PT, qualquer que seja o indicador de progresso usado? Qualquer criança sabe a resposta, somente os petistas fingem que a desconhecem!

Omar El Seoud

ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

*

NÃO EXISTE PT X JOAQUIM LEVY

Pera aí! A versão de que o PT caminha para contrapor-se ao ministro Joaquim Levy é equivocada, por não corresponder à nossa realidade. Sou daqueles que admitem que o mandato de Levy como ministro da Fazenda tem prazo de validade. Se tudo correr bem e a economia apresentar sinais de recuperação, vai até o início da próxima campanha eleitoral. No insucesso, será defenestrado antes - sem aviso prévio. Por enquanto, Joaquim Levy é apenas um instrumento - mais ou menos como o inocente útil - que passa a compor uma orquestrada desafinada e desajustada em meio a uma excursão, com a missão de colocá-la em harmonia e, assim, cumprir seus compromissos. Acontece que o maestro e demais componentes da orquestra não se dispõem a permitir que o novo componente realize as intervenções e passagens que encaminhe o andamento dos acordes para uma boa apresentação. A plateia pode até vaiar e não prestigiar o concerto, mas os músicos e demais integrantes da companhia devem obediência e lealdade ao maestro que escolheu e integrou o novo músico ao seu grupo. Então, a afirmação de que o PT vai se reunir para contrapor-se às medidas econômicas apresentadas pelo ministro da Fazenda não soa como correta, tampouco verdadeira - o alvo dos companheiros é a "presidenta" e seu governo desajustado. O que vem ocorrendo e tende a se incrementar é a dissidência petista em relação ao governo da presidente Dilma Rousseff - alguns parlamentares do partido já se manifestaram contra as iniciativas e votaram contra as propostas do seu governo. Portanto, o Partido dos Trabalhadores trabalha e a promessa de contraposição, na realidade, vai partir para a oposição não do ministro Joaquim Levy, mas, sim, do próprio governo que ajudou a eleger. Por certo, essa ação se revelará um tiro no pé. Talvez o derradeiro. Tomara!

Noel Gonçalves Cerqueira

noelcerqueira@gmail.com 

Jacarezinho (PR)

*

REFORMA POLÍTICA OU RETROCESSO?

Excelente o comentário de Dora Kramer ("Tudo pelo pessoal", 31/5, A6) ao analisar os "avanços" da reforma política que está sendo votada e aprovada na Câmara: "A reforma saiu do papel, deu um passo atrás e entrou no escaninho da mesmice". Concordo com ela em que o fim do instituto da reeleição é um retrocesso e a sua extinção não visa ao bem do País, mas apenas o interesse dos pré-candidatos ao cargo presidencial, que desejam um rodízio mais acelerado para que todos tenham a oportunidade de colocar a faixa e sair na foto. Há 18 anos, o PSDB brigou e até "comprou" a aprovação do instituto da reeleição, e agora está apoiando o fim do instituto, por puro interesse pessoal de seus caciques: Serra, Aécio e Alckmin. Estou decepcionada com o PSDB. Quantos anos serão necessários para que eles possam constatar o erro cometido em 2015 e querer aprovar novamente o instituto da reeleição? Como sonhar com um Brasil melhor com estes políticos que aí estão, administrando, legislando e julgando o nosso futuro?

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

*

ELES NOS ENVERGONHAM

Muitos deputados federais estão envergonhando o povo brasileiro nesta reforma política, usando e abusando da palavra democracia, mas ignorando propositadamente seu significado com votações em benefício próprio. Sabemos que não há democracia onde não há respeito pela população e pelo dinheiro público. Acredito que continuar a permitir doações de empresas particulares exemplifica esse acintoso desrespeito - depois de termos tido nossa pátria tão saqueada! Acredito que a distância que existe entre os deputados e nós não diminuirá por outros sistemas eleitorais, uma vez que sua causa são os altíssimos salários, mordomias descabidas, inúmeros assessores e verbas que são um acinte à população, carente de serviços públicos de qualidade. Acredito que não nos importa se o voto é obrigatório, desde que não existam aproveitadores desse fato e desde que nossos votos não ajudem a eleger pessoas que não desejamos ou desconhecemos. Que não importa que haja reeleição ou mandatos de 4 ou 5 anos, desde que tenhamos o direito de destituí-los dos Poderes Executivo e Legislativo, por meio do recall - se não corresponderem à nossa confiança com eficiência e honestidade. Que não importa que senadores tenham suplentes, desde que sejam eleitos pela população. Quando estes congressistas - cuja maioria não nos representa - aprenderão que democracia é respeito pelo povo? Quando mostrarão eficiência em melhorar a vida da população afastando presidentes nocivos ao País pela comprovada incompetência? Quando se mostrarão capazes de afastar ministros ou presidentes suspeitos de desonestidade - de seus cargos, da Câmara e do Senado - até que essas implicações sejam esclarecidas?

Maria Toledo Arruda Galvão de França

mariatagalvao@gmail.com 

Jaú

*

REFORMINHA

O esforço para aprovar a reforma política tão solicitada pelas ruas foi para o espaço. Foi aprovada uma "reforminha" com a derrubada da reeleição. Salvar a intensificação de forças físicas, intelectuais ou morais para a realização desta tarefa bastaria o congresso aprovar a queda do voto obrigatório. Com este fato ficaria filtrada na população aqueles que não sabem votar, como diria nosso ilustre brasileiro, Pelé.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com 

Rio de Janeiro

*

OS PARTIDOS NA REFORMA POLÍTICA

A votação da reforma política acontece em clima tenso e com muitas pegadinhas e "jabutis" (matérias estranhas) colocados à ultima hora. Parece que tudo é feito de comum acordo para confundir a população. Chegou a hora de os partidos políticos, com a responsabilidade que o momento requer,  mostrarem sua utilidade e força. Em vez de mais de 600 congressistas (deputados e senadores) ficarem discutindo desordenadamente e à sombra de milhares de interesses conflitantes, os partidos têm o dever cívico de definir e orientar suas bancadas de como votar em cada item da reforma e dos assuntos relevantes. Falar com todas as letras o porquê ele são contra ou a favor da reforma votada. Partidos não podem ser meros instrumentos para o registro de candidaturas.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

USINAS COM BARRAGENS

Será que, se o Brasil acompanhasse o que ocorre em países com melhor nível tecnológico, como China e Alemanha, e investisse em energia solar, principalmente, e eólica, já não poderíamos começar a "correr atrás do prejuízo" na recuperação de mananciais? Já houve, há mais de 15 anos, quem alertasse para a escassez de recursos, propondo baixar um metro por ano no nível das barragens, recuperando a mata ciliar, para um dia, não antes de 20 anos, voltarmos a ter rios vivos. É, aliás, o que vem sendo implementado nos EUA. Ninguém percebeu ainda que já não precisamos mais baixar tanto o nível das represas? Ou será que a Operação Lava Jato vai parar por aí?

Caio Quintela Fortes

caioqf4@hotmail.com 

São Paulo

*

EXAME DA OAB

A exigência do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em época que grassava a instalação de faculdades de Direito em todo o País, sem controle nenhum por parte do governo, foi uma boa medida. Mas, atualmente, com a cobrança da qualidade de ensino feita pelo Ministério da Educação desde há mais de dez anos, a exigência do exame parece-me equivocada e extemporânea, e talvez inconstitucional, pois a todas as demais profissões somente são exigidos o registro do diploma no Ministério da Educação e a filiação a um conselho profissional, como o CRM, o Crea, etc., e estes se encarregam de "vigiar" os graduados em competência e ética. A OAB, antecipando-se ao intento manifestado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de extinguir essa exigência, poderia rapidamente diminuir a nota de corte dos exames, beneficiando os bacharéis de Direito impedidos de exercer sua profissão por falta de acerto de cerca de cinco a dez das questões. Perdem-se alguns anéis, mas conservam-se os dedos! O controle da qualidade dos bacharéis seria feita pelo sucesso ou não na profissão, como em todas as demais profissões.

Orlando Cesar de O. Barretto

ocdobarr@usp.br 

São Paulo

*

PUBLICIDADE E PRECONCEITO

O vídeo comercial do O Boticário sobre o Dia dos Namorados, explorando as diferentes formas de amor, enfocou principalmente o amor entre homossexuais, esquecendo os negros, os portadores de Síndrome de Down e os deficientes físicos. Se o objetivo era combater o preconceito contra os homossexuais,  assunto por demais explorado pela mídia, por que não explorar o amor entre um branco e uma negra (ou entre um negro e uma branca) e entre casais com Síndrome de Down e até mesmo entre deficientes físicos? 

Gerson da Silva Monteiro

gersufn@uol.com.br 

Sorocaba

*

LIBERDADE RESPEITADA

O Brasil está se tornando um país insuportável, parece uma grande Nova Jersey nos anos 60. Os Estados Unidos cresceram, saíram da idade média e Nova Jersey não aceitava. Aqui, no Brasil, por incrível que pareça, a internet deu efeito oposto ao do mundo inteiro: em pleno século 21, discutimos sexualidade não de forma saudável, de como devem ser as relações sexuais seguras, mas, sim, as que "podem" ou as que "não podem". Eu cumprimento O Boticário pelo comercial que mostra todos os tipos de casais, no Dia dos Namorados, com todo respeito a quem quer acreditar que é contra as leis de Deus, o que acho sinceramente muito difícil de acreditar, que um ser supremo se importe com sexo. A liberdade deve ser respeitada.

Roberto Moreira da Silva

rrobertoms@uol.com.br 

São Paulo

*

'FERIADÃO'

Hoje em dia, não importa o dia da semana em que caia, qualquer feriado é considerado "feriadão". Ou seja, está implícito que o início ou o fim da semana será enforcado. Cabe uma análise rigorosa para depurar o seu número e o retorno à antecipação deles para a segunda-feira, como já houve aqui.

Roldão Simas Filho

rsimas@aos2.com.br 

Brasília 

Mais conteúdo sobre:
Fórum dos Leitores

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.