Fórum dos Leitores

BOAS NOVAS

O Estado de S. Paulo

08 Junho 2015 | 03h00

Pasteur na USP

Acredito que a classe médica e a população brasileira em geral devam regozijar-se com a notícia no Estadão de que o Instituto Pasteur e a Fundação Oswaldo Cruz terão uma unidade na Universidade de São Paulo. Finalmente teremos chance de sair de uma situação de desperdício e amadorismo na questão de produção de imunobiológicos, que até hoje resistiu à lógica dos meios científicos e tecnológicos estratégicos aplicados à defesa da sociedade contra doenças infectocontagiosas, causando grande insegurança à população. Parabéns aos seus idealizadores. 

ANTONIO CARLOS MARTINS DE CAMARGO, professor titular (aposentado) da Faculdade de Medicina da USP, ex-vice-diretor do Instituto de Ciências Biomédicas e ex- diretor científico do Instituto Butantan - antonio.camargo37@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Fifagate

A corrupção na Fifa era feita com tal desenvoltura e descaramento que até recibos e acordos obscenos foram documentados! Tá fácil de desmascarar esse pessoal, chamem o Snowden!

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI - luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo 

CBF

Sabem quando a CBF vai ter solução? Há dois vice-presidentes que reivindicam o cargo de Marco Polo Del Nero. O primeiro é um tal de Delfim Peixoto, cujo filho, que é assessor de qualquer coisa na entidade, foi preso por tráfico de drogas. O segundo dispensa maiores comentários: seu nome é Fernando Sarney.

LEÃO MACHADO NETO -lneto@uol.com.br

São Paulo

LEGISLATIVO X EXECUTIVO

Restabelecer o equilíbrio

Nada mais adequado do que o Congresso Nacional tratar de ajustar o equilíbrio de forças entre a União e os Estados e municípios. Certamente um dos grandes problemas de nosso país é a excessiva concentração de poder na União. Os aumentos de contribuições de uso exclusivo do governo federal e a transferência de obrigações sem a correspondente dotação de recursos têm reduzido drasticamente as disponibilidades de Estados e municípios. Sem falar que a origem dos escândalos de corrupção e os notórios erros de gestão de empresas públicas têm ligação direta com a indicação de dirigentes sem perfil ou conhecimento da área, valendo-se apenas de barganha com os partidos da base governista. Será extremamente útil para o País essa iniciativa do Congresso de discutir e alterar tais questões.

CARLOS DE OLIVEIRA ÁVILA - gardjota@gmail.com

São Paulo

Destino mais apropriado

Muito melhor os recursos irem para Estados e municípios que pra Cuba, Venezuela, Angola, República Dominicana e Equador.

LUIGI VERCESI - luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Estatais sob controle

A iniciativa de aprimorar a fiscalização das estatais - independentemente das ligações partidárias de seus idealizadores - é louvável e está sendo muito bem recebida pela sociedade brasileira. No fim das contas, quem investe nessas empresas? Quem espera o retorno? Somos nós. É assim que a democracia avança, com fiscalização e independência. O Legislativo está fazendo a sua parte, com a Lei de Responsabilidade das Estatais. Torcemos para que o governo federal não dê pitaco de desentendido.

ELIAS MENEZES - elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

Agências reguladoras

Sabemos que as agências reguladoras são um braço do Executivo que, infelizmente, é de uso de troca. E o que querem Renan Calheiros e Eduardo Cunha é um quinhão dessas agências. 

MARCOS BARBOSA - micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

MARQUETAGEM 

Efeito contrário

É de dar náusea em corvo ver repetidas vezes a peça publicitária (talvez imaginada pelo inefável dr. João Santana) com a foto solerte de dona Dilma Rousseff andando de bicicleta mascarada de esportista, com macacão, luvas, capacete, óculos escuros. Evidentemente, essa peça quer vender a imagem de uma mulher forte, saudável, decidida, em plena luz do dia e fora dos muros do palácio, onde, carrancuda e mal-humorada, andava encastelada com medo do povo. O que se salva nisso tudo é o fato de o repórter ter flagrado a presidente da República justo quando passava diante de um “lava jato” (6/6, A1). O pano de fundo para a peça publicitária não poderia ser melhor. Parabéns, pois, ao repórter pelo subtexto.

ÁLVARO CARDOSO GOMES - alcgomes@uol.com.br

São Sebastião 

Ver dona Dilma passeando de bicicleta, preocupada com dieta e boa forma, como se estivéssemos no melhor dos mundos e ela não tivesse nada que ver com a crise que assola o Brasil, é outra bofetada no rosto dos brasileiros que lutam para manter o emprego e pagar suas contas e os impostos. Acho que seus marqueteiros deveriam mudar de tática, essa remete demais a Versalhes e ao baile da Ilha Fiscal.

TEREZA SAYEG - tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

Dilma agora resolveu andar de bicicleta? Ótimo! Assim não fica no gabinete despachando e afundando mais e mais o Brasil.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES - ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Parabéns à sra. presidente pelos resultados apresentados em sua dieta. Pena que os da Nação não sejam iguais, muito ao contrário. A propósito, não sei se a sra. presidente tem noção de que essa bike que está usando custa, nos EUA, US$ 3 mil. Ela sabe o que acontece se saímos com uma dessas em nossas ruas? Se voltarmos vivos, voltamos a pé.

MARIO ALDO BARNABÉ - mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba

Dona Dilma Rousseff, que acredita ser presidente do Brasil, poderia aprimorar seus ímpetos esportistas e ir pedalar na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio.

NELSON PENTEADO DE CASTRO - pentecas@uol.com.br

São Paulo

Quero vê-la andar de bicicleta é em São Paulo, nas ciclofaixas para fantasmas do Malddad Raddar, já que para vivos não há demanda. Se ela não é fantasma, vai levar tomatada.

NELSON PEREIRA BIZERRA - nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

*

A HERANÇA MALDITA DE DILMA

Por enquanto, 552 mil trabalhadores perderam o emprego no Brasil, estão deixando de pagar Imposto de Renda e irão receber seguro-desemprego. Isso significa menos receita e mais despesa para o governo federal. Portanto, o ajuste fiscal do ministro Joaquim Levy já está defasado e, em breve, ele lançará o segundo ajuste fiscal. E Dilma Rousseff, quando perderá seu emprego?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

*

DESEMPREGO

Caminhamos de mal a pior: o desemprego tem a quarta alta seguida e vai a 8% da população economicamente ativa no trimestre de fevereiro a abril de 2015. E$$e é o desgoverno do Partido dos Trabalhadores (PT), dos trabalhadores sem emprego. E a atual presidente continua enganando o povo brasileiro, enquanto os funcionários das nossas instituições públicas continuam ganhando muito bem. Será que merecem? 

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 

São Paulo

*

TUDO COMO PREVISTO

Quem disse que este governo não é previsível, e não dá um norte para nossa economia? Coerente com a atuação desastrosa na administração do País nos últimos 12 anos - quadro que começou em meados do segundo mandato de Lula e seguiu com Dilma -, o resultado é o alto nível de desemprego divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa Pnad Contínua, que chega a 8% da população economicamente ativa. O instituto ainda calcula que 8 milhões de brasileiros estão desempregados! E em 12 meses 985 mil perderam o emprego! Ou seja, de norte a sul do País, o caos econômico é tal como o previsto pelos analistas de mercado. E, como não existe almoço grátis, o PIB brasileiro, um dos piores do mundo, que em 2014 cresceu pífio 0,1%, tem para 2015 previsão ainda pior: recuo de até 2%. Se o quadro é recessivo ou de estagnação, pouco importa. O que nós sabemos é que o desemprego tem que ver com a alta da inflação, que Dilma desprezou, e com os gastos excessivos e improdutivos que exauriram o caixa do Tesouro. E, com a credibilidade do governo no fundo do poço, veio a queda dos investimentos, que, conjugada com a promiscuidade administrativa desta era petista, os prejuízos se avolumaram nas nossas estatais, nos fundos de pensão, etc. Como apoteose desta triste história, a sinceridade do ministro Joaquim Levy explica bem o resultado perverso: "O governo não tem dinheiro". E o trabalhador menos ainda...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

GOVERNO AGILIZA SIMPLES DOMÉSTICO

Por maior arrecadação, o governo federal agiliza qualquer coisa. A agilização está vinculada principalmente ao interesse arrecadatório, menos a sentimentos de justiça social, eis que não se acabrunharam ao cortar benefícios sociais anteriormente.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com 

Capão Bonito 

*

TERCEIRIZAÇÃO

O assunto é complexo e não pode ser resolvido com amadorismo. É momento para usar o cérebro, e não o fígado. Demagogia e holofotes só atrapalham. É preciso lembrar que o serviço temporário e o terceirizado contribuem com a inserção de muita gente no mercado de trabalho, principalmente aqueles que estão iniciando uma profissão e não têm a exigida experiência.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br 

Batatais 

*

GOVERNO TERCEIRIZADOR

Fico pasmo quando vejo o governo se declarar contra a terceirização. Ele, o governo, é o maior terceirizador do País. Terceiriza 150 milhões de brasileiros, transferindo a responsabilidade de pagar a conta por seus erros criminosos na condução da economia. Terceiriza quando abre mão, covardemente, da sua autoridade pela condução da política econômica do País. Terceiriza quando abre mão da articulação política, por incapacidade. Terceiriza quando joga a culpa de seu governo inepto sobre a conta da economia mundial. Terceiriza quando não reconhece sua culpa nos escândalos de corrupção, responsabilizando outros atores, e somente eles, por esse espetáculo dantesco criticado pelo resto do mundo. E, por fim, terceiriza para seus ministros esse balcão de negócios, para atender sua base aliada (aliada?).

Paulo Tude petude@hotmail.com 

São Paulo

*

A TERCEIRIZAÇÃO E OS SINDICATOS

 

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, em Guarulhos, fazem um demonstrativo de greve que poderá ocorrer, no futuro, mais acentuadamente, focando o projeto de terceirização que tramita no Legislativo. Na verdade, trata-se de uma greve contra o emprego e contra o desenvolvimento da empresa nacional, traduzindo, no entanto e na verdade, uma manifestação política contra os posicionamentos já tomados, na atualidade, a favor da terceirização, inclusive pelo Planalto. Parece que a nossa República Sindicalista, introduzida no País pelo lulopetismo, vai dar início, mais uma vez, a greves e agitações, sendo a desculpa momentânea a terceirização, porque não fizerem greves contra os roubos na Petrobrás, os aumentos da energia elétrica, os financiamentos questionáveis no BNDES e as prisões de bandidos do lulopetismo. O País não merece tanta gente atrapalhando e tanta gente com ideologia ultrapassada e enterrada nos quatro cantos deste planeta.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

*

SAIR DESSA?

O economista Ilan Goldfajn, no seu artigo "Como o Brasil vai sair dessa?" (2/6, A2), como de costume, disse coisas muito importantes e oportunas. Não disse, contudo, o essencial, ou seja: faça o que se faça, com dona Dilma na Presidência da República e com o Congresso que temos, só um milagre pode salvar o Brasil. Talvez o ministro Levy acredite em milagres. Vamos ver a força da fé ministerial.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br  

Campinas

*

SÓ SOB OUTRO GOVERNO

"'Brasil vai virar a produção industrial'", afirma o ministro Levy." Essa notícia reflete o descaso dos  nossos ministros. Ora, sr. ministro Levy, quando vai  virar a produção? O senhor deve estar  debochando dos empresários brasileiros. Por que não veio falar aqui, no Brasil, e foi falar isso em Paris? Este país  vai virar a  produção quando mudarem este governo do PT e esta cambada de corruptos que está assolando o nosso país. Ai, sim, o senhor pode dar essa declaração.

César Roberto Alves Moreira caesar.joi@terra.com.br 

Joinville (SC)

*

REFORMAS ÚTEIS E NECESSÁRIAS

O Brasil vive as consequências de um governo irregular, particularmente após a crise internacional de 2008, quando a nação mais forte em praticamente todos os sentidos viveu uma gravíssima crise econômica, fruto de decisões equivocadas dos seus governantes, particularmente do então presidente Bush. Para combater o terrorismo e, de certa forma, reagir ao ataque às torres gêmeas, em Nova York, os americanos invadiram países, usaram desculpa da possibilidade de existência de armas atômicas, que nunca foram encontradas. E uma das consequências disso foi o golpe na economia, com prejuízos generalizados envolvendo praticamente o mundo todo. Aqui, o então presidente usou sua capacidade de resolver tudo facilmente e simplesmente chamou a situação gravíssima de "marolinha". Baixou ou retirou impostos para estimular o consumo. Um exemplo claro foi o aumento, na cidade de São Paulo, do número de veículos, em razão da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). De janeiro a julho, o acréscimo foi de 600 mil veículos, numa cidade carente de espaço para isso tudo. Os problemas foram crescendo e, contando com a total ausência de oposição, o governo conseguiu se manter no poder, elegendo uma presidente que se superou em matéria de incapacidade gerencial e política. Hoje vivemos os frutos de uma direção marcada pela incapacidade. O governo luta para resolver a gravíssima crise econômica, agravada por uma corrupção nunca vista antes nem aqui nem em grande parte do mundo. A presidente promete uma economia de quase R$ 100 bilhões só neste ano. Sabemos bem quem vai pagar tudo isso. Para ter mais força no Congresso, Dilma projeta reformas totais praticamente em todos os campos, principalmente na política. E aí está a maior dificuldade. O sistema político atual favorece grande parte deles, principalmente legisladores para quem cada voto de apoio tem um preço, sistema que vem sendo cumprido à risca. Isso impede qualquer reforma que os prejudique. Mais trabalho e dificuldade para o governo regularizar a péssima situação brasileira. 

Plínio Zabeu pzabeu@uol.com.br

São Paulo

*

ULTRASSONOGRAFIA DE UMA CRISE

 

O momento é de extrema preocupação com a doença e com a possível irreversibilidade de males já tão arraigados no organismo. Todavia, a exposição da maioria dos tumores - que vem de há muito corroendo a estrutura e já de forma quase metastática - deixa vislumbrar alguma esperança de um princípio de cura. Entretanto, para que o tratamento surta o efeito necessário, é preciso que todos os envolvidos nesse trabalho de cura se empenhem ao máximo, com confiança, e que o próprio organismo reaja, ajudando a eliminar quaisquer resquícios da doença, por quaisquer que sejam as vias. A ultrassonografia tem posto a descoberto muitos tumores, e alguns deles levam à descoberta de outros, especialmente quando se ilumina a sua área de conforto e eles, expostos, clamam: "E os outros? Sou somente eu?". Quando isso acontece, põe à mostra um elemento positivo, que pode ser bem aproveitado pela área de cirurgia, a não ser que o cirurgião-chefe, que deveria apoiar a equipe e assumir efetivamente o seu posto, também erga a voz e proclame os seus "princípios" de justiça cirúrgica: "Acho que, se tiver de investigar, investigue todos os tumores, todas as suas ramificações". Quando a maior autoridade dentro do centro cirúrgico diz "achar", já põe em dúvida a própria capacidade e a de sua equipe; quando afirma que só se deve extirpar um tumor, quando for possível fazer o mesmo com todos eles simultaneamente, dá mostras claras de sua própria incapacidade e do não querer curar o paciente. Dessa forma, não há ultrassonografia, não há raio-x, não há hospital nem equipe cirúrgica que deem jeito. A saída, então, talvez seja poupar despesas e pessoal, entregando o paciente à sua própria sorte.

 

Carlos D. N. da Gama Neto delphim@ibl.com.br 

Santos

*

O USO POLÍTICO DO BNDES

Absurdo, incoerente, sem nexo a atitude do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizando US$ 11,9 bilhões para projetos de empreiteiras em obras no exterior. Além de fazê-lo com juros menores e com prazos mais longos, operações garantidas pelo próprio governo do Brasil sob o "petelulismo". Por enquanto, só tivemos conhecimento do que ocorreu com a República Dominicana e Cuba, este último por sua vez considerado pelos analistas econômicos um dos piores riscos de crédito do mundo. Mesmo assim, foi agraciado recebendo condições extremamente vantajosas. Ou seja, o BNDES, comandado e manipulado pelo petelulismo, tomou tal decisão politicamente, e não tecnicamente. Por que não fazem o mesmo com as empresas brasileiras lhes dando preferência e as mesmas vantagens?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

*

O FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO

Criado no governo FHC para desestimular aposentadorias precoces durante o Plano Real, mas que deveria ser extinto em seguida, foi mantido pelo governo Lula por meio de veto. Será que dona Dilma terá a coragem de repetir a mesma "maldade" do seu predecessor contra a classe de aposentados?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)

*

A GREVE QUE MATA GERAÇÕES

 

Há um bom tempo - duas décadas, para ser mais preciso - tornou-se habitual a ocorrência de greves prolongadas, especialmente nas áreas públicas da educação e da saúde, dois setores vitais e definidos constitucionalmente como "direito do povo e dever do Estado". Os grevistas radicalizam e os governantes omissos, demagogos, desinteressados ou incompetentes empurram o movimento com a barriga, deixando milhões de alunos sem aulas e pacientes da rede pública de saúde sem atendimento por longos períodos. São verdadeiros crimes de morte. Mata-se toda uma geração ao não lhe garantir escola em boas condições, e assassinam-se aqueles que, com problemas de saúde, não encontram o médico e os medicamentos para tratar seu mal. Quando não tem acordo, há que se recorrer à Justiça e resolver a greve. Governante que assim não age comete crime doloso contra a coletividade e não deve continuar governando. Tem de ser denunciado ao Ministério Publico para apuração e providências e, se julgado culpado, só lhe deve restar o afastamento do cargo e até a cadeia.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

GESTÃO HADDAD

O sr. Fernando Haddad (PT), prefeito de São Paulo, além da incompetência abissal, agora não quer deixar por menos: vai liberar, para usos não residenciais, uma área de 17,5 km de extensão nos Jardins. Como ele não sabe resolver os problemas dos mais carentes, isto é, daqueles que moram precariamente na periferia da cidade, onde falta tudo, acaba de pôr o ovo em pé, provocando os mais abastados sem uma justificativa crível. Eu, se fosse morador dos Jardins, parava, imediatamente, de pagar os impostos municipais e entrava com tudo na Justiça. Haja estômago!

Eduardo A. de Campos Pires eacpires@gmail.com

São Paulo

*

LIMPEZA ANDANDO PARA TRÁS

Em matéria de limpeza pública, a cidade de São Paulo continua andando para trás. Há quase uma semana garis passam mais tempo consertando bicicletas do que trabalhando. É que as bicicletas equipadas para coletar lixo dos calçadões da região central de São Paulo estouram o pneu toda hora. Os pneus são de bicicleta de passeio. O veículo carrega apenas 10 sacos de 100 litros. Os coletores são unânimes em dizer que o uso de bicicleta na limpeza urbana é uma medida paliativa, e que foi adotada pela empreiteira mais para agradar ao prefeito Haddad. Eles ainda informam que o triciclo moto transporta 30 sacos, enquanto o bondinho elétrico colabora e rende mais na limpeza das vias centrais - transporta 100 sacos de resíduos. Os carrinhos elétricos praticamente deixaram de funcionar na administração petista. Antes, 15 veículos operavam na coleta; agora, só 2 - um atraso, segundo os garis.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com 

São Paulo

*

O PARTIDO DAS PEDALADAS

Era, para mim, um mistério a fixação doentia do imprefeito Fernando Haddad por bicicletas e ciclovias, mesmo à custa de piorar o caos urbano de uma cidade já caótica por décadas de aventureiros na direção municipal. Mas, de repente, fez-se luz. Usando a quase lógica petista, cultivada pelo profeta do caos, Luiz Inácio: o PT é o partido das pedaladas. Haddad é cria do PT e do seu profeta, Lula. Conclusão: está explicada a obsessão por pedaladas e ciclovias.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br 

São Paulo

*

CICLOVIAS

A presidente Dilma Rousseff - que no último fim de semana saiu do Palácio da Alvorada para pedalar por Brasília - poderia vir com sua bike e seus paramentos para São Paulo, sugerir ao prefeito Haddad que também use a ciclovias daqui, para que vá trabalhar com uma, para dar exemplo aos paulistanos. Poderiam desfilar na Avenida Paulista. Aumentariam muito as estatísticas, já que ninguém as usa para nada.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

*

RETORNO PROVIDENCIAL

O atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, disse que voltou ao Brasil rapidamente, em meio ao Congresso da Fifa, para prestar esclarecimentos à população. Ou será que foi por medo de ser preso na Suíça?

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br 

São Paulo

*

A FUGA DE DEL NERO

O sr. Del Nero, em fuga da Suíça, assinou seu pecado. Quem não deve não teme. Fugiu para não ser preso também. Como seria bom ter um FBI por aqui! 

João Braulio Junqueira Netto jonjunq@gmail.com 

São Paulo 

*

O BEIJO

A máfia da Itália já aboliu o ritual do beijo no rosto entre seus membros há muito tempo. Sempre estranhei que o gesto tenha ressurgido justamente no alto escalão da Fifa, onde pululavam denúncias. Somente o FBI poderá responder se também neste caso o beijo e a máfia estão juntos.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 

Niterói (RJ)

*

JOSÉ MARIA MARIN

A vida nos ensina que, aos 83 anos, todo homem, com algumas exceções, têm de cuidar de dar bons exemplos aos seus netos e bisnetos. Ensina-nos, ainda, que a vaidade humana é um defeito que já deveria ter sido eliminado a esta altura de nossa vida, e, portanto, escrever nosso nome ainda em vida em fachadas de prédios é uma prática intolerável e demasiadamente doentia. Deixe que outros o façam quando já não mais estiver por aqui, se assim o merecer! A vida nos ensina, ainda, que a velhice ridícula é porventura a última e derradeira surpresa da natureza humana. Ensina-nos a admirar ainda mais nosso velho pai, de vida humilde, assalariado, de poucos ganhos, honesto, de cabeça erguida e com uma grandeza dentro de si jamais alcançada por tipos que insistem em terminar a vida contrariando sua essência fundamental de servir e ser uma pessoa de caráter. De todo velho se espera a sabedoria de transmitir valores reais às gerações futuras. Sinto pena das pessoas que passam pela vida e não entendem que fizeram tudo errado e que perderam a oportunidade de perpetuar seu nome no lado bom da história. Pobres velhos que não souberam envelhecer! 

  

Armando Favoretto Junior afjsrf@ig.com.br 

São José do Rio Pardo

*

VELHINHO SAFADO

Estava ouvindo no rádio se porventura nos EUA haveria algum beneficio para presos com mais de 80 anos, como existe aqui, no Brasil. Pois bem, lá não existe, pois a lógica é que, se está apto para roubar, também está apto para ir em cana. Só mesmo aqui larápio velhinho tudo pode.

José Severiano Morel Filho morel@sunriseonline.com.br 

Santos

*

ENVOLVIMENTO COM A CORRUPÇÃO

Marin e caterva é Lula e caterva amanhã!

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas 

*

J. HAWILLA E A IMPRENSA SOLIDÁRIA

Embora sendo leitor de dois ou mais jornais por dia, além das revistas semanais, como muitos brasileiros, confesso que desconhecia o envolvimento do empresário J. Hawilla em falcatruas por meio de sua firma, a Traffic, que se especializou em intermediar a venda de jogos de futebol para a televisão. Causa estranheza saber que desde o mês de dezembro de 2014, pelo menos, Hawilla encontrava-se impedido de deixar os Estados Unidos - consta que, desde então, é monitorado por tornozeleira eletrônica -, onde fez um acordo de delação premiada e prometeu devolver mais de R$ 400 milhões obtidos ilicitamente. Até a prisão dos dirigentes de diversas confederações sul-americanas do futebol, incluindo José Maria Marin, ex-presidente da CBF e seu atual vice-presidente, nada foi publicado na imprensa brasileira sobre a prisão de J. Hawilla e seu envolvimento numa série de crimes. Agora, fica-se sabendo que o empresário deixou de comparecer ao casamento de sua filha em razão de impedimento judiciário. Fica demonstrado que a imprensa do nosso país, em uníssono, se propôs a poupar o ex-repórter esportivo e atual dono de rede de televisão no interior paulista - evidente o espírito corporativo. E que se dane a opinião pública. Ou, melhor, primeiro os nossos!

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com 

Jacarezinho (PR)

*

COBERTURA

Foi muito interessante ver a cobertura de certos órgãos de imprensa da prisão de dirigentes da Fifa. Estes mesmos órgãos ignoraram a excelente reportagem de Jamil Chade sobre os contratos da CBF com a empresa que organiza os amistosos da Seleção, sabe-se lá por quê (mas dá para imaginar). Acredito que esse assunto, em algum momento, também vai vir à tona no meio deste escândalo, assim como mais algumas pessoas devem ser envolvidas, inclusive aqui, no Brasil. Aí eu vou querer ver qual vai ser o comportamento deles.

Alexandre Fontana alexfontana70@yahoo.com.br 

São Paulo

*

PARA NÃO ESQUECER

Triste constatar que a punição a personalidades brasileiras do mundo da bola venha do exterior. Poderosos mataram investigações iniciadas no País no nascedouro. Este exemplo mostra que pessoas como o juiz Sergio Moro, o ministro Joaquim Barbosa, no julgamento do mensalão, e integrantes do Ministério Público têm um mérito excepcional. Exercem suas funções meritoriamente. O povo os aplaude ao reconhecer a busca da legalidade em seus atos. Devemos exaltar brasileiros do bem. A Operação Lava Jato e a Zelotes não podem sofrer o perigo de cair no esquecimento pela mídia por causa do protagonismo de uma CPI do futebol.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br  

Indaiatuba 

*

A EXTINÇÃO DO CONSULADO EM BEIRUTE

Foi com grande indignação que recebi a notícia da extinção do Consulado-Geral do Brasil em Beirute, capital do Líbano. O decreto foi publicado no "Diário Oficial" do último dia 27 e pegou a todos de surpresa. Ainda mais por se tratar de um serviço que atendia a uma comunidade numerosa. A comunidade libanesa que vive no Brasil, formada em sua maioria por descendentes, é maior do que a população do Líbano. São quase 10 milhões de libaneses e descendentes vivendo em território brasileiro, enquanto no Líbano a população gira em torno de 3,5 milhões. São 10 milhões de pessoas, grupo do qual faço parte, que se orgulham de ter o Brasil como segunda pátria e que lamentam profundamente a decisão do governo Dilma de extinguir o Consulado. Mais uma triste consequência da má gestão da economia do país pelo atual governo, uma vez que a extinção do consulado é parte do pacote de redução de gastos do Itamaraty. 

Pedro Tobias, deputado estadual (PSDB-SP) pedrotobias@uol.com.br 

São Paulo

*

CORREIOS SUCATEADOS

Os Correios, que eram considerados uma empresa modelo e admirada, na gestão do PT se transformou numa sucata, com lucro no ano de 2014 irrisório diante da magnitude da empresa que sempre foi. Esse é o jeito PT de governar...

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 

São Paulo

*

ROTULAGEM DE TRANSGÊNICOS

A aprovação na Câmara dos Deputados do Projeto de Lei 4.148/2008, que prevê o fim da rotulagem de alimentos transgênicos, é verdadeira afronta aos direitos básicos do consumidor e uma traição ao eleitorado brasileiro. É inadmissível nossos parlamentares legislarem em favor de grandes empresas somente em busca de lucros e gerando prejuízo aos produtores de orgânicos e aos consumidores que preferem produtos livres de transgênicos. Ressalto que o Brasil é líder mundial no consumo de agrotóxicos, utilizando produtos que já foram proibidos em outros países desde o ano de 1985, enquanto cálculos de ambientalistas revelam que cada brasileiro consome em média 5 litros de agrotóxicos por ano através dos alimentos. Portanto, cabe lembrar aos nossos políticos, agências reguladoras e agricultores que a permissividade visando aos lucros no curto prazo com transgênicos e agrotóxicos não compensarão os prejuízos causados no longo prazo com a proliferação de doenças em humanos e animais, bem como a resistência de plantas e pragas aos efeitos desses produtos.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com 

Virginópolis (MG)

*

PLANOS DE SAÚDE

A Agência Nacional de Saúde (ANS) autorizou um aumento de 13,5% para planos contratados a partir de 1999 ou adaptados, baseado na media de um mercado de planos que ela não regula. Deixando de lado a ignorada inflação de quase metade do porcentual de aumento, a falta de respeito aos usuários, guardadas as proporções, seria o mesmo que uma empresa reajustasse o preço de um produto baseado no aumento de insumos estranhos à composição desse produto.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br 

Rio de Janeiro

Mais conteúdo sobre:
Fórum dos Leitores

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.