Fórum dos leitores

BIOGRAFIAS

O Estado de S. Paulo

12 Junho 2015 | 03h00

Sem censura

Aplausos, de pé, para o Supremo Tribunal Federal (STF) pela decisão histórica e unânime a favor da história de ilustres brasileiros. Viva a liberdade de expressão e informação! Cala a boca e censura, nunca mais!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

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Cala-boca já morreu

A expressão “cala-boca já morreu”, utilizada pela ministra Cármen Lúcia na sessão do STF que derrubou por unanimidade a censura a biografias, certamente reflete o crescente estado de espírito da maioria dos brasileiros contra a intocabilidade de mitos. Estamos esperando o quê, para adotarmos a mesma atitude no apoio pleno ao movimento “Fora Dilma”?

CLAUDIO JANOWITZER

cjano@terra.com.br

Rio de Janeiro

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MAIORIDADE PENAL

Esquerda festiva

Desocupados da UNE e da Ubes invadiram área do Congresso Nacional para protestar contra o projeto de redução da maioridade. Esses marmanjos, que nada fazem na vida, vivendo de verbas públicas, se intitulam defensores dos pobres e oprimidos sem terem recebido procuração para tal – os congressistas ao menos foram eleitos pelo povo. Aliás, essa é uma atitude costumeira da esquerda festiva, que adora pregar como se dona da verdade absoluta fosse, não permitindo nenhuma opinião diversa. Fiquemos atentos, pois certo ParTido também adoraria impor seu caminho sem contestação.

SERGIO CORTEZ

cortez@lavoremoveis.com.br

São Paulo

Tumultos seletivos

Quem são os jovens que tumultuaram a votação da redução da maioridade penal? Não me lembro de tê-los visto em outras votações no Congresso, como, por exemplo, na dos projetos do governo Dilma que retiram do trabalhador direitos conquistados a duras penas. Pergunto: esses jovens, que provocaram ao máximo os seguranças da “casa do povo” (como os próprios “estudantes” gritavam), são infratores ou apenas estão a mando de alguém que defende o indefensável? Qual o real interesse em que tudo permaneça como está, com jovens praticando crimes brutais? O exército de aliciados para combater com violência os desejos dos cidadãos de bem está cada vez maior e se os parlamentares forem votar com medo da reação desse pessoal treinado, nosso país vai virar uma feira livre onde vende mais quem grita mais. Os governos nada fazem para tirar os jovens das drogas e, consequentemente, dos injustificáveis crimes brutais; então, como Pilatos, lavam as mãos e transferem para a sociedade um problema criado por eles próprios com a falta de estrutura para educar, de trabalho, de esperança num futuro melhor, jogando, assim, cada vez mais jovens na marginalidade. A Bolsa Família, que os pais desses delinquentes recebem, é só um paliativo que já começa a trazer os resultados desastrosos antevistos pelos cidadãos de bom senso. Esse programa não está impedindo os jovens de entrar no mundo do crime, ao contrário. Assim, ou mudam a política dos programas sociais sem eficácia ou mudamos nós, cidadãos, enquanto dá tempo, para um país bem longe desta nossa terra destruída. Chega de pagar altos impostos sem retorno para compensar os nossos bolsos sempre tão vazios.

MIRNA MACHADO

mirnamac@uol.com.br

Guarulhos

Vontade popular

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está certíssimo ao afirmar que o problema da diminuição da maioridade penal é da sociedade, e não do governo. É dever do governo – e dos legisladores – governar de acordo com a vontade popular. E 90% da sociedade está pedindo essa mudança agora. Porém um governo com 10% de aprovação quer impedi-la. Srs. deputados, não protelem mais essa importante decisão. Votem corajosamente. O povo vai agradecer.

TERCIO SARLI

terciosarli.edicoes@r7.com

Campinas

Do contra

Sugiro que os indivíduos contrários à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos adotem os quatro marginais, todos menores de 18, responsáveis pela morte da jovem estuprada no Piauí.

FÁBIO ZATZ

fzatz@uol.com.br

São Paulo 

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Sensatez

Partindo do pressuposto de que a maioridade penal é cláusula pétrea, a emenda constitucional sobre esse tema não deve passar no Congresso Nacional, sob pena de se cometer um erro de difícil reparação. Das cinco propostas em discussão atualmente, a mais sensata é a do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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LULOPETISMO

Bolivarianos

Um antigo ditado espanhol reza: “Dios los cria y ellos se juntan”. Lembrei a expressão ao ver a foto no Estadão de ontem de Lula confraternizando com Diosdado Cabello, indiciado nos EUA por associação com os cartéis mexicanos de droga. Nada surpreendente partindo do PT, que já apoiou, e apoia, Ahmadinejad, ditaduras africanas, Farc, MST e até mostrou uma ponta de simpatia pelo Estado Islâmico.

M. JULIA P. DO CANTO E CASTRO

juliapcastro@gmail.com

São Paulo

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Novas PrivaTizações

Eu acredito neste programa de R$ 198 bilhões como acreditei no PAC 1 e no PAC 2 e como acredito em mula sem cabeça, saci-pererê e contos de fadas. O problema é sair do papel...

RONALD MARTINS DA CUNHA

ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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Mais pedaladas

Dilma pedalando em Brasília só pode ser interpretado como escárnio aos brasileiros. Não bastassem as pedaladas pré-eleitorais e as de bike programadas por seu marketing, agora novamente ela pedala os ditos investimentos que vão “impulsionar a manutenção do emprego e a sustentação do nível de atividade econômica”: R$ 62,2 bilhões durante sua “gestão” e R$ 129,2 bilhões de promessas para a próxima gestão cumprir. Ou isso não é pedalada?

JOSÉ CARLOS THOMAZ

josecthomaz@gmail.com

São Paulo 

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Embrulhona

Os pacotes de Dilma, como sempre, viram embrulhos: o dinheiro, quando não desviado, muda de destino e vai para outras frentes. Prometer e não cumprir faz parte do modo PT de governar.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Quanto mais capítulos rolam dessa comédia pornográfica, mais vergonha eu sinto de ser brasileiro e injuriado por ser chamado de bobo todos os dias. R$ 4,5 milhões foram doados pela maior empreiteira do País ao cabeça de um partido político internacionalmente conhecido como um covil de seres corruptos sob a rubrica de "bônus eleitoral" no período de 2011 a 2013, mas - juram os beneficiários - sem o menor interesse. Todos sabemos que existem, no Brasil, entidades de cunho filantrópico reconhecidamente sérias, que lutam com muita dificuldade, mas, apesar disso, a empreiteira decidiu fazer a doação ao Instituto Lula (sic), volto a dizer, sem visar a nenhuma recompensa. Que ato bonito! Se questionados, a resposta nós já sabemos de cor: foram doações legais e pagamentos de palestras (sic) devidamente contratadas. Foi assim no caso de José Dirceu e será assim com Lula. A pizza está quase pronta para ser servida, muito bem recheada. Isso é uma vergonha!

Leonidas Ronconi

ronconileonidas@gmail.com 

São Paulo

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POR QUE O INSTITUTO LULA?

Por que a Camargo Corrêa não doou os R$ 3 milhões para os Médicos Sem Fronteiras?

Eugênio José Alati

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

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BÔNUS ELEITORAL

Os responsáveis pelo Instituto Lula alegam que a empreiteira Camargo Corrêa deve ter cometido algum engano ao lançar valores como "bônus eleitoral". Na minha opinião, só se foi na escrita coloquial, informal ou popular, que considera a palavra bônus como plural, devendo concordar com eleitorais, e não com eleitoral.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br  

Monte Santo de Minas (MG)

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LAVANDERIA?

Este modelo de "partilha" (que não é do pré-sal) imposto pelo PT em benefício de camaradas e aliados, por meio da roubalheira institucional sem fim desde a chegada do partido ao poder, garante também verbas desviadas das superfaturadas obras até para o Instituto Lula. Para nossa indignação, é o que nos informa a nossa incansável imprensa: o Instituto Lula recebeu de uma das empresas envolvidas no petrolão, a Camargo Corrêa, R$ 3 milhões, em três parcelas entre 2011 e 2013. O estranho é que uma parcela de R$ 1 milhão aportada pela empreiteira aos cofres do citado instituto está registrada como "bônus eleitoral". Oras, como bônus eleitoral, se entre 2011 e 2013 Lula não disputou nenhum cargo eletivo, tampouco em Cuba ou na Venezuela? A não ser que seja um pagamento retroativo de propina desta malfada partilha, referente ao segundo mandato do ex-presidente... As autoridades constituídas que investigam os envolvidos na Operação Lava Jato deveriam também vasculhar o Instituto Lula, que pode estar lavando dinheiro do contribuinte.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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E LULA NÃO SABIA DE NADA?

Será que agora, finalmente, vão começar a investigar o presidente emérito (como está sendo chamado na Itália) do Brasil? Será que finalmente começamos a desvendar o mistério de por que este senhor continua incólume depois de tantas falcatruas, sempre à sua volta, mas das quais ele nunca sabia? Qual a diferença entre as "consultorias" que deu José Dirceu às empresas enroladas na Lava Jato das do Instituto Lula ou da empresa do ex-presidente? Por que um é investigado e o outro não? O que parece é que as empresas que pagaram propina não são vítimas de nada, mas, sim, coadjuvantes e convivem com um sistema que extorque os empresários que prestam serviços ao governo. Elas convivem com isso porque lhes é conveniente e vantajoso. Alegar que, se não o fizessem, estavam fora dos negócios não as absolve. E agora, o que Lula tem a nos dizer? Será que ele dirá que não sabe de nada? Façam suas apostas.

Maria Tereza Murra

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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AS PALESTRAS DE LULA

Consultorias na casa do milhão de reais parecem história de pescador ou de Papai Noel em pleno mês de junho. Por favor, contem outra.

Eduardo A. Delgado Filho

e.delgadofilho@gmail.com 

Campinas

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DOAÇÃO

"Lulla" ainda chega lá.

Guto Pacheco

jam.pacheco@uol.com.br 

São Paulo 

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A MOITA DO PT

Quando a primeira-dama Marisa Letícia mandou plantar flores vermelhas com o formato da estrela do PT no jardim do Palácio da Alvorada, ninguém poderia imaginar qual era a real serventia da moita. Passados 12 anos, as flores estão uma beleza, adubadas diariamente, não com um adubo qualquer. Se analisado por especialistas, tem vestígios de caviar, vinhos finos, salmão defumado e outras iguarias finas. A beleza do jardim se deve à frequência fora do normal de ministros, parlamentares e da cúpula do poder após tomarem decisões sérias que afetam a vida da população...

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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ESPANTO

Os brasileiros não deveriam se espantar com o fato de o ex-presidente Lula ter recebido doações suspeitas da construtora Camargo Corrêa, mais uma empreiteira metida até o pescoço no lamaçal dos esquemas corruptos criados pelos governos petistas. O que realmente deveria espantar é o fato de um sujeito do nível de Lula ter um Instituto.

Fernando Fenerich

ffenerich@gmail.com 

São Paulo 

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LULA E A COMPRA DE PASADENA

Lula se reuniu com o criminoso preso Paulo Roberto Costa dias antes da compra criminosa da Refinaria de Pasadena, nos EUA. O que mais falta acontecer para que o ex-presidente Lula seja intimado a depor sobre os crimes cometidos na Petrobrás? O Brasil tem de criar coragem e enfrentar a realidade dos fatos, não é mais possível achar que eles falaram sobre o jogo do Corinthians na tal reunião. 

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo

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O PREJUÍZO

O prejuízo do Lavo jato deve ir muito além do que está sendo apurado. Vamos ter agora o melhor da engenharia brasileira alijado e sem possibilidade de atuar no pacote de concessões em infraestrutura recentemente lançado pelo governo. Mais um efeito perverso da má gestão, que redundou no descalabro que levou de roldão a Petrobrás e grandes empreiteiras. Ou alguém tem dúvida de que com governo honesto e capaz, no período de 2002 até hoje, essa maldição poderia ter sido evitada? Vamos dar oportunidade à temerária falta de experiência e/ou empresas estrangeiras. 

Ulysses Fernandes Nunes Jr

Ulyssesfn@terra.com.br 

São Paulo

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EXEMPLO PARA DILMA

O Conselho Fiscal da Petrobrás reuniu-se, por quase 6 horas, para avaliar o balanço anual da companhia.  E daí resultaram, também, diversas recomendações à diretoria. Entre elas, "severa redução de custos" na área administrativa da empresa. O texto cita como exemplo "despesas não relacionadas com a área-fim da empresa", tais como "propaganda, patrocínios e convênios". Lembro que a imprensa noticiou há poucos dias que a Petrobrás tem em sua folha de pagamentos 1.164 jornalistas. As recomendações do Conselho Fiscal poderiam produzir bons resultados se aplicadas no reino de Dilma.

Mario Helvio Miotto

mariohmiotto@gmail.com 

Piracicaba

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FESTAS JUNINAS

Estamos em pleno mês de junho, o mês das festas juninas. Neste mês o PT e petistas realizam o seu 5.º Congresso Nacional do partido, quando deverão definir diversos assuntos. E estão muito preocupados... Não sabem se "dançam" a quadrilha ou se é a quadrilha que vai "dançar". O que você acha? Se estivé$$emos num país sério, e$$a quadrilha e o partido já deveriam estar extintos há muito tempo. Enquanto ela não "dança", quem continua "dançando" é o povo. Até quando?

Fernando Silva

lfd.dasilva@2me.com.br 

São Paulo

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CAMINHOS FÁCEIS

Espero que neste Congresso o PT não coloque na pauta o planejamento financeiro do partido. Eles conhecem os "melhores" e mais fáceis caminhos. Que alguém nos proteja...

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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TENDÊNCIA BOA

No último encontro petista, ocorrido em Belo Horizonte, o PT fez um comovente desagravo a João Vaccari Neto. Ele hoje está na cadeia. No congresso do PT que se inicia em Salvador, consta da agenda um desagravo a Lula, para ofuscar a notícia de que seu instituto recebeu nada menos que R$ 4,5 milhões da Camargo Corrêa. Que o desagravo petista traga a Lula a mesma sorte que trouxe a Vaccari!

Julio Cruz Lima 

São Paulo

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METAMORFOSE AMBULANTE

Não resta a menor dúvida: agora, "o cara" pensa que é deus... Salvador...

Celia H. Guercio Rodrigues

celitar@hotmail.com 

Avaré

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CHOLDRA

Teve início a 5.ª Choldra de Salvador. O coletivo de "bandidos" é choldra ou quadrilha. Congresso não é um nome apropriado ao atual PT. Poderia, também, já que existem alguns petistas honestos (raros) em meio aos bandidos, ser chamado de a 5.ª Quadrilha e PT em Salvador ou 5.ª Choldra e PT em Salvador.

José Rubens Macedo Soares

joserubens@federmacedoadv.com.br 

São Paulo

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O ENCONTRO DO PT EM SALVADOR

O Partido dos "Trabalhadores" (PT), no seu encontro em Salvador, vai propor uma guinada maior à esquerda com uma nova política de alianças ancorada numa frente de partidos e movimentos sociais para as eleições de 2018. Quais partidos seriam? Pois os atuais partidos "aliados" são de alianças de interesses (PP, PCdoB, PL, PMDB, etc.), cooptados para facilitar a vida do atual governo, apenas procurando cargos de diretoria em bancos, em estatais e com outros interesses afins. Movimentos sociais como a CUT, que é manipulada pelo PT, se deixa levar ao sabor dos interesses partidários, deixando por último o interesse dos trabalhadores. O MST com o ferrabrás João Pedro Stédile, que promove invasões fora da lei e destruição de pesquisas científicas, sonha impor aqui no País uma ditadura do proletariado das mais radicais. MTST, do senhor Guilherme Boulos, que promove invasões de propriedades sem o mínimo respeito à lei e sonha também com uma ditadura comunista das mais duras. Então este sonho bolivariano não é suficiente? Talvez o PT queira partir para uma tentativa de impor uma esquerda no estilo da Coreia do Norte e de seu ditador que não passa de uma figura caricata. Que mais desejam nos oferecer? Já deixaram o Brasil em situação caótica, e por isso mesmo chegou a hora da alternância de poder. Seria saudável que isso ocorresse nas próximas eleições presidenciais.

Henrique Schnaider

hschnaider4@gmail.com 

São Paulo

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UM SALVADOR

Quem lê com atenção a Carta de Salvador, documento elaborado pelo grupo do ex-presidente Lula, chega à conclusão de que só mesmo um "salvador" para salvar o PT. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com 

São Paulo

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PAUTA

Sugestão de tópico para a discussão no 5.º Congresso Nacional do PT: pegar o dinheiro do Fundo Partidário e comprar passagens para Venezuela e Cuba (só de ida) para todos os militantes do PT, incluindo "Elle" e "Ella".

Marcelo L. Z. Bernabe

zbernabe@hotmail.com 

São Paulo

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A EXTRADIÇÃO DE HENRIQUE PIZZOLATO

Em seu retorno compulsório ao Brasil, o condenado Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, usará qual dos seus vários passaportes?   O brasileiro, o do irmão falecido ou o próprio (se é que o tem...)?

Eduardo Menezes Serra Netto

decimoserranetto@uol.com.br 

São Paulo

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O PRESIDENTE MANDA

E disse Tarso Genro, o ex-ministro da Justiça de Lula: "Um ministro faz o que o presidente manda ou aceita o que ele faça". Essa frase é a literal confissão de que Lula mandou ou aceitou a ilegal, sumária e desumana deportação cometida pelo então ministro Tarso Genro dos atletas cubanos. É também a corroboração de que Lula mandou ou aceitou que o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, perpetrasse o mensalão.

Ney José Pereira

neyjosepereira@yahoo.com.br 

São Paulo

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MAIS MARKETING

Em mais um lance de marketing político - especialidade da casa -, o Planalto divulgou, com bumbo e fanfarra, novo pacote de concessões para melhorar a infraestrutura logística do País. Os investimentos projetados são da ordem de R$ 198 bilhões e a ideia é chamar a iniciativa privada para tocar projetos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. De saída, deixando de lado considerações sobre a guinada privatista do PT, salta aos olhos a timidez do plano se considerarmos que, dos R$ 198 bilhões projetados, apenas R$ 69,2 bilhões (na melhor das hipóteses) serão investidos no curso do mandato de Dilma, ficando o restante para o(s) próximo(s) governo(s). Ora, R$ 69 bilhões divididos por quatro anos (de Dilma) dão R$ 17,2 bilhões/ano! Se considerarmos o PIB brasileiro de R$ 5,52 trilhões (2014), temos que o valor anual de investimentos previstos nessa importantíssima área equivale a 0,3% do PIB - valor irrisório para quem fala de boca cheia em "aceleração de crescimento". Ademais, projetos como este da ferrovia "Bioceânica", com 3.650 km ligando o Brasil ao Peru, são marcados pela megalomania. Caríssimo (R$ 40 bilhõrd só a parte brasileira), já se mostra economicamente inviável. Levantamentos preliminares apontam que a tonelada de soja sai mais barata se embarcada do Porto de Santos que passando pelos trilhos até o Porto de Ilo, no Peru. Sobre ele assim se manifestou Aécio Neves: é mais "uma vertigem, uma ilusão de um governo que perdeu o chão". O presidente da União Internacional de Ferrovias foi além: "Estamos há décadas tentando fazer a Ferrovia do Frango e não conseguimos. Por que faríamos a ferrovia do Peru?".

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com 

São Paulo

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VAMOS TORCER

Em 2012, certamente cumprindo agenda de marqueteiros e visando à reeleição, a presidente lançou este mesmo pacote para infraestrutura, e deu no que deu - aliás, não deu em nada. A meu ver, por causa de seus agentes, fraquíssimos demais, pessoas não habilitadas, daí o fracasso. Agora repete o lançamento, talvez pela baixa popularidade, e, como somos brasileiros honestos, torcemos para agora deslanchar. Nossa nau naufraga e precisamos voltar a navegar em mares tranqüilos. Talvez o problema seja o timoneiro.

Julio Jose de Melo

julinho1952@hotmail.com 

Sete Lagoas (MG)

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ERRO HISTÓRICO

Depois de 50 anos privilegiando o transporte rodoviário, muito mais caro, o governo acordou e, no pacote de concessões de R$ 198 bilhões, anunciado pela presidente Dilma, finalmente dará preferência a investimentos para o transporte ferroviário. Qualquer cidadão com um pouco de discernimento tem pleno conhecimento de que essa iniciativa deveria ter sido tomada há muito tempo, pela evidência de diferença de custo. Mas, até este fato entrar na cabeça de políticos, o nosso Brasil arcou com prejuízos incalculáveis, optando pela malha rodoviária em nossa pífia infraestrutura.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br 

São Paulo

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PACOTE DE INFRAESTRUTURA

São "comoventes" os esforços petistas em causar boa impressão, a de que desta vez o PT vai fazer as coisas honestamente. Pergunto: por que o PT faria isso agora? O PT estaria regenerado? Admitiu seus crimes e assumiu sua culpa? Pagou por ela e devolveu os bilhões roubados? Cortou seu luxo, seu desperdício, seus 39 ministérios? Retrocedeu nos cortes injustos dos parcos (como se fossem luxo excessivo) benefícios sociais dos cidadãos? Repôs aos cidadãos as enormes perdas inflacionárias? Corrigiu as tabelas de retenção na fonte do Imposto de Renda, com defasagem atual em torno de 60%-70%? Ora, minha gente, deixemos de ser ingênuos pelo menos uma vez na vida. Vejamos a realidade como é. Obviamente, o governo não cogita nem cogitará sacrifício próprio e redução de seus gastos e benesses. O sacrifício é e continuará sendo exigido do contribuinte. O projeto de poder comunista do PT exige imensos recursos financeiros e, para o PT, esse projeto é irreversível. Não lhes incomoda jogar o País no retrocesso.

Ottfried Kelbert

okelbert@outlook.com 

Capão Bonito

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PRIVATIZAÇÕES

O PT rotulava a privatização na era FHC de "privataria". Uma vez no governo, adotou um sistema estatizante, aparelhador e "PrivaTizador"  baseado na PaTifaria e na PeTulância de conhecimento geral. Com os burros n'água, leva um PaTaço, e, com o País PaTinando, retorna às "concessões" ao setor privado (antiga privataria). Uma lição de "PeTeca", com jeito de outra "PaTacoada". Uma verdadeira PanTomina no sentido  figurado e popular.

Luiz A. Bernardi

luizbernardi@uol.com.br   

São Paulo

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GOVERNOS COMPARADOS

Dilma compara seu governado ao de Lula. Finalmente disse uma verdade, mas se esqueceu de falar do mensalão e do petrolão. Não esquecendo a infraestrutura.

Moises Goldstein

moisesgoldstein1@gmail.com 

São Paulo

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DO PAC AO PAF

2015. Sai o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vermelho, teoricamente bom para todos, e entra o Programa de Ajuste Fiscal (PAF), azul, realmente ruim para todos. Não admira não terem enfatizado a sigla. Soa a tapa na cara. A mãe do PAC agora estapeia?

José R. Jimenez Costa

jjimenezxng@gmail.com 

São Paulo

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GOVERNO NEM-NEM

Dona Dilma disse que o ajuste fiscal não é nem de direita, nem de esquerda, nem de centro. O.k.! Então estamos combinados: jamais os petistas deverão continuar a classificar o ajuste de FHC em tempos idos - para sanear nossa economia, totalmente em frangalhos à época, com uma inflação de mais de 80% ao mês, criando o Plano Real, que devolveu a estabilidade e a credibilidade ao País com medidas duras, porém necessárias, e implementando a Lei de Responsabilidade Fiscal, o dólar flutuante e metas de inflação, fazendo privatizações de setores importantes como telefonia, mineração, entre outras coisas, tudo sob ataques ruidosos e destrutivos do PT e sua militância - de neoliberal. Estarão impedidos completamente de dizer que o legado de FHC foi uma "herança maldita", pois, se maldita fosse, hoje não estaria sendo novamente posta em prática para salvar o País da derrocada total, só que desta vez até mais rígido, porque a herança maldita, esta, sim, foi sendo deixada por Lula e, depois, pela própria pupila Dilma com suas famosas maquiagens de dados oficiais que detonaram todo o equilíbrio que a duras penas havia sido conquistado anteriormente. E que parem de querer transferir para o ministro Joaquim Levy a responsabilidade do ajuste, numa tentativa de passar para o povo a ideia de que Dilma não tem nada que ver com isso, se foi ela mesma a responsável por tanto sofrimento imposto ao povo brasileiro, já que disse fazer "o diabo" para se reeleger. Conseguiu, mas para isso quebrou o Brasil. Agora, Levy que arrume e o povo brasileiro que pague a conta. Cumprimento dona Dilma pelas pedaladas dominicais, pois, enquanto a senhora gostosamente pedala, nós somos obrigados a trabalhar mais e a comer menos, mas não por regime, e, sim, por falta de grana mesmo. Obrigada, viu? Seu governo não é nem de direita, nem de esquerda, nem de centro, porque não é nada nem nunca foi.

Eliana França Leme

efleme@terra.com.br 

São Paulo

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OFENSA À NOSSA INTELIGÊNCIA

Não tem jeito, o governo federal não dá um dia de folga para o nosso fígado. Desta vez foi o ministro do Trabalho, que, lá de Genebra, sacou: "A crise econômica não existe e se trata apenas de um discurso da oposição inconformada, que perdeu as eleições, para tentar desestabilizar o governo". É incrível que logo o ministro do Trabalho ignore a situação terrível que se abate sobre a classe operária brasileira. Bastaria a ele consultar os cadernos de economia dos jornais e mesmo artigos em revistas especializadas, para se autodesmentir. No próprio caderno de economia de terça-feira do "Estadão", ficamos sabendo por meio de pesquisa do IBGE que a produção industrial recuou em 13 das 14 regiões pesquisadas. Em São Paulo, o maior parque industrial do País, a queda foi de 11,3% em abril em relação ao mês anterior, prejudicando setores como têxtil, de vestuário, máquinas, equipamentos, e veículos, entre outros. Aos milhares de trabalhadores que já foram demitidos toda semana se juntam outros tantos. Cada vez que as pessoas vão aos supermercados, se surpreendem com novos aumentos, ao mesmo tempo que os comerciantes se queixam da queda nas vendas. E, questionado sobre a queda do PIB, o ministro simplesmente disse que não é economista. Estamos, na prática, em estagflação e o ministro ainda quer tapar o sol com peneira, transformando o resultado calamitoso do primeiro mandato da presidente numa intriga da oposição. Só se for em Genebra, de onde ele sacou essa joia que faria a alegria do saudoso Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) e o seu Festival de Besteiras que Assolam o País (Febeapa). Essa afirmativa ficaria melhor dita pelo "ministro da propaganda". Declarações como essa ofendem a nossa inteligência.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br 

São Paulo

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BIOGRAFIAS NÃO AUTORIZADAS

Numa vitória triunfante da luz contra as trevas e o obscurantismo, o Supremo Tribunal Federal (STF) consagrou, por votação unânime, a liberdade irrestrita de expressão e informação ao permitir a publicação de biografias não autorizadas no País. Ao dar um cala-boca na censura prévia, tomou uma decisão histórica em favor da história de ilustres brasileiros e do Brasil. Desde que respeitadas a intimidade, a privacidade, a honra e a imagem dos biografados, que sua vida seja livros abertos. A democracia sai vitoriosa e fortalecida desse episódio. Viva a liberdade! Bravo!

J. S. Decol

decoljs@globo.com 

São Paulo

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PUBLICIDADE NECESSÁRIA

O STF quebrou o direito do biografado de impedir a editoração de sua vida. Em geral, o biografado é pessoa de renome, pública e já tem sua vida divulgada durante sua ascensão pessoal e profissional. A biografia é, portanto, necessária para escrever a história. Não se pode ter censura nas obras de ninguém. Quem as faz é responsável, seja escritor, pintor, escultor, etc. Agora, poderemos saber o porquê da vida de quem impediu a divulgação de sua vida, como Roberto Carlos, por exemplo.

Sebastião Paschoal

s_paschoal@hotmail.com 

Rio de Janeiro

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O DIREITO DAS DUAS PARTES

Nada mais justo que todos os brasileiros, inclusive os mais jovens e estudantes, possam conhecer o relato da vida e o histórico da passagem pela Nação de pessoas de importância ou de vulto para o País. A Suprema Corte da Nação decidiu, por unanimidade, que o biografado não pode sobrestar a publicação do trabalho, cabendo a ele socorrer-se da intervenção judicial somente após a publicação. Ressalte-se que, após a publicação, o biografado poderá ingressar na Justiça para pedir indenização, pleitear a remoção de episódios ou de passagens que julgue inverídicas ou prejudiciais à sua personalidade. Com efeito, o STF resguardou os direitos de ambas as partes: do biografado e dos interessados na publicação da biografia, demonstrando que a privacidade desejada até então ultrapassa o necessário, desde que o interesse coletivo precisa ser resguardado também. E conhecer vidas importantes é do interesse geral e coletivo.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

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NOSSA HISTÓRIA

Em meio às crises que vivenciamos, surgem alvissareiras decisões de nossas instituições, que nos dão a esperança de que caminhamos, embora lentamente, para solucionarmos a maioria de nossas duras fragilidades. É o caso da decisão unânime do STF acabando com a censura prévia das biografias entre nós. Tal sábia decisão permite-nos que possamos conhecer, por meio da divulgação da vida dos biografados, grande parte da nossa História, e com isso possamos corrigir erros e equívocos, ajudando-nos a construir uma nação mais livre e civilizada, que venha em benefício da maior parte de nossa imensa população.  

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com 

Rio de Janeiro

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VITÓRIA DA LIBERDADE

Cumprimento o STF, que lavou a alma do povo brasileiro ao julgar o caso das biografias não autorizadas pelos biografados. Uma lavada de 9 a 0 em favor da liberdade de expressão. Sorte do Roberto Carlos que não foi ao STF, porque não tinha tapete vermelho, mas marrom, cor que o cantor acredita trazer mau agouro. Pior para seu advogado, o mesmo que defende a turma do mensalão e do petrolão, o Kakay, que caiu junto com a lavada. Vergonha para Caetano, Gil, Djavan, que formavam o clube dos contra, agora terão de engolir a seco as biografias de quem quiser fazê-las. Porém acredito que, pelo andar da carruagem, não haverá interessados. Vitória da liberdade de expressão e faço minhas as palavras da ministra Cármen Lucia: "Não é calando que se consegue cumprir a Constituição. A produção de obras biográficas ou audiovisuais independe de autorização prévia dos biografados ou seus herdeiros".

Jose Pedro Naisser

jpnaisser@hotmail.com 

Curitiba

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QUESTÃO DE RESPEITO

Deveria ser determinado que os biógrafos comunicassem cada biografado ou sua família de que irão biografá-lo, para que não haja surpresas nem decepções. Por uma questão de respeito às biografias.

Arcangelo Sforcin

arcangelosforcin1@gmail.com

São Paulo

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FOCO DESFOCADO

O STF decidiu suspender todas e quaisquer restrições à publicação de biografias não autorizadas. Será que as excelências não têm assuntos mais relevantes para decidir?

Mário A. Dente

dente28@gmail.com 

São Paulo

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CAIXA APERTADO NO TJSP

É sempre esclarecedor ler os escritos do desembargador José Renato Nalini, presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). Em seu texto de 10/6 ("Fogo amigo dói mais"), ele coloca, entre outras coisas, de forma dramática, a situação financeira do tribunal neste ano de arrecadação tributária estadual mais apertada. Mas, se basicamente suas despesas são constituídas do pagamento aos servidores, já que as outras são relativamente baixas e têm sido vigorosamente comprimidas, como explicar que comumente os desembargadores recebam pagamentos estratosféricos, chegando a beirar, em alguns casos, R$ 500 mil num único mês? Tudo deve ser legal, não se esperaria outra coisa do maior tribunal do mundo, mas e a moralidade, como fica nesses casos? Que dimensão orçamentária suportaria tamanhos exageros, certamente os maiores do mundo também?

Ademir Valezi

adevale@gmail.com 

São Paulo 

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FOLHA DE PAGAMENTO 

Penso que as dificuldades narradas pelo presidente do TJSP em "Fogo amigo dói mais" podem ser explicadas pelo conteúdo do documento a que se pode ter acesso pelo link a seguir: http://www.tjsp.jus.br/Download/Transparencia/ResCNJ102/2015/ResCNJ102AnexoVIIIMagistradosMar2015.pdf

Ana Lúcia Amaral

anamaral@uol.com.br 

São Paulo

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'FOGO AMIGO DÓI MAIS'

O ilustríssimo sr. dr. desembargador José Renato Nalini afirma: "É assustador o quadro para o segundo semestre, com risco de não conseguir encerrar o ano dentro dos limites orçamentários". Afirma, também, que a dívida de ICMS com - quase 12 milhões de executivos fiscais - e que, considerando apenas os 200 maiores devedores, representa R$ 54 bilhões. Conclui, ainda, que críticas construtivas e propostas concretas são bem-vindas. Silencia, contudo, o que aliás é público e notório, quanto ao verdadeiro caos na tramitação de processos e notadamente - a par do calote do governo do Estado com relação ao pagamento dos precatórios - que as execuções de precatórios têm tramite extremamente moroso, pois os processos levam cerca de 20 anos para serem concluídos e outros dez para serem pagos, quando o são. Ora, uma maneira de solucionar o problema das execuções fiscais e também do pagamento dos precatórios seria implementar, com a máxima urgência, a compensação, aliás, autorizada pelo STF quando do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 453, que questionou a Emenda Constitucional (EC) 62/09, chamada "emenda constitucional do calote dos precatórios". De lembrar, ainda, que a compensação de créditos próprios e de terceiros para quitação de execuções fiscais, decidida no julgamento da Adin, foi também ratificada pela modulação à decisão transitada. Assim, há instrumento legal não só para regularizar a vexatória inadimplência dos precatórios alimentares, como também para quitar se não tudo, expressivo volume de execuções fiscais, sem dúvida, extinguindo grande parte dos problemas hoje relatados pelo ilustre presidente do TJSP, diminuindo em elevada proporção os processos de execução fiscal e de execução de precatórios, com isso diminuindo a demanda pela necessidade de mais funcionários, de horas extras, mutirões e, via de consequência, reduzindo grandemente despesas até mesmo com energia, água, telefone, etc. Penso que essa proposta, aliás, como consta da decisão do STF, é necessária e eficaz.

José Roberto Cortez

cortezadvogados@cortezadvogados.com.br

São Paulo

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DEPÓSITOS JUDICIAIS

O artigo do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), desembargador José Renato Nalini, e a matéria do jornalista Valmar Hupsel Filho no "Estado" de 10 e 11 de junho ensejam algumas questões: qual o valor atual dos depósitos judiciais à disposição do TJSP? Quantas agências ou postos de serviço do Banco do Brasil existem nos fóruns estaduais? Como são remunerados esses depósitos judiciais? O que é repassado do montante depositado ao TJSP? De que forma são aplicados pelo Banco do Brasil os recursos provenientes dos depósitos judiciais, com quais resultados? Talvez, a resposta a essas questões possa indicar alternativas para solução das preocupações manifestadas nos artigos acima.

Sebastião Fernando Araujo de Castro Rangel  

sfrangel@uol.com.br 

São Bernardo do Campo

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REFORMULAÇÃO DO ESTADO

Lendo os artigos do desembargador José Renato Nalini e do almirante Mario Cesar Flores ("Estadão", 10/6, A2), chega-se a uma única conclusão: o Estado brasileiro precisa ser reformulado. Ter o maior Tribunal de Justiça do mundo e a ausência de um ideário sobre defesa nacional é a confirmação da inaceitável ordem arcaica do poder público nacional, ineficiente e ineficaz. Impossível continuarmos com milhares de municípios sem autossuficiência financeira; Estados inchados com funções dúbias em relação a municípios; União centralizadora de recursos e detentora de exclusivas competências legisladora de assuntos que afetam esferas estaduais e municipais; um modelo político do século 17, com o Senado dirigido por um vingador do passado, presente e futuro, e a Câmara, por um rancoroso, avesso à harmonia; nossos Legislativos (estaduais e municipais) lotados de radialistas, apresentadores de TV, artistas, etc. E o mais grave: um povo apático, com a moral e prática coletiva cada vez mais degradada pelos exemplos de nosso pseudolíderes. É certo que estamos caminhando para um fosso cada vez mais profundo e, persistindo essa situação, pergunto: sem essa reformulação do Estado, há futuro?

Honyldo Roberto Pereira Pinto

honyldo@gmail.com  

Ribeirão Preto

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O JULGAMENTO DOS PLANOS ECONÔMICOS

Como publicado no caderno de Economia do "Estadão" de 8/6, o Supremo Tribunal Federal (STF), em sua constante enrolação, pretende julgar os planos econômicos somente um ano após a posse do tão questionado jurista Luiz Fachin recém-galgado ao posto de ministro do STF, que tomará posse em 16/6. Já Dias Toffoli, em 2010, quando assumiu seu posto neste mesmo tribunal, pediu vistas destes processos segurando-os por quase dois anos a pedido de Guido Mantega e Alexandre Tombini, além do cartel dos banqueiros que tão somente visam a nos espoliar com seus lucros abusivos em todos os balanços apresentados todos os anos. Agora chegou a vez de Joaquim Levy fazer o mesmo tipo de gestão, tendo ido recentemente quatro vezes ao STF tentar demover ministros de nos brindar com suas sentenças positivas daquilo que tanto Sarney quanto Collor nos roubaram com seus abilolados planos econômicos, além de serem abertas novas consultas com as presenças de impertinentes elementos do governo, dos bancos e de seus advogados, pois estes senhores não querem arcar com aquilo que nos devem e têm que nos pagar e ficarem um pouquinho menos ricos do que estão. Três ministros do STF se disseram impedidos de julgar esses processos por terem agido anteriormente em prol de poupadores, são eles: Luiz Fux, Luiz Roberto Barroso e Carmen Lúcia. Porém Dias Toffoli, ex-advogado do PT de Lula, Dilma, José Dirceu, Genoino, Delúbio (mensalão) e, agora, todos os lulopetistas envolvidos no petrolão, não se achou impedido de julgar nestes dois processos. Estranho, não é mesmo? Ou seja, dois pesos, duas medidas. Quando é para beneficiar a "cumpanheirada", estes senhores não se julgam impedidos de nada, porém quando é para julgarem algo que diz respeito a toda uma população, aí a história muda de figura. É neste tipo de juristas que podemos realmente confiar nossas leis? Acredito que não! Enquanto os ministros do STF, em sua grande maioria, forem indicados por presidentes da República que em nada inspiram nossa confiança, também não poderão prezar desta.

Boris Becker

borisbecker@uol.com.br 

São Paulo

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COTAS NO JUDICIÁRIO

Lamentável a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de estabelecer que 20% dos futuros juízes e servidores do Judiciário sejam negros, aprovados pelo sistema de cotas raciais. Pura demagogia. Na inversão de valores que vivemos hoje, meritocracia virou um palavrão. Ao invés de assegurar a igualdade de oportunidades e educação de qualidade para todos, independentemente da cor da pele, sexo ou religião, parte-se para a solução muito mais fácil e conveniente da criação de cotas raciais num país miscigenado como é o Brasil.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

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COMO CONTROLAR?

O CNJ aprova cota de 20% para negros no Judiciário. Como é que o CNJ vai saber se realmente são 100% negros? Serão incluídos os pardos? Os negros merecem todo o meu respeito e ao longo da minha sempre tive e tenho muitos amigos negros. O meu irmão português se casou com uma negra em 1935 e sempre estou em contato com eles. Vamos selecionar como nos EUA, onde a mãe de Obama era ruiva o pai, negro, e ele é negro? O CNJ vai seguir esse exemplo?

Arlindo Oscar Araújo Gomes da Costa

araujodacosta@gmail.com 

São Paulo

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O SALÁRIO DOS SECRETÁRIOS DE ALCKMIN 

Já que não vão investigar os salários dos secretários do nosso impecável governador Geraldo Alckmin, por que não aproveitar a oportunidade para investigar os proventos dos aposentados do mais rico Estado do Brasil? E não vão ter trabalho de pesquisas e contas, basta olhar os contracheques. Será que o  governador lembra quando foi que se dignou a dar o último? Creio que não, afinal quem somos nós, pobres mortais, na ordem da hierarquia dessa imunda política, para quem não existe Constituição nem estatutos? 

Roselys de Almeida

roselys2009@gmail.com 

São Paulo

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NAMORO COM A SELEÇÃO BRASILEIRA

O brasileiro lembrará. Em 12 de junho de 2014 iniciava-se a Copa do Mundo em solo nacional. Aquele relacionamento começou com grandes expectativas. Parecia que daria certo. Vontade não faltou. Para a conquista do título, o namoro entre torcida e esquete canarinho levou a seleção mais longe do que sua própria capacidade técnica permitia. Cada gol feito foi um beijo nos lábios da Nação. Cada venda de artigo, cada estrangeiro interessado em aqui investir, muitos beijos. O brasileiro se comprometeu em ser ufanista. Os alemães estragaram tudo. Inequivocamente, nem todo namoro tem êxito. A mágoa foi grande, ainda assim a seleção pode reconquistar seu torcedor. Que venha a Copa América. E feliz Dia dos Namorados!

Gabriel Bocorny Guidotti

gabrielguidotti@yahoo.com.br 

Posto Alegre

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AMISTOSO BRASIL X HONDURAS

Só 1 a 0 na seleção de Honduras? E o Dunga ainda estranhou as vaias em Porto Alegre? Queria o quê? Aplausos de pé? É, mais um gol da Alemanha, 8 a 1.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

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PAÍS DAS ILUSÕES

O Brasil é o país das ilusões. Na política, pensamos que temos governo, mas nossa realidade é este verdadeiro absurdo em que tentam nos iludir com propostas fora da realidade, em sua maioria impossíveis de serem concretizadas. No futebol, éramos os melhores do mundo, e vejam a situação: seleções sem nenhuma expressão nos enfrentam sem maiores dificuldades (1 a 0 contra Honduras). É um absurdo! A Copa América deve mostrar a realidade atual da nossa seleção.

Laert Ponto Barbosa  

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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