Fórum dos leitores

LULOPETISMO

O Estado de S. Paulo

15 Junho 2015 | 03h00

De macacos e elefantes

Observo que, na chefia da Casa Civil do governo Dilma, Aloizio Mercadante carrega o mesmo espírito conflituoso que sempre o acompanha. Não se aperfeiçoou para assumir tão importante encargo, talvez por sua formação anárquico-revolucionária. Não cresceu no cargo. Tem-se a impressão de que age propositalmente como semeador da discórdia. Pode-se dizer que pouco ajuda e muito atrapalha a presidenta, como com a inoportuna proposta, feita a aliados petistas, de tirar das mãos do vice-presidente Michel Temer a Secretaria de Assuntos Institucionais, logo após este ter jogado todo o seu capital político a favor de Dilma, do PT e do próprio Maquiavel às avessas. Há pouquíssimo tempo, semanas atrás, sob o fio de navalha, em direção ao cadafalso, arquitetaram trazer Temer para o centro da crise, um dos únicos políticos no País a tirar o governo Dilma do atoleiro. Onde estava o feiticeiro de plantão? Quem sabe, atrás das cortinas. Agora que a crise arrefeceu, não se fala mais em impeachment e o governo foi retirado da UTI, o macaco voltou a fazer estripulia, porém em nova versão, como elefante cuja tromba enrosca em tudo e os pés e o corpo abalroam. Temer poderia largar o governo, uma vez que tem o apoio do seu partido e de substanciais setores da sociedade, e deixar que o macaco travestido de elefante e seus aliados conduzissem o País da forma que gostariam. Podem imaginar o que aconteceria? Temer não cometeria essa irresponsabilidade suprema. Ele sabe ajuizar, tem discernimento, está a serviço da harmonia nacional e sacrifica o seu currículo numa causa duvidosa – de ascendência libanesa, deveria estar atento à máxima de que não se faz sociedade com empresa pré-falimentar. No andar da carruagem, talvez Mercadante passe para a História como grande benemérito do Brasil, por ter acendido o estopim que seguramente colocaria todos nós em nova direção. Ou a presidenta enjaula o macaco ou ela e seu partido se tornarão peça de museu arqueológico que jamais será visitado.

M. APARECIDA BITAR PIRAGINE

cidabitar@yahoo.com.br

São Paulo

Levy, fora!

Mercadante?

HELENA RODARTE C. VALENTE

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro 

Autopreservação

PMDB não repetirá aliança com PT (14/6, A1 e A4): vão-se os anéis, mas ficam os dedos.

SUELY MANDELBAUM

suely.m@terra.com.br

São Paulo

Correio elegante

“Sem você, meu amor, eu não sou ninguém” – do PT para o PMDB.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Instituto Lula

Alguém tem de dizer ao sr. Paulo Okamotto que o PT não precisa de ninguém para ser destruído, os próprios filiados se encarregam de acabar com ele ao cometerem tantas falcatruas com o dinheiro do povo brasileiro.

ELIE KONDI

elikondi@yahoo.com.br

São Paulo

Bola nas costas

Um famoso governador certa vez me disse: “Se o que você fala ou faz em privado não pode ser levado a público, então, não é algo correto”. Partindo dessa premissa, não sei por que Lula está tão apavorado com as investigações sobre as doações ao seu instituto e a convocação do sr. Okamotto, e faz tanta questão de desviar a atenção da opinião pública virando os holofotes para o iFHC. Lula fique tranquilo, não vai levar “bola nas costas”, pois todos sabemos que ele, o PT e seus companheiros são gente boa e só trabalharam pelo bem do Brasil de maneira altruísta, tendo se sacrificado 12 anos pelos brasileiros. Sabemos que essa investigação não vai dar em nada, afinal, tudo o que ele disse ou fez em privado pode ser levado a público... Vai que cola, né?

FREDERICO D’AVILA

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

Lula não disfarça seu pavor pela convocação de Okamotto para esclarecimentos na CPI da Petrobrás sobre as doações de empreiteira. Medo de quê, se as doações tiverem sido legais? 

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Abobrinhas

Como será que Lula vai explicar os milhões que a Camargo Corrêa, uma das investigadas na Lava Jato, “doou” ao Instituto Lula e à LILS? Palestras? Serão as falas de Lula – recheadas de abobrinhas e metáforas futebolísticas – tão valiosas assim? Na boa, quem em sã consciência pagaria para ouvir suas palestras?

SILVIO NATAL 

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Só falta Lula dizer que a “zelite” não pode ver um trabalhador ganhar R$ 4,5 milhões com o suor de seu trabalho.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Biografias

Com a liberação das biografias não autorizadas pelo STF, quem se habilita a escrever a verdadeira biografia de Lula? Aquele filme Lula, o Filho do Brasil era totalmente baseado no que ele acha de si próprio. Material tem de sobra: desde seu primeiro patrão, que o despediu porque faltava ao trabalho às sextas-feiras e depois vinha na segunda munido de atestado médico, mas bronzeado pela visita ao litoral; a depoimentos de dirigentes da Anfavea sobre greves encomendadas – Wolfgang Sauer, quando presidente da Volkswagen, também tem coisas interessantes contadas em vida; e até antigos companheiros de sindicato... Enfim, está tudo aí. Só falta algum jornalista ou escritor de respeito para explorar a história desse fascinante personagem.

NESTOR R. PEREIRA FILHO

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

Sem a blindagem que o protege desde sempre e ele cobra outra vez do seu partido, o ex-presidente Lula não deixaria biografia, mas extensa folha corrida.

EDUARDO A. DELGADO FILHO

e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

MEMÓRIA

Imprensa livre

Sintomática a foto do cabo Siron, no Aliás de ontem, lendo o Estadão na trincheira de Argonne. Como ele, estou sentado lendo o Estadão, mais de cem anos depois. Viva a imprensa livre! Honremos a memória do jornalista Julio Mesquita.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo 

"Será que agora, com a convocação de Paulo Okamotto, chegaremos enfim ao manipulador de tudo isso que está aí?"

LAERT PINTO BARBOSA / SÃO PAULO, SOBRE AS ‘DOAÇÕES’ 

AO INSTITUTO LULA

laert_barbosa@globo.com

"Já que as 'boquinhas' da Petrobrás e das empreiteiras fecharam, os petistas querem ressuscitar a CPMF, que, como não tem controle, dará para encher a pança!"

MILTON BULACH / CAMPINAS, SOBRE A VORACIDADE INSACIÁVEL DO LULOPETISMO

mbulach@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Se em 7 de cada 10 atos infracionais ocorridos apenas na cidade de São Paulo menores de 18 anos estão envolvidos, por que, então, o governador Geraldo Alckmin, peessedebistas, petistas e afins ainda querem minimizar a PEC da Menoridade, dando a eles penas mais rígidas apenas em caso de crime hediondo? Se um jovem de 16 anos tem a coragem para empunhar uma arma, assaltar, impingindo ao assaltado os maiores constrangimentos e torturas mentais, com certeza um dia ele vai puxar o gatilho. E aí? Com certeza, com a redução da maioridade, eles pensarão muito antes de tomar atitudes mais drásticas, que aí, sim, destruiriam sua vida para sempre. A punição é o melhor remédio. Engraçado que não vemos nenhum "mea culpa" de nossos dirigentes, que deveriam gastar dinheiro com penitenciárias que recuperem esses jovens, afinal, muito dinheiro sai do bolso da população produtiva, que eles têm a obrigação de defender!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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MENOS CORRUPÇÃO, MAIS SEGURANÇA

"Eles querem tirar nossos jovens da escola e mandar para a cadeia. A agenda deles é reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos para mandar para cadeia quem deveria estar na escola", disse o ex-presidente Lula. O que dizer de um ex-presidente que poderia ter evitado que adolescentes fossem desviados para o caminho do crime se tivesse em seu governo se preocupado menos com a tomada do poder e muito mais com educação, saúde e segurança, entre outras coisas fundamentais, como condições básicas para a construção de um futuro melhor para os jovens? Menos corrupção, menos aparelhamento do Estado, dinheiro do povo bem aplicado teriam certamente evitado esta escalada de violência que só fez crescer neste país ao longo dos últimos 13 anos, sem contar a impunidade que Lula e seu partido sempre defenderam travestida de defesa dos "direitos humanos", deixando desprotegida toda uma sociedade porque investimentos em segurança também foram quase nada. Agora, de fato, estes meninos não têm mais jeito, viraram bandidos porque foram esquecidos e desprezados pelo seu governo e, agora, pelo de Dilma, em que a pobreza foi encarada unicamente como captadora de votos, e não tratada com a seriedade necessária para que portas de saída fossem abertas para o real e verdadeiro desenvolvimento social. Por isso, Lula, melhor seria ficar calado. Pare de jogar pedras tentando dividir o povo brasileiro e comece, antes que seja tarde demais, a pensar no bem de seu país para não passar para a história apenas como o presidente do governo mais corrupto da história brasileira. 

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br 

São Paulo

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CORTINA DE FUMAÇA

Toda pessoa de bom senso, por mais pacata que seja, se revolta quando toma ciência dos crimes cada vez mais bárbaros que acontecem entre nós. Não tem sentido, num país que se diz civilizado, a ocorrência de crimes cada dia mais escabrosos, ceifando a vida de pessoas que tinham muito que oferecer aos seus familiares e à sociedade. Ultimamente, aumentaram as ocorrências de latrocínios praticados por menores. Nossa primeira reação é exigir das autoridades a pena máxima para estes ainda imberbes e precoces assassinos. Os mais revoltados pedem, inclusive, para os assassinos de modo geral, a pena de morte. E a pauta desta semana é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a maioridade penal dos jovens de 18 anos para 16 anos, para que respondam pelo crime como adultos. Inúmeras manifestações da população clamam por tal providência. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pôs a citada PEC em discussão alegando que quem tem idade para votar também tem idade para responder pelos seus crimes. Esse também foi o meu impulso inicial, ao tomar conhecimento de crimes horripilantes cometidos por adultos e cada vez mais pelos denominados "di menor". Mas, raciocinando melhor, a diminuição da maioridade para 16 anos será apenas uma cortina de fumaça ilusória para o real problema em nosso país. A realidade é que as punições são leves para a maioria dos crimes e as regalias para os presos são muitas, em termos de diminuição das penas e de saídas em datas comemorativas. Estas, aliás, que seriam destinadas a prisioneiros bem comportados, tornaram-se tão automáticas que a pena acaba não atingindo o seu objetivo, que seria apressar a ressocialização do condenado. O problema começa com as sentenças leves demais, dependendo do crime. O Código Penal tem tantas chicanas que, mesmo o criminoso mais torpe, se rico, consegue ficar em liberdade por décadas, e os criminosos que se apoderam de dinheiro público pela corrupção dificilmente cumprem penas à altura de seus crimes, que deveriam ser classificados como hediondos por definição. Nossas prisões, pelas superlotações, instalações inadequadas e outros absurdos, são por si só crimes do Estado contra seus cidadãos, ainda que sentenciados. E aqui chegamos ao âmago da questão: o sistema penitenciário é sistematicamente tratado como o último dos problemas pelos nossos governantes. Mesmo porque nenhum político tem interesse em construir novas penitenciarias, pois a população da cidade que for contemplada com uma, com certeza, se tornará inimiga do governante. Esse é o principal motivo da falta de presídios e de por que os existentes se tornaram depósitos de presos, com as cenas dantescas que assistimos pela TV. É lógico que um menor, seja de que idade for, tem de receber o castigo correspondente ao seu ato, mas um tipo de castigo contundente, que, embora respeite a sua condição de ser humano, faça com que todos, crianças e adultos, pensem cem vezes antes de cometer um crime, qualquer que seja ele. É disso que estamos precisando, e não de meras perfumarias.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br  

São Paulo

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COMBATE À VIOLÊNCIA

A redução da maioridade penal é um assunto complexo e não pode ser tratado com leviandade e com desonestidade intelectual. Muitos dizem, e a presidente é uma dessas pessoas, que a medida não vai acabar com a violência. Mas, ora bolas, quem disse isso? Este é um argumento grotesco e desonesto. Trata-se de punição e de mais uma forma de combate. Violência, se combatida com eficiência, diminui. Trata-se também de combater a impunidade e em favor da segurança. Menores que cometam crimes hediondos deveriam estar confinados com qualquer idade. Portanto, o que se deve pensar é numa lei que reduza a maioridade de 18 para 16 anos e que haja uma ampliação de tempo para os que tenham cometido homicídios ou crimes graves. E aumentar pena para os que exploram menores. Não é simplesmente aumentar a maioridade e pronto, mas não deixar impune e devolver às ruas antes mesmo de 3 anos alguém que cometeu assassinato. E de dar mais valor à vida humana e manter trancafiado um assassino.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com 

São Paulo

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DIPLOMADOS

Venho ouvindo e lendo muito a respeito da redução da maioridade penal, alguns querendo que os meninos de 16 anos respondam criminalmente como adultos e sejam devidamente encarcerados. Ao saírem das prisões, receberão, evidentemente, um diploma de "criminoso por excelência". Então estive pensando como poderíamos nós, governo e povo, ajudar esses pobres coitados. O governo deveria, primeiramente: 1) mandar para suas cidades natais todos os presos que estejam cumprindo pena, por exemplo, em São Paulo. A população carcerária diminuiria muito e poder-se-ia dar aos presos paulistanos uma vida carcerária decente, com estudo e trabalho; 2) os menores de 18 anos, criminosos e sentenciados, ficariam presos num colégio especial, onde estudariam normalmente, para então, aí, sim, ao saírem, terem consigo um "diploma" verdadeiro, pronto para uma vida digna e melhor.

 

Maria Luiza Marx malumarx@uol.com.br 

São Paulo

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PELA REDUÇÃO

Não bastassem os vários fortes motivos para a redução da maioridade penal, entre eles está aquele, muito sério, de que o eleitor de 16 anos pode desempatar, apenas com o seu único voto, uma eleição para presidente da República e, assim, mudar o destino do Brasil. Eleição é motivo muito sério, é matéria para adulto responsável. Mas o mais forte motivo é aquele de que os parlamentares não podem decepcionar de maneira alguma seus eleitores, uma vez que 87% dos brasileiros pedem a redução da maioridade penal. No dia da votação do assunto no Congresso, os eleitores estarão atentos, de olho no placar eletrônico da Câmara dos Deputados, a fim de verificar quais os parlamentares que desapontaram votando contra a redução da maioridade penal. Os deputados têm a obrigação, como representantes do povo, de atender à vontade de 87% da população brasileira e deixar de lado a opinião de eminentes jurisconsultos e de ideólogos de esquerda que pregam que a criminalidade existe em razão do capitalismo opressor. Aqueles parlamentares, se querem continuar a ser eleitos, têm de ouvir esses 87% de brasileiros, entre os quais estão seguramente os seus eleitores. Deve haver redução da maioridade penal para todos os crimes, e não apenas para crimes hediondos, como defendem alguns conciliadores de opinião. 

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com   

São Paulo 

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A LEI DA REDUÇÃO DA MAIORIDADE

Mais uma lei no cipoal de leis que não se acatam, não se cumprem, etc. Somos o país das leis, dos impostos, da roubalheira, da corrupção, etc. Temos um STF "petista", uma presidente "poste", um ministro da Fazenda "Mané" e vamos indo como calhambeque de circo.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com 

São Bernardo do Campo

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CONGRESSISTAS INSANOS

 

Os legisladores (sic) favoráveis à redução da maior idade penal já se preocuparam em verificar, nas instituições para menores do País, qual é a atual população de internos com menos de 16 anos? E que moral têm esses maiores de idade, ditos deputados e senadores, para legislar sobre idade penal, quando se sabe que muitos deles se escondem atrás do mandato para fugir de julgamento penal? Aprovada a lei, certamente as famílias brasileiras terão problema com a intensificação do recrutamento para o crime dos filhos abaixo de 16 anos. Com o intuito de "aparecer", esses congressistas (sic) estão beirando a insanidade. 

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com  

Ribeirão Preto

    

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TUMULTO NA CÂMARA

Toda vez que uma sessão de alguma comissão da Câmara dos Deputados permite a presença do público, aparecem os grupos pró e contra o assunto a ser debatido, e tudo acaba em confusão, como aconteceu no debate sobre a redução da maioridade penal. O grupo contra tumultuou a sessão, e isso tem sido uma tônica dos grupos que são contra o assunto a ser debatido. Parece que querem vencer no grito. Onde está a democracia nisso? Onde está o respeito pelo direito do outro grupo? Parece que querem, no grito, que prevaleça o que eles querem. No melhor estilo bandalha. São, no mínimo, para começo de conversa, mal educados e não devem ter o que fazer, já que podem estar àquela hora do dia na Câmara só para tumultuar sessão...

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

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COMBATE AO ÓCIO

Sem dúvida, a redução da maioridade penal deverá ser aprovada no Congresso Nacional, mas só resolve o lado punitivo do menor infrator. O que realmente está fazendo falta é como preencher o tempo ocioso do jovem, para que, no possível, ele não enverede para o caminho das drogas e da criminalidade. Certamente, teria de ser um programa de governo com a participação de entidades públicas e particulares.

José Millei millei.jose@gmail.com 

São Paulo 

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AÇÃO DO GOVERNO

A argumentação usada pelo governo federal contra a redução da maioridade desses pequenos marginais perigosos é a prisão junto com adultos condenados. Resolvem o problema reservando local adequado para que possam cumprir suas penas. Aliás, a presidente já deveria estar providenciando isso e não mandando nosso dinheiro para Cuba construir estradas, portos e aeroportos confortáveis. Investir recursos captados no País para beneficiar a população teria de ser obrigatório, antes de conceder quaisquer ajuda para outros países. O progresso e a prosperidade do povo dependem dos investimentos que o governo faz, portanto, essa é a nossa prioridade. Devemos ter uma lei nesse sentido e o Poder Judiciário deve mandar cumpri-la.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com 

Rio de Janeiro

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SUGESTÃO

Sugiro uma proposta de emenda constitucional (PEC) para aquelas pessoas contrárias à redução da maioridade penal. A PEC deve propor que os brasileiros que não concordam com a redução da maioridade penal sejam responsáveis pelos menores infratores, inclusive os marginais acusados de terem cometido homicídios e estupros. Podem começar adotando os quatro meliantes que estupraram a jovem no Piauí recentemente. 

 

Fábio Zatz fzatz@uol.com.br  

São Paulo 

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INFLUÊNCIA HORMONAL

Num momento oportuno em que a Câmara dos Deputados de Brasília vota o discutido tema da redução da maioridade penal, nas várias matérias que li na imprensa escrita ou vi na TV, não notei que alguém discutisse o valor da influência hormonal na participação dos menores infratores em crimes. Ora, quando na puberdade, aparece a testosterona no sexo masculino, e o indivíduo tende a se tornar mais impetuoso, senão agressivo. Alguns países civilizados deixam, portanto, o limite da responsabilidade penal para o tipo de crime e seus juízes valorizarem o delito. Se somente baixarmos para 16 anos a idade da imputabilidade, os bandidos vão cooptar os de 15 anos para baixo. É mais um erro, tal qual deixar a população à mercê destes assim chamados de pequenos bandidos. A repressão vem antes ou junto com a educação. O ser humano vive de estímulos e repressão. A educação desses marginais talvez seja conseguida daqui a décadas. Não é lógico nem justo que a população fique exposta a esse grupo de facínoras.

Antonio de Padua Bonatelli, médico neurocirurgião tonibonatelli@hotmail.com 

São Paulo

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VISÃO MÍOPE DA REALIDADE

Meninos e meninas são maltratados desde o primeiro choro no sistema público de saúde. Sobreviverão com pais ou outros sob as condições mais precárias imagináveis. Preferem a rua ao cômodo úmido e insalubre. A companhia de faixa etária desnorteada é preferível à degradação de adultos, ao álcool, à tristeza e à resistência selvagem aos males da vida. Aos 16 anos, é encarcerado por um crime. Para que não cometa mais nenhum crime nesta vida contínua de constrangimentos. A sociedade punitiva espera que assim seja. Não há um grão de seriedade e lógica nesse modo de ver a realidade. O futuro será ainda mais desastroso. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo

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IDADE PARA O CRIME

Não existe idade para o crime. Da forma como o assunto está sendo tratado, dá a impressão de que, ao completar 18 anos, o menor delinquente vira um 007 e tem licença para matar. A criminalidade tem de ser combatida em qualquer idade. Um bebê que, recém-nascido, é uma gracinha, um amorzinho, por que se torna um criminoso? Índole, educação, convivência, família, qual a causa geradora do efeito? Criamos leis para punir, sempre, nunca para reabilitar, nunca para criar oportunidade, incentivar, motivar, progredir. Achamos mais conveniente trancafiar ou eliminar o mal do que lutar contra ele. É chocante ver um menor, próximo de uma criança, estar sendo educado dentro do crime. Quem em sã consciência pode afirmar com certeza absoluta que um criminoso não pode ser reabilitado ou que um menor infrator não pode ser reeducado? O crime que compensa não é atingido pela punição, não está na cadeia, na favela, na rua, está muito bem instalado e gozando dos prazeres que proporciona.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com 

Matão

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INTERNAÇÃO

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defende a proposta de que o tempo de internação de menores infratores, em caso de crimes hediondos, passe de 3 anos para 8 anos ("Estadão", 10/6). "Nós queremos o apoio de todos. Trabalhamos nisso e não é de hoje, mas há dez anos. Hoje vemos que estamos construindo uma maioria", afirmou o tucano. Se o governador demorar mais dez anos, todos os menores de 16 anos terão atingido a maioridade e o problema estará resolvido!

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net  

São Paulo

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A FAIXA DE GAZA É AQUI

Enquanto 87% da população brasileira apoia a mudança do limite da maioridade penal, depois dos acontecimentos que recrudesceram a violência de menores no Rio de Janeiro - menores se transformaram em magarefes do crime -, depois de avaliar que uma vida, para esses menores, não vale mais do que um cordão de ouro ou um celular, depois desse caos que ameaça a integridade física dos visitantes na Olimpíada de 2016, não se pode compreender como o partido do governo e a dama de ferro (enferrujado) são contra a opinião do povo, sugerindo que se mudem as leis, que o governo construa reformatórios e outras promessas que ela armazena no seu arsenal, como em tantas outras ocasiões. O que causa desânimo no eleitor da oposição é a recente manifestação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, declarando que é contra a mudança da maioridade penal. A questão do menor infrator é apenas um variante no quadro brasileiro, que é comparável só a países em guerra. Listadas as cidades mais violentas do mundo, um terço está no Brasil. Nós ostentamos o 11.º lugar entre os mais inseguros com 50 mil homicídios por ano. Muitos desses menores, quando apreendidos, constata-se, não raro, terem passado por delegacias de polícia várias vezes. Uma guerrilha urbana está instalada nas principais cidades brasileiras e nada será feito para resolver o problema, uma vez que governo federal e o governo do maior Estado político do Brasil surgem como escudo para essa malta que continuará a roubar e vitimar famílias.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 

Vassouras (RJ)

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UMA SOLUÇÃO

 

Uma pequena minoria contrária à redução da maioridade penal diz que "isso não resolve o problema". Ora, disso todos nós sabemos, mas com certeza esses menores infratores ficarão atrás das grades, e não mais matando pessoas de bem.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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QUE PAÍS É ESTE?

Depois de ler os jornais, revistas e assistir a alguns jornais nas redes de TV, invadem nossa casa os programas dos partidos políticos que semanalmente tomam 10 minutos de nosso tempo para falar das maiores e piores informações que podemos querer saber. Causa-nos espanto que todos os partidos tenham a mesma visão do Brasil atual, totalmente destruído por esta administração (?) petralhista, e apresentem toda sorte de soluções. Se estão tão cientes de tudo, por que então não põem em execução os planos necessários para a solução de tais problemas? É o perfeito "me engana que eu gosto". Se todos fizessem metade do que dizem em seus programas, nós viveríamos no melhor país do mundo. Chegamos ao absurdo de nossa presidenta (com minúsculo mesmo) fazer uma viagem de interesse comercial para o País, num bate e volta, só para participar do congresso do PT, em Salvador, visto que é muito mais importante estar ao lado dos petralhas do que buscando soluções para nossa economia destruída pela incapacidade administrativa dos governos do PT. Que Deus nos livre deste mal, pois estamos cansados de ver prosperarem neste país os desmandos, a falta de caráter, as nulidades, as mentiras, as caras de pau, etc. Estamos vivendo o momento das nulidades, do poder nas mãos dos maus, pois já estamos sentindo o que disse Rui Barbosa: "O homem vai rir da honra e sentir vergonha de ser honesto".

Valdir Martins Caldeira valdirwaldemar@ig.com.br 

Araraquara

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A GESTÃO ECONÔMICA

A inflação é o grande vilão da economia brasileira hoje. Precisa ser controlada com muito rigor. Uma das possíveis causas de inflação é ter gasto público elevado, acima dos níveis do Orçamento da União. Outra é ter os recursos dos impostos mal aplicados. E foi o que aconteceu no Brasil. O governo gastou demais, aplicou o dinheiro onde não deveria, usou e abusou da Petrobrás e da propaganda oficial para esconder isso. O ajuste econômico defendido pela presidente Dilma acentua as ações sobre os cidadãos quando não reduz o tamanho do Estado. Ao contrário, aumenta os impostos para manter a pesada estrutura de muitos ministérios e cargos comissionados. Corta verbas da educação e da saúde para manter investimentos de viés ideológico fora do Brasil. Reduz as obrigações da União reduzindo direitos trabalhistas, no momento em que as medidas de ajuste causam forte recessão no País. Amplia despesas ao aceitar triplicar a verba para partidos políticos, além de manter propaganda para iludir a todos. Isso tudo sem falar no colossal escândalo de corrupção que drena toda a confiança na atual administração do País. Melhor seria cortar drasticamente cargos no governo federal, restringir investimentos do BNDES no Brasil, eliminar despesas incluindo propaganda oficial e punir rapidamente os envolvidos nos escândalos de corrupção. 

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo

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NÃO MATEMOS O DOENTE

Quando há excesso de demanda, quer em serviços, quer em produtos, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve intervir, com a elevação agressiva dos juros básicos. Não é o caso atual. O Brasil passa neste momento por processo de inflação de custeio, como reflexo de irresponsáveis despesas governamentais e de defasagem nas tarifas públicas. Sejamos sensatos, exorbitar no medicamento pode matar o doente.

Alfredo Mario Savelli a.m.savelli@uol.com.br

São Paulo

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BEABÁ DA ECONOMIA

Com uma inflação de tal tamanho,

Para cima vai o preço,

Para baixo vai o ganho.

E o resultado nada novo:

Que se "exploda o povo".

Eduardo A. Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com 

Campinas

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UM PACOTE MEIA-BOCA

Será um novo e requentado espetáculo do crescimento? Tomara! A presidente Dilma, sem perder sua pose (hoje de fracassada), anunciou um pacote de concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos que vai exigir investimentos de R$ 198,4 bilhões. Número bonito no papel, mas, se na prática ocorrer o mesmo que se deu com o PAC1, lançado em 2007, pelo demagogo Lula, cuja grande parte das obras ainda não foi concluída e algumas nem do papel saíram, este novo pacote estará fadado a um reluzente fracasso. Lógico que hoje nós temos a assinatura de um ministro com a credibilidade de um Joaquim Levy, mas que, neste mar de lama em que o governo está metido, além de uma economia no fundo do poço, qual será a justificativa para que investidores acreditem neste governo surdo que não ouve o mercado? Levy afirma que não faltará dinheiro para os projetos dessas concessões. Porém quais serão as regras que podem garantir ao investidor o retorno sobre o investimento, já que até aqui o PT sempre quis ditar tais regras sem remunerar adequadamente os investimentos? Essas dúvidas não foram esclarecidas! Somente no lançamento dos editais dessas concessões é que saberemos os indispensáveis detalhes. Portanto, o anúncio é de um pacote meia-boca... E não adianta Dilma afirmar que "as concessões virarão a página da dura dificuldade no País". Essa retórica não cola! Isso porque, de 2015 até 2018, essas obras vão consumir somente R$ 69,2 bilhões. Ou 1,2% do PIB... E, a partir de 2019, outros R$ 129,2 bilhões. Sinceramente, faria muito melhor ao País se Dilma, primeiro, pedisse do fundo da sua alma perdão pelo protagonismo do desastre da nossa economia...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O TREM-BALA

O governo Dilma anunciou um pacote de R$ 198 bilhões para alavancar nossa já estagnada economia. Será que nesse montante estão incluídos os custos que vão fazer o nosso trem-bala sair do papel?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 

Jandaia do Sul (PR)

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DUPLA FINALIDADE

Com tanta roubalheira neste governo, melhor seria se o PIL (Programa de Investimento em Logística) também fosse um Programa de Identificação dos Ladrões...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 

São Paulo

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PRIMARISMO PUNGENTE

 

Passa o tempo e petistas seguem sem aprender com os próprios erros. Em entrevistas publicadas à página A4 de terça-feira (9/6) do "Estado", dois petistas de escol mostram como funciona a cabeça dos membros da máfia, digo, legenda. De um lado, José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, disse sem corar que "só tem Lula em 2018 se governo der certo". Como se vê, mal começou o Dilma 2 e o líder do governo já faz cálculos sobre a volta do ex em 2018. Deixou claro que a preocupação não é com o País, mas com o PT e com as suas possibilidades eleitorais em 2018. Em outra entrevista, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) deu sua receita para a grandeza da Pátria: a) retirar do superávit (primário) os investimentos públicos; b) juros baixos; e c) aumentar a tributação do "andar de cima", com a criação de imposto sobre grandes fortunas e grandes heranças. Ora, o superávit primário impõe-se para a estabilização da dívida pública, que aumentará se ele for insuficiente, e, se isso ocorrer, o País perderá o grau de investimento, aumentando seus custos. Não é o superávit, mas a estabilização da dívida que está em questão. Quanto aos juros (política monetária), todos deveriam saber que não se baixam na marra, a marteladas. A "economista" Dilma Rousseff tentou fazer isso há algum tempo e deu no que deu. Por fim, o País já tem uma das mais altas cargas tributárias do mundo - talvez a maior entre os emergentes - e, mesmo assim, petista encontra forças para entoar o mantra da elevação da carga tributária, achando que, se penalizar patrimônios superiores a R$ 1 milhão, o País tirará o pé da lama. São de um primarismo pungente, pelamor! Não há a menor possibilidade de acreditar no Brasil com esta gente no comando da Nação.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com    

São Paulo

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CACETADA

O governo sancionou uma lei aumentando de 15% para 20% a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos para a Previdência Social, para reforçar seu caixa. Quem vocês acham que vai pagar essa diferença? Já viram algum banco diminuir seu lucro em prol de programas sociais, sem repassar aos clientes o seu custo? Mais uma cacetada indireta do governo em nosso bolso! O custo do crédito, evidentemente, ficará maior!

Paulo Tude petude@hotmail.com 

São Paulo

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SOBROU PARA QUEM?

Como se não bastassem os excessivos tributos a que somos submetidos (de modo a tornar saudoso o Quinto pago à Coroa Portuguesa), o desemprego alarmante de 8%, a inflação estourando a meta, enfim, a atual recessão econômica brasileira, o Banco Central (BC) eleva novamente a taxa de juros. Os 13,5% já eram esperados. Vale lembrar que a nova taxa repete a adotada em 2008 - auge da crise internacional -, mas num período bem diferente, mais ameno. O que, então, justifica esta praxe de apuros? Os apuros que a economia sofre. Os governos dos últimos 12 anos, embalados pelo populismo irresponsável do lulopetismo, criaram sua própria crise - o Brasil colhe aquilo que plantou durante as pedaladas fiscais do PT. Como sempre, a safra pútrida vem parar no nosso prato.

                                                                                                                                                                                  Elias Menezes elias.natal@hotmail.com 

Nepomuceno (MG)

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QUEM SOBREVIVERÁ?

O "Estadão" publicou na semana passada que o "consumo das famílias em queda derruba a indústria". Eu afirmaria que derrubou também os supermercados, as feiras livres, as vendas e locações de imóveis, os restaurantes, serviços, a hotelaria, etc. Ou seja, o petelulismo corrupto conseguiu paralisar o País. Resta ver, agora, quem e como sobreviverá, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

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MARCHA À RÉ

Prognóstico desalentador o da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea): queda de mais de 20% na produção de veículos neste ano, num decepcionante retrocesso aos níveis de 2006, quando o País fabricou 2,4 milhões de unidades. Voltar nove anos é sinal claro e evidente de que a economia está de marcha à ré, engatada rumo ao precipício. Basta!

J. S. Decol decoljs@globo.com 

São Paulo 

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PRODUTIVIDADE DINAMITADA

Estudos na indústria revelam que um único trabalhador norte-americano produza como quatro trabalhadores brasileiros. Os principais vilões e responsáveis são a educação - sempre ela - e a falta de tecnologia moderna no País. Enquanto o trabalhador brasileiro tem, em média, apenas 7 anos de estudo, o norte-americano fica 12 anos na escola. A falta de tecnologia e de maquinário moderno é outro fator negativo. Além disso, temos a burocracia e altos tributos dinamitando a produtividade e competitividade das empresas nacionais, um verdadeiro tiro no pé num mundo competitivo e globalizado como o nosso. O Brasil precisa urgentemente se modernizar, educar e melhorar, para entrar de fato no século 21 e se tornar um país mais eficiente, competente e produtivo.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

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VONTADE POLÍTICA 

A propósito do editorial "O cobertor curto da Saúde" (11/6, A3), a solução para o problema dos chamados "medicamentos órfãos" é produzir, no Brasil, esses remédios mediante acordo com as empresas farmacêuticas ou em órgãos como a Fiocruz ou o Instituto Butantan, por exemplo. Um caso concreto: a ONG que reúne as pessoas com a Síndrome de Menke, uma doença rara como a Doença de Wilson, conseguiu com o HC de Ribeirão Preto e um pequeno laboratório de manipulação local a produção do remédio raro para seus pacientes cuja importação era proibida e caríssima. É uma simples questão de vontade política, a diferença entre resolver o problema ou ficar o governo na imprensa chorando a tal falta de verbas.

Lúcio Mazza, vice-presidente da Associação Brasileira dos Doentes de Wilson lmazz@uol.com.br 

Guarulhos

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UM PESO, DUAS MEDIDAS

Muchiba para atualizar preços de honorário médico no Sistema Único de Saúde (SUS), esta porcaria de governo petista abre a mão para índices de reajustes anuais autorizados para planos de saúde individuais e familiares. 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)

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OBRA ANTIENGENHARIA

Uma das maiores obras antiengenharia de tráfego é a ciclovia na Avenida Paulista na faixa onde deveria estar a faixa exclusiva de ônibus. Em horário de pico, este tipo de transporte público leva aproximadamente uma hora para percorrer os quase 3 km de sua extensão, resultando numa incrível velocidade de 3 km/h! Todos os dias eu e mais centenas de milhares de paulistanos ficamos amontoados dentro dos ônibus que param constantemente, pois há inúmeros carros que entram à direita nas travessas, estacionamentos privados e de edifícios, carros-forte e táxis parados, carros que saem das faixas da esquerda para entrar à direita nas transversais, obrigando os ônibus a frearem, ônibus que invadem as faixas da esquerda, pois a faixa da direita exclusiva (de mentirinha) não anda. Enfim, esta prefeitura incomPeTente de Fernando Haddad conseguiu instalar o caos nesta avenida. Por onde anda o Ministério Público, que não faz nada a respeito desta obra, que é uma afronta aos trabalhadores pagadores de impostos que são obrigados a utilizar os ônibus?

   

Marcelo L. Z. Bernabe zbernabe@hotmail.com 

São Paulo

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DO LIMÃO, LIMONADA

A equipe técnica do prefeito "Raddar Malddad" poderia estudar a viabilidade de substituição de circulação de bicicletas por motocicletas nas faixas vermelhas, pois assim não terá de apagá-las por falta de uso, diminuindo inúmeros acidentes diários com motoqueiros. A propósito, se a presidente ciclista Dilma Rousseff se dispuser a pedalar sozinha pelas ruas paulistanas, constatará que sua bike representa 100% (cem por cento) dos usuários em boa parte delas. Apenas em algumas vias as faixas são aproveitadas por esportistas pedaleiros noturnos. Lugar de "magrela" é no Ibirapuera.

Luiz C. Bissoli lcbissoli46@gmail.com 

São Paulo

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QUE SUCESSO

Diante do retumbante sucesso auferido pelas ciclovias, o prefeito Haddad se vê obrigado, a partir do segundo semestre, a instituir o sistema de rodízio.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo 

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COMPANHIA ENGARRAFADORA DE TRÂNSITO

A nossa gloriosa Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e o pintador de asfalto Fernando Haddad, realmente, me comovem! Todos os dias, tento me deslocar pela Avenida Morumbi do sentido Palácio do Governo-Ponte do Morumbi. Além de estreita e sobrecarregadíssima, afinal centenas de prédios foram construídos no Panamby e na região, esta via, teoricamente, serve de caminho para outros motoristas. Uma das opções para fugir do trânsito era fazer um caminho alternativo e atravessar a avenida e acessar uma rua chamada Mário Freire, com consequente retorno à via, porém mais para a frente, próximo do acesso à travada Ponte do Morumbi. Ora, os "geniais" marronzinhos resolveram mudar a mão da Rua Mário Freire e, agora, em vez de desafogar a Avenida Morumbi, congestionarão ainda mais as ruas do bairro. Show de horror! Aliás, já tentei por diversas vezes exercer minha cidadania e sugerir a implantação de pista reversível na Ponte do Morumbi, no sentido Santo Amaro-Palácio do Governo, pelo menos no período da manhã, porém nunca consigo inserir minha "estúpida" sugestão. Como sabemos, a "Companhia Engarrafadora de Trânsito", está muito mais preocupada em multar e punir os motoristas do que em buscar alternativas verdadeiramente solucionadoras de nós intransitáveis. Nem vou mencionar os "lindos" totens instalados com radares por dezenas de vias da cidade. Não sou arquiteto nem urbanista, mas fico "emocionado" de ver aquelas lindezas. Para finalizar, convido uma equipe de repórteres do "Estadão" para tentar trafegar na gloriosa Avenida Berrini. Com a interminável obra do corredor de ônibus, circular por essa avenida é simplesmente... uma delícia!

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br 

São Paulo

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GESTÃO HADDAD

Será que não temos mais radares do que semáforos? Este é o modo PT de governar. 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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PENSANDO EM 2016

Em ano de vacas magras, com a Petrobrás e outras estatais nocauteadas, onde e como buscar recursos para a campanha eleitoral de 2016? O prefeito paulistano imitador de Dâmocles teve a magnífica ideia de, para esse fim, contar com as construtoras, incumbindo-as de uma edificante tarefa: vai aumentar as áreas comerciais nos bairros das "zelites brancas e de olhos azuis", que são algumas das pouquíssimas regiões que ainda conservam o quase extinto verde da cidade. Já que a ganância do lado de lá é incontrolável, o lado de cá tem de se unir para cortar o fio do rabo de cavalo que segura a espada!

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 

São Paulo

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SEGURANÇA AUTOMOTIVA?!

Atendendo à notícia da Honda Automóveis para substituir o airbag de meu Civic 2008, fui informado pelo atendente da empresa de que eu seria atendido apenas em dezembro deste ano. Sobre o perigo de explosão do airbag, fui informado de que a peca reparadora viria de navio para o País! Até lá, os clientes (eu e centenas de outros) seremos potenciais kamikazes... Apelo aos órgãos de defesa do consumidor, por favor.

Lourenco J. C. Paolini lourencojcpaolini@gmail.com 

São Paulo

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