Fórum dos leitores

GOVERNO LULOPETISTA

O Estado de S. Paulo

18 Junho 2015 | 03h00

Pedaladas

“O que a Nação assistiu, perplexa, foi a uma verdadeira política de irresponsabilidade fiscal, marcada pela deformação de regras para favorecer os interesses da chefe do Poder Executivo em ano eleitoral, e não os interesses da coletividade no equilíbrio das contas públicas” – essa é uma parte dos elementos apresentados pelo Ministério Público de Contas ao Tribunal de Contas da União (TCU), em documento saído do gabinete do procurador Júlio Marcelo de Oliveira, acerca das contas do governo de Dilma Rousseff nos exercícios de 2013 e 2014. Estarrecida, li na edição de ontem do Estadão que o TCU deve dar prazo maior para Dilma explicar essas contas, que caracterizam suas pedaladas fiscais. De quanto tempo mais o TCU precisa para entender o trato irresponsável dado às contas públicas pelo governo federal? Será necessário desenhar?

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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Deixa ver se eu entendi: o TCU está pedalando para não reprovar as pedaladas?!

RICARDO SANAZARO MARIN

s1estudio@ig.com.br

Osasco

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Jogo de cena

É pura encenação essa convocação para Dilma “explicar”. Houve a comprovação técnica, indiscutível, de irregularidades que requerem e até exigem – em nome da honestidade que deveria reinar em nossas instituições – a rejeição das contas. Agora vêm com convocações para “explicar” as irregularidades? Ora, o povo brasileiro não pode ser ofendido assim na sua inteligência. Explicar o quê, que 2 + 2 = 5? É degradante como as autoridades desprezam quem as sustenta e a quem devem respeito máximo: o cidadão brasileiro.

OTTFRIED KELBERT

okelbert@outlook.com

Capão Bonito

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Jogada contra a LRF

Essa manobra do TCU dando prazo de 30 dias para a presidente criatura justificar as tais pedaladas que contrariam a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) nada mais é do que um recuo, que parece covardia, dos membros desse órgão, das consequências de uma decisão firme, como se esperava, o que não se admite porque, como já confirmado pelo defensor público, é uma jogada costumeira. O prazo é só um tempo para que o governo petista descubra uma forma de “legalizar” a safadeza. Uma pena o recuo, porque pode ser a jogada que acabará por decretar o fim de uma lei criada para impedir que governos usem e abusem do erário em manobras que causam escândalos financeiros como mensalão, petrolão e outros. 

LAÉRCIO ZANINI

spettro@uol.com.br

Garça

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Precedente aberto

Lamentável essa decisão do TCU de conceder 30 dias à presidente Dilma para prestar esclarecimentos sobre suas contas (reprovadas pelo relator). E produtora de mazela em sua jurisprudência, posto que qualquer titular de órgão público passará a gozar de idêntico privilégio. Considerando que as contas foram prestadas pela presidente, esta recebeu prazo para exercer o direito de réplica ao voto do relator, algo insólito no direito processual e nos precedentes da corte, doravante desprovida de arrimo jurisprudencial e atributos éticos para agir diversamente em outros processos.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Explicações...

Dilma pedalou ou não pedalou? Se pedalar é crime, que diferença faz ela “explicar”? Querem que ela diga o quê, que pedalou porque “precisou”...? Essa explicação a eximiria de culpa? Mesmo se fosse uma condição de sobrevivência nacional, e não era, Dilma cometeu um crime. E ponto! De que adianta “explicar”? E se ela “explicar” dizendo que não sabia, como é mais que provável, vão fazer o quê? Dar-lhe mais 30 dias para se arrepender e confessar? Essa manobra procrastinatória é típica de quem está com medo de assumir suas responsabilidades. Há quem considere esses tribunais de contas inúteis... Podem ter razão!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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Impeachment

Acho que a oposição está fazendo muita espuma sobre as contas de 2014 do governo Dilma. O TCU pode até reprová-las, mas não é a decisão definitiva. O TCU é um órgão auxiliar do Congresso Nacional. O parecer do TCU é levado a plenário para votação e lá muda tudo. Se o plenário rejeitar o parecer do TCU e aprovar as contas, acabou, assunto encerrado. A oposição vai espernear, o Ministério Público também, mas vai ficar nisso. Tirem o cavalo da chuva, não é isso que servirá de motivo para impeachment. Há razões para tal? Na minha opinião, há, embora juristas digam não haver elementos fortes. Talvez quando o País quebrar apareçam os tais elementos fortes. A base do governo não vota o impeachment. Até porque, se houver o impeachment, quem assume? O vice-presidente Michel Temer. Só vão trocar a raposa do galinheiro.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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Blindagem

Quem está de saia-justa não é o PSDB, que parece ter jogado a toalha. É a população que sofre as consequências das irresponsabilidades do governo do PT. Fatalmente vão blindar de novo os responsáveis, a culpa vai para Arno e Mantega. Resolvido! Mas a História não falha e a verdade vem à tona. Tardia, mas vem.

HÉLIO NOGUEIRA

helio.nogueira@icloud.com

São Paulo

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O PT jamais assume a responsabilidade dos atos que pratica! É o exemplo explícito do populismo irresponsável!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

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Culpa de FHC?

Desta vez, quem vão culpar pelo fato de as contas de Dilma Rousseff não fecharem? Falta de chuva? Alta do dólar? Crise mundial? Ou FHC?

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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BIOGRAFIAS

Ídolos com pés de barro

Soberbo, o artigo Pega na mentira (17/6, A3), de José Nêumanne, desnuda os ídolos da minha juventude. Por suas posições políticas, há muito deixei de curtir as canções de Chico Buarque. Agora estão no mesmo balaio as produções de Roberto Carlos, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Deveriam montar um quarteto e denominá-lo “meu nome é dinheiro”.

J. PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

São Paulo

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PEDALADAS NA CONTABILIDADE

Consta que a presidente Dilma Rousseff terá 30 dias para explicar ao Tribunal de Contas da União (TCU) irregularidades em 13 itens das contas de seu governo em 2014. Coincidência ou não, 13 é o número do partido da presidente e a única dúvida restante ainda é se as "pedaladas" foram feitas em bicicletas de aro 13. Aí a coisa "danou"!

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com 

Avanhandava

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O RELATÓRIO

O TCU apontou no seu relatório sobre as contas de 2014 que erros seguidos de projeções econômicas deram origem às manobras usadas pelo governo Dilma Rousseff para fechar suas contas, as chamadas "pedaladas fiscais". Em outras palavras: incompetência, má-fé e propaganda enganosa. Por causa disso, em países civilizados, muito antes de um processo de impeachment, um mandatário com um mínimo de responsabilidade renunciaria ao cargo. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com  

São Paulo 

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FALTOU CORAGEM

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) está sendo vilipendiada com o excesso de irregularidades cometidas em pedaladas fiscais pelo governo, e o TCU deu prazo de 30 dias para a presidente Dilma explicar fraudes inexplicáveis. Faltou coragem para os ministros do tribunal, marionetes do governo, rejeitarem as contas ilegais, por pressão política. Pobre Brasil!

José Wilson de Lima Costa

jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo

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TRIBUNAL BONZINHO DEMAIS

Como pudemos ver, mais uma vez os órgãos fiscalizadores estão todos contaminados e mapeados com simpatizantes do PT. Encobrem tudo, fazem vistas grossas, julgam de maneira ideal ao governo, e assim vamos quebrando o País, a ver até onde teremos condições de suportar o efeito catastrófico. Se as contas demonstram pedaladas, mascaradas, reprovem as contas e cumpra-se a lei, e não deem prazo para que o governo se explique, pois aí entrarão os marqueteiros e, pela grana que recebem ardilosamente, pedaladas novas virão

Julio Jose de Melo

julinho1952@hotmail.com 

Sete Lagoas (MG)

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A VEZ DO TCU

Se o TCU, com o adiamento da análise de prestação de contas do desgoverno Dilma, deu uma pedalada, com certeza dará uma maquiada no julgamento e na decisão.

José Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com 

São Paulo

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FAZENDO 'MÉDIA'

É inacreditável! Até quando os nossos tribunais continuarão fazendo "média" com as autoridades? O Tribunal de Contas da União (TCU) concedeu 30 dias, ou melhor, aviso prévio, para a presidente explicar as "pedaladas fiscais". E só com explicação resolve? Parodiando o ministro recém-empossado no Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, então são apenas "indícios" de irregularidades fiscais que precisam ser explicados? No mínimo é uma deci$ão inédita. Essas deci$ões dos nossos tribunais pa$$am para o povo brasileiro a impressão de que é dado um tempo para que as partes "negociem". Não é, não? Na atual conjuntura, é o que nos transparece, e não nos faltam exemplos.

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br 

São Paulo 

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PONTO COM NÓ

Duvido, faço pouco e dou risada se o TCU rejeitar as contas do governo Dilma relativas a 2014. Dilma Rousseff não dá ponto sem nó, tudo o que faz já é previamente estudado e premeditado. Seu criador e antecessor já se encarregou de acertar tudo com antecedência com os ministros do TCU, afinal de contas, foi exatamente para isso que eles, os ministros, foram escolhidos a dedo - a 19 dedos: 10 de Dilma e 9 de Lula. Ou será que não?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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'LA NAVE VA'

TCU pede explicações a Dilma... Como sói acontecer, não vai dar em nada. Mentiras do marqueteiro serão aceitas e "la nave va". Quem afeta as contas do INSS são os trabalhadores, e não as pedaladas e tantos assaltos ao erário. Não há instituição neste país que dê conta de tantos descalabros. A população está perdida e mal paga.

Ana Lúcia Amaral

anamaral@uol.com.br 

São Paulo

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CRIME DE RESPONSABILIDADE

Dilma cometeu crime de responsabilidade em diversos itens de sua política econômica, o que resultou num imenso desarranjo na economia, na volta da inflação, no desemprego crescente, nas fábricas fechadas e em muitos outros prejuízos para a sociedade. As leis que ela burlou foram feitas para proteger a população exatamente do que ela está sofrendo neste momento. Sim, Dilma é criminosa, com o agravante de que foi advertida dezenas de vezes ao longo de seu mandato e irresponsavelmente não ligou para o sofrimento que iria infringir ao povo, como ocorreu. Por justiça, ela deveria ir para a cadeia. Para que, senhores ministros do TCU, servem as leis que deveriam conduzir a sociedade a uma convivência justa e pacífica? 

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br 

São Paulo

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UMA CORTE DECORATIVA?

O adiamento do julgamento das contas de 2014 de dona Dilma, bem como a dissidência entre os julgadores do TCU, demonstra que o tribunal não está desejando cumprir o quanto apurado em parecer técnico da Corte. Se ocorreram as pedaladas, com a omissão de suprimento aos bancos oficiais dos pagamentos aos programas sociais por eles feitos, inclusive o Bolsa Família, assim como outras irregularidades, as contas merecem ser julgadas e não aprovadas, porque, se aprovadas, contará a presidente com um atestado da Corte de que se pode governar ferindo postulados jurídicos e as leis vigorantes no País. Ou o julgamento do TCU não tem importância? Aliás, pela análise histórica, a Corte nunca reprovou as contas de nenhum presidente. Seria ela meramente decorativa ?

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br  

Rio Claro

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PELA SEGURANÇA DO TCU

Se com a simples convocação de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, para depor na CPI da Petrobrás - onde ele pode ficar calado - os petistas já rodaram a baiana, imaginem o TCU condenando as conta de Dilma?

Moises Goldstein

mgoldstein@bol.com.br 

São Paulo

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INCOMPETÊNCIA

Até quando vamos ter de engolir a nossa "presidenta"? Se ela fosse diretora de alguma multinacional, já teria levado um chute no traseiro pela sua incompetência.

Maria José da Fonseca

fonsecamj@estadao.com.br 

São Paulo

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AL CAPONE

Dilma Rousseff vai ter o mesmo fim que Al Capone: o de a investigarem por uma coisa e o de a condenarem por outra!

Eugênio José Alati

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

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OFICIALIZANDO O ÓBVIO

O procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do Ministério Público Federal, que atua junto à corte de contas, sugeriu aos ministros do TCU que votem pela reprovação das contas do governo, pois "o que a Nação assistiu, perplexa, foi uma verdadeira política de irresponsabilidade fiscal, marcada pela deformação de regras para favorecer os interesses da chefe do Poder Executivo em ano eleitoral e não os interesses da coletividade no equilíbrio das contas públicas". O parecer do procurador foi feito a título de contribuição aos ministros do TCU e será encaminhado ao Congresso, a quem cabe julgar, em última instância, sem prazo definido, se houve ou não irregularidade no balanço que indica a situação financeira, patrimonial, orçamentária e contábil da União. Eis o resumo da reportagem publicada no "Estadão". O procurador na verdade apenas oficializou, pela prerrogativa que a lei lhe concede, o que muitos de nós, que acompanhamos minimamente a política neste país, já sabíamos de longa data. Por sua vez, o ministro relator do TCU sobre as contas do governo, Augusto Nardes, já deu sinais claros de que vai dar parecer pela reprovação das contas de 2014. E por tudo o que já chegou ao conhecimento público, não poderia ser outra a sua decisão. Toda a condução da política econômica de 2014 foi conduzida especificamente para a reeleição da presidente. Com as denominadas "pedaladas", a escamoteação da inflação real do País e outras espertezas, o governo criou um enorme déficit público, e agora, reeleito, nos apresenta a conta na forma de "ajuste fiscal", uma maneira cínica de empurrar para a população brasileira as manobras de uma gestão do País destinada à permanência do seu grupo no governo. Foi um crime contra a população brasileira e não pode ficar impune.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br 

São Paulo

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PEDALADAS E PEDALADAS

O sentido das primeiras, no caso em tela, é o impulso dado ao pedal (como o próprio nome diz, dado pelos pés) para que uma bicicleta se movimente para a frente, para que, se deslizando no asfalto, traga para o seu condutor o prazer de um bom passeio. Aliás, o "Estadão" há poucos dias comprovou isso publicando uma foto da presidente Dilma passeando alegremente numa bicicleta, longe das cansativas obrigações e críticas comuns ao governante de um país. Já o sentido das segundas, que para mim é um neologismo -"pedaladas fiscais" -, que o mencionado "Estadão", doutrinariamente, entre outras considerações, ensina o que são: "prática do Tesouro de atrasar de forma proposital o repasse de dinheiro para bancos para melhorar artificialmente as contas federais" (17/6, B4). É um estelionato contábil. Tanto é que o governo atual já recebeu indicação de que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o ex-secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, deverão ser responsabilizados pelo TCU. É o que eles merecem. Para que se faça homenagem à Justiça, aplique-se a eles o brocardo jurídico "nulla est maior probatio quam evidentia rei" (não há a maior prova que a evidência da coisa).

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br 

Assis

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PRENDAM O MENSAGEIRO!

Noticia-se que o governo já recebeu indicações de que o ex-ministro Guido Mantega e o ex-secretário do Tesouro Arno Augustin deverão ser punidos pelo TCU, acusados de cometer crime contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Até parece que dona Dilma deixa algum subordinado fazer o que quer no seu governo. Tal como nos governos do seu mentor e antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, a blindagem dos reais responsáveis já está montada. Depois reclamam que neste país só pobre paga pelo seus crimes. Essa impunidade dos chefes é política dos governos do PT. Até quando? 

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com 

São Paulo 

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A ATUAÇÃO DO AGU

Desde ontem a imprensa tem destacado o julgamento do TCU sobre as contas de 2014 da presidente Dilma. Um ponto especialmente tem me intrigado: a pública e notória atuação do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, no caso. Conquanto o dever de prestação de contas (ordinárias ou anuais) seja decorrente do cargo, a responsabilização do gestor é PESSOAL. Vale dizer: acaso apuradas e comprovadas irregularidades, a responsável é a própria presidente, e não "o governo" ou "a União". Em síntese, isso significa que a presidente não poderá se valer do advogado-geral da União para se defender, acaso sejam imputadas irregularidades atribuídas a ela, pessoalmente. Deverá contratar advogado particular, pago por ela própria. Aliás, registre-se, o TCU, na sessão de ontem, concedeu-lhe prazo para apresentação de defesa. Desse modo, convém que os órgãos de fiscalização fiquem atentos ao desenrolar dos fatos e à atuação do advogado-geral no caso, observando a regularidade de sua atuação em face dessas considerações e das atribuições a ele cometidas pelo art. 3.º da Lei Orgânica da Advocacia-Geral da União.

Frederico Araújo Seabra de Moura

fredericoseabra@me.com 

Natal

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A POSSE DE LUIZ FACHIN

Dilma Rousseff, com medo de mais um "panelaço", não teve coragem de prestigiar a posse do mais novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o "cumpanheiro" Luiz Edson Fachin, que ela trouxe para integrar seu "time". Ah, que saudades de Joaquim Barbosa. 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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POSSE NO STF

Esperamos que da cadeira que foi ocupada pelo ex-ministro Joaquim Barbosa traga bons fluidos ao novo ministro Luiz Fachin, que a ocupa agora. Que ele tenha sabedoria para entender a presença na posse de investigados na Operação Lava Jato como simplesmente uma homenagem, que se esqueça da vida profissional privada, o apoio ao MST e o lado que escolheu antes das eleições para a Presidência do País. Assim poderá julgar o que lhe compete, com toda autonomia e autoridade que o STF confere. 

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br 

Rio de Janeiro 

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NA FOTO

Um alvo da Operação Lava Jato, que está presidente da Câmara dos Deputados, aplaudindo a posse de um ministro do Supremo Tribunal Federal que poderá vir a julgá-lo. Triste retrato do momento que vivemos.

Honyldo Roberto Pereira Pinto

honyldo@gmail.com 

Ribeirão Preto

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FACHIN E A DELAÇÃO PREMIADA

Como bem disse o dr. Fachin, que "delação premiada precisa de contraprova", que os senhores corruptos não se esqueçam e façam a gentileza de emitirem a correspondente nota fiscal quando da ocorrência dos seus atos...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com 

São Paulo

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O PRÊMIO E A PROVA

Ora, delação só é premiada se for acompanhada de prova idônea. Caso contrário, é mera delação. Alguém tem decidido de outra forma? Juízes ou tribunais? A que serve a declaração do novo ministro?

Haroldo Nader

nader.haroldo@gmail.com 

Valinhos

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MUITOS ESTARÃO VIVOS PARA VER

No dia 13/5/2015 escrevi, neste "Fórum", com o título "Quem viver verá", minha opinião questionando a imparcialidade do sr. Luiz Edson Fachin num possível julgamento dos políticos da Operação Lava Jato. Pois bem, passados 36 dias, a manchete do jornal traz a seguinte notícia: "Fachin afirma que delação não pode ser prova única", ou seja, questionando-a. Afinal, para fazer a delação não são apresentadas provas documentadas? Se há a necessidade de outra prova idônea, segundo o juiz, é porque as apresentadas não são provas. Se não são provas, por que foram aceitas? Por favor alguém me explique melhor isso, ou será mais uma pizza sendo colocada no forno?

Jorge Eduardo Nudel

jorgenudel@Hotmail.com

São Paulo

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ESTAMOS DE OLHO

O glorioso ministro Fachin já mostrou a que veio. Como delação premiada não é "prova", nada mais justo e certo que exigir de corruptores e corrompidos documentos datados e assinados em que ambos declarem os malfeitos, valores e datas. Melhor ainda: podemos solicitar que ambos reconheçam firma em tais documentos. Que tal minha "ideia", ministro?! Nesta ocasião, poderíamos aproveitar para enviar nossas cartinhas para Papai Noel e, também, ao Saci Pererê... Que o glorioso STF não se torne um sPTf é o que todos estão almejando, ministro, portanto não se apequene. Já o TCU, ao dar 30 dias para as explicações sobre as pedaladas de dona Dilma - não aquelas sobre uma magrela -, esperamos que também não se apequene nem se torne um PTcu... Senhores, a Nação está de olhos abertos e, mais precisamente, olhando com lupa a atuação dos senhores. Não brinquem nem subestimem a inteligência dos brasileiros. Merecemos e exigimos mais respeito!

Renato Amaral Camargo

natuscamargo@yahoo.com.br 

São Paulo

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'DELAÇÃO EM SI NÃO É PROVA'

O novo ministro do STF já começou a por as manguinhas de fora!

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br 

São Paulo

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PELE DE CORDEIRO

O novo ministro do STF, Luiz Edson Fachin, que na sabatina no Congresso Nacional parecia um humilde candidato a diácono, já põe suas mangas de fora no primeiro dia de suas atividades nos STF. Não há surpresa, ele já mostra a que veio - aquele jurista humilde não existe mais, ou nunca existiu.

Celso de Carvalho Mello

celsosaopauloadv@uol.com.br 

São Paulo

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PELO PT

Com o novo ministro no "SPTF" (nova sigla), para o ParTido tudo ficou ainda mais "facin"...

Nelson Carvalho

nscarv@gmail.com

São Paulo

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FACHIN NO STF

O neo-ministro do STF, dr. Fachin, em entrevista publicada no "Estadão" de 16/6, já sinalizou para que veio. Pobre Brasil! Pobre Justiça!

Carlos Benedito P. da Silva

carlosbpsilva@gmail.com 

Rio Claro

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AGORA É A HORA

Chega a hora de o ministro Fachin aplicar a "teoria do mínimo existencial de vergonha na cara" ante o caos em que se encontra o Brasil graças ao PT e à sua corja. Imparcialidade, serenidade e coragem acima de tudo. 

Ataliba Monteiro de Moraes Filho

ataliba@outlook.com 

Araçatuba

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A MISSÃO DE FACHIN

A primeira e mais importante missão de Fachin é postergar o julgamento das perdas dos Planos Bresser, Verão e Collor. Dilma, antecipadamente, agradece a colaboração do novo ministro em surrupiar o sofrido e roubado povo brasileiro.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br  

São Paulo

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AS COTAS E A DISCRIMINAÇÃO

A Câmara dos Deputados rejeitou a proposta que estabelecia a reserva de uma cota de 10% das cadeiras parlamentares para as mulheres. Há que se considerar que, na população, o número de mulheres é maior do que o de homens e, consequentemente, o de eleitores femininos também é superior ao de eleitores masculinos. Essa simples constatação é o suficiente para justificar a não criação de cotas. Se as eleitoras quisessem mais mulheres na política, teriam forças para elegê-las em lugar dos candidatos masculinos, pois são numericamente superiores a estes. Em vez de cotas, o ideal seria buscar os problemas que impedem a mulher de alçar grande quantidade de cargos ela e, removidos os obstáculos, certamente elas passariam a ter mais sucesso eleitoral. Da mesma forma devem ser encaradas as outras cotas. Em vez da facilitação aos candidatos - a vestibulares, concursos públicos e outros -, devemos trabalhar pela superação dos problemas que os fragilizam perante os demais. Orientação sexual, etnia, nível econômico ou qualquer outras diferença entre os pretendentes a um mesmo posto não podem superar o critério do saber.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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TENSÃO ENTRE PT E PMDB

Com seu nome hostilizado em congresso do PT realizado no último sábado, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usou seu Twitter para ameaçar o fim do namoro com o partido de Dilma Rousseff. "Talvez tivesse sido melhor que eles aprovassem no congresso o fim da aliança, e não sei se num congresso do PMDB terão a mesma sorte", disse. Cunha apontou também que não vai mais se submeter à "humilhação do PT". Com ou sem humilhação, os peemedebistas não são santos. Conseguem a façanha de estar no Planalto sem estar. Estrategicamente, fazem Dilma sangrar enquanto pensam nas eleições presidenciais de 2018. O Executivo tem sofrido uma série de derrotas no Congresso. Michel Temer, nesse descaminho, permanece incólume, afinal, não há instituto de pesquisa que avalie a popularidade do vice-presidente. 

Gabriel Bocorny Guidotti

gabrielguidotti@yahoo.com.br 

Porto Alegre

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EDUARDO CUNHA INCOMODA

Sem fazer nenhum juízo de valor, o presidente da Camara, Eduardo Cunha, incomoda muita gente, principalmente o PT e o governo. A recente declaração de repúdio durante o congresso petista demonstra isso muito bem. O deputado Eduardo Cunha vem agindo com independência e não se curva à vontade do Planalto. As críticas sobre seu autoritarismo partem daqueles mal acostumados com a ordem na Casa. Na verdade, são um bando de meninos irresponsáveis que precisam de um bedel para discipliná-los. A opinião pública precisa ser esclarecida de que o papel da Presidência é pautar os assuntos. Quem aprova ou desaprova é o plenário! Esse negócio de o PT desaboná-lo é pura firula, pois sabe que sem o PMDB está frito. 2016 está chegando e os petistas já sabem o que vai acontecer: o partido deverá encolher substancialmente, tanto nas prefeituras quanto nas assembleias. Pouco a pouco nos vamos livrando desse partido predador que tanto mal fez ao Brasil!

Paulo Tude

petude@hotmail.com 

São Paulo

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REFORMA PARTIDÁRIA E POLÍTICA

Movido pela perspicácia e talento que lhe deram o Prêmio Nobel de Literatura, Mário Vargas Llosa pôs em destaque a destruição dos fundamentalismos ideológicos na Espanha, à esquerda por Felipe Soárez e, à direta, por seu adversário José María Aznar, o que permitiu à Espanha ser um moderno e democrático país de convivência política e social. No Brasil e na Venezuela, país cuja visita de Soarez foi abordada pelo escritor ("Estadão", 14/6), os arroubos bolivarianos, a corrupção e a demolição dos partidos de esquerda impedem essa evolução, do que decorre que dependemos essencialmente de uma reforma partidária, partícula de uma profunda reforma política.

Amadeu Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br  

São Paulo

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FINANCIAMENTO DE CAMPANHA

Sou radicalmente contra o financiamento público de campanhas políticas. Os nossos impostos devem ter finalidades nobres, tais como educação, saúde, segurança e infraestrutura, e não atividades espúrias. O financiamento privado vai ser muito difícil de proibir. Se tal possibilidade vingasse, a saída será tirar recursos privados não compulsórios dos eleitores. Se dependerem de mim, não levam um centavo. Então acharão um jeitinho para continuarem extorquindo empresas e empresários e bolarem novos mensalões e petrolões.

Paulo H. Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com 

Rio de Janeiro

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REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Parece que a novela "18 por 16" está chegando ao seu último capítulo envolvendo atores que já estão habituados a figurar em outras novelas rodadas no Planalto. É sabido que o Partido dos Trabalhadores (PT), tendo à frente a presidente Dilma, coadjuvada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, são ardorosos defensores dos menores delinquentes, aqueles que já fazem parte do mundo do crime pois já entraram antes da maioridade no rol dos assassinos. Cardozo declarou ser favorável ao projeto do senador José Serra (PSDB-SP) sem reduzir a maioridade penal. Já o senador José Pimentel (PP-CE), relator da proposta que tramita no Senado, mas com a ampliação para oito anos e não dez. Aqueles que advogam barrar a redução alegam que "os adolescentes seriam colocados dentro dos presídios para serem capturados por organizações criminosas". Nada mais falacioso. Nem Eremildo, o idiota, conceberia a prisão de adolescentes nos atuais presídios que, no dizer do ministro da Justiça, são "medievais". O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou um estudo que diz que, no ano de 2013, 12,7% das infrações cometidas por menores são consideradas graves (homicídio, latrocínio, lesão corporal e estupro). Por que não imitar a legislação dos países desenvolvidos? Cuidem das crianças para que não se transformem em adolescentes assassinos.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com 

Vassouras (RJ)

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FAROESTE

Quando um ministro da Justiça do Brasil diz em público e a todo som que as cadeias brasileiras são escolas de crime, que todos sabem que as prisões são os cérebros pensantes do crime organizado, etc., etc.; que a polícia não está aparelhada para enfrentá-lo, que as fronteiras não estão seguras (cortaram-se as verbas para nossos planejamentos de defesa da fronteira); só existe uma solução, que é pena de morte para eles, ou então soltá-los e nos armarmos, como no antigo faroeste americano. Cada um ter uma arma para se defender. A solução de José Serra, se a maioridade não cair, seria a melhor resolução, desde que incluísse os crimes reincidentes de menores, e não só os hediondos.

Ciro Bondesan dos Santos

cirobond@hotmail.com 

São José dos Campos

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RESPONSABILIDADE

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirma que as penitenciárias são verdadeiras escolas para o crime. Só queria entender: ele não tem nada que ver com isso?

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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MISSÃO INTERNACIONAL

Uma comitiva formada por seis senadores brasileiros pretende viajar para a Venezuela com o objetivo de se solidarizar com os políticos presos naquele país. É necessário enviar um avião da FAB para transportar os parlamentares? A utilização de aviões comerciais teria um custo muito menor para o Brasil. O número de congressistas também é exagerado. Quatro senadores deveriam permanecer no País, para exercerem as suas funções em Brasília, enquanto dois poderiam viajar para Caracas nesta missão internacional. Temos diversos assuntos internos sérios, prioritários, para serem discutidos e votados pelos nobres senadores, sem falar em gastos desnecessários do dinheiro público.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br 

Rio de Janeiro

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RESQUÍCIOS DITATORIAIS

O veto inicial da Venezuela à ida de parlamentares brasileiros para visitar presos políticos daquele país foi emblemático. Mostrou como ainda persistem neste continente latino-americano os resquícios das trágicas ditaduras que aqui vicejaram nos idos dos anos 60/70, fruto da guerra fria. Urge, agora, que as mais lúcidas lideranças continentais se unam à Organização dos Estados Americanos (OEA), que declara que democracia e direitos humanos são valores que estão acima de eventuais diferenças políticas e que não podem mais ser postergados neste "fim de mundo", como bem falou o papa Francisco.

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com 

Rio de Janeiro

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AVIÃO DA FAB

O senador Aloysio Nunes Ferreira anunciou que "os senadores iriam até de ônibus" para a Venezuela, como se andar de ônibus fosse algum sacrifício inimaginável para os nobres senadores. Se Vossas Excelências tivessem tido a humildade de seguir para Caracas em avião de carreira, já estariam lá faz tempo. Mas não, os seres superiores só se deslocam em aviões da FAB. Sobram orgulho e arrogância e falta vergonha na cara a essa tigrada. 

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo

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MAUS PENSAMENTOS

Sobre o imbróglio na Venezuela, disse Renan Calheiros: "Já pensou se os senadores vão numa aeronave privada e esse avião é abatido?". Pensamos, sim, senador. Ah, meu Deus, perdoa-nos...

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com 

Niterói (RJ)

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ENQUANTO ISSO...

O amigo de Lula Diosdado Cabello (chefe do narcotráfico venezuelano) veio visitá-lo em São Paulo. Lembrei-me do ditado: "Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és".

Marius Arantes Rathsam

mariusrathsam@hotmail.com 

São Paulo

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QUAL É A SUA, DILMA?

Está cada vez mais difícil o governo do PT justificar seu apoio ao governo chavista. Lula chegou a fazer campanha tanto para Hugo Chávez quanto para Nicolás Maduro na TV venezuelana, ali pintando uma Venezuela próspera e unida, onde, segundo ele chegou a dizer, havia "excesso de democracia". Dilma não foi tão longe, dadas as restrições impostas à sua condição de "presidenta", mas à sua maneira jamais negou apoio ao chavismo. Todavia, dada a notória repressão política na Venezuela, com prisões e cassação de opositores - entre os quais o prefeito de Caracas em pleno exercício do cargo, sob acusações vagas e destituídas de provas -, ficou difícil para aqueles que fazem praça de seu apreço pelos "direitos humanos" seguirem apoiando incondicionalmente seus camaradas bolivarianos. É o caso do governo brasileiro. Para piorar, os empecilhos ora criados pelo Palácio de Miraflores a que uma delegação de senadores brasileiros visite os principais presos políticos daquele país, além de ratificar o caráter ditatorial do regime de Maduro, contribuem para explicitar as contradições do discurso do governo brasileiro, já que o que Dilma diz sobre as virtudes das liberdades democráticas não se compatibiliza com o que faz, na prática, o aliado em Caracas. É uma sinuca de bico. Mais dia, menos dia, o governo do PT vai ter de dizer de que lado está: se do lado da democracia ou do autoritarismo de seus amigos bolivarianos.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com     

São Paulo

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AS PALESTRAS DO EX-PRESIDENTE

O palestrante mais bem preparado do mundo, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu R$ 1,5 milhão da empreiteira Camargo Corrêa e R$ 815 mil de outra empreiteira brasileira, em Moçambique, para realizar palestras entre 2011 e 2013. O povo brasileiro quer saber o seguinte: em quais locais especificamente foram realizadas tais palestras? Quais os temas tratados nessas palestras? Quantos convidados efetivamente assistiram a essas palestras? Que outros palestrantes as empreiteiras contrataram neste período? Em caso afirmativo, quais valores foram pagos? Que pelo menos um dos convidados a qualquer desses eventos venha a publico falar de sua impressão sobre o tema tratado pelo palestrante Lula. Na realidade, tudo isso é um insulto à nossa inteligência, e o povo brasileiro não aguenta mais tamanha desfaçatez.

Mario Miguel

mmlimpeza@terra.com.br 

Jundiaí 

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4 PALESTRAS A R$ 1,5 MILHÃO

O que tem a dizer um apedeuta aos funcionários de uma construtora como a Camargo Corrêa ao preço de R$ 375 mil por palestra? O que têm a ouvir engenheiros, administradores, diretores, técnicos de um homem que zomba da educação e da cultura? Algo está muito errado nessa história.

Armando Favoretto Junior

afjsrf@ig.com.br 

São José do Rio Pardo 

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PERGUNTAR OFENDE?

Uma palestra, como é de conhecimento geral, pretende apresentar informação ou ensinar pessoas a respeito de um assunto. A pergunta que se faz é a seguinte: o que será que se aprende numa palestra ministrada pelo ex-presidente Lula, a propósito, uma das mais caras do mercado?

Eleonora Samara

eleonorsamara@bol.com.br 

São Paulo

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DESCULPAS

Fica difícil de aceitar que uma palestra do ex-presidente Lula tenha o maior valor de mercado mundial. Além do absurdo, seria mais um castigo do que aprendizado para qualquer plateia. Mas, para justificar e dando asas à imaginação, só se a cada título honoris causa aumente o valor de mercado das palestras. No caso de Lula, cada título ganho - mais por bajulação do que por mérito - deveria valer R$ 100 mil. Aí, sim, podemos aceitar as desculpas dadas pelo Instituto Lula de que os R$ 4,5 milhões doados a ele por empresa envolvida na Operação Lava Jato estariam dentro da "normalidade. Pobre FHC, que, mesmo acadêmico, culto e doutor, jamais teve suas palestras tão valorizadas.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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O BEM-SUCEDIDO

Olhando para o buraco econômico sem fundo a que os governos Lula/Dilma nos estão levando, há uma pergunta que fica na cabeça pensante de alguns brasileiros: como alguém de bom senso pagaria para, em palestras de valores tão altos, o ex-presidente falar de sua experiência como presidente de um Brasil mal encaminhado que deixou nas mãos de uma "gerentona" completamente sem noção em princípios administrativos? A explicação que o presidente do Instituto Lula deu sobre o fato é de que são palestras de "uma pessoa de sucesso que tem visão do mundo e as pessoas querem saber como é que ele (Lula) fez" (?). Fez o quê, companheiro? Seriam sua vertiginosa ascensão e a de seus familiares ao mundo das elites bem-sucedidas que tanto abomina? Ou como passou de um reles sindicalista, que vivia de favor numa casa humilde de um amigo, ao mundo dos milhões de dólares, dos apartamentos triplex, sítios, boiadas, lanchas, entre outras miudezas das classes dos "loiros de olhos azuis"? Seria sobre esse milagre que as empreiteiras pagaram para que Lula palestrasse?   

Leila E. Leitão

São Paulo 

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A CONVOCAÇÃO DE PAULO OKAMOTTO

E o PT não cansa de se autoincriminar: o sr. Paulo Okamotto afirma que as doações para o Instituto Lula e a PILS, empresa de Lula, são todas legais, conforme legislação, parte pelo pagamento de palestras proferidas pelo "ilustre" iletrado Lula, e por aí vai. Mas, se está tudo o.k., pergutamos: por que o sr. Lula já chamou a convocação de Okamotto pela CPI da Petrobrás de "bola nas costas", reclamou com todo o pessoal do PMDB e, agora, já pôs sua "tropa de choque" para evitar tal sessão na CPI? Infelizmente, sabemos que por enquanto essa CPI não vai dar em nada, porque por algum motivo ninguém neste país ainda tem coragem de incriminar o ex-presidente, apesar de tantas evidências noticiadas.

Luiz Roberto Savoldelli

savoldelli@uol.com.br 

São Bernardo do Campo

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