Fórum dos Leitores

REAJUSTE DA APOSENTADORIA

O Estado de S. Paulo

29 Junho 2015 | 03h00

A Câmara dos Deputados aprovou emenda apresentada à medida provisória do salário mínimo que prevê o reajuste de todos os benefícios previdenciários acima da inflação. Mas o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, alegou que a emenda geraria R$ 9,2 bilhões em gastos extras por ano – R$ 4,6 bilhões em 2015. Somado a isso, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vão tentar barrar esse aumento aos aposentados. Os aposentados sempre ficaram esquecidos na hora do reajuste igual ao do salário mínimo, e pagaram muito para ter esse direito que não é respeitado pelos governantes. Os parlamentares aumentam seus salários como bem entendem, a imprensa noticia que essa medida traria mais problemas ao caixa do governo. Seria oportuno perguntar se, quando o governo meteu a mão no cofre e gastou o que quis gerando um rombo nos cofres, estava preocupado com o caixa? Claro que não! Imediatamente, sairia de pires na mão aumentando os impostos. E por que todos tripudiam sobre os velhinhos? Por que eles não fazem greve. Eles são um peso morto para o governo. Triste país aquele que não valoriza seus idosos, que tanto trabalharam na construção deste país.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

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PAGANDO O PATO

Primeira página do “Estadão” de 26/6: “Presidente do Senado, Renan Calheiros, sinaliza que o Senado pode mudar correção da aposentadoria”, para evitar “equívocos”. Gostaria de afirmar ao senador Renan que o equívoco está no plano de ajuste fiscal proposto pelo ministro Joaquim Levy. Esta história de querer jogar nas costas dos aposentados o déficit da Previdência não passa de uma falácia dos maus administradores, pois muitos dos aposentados que contribuíram com a Previdência por mais de 35 e 40 anos não devem ser jogados no mesmo balaio de quem hoje está sendo aposentado e nunca efetuou nenhum tipo de contribuição. A meu ver, estas pessoas que hoje estão sendo aposentadas e que nunca recolheram nenhum tipo de contribuição, devem ser direcionadas para o balaio do “social”, e não para o balaio do INSS. É por isso que esses maus administradores, muitos deles políticos, vivem alardeando em alto e bom som que a Previdência Social é deficitária. Ademais, se o ministro Levy pretende realmente fazer um ajuste na economia para valer, então comece pelos 22 mil cargos de confiança no governo federal. Não é justo que mais uma vez vão querer fazer os aposentados pagarem o pato pela falta de planejamento e pela incompetência da política econômica do governo.

José da Silva jsilvame@hotmail.com 

Osasco

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APOSENTADOS ABANDONADOS

Os parlamentares aumentam seus salários em tempo recorde, bem como o Judiciário, mas, quando os aposentados querem um reajuste justo pela defasagem existente já há muito tempo, ele é rejeitado por estes mesmos senhores. Assim o Brasil segue, governado por interesses corporativistas e dando as costas para o povo que realmente trabalhou, e muito, para ter uma velhice digna.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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ACABEM COM A COVARDIA

No ano de 1989, o candidato a presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva dizia que, se eleito fosse, iria resolver de uma vez por todas a situação salarial dos aposentados do INSS.  Lula não foi eleito e continuamos tendo nossos salários surrupiados pelos governos de José Sarney, Collor de Melo, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, que, mancomunado com os deputados e senadores, piorou ainda mais a situação dos aposentados criando o famigerado fator previdenciário.  Lula conseguiu fazer-se presidente em 2002, governando o País de 1/1/2003 a 1/1/2011, mandou a promessa feita aos aposentados do INSS para o espaço e, para acabar de enterrar as esperanças dos aposentados e trabalhadores, fez sua ex-ministra, Dilma Rousseff, presidente da República, para continuar a nos massacrar até janeiro de 2018. A nova maneira para nos chamar de otários foi colocar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na TV pedindo que Dilma revogue a medida provisória aprovada e crie um novo projeto. Acabem logo com essa covardia. Já nos deixaram loucos, agora só está faltando nos levar para uma câmara de gás. 

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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O PECADO DE ENVELHECER

Sou idosa, recebo pouco mais de 1 salário mínimo e, quando me aposentei, recebia 4 salários mínimos. A inflação é a mesma para todos, e na nossa idade usamos mais remédios e eles são caros. Antes de o sr. Eduardo Cunha, presidente da Câmara, aprovar a construção de um shopping anexo à Câmara, por que não iguala, pelo menos, nossas aposentadorias à inflação sobre 1 salário mínimo? Trabalhei duro durante 35 anos e continuei por mais alguns, contribuindo, para morrer de fome na velhice? Será pecado envelhecer?

Adalgiza M. Coimbra adalcoimbra@yahoo.com.br 

Londrina (PR)

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O SHOPPING DA CÂMARA

Segundo Cunha, a construção do shopping “é oferecer melhores condições de trabalho a deputados e assessores”. Ora, ora, não haveria deputados e assessores em demasia? Solução simples: reduza-se a quantidade deles, não será preciso nenhum gasto extraordinário e a Câmara estará colaborando patrioticamente com a redução de gastos do governo em salários, 13.º salários, 14.º salários, 80 e tantos dias de férias, aposentadorias integrais e prematuras, seguros de saúde, viagens aéreas dentro do País e no exterior e as respectivas diárias de hotéis, barbeiro, engraxate, lavanderia, carros, combustíveis, motoristas e, certamente, as bandeiradas das “tinhas” de programa que lhes piscam timidamente os olhinhos com propósitos peculiares.

Régis D. C. Fusaro rxfusaro@hotmail.com 

São Paulo

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S.O.S. APOSENTADOS

Até tu, Eduardo Cunha?! Contra o reajuste do mínimo aos aposentados, o ministro Carlos Gabas e o líder do PT na Câmara, José Guimarães, que contam com a presidente Dilma Rousseff para vetar a emenda. Quem será que poderá nos ajudar? 

José Erlichman joserlichman@gmail.com

São Paulo

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CHORADEIRA

A Previdência Social foi fundada em 1923 com o nome de CAPS-Caixas de Aposentadorias e Pensões, portanto, há 92 anos existe no Brasil. De tempos em tempos, ouço falar em quebra da Previdência. Sai crise, entra crise, e a Previdência Social nunca quebrou. A Câmara dos Deputados, num gesto mais do que correto, vinculou a correção dos benefícios ao salário mínimo. Agora vai para o Senado e já dizem que os deputados são irresponsáveis e que, assim, a Previdência vai quebrar. Senhores, a choradeira começou de novo. Trata-se do salário mínimo, que não é nada excepcional. O benefício do aposentado pelo INSS está defasado em cerca de 80%, desde que os governos passaram a usar o INPC. Os aposentados do INSS sempre ficaram com aumentos menores do que o salário mínimo. Queremos que se faça justiça, pois a riqueza do Brasil não é feita por instituições ou prédios, e, sim, por pessoas que trabalharam e que trabalham até hoje.

José Martin jlmartin@estadao.com.br 

São Paulo

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LEMBRADOS

Os aposentados foram, finalmente, lembrados pelos políticos. O reajuste anual dos benefícios dos aposentados foi aprovado pela Câmara dos Deputados, e será igual ao reajuste do salário mínimo, o que era uma medida de justiça, porquanto é incabível que o reajuste seja menor que a menor remuneração mensal no País. Entretanto, mais aperfeiçoamentos merecem os benefícios daqueles que, durante decênios, trabalharam diuturnamente, não se aceitando o argumento de que a Previdência estouraria. Como explicar, então, as aposentadorias daqueles que nunca contribuíram com a Previdência, como é o caso do Loas? Caridade com o dinheiro e com os merecimentos de outros não vale.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

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O QUE NOS RESTA

Aposentados, não adianta se animarem, o porcentual do nosso aumento nunca acompanhará o do salário mínimo. O PT gasta fortunas para atender aos bolsistas, mas para nós, “mandioca”, se vocês me entendem.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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CHEGA DE IMPROVISOS

A aprovação da nova forma de calcular o reajuste dos aposentados, que ainda não é definitiva, mostra uma situação curiosa. De um lado, a posição de especialistas do governo, contra a nova forma. E contam ainda com o apoio do presidente da Câmara, que várias vezes já se posicionou como oposição ao governo. E, de outro lado, os milhões de aposentados que há vários anos se limitam a esperar soluções, principalmente em relação aos ganhos mensais. De uma vez por todas, quem tem compromissos, sejam eles políticos ou sindicais, precisam assumir o papel e agir para que a questão previdenciária fuja dos improvisos. E tenha solução adequada, de forma clara e transparente.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 

Santos

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TIC TAC

Com o tempo correndo contra para explicar as pedaladas fiscais, a presidente Dilma Rousseff tem cada vez mais pontos contra si, que tornam difícil a explicação. A última (?) informação a pesar na balança foi a constante cobrança, por meios oficiais, das dívidas que o governo federal fez junto aos diversos órgãos. Quer dizer, não há a menor sombra de dúvidas de que a presidente precisa ter as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e o Congresso Nacional cumprir o papel histórico que lhe cabe de imputar o crime por transgredir a lei.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 

Rio de Janeiro

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TROCA DE CULPAS

Como acontece em política, a culpa sempre recairá sobre os “assessores”. Na tentativa de salvar a presidente Dilma e sua pele, pelas pedaladas ilegais nas contas públicas em 2014, o ex-ministro Guido Mantega joga a culpa em Arno Augustin! Arno, por sua vez, diz não ser o culpado e lava as mãos. Pelo sim, pelo não, a culpa é do mandatário eleito. Fora que até as pedras de Brasília sabem que quem grita e dá a última palavra é sempre a “incompetenta” Dilma. E caberia, aqui, crime pelo domínio do fato. Mais do que a mídia alertou, impossível não saber o que acontecia sob suas barbas.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo   

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ALÉM DE 2014

Será que TCU analisou as contas nos anos passados do governo Dilma? Por que só agora encontraram todos estes problemas?

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com 

Santo André

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RISCO DE ‘CARTÃO VERMELHO’

 

Concordo plenamente com o editorial do “Estadão” “A responsabilidade direta de Dilma” (21/6, A3), sobre a decisão do TCU de dar um prazo de 30 dias para a presidente Dilma Rousseff explicar as irregularidades na prestação de contas do governo relativa a 2014. Segue a minha sugestão à presidente Dilma: revisar e apresentar nova prestação de contas ao TCU dentro dos 30 dias, pois, se for rejeitada pelo tribunal e enviada ao Congresso do jeito que está, os parlamentares poderão dar “cartão vermelho” a V.Exa. 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 

Campinas 

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BRIOCHES

Com o pão cada vez mais caro e sem ninguém para acreditar nos brioches delirantes do PT, o TCU poderia escolher o 14 de julho para a dona Dilma explicar as pedaladas. E entregar a cabeça de Mantega não vai resolver. 

Leo Coutinho leo.coutinho@uol.com.br 

São Paulo 

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COLHER DE CHÁ

Para quem sabe ler, não é preciso cortar o “T” quando o TCU dá 30 dias para Dilma Rousseff explicar o inexplicável sobre 13 pontos das contas, fica muito clara, para não dizer claríssima, sua cumplicidade e conivência com a nossa “presidanta”.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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DESMORALIZAÇÃO

O TCU comprovou que houve irregularidades que contrariam a Lei da Responsabilidade Fiscal e as contas reprovadas foram denunciadas pelo relator. Essas falhas são consideradas crimes e, se foram comprovadas e relatadas, qual a razão de conceder 30 dias para a presidente justificá-las? O crime foi cometido e tem de ser punido. Com essa esdrúxula medida de conceder 30 dias para explicações, o TCU mostra que suas funções são inúteis e que suas ordens não têm de ser obrigatoriamente cumpridas. Provavelmente, as mais absurdas desculpas serão apresentadas e, se punições não forem imprimidas, o TCU ficará completamente desmoralizado e ignorado.

                                                                                                                                                                      Carlos Alberto Ventura ralo_ventura@hotmail.com 

Cafelandia 

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CRIME DE RESPONSABILIDADE

A prova mais contundente de que a presidente Dilma incorreu em crime de responsabilidade é a crise que hoje vivemos. A Lei de Responsabilidade Fiscal existe exatamente para evitar que a inflação volte. Existe para não obrigar o País a passar por uma recessão, para corrigir a instabilidade da moeda. Dilma precisou esconder mais de R$ 250 bilhões de falta de caixa (quase um quarto do Orçamento da União!) para sustentar a mentira de que tudo estava bem e sob controle. Isso é crime! Crime porque roubou o futuro de todos os brasileiros. Crime de responsabilidade.

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com 

São Paulo

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O PAÍS DOS IMBRÓGLIOS FISCAIS

Além das pedaladas fiscais, análise do Tribunal de Contas da União inclui a omissão do governo em atender pedidos bilionários para quitação de dívidas obrigatórias do governo. ‪Este ético governo omitiu R$ 9,2 bilhões para quitar o seguro-desemprego. Qual será o fim disso? Será que o Brasil é o país dos imbróglios governamentais fiscais?

Jani Baruki Mends janibaruki@bol.com.br 

São Paulo

 

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INCÔMODA LIÇÃO

O sofrido ano de 2015 nos traz alguns ensinamentos. Em primeiro lugar, estamos vendo diretores e presidentes de grandes empresas, privadas e estatais, na prisão. Em segundo lugar, recebemos de volta uma parte do dinheiro roubado dos cofres públicos. Aos poucos, os pronunciamentos mentirosos dos políticos estão sendo desvendados. A corrupção começou a ser derrotada, lentamente. Os enganosos planos de governo se mostram inoperantes. A ficção dá lugar à realidade, mostrando-nos que temos um longo caminho a trilhar no Brasil, se quisermos transformar este país numa nação estável, confiável e produtiva. Por último, é embaraçoso para todos os brasileiros passar por uma grave crise novamente, mas precisamos compreender que o sacrifício nos faz pensar melhor nas próximas eleições, para que possamos afugentar os políticos enganadores.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PARA RESTABELECER A CONFIANÇA

Notícias ruins não faltam, e a vida vai-se tornando mais difícil a cada dia. Diante da desesperança, presidente Dilma, dê-nos pelo menos uma notícia a restabelecer a confiança e a alegria em nosso país, e assim até sacrifícios serão bem recebidos. Renuncie! A senhora é o problema.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS

Até quando o povo vai aguentar ser enganado por este governo que não cumpre promessas de campanha, como reforma política, reforma tributária, erradicar a pobreza absoluta, construir mais de 2 milhões de moradias pelo Minha Casa, Minha Vida, valorização do salário mínimo, erradicar o analfabetismo, melhorar os programas de saúde, segurança e educação, entre outras prioridades? Vivemos num país de propagandas mentirosas, sem realizações.  

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo

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PAÍS ENCURRALADO

Em decorrência das barbaridades cometidas pelo desgoverno lulopetista nos últimos 12 anos, que levaram o País à grave crise política, econômica, social e moral em que está encurralado, o PT, Lula, Dilma “et caterva” deixaram de ser um cartão de crédito e viraram um de débito. O sonho e a utopia acabaram. Fim.

J. S. Decol decoljs@globo.com 

São Paulo

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O PROJETO CONTINUA VIVO

O “sincericídio” teatralizado por Lula na semana passada foi mais uma demonstração de que Luiz ladino Inácio está tremendo nas bases e buscando novas estratégias, pois mais do que nunca é candidato em 2018 – se Sérgio Moro permitir –, talvez até mudando o nome do partido que ajudou a fundar. Então, nada melhor que falsear uma autocrítica como tática de se distanciar da fracassada Dilma e que lhe garanta o salvo-conduto de reconduzir o partido e o País aos seus trilhos. Puro fascínio para os antigos e atuais utópicos, que não conseguem entrever nas entrelinhas a megalomania e autoadoração nutridas por seu líder, quando diz: “Temos que decidir se nós queremos salvar a nossa pele e os nossos cargos, ou queremos salvar nosso projeto”. Faltou ele concluir: projeto “de poder”. Claro que Lula quer salvar tudo isso e ainda todos os bens adquiridos com sua grande competência e dedicação laboriosa para o engrandecimento do Brasil, embora em momento algum tenha falado de país ou de povo do país. Enfim, parece que falou exatamente do que superabunda em sua “mente de 1980”: a eterna permanência no poder! 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 

São Paulo

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FIM MELANCÓLICO

O grande falastrão finge que não tem nada a ver com a derrocada do PT. Ele que aparelhou o Estado com petistas espalhados por toda parte e que comprou apoio de qualquer um que o vendesse, agora, vem dizer que o PT e os petistas não são mais os de antes. Políticos que ele dizia desprezar se tornaram seus aliados e imediatamente se transformaram em pessoas altamente consideradas. Seus discursos do “nós” contra “eles” envenenaram o Brasil inteiro e agora ele se assusta com o grau de animosidade existente. Conseguiu deixar uma herança de descrédito, começando pelos empresários que, mesmo antes da eleição de Dilma, já estavam se retirando do palco econômico. Está querendo se dissociar do baque econômico em que sua pupila, sua aclamada herdeira, ajudou a colocar o País. Prejudicou os brasileiros e todas as classes sociais que agora estão se dando conta da dura crise que vive o País. Finge que quer voltar a ser o Lula original, cascata a que não se dá mais crédito. Mesmo porque esse original nunca foi esquerdista ou socialista, era um sindicalista que operava em várias frentes, sempre se dando bem. Portanto, chegou a um fim melancólico.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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APONTANDO O DEDO

É imoral a atitude do ex-presidente Lula de atribuir a derrocada do PT aos outros, sem o mínimo de “mea culpa”. Todos sabem que ele foi um dos grandes responsáveis tanto pela ascensão quanto pela queda vertiginosa do partido. É o PT quem precisa decidir se ainda quer o ex-presidente nas suas fileiras ou não. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo

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LULA NA OPOSIÇÃO

Lula utiliza o bordão da mudança na tentativa de se reinventar. A metamorfose ambulante assume o papel da oposição antes que ela a exerça. A exposição do tema pela mídia foi maior do que a oposição obteria com o mesmo. O princípio não é novo. já que utilizado por líderes de outros países na tentativa de dar sobrevida ao esgotamento de um regime ou governo. O plano de Lula terá chance de sucesso se Dilma for capaz de reverter seus índices de aprovação e se a oposição fracassar no papel que lhe cabe, fazendo o eleitor acreditar que ela, sim, fará a diferença qualitativa na mudança.

Sergio Holl Lara  jrmholl.idt@terra.com.br 

Indaiatuba 

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CRISE DE IDENTIDADE

Lula já não sabe mais o que é. Já foi metamorfose ambulante, Lulinha paz e amor. E, hoje, fala uma coisa num dia e, em outro dia, desdiz o que disse ontem. Se continuar assim, vai acabar como o bode da sala.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 

São Paulo

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MAIS ASSESSORES PARA A CÂMARA

Boa lorota, quem quiser que conte outra. Segundo notícia do caderno “Metrópole” de 26/6, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a ampliação do leque de contratações de assessores em 660 vagas para os gabinetes dos nobres vereadores. Isso, claro, sem nenhum custo extra, nem mesmo vale-refeição. Tudo por conta da verba de R$ 130 mil que cada gabinete tem disponível para pagar funcionários comissionados (sem concurso). Fico pensando nos funcionários atuais, coitados, terão seus salários rebaixados em favor dos novos cabos eleitorais. Cuidado, prefeito, não vá espiar o que tem no caldeirão, a exemplo de João Ratão no conto da carochinha. Vete sem pestanejar.

Luiz Casadei Manechini travessi@uol.com.br

Cotia

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DINHEIRO NOSSO, BENEFÍCIO ZERO

Lamentável que os vereadores paulistanos tenham aprovado o aumento de cargos em seus gabinetes, que passarão de 18 para 30 assessores. É inaceitável que cada vereador paulistano receba R$ 130 mil mensais para verbas com pessoal, tudo isso pago com o dinheiro dos cidadãos paulistanos. É um típico cabide de empregos sendo ampliado, com benefício zero para a população.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

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FERNANDO HADDAD E O FOIE GRAS

Realmente frustrantes e decepcionantes as prioridades do prefeito da maior e mais importante cidade do País, Fernando Haddad. Ao invés de preocupar-se com a cracolândia, com a Lei de Zoneamento, com as crianças famintas e sem-teto de nossa cidade, com os assaltos, sequestros, etc., ele perde tempo em sancionar uma lei que proíbe a produção e comercialização do foie gras na cidade. Será que nosso prefeito tem ideia do porcentual da população que tal medida afetará? Tenho certeza de que não atinge nem 1% dela. Senhor prefeito, por favor, cuide dos problemas reais da metrópole e deixe os supérfluos para depois. A população paulistana agradece.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 

São Bernardo do Campo

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ESTAMOS BEM...

Que bom! A Prefeitura de Haddad – não por coincidência uma prefeitura petista – proíbe o consumo de fois grãs. Isso é muito importante numa cidade que já tem tudo resolvido: saúde, trânsito, ônibus maravilhosos, por exemplo. Sem contar que a proibição do fois gras afeta de forma brutal a vida da população. Melhor que isso só vi em toda minha vida a criminalização da captura de caranguejos na Praia da Lagoinha, em Ubatuba. Enquanto isso a presidente da República exalta a santa mandioca! Estamos bem...

 

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br 

São Paulo

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INGERÊNCIA INDEVIDA

Agora, que Haddad decidiu se meter no que os paulistanos devem ou não comer, resolvi decidir quando ele deve ou não sair de casa. Vou mandar soltar caçambas cheias de pedra brita na frente da garagem da casa dele, porque, quanto menos ele sair de casa, menos danos para a cidade e seus habitantes.

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com 

São Paulo

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LEI DE ZONEAMENTO

A discussão sobre a nova Lei de Zoneamento da cidade de São Paulo está gerando grande repercussão no bairro dos Jardins e região, fato que pode ser notado pelos cartazes espalhados nas redondezas contrários à aprovação do projeto. Algumas associações estão usando táticas de desinformação alardeando que, caso o projeto seja aprovado, ruas como a Estados Unidos, Colômbia e Avenida Europa, ao serem transformadas em “Zonas Corredores”, seriam invadidas por prédios comerciais “sem limites de altura”, pondo em risco as áreas verdes da região. Observando a definição do próprio projeto de lei que trata da ocupação do solo (Lei de Zoneamento), vê-se que essa argumentação é, para usar termo civilizado, equivocada. Segue definição extraída do novo projeto de zoneamento: “Zonas Corredores são os lotes (...) em que se pretende promover usos não residenciais compatíveis com a fluidez do tráfego, com densidades demográfica e construtiva baixas”. A criação de uma estrutura de apoio de comércios de pequeno porte (como padarias, restaurantes e farmácias) incentiva a maior circulação a pé, especialmente de pessoas do próprio bairro, trazendo mais segurança e qualidade de vida a essas regiões, além de auxiliar na própria preservação do bairro por meio da ocupação de inúmeras residências que hoje se encontram abandonadas em especial no eixo da Avenida Europa. Dessa forma, a mudança traria impacto positivo tanto à região quanto à cidade de São Paulo, enquadrando-a nos mais admirados desenhos urbanísticos que podem ser vistos em exemplos no próprio bairro de Cerqueira Cesar, assim como em cidades como Nova York, Paris, Barcelona e Buenos Aires, onde a coexistência entre residências e comércio não implica a “destruição da área verde”, como estão argumentando as associações contrárias à medida. Residências e comércios podem e devem coexistir para tornar uma cidade que hoje é uma aberração urbanística num lugar com mais vida na rua e menos segregação entre ilhas residenciais e comerciais. Seguindo a lógica torta dessas associações, a existência de áreas exclusivamente residenciais é condição irrevogável para a manutenção dessas áreas verdes. Essa é uma hipótese claramente falaciosa por meio de exemplos de cidades com grande vocação ambiental em que a coexistência entre áreas residenciais e comerciais é altamente incentivada. Esse debate é de extrema importância para o desenvolvimento não apenas do bairro, mas da cidade de São Paulo, tão criticada por urbanistas pela priorização ao carro em detrimento do ser humano. Leitores, informem-se a respeito da nova Lei de Zoneamento sem tomar como verdade o posicionamento de algumas entidades com interesses próprios. A equívoca e egoísta segregação de ilhas residenciais do processo urbanístico acabará atuando no sentido contrário ao proposto, deteriorando-as em relação ao resto da cidade, dificultando, assim, a sobrevivência da própria região. 

Marcos Maciel marcosmmdacosta@gmail.com 

São Paulo

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CONTRA O ISOLAMENTO

A Alameda Gabriel Monteiro da Silva, trecho Faria Lima - Rua Hungria, há 11 anos (Lei de Zoneamento de 2004) não é mais uma via residencial, como algumas associações afirmam. A Alameda é coletora de todo o trânsito que vem pela Rua Hungria e entra na Alameda em direção ao centro, e assim a característica residencial perdeu o sentido. Hoje a Alameda é apenas um fantasma do que foi no passado. Contamos hoje com duas casas abandonadas, uma já invadida e depredada, 10% dos imóveis para alugar e 20% para venda, uma demolida e a outra que transformou seu jardim num estacionamento. Os moradores da Alameda são hoje apenas 8, e 5 deles assinaram o abaixo-assinado pedindo a mudança do zoneamento para ZCOR 2 e que foi reconhecido e atendido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU). Não somos e nunca fomos contra o verde, a maior parte do verde está fora dos lotes, nas calçadas, até porque muitos dos imóveis já foram adaptados para outras funções que não residenciais. As associações de bairro não conseguem aceitar o fato de que hoje a Alameda cai aos pedaços porque não pode exercer sua vocação, que é o comércio e serviços, e que na mesma Alameda existam dois tipos de zoneamento diferentes. Dia 2/6, pelo Projeto de Lei do novo zoneamento apresentado pela Prefeitura, a Alameda foi reconhecida pelos técnicos da SMDU como uma ZCOR 2 (zona corredor). Os contra o corredor têm dificuldade para lidar com essa classificação, por isso surgem hoje na cidade condomínios invisíveis, para quem sabe eles possam criar um mundo governado por eles. Os condomínios invisíveis vêm para profissionalizar o isolamento e estabelecer portarias invisíveis. Nós, proprietários, moradores e empresas, não queremos fazer parte desses condomínios invisíveis e muito menos o isolamento. Queremos fazer parte da cidade que sabe conviver em harmonia com seus usos mistos.

Gisele Rozemboim gisele.roz@gmail.com 

São Paulo

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PACAEMBU

 

São Paulo era recortada por recantos de imigrantes, bairros em formação, baixíssimos índices de violência, comparado ao momento atual, e muitos, incontáveis campos de futebol de várzea eram amplamente frequentados aos sábados e domingos. O Pacaembu era o palco mais nobre do esporte das multidões. Imaginar que um dia a várzea assumiria o Pacaembu permitia imaginar, também, que nos teríamos tornado uma das mais avançadas sociedades do planeta. Ilações são sempre duvidosas. 

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo

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A CICLOVIA NA PAULISTA

Quero protestar aqui pela implantação desta “estrovenga” de ciclovia na Avenida Paulista – o cartão postal de São Paulo que agora se vê manchado com a nódoa dos petistas capitaneados pelo alcaide Fernando Haddad. Depois de um longo calvário de judiação com uma obra interminável para aqueles que transitam pela bela avenida paulistana, o prefeito inaugurou ontem esse arremedo de “ciclovia”, que bem merece a assinatura dele. Essa obra é profundamente lamentável e vergonhosa para a nossa cidade e para os paulistanos. O tempo dirá quem está certo.

José Eduardo Medrado jevmedrado@terra.com.br

São Paulo

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A META DO PREFEITO

Na sua corrida para “encher o saco dos ricos”, Haddad implantou ciclovias inicialmente nos Jardins, onde poucos andam de bicicleta e a maioria tem carro, e deixou de construí-las na periferia, onde a maioria não tem carro e anda de bicicleta. Como as ruas por lá são mal construídas e mantidas e há uma quantidade grande de ônibus e caminhões, é muito mais perigoso para os ciclistas. Nos Jardins, na Rua Uruguai, por onde passo duas vezes por dia, há uma faixa de estacionamento, uma nova e belíssima ciclovia e uma faixa para o trânsito, bastante volumoso, que vem do Centro para os Jardins e que piorou, naturalmente. Haddad só não sabia que não passa bicicleta alguma por ali, nunca vi nenhuma. Agora o “Estadão” de 21/6 (A3) informou que Haddad quer fechar a Avenida Paulista aos domingos. Bobagem, Haddad, se o prefeito quer continuar a “encher o saco dos ricos”, melhor fechar a ponte Cidade Jardim, bom local para passeios, linda vista. Aí, sim, o prefeito pegará os “ricos” em cheio. Quanto à Paulista, Haddad, a maioria dos que passam por lá aos domingos é mais de pobres. Pense nisso.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 

São Paulo

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A PRISÃO DE JOSÉ RAINHA

Passou em brancas nuvens a alvissareira notícia de que o notório líder de “sem-terras” José Rainha foi condenado pelo cometimento de inúmeros crimes, na Justiça Federal de Presidente Prudente, a mais de 30 anos de cadeia. Foi reconhecido como extorsionário, quadrilheiro e estelionatário (não sou eu quem diz, mas a Justiça!). Mas o Brasil começa a mudar e não vai mais tolerar os prototerroristas que se dizem investidos de um mandato para lutar pelo social. Logo será a vez de João Pedro Stédile e de Guilherme Boulos prestarem conta de seus atos à Justiça (este último ainda testa diariamente a paciência de milhões de paulistanos com suas invasões e bloqueios de ruas e estradas. Até quando, sr. governador?).

 

Luiz Augusto Módolo de Paula luaump@yahoo.com.br 

São Paulo

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REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Jovens de 16 a 18 anos estão se reunindo para protestar contra a redução da maioridade penal. Ora, se eles não têm responsabilidade pelo que fazem, por que vamos respeitar o que dizem? Já pra casa, criançada!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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PROTESTO

Será que os manifestantes contra a redução da maioridade penal são trabalhadores e/ou estudantes de verdade?

Décio Ortiz decio.ortiz@uol.com.br 

São Paulo

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