Fórum dos leitores

O 9 DE JULHO

O Estado de S. Paulo

09 Julho 2015 | 03h00

Brio e dignidade

Em momento crítico que o País atravessa, quando valores éticos e morais vêm sendo ignorados pela maioria de nossos políticos, numa afronta à ordem pública e ao devido respeito a todos os brasileiros, nada mais oportuno do que relembrarmos a data cívica de 9 de Julho, que simboliza a luta dos paulistas pela restauração dos direitos constitucionais, no ano de 1932. Ela marca a grandeza, o brio e a dignidade de um povo que se uniu para trazer de volta valores como liberdade e democracia, por meio de eleições gerais, além de uma Constituição para o Brasil. Embora os paulistas tenham sido derrotados nas armas, saíram vencedores pela disseminação de um sentimento de democracia. Ademais, essa demonstração de força e de brio não foi em vão, pois em 1933 uma Assembleia Constituinte se formaria e já em 1934 seria promulgada uma nova Constituição para o nosso país. Para que o heroísmo dos que lutaram em 1932 não caia no esquecimento, o feriado de hoje sinaliza, principalmente para as novas gerações, a luta e os ideais desse importante movimento liderado pelo povo de São Paulo.

PEDRO PAULO PENNA TRINDADE, Conselho Cívico da Associação Comercial de São Paulo

pennatrindade@gmail.com

São Paulo

Democracia aviltada

Como agiriam os nossos corajosos voluntários paulistas de 32, que deram a vida pela democracia, se pudessem vê-la agora tão aviltada? Se vissem nossa Pátria tão saqueada? Nossa Constituição desrespeitada? A incompetente administração e a falsidade da presidente ao manter 39 ministérios e continuadamente dedicar-se a desvirtuar responsabilidades, valores e o significado dos fatos? Se vissem – em todos os níveis de governo – a maioria dos parlamentares surdos aos clamores e carências públicas, abusando vergonhosamente do erário e apenas preocupados consigo mesmos, como nessa falsa reforma política? E as constantes tentativas para desmoralizar o juiz Sergio Moro? Tomara que nesta data a lembrança do exemplo dos voluntários de 32 nos faça refletir sobre a omissão acomodada de todos nós: do povo alfabetizado, das sociedades civis e dos representantes políticos que elegemos.

MARIA TOLEDO A. G. DE FRANÇA

mariatagalvao@gmail.com

Jaú

LULOPETISMO

Dilmagate

A presidente Dilma Rousseff disse: “Eu não vou cair”. O presidente Richard Nixon dizia o mesmo durante o escândalo Watergate. E qual foi o fim?

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Carapuça

A presidente quis se livrar da dela e faz média dizendo que “Aécio vestiu a carapuça”. Nos estertores da sua péssima passagem pela Presidência, ela ataca, atira para todos os lados e afunda um pouco mais. Sua avaliação positiva já chegou a 9% e continua em queda. Quer chegar aonde? O povo brasileiro precisa comemorar alguma coisa, decida-se logo!

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

O maior cego...

A esquerda brasileira, encabeçada pelo combalido PT, tem tudo para não dar certo! O discernimento diante dos fatos gravíssimos por que passa o País é zero. Senso crítico? Negativo. Só assim se pode explicar que, ante os fatos que se acumulam, ainda queira ser a pobre vestal inocente e perseguida pelo “poderosíssimo” PSDB. Todos, sem exceção, perderam por completo a visão de conjunto. Vítimas de golpismo, dizem, tocam um samba de uma nota só. Mea culpa não existe. Como sempre, são vítimas de complô. Cínica, a altiva Maria Antonieta do Planalto – a timoneira dos nossos problemas –, aquela que se hospeda em hotel de alto luxo em Nova York e gosta de cabeleireiro caro, agora, no auge da insensatez, resolve chamar os adversários para a briga, em vez de perceber que a responsável por sua rejeição altíssima não é a oposição – já que esta, se fosse mais competente, não deixaria pedra sobre pedra, diante de tantas evidências. Vamos convir: até que essa turma tem sorte! Mas até quando?

MARIA LUIZA FEITOSA DE SOUZA

souzamlu@uol.com.br

São Paulo

Golpismo na era petista

No novo Código Penal petista, prender bandido é golpe.

JOSÉ CARLOS SALIBA

fogueira2@gmail.com

São Paulo

O que Aécio não perguntou

A presidente Dilma acusa a oposição de golpista por falar em impeachment. O PT de Lula acusa a oposição de irresponsabilidade política por, segundo ele, investir na desordem e na desqualificação do governo. Gostaria que a sra. Dilma me respondesse: o que a senhora, se oposição fosse, estaria clamando que a mídia e o povo questionassem ao atual governo, responsável por pedaladas contábeis na casa dos bilhões, por desvios para o partido da situação, que endividou a principal estatal do País e surripiou-lhe ao menos 3% de todos os contratos fechados na vigente gestão? E que está sendo acusado em delação premiada – a qual, repare, não se trata de traição, mas da última chance perante a lei de contribuir para o correto – pelos dirigentes indicados pela situação de desvios milionários? Perceba, apenas os executivos indicados pelo PT já devolveram mais de R$ 180 milhões aos cofres públicos. Milhões, presidente! E a senhora acusa a mídia e a oposição de golpistas?! Creio que, se na oposição estivesse, já teria explodido uma bomba no Congresso ou promovido um sequestro para chamar a atenção!

BERNARDO GUARITÁ

bernardo.guarita@gmail.com 

São Paulo

Dilma e o impeachment

O que Dilma não sabe é que o PT é “artista” em impeachment. E se ela acha que está tranquila nesse ninho de cobras, pode preparar a mala.

ARIOVALDO BATISTA

ario0ba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

Absurdo dos absurdos

O PT postou nas redes sociais um vídeo associando a perseguição aos judeus pelo nazismo com a “perseguição” ao partido. Deviam se envergonhar dessa analogia absurda e ridícula. Será que desespero não tem limite?

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

SELEÇÃO DE FUTEBOL

O 7 x 1

Um ano depois do maior vexame da história da canarinho pentacampeã mundial, é forçoso e lamentável reconhecer que se o jogo fosse hoje a seleção tomaria de 10 x 0 ou mais. Muda, Brasil!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A REVOLUÇÃO DE 1932

A revolução Constitucionalista de 32 aconteceu um pouco antes, no ano de 1930. Chamada de “Revolução de 30”, ela foi liderada por políticos e militares que tiraram o então presidente Washington Luís do poder e colocaram Getúlio Vargas em seu lugar. Essa revolução marcou o fim da República Velha, quando o País era governado pelos grandes fazendeiros de café de Minas Gerais e de São Paulo, e deu início à “Era Vargas”, que durou 15 anos. Mas, tão logo sentou na cadeira de presidente, Getúlio Vargas fez uma coisa que desagradou a muitos brasileiros: ele deu amplos poderes para si e aboliu o Congresso e as Câmaras Municipais, que faziam as leis. Ele também demitiu os governadores dos Estados e colocou “interventores” em seu lugar. O pior é que, antes disso, Getúlio Vargas havia declarado que o País precisava de uma nova Constituição. Mas, dois anos depois de assumir o poder, Vargas não havia tomado nenhuma providência nesse sentido. As atitudes do presidente geraram grande insatisfação. Em maio de 1932 foi realizado um comício, reivindicando uma nova Constituição para o Brasil. A manifestação foi reprimida pela polícia e terminou em conflito armado. Quatro jovens morreram: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Em homenagem a eles, o movimento constitucionalista passou a se chamar MMDC, sigla formada pelas iniciais de seus nomes. Dois meses mais tarde, justamente no dia 9 de julho de 1932, explodiu a revolta dos grupos constitucionalistas. Lideradas por Isidoro Dias Lopes, as tropas dos rebeldes ocuparam as ruas de São Paulo. A população saiu às ruas para apoiar a revolução. Mas o governo federal tinha armas melhores e mais soldados. Até aviões eles usaram para bombardear cidades do interior paulista. Campinas foi bombardeada por aviões federais em um desses bombardeios o menino Aldo Chioratto, de 9 anos de idade, escoteiro e mensageiro do exército constitucionalista, foi atingido por 13 estilhaços da granada que explodiu próximo a ele, ferindo-o mortalmente. A revolução continuava por varias cidades o movimento MMDC mobilizou cerca de 100 mil homens, a maioria representante da classe média. Organizaram-se em frentes de combate e se posicionaram nas divisas de São Paulo com Minas Gerais, com o Paraná e no Vale do Paraíba. Os paulistas aguardaram o apoio de outros Estados, o que não aconteceu. O levante se estendeu até o dia 2 de outubro de 1932, quando os revolucionários perderam para as tropas do governo, tendo de se render. Este foi o maior confronto militar que aconteceu no Brasil no século 20. Apesar da grandeza da revolução, somente dois anos depois, em 1934, o povo conseguiu eleger uma assembleia para promulgar uma nova Constituição do País, dando início a um processo de democratização. Sinal de que o sangue paulista não foi derramado em vão. O povo paulista, em reconhecimento ao heroísmo dos soldados e também aos quatro jovens, construiu um monumento em homenagem a esses bravos guerreiros. Para perpetuar aquela data, criou-se obelisco do Ibirapuera, que serve de mausoléu para seus corpos e simboliza uma espada fincada ferindo o coração do Estado de São Paulo.

 

Antonio Carlos Soares police_soares@ig.com.br  

Campinas

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9 DE JULHO E A IDENTIDADE PAULISTA

 

Feriado desde 1997, esta data marca a memória do Estado de São Paulo. Nove de julho é comemorado em lembrança a um dos principais episódios da história do Estado, o levante denominado “Guerra Paulista” ou Revolução Constitucionalista de 1932. A população de São Paulo encarou, naqueles tempos, uma empreitada militar contra as tropas do governo federal, no período que se estende de julho a outubro de 1932. A reivindicação girava em torno da destituição do governo provisório de Getúlio Vargas (no poder desde a Revolução de 1930), a reabertura do Congresso Nacional e a promulgação de uma nova Constituição federal. Getúlio Vargas havia abolido a Constituição e fechado o Congresso Nacional.  O resultado da guerra não foi positivo para São Paulo, as tropas paulistas foram sufocadas pela superioridade das tropas federais, compostas pelos outros estados brasileiros, entretanto, apesar da derrota, no ano de 1934, o governo federal promulga a Constituição, atingindo, mesmo que dois anos mais tarde, o objetivo do levante. Entretanto, vale ressaltar que o acontecimento não se restringiu somente às questões políticas, pertence simbolicamente à formação da identidade paulista. Desde o final do século 19, São Paulo, enriquecido pelo café, investe na sua imagem de “carro-chefe” do País. Sob o signo da industrialização, da confraternização entre trabalhadores nacionais e estrangeiros imigrantes, forja a ideia de cidade pioneira dos Bandeirantes, de indivíduos destemidos, trabalhadores e fortes. Essa construção provoca no imaginário social da maioria dos seus habitantes, o entendimento de que a cidade era a mais civilizada e conectada com os valores da ordem e progresso da época. Construía-se a vocação cosmopolita, de cidade dos arranha céus, que mais cresce e moderna contra um Brasil atrasado e arcaico.  Esse sentimento e de união durante o episódio, recriava o “espírito de paulistanidade”. Em 1932, o poder ideológico das elites regionais de São Paulo reforçava os discursos médicos “raciológicos” e as teses do imigrantismo, do século 19, que propunham branquear a “raça” miscigenada brasileira e trazer a civilização e o progresso para o País.  Elevaram setores da sociedade à categoria de “povo paulista” – entre eles os descendentes dos bandeirantes, os primeiros fazendeiros de café e os imigrantes italianos (que até os anos 30 eram discriminados). Rebaixaram os indivíduos que não eram de São Paulo, como os migrantes nordestinos e nortistas do país. Sem que se perceba, a cidade carrega viva a memória do levante e da construção da sua identidade, em suas estradas e ruas com nomes dos Bandeirantes, Avenida 9 de julho e a 23 de maio, além de monumentos como o Obelisco do Ibirapuera. Não possui avenidas ou ruas com o nome de Getúlio Vargas. A memória da “Guerra Paulista” continua em luta, apesar de muito discutida e pesquisada, necessita ser mais problematizada, pois é considerada tema extremamente controverso na historiografia brasileira.

 

Rosana Schwartz imprensa.mackenzie@comuniquese2.com.br 

São Paulo

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O CONSTITUCIONALISTA MICHEL TEMER

O constitucionalista Michel Temer não desiste da coordenação política do governo Dilma e dá uma de leal ao governo, porque sabe que, se ela for obrigada a deixar o governo, ele também tem de sair.

  

Sergio Diamanty Lobo diamanty18@gmail.com

São Paulo 

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COM UNHAS E DENTES

A presidente da República, Dilma Rousseff, asseverou que irá defender seu mandato “com unhas e dentes”. Nada mais justo. Mas mais justo ainda é que o defenda com suporte nas leis vigorantes, especialmente nos capítulos em que esbarra em textos legais tipificando infrações, como são os casos do Petrolão, da compra da Refinaria de Pasadena, das verbas recebidas para sua campanha eleitoral e das pedaladas nas contas públicas. Doravante, será uma boa oportunidade para nossa oposição, que já faz tempo está residindo por sobre o muro da conveniência, levar avante o processamento do impeachment ou de responsabilidade criminal, tudo já embasado em pareceres de eminentes juristas. Então, terá dona Dilma a oportunidade de demonstrar as unhas e os dentes na luta pela legalidade de seus procedimentos.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

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FAREMOS O QUÊ?

Dona Dilma diz que vai defender seu atual cargo com “unhas e dentes”. Pergunta: e os brasileiros que perderam, estão perdendo e perderão seus empregos por causa da irresponsabilidade da senhora, fazem o quê? Na iniciativa privada, se não há receita, não há emprego; pelo contrário, a recessão tem gerado altos índices de desemprego. A senhora recomenda aos brasileiros um curso no glorioso Pronatec? Ah, mas não há verba para a Pátria Educadora... Para manter 39 ministros, sim! Ilusões! Foi isso que a senhora prometeu nos últimos quatro anos, então lanço outra pergunta: para que tentar permanecer a qualquer custo numa vaga que não lhe compete? Eu não seria tão desafiador a ponto de afirmar que “eu não vou cair. Isso aí é moleza”. Essa frase mostra todo o seu despreparo, sua arrogância e falta de visão. Cuidado, pois, se sair na rua para pedalar, atividade tão comum e corriqueira, talvez os brasileiros enganados e desempregados tentarão se defender da senhora com unhas e dentes. Não espere o impeachment, saia de mansinho...

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br 

São Paulo

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SITUAÇÃO, OPOSIÇÃO E O GOLPE

O atual governo, representado pela “mulher sapiens”, Dilma Rousseff, e pelo seu ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, estão acusando a oposição de estar promovendo um golpe. Gostaria que eles esclarecessem quem é a oposição. Seriam, por acaso, os 91% da população que desaprovam o governo da “mulher sapiens”? Ou seria Lula, que resolveu pedir o pescoço de sua criatura para tentar salvar o próprio pescoço e, assim, enganar o povo novamente e tentar a sua volta em 2018? Para mim, golpe é quebrar a Petrobrás para abastecer os cofres do PT e de partidos aliados, é mentir descaradamente na campanha eleitoral para ser reeleita, é acabar com a esperança do pobre, que um dia sonhou com uma vida melhor e hoje está descobrindo o que realmente significa uma “herança maldita”. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

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HAJA PACIÊNCIA

Dilma cada vez mais não se deixa compreender pelos seus interlocutores; desta vez exagerou e chamou de “golpistas” seus opositores, caso os mesmos articulem seu impedimento. Esquece que vivemos numa democracia e que quem está avaliando seu possível envolvimento com o não cumprimento das leis são as instâncias competentes. Ficamos imaginando o quanto eram “golpistas” os petistas na era Collor e FHC, que a qualquer motivo pediam suas cabeças. Dilma, a continuar misturando sua pregressa vida de presidiária na ditadura com o nosso momento de plena liberdade de pensamento, nos leva a implorar: “Quosque tandem abutere, Dilma, patientia nostra?” (até quando, Dilma, abusarás da nossa paciência?)

 

Leila E. Leitão

São Paulo

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BOFETADA

A gente tenta mudar o assunto, colaborar com a tal agenda positiva e se depara com a presidente falando em golpe, defendendo o cargo com unhas e dentes, parecendo destilar o mesmo ódio que o seu criador. Sabe a senhora presidente que a palavra GOLPE se origina do grego “kólaphos” e tanto significa golpe como pode significar bofetada? Se admitirmos que a senhora está certa, neste momento, em dizer que impeachment soa a golpe, poderia a senhora responder o que a senhora e o seu partido fizeram com o eleitorado que a reelegeu? Chamaremos de bofetada ou de golpe mesmo? Assim não iremos a lugar nenhum. Aliás, não se esqueça: a senhora não é presidente, a senhora está presidente.

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com 

Campinas

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GARRAS E PRESAS

A “mulher sapiens” disse que defenderá seu mandato com unhas e dentes? Pois penso que, para quem disse fazer “o diabo”, provavelmente usará garras e presas, isso, sim!

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 

São Caetano do Sul 

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ESTADO SOB RISCO

Telegrama: “Por causa de sucessivos maus governos, o Estado brasileiro está ‘criticamente ameaçado’. O último estágio antes da extinção. PT Saudações”.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br 

São Paulo 

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ARTICULAÇÕES

Dilma Rousseff, preocupada em ter de deixar o “pudê”, inicia com o petelulismo, em larga escala, articulações contra o PSDB avisando-o de que defenderá seu mandato com “unhas e dentes”, classificando-o como “golpista”, quando os maiores golpistas são eles. Tanto que querem continuar mamando nas nossas tetas e, simultaneamente, destruindo o Brasil e sua população.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

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DILMA PRESIDENTE

Basta!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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ESCOLHA

Dilma declarou e a mídia publicou que não se suicida e não renuncia. Alvíssaras, isso já é um bom sinal. Esqueceu apenas de falar que poderá ser cassada, hipótese mais provável. Como ainda estamos numa democracia, ela tem o privilégio de escolher.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com 

Rio de Janeiro

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PLEBISCITO

  

Creio que deva ser promovido urgentemente um plebiscito abordando dois temas de alta relevância.      Um é exigir que o Congresso Nacional vote pelo impedimento da sra. Dilma “mandioca mulher sapiens” Rousseff, e outro exigindo que a maioridade penal seja de 14 anos para quaisquer tipos de crimes.    Deixemos que nós, povo brasileiro, decidamos pelos dois temas. Tenho certeza de que eu e 90% da população iremos optar pelo impedimento da sra. mandioca e pela redução da maioridade penal para 14 anos. Dessa forma nos livraremos de dois graves problemas.

Fernando Faruk Hamza botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

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QUE BELEZA

Como foi bonito ver a presidente de um país, como Michelle Bachelet, do Chile, com seu povo numa conquista esportiva (Copa América), sem ser vaiada, sem se esconder atrás de dirigentes, sem precisar estar cercada por seguranças até os dentes, como Dilma, do PT do Brasil. Enquanto os chilenos respeitam sua presidente, aqui o povo sente vergonha e vaia por onde quer que Dilma apareça.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 

São Paulo

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DE BOAS INTENÇÕES...

Se Aécio Neves (PSDB-MG) realmente almeja a Presidência da República, deveria começar a esquadrinhar o que pretende para o País e como fazê-lo, caso contrário, passará como um nome a mais nos pesadelos dos brasileiros.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 

Niterói (RJ)

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‘QUAL É O DIAGNÓSTICO?’

O sr. Ilan Goldfajn (“Qual é o diagnóstico?”, 7/7, A2) acerta no diagnóstico, mas deixa uma frase solta que “varruma” meu cérebro. Que falta de gastos não é problema no Brasil, que tem uma das menores taxas de poupança do mundo. Essa frase carece de melhor estudo e esclarecimento. O brasileiro não poupa porque não pode, gasta o que tem (e mais um pouco) pagando impostos (diretos e indiretos), alimentando-se, vestindo-se, educando-se e pagando segurança e saúde – e os que podem poupam lá fora. Mas o cobrador de impostos e administrador, que não nos dá o retorno em educação, saúde e segurança, gasta excessivamente e deixa ir para o ralo grande parcela do que arrecada, por causa de esquemas ilícitos. Isso, sim, é a falta de poupança, com a consequente inflação.

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com 

Bertioga

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SEM DATA PARA A VIRADA

Crise econômica causada por petismo agudo tem de ser tratada como leucemia mieloide aguda: quimioterapia da pesada para que não sobre nenhum resquício de células anormais no sangue e na medula óssea. No caso brasileiro, isso só será conseguido com a “remissão” definitiva de algumas “células” retardatárias reticentes: Tombini, Coutinho e Barbosa, todas contagiadas pela malignidade do vírus Mantega.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG) 

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UMA BOA DIETA

Mas que pena que “uma boa dieta” sempre sobra para os mais pobres (“Qual é o diagnóstico?”, 7/7, A2). Já não temos direito a nada, nem saúde, educação descente, segurança, trabalho com remuneração digna, etc., etc., e nunca são cortados gastos com políticos. Sugiro que políticos exerçam seus mandatos sem nenhuma remuneração, sem nenhuma mordomia de aluguéis de boas moradias, empregados, roupas, etc., etc. Garanto que vai sobrar muito dinheiro para que todos de igual forma possam viver, como diz a lei: “Somos todos iguais, temos todos os mesmos direitos”. Que grande mentira! Chega de segurarmos as tetas para poucos mamarem.

Elisete Serres Pacheco elisecontab@superig.com.br 

Itaberá

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DESEMPREGO

Com a economia em marcha à ré acelerada, o desemprego grassa País afora em todos os setores – indústria, comércio e serviços –, tendo sido eliminados até maio quase 600 mil postos de trabalhos formais, com a preocupante previsão de que alcance 900 mil até o fim do ano. Sob o corruPTo e incomPeTente desgoverno do Partido dos Trabalhadores, a frase mais ouvida por eles é a mesma consagrada no célebre programa “O Aprendiz”: “Você está demitido!”. Até quando?!

J. S. Decol decoljs@globo.com 

São Paulo

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A MP DA JORNADA DE TRABALHO

A medida provisória (MP) editada pela presidente Dilma que reduz jornada de trabalho em empresas com dificuldade, com certeza, será discriminatória. 75% das empresas nacionais são micro e pequenas empresas, que abrem, vivem e quebram, sem que o governo tenha noção de sua existência. Os impostos recolhidos se fundem aos cofres públicos, são substanciais, mas insignificantes aos olhos do governo. Mas as montadoras, construtoras, etc., essas, sim, são unha, carne e subsídios do governo! Choram nos ombros governamentais como bebês e recebem tudo, se livram, assim, do inconveniente que incide sobre toda demissão. Duvidamos de que esta MP seja para dar apoio a todas as empresas em dificuldade, mas os cofres públicos, já escassos, serão sangrados para poucos? A conferir...

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br  

São Paulo

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PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO EMPREGO (PPE)

Para a população de excluídos e para os contribuintes em geral (que são todos os consumidores), não tem sentido o governo utilizar dinheiro público para pagar salários de empregados da indústria automobilística e de outras empresas escolhidas. Talvez parte desses empregados viesse a ser demitida e, provavelmente, recorreria ao salário-desemprego, caso esse programa não viesse a ser implementado. Mas contra isso nenhum contribuinte se sentiria lesado por grandes multinacionais, como será o caso agora. Quem acredita que essas empresas que remeteram enormes somas de lucros ao exterior – a ponto de salvar suas matrizes –, como aconteceu recentemente, poderão alegar que estão enfrentando insuperáveis dificuldades econômicas no Brasil? É uma solução tipicamente petista, populista, que certamente não teve o aval de Joaquim Levy.

Ademir Valezi adevale@gmail.com 

São Paulo 

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‘O DESAFIO FISCAL’

Excelente o artigo do sr. Amir Khair no “Estadão” de 5/7/2015 (B9). O aumento contínuo da taxa Selic causa despesas com juros mais elevados do que o ajuste fiscal que se está pretendendo. Na realidade, não vamos atingir as metas previstas pelo governo, mas as despesas com juros vão ultrapassar em muito essas metas. O presidente do Banco Central vem repetidamente afirmar nos últimos anos que no segundo semestre a inflação estará convergindo para a meta de 4,5% ao ano. Só que isso nunca aconteceu, pelo contrário, hoje já se fala em inflação superior a 9% para 2015. O presidente do Banco Central nada aprendeu com o ex-chefe dele, sr. Henrique Meirelles, que mantinha a inflação sob controle e não admitia ordens superiores. O sr. Guido Mantega e equipe conseguiram desmantelar a economia brasileira, cujos fundamentos estavam lançados pelo governo anterior e que vinha num crescendo vigoroso. Será que ele continua dando aulas na Fundação Getúlio Vargas? Ele ensina o quê e para quem? A confiança dos empresários e de 90% dos brasileiros somente voltará com a saída iminente da presidente da República. O tempo de validade dela acabou.

Károly J. Gombert kjgombert@gmail.com 

Vinhedo

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REUNIÃO DO BRICS

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, representados pelas suas lideranças, se reúnem em Ufá, na Rússia, nesta semana. O Novo Banco de Desenvolvimento do (Brics), cujo presidente do conselho de administração poderá ser indicado pelo Brasil, com capital inicial de US$ 50 bilhões, tem o objetivo de financiar projetos de infraestrutura nos países emergentes. O setor de serviços da Índia contribui com 57,9% do produto interno bruto (PIB), que é de US$ 2,5 trilhões. Em 2014 a Índia apresentou crescimento real de 7,1%. A África do Sul apresentou PIB de US$ 341 bilhões e crescimento de 1,4%. A China teve um PIB de US$ 10,36 trilhões e cresceu 7,4% no mesmo período. Em abril desse ano, o Banco de Desenvolvimento da China emprestou US$ 3,5 bilhões para a Petrobrás. Em maio de 2015, Li Keqiang discutiu com Dilma investimentos da ordem de US$ 50 bilhões, para financiar a construção da Ferrovia Transoceânica. Assim como Dilma, Putin destruiu a economia de seu país e emperrou a sua modernização, apresentando em 2014 um crescimento de 0,62% e PIB de US$ 1,86 trilhão. O PIB do Brasil está em US$ 5,5 trilhões e previsão de encolhimento de 1% em 2015. Portanto, a China está em posição bastante favorável diante dos outros quatro associados do Brics, e poderá deliberar confortavelmente sobre as questões econômicas.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Rio de Janeiro

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GRÉCIA, BRASIL AMANHÃ?

Se não se frear bruscamente este desgoverno da presidente Dilma Rousseff, com certeza, o amanhã será sombrio para todos os brasileiros. O ex-ministro das Relações Exteriores do governo FHC Luiz Felipe Lampreia, em seu excelente artigo “Os inacreditáveis talentos gregos” (“Estado”, 7/7, A2), cita sete causas que enfiaram aquele paradisíaco país, às margens do Mediterrâneo, num buraco negro sem fim. Cita, por exemplo, 50 motoristas para cada carro oficial; 1.800 pessoas para proteger um lago extinto em 1930; aposentadorias concedidas às famílias sem elas terem direito; fraude fiscal; sonegação do Imposto de Renda; número excessivo de funcionários públicos; distorção nos salários de professores e um dos piores ensinos do continente.  A farra e a irresponsabilidade de lá não chegam nem ao mindinho das praticadas por aqui e levaram o país à bancarrota. Então, o que estão esperando para um dar um cavalo de pau, para tirar a nação brasileira da rota do precipício? Acredito que o rabo preso de muitos políticos seja o maior empecilho para tomar essa decisão. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 

Jundiaí 

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CONTABILIDADE E IDEOLOGIA

Só podemos lamentar que os esclarecimentos de Luiz Felipe Lampreia sobre a situação da Grécia não tenham sido publicados antes (“Os inacreditáveis talentos gregos”, 7/7, A2). Revelam paralelismos entre as visões dos atuais governos grego e petista: desconhecimento de que gestão econômica tem mais a ver com contabilidade que com ideologia e “vontade política”. Estão aprendendo que também os recursos de outros acabam. Assim como a União Europeia não deve sustentar os desatinos gregos, o povo brasileiro não deve arcar com os custos exagerados do governo atual.

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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GRÉCIA E O PT

O presidente do PT, Rui Falcão, cumprimentou o povo grego pela votação contra o pagamento da Grécia de sua dívida com a Comunidade Europeia, pelas bobagens feitas de seu governo. Exatamente o que este partido está fazendo com o Brasil. Vão sair do governo deixando uma incomensurável dívida para o povo brasileiro pagar. Vivam a incompetência e a irresponsabilidade!

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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O VALOR DA EDUCAÇÃO

O papel social, educacional e de utilidade pública desempenhado pelo “Estadão” ao longo de tantos anos se reforça a cada edição. A publicação do suplemento “Educação: futuro do Brasil”, na terça-feira (6/7), cujo enfoque é a maioridade penal, nos leva a uma reflexão sobre o papel dos veículos de comunicação. Que bom seria se toda a mídia contribuísse desta forma. A publicação de ideias sobre o assunto, principalmente ouvindo as mais diversas posições, nos dá a certeza de que a luta de muitos jornalistas, começando pelos Mesquita, não foi em vão. O jornalismo sério mais uma vez vence, ajudando a reforçar convicções, até mudar de opiniões. É o verdadeiro papel da mídia sendo exercido em sua plenitude.

Nivaldo Marangoni marangoninivaldo@gmail.com 

São José dos Campos

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ASSALTO AO CARDEAL

No turbilhão de nossas crises, entre as quais a violência urbana é no momento a que mais nos assusta, exigindo de nossas autoridades a curto, médio e longo prazos medidas preventivas e definitivas que ponham fim a essa tragédia que tanto nos prejudica, o segundo assalto sofrido no Rio pelo cardeal Dom Orani Tempesta é uma trágica amostra de que não mais podemos procrastinar soluções factíveis, no sentido de termos índices civilizados de paz urbana em nossas grandes cidades, sob pena de nos transformamos numa nação incontrolável por tais violências. Oremos.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 

Rio de Janeiro

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VIOLÊNCIA

No Brasil a insegurança chegou a tal ponto que nem arcebispo escapa de assalto.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 

Jandaia do Sul (PR)

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A OAB E A VONTADE POPULAR

A O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está a divulgar resultado de pesquisa que aponta que 74% da população brasileira quer o fim do financiamento privado de campanhas eleitorais, e pede respeito à vontade da população. Então a entidade está a admitir que a maioridade penal deve ser reduzida, permitindo reduzir a impunidade dos menores criminosos e o sofrimento de suas inúmeras vítimas, pois 90% da população também quer essa redução. Aliás, deveria a OAB Federal começar a fazer uma pesquisa para saber se os advogados estão satisfeitos com a atual forma de eleição dos dirigentes da entidade, que não é direta e é restrita aos 81 conselheiros federais.

 

Luiz Augusto Módolo de Paula luaump@yahoo.com.br 

São Paulo

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PESQUISAS DE OPINIÃO PÚBLICA

Qual é o efetivo valor das pesquisas de opinião pública no Brasil? Ultimamente, absolutamente nenhum, ou melhor, só para contrariar o povo brasileiro. 84% do povo brasileiro é a favor da redução da maioridade penal, o Congresso Nacional votou contra em primeira votação e, após uma manobra política, aprovou a redução com vários limitantes. A OAB, por sua vez, deve entrar com recurso de inconstitucionalidade, pois o Vaticano é contra a redução da maioridade penal que foi decidida na idade média. 68% do povo brasileiro desaprova o desgoverno petista de Dilma Rousseff – e essa opinião pública a presidente também não respeita e já declarou que não sai, que vai defender seu péssimo governo com unhas e dentes. Será que serão as unhas e dentes do cidadão brasileiro? Agora a OAB contrata mais uma pesquisa, que diz que 74% dos brasileiros são contra a doação privada para campanha política. E daí? Os políticos já decidiram que vão continuar com a promiscuidade com os empresários, mas desta vez limitada em 7% do valor total da campanha, que não tem limite, pode até ser de R$ 400 milhões, no caso do presidente da República. Quando será que a opinião do povo brasileiro será respeitada pelos seus representantes?

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 

São Vicente 

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PAIS E FILHOS PRESOS

Quanto à questão da maioridade penal, só está faltando ainda uma pequena emenda que preveja que, se o menor tiver idade inferior a 16 anos e for pego em flagrante delito, seu pai ou responsável fique preso também pelo mesmo tempo da internação deste “dito” menor de 16 anos de idade. Com uma boa dose de certeza, esses “pais” ou responsáveis iriam começar a se preocupar um pouco mais com seus filhos.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 

Avanhandava

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UM PAÍS DE POUCOS, MAS ESPERTOS

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, é contra a redução da maioridade penal porque diz que faltam prisões, e faltam prisões porque falta dinheiro. O governo Dilma gastou nos primeiros quatro anos R$ 9 bilhões em publicidade, para convencer o povo brasileiro de sua honestidade e eficiência (“Brasil, um país de todos”). Esses R$ 9 bilhões, investidos em necessidades reais do Brasil, seriam revertidos em benefícios para todos nós. Quais foram para os brasileiros os reais frutos da publicidade oficial? Brasil, um país de poucos, mas espertos.

Cloder Rivas Martos closir@ig.com.br 

São Paulo

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A UNANIMIDADE

Nelson Rodrigues disse: “Toda unanimidade é burra”. Eu diria que é mais suspeita do que burra. Essa quase unanimidade entre os nossos já suspeitíssimos parlamentares, no que se refere à redução da maioridade penal, só pode ter um grande patrocinador. São os que lucrarão com isso, os fabricantes e vendedores de bebidas. Não será mais crime vender bebidas a jovens maiores de 16 anos. E os grandes publicitários já focarão suas propagandas para conquistar essa nova fatia potencial de mercado, piorando todas as estatísticas de violência, incluindo o trânsito, além da degradação da família. De lambuja, se beneficiarão também as indústrias de pornografia, de prostituição infantil e quem sabe, talvez, se houver, a bancada de pedófilos do Congresso. Com relação à pedofilia, acontecerá um fato curioso: um adulto não será mais criminalizado se fizer sexo com jovens de 16 e 17 anos, mas um jovem de 16 anos que fizer sexo com um de 15 será condenado a 15 anos, como pedófilo. Os já citados acima serão os grandes beneficiários com a redução da maioridade e os penalizados serão os jovens e suas famílias. Será que os nossos legisladores não sabem que leis não foram feitas para resolver um problema imediato, mas numa perspectiva de durarem pelo menos 100 anos? E que este é um problema social que merece uma discussão mais tranquila e profunda do que a maneira como está sendo feita, a toque de caixa e com demagogia midiática e eleitoreira?

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com 

Salvador

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REDUÇÃO DA IMORALIDADE

Tanta discussão sobre redução da maioridade penal que a maior de todas quase está sendo esquecida: a da imoralidade, que deveria ser considerada prioritária, por ser a verdadeira causa de todos os males brasileiros e discutida pelos ditos representantes do povo de maneira séria. Vivemos num país onde a corrupção e a impunidade a cada dia se tornam normais, seja no meio empresarial, seja nas escolas e locais de trabalho, onde levar vantagem é a palavra de ordem, respaldada na certeza de que não é imoral, mesmo que legal. Mas isso não preocupa muito aqueles que dela usufruem, pois convivem com milhares de exemplos de que o crime compensa. Como de políticos que enganam, desviam recursos públicos, mentem e contribuem para a morte de milhões de maiores e menores e para a sobrevivência da criminalidade e da imoralidade.

João Direnna joao_direnna@hotmail.com 

Quissamã (RJ)

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OS ‘DIMENOR’ NA POLÍTICA

Os partidos PT, PSOL PCdoB e outros similares, que defendiam a não mudança da maioridade penal, são coerentes com seus próprios atos. Eles com certeza acham que poderiam no futuro se tornar também inimputáveis pelos seus atos. Isso porque, mesmo flagrados em diversos delitos graves, juram inocência. Seriam os “dimenor” na política. Isto é uma vergonha e insanidade.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 

Rio de Janeiro

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UBER

Interessante o editorial “O aplicativo Uber e os taxis” (7/7, A3). Depois que a presidente editou a Medida Provisória (MP) 615, garantindo a hereditariedade das licenças dos taxistas, demos mais uns passos em direção aos anseios medievais que nos guiam. Inicialmente, diga-se que, teoricamente, os motoristas do Uber podem dirigir tão bem quanto os taxistas. Já têm sua carteira de habilitação e para que autorização da Prefeitura? Quanto à alegação de que os uberistas recolhem menos impostos, é francamente ridícula. Será que todos os taxistas fazem seus recolhimentos religiosamente? Acho que nesse setor, como em tantos outros, devemos lutar para a adoção de novas tecnologias que contribuam para mais conforto para os usuários e diminuição de custos. Por último, acho também que a Prefeitura deveria olhar um pouco para o interesse dos clientes desse serviço.

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br 

São Paulo

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PERGUNTA ERRADA

Não devemos perguntar se é justo o Uber operar por fora da fiscalização e de taxas e regulamentação. Devemos, sim, perguntar se na era da internet esse aparato burocrático (licenças, taxas, alvarás) ainda é a melhor forma de garantir a qualidade do serviço de taxi e a satisfação do passageiro. Eu acho que toda essa gritaria contra o Uber no fundo é somente “o sistema” defendendo a própria existência, independentemente do que seja melhor para o passageiro.

Pedro Vasconcellos pvas77@gmail.com 

São Paulo

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IMPOSTOS NEUTRALIZADOS

É preciso considerar que os motoristas do Uber compram carros pelo preço de mercado, enquanto os motoristas de taxi os compram com descontos no ICMS e no IPI. Talvez isso neutralize os impostos pagos pelos taxistas.

Cláudio Ruggiero ruggiero@uol.com.br 

Barueri

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BOAS-VINDAS

Sobre a guerra “taxistas x Uber”, não sou a favor de uma atividade remunerada funcionar sem qualquer tipo de regulamentação, mas certamente os taxistas teriam bem mais aliados se fizessem sua parte. Já viajei muitas vezes a trabalho a Belo Horizonte. Quando tomo um táxi, necessito de recibo identificando a placa do veículo. Na grande maioria das vezes, os taxistas anotam uma placa fria, quando não dão a desculpa de estarem sem talão. Alguns taxistas correm como loucos e, frequentemente, usam telefone celular enquanto dirigem, inclusive para ler e escrever mensagens. Não raramente, os cintos de segurança do banco traseiro estão sob o assento, impedindo o uso. E, absurdo completo, os taxistas do terminal rodoviário cobram extra se o passageiro levar bagagem! Sobre a alegação da concorrência desleal, é sempre bom lembrar que os taxistas têm isenção de IPVA e ICMS em seus carros. Que o Uber seja bem-vindo.

 

Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br 

Pouso Alegre (MG)

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OPERAÇÃO LAVA JATO

As declarações do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, em entrevista ao “Estadão” (“‘Lava Jato prossegue, doa a quem doer’”, 5/7, A6), são primorosas. Neste momento de descrédito em relação ao futuro do País, a Polícia Federal é uma das poucas instituições públicas confiáveis e demonstra isso através de ações fortes, legais e irrestritas. Não é uma pequena, mas, sim, uma grande luz neste túnel escuro em que o Brasil foi jogado nos últimos 13 anos. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo 

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PRÓXIMOS CAPÍTULOS

Próximos capítulos da Operação Lava Jato: Renato Duque, João Vaccari Neto e Pedro Barusco frente a frente na CPI do Senado; o ministro José Eduardo Cardozo renuncia ao cargo e é nomeado pela presidente Dilma um novo ministro da Justiça, que, consequentemente,  vai trocar toda a cúpula da Polícia Federal. Vamos aguardar o desenrolar dos fatos.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com 

Itapeva

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INSS PADRÃO PT

O INSS (IncomPeTência Nunca Será Superada) se supera. No mesmo dia em que emite uma Guia da Previdência Social (GPS) com vencimento para o dia 15, ele avisa que quem pagar (recolher!) depois do dia 7 pagará multa, pois a data foi antecipada, e que isso estava na lei de um mês atrás. Mas, meu Deus, neste mesmo dia ele emitiu, no site do INSS, via internet, guias com vencimento no dia 15. Isso é incomPeTência ou PicareTagem? Ou as duas coisas, num inconfundível padrão PT? Impressionante!

Nelson Newton Ferraz nelfer2011@gmail.com 

São Paulo

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