Fórum dos leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S. Paulo

14 Julho 2015 | 03h00

Isso é que é farra!

Na investigação da Lava Jato, mais um “titilante” escândalo: só em 2012 foram desviados R$ 150 mil para pagar garotas de programa para executivos envolvidos no esquema. Nas planilhas pesquisadas aparecem os itens “artigo 162” e “Monik” com valores de até R$ 20 mil identificando gastos com prostitutas, que recebiam grana viva. Em festa com “periguetes” em luxuoso hotel de São Paulo consta despesa de R$ 90 mil só com bebidas. Ou seja, nosso dinheiro, que devia ser usado para prospecção e extração de petróleo, usado para badalações com “damas da noite”. Só faltava essa. Um espanto!

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Então, além de financiar a compra de helicópteros, lanchas e carros importados, o dinheiro desviado da Petrobrás pelo esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato também foi usado para pagar serviços de prostituição de luxo, com “famosas” da TV e de revistas, para diretores da estatal e políticos, segundo relatos de delatores às autoridades do caso?! Qual será o fim disso? O que mais ainda nos poderá surpreender? Afinal, nunca antes neste país um partido político (PT) foi capaz de produzir tantas manchetes vergonhosas na mídia mundial. Deveriam estar no Guinness.

ANTONIO JOSE G. MARQUES

a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

LULOPETISMO

Encontros furtivos

É inadmissível que a presidente e duas das mais altas autoridades do País se prestem a encontros furtivos no exterior para tratar de qualquer assunto de interesse nacional. E pior – segundo as evidências –, de assunto que envolva diretamente a mandatária da Nação em malfeitos (ou crimes?) de sua campanha eleitoral e de sua gestão à frente do governo da República. Assim, em caso de vir a ocorrer o pior epílogo para a presidente no Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski estará novamente “tinindo nos cascos”, como disse, reservadamente, que se comportou durante o processo do mensalão.

GERSON S. MONTEIRO

gersufn@uol.com.br

Sorocaba

Para o ministro da Justiça se deslocar às pressas para Portugal a fim de participar de reunião com Dilma e Lewandowski, seguramente não foi para conversar sobre mandioca. Seria de bom tom o Planalto e mesmo o STF terem ciência de que qualquer tentativa rasteira de interferir na Lava Jato será muito mal recebida pela opinião pública, que deixou de ser burra há muito tempo. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Anulação da Lava Jato

Com a incômoda divulgação da reunião em Portugal – que seria secreta – da PresidenTa com o PresidenTe do SPTF (nova sigla), conhecido por Lulandowski, fica evidente que a Lava Jato caminha para a anulação “legal”, liberando todos os figurões envolvidos e dando alívio aos políticos cúmplices. Vai fazer companhia às já devidamente anuladas Boi Barrica (Fernando Sarney), Castelo de Areia (Temer e Arruda) e Sundown/Banestado, bem abordadas pela Veja. Já para ladrões de galinha, cadeia dura!

NELSON CARVALHO

nscarv@gmail.com

São Paulo

Pizza de bacalhau

Será que após o encontro secreto na cidade do Porto, em Portugal, o ilustre ministro Lewandowski ainda aceitará um eventual pedido de impeachment contra a presidente Dilma requerido pela oposição, caso o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeite mesmo as contas do governo referentes a 2014? Façam suas apostas.

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

Sempre é bom lembrar

No programa Roda Viva, da TV Cultura, no último dia 6, o entrevistado, o ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto, afirmou que um dos momentos mais delicados daquela Corte foi quando o relator do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, acusou o ministro revisor, Ricardo Lewandowski, de atuar mais como advogado dos acusados do que como um juiz. Joaquim Barbosa foi duramente criticado, mas o recente encontro secreto em Portugal do presidente do STF, o mesmo Lewandowski, com a presidente Dilma Rousseff, suspeita (até agora) de gravíssimos delitos, praticamente confirma a acusação de Joaquim Barbosa.

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo 

Tudo acertado?

Pelo que se sabe, a presidente Dilma já combinou com o ministro (por indicação de Lula) Lewandowski, em reunião em Portugal com a presença do ministro da Justiça, a ida do processo de suas contas de 2014, que provavelmente serão rejeitadas pelo TCU, para o Supremo. Assim, Dilma pedirá a suspensão da eventual rejeição das contas pelo TCU, o que poderia levá-la a um processo de impeachment. Muitos políticos apelam ao STF como medida de “solução” de seus crimes. No caso de Dilma, o STF provavelmente acatará seu pleito, não obstante o fato de a saída dela do poder constituir um alívio para o PT, que indicou cinco ministros do tribunal.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Indicativo de culpa

O “encontro casual” – segundo nossas autoridades – em Portugal da presidente Dilma com os ministros Lewandowski e José Eduardo Cardozo, que se autointitulou “mão pesada” no trato de deslizes na Polícia Federal, é um forte indicativo de culpa da autoridade máxima do País quanto às “pedaladas fiscais” e ao recebimento de dinheiro sujo para sua campanha eleitoral. Embora ninguém de mediana inteligência duvide da finalidade desse encontro em outro país: poderem falar abertamente, sem o cuidado da mão como anteparo da leitura labial, tudo escondido... Aí tem. É lamentável, mas é a realidade. E o País caminhando de mal a pior. Pelo visto, querem nos enrolar até o fim do mandato da presidente. Com uma oposição fraca e tida como inexistente... Ou querem deixar o povo “virar a mesa” para uma solução política definitiva para o nosso Brasil?

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

Pedaladas fiscais

Ao preparar nova pizza no forno da Controladoria-Geral da União (CGU), Luís Inácio Adams afirma que o passado não pode ser punido. Então para que serve julgamento?

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com

QUEM NÃO DEVE NÃO TEME 

Na sua viagem pela Rússia e pela Itália, a presidente Dilma Rousseff declarou que responderá aos questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) porque as contas de seu governo estão em ordem. Logo se ficou sabendo do encontro “casual” com o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), na sua habitual escala em Lisboa, e veio a notícia de que o governo pode ir ao STF caso o TCU recuse a defesa apresentada. E se o STF considerar que o assunto é financeiro/contábil (o governo cometeu, com aval da presidente, contabilidade ilegal e desrespeitou a Lei de Responsabilidade Fiscal), sendo fora da sua alçada? Aí vai faltar ir à Corte Internacional de Justiça na Haia, pois os juízes brasileiros, usando uma das metáforas de Lula, não jogam bola? 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com 

São Paulo

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FORA DA AGENDA

A presidente Dilma e o presidente Lewandowski não precisavam ir tão longe, ao Porto. Bem poderiam ter-se encontrado “coincidentemente” em Brasília mesmo...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 

São Paulo

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DO STF AO IMPEACHMENT

Se o STF referendar a decisão do TCU, garantirá o impeachment.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

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AS CONTAS DO GOVERNO DILMA

Segundo o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Luis Inácio Adams, o governo Dilma não tem resistência a aperfeiçoamento nas regras de gestão fiscal eventualmente sugerido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mas disse que qualquer aperfeiçoamento numa legislação é só para o futuro, e não para contas passadas. O argumento do ministro é uma afronta ao País. A AGU, que deveria zelar pelas contas do governo, sempre fechou os olhos para irregularidades, assim como o TCU, o Supremo Tribunal Federal (STF), etc. Como vieram à tona as “pedaladas fiscais” de dona Dilma, ficou mais exposta a falta de seriedade desses tribunais. Foi fechando os olhos para abusos nas contas que os governos avançaram nos cofres. A coisa extrapolou os limites do permitido e, se o TCU aplicar a lei, será “golpe”, na visão petista, não é? Pelo argumento de Adams, a legislação vale, desde que não alcance o governo do PT. Que carteirada, hein, ministro! Isso é um escracho, um acinte e uma falta de vergonha. Conforme sugeriu o ministro, a discussão deveria ir para o Congresso. E bom seria se os parlamentares não se deixassem levar por cargos e verbas. Afinal, eles foram eleitos para defender o Brasil e os brasileiros, e não seus bolsos.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

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CRITÉRIOS

Luis Inácio Adams espera critérios técnicos, e não políticos, do TCU sobre as contas da presidente Dilma. Logo ele, que adota sempre critérios políticos para tentar salvar o governo.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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DESPREZO PELAS INSTITUIÇÕES

É incrível o desprezo dos petralhas pelas instituições brasileiras. Todas que vão contra os interesses do seu plano de perpetuação no poder são tachadas de “golpistas”, “elitistas”, “classistas”, etc. Ao ver o rigor com que o TCU deve julgar suas contas, dona Dilma contra-ataca e, tendo o seu mentor por trás, com certeza, convenceu a gloriosa Câmara dos Deputados e o Senado a desengavetarem projeto que não só propõe o controle externo do TCU, como encurta o mandato de seus conselheiros – ou seja, na prática, elimina obstáculos como o sr. Augusto Nardes. Por que o Legislativo não aceita controle externo? Quando deputados e senadores serão obrigados a submeter os seus “módicos” aumentos salariais para algum órgão externo verificar se há verba e se há previsão orçamentária para tal? As respostas para essas perguntas são óbvias. Diante de tanta evidência de malfeitos, acho mais seguro que dona Dilma deixe o fluxo seguir e não brinque nem subestime a inteligência dos brasileiros. Estamos todos de olhos bem abertos e somos 100% TCU!

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br 

São Paulo

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O CONGRESSO QUER CONTROLAR O TCU

Depois desta de o Cambalacho Nacional querer criar meios para controlar o TCU, desanimei de vez e só mesmo uma intervenção militar para acabar com a bandidagem que mergulhou o País num mar de corrupção como jamais visto. 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br 

Garça

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TRIBUNAL CONTROLADO

Só aqui, no Brasil, mesmo o Congresso controlar o Tribunal de Contas. O TCU deveria ser neutro, pautar-se apenas pela verdade e, uma vez definidos seus ministros, ninguém deveria e muito menos poderia interferir em suas decisões e/ou sofrer controle pelos congressistas. Fora isso, não existe democracia. Ou será que existe?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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ISENÇÃO

Esperamos que o TCU e o Congresso analisem com isenção as contas de 2014 do governo Dilma, e que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) observe com clareza e honestidade as doações de campanha feitas ao PT. Mas isso parece pedir demais num país onde inúmeras decisões das mais importantes são postergadas, onde passar por cima das verdades é rotina, onde enganar e ignorar o bem da sociedade em nome do corporativismo atroz é hábito, onde muitas autoridades responsáveis pelo bom andamento das instituições fecham os olhos e dão um jeito de aprovar as irregularidades e os crimes cometidos por políticos, estes mesmos que levam o Brasil ao retrocesso e à desgraça social. É de perguntar: que tipo de país pretendem estas autoridades que têm a faca e o queijo nas mãos para beneficiar o seu povo, cumprindo seu dever, mas que se rendem a conversinhas baratas e desonrosas?

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 

São Paulo

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A M... DOS OUTROS

Dona Dilma ficou furiosa por seu nome ter sido citado na delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, na Operação Lava Jato, que investiga a corrupção na Petrobrás, e disse que não vai pagar pela “merda” dos outros. Oba! Então podemos esperar que ela conte tudo sobre seu criador? Nossos ouvidos estão prontos para ouvi-la!

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 

São Caetano do Sul 

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DESABAFO

A presidente Dilma disse: “Eu não vou pagar pela merda dos outros!”. Claro que os alvos são vários, mas seria especificamente ao “mentor” hoje sem os braços do povo? Conte, Dilma, conte!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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UNHAS E DENTES

A presidente Dilma Rousseff diz que defenderá com “unhas e dentes” seu mandato. Se considerarmos que, desde o Rio Grande do Sul, onde exerceu cargo na área de energia, e neste período foi construída uma usina de eletricidade movida a gás em Uruguaiana que nunca funcionou, poderíamos imaginar, em sendo administradora pública, que não sabia que a Argentina não forneceria o gás. Afinal, como denominaríamos a ocorrência de tal fato? Má- fé, incompetência, desconhecimento, irresponsabilidade no exercício de suas funções? Desde então, viria a assumir idênticas funções no Ministério de Minas e Energia e na Petrobrás. Eleita presidente do País, substituindo seu mentor e tutor, o cidadão Luz Inácio da Silva, viria a montar ministérios sob a ótica dos interesses meramente políticos, desconhecendo o seu país, suas metas nos cenários interno e mundial e a consequente necessidade de indivíduos competentes em suas áreas. Deu no que deu e continua dando. É impossível imaginar que não tivesse conhecimento, em nenhum momento, do que se passava ao seu redor, como dirigente de uma grande nação. Em meio à tremenda onda de corrupção que assola o seu governo, é incompreensível que não soubesse de nada. Age por má-fé ou incompetência, mais uma vez, ou os dois. Sobre o termo “golpe” a que ela agora se refere, em suas reações, de duas uma: ou mostra um autodesconhecimento de seu cargo e funções ou usa estes para o megalomaníaco projeto, utópico e anacrônico, de uma República socialista à semelhança de nossos vizinhos Bolívia, Venezuela e Equador. Estamos vendo as consequências nefastas em que se meteram. O termo que deveria usar seria o de sua “renúncia”. Uma renúncia honrosa que viria a nos livrar, talvez, de mais três anos e meio, mais que suficientes para acabar com o Brasil e suas conquistas. Não é uma marolinha ou onda, e, sim, um grande tsunami, não gerado por questões externas, e, sim, pela mediocridade de seu governo e de seu anterior e mentor. Por muito menos, e põe muito menos nisso, impedimos o presidente Collor de continuar a governar. Nesse ritmo e pelo que se observa no mundo, amanhã seremos uma Venezuela ou uma Grécia, apesar das grandes diferenças existentes, exceto a corrupção e o desperdício de dinheiro desta última. Vamos saber disso daqui a três anos e meio. Até lá, não há como se defender com unhas e dentes, sob risco de perdê-los, roendo-os.

Fausto da Silva Baptista fausto.baptista@terra.com.br 

São Caetano do Sul 

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GOLPE OU IMPEACHMENT?

Contra o estelionato eleitoral e a mentira à população brasileira, impeachment na incompetência.

Sebastião Hetem sebahetem@ig.com.br 

Taiuva

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QUEDA DA BASTILHA

Dia 14 de julho os franceses comemoram o dia da Queda da Bastilha. E nós, quando vamos comemorar a queda da nossa bastilha?

Karoly J. Gombert kjgombert@gmail.com 

Vinhedo

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PRESSÁGIO

Presidente, sempre é bom lembrar: quem foi para Portugal perdeu o lugar.

Eduardo A. Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com  

Campinas

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ARROGÂNCIA PETISTA

Em entrevista ao “Estadão” publicada na sexta-feira (página A5), o prefeito de São Bernardo do Campo, o petista Luiz Marinho, foi de uma deselegância e arrogância desmedidas. Disse, entre outras pérolas: “Não estudei os processos, mas vejo de forma espantosa como um juiz de primeira instância possa colocar de joelhos as instâncias superiores como tem feito, parece até encomenda”. Como bacharel em Direito, ele deveria saber que não se deve comentar sem estudar os processos nem acusar sem provas, quando insinua que o juiz Sergio Moro, da Operação Lava Jato, está trabalhando por encomenda. Acho que ele quis dizer “que pena que o juiz Sérgio Moro e o grande Joaquim Barbosa não se renderam ao canto da sereia do PT”. Nem todos se corrompem neste país. Só faltou dizer que não ocorreu nenhuma roubalheira no País. Foi tudo invenção da oposição, que na prática nem existe! É o canto do cisne.

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com 

Eldorado

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HILARIANTE

Hilária a entrevista com o sindicalista-prefeito Luiz Marinho dizendo que Dilma tem de sair às ruas (“‘Lula só pode ajudar se presidente sair do gabinete’, afirma Marinho”, 10/7, A6). Por acaso ele tem coragem de sair às ruas de São Bernardo do Campo para ouvir críticas sobre as ruas esburacadas, as obras paralisadas, o trânsito caótico, o péssimo atendimento na saúde pública, as praças tomadas por arruaceiros, os camelôs vendendo produtos pirata e contrabandeados por toda a cidade?

 

Moyses Cheid Junior jr.cheid@gmail.com 

São Bernardo do Campo

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INFELIZES COMENTÁRIOS

Os comentários de Luiz Marinho, prefeito petista de São Bernardo do Campo, dados na entrevista ao “Estadão” de sexta-feira, não representam a opinião das pessoas sérias deste país. É lamentável que um político influente deste governo ainda não tenha entendido o recado das ruas. O juiz Sérgio Moro, que ganhou notoriedade pela sua atuação na Operação Lava Jato, entre outros trabalhos realizados anteriormente com destaque, que dá esperança aos brasileiros de colocar estes corruptos na cadeia, não merece ser desacreditado pela sua opinião. Pelo contrário, Sérgio Moro é motivo de orgulho para os brasileiros e deve ser parabenizado pela sua conduta exemplar como juiz especializado em lavagem de dinheiro e crime organizado, crimes cometidos nestes 12 anos de administração petista.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo

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COMPARAÇÃO INFELIZ

As declarações do senador Delcídio Amaral (PT- MG), líder do governo no Senado, de que as votações do Senado, ao aprovar a indexação do salário mínimo à Previdência Social, era um “corredor polonês” e lembrava a Alemanha nazista de 1933, são declarações inteiramente equivocadas. Na realidade, o que lembra a época do nazismo, quando o povo passava fome e nada tinha para sobreviver, é a situação mórbida dos aposentados brasileiros com o benefício recebido da Previdência após 35 anos de árduo trabalho e contribuição. No Brasil, a guerra é imposta pela corrupção dos seus próprios governantes políticos e seus interesses pessoais, feita por meio dos seus ajustes e desajustes para cobrir a própria roubalheira dos desvios de impostos pagos pela população. Senhores senadores, o Senado não é um picadeiro, em vez de ficarem fazendo declarações fantasiosas, deveriam se preocupar de verdade com a população e com a falta de recursos para saúde, educação, segurança, transporte, etc. Chega! O povo está cansado de ouvir blá blá blás.

 

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com 

São Paulo

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PT NAZISTA

O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), após sucessivas derrotas do Planalto em temas de grande impacto para contas públicas, afirmou que o Senado lembra a “Alemanha nazista”. Não será que tudo o que está ocorrendo no País desde 2002 não seja por culpa do “PT nazista”, que nos assola, escracha e destrói?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

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ESTARRECEDOR

Acabo de ler, estarrecida, o pronunciamento do senador Delcídio Amaral em que compara o ambiente do Senado Federal à Alemanha nazista. Sou brasileira, judia, cuja família direta perdeu 12 pessoas nos fornos de Auschwitz. Sabemos que atravessamos período difícil, o Congresso brasileiro não é lá o ideal, mas estamos longe de qualquer semelhança com a Alemanha dos anos 30/40, e ele, melhor do que ninguém, sabe que nossas instituições estão todas em funcionamento. O senador deveria estar informado sobre o Partido Nacional-Socialista e suas táticas para chegar ao poder. Todas foram muito diferentes do que temos hoje no Brasil. Sua comparação não faz sentido, não tem nenhum suporte histórico e, o pior, soa como manipulação e vitimização, não cooperando para o real entendimento do Brasil de hoje.

Eliene Zlatkin eliene0205@gmail.com 

Rio de Janeiro 

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AS ARMAS DO PARTIDO

Delcídio Amaral, senador e líder do PT no Senado, perdeu a grande oportunidade de ficar calado, ao comparar os senadores que votaram contra as medidas da rainha da mandioca com a Alemanha nazista. Esquece-se o senador de que medidas nazistas são as armas do seu partido, o PT, afinal querer calar a Polícia Federal nas investigações da Lava Jato e mentir para o povo brasileiro na campanha eleitoral, a exemplo do ministro da Propaganda de Hitler, que declarava que uma mentira repetida várias vezes se tornava verdade, isso, sim, é que é nazismo. Portanto, não queira transferir para outros senadores toda a falta de pudor e incompetência de seu governo, pois os mesmos não são vaquinhas de presépio, e, sim, senadores da República Federativa do Brasil.

 

Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com 

São Paulo

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ALTO PREÇO

O Brasil vai pagar caro, e por longo tempo, pela aventura nazipetista. O estrago econômico, político, jurídico e social já é maior que o desastre feito pelos militares em 20 anos. Isso se, a partir do próximo governo, tivermos gente decente nos Três Poderes e uma consciência e participação efetiva da população/eleitores/contribuintes. Quem mais vai pagar essa conta são os empregados das empresas privadas, pequenos comerciantes e estudantes que estão buscando o mercado de trabalho.

  

André Coutinho arcouti@uol.com.br 

Campinas

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CADÊ O AJUSTE FISCAL?

Após seis meses do segundo mandato da “presidanta” Dilma, o Brasil continua o mesmo e o ajuste fiscal de Joaquim Levy não passa de aumento de despesas com medidas demagogas aprovadas pelo Congresso irresponsável e receitas em queda, graças à paralisia da economia, o que irá proporcionar um PIB menor do que o de Guido Mantega. Desesperada com a queda na sua popularidade, a pressão do TCU, do TSE e da Lava Jato, Dilma decidiu voltar a comandar a pasta da Economia e lançar novos pacotinhos. Primeiro foi o Plano de Proteção ao Emprego, atendendo às reivindicações do setor automobilístico; e, agora, a ampliação de 30% para 35% do limite de desconto em folha, conhecido como crédito consignado. De acordo com o governo federal, essa medida visa a estimular o consumo e reativar a economia, mas irá apenas aumentar as dívidas dos já endividados aposentados, pensionistas e servidores públicos. Até o momento, não vi nenhuma declaração do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre os “benefícios” dessas medidas. Será que ele está “gripado”? Ou será que já está com medo de aparecer em público e ser vaiado? E as agências de risco, estão esperando o que para reduzir a nota de crédito do Brasil?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

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A QUEM INTERESSA?

O governo federal editou a Medida Provisória (MP) 681 ampliando de 30% para 35% o limite de desconto do empréstimo consignado, sendo que 5% deste limite será destinado exclusivamente para bancar despesas com o cartão de crédito. Segundo o governo, tem por objetivo aumentar o crédito e estimular a atividade econômica. Sabemos todos a importância dos cartões de crédito na nossa Economia e nas despesas de cada um de nós, assim como temos ciência de que cobram juros escorchantes daqueles que não conseguem quitar a sua fatura mensal totalmente. Mas seria realmente interessante para a população, por exemplo, se em vez de aumentar o seu limite de endividamento, o governo adotasse medidas que forçassem a diminuição das taxas cobradas pelos cartões de crédito e diminuísse em 5% as alíquotas do Imposto de Renda recolhido na fonte. Afinal de contas, o desconto em folha é uma segurança impar para os bancos, pois a taxa de inadimplência no caso é baixíssima e só ocorre se um tomador do empréstimo ficar desempregado. Paralelamente a população já encontra dificuldades em sobreviver com os seus salários, em face da alta da inflação, tanto que os índices de inadimplência estão subindo. Aumentar o limite de seu endividamento interessa muito mais aos credores do que aos devedores. Mas a reportagem nos informa qual o outro interesse do governo com esta medida, ou seja, ela é um aceno ao Congresso, que em outra MP, vetada pela presidente, tentava alterar esse limite de 30% para 40% e faz parte das negociações para a aprovação do ajuste fiscal. E talvez este seja o motivo principal dessa medida. A maioria da população não entende nada de economia e nem quer  entender, portanto tal medida pode acabar dificultando o tomador de tal empréstimo a adquirir até os produtos e alimentos básicos da sua despesa mensal, já que nos meses seguintes o seu salário líquido vai diminuir. Poderemos ver então os alimentos sumirem da mesa do trabalhador.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 

São Paulo

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AO TRABALHO, PRESIDENTE!

Tomei conhecimento, pelo editorial “Uma Amazônia esquecida” (“Estadão”, 11/7, A3), da triste realidade de cidades ribeirinhas da Região Norte que vivem sob o domínio do tráfico, com contínuas violações dos direitos humanos e onde sua população não dispõe de nenhuma rede de proteção social. Há grupos criminosos atuando e explorando situações de pobreza e miséria, além de uma máfia que retém cartões do programa Bolsa Família e da Previdência, “administrando” diretamente os parcos recursos dessas famílias, que a estes grupos são obrigadas a se submeter, além do aumento assustador do índice de homicídios entre 2002 e 2012, enquanto no Sudeste esse índice diminuiu mais de 50%. A matéria mostra como há conexão estreita entre a preservação da biodiversidade e as questões sociais, mostrando que não há como tratá-las separadamente. Enfim, é uma lamentável situação que deveria mobilizar a atenção das autoridades, primeiro pelo que representa a Amazônia para o Brasil e o mundo e, ao mesmo tempo, pelo abandono desta gente que habita os rincões do País. E o que faz o governo a respeito? Pelo jeito, nada! Pelas notícias, dona Dilma deu de viajar, hospedando-se em hotéis caríssimos, em verdadeiro contraste com a miséria absoluta desta população relegada ao completo abandono. É preciso suplicar, pois, à presidente que pare de prestar atenção em seu próprio conforto, em sua popularidade ou nas consequências de suas estripulias e pedaladas fiscais e tome providências urgentes para que esta situação possa ser objeto de medidas imediatas para resgatar do extremo sofrimento essa população tão pobre e necessitada de cuidados urgentes. Governar não significa somente estar no poder a qualquer custo, mas, sim, zelar pelo bem-estar da população como um todo. Portanto, ao trabalho, dona Dilma. E, parodiando uma autoridade diante do acidente com um navio italiano tempos atrás, “vada a bordo”, Dilma Rousseff!

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br 

São Paulo

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O PROBLEMA É A MIOPIA SEVERA

Duas notícias publicadas na mesma página (E1) do “Estadão” de sábado (11/7) me chamaram a atenção. A primeira relatava que o governo federal cancelou a avaliação de alfabetização para cortar gastos; e a segunda tratava da a criação de 2,2 mil vagas de Medicina, com o que o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, pretende aumentar a oferta de profissionais em áreas com carência de médicos (leia-se fora do Sudeste, onde ocorre a maior concentração). Nosso país carece de um grande par de óculos para miopia, para poder enxergar longe. Ora, se cuidarmos da base da educação – ensino fundamental até o médio – em todo o País, a evolução natural no médio e no longo prazos será o surgimento de uma massa de jovens mais pronta para prosseguir para o ensino superior, inclusive de Medicina e inclusive nas regiões menos desenvolvidas. É lamentável nossa visão curta, de falta de planejamento, o que só faz o Brasil despencar inexoravelmente e cada vez mais a cada ano nos rankings de educação internacionais. A “Pátria Educadora” devia envergonhar-se disso. E é impossível não acrescentar o seguinte: se tivéssemos cuidado da educação das nossas crianças e jovens, nem estaríamos debatendo a redução da maioridade penal, porque certamente teríamos menos adolescentes e jovens grávidas tendo filhos sem nenhuma perspectiva social, os índices de criminalidade nessa faixa etária seriam sensivelmente mais baixos e só teríamos de cuidar dos menores perpetradores de crimes graves de maneira pontual, com legislação específica para esses casos. É preciso que a “Pátria Educadora” enxergue que a educação não é a prioridade número 1, é também a 2, a 3 e a 4, porque ela naturalmente trará benefícios para as prioridades 5 e 6, respectivamente saúde e segurança.

 

Lenke Peres 

Cotia

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GREVE DO INSS

Conforme noticiado, 21 Estados da Federação e o Distrito Federal enfrentam greve dos servidores do INSS, que pedem um reajuste salarial imediato de 27,5% e melhorias nas condições de trabalho e no atendimento à população. Por que o projeto de lei regulamentando o direito de greve do servidor público está parado no Congresso Nacional há mais de 24 anos, apesar da apresentação de novo projeto de lei do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) em 2011? Greve é direito constitucional, mas onde está a segurança jurídica para os direitos da população, que paga uma enormidade de impostos? Será que o atual e dinâmico Congresso, sob o comando do PMDB, não poderia desengavetar de vez esse importante projeto?

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 

Campinas 

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ASSASSINOS DO PIAUÍ

 

Por que a imprensa não entrevista esta tal de Maria do Rosário sobre os crimes bárbaros que têm acontecido no Piauí? O que ela teria a dizer? O Brasil só eliminará estes facínoras da sociedade e os ladrões comunistas do PT com um regime de força. O Brasil só vai melhorar com derramamento de sangue. Nosso ministro da Justiça vive citando as condições das prisões brasileiras quando o assunto é a redução da maioridade, mas durante estes 12 anos no poder o que o PT fez para melhorar o sistema? O governo não tem o mínimo interesse em solucionar o problema, porque sua companheirada encastelada no poder tem seguranças e carros blindados. Aos homens de bem cabe trabalhar e pagar impostos para sustentar os parasitas. 

 

Sérgio Luiz Corrêa seluco@uol.com.br 

Santos

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O ‘PRESENTE’ PARA OS GREGOS

O atual drama econômico vivido pela Grécia, longe do colapso do castelo de cartas sugerido pelo ex-ministro Yánis Varoufákis, que renunciou à pasta das Finanças do governo radical de esquerda de Aléxis Tsípras, expôs mais a fragilidade financeira grega do que propriamente o risco de uma possível recessão global em decorrência da saída da Grécia da zona do euro. Euclid Tsakalotos assumiu, no final de junho, a vaga deixada por Varoufákis e trouxe novo alento para as negociações com os Ministros das Finanças da União Europeia (Eurogrupo). Após muitos impasses e o aumento da pressão exercida principalmente pela chanceler alemã, Angela Merkel, a favor da saída imediata da Grécia da União Europeia, finalmente, os líderes europeus chegaram a um acordo. Em troca de um programa de reformas drásticas e forte austeridade, Atenas receberá um socorro de cerca de € 86 bilhões, que dará aos gregos o direito de reescalonar sua dívida externa, ter liquidez imediata a ser desbloqueada pela Comissão Europeia, pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), abrindo, assim, portas para que o País possa sair da situação de default (calote), reabrir o seu sistema financeiro e, futuramente, quem sabe, quitar sua gigantesca dívida de € 323 bilhões com diversos países e bancos da Europa. Com isto, diante das disputas acirradas entre gregos, europeus e troianos, preponderou o bom senso aristotélico – pondo fim a essa longa novela com ares de tragédia antecipada pelos mais pessimistas. O futuro econômico de Atenas pode até ser incerto, mas, no momento, que belo presente receberam os gregos!

Emanuel Angelo Nascimento emanuellangelo@yahoo.com.br

São Paulo

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VELA BOA PARA DEFUNTO RUIM

Os irresponsáveis governantes gregos, com extrema demagogia, quiseram perpetuar o bem-estar social grego, maquiando as contas do governo e elevando a dívida pública para € 320 bilhões. Fiéis seguidores dos deuses gregos – Dionísio (festa, vinho e prazeres) e Nomo (burla, zombaria e ironia) –, obtiveram da comunidade europeia mais ajuda financeira, em troca da promessa de austeridade que nunca praticaram e que agora o esquerdista e primeiro-ministro Alexis Tsipras diz que cumprirá. A parcela favorecida da população grega (funcionários públicos, amigos dos deuses e aposentados precoces) está com Dionísio e não abre, e, se Nomo for o deus preferido de Alexis Tsipras, os dirigentes europeus terão mais uma vez acendido vela boa para defunto ruim.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br 

São Paulo

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TRISTE ILUSÃO COM TSIPRAS

O povo grego, que já vinha sofrendo com seus governos relapsos, entra de gaiato acreditando que um populista como Alexis Tsipras, com suas mentiras de campanha eleitoral, poderia salvar a grave situação econômica do país. Depois de eleito, mesmo com a Comissão Europeia oferecendo outros bilhões de euros de ajuda, escolheu o pior caminho, como o de um plebiscito, para que seu povo decidisse com um “sim” ou “não” o seu destino...  Uma farsa que deixa esse país mais ainda ao relento, porque os negociadores europeus perderam a paciência com este medíocre líder grego. Que, aliás, Mario Vargas Llosa, em seu artigo no “Estadão” de domingo, definiu muito bem a quem teve de puxar, mesmo sendo eleito democraticamente, já que se utiliza de práticas como as dos carismáticos líderes sobre massas Hitler e Mussolini, que seduziram seus povos e os levaram às ruínas. E outro exemplo, de um populista e líder sul-americano eleito pelas urnas, como o ex-presidente Perón, que afundou a Argentina! Neste caso, está certa a chanceler da Alemanha, Ângela Merkel, quando reluta em fazer um novo acordo com a Grécia e sugere dar um autêntico cartão vermelho a Alexis Tsipras, afastando seu país da zona do euro por cinco anos.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A CRISE GREGA E A FILOSOFIA DO DIREITO

  

O mundo deve sua ordenação aos tempos gregos primitivos. O desenvolvimento da Filosofia e da Filosofia do Direito na Grécia do século IV a.C. foi considerado um milagre. Os padres da Idade Média viram nela um fenômeno providencial. Seguiram-se, porém, grandes reviravoltas sociais, políticas e econômicas. No momento das crises, o Direito pede ajuda à sua Filosofia. Por exemplo, visão crítica dos contratos e obrigações. A Grécia não foi aceita pela Comunidade Europeia por esse passado, como creem alguns, mas por viver um momento de vacas gordas. Agora, é preciso pensar. A Alemanha aceita reduzir juros, porém não o valor real de seu crédito. É um passo, mas, acompanhado de medidas sérias de Atenas, poderia ser maior, diria um filósofo do Direito Internacional, com benefícios às partes no médio e no longo prazos. 

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo

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QUE TEMPOS!

 

A imagem do papa Francisco, na Bolívia, recebendo de Evo Morales um “crucifixo” em que se vê a imagem de Jesus sacrificado não numa cruz, mas numa escultura da foice e do martelo, símbolo máximo do comunismo (doutrina ateia por excelência), é um desses momentos que deixam a todos desconcertados. Curioso, também, foi ver Francisco receber o disparatado mimo das mãos de Evo Morales, comunista e notório apoiador do cultivo da coca, planta que é a base da produção de cocaína e está na gênese da desgraça de tanta gente. Singular foi ver Francisco, nesse estrambólico contexto, fazendo duras críticas ao... capitalismo (!), como “fonte de exclusão social e destruição da natureza”. Convenhamos, não foi um bom momento do papa mais badalado dos últimos tempos. Primeiro porque, se há exclusão nos dias atuais, pode-se dizer sem medo de errar que a história do homem se confunde com a história da escassez e da pobreza, que sempre foi preponderante nos séculos e milênios anteriores, mas é certo que nunca antes na História houve tantas possibilidades de progresso pessoal e prosperidade quanto nos tempos atuais, quando bilhões gozam de razoável para bom padrão de vida. Sim, ainda há pobreza, mas há que relativizá-la, posto que no passado a exclusão foi infinitamente maior e as condições de saúde e de vida dos povos eram então mais ásperas que as atuais. Depois, não se nega que haja destruição da natureza – o que, de resto, sempre houve no passado –, mas é duvidosa a conclusão de que o “capitalismo” seja o culpado – ou pelo menos o único culpado – pela devastação, haja vista o que aconteceu com a usina nuclear de Chernobyl, na antiga URSS (socialista), para ficarmos em apenas um prosaico exemplo, sempre lembrando, por outro lado, que a China só passou a resgatar milhões da pobreza absoluta após Deng Xiao-Ping ter feito corajosas reformas e introduzido práticas capitalistas no país. De resto, chama a atenção um papa que vergasta o “capitalismo” e anda de mãos dadas com notórios comunistas, como os líderes cubanos, Rafael Correa e Evo Morales, sabendo-se que decretos da Igreja (em plena vigência) punem com a excomunhão católicos que simpatizem com tal ideologia. Que tempos!

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com    

São Paulo

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ABAIXO O CAPITALISMO

O papa Francisco, em seu périplo pelas ditaduras bolivarianas, tenta desmoralizar o capitalismo sem lembrar que a Igreja Católica vive de doações e que essas doações não vêm de países comunistas. Os comunistas enviam para o Vaticano somente almas (160 milhões nos últimos cem anos). A Igreja Católica Apostólica Romana já foi uma das maiores contabilidades do mundo e hoje mantém o “Istituto per la Opere di Religione”, nada mais que o conhecido Banco do Vaticano, que, de acordo com o último balanço a que tive acesso, obteve um lucro de € 80 milhões. O papa Francisco deveria se ater a temas religiosos universais, dos quais, sem dúvidas, tem completo domínio, ao invés de opinar sobre assuntos econômicos regionais que, na maioria das vezes, são manipulados por sujos interesses políticos. Em seu último pronunciamento na cidade de Assunção, afirmou que a Guerra do Paraguai foi uma guerra injusta. Existe guerra justa? Na última semana, tenho me lembrado de uma frase sábia e coerente dita por Tenzin Gyatso, 14.º Dalai Lama: “A ética é inata do ser humano, enquanto religião é impostura. Ética poderá salvar a humanidade, religião usa a ética como instrumento para atingir seus objetivos”.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com  

São Paulo

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PAPA PERONISTA

Que a Argentina ainda é “peronista” e que o peronismo era “nazista” são fatos que se conhecem. Contudo, lascar que o papa seja peronista (revista “The Economist”) parece mais “matraca” de oposição. Contudo, o papa que se manifeste.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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INSULTO AOS CATÓLICOS

O bolivariano Evo Morales insultou todo o mundo católico ao “presentear” o papa Francisco com seu crucifixo da foice e martelo. E o Brasil continua a apoiar este demente.

Eduardo Spinola e Castro esc@scvs.adv.br 

São Paulo

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PAPA COMUNISTA?

Na verdade, o papa não é comunista nem a igreja está se curvando. Mas, como muitos idealistas e utópicos sonham com uma política em que o social esteja acima do capital, eles imaginam encontrar um meio de “participar das decisões” daqueles que controlam o “poder econômico ou o capital” para ter como atender mais gente necessitada. Não se convenceram ainda de que os Parlamentos, quando bem estruturados e bem representados, podem resolver isso de forma satisfatória; nem de que, quanto maior o controle econômico do governo num país, pior será o seu desempenho e muito maiores a desordem e a corrupção. E, então, ficam por aí cutucando e falando bobagem que só acabam dando má impressão, na espera de uma “milagrosa” e desconhecida solução.

Miguel Pellicciari mptengci@uol.com.br

Jundiaí

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CRIATIANISMO REVOLUCIONÁRIO

Deixemos o preconceito pelas nações vizinhas e saibamos respeitar a cultura e a ideologia político-social e de costumes. O brasileiro, muito mal acostumado, dispara críticas feito uma metralhadora giratória nas mãos de soldados do mal. O presente que o presidente Evo Morales deu ao Santo Padre, o papa Francisco, é uma obra de arte e também retrata  figurados sofridos camponeses que, com a foice e o martelo, lutaram e ainda nos dias atuais lutam pela sobrevivência, na lida do campo ou na vida urbana, onde sempre os trabalhadores, mesmo na fé firme, não exitam em baixar a cabeça para este mundo socialista que muitas vezes espreme os mais pobres a uma espécie de crucificação ideológica e social. Jesus Cristo, na verdade, foi o maior revolucionário de todos os tempos.

 

Célio Borba borba.celio@bol.com.br 

Curitiba

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CARTA AO PAPA FRANCISCO

Prezado papa Francisco: Sua Santidade me parece uma pessoa decente e digna. E certamente o é, além de humilde e preocupado com a pobreza. Mas sua visão política me pareceu um pouco turva, quem sabe devido às alturas dos Andes... O senhor começou bem seu papado, mas agora, talvez influenciado por estes ares bolivarianos que anda respirando, passou a fazer insinuações contra o capitalismo, chamando-o de sutil ditadura. Ledo engano, padre. A ditadura é justamente a opção ao capitalismo, que muitos de seus pares defendem arduamente: a ditadura está entranhada na ideologia socialista/comunista, que todos sabemos é um sistema avesso à liberdade, sempre disposto a tudo para tomar o dinheiro e a propriedade de quem deu duro e teve competência para adquiri-los, apenas e tão somente para distribuir o butim entre seus “eleitos”, entre “a turma da diretoria”. Ao povo, restam as migalhas do assistencialismo e as benesses do dedurismo. No socialismo o mérito é o que menos importa. As amizades, o puxa-saquismo, isso, sim, são levados em conta na hora da “unção”. Além do adeus à liberdade de dizer o que se pensa. Assim, prezado Francisco, lhe imploro: não se deixe levar por ideologias “salvadoras”, que se dizem detentoras do monopólio sobre a pobreza, pelos freis Bettos e Boffs da vida, pois o que esses elementos querem, na verdade, é um sistema que, em seu âmago, prega a destruição de sua igreja. E isso é um paradoxo incontornável. Não que o capitalismo seja perfeito. Longe disso. Mas é bem mais fácil controlar e tentar sanar os erros de um regime democrático do que os de uma ditadura do proletariado.

 

Percy de Mello Castanho Junior percy@clubedoscompositores.com.br 

Santos

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PECADO

Como o papa Francisco deveria saber, é o capitalismo que sustenta a riquíssima Igreja Católica Apostólica Romana, que vive nababescamente das contribuições voluntárias dos fiéis, bem como do aluguel (capitalista) de seus inúmeros imóveis espalhados mundo afora. Falar contra o regime que dá sustentação à Igreja é pecado gravíssimo.

J. S. Decol decoljs@globo.com 

São Paulo

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DO RESPEITO AO DEBOCHE

Aceitar a imagem de Cristo pregado sobre a foice e o martelo, símbolo comunista que perseguiu milhões de católicos, é como os judeus aceitarem a Estrela de Davi sobre a suástica assassina. Realmente, estamos no mundo em que o respeito deu lugar ao deboche. E a coragem deixou de existir sob o manto da malfadada hipocrisia. Nada mais.

Gloria de Moraes Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br 

São Paulo

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FALTA DE RESPEITO

Realmente, foi uma falta de respeito a entrega de um crucifixo no estilo foice e martelo, símbolo do comunismo, ao papa Francisco em sua visita à Bolívia. Só da cabeça de um cocaleiro para sair uma aberração desta. Estes é que são os amigos do PT. Se não o recusou de pronto, deveria tê-lo feito.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

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CONSTRANGIMENTO

Abominável o presidente da Bolívia, Evo Morales, presentear o papa Francisco com o Cristo “crucificado” sobre o símbolo do comunismo, a foice e o martelo. Dizer que aquela era uma escultura do jesuíta espanhol Luís Lucho, assassinado em 1980, certamente não serviu para minimizar o constrangimento do nosso papa. Deu para os cristãos de todas as partes do mundo sentirem, por meio dos canais de TVs, jornais e revistas, uma incomensurável decepção registrada na face de Sua Santidade. Nós, brasileiros, ficamos com medo de que, na próxima visita do papa ao Brasil, a presidente Dilma Rousseff ofereça ao papa uma bandeira do PT com a imagem de Jesus. Essa turma de vermelho (Morales, Maduro, Lula, Dilma) pouco se importa com as consequências desastrosas de seus atos, quando o interesse é apregoar o comunismo nos países da América do Sul. Chega!

 

Leônidas Marques – leo_vr@terra.com.br 

Volta Redonda (RJ)

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ASSUNTOS LAICOS

Ao investir contra a economia de mercado e a democracia, chamando o capitalismo de “ditadura sutil”, Sua Santidade, envolvendo-se em assuntos laicos, assume a defesa de outras ditaduras, estas nada sutis, como a dos Morales, Maduros, irmãos Castro e cia. Mereceu o “crucifixo” de foice e martelo.

Sônia Maria Benfatti Resstel sbresstel@gmail.com  

São Paulo

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‘DITADURA SUTIL’

Com todo o respeito que lhe cabe, o papa pisou na bola. Não deveria ter aceitado o “presente” que o ditador Evo Morales ofertou. Cristo numa cruz de foice e martelo, símbolo do comunismo, que João Paulo II tanto combateu e colaborou para a derrubada daquele infame Muro de Berlim? E, para completar, faz um discurso combatendo o capitalismo e tratando-o como uma “ditadura sutil”. Sua Santidade poderia nos dizer se em Cuba, na China ou em outro país comunista a igreja é livre para opinar e se manifestar. Os países capitalistas oferecem total liberdade de expressão, e me parece que esta não é uma característica de ditaduras, ainda que sutis.

Sergio Eduardo Stempniewski sergueistemp@uol.com.br  

São Paulo

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CHAMADO À ESTUPIDEZ

O comunismo matou 100 milhões de pessoas. As ditaduras de esquerda, opressoras e impiedosas, mancharam com sangue boa parte do mundo em seus desastrosos governos, que trouxeram atraso, pobreza e medo. Como Vossa Santidade, um “homem de Deus”, culto e atento ao mundo, pode flertar com um regime tão nefasto? Ao aceitar aquele diabólico crucifixo feito com a foice e o martelo e classificar o capitalismo de “ditadura sutil”, me fez compreender o significado de vossa frase (“sejam revolucionários”) proferida quando de sua visita ao Brasil. É um alerta para o levante das esquerdas. Para a ignição dos ideais sanguinários que clamaram tantas vidas e deixaram um rastro de destruição. É um chamado à estupidez e ao totalitarismo – porque de democrática a esquerda não tem nada! No capitalismo há democracia. No comunismo há opressão. No capitalismo há oportunidades. No comunismo há o nivelamento por baixo. No capitalismo há liberdade. No comunismo, não. No capitalismo há debate. No comunismo, há balas e morte. Que estupidez, hein Francisco? Pio XII era nazista. Bento XVI era da Juventude Hitlerista. E Vossa Santidade é um comunista.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br 

Porto Feliz 

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RECADO DADO

Ao desembarcar no Paraguai, o papa Francisco disse ser preciso acabar com a corrupção e o tráfico de drogas, para colocar o país no rumo do desenvolvimento e da justiça social. O recado dado se aplica literalmente ao Brasil, cuja corrupção dilacera as instituições, as drogas destroem as famílias e ambos são verdadeiras chagas sociais. Que o recado dado seja ouvido pelas nossas autoridades em alto e bom som.

 

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br  

São Paulo

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CONFISCO DA PROPRIEDADE PRIVADA

O cardeal Dom Odilo Scherer, no artigo “Deus viu que tudo era bom” (“Estadão”, 11/7, A2), fez um chamamento à consciência social quando da utilização dos bens que a natureza nos legou. Importante nos dias de hoje, máxime porque caminhamos na direção do culto ao egocentrismo e ao materialismo, que ignoram as necessidades daqueles com quem compartilhamos os momentos vividos neste planeta. No entanto, parece-me que contradiz o “Gênesis” quando superpõe o direito da coletividade em detrimento do direito da propriedade. Meu entendimento origina-se no próprio “Gênesis”, em dois momentos ímpares para a vida humana. O primeiro quando Deus permitiu ao homem o livre arbítrio e o segundo quando o expulsou do Paraíso, obrigando-o ao labor para se sustentar. Com capacidades diferentes, característica do ser humano, o homem começa a se diferenciar, atingindo posições sociais que vão da indigência à opulência. Cabe ao gestor social, amparado em decisões da coletividade obediente aos princípios acima enunciados, estabelecer o incentivo necessário para reparar a indigência, jamais confiscando o bem material conquistado com o labor diário.

 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br 

São Paulo

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OMAR SHARIF

Omar Sharif nos deixou. Seus filmes ficam. Ótimo ator de excelentes filmes de extraordinários diretores. Tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Poliglota de uma vasta cultura. A sétima arte está de luto.

Jonas Taucci jtaucci@ig.com.br 

São Paulo

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