Fórum dos leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S. Paulo

13 Agosto 2015 | 03h00

Façam suas apostas

Segundo se divulga, o governo vai tentar se contrapor aos anunciados protestos de domingo (16/8). Nesse desiderato, o “ex” Lula já entrou em campo empenhado em ajudar a defender sua pupila, e agendou para hoje um grande ato em Brasília reunindo os “suspeitos de sempre” (como se diz nos filmes policiais): sindicalistas, sem-terra, quilombolas, o pessoal da União Nacional dos Estudantes (UNE) e toda a corriola conhecida por usar camisetas com a foto de Che Guevara. É o que restou para Dilma Rousseff, que amarga índices cadentes de popularidade e vê sua base política se esgarçar a cada dia. Razões para o desprestígio não faltam. O mercado voltou a elevar a projeção de inflação, agora para 9,32% ao ano, a maior desde 2002; a estimativa do crescimento do PIB de 2015 passou de menos 1,80% para menos 1,97%. Se confirmada, será o pior resultado desde 1990; e os juros devem encerrar o ano em 14,25%, maior valor desde 2006. Enquanto as montadoras advertem ter chegado ao fim as alternativas para evitar demissões e servidores públicos marcham em greve por reposição salarial, 19 Estados acusam queda real de receita e enfrentam problemas para honrar os vencimentos do funcionalismo. Para 2016, o mercado também piorou suas previsões, já prevendo inflação de 5,43% e PIB zerado (a projeção era de crescimento de 0,20%) – o Itaú-Unibanco diz que haverá retração de 1%. Convenhamos, certo estava o jornal Financial Times quando disse que o Brasil parecia “um filme de terror sem fim”. Num clima assim e com baixo apoio político, salvo engano, dificilmente Dilma Rousseff terá vida longa no Planalto. Mesmo com Marcha das Margaridas, “exército do Stédile”, movimentos sociais e a costumeira turma da canhota. O jogo está aberto. Às apostas, senhores!

SILVIO NATAL 

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

O recuo de Renan

Depois do jantar que a presidente Dilma Rousseff ofereceu a ministros e senadores da base de apoio do governo, em especial do PMDB, o presidente do Senado, Renan Calheiros, mudou o tom da água para o vinho e diz que o impeachment da presidente seria como “botar fogo no Brasil”. Em seguida, o governo aceitou debater as 27 medidas (Agenda Brasil) apresentadas por Renan para superar a crise econômica. Tudo continuará como dantes no castelo de Abrantes e os brasileiros terão de suportar a incompetência do governo Dilma até o fim do mandato.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Dois ministros

Até domingo, o Brasil tinha um só ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Depois do jantar de segunda-feira, soubemos que temos mais um ministro para a mesma função: Renan Calheiros. Dilma já não sabe mais a quem se curvar: antes era a Lula; agora, a Renan. Imaginem como ficará o ajuste econômico sendo conduzido por duas figuras: uma, técnica, oriunda do setor financeiro; e outra, essencialmente política. Se antes o plano não tinha grandes chances de prosperar, agora essas chances diminuíram.

FABIO DE ARAUJO

fanderaos@gmail.com

São Paulo

Propostas do Senado

O Executivo chama as propostas do Senado de “agenda positiva”, o Senado diz que as propostas não significam “dar a mão ao governo”, a oposição as critica e nós, que pagamos a conta, nem sabemos que propostas são estas. Faça-me o favor! 

RICARDO FREITAS

r.l.a.freitas@gmail.com

São Paulo

Reaproximação

Quando a presidente deste país elogia propostas de um sujeito do nível moral de Renan Calheiros, é sinal de que realmente o PT conseguiu levar o Brasil ao fundo do poço.

FERNANDO FENERICH

ffenerich@gmail.com

São Paulo

A esperança do governo

Cheguei à conclusão de que já passamos do fundo do poço. Renan Calheiros sendo fiador da governabilidade seria cômico, se não fosse trágico.

OLAVO FORTES C. RODRIGUES

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

Para lembrar

Não dá para acreditar, o fiador do governo Dilma, agora, é ninguém menos que Renan Calheiros. Aquele que renunciou de seu mandato para não ser cassado quando do escândalo desencadeado pela descoberta de que ele recebia dinheiro de uma empreiteira para pagar a pensão de sua filha fora do casamento. Aquele que apresentou ao Conselho de Ética do Senado notas frias da compra de bois do senador por um açougue minúsculo de Murici (AL), a cidadezinha que sua família comanda com ares de coronelato. Aquele que também era amigo e fiador de ninguém menos que Fernando Collor. Estes, sem dúvida nenhuma, são sobreviventes de escândalos e horrores do passado brasileiro que nos assombram sempre. Se é isso o que temos, então estamos fritos mesmo.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

OPERAÇÃO LAVA JATO

Manobras

A Câmara dos Deputados entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação de documentos que envolveriam o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na Operação Lava Jato. Nunca antes na história deste país houve exemplo tão claro de uso do poder para destruir provas num processo. Enquanto isso, petistas tentam fazer de Lula ministro, com o evidente objetivo de protegê-lo da Lava Jato sob o manto do foro privilegiado. Aos brasileiros, resta torcer para que tais manobras não surtam efeito.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Privilégio indevido

O atual presidente da Câmara mostra mais uma vez o seu estilo autoritário. Ao impetrar um recurso no STF alegando que as acusações que recebeu na Lava Jato desrespeitam prerrogativas fundamentais da Constituição, omite que a delação premiada usada por alguns réus também atingiu outros cidadãos. Por que, então, ele quer privilégio no encaminhamento a seu respeito? Sua preocupação tem de ser a de provar que é inocente.

URIEL VILLAS BOAS 

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

Poder absoluto

Eduardo Cunha não disse, mas age como se dissesse “a Câmara dos Deputados c’est moi”.

FAUSTO FERRAZ FILHO

faustofefi@ig.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NO LIMITE

Diante da crise econômica que assola o País, os Estados brasileiros estão vendo sua arrecadação despencar e as despesas subirem. Vários governadores fazem malabarismo para fechar as contas e prorrogar o impacto das despesas na contabilidade. A desastrosa política econômica comandada pelo governo federal resultou e resultará na dificuldade cada vez mais evidente de prefeitos e governadores em fechar as contas. Com o recuo dos investimentos, o aumento das demissões e a demora na retomada do crescimento, os recursos oriundos da arrecadação tributária sob a folha de pagamento, comercialização e produção cairão ainda mais. Os gestores públicos que fizeram o dever de casa durante a bonança econômica terão um 2015 menos dramático. Já aqueles que estavam com suas receitas e despesas equiparadas enfrentarão sérios problemas.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema 

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POBRES E MISERÁVEIS APOSENTADOS

Mais uma vez os pobres e miseráveis aposentados serão  responsáveis  por  um  aumento  de R$ 40 bilhões nos gastos da Previdência  em 2016. Tudo porque o salário mínimo passará de R$ 788 para R$ 867 a partir de janeiro de 2016. Só para lembrar, quanto custa mesmo cada ministério aos cofres públicos?

Arnaldo De Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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PERDER TEMPO É RASGAR DINHEIRO

Ótimo editorial Brasil perde o bonde (11/8)! Muito se fala do custo Brasil: impostos elevados, burocracia, gargalos na logística, mão de obra destreinada e corrupção. Pouca ênfase se dá a algo mais fácil e rápido de superar, que é a perda de precioso tempo por hábitos arraigados como: impontualidade (reuniões e eventos que se atrasam); solenidades que se eternizam em enfadonhas mesas de abertura, com os integrantes se enaltecendo; os 15 minutos a cada aula para a turma se acalmar. Para enfrentar isso não precisa esperar pesados investimentos, novas leis ou reformas constitucionais. Basta bom senso e um pouco de disciplina.

Marcelo Morgado morgado.mass@yahoo.com.br

São Paulo

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AGENDA POSITIVA DO SENADO

Pena que nós contribuintes, operários, comerciários e aposentados não temos um Senado particular, com agenda positiva para nos livrar dos ataques e achaques que o governo nos faz, reduzindo diariamente nosso poder aquisitivo. E pensar que queríamos poupar!

M. Mendes de Brito  voni.brito@gmail.com

Bertioga

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ESPETÁCULO DO CRESCIMENTO

Desejo fazer por minha conta uma assinatura mês a mês do Estadão a favor de Zé Dirceu, para que bem possa inteirar-se dia a dia da evolução atual do seu “espetáculo do crescimento”, que tanto alardeava na década passada. Tenho dúvida se o endereço para a Papuda ou para Curitiba.

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br

São Paulo

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‘GUERREIRO DO POVO BRASILEIRO’

Ante a prisão de José Dirceu, por conta de fatos ocorridos antes e depois do julgamento do mensalão, gostaria de saber dos ministros Teori Zavascki e Luis Roberto Barroso, integrantes então de uma nova composição do Supremo Tribunal Federal, se há algum arrependimento por não terem mantido a condenação do “guerreiro do povo brasileiro” pelo crime de quadrilha, ocorrida no primeiro julgamento do caso.

Luiz Augusto Módolo de Paula luaump@yahoo.com.br

São Paulo

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SAÍDA À FRANCESA

Agora Dilma Rousseff aceita propostas de Renan Calheiros para conter a crise e também pediu aos líderes oposicionistas e a seus partidos que pensem no Brasil. Na verdade quem nunca pensou no Brasil foi o PeTelulismo mediante corrupção e falcatruas implantadas e impostas ao País.Se tivessem, de fato, amor à Pátria, honestidade e dignidade admitiriam seu fracasso e sairiam à francesa, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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GOVERNO AFUNDA

O Titanic governamental já com o casco arrombado acredita haver encontrado no senador Renan alguém para socorrê-lo, ignorando que o Carpathia chegou tarde, salvando apenas uns poucos náufragos, não impedindo a catástrofe...

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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JANTAR INDIGESTO

Com certeza o jantar que Dilma e os senadores curtiram vai ser muito indigesto para o povo brasileiro. Que agenda positiva pode propor Renan e o Senado? Nenhuma. Arrecadação em baixa, custos elevados da máquina pública, crise política, etc. Ninguém falou em cortar nada. O Senado, por exemplo, poderia dar o exemplo propondo para as próximas eleições a diminuição da quantidade de representantes de 3 para 2, acabar com os cargos em comissão, mordomias salários, etc. Isto sim é economia e agenda positiva. O resto é conversa fiada, como já ocorreu em passado recente. Eles adoram repetir factóides para não perder suas boquinhas. E a presidente da mesma cepa topa tudo para sobreviver. Imagino as piadas que foram contadas neste jantar.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira 

São Paulo

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CUNHA E OS OUTROS

Eduardo Cunha está com a síndrome do "outro". Ele nada faz porque são os outros que pleiteiam privilégios e estes são aprovados pelo plenário que ele dirige, embora "nada tenha a haver com a iniciativa" (sic), conforme ele mesmo afirmou. Difícil é afastar a percepção de que os objetivos da aprovação de tais projetos são causar desgastes ao Executivo, quando do veto. Para esses deputados e seu sempre irado dirigente não importa a crise nacional que vivemos, desde que atendidos os seus interesses mesquinhos

Honyldo Roberto Pereira Pinto  honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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SAÚDE DE CUNHA

A negação do óbvio na política brasileira é preocupante. Ninguém declara um simples "não foi bem assim". Nega peremptoriamente a acusação comprovada. Mas esta história de a Advocacia Geral da União (AGU) partir em defesa de Eduardo Cunha e este negar que tenha solicitado ajuda é mais do que preocupante. O homem pode não estar apenas cego de raiva, pode estar mesmo doente da cabeça. Faz-me lembrar George III, o rei louco da Inglaterra, só interditado depois de muita doideira que fez.

Paulo Mello Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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TARDE DEMAIS?

É claro que o vice-presidente, Michel Temer, põe sua função de articulador à disposição, até porque, a essa altura do jogo é  impossível  articular  aquilo que  é  inarticulável.   E só resta temer o pior. Com trocadilho, por favor!

Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

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MINISTÉRIO PARA LULA

O objetivo mais lógico é a proteção de Lula contra as investigações. Afinal, até os passarinhos nos telhados assobiam os ilícitos de tamanho ainda desconhecido. Pelo devido respeito ao povo, as investigações deverão ser realizadas. Que se levante o gigante adormecido em berço esplêndido e recupere sua dignidade perdida.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

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DÚVIDA

Será que a ideia de indicar o Lulla para ministro é para que ele possa ter fórum privilegiado?

Godiva Aguilar Peres godivaguilar@uol.com.br

São Paulo

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O QUE FAZER?

Ao contrário do Parlamentarismo, o Presidencialismo é isto que estamos vendo. Concentra nas mãos de uma só pessoa um poder colossal e a prazo certo, difícil de ser retomado pelo povo, mesmo quando seu detentor legal tem contra si maiorias significativas do parlamento e da massa do eleitorado. O presidente torna-se uma espécie de ditador inoperante e detestado, mas com diploma na parede e contra o qual nada se pode fazer, exceto pedir que seja compreensivo e renuncie. A grave crise política, econômica, social e moral em que o País vive hoje têm sua dimensão pedagógica ao mostrar claramente o quanto é irracional o sistema de governo que bobamente copiamos dos Estados Unidos. Se dona Dilma Rousseff não se dispuser a renunciar, abrindo caminho para que alguém mais competente assuma seu lugar, ninguém sabe o que poderá acontecer. 

Euclides Rossignoli  euros@ig.com.br

Avaré

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AUSTERIDADE

Vejo na pauta presidencial mais uma enganação para conter a crise, a de “fazer reuniões com a base aliada para reunir apoio”. No desespero, será mais um toma lá, dá cá, que só agrava a situação ao invés de melhorar. Ainda não caiu a ficha da presidente para reduzir despesas, pois a conta não fecha: os gastos são maiores que as receitas, daí pouco sobrar para investir e amenizar os problemas básicos (saúde, educação, segurança, infraestrutura...). É preciso agir. Dê exemplos de austeridade. Cancele as mordomias e os cargos comissionados. Reduza a onerosa máquina pública de 39 para 12 ministérios, mantendo apenas o essencial. Só assim terá apoio e credibilidade para tentar restabelecer a sua desgastada imagem perante a opinião pública.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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BARCA FURADA

Dilma quer fazer parceria com os outros partidos para salvar o País. Conhecendo a “a peça” e após o estelionato eleitoral, você leitor do Estadão, compraria sua bicicleta usada?

Roberto Hungria rosohu@bol.com.br

Itapetininga

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QUESTÃO DE VALOR

De tanto vale-tudo para alcançar a reeleição, restou-nos um governo que não vale nada!

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

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VALE-TUDO

Sete (!) entre 10 brasileiros estão fartos do abominável vale-tudo utilizado pelo corrupto e incompetente governo petista, para se manter no poder. No próximo domingo, 16/8, o País volta às ruas para se manifestar, em alto e bom som, contra um desgoverno que não vale nada.  Basta, fora PT!

J.S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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NINGUÉM MERECE!

Quer dizer então que a presidenta sapiens vai trabalhar “diuturnamente e noturnamente” para a estabilidade econômica do País?   A julgar pelo vocabulário estamos fritos e mal pagos!   

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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PENSANDO NO BRASIL

Dilma é inacreditável “pensem no Brasil”. Ela não pensou no País ao estourar o orçamento para vencer a eleição, elevando a dívida pública em nível estratosférico e lançando o povo brasileiro “nisto que está aí". O problem6a do governo petista não está na mansa oposição do PSDB ou do PPS. O problema reside na realidade criada pelos governos petistas de Lula e Dilma, nas medidas por eles tomadas e que nos trouxeram a crise atual. Se ela pensasse no Brasil pelo menos uma vez iria para casa cuidar dos netos.

Cloder Rivas Martos closir@ig.com.br

São Paulo 

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AGENDA POSITIVA

No Maranhão a presidente Dilma disse: “O Brasil precisa muito, mais do que nunca, que as pessoas pensem primeiro nele, Brasil, pensem no que serve a nação, a população brasileira e, só depois, pensem em seus partidos e em projetos pessoais”. Naturalmente a presidente deve ter informações seguras de que o brasileiro que não é alienado nem sofre de amnésia precoce, pois foi exatamente isso que ela fez há pouco mais de seis meses, na campanha que a reelegeu e nos fez chegar a esta calamitosa situação. Não é por fazer o que agora prega que sua aceitação popular é menor do que a inflação. 

Abel Pires Rodrigues                      abel@knn.com.br 

Rio de Janeiro

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‘ROARAIMADAS’

“Quero dizer a vocês que, de fato, Roraima é a capital mais distante de Brasília, mas eu garanto para vocês que essa distância, para nós do governo federal, só existe no mapa. E aí eu me considero hoje uma roraimada, roraimada, no que prova que eu estou bem perto de vocês”. Dilma Rousseff na entrega de unidades habitacionais em Boa Vista rebaixa Roraima, de Estado da Federação à Capital. E troca a denominação das mulheres que nascem por lá de roraimenses para “roaraimadas”. Até quando vamos aguentar tanto despreparo de um governante?

Leila E. Leitão 

São Paulo 

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VERSÃO DEFENSIVA PETISTA

Como era de se esperar, a tropa de choque petista partiu para o ataque, na evidente tentativa de desqualificar as ações profiláticas da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça. Os órgãos em questão estariam, na versão venenosa que passaram a divulgar, a serviço de interesses políticos da elite branca. Nas matérias que estão a espalhar pela mídia, policiais, procuradores e juízes, seriam todos oposicionistas guerreando contra pessoas, cujo pecado foi acabar com a pobreza no País. E o pior que há ainda quem acredite.

Homero Vianna Jr. homeroviannajr@hotmail.com

Niterói (RJ)

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SUGESTÃO

A presidente se reelegeu por meio do embuste e, provavelmente, do dinheiro da corrupção. Tais fatos para quem não tem ética e moral são válidos. Mas o povo já mostrou que não concorda. Se sobraram resquícios de vergonha e patriotismo, renuncie.

André C. Frohnknecht  caxumba888@gmail.com

São Paulo 

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PROPOSTAS DE RENAN 

Quando vejo em destaque de primeira página deste jornal que a presidente aceita propostas de Renan Calheiros, vejo com medo a que ponto o Brasil chegou!

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça  

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HERÓI? 

Renan posa de herói e propõe salvar o Brasil da fossa que ajudou a jogá-lo. Terá dificuldades por ter mãos escorregadias. Renan, cuidado: povo só suporta desfaçatez, enquanto não tem fome!

Lígia Maria Venturelli Fioravante vtcolombo@hotmail.com

São Paulo

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CADERNO ALIÁS

Maravilhoso o texto de André de Oliveira sobre o Edima (Soares Teixeira), que mora na Marginal do Tietê. As fotos do Tiago Queiroz completam o trabalho. Impossível parar de ler. Humana e emocionante fez a gente aqui de casa conhecer uma grande figura, que, apesar da vida ter tido "perda atrás de perda, nos 62 anos" é o retrato vivo do brasileiro atual, que mesmo machucado, arranhado, como estamos todos, com tudo que se vê nas próprias páginas do Estadão, encontra nos pequenos gestos, uma forma de sobreviver, mantendo sua dignidade. Tomara que a Justiça chegue e ele consiga seu pé de meia, mais do que justo, para se aposentar. Parabéns André e Tiago pelo presente deste domingo (9/8)!

Maria Lucia de Sene mldesene@gmail.com

Valinhos

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NÃO É BEM ASSIM

Dráuzio Varella, o único médico que fala na TV sobre qualquer especialização (e com sua voz característica) entrou no Fantástico, no terreno de portadores da Síndrome de Down (SD), que, de cara, chama erroneamente de doença. Depois, diz que agora se fala “síndrome de Down” no lugar de “mongoloide”. Errado: fala-se há 30 anos, depois de uma campanha do Projeto Down, de São Paulo, texto em acordo com o prof. Jerome Lejeune, descobridor da etiologia do cromossomo 21, que repetia que “cada caso é um caso”. Não fala sobre a falta de clínicas públicas de intervenção precoce, algo básico para o desenvolvimento dos bebês com SD, nem passa perto de que é preciso para um portador ter direito ao benefício de 1 salário mínimo. O INSS exige que cada integrante da família ganhe até um quarto do mesmo salário mínimo.

Gilberto Di Pierro projeto_down@terra.com.br

São Paulo

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