Fórum dos leitores

CRISE POLÍTICA

O Estado de S. Paulo

22 Setembro 2015 | 02h55

Impeachment

Talvez venha passando despercebido a alguns – pelo que se depreende da reportagem Planalto conta votos no Senado e confia em Renan para barrar impeachment (20/9, A4) – que na eventualidade de a Câmara dos Deputados, por dois terços de seus membros, admitir a acusação contra a presidente da República por crime de responsabilidade, um dos “efeitos imediatos” desse fato será “a suspensão do exercício das funções” da acusada, tão logo seja feita a instauração do processo pelo Senado, ato do qual não se poderá furtar o presidente dessa Casa assim que “recebido (...) o decreto de acusação” (arts. 23, § 5.º, e 24, caput, da Lei n.º 1.079/1950, e art. 86, caput e § 1.º, II, da Constituição da República). Portanto, acolhido o pedido de impeachment pelos deputados, a presidente será afastada de imediato do cargo, situação que permanecerá até o fim do julgamento do caso pelos senadores, o que leva à seguinte indagação: será que, nessa condição, terá forças para, ao longo dos meses em que não poderá despachar no Palácio do Planalto (e, por consequência, de residir no Alvorada), reverter a decisão liminar de afastamento? Fernando Collor, suspenso de suas funções no período entre 1.º de outubro e 30 de dezembro de 1992 – da instauração do processo pelo Senado, dois dias depois de a Câmara acolher o pedido de impeachment, ao fim do julgamento pelos senadores –, não teve; e desde o afastamento inicial deu-se como fato definitivo que não regressaria às funções de presidente da República. Por que Dilma Rousseff teria tais forças? A essa altura, o vice-presidente será o presidente de fato e de direito e o retorno da presidente suspensa será a cada dia uma possibilidade mais longínqua, ainda mais porque o novo governo, conquanto “interino”, terá de tomar decisões imediatas e urgentes para a retomada da confiabilidade necessária ao enfrentamento da crise econômica, muitas das quais não poderão ser apenas “provisórias”. Por esses motivos, tudo leva a crer que, perdida a batalha na Câmara, nada mais restará à presidente da República senão esperar a condenação no Senado, onde não haverá condições políticas para barrar o impeachment.

JOSÉ AVELINO GROTA DE SOUZA

avelinogrota@uol.com.br

Bebedouro

Gesto de patriotismo

Espera-se que a autoridade máxima de um país transmita à sociedade exemplos de gestos de patriotismo. Patriotismo significa pôr os interesses do País acima de tudo. Significa ter honra da nacionalidade, significa desejar que tudo de bom aconteça ao povo, ter amor ao País. A insistente permanência da presidente Dilma é o oposto de tudo isso. Está fazendo mal ao Brasil. A trágica gestão até o momento destruiu o que estava indo bem e nada fez para melhorar o que sempre foi ruim. Perdemos a confiança em quem está no comando e em todos à sua volta. Saia de cabeça erguida, sra. presidente: “Se é para o bem do povo e felicidade geral da Nação, diga ao povo que não fico”.

ARI GIORGI

arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

Patriotismo?!

“Antes de pensar no ajuste, temos de pensar no mandato de Dilma”, disse um parlamentar do PT. Parabéns, PT, pela inesgotável capacidade e coragem (cara de pau?) de, em plena crise econômica e política, continuar sobrepondo interesses pessoais e partidários às reais necessidades do Brasil. Será que alguém ainda é capaz de acreditar no discurso populista dos PeTralhas, claramente, contrário a suas ações individualistas?

VINICIUS ROMERO

viniciusromero.f@gmail.com

Sorocaba

Hélio Bicudo

Um raro exemplo de político honesto. Lúcido, continua com a sua preocupação por um Brasil melhor.

ELIANA RACY DE MICHELI

micheli@plugnet.com.br

São Paulo

O crime

Manifestando-se contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, proposto por grupo de juristas ligados à Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Fadusp), o dr. Pierpaolo Bottini, professor daquela instituição, alega que “a má condução da política econômica não é crime” (20/9, A4). Ora, professor, esse argumento é uma tergiversação que não se sustenta. A presidente Dilma, no caso, não está sendo cobrada pela desastrosa condução da política econômica, mas pelo flagrante desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal, por meio dos procedimentos ilegais conhecidos como “pedaladas”, o que é crime.

FAUSTO RODRIGUES CHAVES, 

advogado, ex-aluno da Faculdade do Largo de São Francisco

faustochaves@uol.com.br

São Paulo

Dissidência nas Arcadas

É muito simples identificar os motivos da dissidência jurídica na USP. Há aqueles que ganham com o PT e os outros, que, independentemente de ideologia, reconhecem os crimes cometidos nesta cleptocracia sindical. Outro motivo não existe para justificar a barreira entre os que continuam defendendo o Brasil (Miguel Reale Júnior) e os que continuam defendo o PT, seus sócios e cliente (Diogo Coutinho, Pierpaolo Bottini, etc.).

FRANCISCO DE GODOY BUENO, advogado e bacharel pela Fadusp

francisco@buenomesquita.com.br

São Paulo

PODER JUDICIÁRIO

Falta de saber jurídico

Na matéria Para juristas, quebra de sigilo ameaça liberdade de imprensa (19/9, A12) consta que o ministro Dias Toffoli, indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra do sigilo telefônico do jornalista Allan de Abreu, de São José do Rio Preto. É sabido que o ministro não se sentiu impedido de participar do julgamento do mensalão, no qual seu ex-chefe José Dirceu, hoje preso por corrupção, era réu. A pergunta que não quer calar: essa decisão autoritária do juiz, que afronta a liberdade de expressão, segundo o ex-ministro do STF Ayres Britto, é produto do notável saber jurídico exigido para chegar à mais alta instância do Judiciário ou foi má-fé mesmo, punir ao melhor estilo petista algum desafeto que ousou contrariar os princípios do PT? 

PAUL FOREST

paulforest@uol.com.br

São Paulo

A decisão equivocada do ministro Dias Toffoli permitindo a quebra do sigilo telefônico de toda a redação do jornal Diário da Região, de São José do Rio Preto, é o preço que se paga pela incúria do ex-presidente Lula, que o indicou para o STF, e dos integrantes do Senado que aprovaram a indicação, mesmo sendo notória sua falta de notório saber jurídico, um dos requisitos para ascender àquela alta Corte.

SERGIO SARAIVA RIDEL

sergiosridel@ig.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

VERGONHOSO E ALARMANTE

 

Segundo dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), a maioria dos alunos com 8 anos de idade não consegue resolver problemas simples de Matemática e, na “pátria educadora” do governo do PT,  22% das crianças  terminam o 3.º ano do ensino fundamental sem conseguir ler um texto banal. “Os dados são alarmantes”, lamenta o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, para quem essa realidade “envergonha” o País. Permito-me ponderar que os dados são, sim, alarmantes, mas fazem todo sentido num país em que a própria “presidenta”, a quem o ministro é subordinado, exibe severas dificuldades cognitivas, enrolando-se em seus discursos, além de revelar dificuldades com os textos que assina, cujo conteúdo tampouco entende – a ver por seu despreparo no episódio de Pasadena –, sem falar de sua manifesta incapacidade para fazer contas simples, dessas que se fazem no ensino fundamental, com o fim de equilibrar despesas e receitas, raiz da atual crise política e econômica. “Vergonhoso e alarmante” é pouco, sr. ministro. “Desesperador” é a palavra mais adequada. 

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 

São Paulo

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PÁTRIA DESEDUCADORA

57% no terceiro ano não fazem conta, maiores de 16 anos, aptos para votar, não fazem conta e os governos eleitos fazem de conta.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)

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SEM LIMITES

As graves crises política e econômica vividas atualmente pelo Brasil talvez comecem a adquirir em breve novos contornos. É possível que, dentro de pouco tempo, as turbulências passem a agitar também o ambiente institucional, e de forma bastante severa. O motivo é um só: a chance cada vez mais real de que o Congresso Nacional abra um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Segundo as últimas pesquisas, a abertura do processo encontra respaldo em quase 70% da população brasileira. Porém, para Dilma, Lula e seus companheiros, isso indica apenas que a expressiva parcela da sociedade que apoia a queda do governo (dentro da lei) é composta por golpistas. Por mais que, movido por interesses eleitorais, Lula queira, no fundo, que Dilma deixe o governo o mais rapidamente possível, ele também tem convicção de que o PT não pode, em hipótese alguma, abandonar o Palácio do Planalto. Sim, os petistas se preocupam com a manutenção de seu projeto de poder, mas a saída da Presidência fará com que eles passem a encarar um perigo infinitamente maior: a ameaça à própria existência do partido. Sem o PT mantendo instâncias da administração federal sob seu pleno controle, a possibilidade de que venham a público fatos ainda mais graves (por mais incrível que pareça) envolvendo o alto escalão dos governos Lula e Dilma cresce significativamente. Assim, se a Operação Lava Jato já representa um grande risco existencial para o PT, a saída do poder pode dizimar de vez a sigla da qual Lula é o dono incontestável. Em meio a esse cenário, o governo já se move para tentar barrar o impeachment no Supremo Tribunal Federal (STF). É importante que se recordem ainda as palavras do presidente da CUT, em cerimônia recentemente realizada dentro do Palácio do Planalto, de que chamaria os seus comandados para irem às ruas “de armas na mão” contra aqueles que apoiam o impeachment – Dilma, aliás, estava presente nessa cerimônia e consentiu com a absurda declaração do líder sindical petista. O PT poderá atuar sem limites para se manter no poder, ainda que isso nos leve a uma crise ainda mais profunda do que a atual e para a qual haverá pouquíssimas perspectivas de saída no futuro próximo. Que os congressistas não se intimidem: o impeachment é justamente o passo inicial para o conserto de nossos inúmeros problemas.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 

Pindamonhangaba

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LULA E O IMPEACHMENT

Ao ler a matéria do “Estadão” de sábado “Lula recorre a Cunha para brecar avanço de impeachment contra Dilma” (página A4), logo me lembrei da frase atribuída ao ex-presidente que dizia que o “Poder Judiciário não vale nada”. O que vale são as relações entre as pessoas. Na matéria, além de seu tom ameaçador, o mesmo que usou contra o ministro Gilmar Mendes na época do mensalão, e mais recentemente contra a analista do Banco Santander que previu com exatidão a deterioração da economia caso Dilma Rousseff vencesse as eleições, o dr. “honoris Brahma”, segundo quem o mensalão foi uma conspiração inventada pela imprensa, ainda sugeriu que, se o processo de impeachment for aprovado na Câmara, com o aval do Judiciário (STF) – tudo dentro da lei –, os movimentos sociais (incitados por ele mesmo) poderão criar uma convulsão social. A pergunta que fica é: e se o Poder Judiciário, que segundo Lula “não vale nada”, resolver acatar o pedido de impeachment impetrado por dois renomados juristas, e as tão importantes relações pessoais com o inimigo, agora amigo Eduardo Cunha, servirem apenas para acelerar o processo? Neste caso, prometerão o criador e sua criatura desaparecer do cenário político enquanto o País se recompõe da herança maldita herdada do lulopetralhismo?  

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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ATESTADO DE INCOMPETÊNCIA

O que vem a ser a enorme interferência de Lula no governo Dilma? Qual o cargo que ele ocupa no Planalto para se reunir com vários ministros, dar ordens a eles, comandar o ministro da Casa Civil dando-lhe atribuições específicas que não fazem parte do cargo, dar palpites ao presidente da Câmara e outras coisas mais das quais não sabemos? Isso quer dizer que a presidente não sabe governar nem liderar sua turma e que não sabe resolver os problemas que enfrenta. Dilma assina mais uma vez seu atestado de incompetência. Para que precisamos de uma pessoa no maior cargo da República, se ela não sabe o que fazer? Mais um motivo para que ela saia, se muitos outros motivos não houvesse.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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LULA REASSUMIU O GOVERNO?

Em que pese tudo o que veio a respeito do governo Lula e sua sucessora, desde o mensalão e, agora, com a Lava Jato, continua o tal “político genial”, “carismático”, “arguto”, “perspicaz”, “pragmático”, livre, leve e solto, tanto que escancarou que assumiu o governo. Espero não estar errada, mas a Lava Jato não parece estar inibindo uns e outros. O que já aconteceu em primeira instância, em Curitiba, parece que não repercutiu ou não se repetirá no STF. Se as instituições estivessem todas funcionando como necessitam funcionar, as condutas deste senhor e de sua sucessora já estariam devidamente capituladas em muitos dispositivos penais. E assim vamos nos esvaindo nesta crise, sem chances de qualquer reação, pois tudo é “golpe”. “Democracia” é o que “elles” fazem há mais de 12 anos. Pobre País!

 

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br 

São Paulo

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O TODO-PODEROSO

Se, como ex-presidente, Lula vai a Brasília e pede para Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, brecar o pedido de impeachment de Dilma, imaginem o que “elle” terá mandado fazer quando era presidente. É achar-se único, um ser que pode tudo. Como alguém assim continua impune?

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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FALSO BRILHANTE

Outra pérola do falso brilhante: “Se necessário, sairei candidato em 2018”. Que candura! Semeador do “não sei, não vi, não ouvi”, algumas de suas variedades de inocência, golpeou-nos com Dilma Rousseff, com quem saímos do nada e chegamos à miséria. Deu nisto: a Pátria de chapéu na mão e motivo de riso perante o mundo; seus “guerreiros” presos ou em vias de sê-lo; o trabalhador desempregado; e Lula se desdobrando para voltar. É brincadeira! 

Edgard Bellotti edbellotti@gmail.com

São Paulo

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REFORMA MINISTERIAL

Dona Dilma deve anunciar nesta semana a sua reforma ministerial. Comenta-se que deverá cortar dez dos seus ministérios. A grande esperança do Brasil é que, na hora do anúncio, como de praxe, se confunda e corte 29, sobrando apenas 10 ministérios. Isso, sim, seria um reforma.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 

São Paulo 

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MUDAR É URGENTE

O Brasil nas mãos deste desgoverno corrupto e incapaz não tem conserto. Há necessidade de uma nova direção, com dirigentes responsáveis e capazes para tentar pôr fim nessa crise política e econômica que atinge toda a sociedade brasileira. É urgente que uma nova administração promova reformas necessárias, como trabalhista, tributária, previdenciária, política e educacional, e, ainda, controle os gastos públicos e reveja a cobrança de impostos escorchantes dos contribuintes, sem retorno. Se não houver renúncia ou pedido de impeachment, o eleitor deve  se conscientizar para banir estes petistas em eleições futuras.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo

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O PT VANGUARDISTA

Após a visita do papa Francisco, que Marco Aurélio Garcia, assessor de Dilma, não pense pedir à Odebrecht que banque uma visita do “consultor” Lula e comitiva do PT à ilha dos convertidos Castros. Panelaço será o mínimo que os esperará, mesmo que consigam a proeza da apresentação de um show beneficente de Chico Buarque. O sofrido povo de Cuba vive um momento de muita felicidade e esperança para perder tempo com a vanguarda da cleptocracia mundial. 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br 

Valinhos 

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CLEPTOCRACIA

Se o inteligente ministro Gilmar Mendes diz que o PT no poder é uma cleptocracia, quem sou eu, simples plebeu, para contrariá-lo? Afinal de contas, eu também concordo em gênero, número e grau com isso. Nunca antes no Brasil um partido comprou tanto político e também nunca vimos tantos políticos corruptos.

 

Antonio Jose G.Marques a.jose@uol.com.br 

Rio de Janeiro

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A REVOLTA DO MINISTRO

O ministro Gilmar Mendes foi muito feliz ao dizer tudo o que 93% da população gostaria de ter dito a este governo corrupto.

Laert Ponto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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GOVERNO DE LADRÕES

Aprender o significado da palavra de origem grega cleptocracia, antes de instruir-nos, enche-nos de vergonha e tristeza.

Eduardo A. Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com 

Campinas

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SEPARANDO ALHOS E BUGALHOS

Pelo “andar da carruagem”, eu tendo a considerar, até o momento, mais adequado que não sejam permitidas as polêmicas “colaborações” de pessoas jurídicas a partidos ou políticos, em tempos de eleições ou fora deles. Mas, concordando ou não com este financiamento das campanhas, não dá para desconsiderar que há muita coisa que se aproveita, por ser verdadeira, nas declarações do ministro Gilmar Mendes ao justificar seu voto sobre o assunto e depois disso. O ministro vem sendo criticado por ter extrapolado seus limites funcionais e de estabilidade emocional ao fazer tais críticas tão contundentes a um partido (PT) ou à OAB. Também acho que os ministros do STF (ou de outros tribunais) devam se manter, em suas ponderações, dentro dos limites da lei, com equilíbrio emocional. Só acho meio hilário que as críticas mais duras partam de alguns outros ministros desse mesmo tribunal e da OAB que, repetidas vezes, tem adotado posturas que sugerem (para dizer o mínimo) ser claramente simpáticas a determinados partidos políticos, para criticar o ministro Gilmar Mendes.

Hélio A. Ferreira hafstruct@gmail.com  

São Paulo

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VERDADES

Vários ministros do STF tomam atitudes dissimuladas a favor do governo e do PT. Foi só Gilmar Mendes ser transparente e contundente que os militantes do PT ficaram “indignados”. Já estou esperando a declaração de “golpe”.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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ESTAMOS DESCONFIADOS

No país da cleptocracia, quanto será que Lula, o gângster, ofereceu para Eduardo Cunha impedir o impeachment?

  

Luiz Fernando Kastrup duasancoras@uol.com.br 

São Paulo

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URGÊNCIA

Lula, chega de encher o saco aí, em Brasília. O impeachment tem de ser apreciado no Congresso ontem, para acabar com esta farsa. Caso contrário, o Brasil quebra.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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NAS MÃOS DO CONGRESSO

Caberá aos membros do Congresso Nacional, neste momento decisivo para o País, lembrar-se de que foram eleitos pelo e para o povo. Devem agir com transparência e imparcialidade, deixando de lado seus interesses pessoais e políticos. É deles a obrigação moral de impedir que a crise atual se alastre por mais tempo, evitando  prejuízos para a sociedade como um todo.

Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com 

Piracicaba

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RENÚNCIA

Chega de falar em impeachment. Dilma, Temer e todos os seus ministros devem renunciar. É importante que este governo reconheça e assine a sua total incompetência para governar. 

Silvia Maria Pinheiro Rezende silviapr54@hotmail.com 

São Paulo 

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O VEREDICTO DAS URNAS

Belo discurso sobre a democracia ideal feito por Dilma Rousseff ao empossar Rodrigo Janot. Pena que nada do que ela disse se aplique ao lulopetismo, e principalmente ao seu governo. Se o candidato “vencedor” induziu, comprovadamente, milhões de eleitores a erro usando e abusando da sua ingenuidade, ignorância e dependência financeira, escondendo fatos, mentindo sobre suas intenções, utilizando a máquina governamental para esconder despesas ilícitas de campanha e difamando impunemente os adversários, “políticos aceitarem o veredicto das urnas”, como quer essa senhora, seria o mesmo que se acumpliciar em estelionato eleitoral praticado exatamente por ela contra seus incautos eleitores. Hipocrisia das grossas é o que está praticando a aprendiz do Lula, seu mestre em ilusionismo demagógico e criminoso. Democracia verdadeira recuperará o Brasil quando tanto ela como seu criador tiverem seus microfones cortados e o povo poupado das insistentes mentiras que a dupla tem permissão para proferir. Cassação de mandato de um governo ilícito e posse do segundo colocado são o que reconhecerá o veredicto das urnas para o bem do Brasil. Que prevaleça a Justiça!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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A METÁSTASE SE DISSEMINA

Os mais recentes acontecimentos demonstram claramente que cada dia a mais em que Dilma permanece sentada na cadeira de presidente, o dia seguinte reservará aos brasileiros alguma notícia funesta. A classe política já percebeu faz tempo – apesar de expressiva parcela dos nossos congressistas se fazerem de desentendidos – que a governabilidade se esvaiu por causa do receituário típico do PT que mistura subserviência cega, cooptação, arrogância e incompetência, não necessariamente nessa ordem. Com a deterioração diária do quadro econômico, a elite empresarial já se tocou de que seu rico dinheirinho (na maioria das vezes obtido de forma honrosa) tende a virar fumaça neste cenário de terra arrasada que se prenuncia diante da teimosia de Dilma e do PT em deixarem o osso. Resumindo, quem de fato gera riqueza no País já atua de forma a mexer seus pauzinhos para uma “solução indolor”. Juntem-se estes dois polos, um terceiro, o esgotamento da credibilidade da classe política como um todo diante do enorme fardo que a sociedade (especialmente a classe média) terá de carregar para o conserto dos estragos produzidos nestes intermináveis 13 anos de governo petista, e temos um quadro extremamente sombrio diante dos nossos olhos, sinalizando que de fato Aécio Neves tem razão quando afirma que este governo está por um fio. Problema maior será como explicar ao público interessado que a simples remoção deste tumor não será o fim dos nossos problemas, ao contrário, será apenas o começo.

Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br 

Mogi Mirim

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ENTREVISTA DELFIM NETTO

Ao ler a entrevista com o economista Antonio Delfim Netto (“A Dilma é simplesmente uma trapalhona”, 20/9, B5), dou os parabéns pela inteligência com que ele aborda os temas que afligem a maioria dos brasileiros que têm algum grau de conhecimento acerca da situação de nosso país. Concordo, principalmente, com duas ponderações: a primeira é quando ele diz que a nossa presidente é, sim, uma trapalhona e que não admite ter errado. A segunda é quando ele diz que é mais fácil aumentar a Cide do que recriar a CPMF. Que ele continue assim em suas argumentações.

Joanir Serafim Weirich joanirweirich@yahoo.com.br

Brasília

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A AVENTURA DA CPMF 

 

O governo envia ao Congresso Nacional o projeto que cria a nova CPMF, com alíquota original de 0,20% ou de 0,38% na possibilidade de dividir a arrecadação adicional com estados e municípios. O governo quer, pura e simplesmente, acertar o seu caixa, e convida governadores e prefeitos a participarem da empreitada. Pelo que se verifica até o momento, apenas poucos governadores mais dependentes das benesses do Planalto aceitaram fazer parte do jogo. Os prefeitos dificilmente toparão, ainda mais na véspera de um ano eleitoral. No Congresso Nacional, a prevalecer a atual situação, dificilmente ocorrerá a aprovação da CPMF. O melhor seria que a presidente Dilma e sua equipe buscassem o equilíbrio orçamentário no efetivo corte das despesas. Redução do número de ministérios e dos cargos criados para serem apenas moeda de troca política podem ser boas alternativas. Governar bem é saber gerir a escassez e com ela fazer o desenvolvimento sem exigir o sofrimento da população... 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

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FINAL FELIZ

Assim fica muito fácil, qualquer um pode ser o presidente do Brasil. Um governo petista de desmandos, de irresponsabilidades, de gastos descomunais, uma roubalheira sem precedentes na história do País e, no final da história, um final feliz para os governantes, é claro: a conta disso tudo vai para o povo, com aumentos de impostos, volta da CPMF, economia arrasada, desemprego e total desilusão com um futuro melhor. Não tenho palavras para agradecer ao sr. Lula e seus “companheiros” pelo belo trabalho que fizeram com o nosso país. 

 

Márcia Rossi Soares marciarossi1@hotmail.com 

São Paulo

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É PRECISO DESENHAR

Será que tem alguém neste governo Dilma que se deu conta do lamentável estado em que a sociedade se encontra? E, absurdamente, pretendem aumentar os impostos diante de tantos endividamentos. Por acaso precisa-se de um luminar a explicar que, com a queda da atividade econômica como um todo, incluído do desemprego, os impostos também recuam, como vem ocorrendo, e só o governo petista não entende. Sugiro, para entenderem o óbvio, que alguém paciente desenhe para eles.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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OS GASTOS DO ESTADO BRASILEIRO

O juiz faz o papel de executar a política, assumidamente de oposição. O legislador faz de tudo para gastar e julgar a Presidência. E na Presidência está a fonte principal da origem das leis mais importantes. Não há algo equivocado com a propalada divisão dos Poderes? Afirma-se que o Estado brasileiro gasta muito. Se gasta para a sociedade, é justo mesmo assim. Mas, se gasta para alimentar esse conjunto desarmônico de Poderes, uma revisão urgente precisa ser feita, a começar pela maior estrutura que não é eleita pela sociedade: o Judiciário.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 

Lorena

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AS PEDALADAS FISCAIS

As pedaladas fiscais ocorreram em 2013 e em 2014, caracterizando crime de responsabilidade fiscal. O objetivo era apresentar despesas menores do que elas deveriam ser na prática, melhorando artificialmente as contas federais. O Tesouro Nacional atrasava o repasse de dinheiro para os bancos e para as autarquias. As falsas demonstrações financeiras contábeis da União foram assinadas pela presidente Dilma Rousseff. Os contribuintes brasileiros, que pagam R$ 2 trilhões de tributos anualmente, aguardam ansiosamente o parecer do Tribunal de Contas da União (TCU), que ainda não julgou o caso. Portanto, a duvidosa transparência do governo Dilma e a vagareza do TCU continuam importunando e envergonhando o povo brasileiro. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br 

Belo Horizonte 

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DOENÇA DA TEIMOSIA

 

Sem dúvida que dona Dilma e sua equipe sofrem da doença da teimosia, quando insistem na reintrodução da CPMF, contrariamente aos gritos populares e à negativa do Poder Legislativo. Cortes de gastos mais profundos e economia profunda na máquina estatal são sempre substituídos pela criação ou aumento de tributos. Presume-se, então, que neste governo a voz do povo é nada, porque a voz mais importante mesmo é a dos apaniguados e amigos de uma lealdade absurda que o lulopetismo deseja manter a qualquer custo. Precisa de impeachment mesmo.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

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O SONHO ACABOU

Em 2014 a presidente Dilma Rousseff empenhou-se “seriamente” em gastar o dinheiro da União em campanha para sua reeleição. Para isso ela diminuiu os impostos das folhas salariais das empresas, cortou impostos da linha automobilística e da linha branca. Isso fez com que os cofres públicos deixassem de arrecadar uma vultosa quantidade de dinheiro, que serveria agora para ajudar o seu governo no pagamento do déficit orçamentário. Todavia, a população não entendeu e começou a gastar comprando carros, geladeiras, televisões, utensílios em geral para casa, roupas e muitas outras coisas, na ilusão de que o governo petista era realmente competente, “bondoso”. E votaram em Dilma, que ganhou as eleições. Agora o sonho acabou! A conta está aí para ser paga! Inadimplência, desemprego, inflação, alta de impostos (contribuição), cortes nos investimentos nas áreas primordiais, aumento da gasolina e eletricidade, etc. O que fazer? Pedir o impeachment ou a renúncia da presidente? Nada disso vai adiantar! Pois qualquer outro que assumir este desgoverno vai precisar do dinheiro desviado da corrupção para pagar as contas da União. Não há solução para a presidente Dilma Rousseff, não adianta ajuste fiscal sem devolução do dinheiro dos contribuintes aos cofres públicos. Ou seja, sem devolução, o povo novamente é quem paga a conta, para aprender que urna eleitoral não é penico.

 

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com  

São Paulo

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SOLUÇÃO SIMPLES

Prezados governantes do nosso Brasil, temos a solução para o déficit de R$ 30 bilhões do Orçamento. Solução simples, que não vai aumentar alíquotas dos tributos nem nos obrigar a ver de novo a CPMF e, o melhor, tudo isso ocorrerá com a ajuda do povo. Basta pegar o valor do rombo nas contas do governo e dividir pelos eleitores que votaram no PT. Assim: R$ 30.000.000.000 / 54.501.118 de eleitores = R$ 550,45. Plano em 12 meses: R$ 45,87 direto no boleto. Plano em 24 meses: R$ 22,93 direto no boleto. Plano em 36 meses: R$ 15,29 direto no boleto. Vamos lá, ajude quem você elegeu a sair dessa enrascada! Pague sua parte na gastança do governo e seja verdadeiramente um cidadão petista!

 

Hans Dieter Grandberg h.d.grandberg@terra.com.br 

Guarujá

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MAIS IMPOSTOS?

É sempre assim. Entra governo, sai governo, são inevitáveis os aumentos de impostos, tais como a original CPMF, cuja arrecadação destinava-se à saúde, só que não explicada devidamente: era para a saúde dos bolsos de nossos conhecidos políticos e apaniguados. Desviam verbas da Previdência para outras finalidades, e lá vem outra C(P?)MF para aliviar a prejuízo... Nossa admirável “mulher sapiens” e seu banqueiro do momento vêm com suas caras de pau fazer-nos engolir mais impostos. Ora, pergunto eu: se a desonestidade, o suborno e a roubalheira generalizada partem desta corja dominante, por que precisamos nós aceitar alegremente mais esta gracinha? Para eles, é o caminho mais curto, é dar esmolas com o bolso alheio. E quem tem coragem suficiente para repatriar a dinheirama roubada e aplicada em paraísos fiscais? Que se pode esperar de um (des)governo, quando o principal mandatário pratica o estelionato eleitoral, via mentiras de caráter puramente eleitoreiro? É obrigação civil respeitar as pessoas, sejam elas quem forem. Mas se tentam iludir-nos através da mentira, perdem totalmente este respeito. Portanto, a gerentona de R$ 1,99 não merece minha consideração, por mostrar-se mentirosa, arrogante e cínica. E – a propósito – Frei José deve estar a rebolar-se de inveja no túmulo, vendo o que a eminência parda alcunhada lula (minúscula, por favor!) anda aprontando. Razão tem o historiador Marco Antonio Villa: este governo é criminoso. E eu completo: a luz ao final do túnel só estará visível após passarmos ao lado da porta de uma cela que contenha toda esta súcia, a começar pela “comandanta” desta nação reduzida à condição de nau sem rumo. 

 

Floriano Sérgio Pacheco fpacheco3@gmail.com 

Águas de Sta. Bárbara

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UM PAÍS ‘SUI GENERIS’

Realmente o Brasil é um país “sui generis”, onde os aposentados pagam CPMF que vai para a Previdência Social (?) e recebem os proventos da aposentadoria que vem da Previdência Social. 

Gilberto Farina farinagf2@gmail.com 

Itatiba

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SANATÓRIO GERAL 

Para um governo que se diz empenhado em corte de custos, o anúncio do acordo para compra de mísseis da Rússia, por US$ 500 milhões, soa como apenas mais um dos disparates. Aliás, quem acredita que vão realmente enxugar custos na gigantesca máquina federal? Para ter uma ideia do tamanho desse exército, basta dar uma rápida olhada no site Contas Abertas: só a Presidência da República tem 7 mil cargos de confiança, dos 18 mil da área federal. Não é difícil imaginar que, se esses 7 mil aparecerem para trabalhar num mesmo dia, não haveria lugar para todos. E os 18 mil? Em que nobres tarefas estariam ocupados num governo em que nada, ou quase nada, funciona? Se querem cortar custos, por que não param de mandar dinheiro para Cuba, retirado do salário dos pobres médicos cubanos que vêm trabalhar aqui e têm parte de seus rendimentos confiscados e despachados para a ilha? Inventam uma nova CPMF para cobrir o rombo de R$ 60 bilhões no orçamento. Ora, dados oficiais mostram que a União tem a receber R$ 1,4 trilhão de dívida ativa, mas no ano passado só conseguiu recuperar 1,1% desse montante. Quem são esses devedores? Por que não são identificados? Uma conta simples mostra que apenas 3% do montante dessa dívida já seria suficiente para cobrir o que eles esperam retirar do bolso dos contribuintes. Não, eles não farão isso. É mais fácil avançar sobre os rendimentos de assalariados, profissionais liberais e pequenas e médias empresas, já que os grandes não pagam.  

Carlos Taquari taquari1@hotmail.com 

São Paulo

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MÍSSEIS

Nós, brasileiros, numa verdadeira guerra contra a crise e a corrupção demandada pelo PT e o nosso governo comprando US$ 500 milhões (R$ 2 bilhões) em mísseis russos. É mole? Quando chegar, amarraremos a eles um míssil em cada um, e os mandaremos para Cuba, Venezuela...

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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EXTINTOR VIRA PEÇA DE MUSEU

O que não falta neste país é picaretagem. Depois de quase um século de exigência do uso do extintor nos carros, somente agora o Conselho Nacional de Trânsito decidiu não ser mais obrigatória a instalação deste equipamento nos veículos leves.  Ou seja, ameaçados de multas e perdas de pontos na carteira de habilitação, milhões de brasileiros gastaram até o que não tinham para trocar seus extintores pelo tipo ABC, que supostamente teria validade de cinco anos. Mas, como tudo neste país é feito nas coxas, que se danem os contribuintes. Nossa competente Polícia Federal deveria investigar a que custo os fabricantes (que venderam muito) conseguiram convencer as autoridades para que fosse obrigatório esse novo modelo de extintores. E, como cartas marcadas nos porões da picaretagem, num piscar de olhos essa exigência foi suspensa. Nós, milhões de otários donos de veículos leves, sofremos mais esse sujo golpe.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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NÃO INCENDEIEM O PAÍS

Primeiro nos obrigam a sair desesperados para comprar um extintor que ninguém tinha e, quando era encontrado, era caríssimo. Depois nos surpreendem suspendendo a obrigatoriedade dos mesmos nos carros de passeio. O uso de extintores deveria permanecer obrigatório no Palácio do Planalto, para apagar os disparates e o pensamento distorcido antes que incendeiem o País.

João Manuel F. S. de C. Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

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BRASIL ATUAL

Extintores modelos ABC são exatamente o reflexo do “status quo” brasileiro nesse momento!

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 

Avanhandava

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SURREAL

Exemplos de surrealismo no nosso país é que não faltam. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), primeiro, anuncia aos quatro ventos a obrigatoriedade do extintor de incêndio do tipo ABC para todos os veículos automotores, para depois, “pensando bem”, tornar facultativo o uso de qualquer extintor em automóveis de passeio. Ora, por que o Conselho não fez um estudo bem feito antes de obrigar os motoristas a trocarem seus extintores para o modelo ABC? Surrealismo explícito...

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo

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PREMIANDO O DESCASO

Que beleza! Prazo para adaptação de novos extintores, alongamento do prazo, risco de multas e, depois de tudo isso, observa-se que o extintor não é assessório necessário. Premiou-se quem não estava nem aí com as instituições...

 

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales 

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EU ACREDITEI

 

Quando mandaram os proprietários de automóveis comprarem o kit de primeiros-socorros, eu acreditei que era necessário e comprei. Quando me falaram para trocar o extintor de incêndio do meu carro, eu acreditei e troquei. Agora resolvi deixar um recado sobre minha mesa que diz: não compre nada que o governo manda; eles não são sérios, logo eles mudam de ideia e o prejuízo é seu. Num país sério os responsáveis por tal lambança seriam chamados a se explicar. O Brasil não é um país sério.

 

Jorge Eduardo Nudel jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

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PÁIS DE TOLOS

Tenho dois troféus na estante da sala, o “kit primeiros-socorros” e o “extintor ABC”. Logo acima, na parede, um quadro enorme com minha cara de bobo e a inscrição: Brasil, país de tolos!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 

Niterói (RJ)

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PROPINA?

Depois de esgotado todo o estoque de extintores do País, seu uso não é mais obrigatório. Quanto foi a propina no caso?

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com  

Presidente Epitácio 

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RETRATO

A revogação da lei, norma ou sei lá o que é que obrigava o uso de extintores de incêndio em automóveis é o retrato pronto e acabado do que é o Brasil hoje, infelizmente, para nosso desespero: um país sem rumo!

Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com 

Brasília

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QUEM GANHOU COM ISSO?

Não teria sido muito mais honesto e digno, em vez de terem aprovado, inclusive determinando prazo, a troca dos extintores antigos dos veículos, que custavam R$ 10, por um de R$ 135, já terem desobrigado seu uso de vez, tornando-o facultativo? Não tenham dúvidas de que alguém deve ter se beneficiado nessa jogada, alguém que com certeza foi passado para trás e, em represália, mudaram o esquema. Agora só resta saber quem é.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

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A QUEM INTERESSA?

De duas uma: somos um país de prepotentes incompetentes que se consideram melhores e mais espertos que o restante do mundo quando se decide instituir uma tomada de 3 pinos, obrigar o uso de extintores de incêndio em veículos entre exemplos mais recentes, ou, então, que existem pessoas muito poderosas que lucram fortunas para cada uma destas imbecilidades instituídas. Ou serão as duas?

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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O PINO DA TOMADA

Acordei ansiosa para usar a maquininha de fazer leite aerado que comprei, mas não contava com o terceiro pino da tomada... O PT sempre estraga tudo!

Eliane Pinotti Borguetti epborguetti@icloud.com  

São Paulo

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POBRES POUPADORES

 

Sob o argumento de suspeição por ter defendido poupadores prejudicados pelos planos econômicos denominados Bresser (1987), Verão (1989), Collor I (1990) e Collor II (1991), alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se declararam impedidos de participar do julgamento da demanda. São quatro os ministros que manifestaram impedimento em participar do julgamento, emanando na falta de quorum para que a máxima corte de justiça do País possa se reunir e deliberar sobre a controvérsia. São necessários pelo menos oito ministros para o STF possa deliberar sobre o assunto. Assim, caso algum ministro seja substituído por motivo de aposentadoria, depois de completar 75 anos de vida, somente posteriormente ao ano de 2028 poderá surgir uma remota esperança para os pobres e injustiçados poupadores, que possivelmente já terão empreendido êxodo para o paraíso celeste. E assim, os mais frágeis, desprovidos de garantias constitucionais, perderam seus direitos, enquanto o império financeiro ficou mais pujante. É muito triste ser pobre neste país.

Waldir Pereira waldirpereiraindaia@hotmail.com 

Vinhedo 

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DE BOM TAMANHO

A condenação do deputado Jair Bolsonaro a pagar R$ 10 mil à deputada petista Maria do Rosário vem dando pano para mangas. Uns contra, porque a consideram injusta em face da negativa do deputado em assumir a “boutade” (meio de mau gosto, mas boutade), outros porque acham irrisória a quantia. Analisando o caso, e recorrendo aos arquivos, digo que há precedentes. Lembro que a imortal Aracy de Almeida, juíza feroz de histórico programa de calouros, tinha uma sentença frequente diante de entreveros entre o candidato, a afinação, o tom da música, os compassos e a orquestra. Com o jeitão de quem balançava entre o desajeitado candidato e sua complacência, generosa, sentenciava: “Dá dez paus pra gaja e estamos conversados”. Pessoalmente, acho de bom tamanho.

 

Alexandre de M. Marques ammarques@uol.com.br 

São Paulo

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AS OBRAS DO METRÔ DE SP

Mais uma reportagem do “Estadão” sobre as obras do Metrô de São Paulo demonstra que tem alguma falha muito grave em suas licitações para as construções das linhas (“Após 6 anos, monotrilhos colecionam falhas, atrasos e estão mais caros”, 20/9, A20). Como informa a matéria, logo no destaque inicial, dos 38,6 km de linhas prometidos até este ano, apenas 7,5% foram concluídas. Nesta oportunidade foram abordadas apenas as obras dos monotrilhos e as revelações são de um absurdo inaceitável, com falhas que envergonham a engenharia brasileira, que é uma das melhores do mundo. Anunciado há seis anos como uma solução para garantir a expansão da rede, o monotrilho coleciona falhas e está mais caro que o previsto, pondo em xeque o modelo, que é pioneiro no País. A reportagem compara a linha Prata, com 2,9 km em operação, que não trafega à velocidade exigida no edital, pois constatou que a velocidade atual é de 67 km/h, em lugar de 80 km/h. Orçada em R$ 3,5 bilhões, deverá custar cerca de R$ 7,2 bilhões. Comparada com a Linha 6-Laranja (São Joaquim-Brasilândia), que terá 15,9 km de metrô convencional e deve custar R$ 9,6 bilhões – e tem o dobro da capacidade de transporte –, pode-se concluir que o modelo não compensa economicamente, pois tem um custo aproximado das linhas subterrâneas que transportam o dobro de passageiros, além de afetar a paisagem urbana. O presidente da Associação de Engenheiros e arquitetos do Metrô revelou que o Estado decidiu fazer muitas linhas ao mesmo tempo e manteve o mesmo número de técnicos. Eles acharam que compensariam buscando técnicos no mercado, como terceirizados, e isso se mostrou um erro, como era previsível, acrescento eu. Na Prefeitura de São Paulo, a Secretaria de Infraestrutura Urbana fez o mesmo, contratando uma consultoria para contar com 42 técnicos entre engenheiros e arquitetos e recebeu veterinários e assistentes sociais em seu lugar, fato que foi assunto para um editorial do “Estadão”. Portanto foi providencial o Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social, abrir dois inquéritos civis para apurar os “atrasos no projeto e sua má qualidade”. E seria bom também que investigassem a construção da Linha Amarela, que está tão demorada que lembra a teia de Penélope.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 

São Paulo

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