Fórum dos leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S. Paulo

04 Dezembro 2015 | 06h00

Esperança

Ontem acordamos com duas certezas: Deus é brasileiro e nasce uma nova esperança. O caminho será árduo e repleto de percalços: haverá recursos, protelações de todo tipo, declarações raivosas, soberba, mais mentiras e acusações de “golpe”, esquecendo que o processo de impeachment está previsto na Constituição e seu rito obedece a requisitos legais. O ato nobre e de grandeza de nossa presidente seria a renúncia, eis que ela já foi execrada por todos os brasileiros de bem. Acaba de ser abandonada por seu partido e certamente o PMDB, com seu instinto fisiológico, abandonará o barco. Mas não podemos esquecer que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, apesar de declarar, sem ficar vermelho, que foi um ato técnico, não pode ser considerado herói nacional, eis que seu ato, embora tardio e legítimo, foi antes de tudo uma vingança contra o PT, que não quis excluí-lo do processo de perda de mandato, que vai estar em curso brevemente. Precisamos acabar definitivamente com a escória que tomou conta do nosso país e, principalmente, ficar vigilantes, pois a maioria de nossos políticos tem histórico pouco recomendável e certamente eles pensarão mais em si próprios do que nos interesses da Pátria.

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Com o impeachment transitando no Congresso Nacional, abre-se realmente uma esperança para o povo brasileiro.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Será que agora esses parlamentares vão deixar a covardia comum de lado e aprovar definitivamente o impeachment de Dilma?

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

O autor

Afinal, quem é o autor do pedido de impeachment? Eduardo Cunha ou o jurista Hélio Bicudo, fundador do PT? Dona Dilma queria que o presidente da Câmara engavetasse um pedido juridicamente perfeito? Por que o PT não reclama de Bicudo?

GODOFREDO SOARES

godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo

O ‘passionário’

A frase do presidente do PT “golpistas não passarão”, referindo-se à tentativa de impeachment da presidente Dilma, lembra a líder comunista basca Dolores Ibárruri (la pasionaria) quando alegou sobre as tropas do general Franco: “No pasarán!”. Recordo ao sr. Rui Falcão que as tropas franquistas passaram. E o impeachment também passará.

JORGE EDUARDO NUDEL

jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

Boi de piranha

A Lava Jato está muito próxima dos chefes e suas famílias. Sem saída, só precisam de um fato para desviar o foco. Dilma, sem popularidade, neste momento é boi de piranha. Fora do poder, as esquerdas podem fazer o que sabem: mentir, dividir o povo, prometer, instigar o ódio. Preparem-se. Os exércitos prometidos por Lulla e PT vão para as ruas fazer bagunça. Precisam tentar se salvar. Mas as instituições permanecem firmes e saberão responder à altura. O povo já marcou posição a favor da Lava Jato e da Constituição. E bandidos serão julgados e presos.

NELIO ESQUERDO

nelioesquerdo@terra.com.br

São Paulo

Teimosia

Bem que a Velhinha de Taubaté avisou: renuncie, Dilma, não sirva de pasto aos leões! Mas a mulher sapiens não quis ouvi-la e agora está encrencada e mal paga. Pior, ela não se iluda esperando ajuda de seu criador, pois elle vai cuidar da própria imagem para 2018, a menos que alguma “dulcidiana delação” o recolha à Papuda. Quem viver verá.

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Nova página

Finalmente o impasse foi desfeito, o processo de impeachment começou e a História do País iniciará nova página. As perspectivas de mudança para melhor são boas. O populismo irresponsável fracassou. O Brasil é grande e a crise econômica, superável. Uma reforma político-eleitoral deverá apresentar-se como necessária. O cidadão tornar-se-á mais consciente e exigente. O lulopetismo sairá de cena. Tudo dependerá das lideranças que assumirem o cenário nacional, em função dos desafios e do interesse popular. Mas o processo de impeachment poderá ainda ser desgastante, cabendo à presidente uma última decisão voluntária sobre o seu destino: a renúncia!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

O problema é que os políticos que aí estão, no Congresso, não estão à altura da gravidade e da importância do momento decisivo que o País vive. Mas o Brasil será outro depois que só restarem as cinzas do lulopetismo. No mínimo, o povo ficará mais politizado e menos manipulável.

ELISABETH MIGLIAVACCA

betymiglia@hotmail.com

São Paulo

De ilícitos

Em sua “defesa prévia” contra o pedido de impeachment, alega a presidente do País que não praticou ilícitos, não desviou dinheiro, não possui contas no exterior, não constrangeu quem quer que seja. Ora, e alguém a acusou formalmente por isso? O que se afirma é que as ditas pedaladas fiscais feriram a Constituição. Será que ela acha que isso são atos lícitos? E emprestar dinheiro dos brasileiros a rodo, via BNDES, a países hermanos e africanos cujos governos são manifestamente ditatoriais, enquanto nosso povo vai ficando na penúria, isso é lícito? Foi ela, no mínimo, omissa quanto aos assaltos à Petrobrás. Agiu com imprudência, negligência e imperícia. Foi lícito? Deveria, pois (se achar que não deve favor ao Brasil), fazer um favor a si mesma: renunciar! Sair com honra da enrascada em que o ex-presidente Lula a colocou durante cinco anos!

EDMÉA RAMOS DA SILVA

paulameia@terra.com.br

Santos

Dona Dilma, impeachment existe não só para quem rouba, mas para quem desrespeita as leis: Lei de Responsabilidade Fiscal, Lei Orçamentária...

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Agora vai

Ela tanto apelou para Belzebu que acabou atendida. Agora ficou tudo como o diabo gosta.

JOSÉ LUIZ TEDESCO

tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

IMPEACHMENT

Dilma Rousseff conquistou o pleito de 2014 legitimamente. Apesar do berreiro da oposição, o mandato se confirmou, inaugurando um primeiro ano de reeleição que teve baixos e baixos, inquestionavelmente. A crise política e econômica se agravou sem precedentes. E agora, neste dezembro natalino, quando os ânimos deveriam esfriar, eis que o contrário acontece. O País chegou ao ápice da convulsão jurídica e moral. A história corre perante nossos olhos: está aberto o processo de impeachment da presidente da República. Deus nos ajude!

Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br

Porto Alegre

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INEVITÁVEL

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não pôde evitar o acolhimento do principal requerimento de impeachment, peça assinada pelos advogados Miguel Reale Júnior, Helio Bicudo e Janaina Paschoal. Bicudo disse que já esperava a atitude de Cunha, porque ele não fez mais do que a sua obrigação, o que é a pura verdade. Diante dos fatos, a presidente Dilma e o PT acusam o ato de Cunha de represália, retaliação e vingança pela votação dos deputados petistas no processo de perda de mandato de Cunha na Comissão de Ética. Na verdade, o que houve foi a percepção da voz das ruas e da vontade popular, que expressa a longa espera pela queda da presidente como única saída para retirar o País da lama em que se encontra.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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MONTANHA ABAIXO

A bola de neve começou rolar montanha abaixo.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

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UM ESPINHO DE CADA VEZ

Quando criança, numa aventura secreta com meus dois irmãos, tive o pé cravado por vários espinhos de macaúba. Em pânico, devido à dor, decidimos que eu teria de ser levado à minha boa e carinhosa Tia Adélia, já que tínhamos saído escondidos de minha mãe, Terezinha. Tia Adélia, sábia e calmamente, me confortou e, ante meus gritos (agora mais altos e mais frequentes, porque sentindo-me protegido), explicou-me carinhosamente que não tinha como tirar todos os espinhos de uma só vez. Eles tinham de ser removidos um a um. Hoje, adulto e professor de um mestrado em Ciência Política na capital da República, contemplo o cenário político deste dia histórico: o pedido de impeachment da suspeita presidente, Dilma Rousseff, sendo acolhido pelo não menos suspeito presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que decidirá com o muito suspeito presidente do Senado, Renan Calheiros, se haverá ou não convocação de sessões extraordinárias do Congresso para que o caso seja analisado o mais rápido possível. Diante deste cenário, me lembro de minha Tia Adélia e de suas sábias palavras: “Os espinhos, meu filho, não podem ser removidos todos de uma só vez. Primeiro um. Depois o outro”.

Nidi Bueno lucassantos.lustosa@hotmail.com 

Brasília

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RETALIAÇÃO

Certas decisões tomadas fora de hora passam a ideia de retaliação. Foi o caso de o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acatar o pedido de impeachment da presidente Dilma. Não que não haja motivo ou razões para tal. Há, e de sobra. Eu, particularmente, acho que já deveria ter sido pedido há mais tempo. Mas a retaliação fica explícita porque, no momento, ele enfrenta um processo contra si na Comissão de Ética da Câmara por quebra de decoro. Era flagrante para toda a sociedade que o presidente da Câmara usava o pedido de impeachment para forçar o arquivamento do processo contra ele nessa comissão e o governo usava seus deputados ameaçando votarem pela continuidade do processo. A decisão foi correta, mas errou no timing. Como castigo para os dois, bem que poderiam perder os mandatos.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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MOTIVO

Sem entrar no mérito do impeachment da presidente Dilma, penso que um instrumento de alta responsabilidade, importância e previsto na Constituição do Brasil não pode ser utilizado como uma retaliação, vingança ou para fins escusos.  Pelo que nos foi dado a ver, os próprios autores da ação manifestaram sua decepção com a sua utilização, como uma chantagem explícita ao governo.

Luiz Antônio Alves de Souza  zam@uol.com.br

São Paulo

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DEGRADANTE

O posicionamento do presidente da Câmara ao aceitar um pedido de impeachment contra a atual presidente da República mostra o baixo nível de quem ocupa um cargo tão importante. Ele está sendo investigado pelo Conselho de Ética do Parlamento em razão de denúncias sobre seu comportamento em relação a verbas públicas e depósitos em suas contas em bancos do exterior. E pode ser cassado. Em paralelo, muitos oportunistas identificados como oposição, há meses, vêm protocolando pedidos de impeachment contra a atual presidente da República.  O deputado decide, agora, aceitar um dos pedidos, apresentado por dois juristas, um deles ex-petista em fim de carreira. O objetivo do deputado Eduardo Cunha é claro, ou seja, é a tentativa de barganhar o voto de quem pode cassá-lo. Um absurdo e que denigre a imagem cada vez mais desgastada da classe política.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ERA CHANTAGEM

Cunha é a raposa cuidando do galinheiro. Chantagista contumaz, está usando o impeachment para se manter no cargo e não ser cassado por corrupção. Antes tarde do que nunca, o PT resolveu não aliviar a situação de Cunha no Conselho de Ética, dando um fim à permanente chantagem que este picareta, corrupto faz ao governo, e recuperou um pouco da credibilidade ao negar apoio ao falastrão senador Delcídio Amaral. E deu mesmo, senador! Tentou negociar com um ladrão e defender um amigo banqueiro e entrou numa roubada. Foi preso porque citou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), falou demais. Só falta, agora, o PSDB, por falta de ética, se recompor com Cunha e destinar os seus dois votos no Conselho de Ética para salvá-lo – isso será um atestado de que o PSDB pode se associar ao crime por interesse. Se tiver instinto de sobrevivência, deve continuar a pressão pela cassação de Cunha, que pode ser preso a qualquer momento e levará junto o pouco de credibilidade que resta aos que lhe apoiam. Muitos falam em combater a corrupção. É fácil falar, mas praticar e lutar para que ela acabe é que é difícil. Como disse o papa Francisco há poucos dias, na África, corrupção é como açúcar, é gostoso, mas depois faz muito mal.

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

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PELA RENÚNCIA

Na briga entre os bandidos do PMDB e os bandidos do PT, quem leva tiro são o cidadão, os trabalhadores e o povo do Brasil. Para o bem do País, Eduardo Cunha e Dilma Rousseff deveriam renunciar imediatamente, para evitar a destruição total da Nação, em razão de sua mediocridade, falta de caráter e falta de credibilidade. Seria o único e mais importante e positivo gesto de suas vidas.

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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TODOS PERDEMOS

A retaliação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao governo surtiu efeito imediato. A presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento para a imprensa dizendo que estava indignada e que o pedido de impeachment é inconsistente e improcedente. As pedaladas fiscais, assinadas por Dilma, são ilegais e representam motivos suficientes para o impedimento da presidente. O governo Dilma vai terminar o ano de 2015 com um déficit de R$ 120 bilhões, pois não soube administrar os recursos arrecadados e gastou exageradamente. Não houve ganhadores, pois todos saíram perdendo: o povo brasileiro, Dilma e o PT.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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SALVANDO A PRÓPRIA PELE

Para dona Dilma e o PT salvarem a própria pele, médicos cubanos não são a solução. Só importando juízes venezuelanos.

Batista Moretti batista.moretti@hotmail.com

Cerquilho

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O DISCURSO DE DILMA

Ridícula e inapropriada a aparição de Dilma Rousseff na televisão para defender-se, cercada por seus cavaleiros do apocalipse, que aparentavam total idiotia e embaraço num flagrante abuso de poder que não lhes conferem nem o cargo nem mesmo seus arroubos indignados de revide e contragolpe.

Regina Ulhôa Cintra reginaulhoa13@outlook.com

São Paulo

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VERMELHO

O Palácio do Planalto, anteontem, se iluminou de vermelho após a fala de Dilma Rousseff. Cara pálida, de uma vez por todas: a nossa bandeira jamais será vermelha!

Elisabeth Migliavacca betymiglia@hotmail.com

São Paulo

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ACUSAÇÕES

Dilma para Cunha: “Nunca tive conta no exterior”. Mas se esqueceu de acrescentar: “Só tive uma lojinha de R$ 1,99 que foi à falência”.

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Vinhedo

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OS CRIMES

Acanhado, extemporâneo e vazio o pronunciamento da “presidente petista” sobre o encaminhamento, pelo deputado Eduardo Cunha, do pedido de seu impeachment. O constrangimento permeava aquele ambiente, ficando evidente a dificuldade para compor até mesmo o staff para acompanhá-la no evento – de uma dezena de assessores, a maioria não era conhecida e poucos tinham alguma representatividade. Mais uma vez, a presidente sonegou a verdade e tergiversou com a realidade evitando confrontar-se com os motivos que a levaram a uma situação como esta. Apesar da virulência do seu pronunciamento, percebe-se que era vazio de conteúdo. Infelizmente, deixou de contemplar os reais motivos que escudaram o pedido de impeachment, talvez por não encontrar argumentos para contradizê-los – ficando mais uma vez claro que a argumentação não é a sua praia. Por outro lado, seu discurso foi extemporâneo, primeiro por não ser oportuno que a figura central do processo se exponha no momento de sua deflagração. Segundo, trazer o assunto para o interior do Palácio do Planalto revela uma primariedade atroz – apenas confirma sua vulnerabilidade, já percebida pela população brasileira por meio das pesquisas periódicas. Terceiro, nesta etapa, a acusada é a chefe do Executivo, e não o presidente da Câmara. Definitivamente, o momento não era apropriado para o confronto, tampouco para comparações entre os currículos dos personagens centrais – deputado e presidente, ambos com nódoas insanáveis – e as críticas proferidas apenas incorporam a conhecida irascibilidade e desconforto com críticas. Portanto, inconveniente tratar neste momento do nível de moralidade de cada um. A última campanha eleitoral deixou marcas indeléveis de que a mentira e as falsas promessas são componentes reveladores da sua personalidade. Por último, a presidente poderia ser lembrada de que os crimes que lhe são atribuídos no bojo da representação não dizem respeito a contas no exterior, mas, sim, à malversação do dinheiro público por meio de seguidas e reiteradas violações da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) sobre os quais, querendo, pode repudiá-los e, principalmente, se defender no momento oportuno. Isso, se puder!

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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RÉPLICA

Boa sorte, sra. Presidente. A sua réplica com relação ao impeachment teve a conotação de um adeus.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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A PRESIDENTE INDIGNADA

Indignada, senhora presidente? Indignados estamos nós, há muito tempo, com tanta mentira, tanta enganação.  Indignados com o verdadeiro estelionato eleitoral cometido na última eleição, quando, tendo todos os dados em mãos e sabendo da péssima realidade da economia, a senhora acusou seu adversário, sr. Aécio Neves,  de que faria todos os ajustes que, assim que eleita, está tentando fazer (começando com a nomeação do sr. Joaquim Levy para servir de “bode expiatório”). Não se configura isso como “estelionato eleitoral”? Indignados com as enganações orçamentárias chamadas “pedaladas” e com a falta de consequência (até agora) da rejeição de suas contas por unanimidade do Tribunal de Contas da União (TCU), fato inédito na história de nossa República. Indignados com os gastos abusivos em suas viagens, sempre com grandes comitivas e hospedando-se em luxuosos hotéis, não em nossas embaixadas, enquanto discursa sobre a necessidade de apertarmos o cinto e aceitarmos mais impostos, como a CPMF, de triste memória. Indignados com os gastos enormes com cartões corporativos, gastos esses na maioria carimbados de “sigilosos” com a desculpa esfarrapada de “segurança nacional”.  Como segurança nacional, sra. presidente? O contribuinte, honesto e trabalhador, exige saber como a senhora está gastando o dinheiro recolhido aos cofres da Nação com tanto sacrifício. Queremos transparência total nesses gastos! Temos muito mais para nos indignarmos com seu governo tão atrapalhado e incompetente. Mas, principalmente, queremos iniciativas honestas e objetivas e menos encenação e discursos vazios.

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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DILMA ROUSSEFF

Indignado estamos nós, que, além de tudo, não votamos na senhora.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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INDIGNAÇÃO

Perdoe-me, sra. presidente, indignados estamos nós, brasileiros, e não a senhora. A senhora disse que não tem contas ilegais no exterior, mas permitiu que seu grupo de poder as tivesse. A senhora disse que não acresceu ilegalmente seus bens, mas permitiu que seu grupo de poder acrescesse. A senhora alega que não roubou nada. É verdade. A senhora cometeu outros crimes previstos na lei. A senhora violou a lei de responsabilidade fiscal, e, para chegar ao poder, cometeu fraude eleitoral, faltando com a verdade perante os eleitores, além de permitir o roubo desenfreado. Mas o povo não está indignado apenas com seus crimes e seus desconhecimentos. O povo está indignado com sua prepotência, omissão e incompetência no manejo dos recursos públicos. A senhora, tal qual como seu criador, não sabe de nada. Os prepotentes e maus administradores normalmente não sabem de nada. Collor, vítima de golpe de Estado, já que a senhora defende ser este o pedido do fundador do PT dr. Hélio Bicudo,  também caiu. Ele caiu após a oposição, que perdeu a eleição com grande diferença, no caso, o perdedor era seu criador, lulo-mega-petista, afirmava que o presidente era prepotente, despreparado e que permitia o roubo dos recursos do País. Pobre Collor, roubou mais em seu governo do que no dele. É por isso que nós, brasileiros, estamos indignados, não a senhora!  

José Rubens Macedo Soares joserubens@federmacedoadv.com.br

São Paulo

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O JOGO

Dilma x Cunha é briga de gigantes. As agressões começaram cedo. Seria bom, embora julgue difícil, quase impossível, os dois lados trocarem a paixão e a emoção pelo equilíbrio e bom senso. Todo esse clima feroz e tumultuado seria evitado se Dilma, logo que assumiu o segundo mandato, tivesse mantido uma porta do bom e saudável diálogo com Eduardo Cunha. Postura que adotou com Renan Calheiros. Caso contrário, o abismo institucional entre Executivo e Legislativo seria ainda mais grave e acentuado. A meu ver, os aliados de Dilma erram feio quando insistem em transformar a chefe da Nação em vítima e Eduardo Cunha em criminoso e satanás. Cunha empurrou com a barriga e com inteligência por bom tempo os pedidos de impeachment de Dilma. Jamais quis criar problemas para o governo. Apenas não abre mão de agir com independência. Trabalhou nos bastidores de olhos bem abertos, visando a sua sobrevivência política. Deu o devido troco quando sentiu-se escorraçado. Nada de errado. Não vejo razão para o Palácio do Planalto vociferar. Creio que Dilma vai escapar do impeachment e Eduardo Cunha, da cassação. Ambos continuarão vivendo, felizes para sempre. O jogo é jogado, o lambari é pescado.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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VERGONHA NACIONAL

Foi uma vergonha descarada esta negociata no Congresso. Como pode um presidente da Câmara, descaradamente e de forma acintosa, negociar a votação que pode cassar seus direitos por falta de decoro parlamentar, mais do que provado? O que mais é necessário para colocar esta pessoa nojenta na cadeia? Cunha desafia todos com ironia e desfaçatez nunca antes vista neste país (sic). Está mais do que na hora de dar um basta nisso. Se o STF pode decretar a prisão de Delcídio Amaral, o que mais falta para colocar esse sujeito asqueroso atrás das grades? O povo já não aguenta mais vê-lo nos jornais e na televisão gozando da cara da população. Basta! O que mais estão esperando? Que a população se revolte ainda mais e extrapole seus sentimentos?

Antonio F. Guimaraes afergui@terra.com.br

São Paulo

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A VEZ DE EDUARDO CUNHA

Agora não há mais impedimento para a cassação de Eduardo Cunha. Vamos ver se os parlamentares farão prevalecer os interesses da Nação ou seu corporativismo. Ou se tudo é jogo de cena e a política é praticada apenas como política, e não como ação de melhoria social da população.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Lorena

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JOGO DE TRUCO

Nos tempos da malandragem inocente os expoentes do jogo de truco eram Camisa Preta, Zé Malandro, Maria Navalha, Zé Pretinho, Zé Pelintra e outros menos famosos. “Lá no morro, sim, que é lugar de tirar onda, bebendo cachaça, fumando um bagulho e jogando Ronda. Salve a malandragem!”. Dos morros do Rio de Janeiro, o jogo migrou para o Congresso, em Brasília, e os bambas são, agora, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Delcídio do Amaral e muitos outros ainda aprendizes. Lá, no Congresso, sim, que é lugar de tirar onda, mamando um pixuleco, saqueando uma estatal e jogando Ronda. Salve a malandragem! As duas cartas, agora viradas sobre a mesa, são a cassação de Eduardo Cunha e o impeachment de Dilma. Nesta parada só haverá duas apostas ganhadoras ou duas perdedoras. Que ganhem ambas são os nossos votos.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br 

São Paulo

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‘SACRIFÍCIO’ PELO PAÍS

“Comovente” a atitude de deputado petista que integra a Comissão de Ética da Câmara dos Deputados que pregou “sacrifício” para salvar Cunha da cassação. Nestes 13 anos, temos visto o resultado deste “sacrifício” estampado diariamente nos jornais, cujos cadernos de política passaram a ocupar seus espaços com notas de teor policial.

Odilon Otavio dos Santos

Marília

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POLÍTICA RASTEIRA

Falar em golpismo, quem quer que seja, neste estado de corrupção total, de lama, de mau cheiro, de ironias e mentiras de políticos e outros, é um ato de ignorância e de apego. Nunca se viu tanta podridão nos últimos 100 anos na política brasileira. Quero o meu Brasil de volta, justiça e cadeia para todos os envolvidos, sem piedade!

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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SEM ALTERNATIVA?

Marco Aurélio “top top” Garcia disse que não há alternativa para a crise política no País. Seria uma análise fria e consciente da situação do Brasil ou o frio na barriga depois da consciência de que está para perder o emprego (boquinha)? Pela sua lógica, deveria ficar tudo como está, seu partido mentindo, roubando, corrompendo, enriquecendo e enganando como nunca antes... Lula só ganhou a primeira eleição porque prometeu manter o Plano Real sem alteração. Em 2016, se a equipe que estabilizou a economia voltar, voltam os investidores, os juros caem, a confiança volta e o Brasil volta aos trilhos.

Sergio Aparecido Nardelli sergio9@ig.com.br

São Paulo

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VIDA NOVA

Na minha opinião, só há dois caminhos a seguir: renúncia coletiva do Congresso Nacional e do governo federal, com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcando novas eleições; ou o TSE convoca um plebiscito para anular as eleições do ano passado e convoca nova eleição geral no País. Vida nova para o País!

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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RECONSTRUÇÃO

Na iminência do colapso do regime de cleptocracia que assola o Brasil, urge voltarmos as vistas para a reconstrução do País. Nada se constrói sem alicerces. E os alicerces indispensáveis da reconstrução são algumas salvaguardas indispensáveis para evitarmos a edificação de um novo mostrengo. Proponho algumas: 1) acabar com o presidencialismo que macaqueamos dos americanos. Só o parlamentarismo é capaz de prevenir desastres e iniciar a educação política do povo; 2) acabar com a excrescência fascistoide do voto obrigatório; 3) idem com a onipotência dos parlamentares via imunidade e voto secreto; 4) urgenciar um ajuste fiscal para valer. Sugiro aos bem-intencionados que completem esta lista. Só depois de implementada poderá começar a árdua tarefa de construirmos o futuro do País do futuro.

Jan Krotoszynski jankroto@gmail.com

Carapicuíba

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RESPONSABILIDADES

Dilma Rousseff, em seu discurso na 21.ª Conferência do Clima da ONU, disse: “O maior desastre ambiental da história do Brasil foi causado pela ação irresponsável de uma empresa” – no caso, a mineradora Samarco, que está sendo cobrada pelo governo federal e do Estado do Espírito Santo em R$ 20 bilhões. Ora, quem será o(a) responsável pelo maior desastre econômico da história do Brasil, o déficit orçamentário de R$ 120 bilhões, seis vezes maior? Responda, presidente.

Francisco Manzieri Neto manzierineto@uol.com.br

São Pedro

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CARA AVENTURA

Ao ler os jornais do dia, concluo que a aventura petista no poder vai sair muito mais cara do que imaginamos. Que 2020 nos traga boas novas!

Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com 

Brasília

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SILÊNCIO OBSEQUIOSO

Diariamente, no telejornal das 18 horas, ouço um economista referir-se à crise que assola o Brasil em termos catastróficos, sombrios e sem perspectiva de melhora no médio prazo. Por se tratar de pessoas teoricamente abalizadas, suas opiniões geram pânico, medo, desesperança e motivam a população a se retrair nos gastos e nas atitudes. Proponho que esses profissionais pratiquem o que a Igreja chama de silêncio obsequioso.

Jaime Manuel da Costa Ferreira jaimemcferreira@hotmail.com

São Paulo

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EMERGÊNCIA

Se, para o ministro Joaquim Levy, é importante “entender a emergência fiscal”, para a grande maioria da sociedade é mais importante entender o que o ministro quer dizer. Suportar mais sacrifícios, como se até agora não fossem suportados, traz grande dúvida sobre entender o sentido da frase. Com cada dia mais desempregados, dívidas se acumulando, comércio e indústria demitindo, salários comidos pela inflação, consumo do essencial derretendo, milhões de brasileiros inadimplentes e devedores sem ter como pagar, em suma, com o País andando para trás e estupefato com a corrupção, portanto, fica difícil compreender a solicitação pleiteada pelo ministro. Melhor seria o ilustre Levy deixar de falar para a sociedade descrente e desorientada quanto ao amanhã. Seria a presidente que deveria usar das mesmas palavras. Isso porque somos governados por uma irresponsável, incompetente, populista e bolivariana preocupada com o poder, que, por medo de vaias e apupos, se nega a aparecer publicamente. Vale dizer, ministro, que a única emergência que admitimos e apoiamos será a da saída o mais cedo possível da presidente Dilma do cargo.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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A ÉTICA DA ESQUERDA

A ética da esquerda é diferente. Como se julgam representantes da mais pura inspiração para transformar a sociedade em igualitária por decreto, acham que podem roubar os ditos exploradores do povo impunemente. Não vou discutir aqui essa ideologia tão capenga e que nunca deu certo. O importante é que tentaram fazer isso usando as instituições regidas por leis e exigentes de um comportamento ético de seus mandatários momentâneos. Os desvios desta conduta não podem ser assumidos, pois ou vão presos ou revogam os ditames legais. Estão condenados a operar nas sombras e se equilibrar entre exigir e administrar a Justiça e tentar absolver os seus, numa clara cisão psicótica. Aos que, por estarem fora do staff, precisam continuar a seguir as leis vigentes, resta ou lutar contra ou passar também a burlar a lei, dentro do seu alcance, pois já estão cansados de ser feitos de idiotas. Não se esqueçam de que o discurso moral que não vem acompanhado do exemplo gera o efeito contrário ao que se pretende atingir.

Maria Dulce T. Tournieux contato@pousadabethary.com.br

São Paulo

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INFORMAÇÃO DETURPADA

Assistindo a uma reportagem televisiva, ouvi um entrevistado, ocasionalmente desempregado, declarar que a Operação Lava Jato já havia provocado o fechamento de dois estaleiros. Mal informado ou vítima de propaganda ideológica do seu próprio sindicato, não percebeu que o desemprego atual é reflexo direto da administração federal petista nos últimos 12 anos, irresponsavelmente incompetente, inconsequente e corrupta.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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DÚVIDA

Será que, com tanta corrução, bandalheira e gatunagem acontecendo neste país, não é uma blasfêmia dizer que Deus é brasileiro?

Tharsis Silveira Barros tharsissilveira@bol.com.br

Araçariguama

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A RAZÃO DO SILÊNCIO

O filho de Nestor Cerveró filmou a negociata para seu pai não fazer a delação premiada. A notícia correu o País e o mundo. Neste mundo onde o dinheiro fala mais alto (“ou você me paga ou eu entrego o que sei”), muita gente está tendo de se explicar. Uma coisa chama a atenção: depois dessa gravação oferecendo propina em troca de fuga, o silencio de José Dirceu, João Vaccari Neto e Marcelo Odebrecht, como se fossem figuras sem importância para o PT. O raciocínio a ser feito é bem outro. Eles devem estar calados porque alguém lhes disse “fiquem em silêncio, que estamos depositando o dinheiro combinado na conta do laranja”. Já que o dinheiro que está sendo pago aos advogados é o dinheiro de produto do roubo da PTbrás, uma questão está a incomodar o cidadão que pensa: a Petrobrás continua pagando para aqueles que a roubaram?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MAIS UM COMPANHEIRO PRESO

O tormento do presidente Lula, enquanto aguarda a sua hora, que tarda, mas vai chegar, mais parece um filme em que o bandido é o mocinho e sempre vai escapando de todas as armadilhas. Vamos aguardar, com paciência, o fim desta tão sofrida trama, que vai ao ar na mente de todos os brasileiros de bem. 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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ATO FALHO

Lula disse que Delcídio Amaral fez uma “grande burrada” nesta tentativa de impedir que Nestor Cerveró o delatasse. Não classificou o ato do senador como imoral, vergonhoso e incompatível com o que se espera de um senador da República – apenas como uma grande burrada. Essa declaração é um verdadeiro ato falho de Lula, que entende que os espertos, como ele, não deixam rastros para serem pegos.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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O VERDADEIRO LULA

Para Lula, os políticos do PT e o próprio partido não passam de um rolo de papel higiênico: são usados e descartados, sujos!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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‘MUY AMIGO’

E agora, sr. José Carlos Bumlai, vai mandar colocar na porta da cela uma foto do “muy amigo” Lula, de frente, de perfil esquerdo, direito, dando a ele autonomia para visitá-lo a qualquer hora, dia, noite, sem aviso prévio? Ou o “muy amigo” não o conhece, nunca ouviu falar nem sabe quem é você?

Celia H. Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com 

Avaré

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PATRIMÔNIO

Os jornais têm comentado o enorme aumento de patrimônio de Cristina Kirchner durante seu período no governo da Argentina. Chega a 800% em dólares. E sobre o patrimônio oficial de Luiz Inácio Lula da Silva, quanto terá crescido desde seus tempos de operário?

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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BENEFÍCIO

Se Lula fosse preso, poderia beneficiar-se de “delação premiada”? E tornozeleira?

Felicio Tadeo Zambom financeiro@transmotor.com.br 

São Paulo

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OS DOIS MARES

A lei de restituir o que foi roubado ou fruto de pilhagem é lei natural, diz angélico doutor Tomás de Aquino. Lei natural, por vir escrita e definida nos princípios que norteiam o bom senso, cerne do Direito: não prejudique teu semelhante; devolva o seu a seu dono. Esses princípios seculares são os fundamentos da paz social. Não basta, para perdão do crime do corrupto, apenas ser preso; tem (isto, sim) de devolver o que roubou. Essa lei vale para todos, posto que a lei está acima de todas as cabeças e de todas as coroas. Em tempos passados os príncipes tomavam muitas coisas a seus vassalos violentando-os. Não reproduzimos o que aqui diz Tomás de Aquino, para não violentar os leitores com textos em latim, mas, em resumo, o que se lhe vê de genial e apropriado, quando, no texto, recopilado em português, diz o seguinte: “Tomar impostos além do devido; fraudar superfaturando obras e serviços é rapina e latrocínio”, diz, ainda, que “pois que dessa rapinagem nascem dois efeitos contrários: engorda e mata”. Rouba para engordar sabendo que vai matar. Neste “engorda” e “mata”, cabe reflexão: engorda os podres, e mata os pobres! Vede, se aquele angélico doutor não tinha razão, contemplai e conclui, que da pilhagem inaudita dos “petralhas” temos nascidos presentemente dois mares de lama: o mar pútrido dos políticos em Brasília e o mar de lama de Mariana (MG). Ambos tsunamis nascidos da mesma fonte: a corrupção. Corrupção de fiscais na barragem da Samarco, corrupção das autoridades mineiras que viram e consentiram; dos “partidos” de quem a Samarco “molhou a mão” com milhões; corrupção nas duas Câmaras, todos ávidos por propinas, e que se danem a fauna, os rios, os mares, que se dane o povo (“Lama da Samarco afetou 663 km de rios”, “Estadão”, 2/12, A24). Se Tomás de Aquino visse o que corre hoje no Brasil, certamente vestiria seu pensamento de vestes de luto. Luto pelo desprezível, luto pelo insólito, luto pela audácia desses crápulas que fizeram do Brasil terra arrasada. Esta é a nossa realidade: visto que sufocados na lama da corrupção que assentou praça entre nós. Todavia (pausa), há alguma esperança, os poucos bons que há entre nós, aliás, esses poucos (são muito bons), estão arregaçando as mangas: “Ministério Público, Polícia Federal e Poder Judiciário”, torçamos para que não lhes seja o trabalho tal qual o de Sísifo. Inútil. Senhores petralhas, ponde a barba de molho, pois os poucos bons estão amarrando o cerco.

Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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DOAÇÃO

O grupo de rock Pearl Jam irá doar US$ 100 mil para a tragédia em Mariana (MG). Se o grupo soubesse que este dinheiro pode ir para outros fins, não o faria.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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PARIS, JE T’AIME

Para evitar por alguns momentos a “chapa quente” da política e economia atual, nada como a oportunidade de afastar as nuvens negras que rondam o Palácio do Planalto e espairecer dando um passeio até a Cidade Luz, mesmo com a ameaça dos terroristas islâmicos. Pelo que se noticia, Dilma Rousseff e sua comitiva poderiam ter se hospedado na Embaixada do Brasil em Paris, mas, como o Brasil é um país que nada em dinheiro, quer dizer, dinheiro nada, escolheu um dos mais sofisticados e caros hotéis parisienses. Na Conferência do Clima (COP-21) que reuniu 150 chefes de Estado, a presidente Dilma declarou ter ficado “extremamente perplexa” com a prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado. Talvez a perplexidade de madame Rousseff tenha sido causada pela falha no aparelhamento do STF, que votou por unanimidade a prisão de um senador em plena vigência do mandato. Em todas as reuniões em Paris, os grandes poluidores, os países mais industrializados, prometem reduzir os níveis de poluição, mas, depois da reunião, fica tudo dito pelo não dito. Dilma prometeu que os culpados pelo desastre de Mariana (MG) serão punidos, como são os desmatadores da Floresta Amazônica, que no último ano teve 16% a mais desmatada. Essa Conferência do Clima não passa de um convescote sem consequências para os “Senhores dos Anéis” do planeta.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ACORDO OBRIGATÓRIO SOBRE POLUIÇÃO

Muito louvável que haja um acordo legalmente vinculante sobre as questões do aquecimento global, meio ambiente e poluição. Países como o Brasil continuam tratando o meio ambiente como um obstáculo ao seu desenvolvimento, como já afirmou a presidente Dilma, e isso precisa mudar. Um bom começo seria estabelecer padrões ambientais para todos os países. O que não pode ser feito no Primeiro Mundo deveria ser proibido nos países em desenvolvimento também. Os problemas ambientais têm de ser resolvidos, e não exportados. Grandes desastres ambientais deveriam ser tratados de forma global. O desastre de Mariana, assim como o desmatamento da Amazônia são questões que prejudicam todo o planeta e seria ótimo se houvesse um mecanismo global para tratar desses problemas.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PARA INGLÊS VER

É pena que um encontro da importância da Conferência do Clima da ONU (COP-21), em Paris, termine sem nenhum comprometimento formal dos países mais poluentes. A saúde do planeta não melhorará apenas com boas intenções, e, pelo menos até aqui, o volume de promessas tem superado o contingente de ações. Ao que parece, interesses econômicos continuam a falar mais alto para 100% dos líderes mundiais.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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FESTA, APENAS

Estas conferências mundiais sobre o clima não passam de reuniões festivas, exibicionistas e hipócritas. Se um país não cresce, ou seja, produz menos lixo, isso é considerado uma desgraça. Resta deduzir que a humanidade acabará soterrada pelo lixo e guerreando pelos recursos naturais do planeta, que, logicamente, são limitados. Todos sabem como acabaria hoje uma guerra entre as potências. Se um louco qualquer consegue matar centenas de pessoas num piscar de olhos, imaginem o que meia dúzia de governantes vingativos pode fazer em instantes e simplesmente apertando botões. Para imaginar como serão as áreas habitadas daqui a 50 anos, basta comparar como eram essas áreas há 50 anos. Desprezamos as leis básicas da natureza e não sobreviveremos fora delas. Só ela sabe “governar” os seres que habitam o planeta. Tenho dó das muitas espécies que serão dizimadas (outra vez?) pela nossa “racionalidade”.

João Carlos A. Melo jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

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O ECOSSISTEMA E A CORRUPÇÃO NO BRASIL

Os indígenas que viviam num habitat ecológico preservado entendiam em profundidade os sinais da natureza. O cantar dos pássaros, os ventos e o clima, o sol e a lua, a cor dos rios e das árvores, o comportamentos dos animais silvestres e cada manifestação da natureza era relevante para a sobrevivência e entendimento da vida das tribos indígenas na selva. Daí a profunda reverência do índio com seu ecossistema. No violento tsunami que se abateu sobre 13 países no oceano índico em 2004, dizimando mais de 220 mil vidas, houve um relato singular de uma menina inglesa, Tilly Smith, de apenas 10 anos. Ao observar o recuo repentino do mar soube que teria apenas 10 minutos para se salvar de um possível maremoto, e desta forma alertou as pessoas a fugirem para as montanhas. Esta menina tinha aprendido na escola como identificar sinais de um tsunami. E, assim, foi salva uma centena de pessoas na ilha de Pukhet, na Tailândia. Os pontos acima relatados, aparentemente desconexos, me fazem refletir e interpretar o momento socioeconômico e político no qual vivemos e a sua relação com o nosso rico ecossistema. É notório que a institucionalização da corrupção nas instituições brasileiras ficou mais evidente nos últimos 4 anos até chegar ao seu ápice (assim espero) em 2015. No ano passado, 2014, as Regiões Sul e Sudeste sofreram o auge da pior estiagem nos últimos 84 anos. Uma população de mais de 20 milhões de pessoas, nas grandes cidades, correram o risco de desabastecimento de água e em menor escala de uma crise de falta luz (no sentido metafórico também). Neste ano dois aspectos da natureza nos trazem mensagens da relação do comportamento dos homens e seu ecossistema. As chuvas neste ano, de 2015, estão abundantes em todo centro sul, sudeste e sul, como se tivessem sido rompidas as barreiras climáticas de baixa pressão que impediam as precipitações. Já o desastre ambiental, que também foi decorrência do rompimento de barreira, em Mariana gerou o maior desastre ecológico da história do Brasil. Foram mais de 50 milhões de metros cúbicos de lama, rejeitos de minério de ferro, despejados no rio doce, percorrendo vários municípios de Minas Gerais até desaguar na foz do rio Ipiranga no Espírito Santo. Ora, a natureza reflete mais uma vez o comportamento dos homens. As barragens foram rompidas. A chuva e a água dos céus vieram limpar a poluição, a secura, o egoísmo e a irresponsabilidade das lideranças política e econômica no Brasil. A liberação da lama em Mariana reflete o desvendamento da corrupção que se espalhou no seio da sociedade Brasileira. A “Vale” se chamava “Vale do Rio Doce”. A lama jorrou no vale tornando o “rio doce” num “mar de lama”. Este desastre de lama e corrupção no Brasil rompeu todas as barreiras da sensatez humana, mas felizmente a natureza e o Brasil são mais resilientes e abençoado por Deus. Os limites da lama da corrupção parecem terem sido rompidos para um desfecho de um futuro melhor. Muitos anos serão necessários para que a natureza se recupere deste desastre, e da mesma forma o Brasil, que já perdeu uma década com a sua lama, levará ainda anos para reparar e reconstruir uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais íntegra. Nesse sentido, a COP-21, realizada em Paris, deveria tratar do cuidado dos países com a natureza, na inclusão de seus cidadãos menos desprovidos, na eliminação da corrupção, do terrorismo, da lavagem de dinheiro, tudo isto, mirando uma vida mais sustentada, íntegra e fraterna a todas as nações. E desta forma, a natureza se reequilibrará novamente provendo o mundo com fartura e abundância.

Daniel George Adler dgadga@uol.com.br

São Paulo

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A CORAGEM DE GERALDO ALCKMIN

É de admirar a coragem do governador Geraldo Alckmin em enfrentar as mudanças programadas no ensino público estadual, sem uma avaliação prévia, ouvir os interessados e fazer um balanço dos prós e contras. Se ele tivesse tido a mesma garra ao enfrentar em 2006 o ex-presidente Lula em campanha política, quando se mostrou tímido e contraído, teria sido eleito presidente e o País poderia estar muito melhor. O que não precisamos é de mais ditadores, governador. Digo isso por ser sua eleitora.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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RESPEITO

Depois que o PT se apoderou do governo federal, os seus ensinamentos estão dando o que falar. Pode uns nerds ocuparem escolas bem no final do ano, quebrando tudo o que vêem pela frente, e depois dizem que o governador não dispôs do seu tempo para ouvi-los. Paremos de ficar ouvindo os representantes da Apoesp, são todos lulistas de carteirinha. Vamos acabar com o Imposto Sindical, assim este pessoal vai ter de trabalhar. E ainda tem gente que está do lado dos baderneiros, como professores, artistas e jornalistas...

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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