Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

19 Janeiro 2017 | 03h02

‘DRAMA INFERNAL’

Exército nos presídios

Como não dá para resolver a crise nas prisões, “chamem o Exército”! E os governadores querem mais dinheiro, como usualmente. Diz a imprensa que a Justiça, “fingindo que não é com ela”, aumentou o trabalho no sentido de reduzir o número dos detentos que não deviam estar na prisão, ou seja, mais de 40% do total. Tarde demais, a matança já está de vento em popa. Além de a Justiça manter presos indevidamente, cometeu mais uma falha: segundo normas internacionais firmadas pelo Brasil, presos provisórios não podem ser colocados no mesmo local onde se encontram os que já cumprem sentença de prisão, o que me parece corretíssimo. Assim, fica difícil justificar o gasto do País com a Justiça, que, além de trabalhar pouco – muitas férias e poucas horas de trabalho –, custa caríssimo ao Estado. Os salários são, no mínimo, o dobro do funcionalismo do Executivo e do Legislativo. Mais salário, menos eficiência.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Organização do sistema

Não podemos deixar de ressaltar as ações da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal, em reuniões com presidentes de Tribunais de Justiça de todo o País para promover ações referentes a medidas imediatas em favor da organização do sistema prisional, atingido por rebeliões com muitas mortes, fugas e corrupção de seus agentes. O sistema carcerário do País está falido, atingido pela falta de medidas necessárias para seu funcionamento. A imprensa tem noticiado a péssima administração dos agentes públicos, permitindo a entrada de armas, celulares e mesmo drogas nos presídios. Esses lamentáveis fatos têm repercutido até no exterior, manchando a imagem do Brasil. É flagrante a omissão da União e dos Estados em dotar o sistema carcerário de condições de funcionamento.

MARCOS TITO

marcostitoadvogados@gmail.com

Belo Horizonte

Agilidade de tartaruga

Passados 17 dias do início dos massacres, o presidente Michel Temer, ainda em dúvida, resolveu tomar pulso da situação carcerária no País e enviou tropas a Estados carentes. Já o governador paulista, Geraldo Alckmin, ciente de que o presídio de Pinheiros II, na capital, que tem capacidade para 517 presos, mas abriga mais de 1.500, continua inerte. Nos dois casos, mesmo após a tomada das providências necessárias e considerando a agilidade descomunal de ambos, logo certamente não haverá mais ninguém vivo para contar a história. Até a tartaruga, de tão esperta, conseguiu fugir!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Eles merecem

Com mais uma missão atribuída às Forças Armadas, em especial ao Exército Brasileiro, para atuar como “mão amiga”, mas empregando por certo o “braço forte”, parece-me que já está mais do que na hora de se conceder aos militares das Forças Armadas um bônus de eficiência e desempenho coletivo, semelhante ao concedido aos auditores da Receita Federal e outras categorias, incluindo aposentados e pensionistas. Afinal, quando o governo não sabe o que fazer ou tem receio de tomar alguma atitude mais enérgica, chama as Forças Armadas, porque sabe que elas cumprirão a missão. Poderia, pelo menos, conceder-lhes um salário-família um pouquinho maior do que os atuais 16 centavos por dependente! As famílias agradeceriam.

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

INTELIGÊNCIA

O Brasil que sobrou

Acerca do editorial O desmonte da inteligência (18/1, A3), só posso começar pelo fim: a má-fé dos que nos governaram por tanto tempo. A coisa é tão inacreditável que, não fossem certas as fontes... Em filmes “de segunda”, cujo enredo tem adolescentes rebeldes, a primeira coisa que os tolos fazem ao assaltar a loja de conveniência do posto de combustíveis é colar chicletes mascados nas câmeras. Os poderosos não mascam chiclete, então, mandaram tirar as câmeras do Palácio do Planalto. Isso desde 2009. Muito mais seguro assim o ambiente para a discussão e feitura dos planos das associações criminosas. E é isso. Não encontro outra conclusão que não seja a do próprio editorial: má-fé, meio de facilitar a corrupção, os crimes. O poder na mão do PT foi um desastre de proporções ainda não dimensionadas. É assombrosa a falta de caráter, a prepotência. Estamos chegando a um momento em que não há nada mais que urubus se retirando, pois não sobrou muita coisa neste país. Desculpem-me o ceticismo.

ANDREA METNE ARNAUT

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Operação Pecúlio

O prefeito de Foz do Iguaçu (PR) e cinco vereadores, presos desde dezembro por corrupção, tomaram posse ontem e voltaram para a cadeia. Mesmo atrás das grades, os vereadores passarão a receber mais de R$ 9 mil mensais. Somados os R$ 4 mil que o governo terá de desembolsar para sustentá-los na prisão, cada um deles custará aos contribuintes R$ 13 mil por mês. Isso sem falar do salário do prefeito. Só rindo.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Ter vergonha

Significado de vergonha no dicionário online de português: “Sentimento penoso por ter cometido alguma falta, ou pelo temor da desonra”. Pelo visto, estamos com muita falta dela em nossos dias. Os que deveriam cultuar com muito carinho esse sentimento se esquecem dele, ou melhor, não se importam mais com ele. Exemplo está em Foz do Iguaçu, onde os vereadores presos vão receber salários para, obviamente, não fazerem nada dentro da cadeia. Afinal, estão presos. Mas a vergonha ainda se agiganta quando alguém expede liminar permitindo que eles assumam seus mandatos.

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo

CALAMIDADE FINANCEIRA

Municípios falidos

Com cerca de 5.500 municípios no País, 60% deles quebrados, minha sugestão é cortar esse número pela metade. Por exemplo, Santos, São Vicente e Cubatão poderiam ter um único prefeito, com sede em Santos, e apenas uma Câmara Municipal. As demais cidades teriam subprefeituras e seriam representadas por vereadores eleitos por cada uma delas. É o caso também da capital, cercada por 38 municípios, cada um com prefeito, vereadores, secretarias e demais funcionários apadrinhados.

GREGÓRIO ZOLKO

gzolko@terra.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O EXÉRCITO NOS PRESÍDIOS

O presidente Michel Temer autorizou o envio de tropas do Exército para controlar o presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte. O Exército brasileiro enfrenta difíceis problemas de efetivo reduzido, orçamento sempre contingenciado, entre outras questões. O uso de suas tropas para missões além de combate militar deverá ser restringido a catástrofes, por exemplo, naturais. Rebeliões dentro das prisões são resultantes da incompetência e de lamentável desinteresse do poder público, além da lentidão inexplicável da Justiça. São problemas previsíveis e deveriam ter sido resolvidos pelos políticos responsáveis, ao invés de usar o Exército, como aconteceu em Roraima, Rondônia, Rio Grande do Norte (2015), no Acre e no Rio Grande do Norte (2016) e, agora, neste último Estado. Se continuar assim, o já tarefado Exército não dará conta de sua missão principal: proteger o Brasil.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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GUERRA NAS CADEIAS

Com a decisão do presidente Michel Temer de liberar as Forças Armadas para ajudar na inspeção dos presídios em todo o País, resta ver se os facínoras valentões vão desafiar e enfrentar os militares como fazem com os policiais.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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UM CARANDIRU PARA AS FORÇAS ARMADAS

 

O emprego das Forças Armadas no controle da crise carcerária é um ato extremo e exige muito cuidado. O problema não se resolve com a simples substituição da polícia estadual e dos agentes penitenciários por tropas treinadas para a guerra, que portam armamento pesado. Desde o fatídico Carandiru, em 1992, os governos e suas polícias têm sido cautelosos na invasão de presídios amotinados, pois sabem que as mortes são inevitáveis, os detentos de facções rivais se matam e os oportunistas de plantão agem rapidamente para atribuir o resultado à violência policial. Se as tropas federais forem levadas a intervir, certamente, terão o mesmo resultado e sofrerão acusações idênticas, restando seus integrantes marcados para sempre e sujeitos a processos e condenações que se elevam a centenas de anos, como ainda hoje ocorre em São Paulo, mesmo passados 25 anos do acontecimento. Antes de empregar suas tropas, o governo federal deveria oferecer apoio legal, financeiro e logístico para que os Estados, verdadeiros titulares da segurança pública, desempenhem a missão e cobrar resultados. Isso sem esquecer que o Poder Judiciário também é partícipe do problema e que o Legislativo não pode ficar alheio, porque existem medidas que dependem da aprovação de novas leis.

                

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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CAOS

Rebaixadas a agente penitenciário, Forças Armadas vão controlar presídios. E, se não conseguirem, saindo derrotadas e humilhadas, alguém pensou nas consequências?

Fernando Moreno frodg434@hotmail.com

São Paulo

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DIAGNÓSTICO CORRETO

Para o resultado pretendido, o diagnóstico correto (solução ficará mais simples) é mais inteligente do que uma excelente e criativa solução, se o diagnóstico estiver incompleto ou mal identificado. Cuidado.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo 

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GUERRA PERDIDA

O espetáculo selvagem, animalesco e sanguinário ora em cartaz nas prisões brasileiras mostra perfeitamente a falência do Estado brasileiro. Esta barbárie me faz lembrar, infelizmente, as palavras, anos atrás, de Marco Willians, Herbas Camacho, o Marcola, cabeça do Primeiro Comando da Capital (PCC): "Eu aqui, de dentro da cadeia, posso mandar matar qualquer um fora da cadeia e vocês, paspalhos daí de fora, não podem me matar aqui dentro". Os únicos que não entenderam o que ele quis dizer foram os paspalhos das nossas autoridades...

Eduardo A. de Campos Pires eacpires@gmail.com

São Paulo

    

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MORTE ANUNCIADA

A atual crise carcerária no País, constrangedora, imoral, ridícula, é mais um caso de morte anunciada. Dos mais notáveis veículos de comunicação ao humilde periódico do sertão nacional, alardeia-se há décadas que os presídios são "um barril de pólvora", e que não vimos tratando a questão com a competência e interesse necessários. Agora está este caos, uma insegurança enorme, pois ninguém sabe o que irá acontecer amanhã nem onde com o "poder" das tais facções. Cadê o Estado? Problema maior é igual a solução morosa e custo maior. E assim vivemos uma situação inusitada, pois não temos segurança nas ruas, nas casas e, agora, nem mesmo dentro das prisões. 

Celso Luís Gagliardo gagliardo.celsoluis@gmail.com

Americana

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OUVIDOS MOUCOS

A explosão nos presídios brasileiros é uma tragédia há muito tempo anunciada, que não foi levada a sério por nenhum governo. Todos fizeram ouvidos moucos, a despeito de seguidas denúncias. Novamente somos manchete no mundo inteiro, em mais uma triste página de descaso, irresponsabilidade e indiferença.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

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GOVERNO DESORGANIZADO

O crime organizado deixou os governantes sem ação. Os líderes têm em mãos todos os recursos, enquanto os governos estaduais e federal estão sem dinheiro e completamente desorganizados, paralisados. O aparato bélico e eletrônico que está à disposição dos milionários traficantes é coisa de Primeiro Mundo. Este início de ano nos mostrou a fragilidade do sistema penitenciário brasileiro. 26 presos morreram durante a rebelião na Penitenciária de Alcaçuz. Foram registradas 87 mortes nos massacres ocorridos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim e na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo. Já são 113 mortes nos primeiros 15 dias do ano. 

 

José Carlos Saraiva dá Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CORRUPÇÃO

Se, por exemplo, o responsável pelo presídio em Manaus facilitava a entrada de armas, drogas e celulares para a fação Família do Norte, qual é a novidade do massacre? Se isso expressa a realidade de outros presídios pelo País, é provável que esse massacre tenha sido apenas um na sequência de outros.

Nerivan Silva nfsilva35@gmail.com

Tatuí 

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ISOLAMENTO

Se os traficantes de algum bairro estivessem localizados numa única casa e ela estivesse cercada pela polícia, não seria fácil conseguir prendê-los, mesmo se estivessem armados? Agora, por que com os presidiários, sem armas, presos, isolados, cercados, não se consegue monitorá-los? Isso não é uma incompetência sem tamanho? O que é grave nas prisões é o fato de que lá entram armas, celulares e drogas. Não seria fácil, com o isolamento físico deles do mundo exterior, impedir? Então, faço a pergunta: alguém - autoridades, entidades, governos, políticos, etc. - quer isso? Parece que os detentos são mais organizados e determinados que a sociedade.

Vanderley Jordão vandjord@outlook.com

São Paulo

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FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA

Como só acontece no Brasil, um presidente de plantão resolve ter uma ideia. Seus assessores, para não contrariar o chefe, encampam a ideia, sem no mínimo estudá-la, verificando em outros países que adotam o mesmo sistema, como funciona e quais os resultados. Um exemplo desse péssimo costume foi a criação da Força Nacional de Segurança. Seu contingente é formado por militares das Polícias Militares recrutados em vários Estados da Federação, são deslocados de suas origens, apesar de serem na maioria casados e com filhos, e são acomodados em quartéis já ocupados por militares do Estado onde vão atuar. Enfrentam problemas de alimentação, quando em serviço, fato já ocorrido no Rio de Janeiro, quando da Olimpíada, e atuam em locais com os quais não têm familiaridade. Em minha opinião, o correto seria a formação de uma guarda nacional, treinada nos moldes das Forças Armadas, com o mesmo grau de hierarquia, sediada nas capitais dos Estados, obedecendo ao mesmo treinamento, além de treinamentos específicos para lidar com distúrbios de ordem social, conter rebeliões em presídios e outros problemas relacionados com a ordem pública. Quanto ao armamento, seria o mesmo utilizado pelas Forças Armadas, e sua utilização seria de acordo com cada situação. O comando da tropa deveria obedecer ao chefe do Estado Maior das Forças Armadas, subordinado ao ministro da Defesa. O contingente deveria ser composto por convocados para prestar o serviço militar, com a duração no mínimo de dois anos de serviço, depois de passar por um treinamento de seis meses, podendo, caso queira o recrutado, permanecer mais dois anos. Após o treinamento e estando apto para exercer a função, o salário deveria ser igual ao dos militares das polícias estaduais. Portanto, a vantagem deste sistema seria que os militares da guarda nacional seriam residentes e oriundos de cada Estado e familiarizados com seus locais de atuação. O pedido de atuação da guarda nacional seria feito pelo governador, com aval do ministro da Defesa e acompanhamento do Ministério da Justiça, do Ministério Público e da Justiça. Com essa medida, cada Estado, caso seja necessário, terá de imediato o apoio da guarda nacional, sem necessidade de deslocamento de militares de outros Estados.

Olavo Fortes C. Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo 

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SEGUINDO PARA O ABATE

Concordo plenamente com as palavras do secretário estadual de Justiça e Cidadania, Wallner Virgolino, do Rio Grande do Norte: "Se (a sociedade) não apoiar o Estado, o crime organizado vai vencer" ("Estadão", 17/1, A12). Acerta, também, quando diz que as polícias estão de mãos atadas pela imprensa e os ditos defensores dos direitos humanos, impedida inclusive de se defender. Há pouco tempo, os jornais fizeram barulho sobre o juiz do chamado "massacre do Carandiru". Massacre? Havia cerca de 9 mil presos no complexo. Aconteceu a briga de facções, tal como se deu agora, nos presídios do Norte, com presos chacinando outros. A polícia conseguiu que apenas 111 presos saíssem mortos dali. Havia potencial para, pelo menos, morrerem dez vezes mais presos! Horrível? Sim, mas a culpa não foi da polícia. Todavia, foi ela que apanhou e apanha de todas as formas ainda, por causa do episódio, que talvez agora seja mais bem compreendido. Por décadas os brasileiros foram doutrinados a desprezar as polícias e a "compreender" os bandidos, tendo para com eles uma atitude benevolente. Deu no que deu. Tornamo-nos reféns não só dos bandidos, mas também da língua ferina de seus protetores e padrinhos. Temos de romper este círculo vicioso. Temos de escolher e nos posicionar clara e publicamente: ao lado dos bandidos, de seus advogados e representantes nos direitos humanos e imprensa, ou ao lado daqueles que lá estão para nos proteger de quem quer o nosso mal. No momento, tem razão o secretário: a bandidagem está ganhando o jogo, de goleada. Temos de sair desta prisão mental que nos mantém paralisados diante dos nossos algozes. Não é possível que estes defensores dos direitos humanos continuem a fazer barulho pela morte de 60 detentos, enquanto ignoram solenemente o drama dos 60 mil assassinados anualmente no Brasil. A inversão de valores é flagrante, doentia e absurda. Vamos continuar seguindo para o abate calados, sob o olhar indiferente daqueles que evidentemente têm interesses outros, para eles muito mais valiosos do que nossa vida? Até quando? 

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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CRISE NOS ESTADOS E CORRUPÇÃO

De nada adiantará rediscutir as fatias da União, dos Estados e dos municípios no bolo tributário brasileiro, se a roubalheira continuar e/ou permanecer nas esferas federal, estadual e municipal. O Brasil É promissor, rendável e produtor, só precisa de leis mais severas. Chega de penas brandas, criminosos que hoje roubam, corrompem e desviam do erário precisam ser trancafiados no mínimo por 20 anos, sem direito a redução de pena, ter seus bens confiscados e seus direitos políticos cassados para sempre.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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COMO CHEGAMOS A ISSO?

Já encheu nossa paciência a imprensa ficar falando nos Estados endividados, no governo federal sem dinheiro, nas prefeituras quebradas. Não explicam o que ficaram fazendo os Tribunais de Contas da União, dos Estados e dos Municípios que não viram as más administrações e deixaram a situação chegar aonde chegou. Não explicam por que não se está aplicando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e prendendo todos estes vagabundos. 

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

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O CONTO DA CASA DA MÃE JOANA

Anos atrás, a casa da mãe Joana era uma bagunça, com 26 filhos famintos para alimentar e administrar. Do meio da década de 1990 para cá, houve um rearranjo na casa e parecia que as coisas entrariam no eixo. Parecia..., pois, depois de alguns anos de acertos responsáveis fazendo com que seus filhos fizessem a lição de casa, atuassem com mais responsabilidade, tivessem seus gastos dentro do limite de sua mesada, a coisa desandou, retrocedeu e a bagunça voltou a imperar, anos de ilusão de que tudo e se podia fazer, pois o dinheiro não teria fim, a cornucópia financeira jorrava sem limites. Tudo ilusão, e foram à farra. Dos seus 26 filhos, alguns poucos continuaram de forma responsável respeitando as lições passadas, outros nem tão responsáveis levaram uns puxões de orelha para não se desviarem do rumo, outros agiram de forma irresponsável e estão mais para lá do que para cá, mas três desandaram de vez, foram para a gandaia, arrepiaram, gastaram as turras, achando que de uma forma ou de outra mãe Joana os socorreria com suas tetas cornucopianas voluptuosas e salvadoras, mas as tetas secaram, e de cornucópia passou a ser esgoto fétido de tanta merda que fizeram. Mãe Joana teve grande parcela de culpa na educação falha e irresponsável de seus filhos, foi perdulária no mínimo por 13 anos, gastou e mandou gastar, construiu e permitiu construir elefantes brancos que hoje os filhos não têm como administrar, e alguns já até os abandonaram. Mãe Joana, ao longo de mais de uma década, distribuiu benesses a uns poucos privilegiados que, de tão contentes, retribuíram com vultosos presentes. Mãe Joana, de uns meses para cá, mudou, repreendeu os três, procurou colocá-los de volta no rumo sensato, mas filhos mimados e chorosos hipocritamente com lágrimas de crocodilo correram a abraçá-la com juras de arrependimento, só da boca para fora, pois querem é mais (dane-se quem fez a lição e agiu com retidão, danem-se os responsáveis que mandam dinheiro para a mãe que distribuiu para quem melhor e mais lhe presenteasse). Mãe Joana tem de colocar seus filhos mimados de castigo, tirar-lhes as guloseimas, exigir que se atenham ao que arrecadam, chega de benesses e mimos - os outros filhos agradecem para a casa de mãe Joana não cair.

Fernando Pastore Junior fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo

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A TEIA

Não constitui surpresa a penúria financeira e moral do País e do séquito de Estados falidos. As principais razões são: classe política de baixíssima qualidade, eleita por um povo deseducado, que considera ser o voto a única forma de participação, delegando o restante da responsabilidade aos paizões poderosos; homens públicos que, uma vez instalados no poder, passam a trabalhar não pelo povo que os elegeu, mas para se manterem lá empoleirados, criando, para tal, cargos em postos-chave, aparelhando instituições, trocando favores e inchando os gastos decorrentes; corrupção gigantesca que converge para a multiplicação rápida de patrimônios dos eleitos e, finalmente, mas não menos importante, a erupção de privilégios que estabelecem uma relação criminosa de salários e benefícios entre os Poderes Legislativo e Judiciário, os mais altos da União. Faltou alguma razão? Provavelmente sim, pois a teia é enorme e labiríntica.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SUGESTÃO

Parece ser consenso na sociedade que, entre as causas do excesso de gastos governamentais, está o elevado peso dos salários milionários pagos a alguns de seus agentes e a impossibilidade de reduzi-los, dada a existência de legislação que garante a manutenção de direitos adquiridos (independentemente de justificativas éticas, morais ou mesmo financeiras para tais direitos). Uma possibilidade de contornar essa dificuldade poderia estar no estabelecimento de um teto para pagamento dos custos individuais dos agentes (custos que incluam todos os penduricalhos e obrigações legais ligadas aos salários), e, para evitar longas batalhas judiciais, os valores que ultrapassassem o teto seriam transferidos para a dívida do Estado, corrigidos pela inflação, a serem pagos futuramente. Desta forma, os agentes não poderiam demandar pela manutenção dos direitos que continuariam assegurados e o desembolso estatal seria reduzido de imediato. Após o saneamento das finanças públicas, tais créditos seriam paulatinamente restituídos, desde que garantidos pelos tribunais de Justiça.

Alexandre Martini Neto amartini906@gmail.com

Rio Claro

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BOICOTE AO CARNAVAL

Diante do falso aumento de salário mínimo e do já elevado emolumento do funcionalismo público, só nos resta protestar pacificamente. É simples: ninguém vai para o carnaval em 2017 e nos próximos 15 anos, e pronto. Creio que um povo consciente é o melhor que pode fazer para romper com o tradicional abuso de poder dos políticos animais.

Anyo Maru inacioinostroza@zipmail.com.br

São Paulo

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'O PIOR JÁ PASSOU'

Credibilidade, competência e uma excelente equipe econômica o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem. E, se ele afirma que "o pior na economia já passou", não há razão para não acreditar. Mesmo porque, com as dezenas de importantes ações já tomadas pelo governo, como a aprovação da PEC do Teto de Gastos, os projetos de reformas da Previdência e trabalhista já encaminhados ao Congresso, um BNDES pró-mercado, e não para amigos, estatais destroçadas pelo petismo em recuperação, inflação caindo vertiginosamente, a taxa básica de juros (Selic), idem, etc., só mesmo um terremoto para inviabilizar a recuperação da nossa economia. De quebra, a partir de fevereiro mais de 10 milhões de trabalhadores vão receber no total algo como R$ 30 bilhões de suas contas inativas no FGTS, o que pode dar fôlego à economia e alavancar o consumo.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O AJUSTE QUE FALTA

Concordo com o leitor sr. José Claudio Marmo Rizzo, sobre a necessidade de o setor público, constituído por 10 milhões de servidores, ajudar no ajuste fiscal. Em primeiríssimo lugar, parando de exigir aumentos salariais, em segundo, abrindo mão dos penduricalhos agregados aos salários, uma vez que não se pode mexer nos "privilégios adquiridos".

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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RECEITAS E DESPESAS

Da mesma forma que no orçamento doméstico, em que as receitas e despesas precisam ser controladas para que exista um equilíbrio eliminador do déficit, com até alguma margem para poupança, na administração pública também, com o que são evitadas a inflação e a desordem financeira. Em três anos, o País teve uma queda na arrecadação de R$ 172 bilhões, montante que certamente seria evitado se o lulopetismo tivesse realizado um governo mais responsável e não tivesse abraçado o populismo com tanta ansiedade. Como o País não possuía reservas adequadas para essa contingência, os gastos e a despesa continuaram num mesmo ou em maior ritmo, acarretando, então, os déficits enormes e que originaram a PEC do Teto dos Gastos Públicos. Ainda bem!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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CRÉDITO

Já não é sem tempo, e ainda extremamente oportuna, a reportagem sobre ativos de bancos, no "Estadão" de 16/1 ("Quatro bancos concentram 72,4% dos ativos das instituições financeiras"). Causa espécie, e não tem similar em países desenvolvidos ou em desenvolvimento, a concentração atual de 72,4% dos ativos totais das instituições financeiras comerciais, no conjunto de Banco do Brasil, Itaú, Caixa Econômica Federal e Bradesco. Não se entende como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deixou isso acontecer. Se não é oligopólio, como explicar os juros e as taxas absurdamente abusivos dessas instituições? Ainda, o que é pior, um banco estrangeiro segue o exemplo. Nosso povo vai bovinamente aceitando esta verdadeira espoliação. Será coincidência isso ter acontecido no governo do PT? Vale investigar. Há que tomar alguma urgente providência.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo 

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JUROS REAIS

A derrubada dos juros (taxa Selic) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, não faz nem cócegas nos juros reais, aqueles que o povo paga. Enquanto estes não forem decentes, nada feito.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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BAIXA

O Banco Central baixa os juros básicos da economia suspira, nem por isso baixa a cara de pau dos banqueiros!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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AGIOTAGEM PERMITIDA?

Excelentíssimo senhor presidente Michel Temer, de acordo com as leis vigentes no País, é permitido praticar a agiotagem? Será que não temos pelo menos uma autoridade competente neste país para impedir que os bancos assaltem os correntistas brasileiros cobrando altíssimos juros (de agiotagem pública e declarada) até nos seus próprios extratos bancários, de 470,66% ao ano e de 15,39% ao mês? O FGTS, por exemplo, que é uma garantia pecuniária do trabalhador para garantir o seu futuro, e não para ser usado demagogicamente como uma bondosa concessão do governo, é do trabalhador, mas pessimamente remunerado pelos bancos em seus depósitos, com toda a complacência do governo. Por quê? Os cidadãos brasileiros estão sendo tapeados pelo governo. Que ele cumpra a sua obrigação, defendendo-os de acordo com a lei e impedindo a usura da agiotagem livre e solta no Brasil. Assim o senhor Temer estará realmente defendendo os cidadãos brasileiros.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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PLANALTO SEM CÂMERAS DE SEGURANÇA

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, afirmou que o Palácio do Planalto não tem câmaras de segurança desde 2009. Será que foi a maneira encontrada pelos ex-presidentes Lula e Dilma para que não fossem registradas visitas secretas de militantes petistas ou pessoas ligadas ao esquema de propinas aperfeiçoado pelo PT (propinoduto)?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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SEM VIGILÂNCIA

O Palácio do Planalto confessou não ter condições de fornecer as imagens dos criminosos que, desde 2009 até os dias atuais, por lá circulam. O ex-presidente Lula, nessa ocasião, optou por retirar todo o sistema de monitoramento das salas, dos corredores e dos andares onde o funcionalismo federal de primeiro escalão dá expediente. De qualquer forma, fica evidente que o lulopetismo não tinha interesse em registrar, em vídeo, as "transações" de sua tigrada e os "negócios" pouco ortodoxos realizados naquele local. Agora, instado a explicar esse procedimento, o Instituto Lula se limitou a informar que não havia necessidade desses registros, pois a agenda presidencial sempre foi transparente e de domínio público. Muda Brasil!  

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A RETOMADA DO PT

Informa o jornal (edição de 16/1/2017) que o Partido dos Trabalhadores (PT) estuda como retomar suas atividades, abaladas que estão pela rejeição popular. Entre os estudos que o jornal cita não são mencionadas as principais ações que levaram o partido a afundar o País quando no governo, que são aquelas que tinham objetivo ostensivo de lhe permitir permanecer perpetuamente no poder e a presunção de que entendem de democracia, interferindo e desregulando os sistemas social e econômico do País. Ambas seguramente derivam da dominância do partido por lideranças de sindicatos, as quais não têm costume de "largar o osso" e acharem que o governo pode tudo.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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6.º CONGRESSO NACIONAL DO PT

Será que neste falado Congresso do PT, que será realizado em abril, vão aceitar a tese do "roubou e deixou roubar"?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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EM CRISE

O Congresso do PT deveria se chamar Muro das Lamentações.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas 

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A PRISÃO DE GUILHERME BOULOS

"Ele (Guilherme Boulos) foi preso após ter disparado um rojão contra a tropa da PM, que agia em cumprimento de mandado judicial. Foi preso, portanto, porque praticou conduta criminosa, que será agora analisada pelas autoridades competentes", disse o secretário Mágino Alves Barbosa Filho, secretário de Segurança Pública de São Paulo, ao "O Antagonista". Demorou. O que não demorou foi a reação da ex-presidente Dilma Rousseff, sempre tão inteligente: "Prisão de Guilherme Boulos fere democracia e criminaliza defesa dos direitos sociais do nosso povo", disse ela em seu perfil na rede social. Direitos sociais do povo que já foram estuprados pela distinta e seu guru acumulador de processos. Aliás, a senhora que sem pejo fala em democracia é a mesma que ainda aparece nas fotos usando roupa de presidente da República. É pouco ou quer mais?

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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ELES SÓ ATRAPALHAM

Finalmente puseram um limite nas ações de Guilherme Boulos. Afinal, se ele pode fazer o que quiser, sobretudo incentivando manifestantes à violência na hora da reintegração de posse, sem que haja consequência alguma, por que não fazer o mesmo que ele? Se ele pode, qualquer um pode também. Ou não? Se não, é porque ele tem costas quentes e advogados pagos a peso de ouro. Quem mantém toda essa estrutura? Se ele é professor universitário, deveria ensinar o caminho das pedras a todos os interessados em invadir terra dos outros. Aliás, o mesmo serve para o Stédile, pois não? Por que um cidadão "comum" iria preso se fizesse algo parecido, e eles dois não? Afora os que ocupam escolas e órgãos governamentais. Então, a lei vale ou não para todos? E também, a lei é ou não feita para ser cumprida? Ora! A pobreza se resolve com desenvolvimento econômico, social e humano, jamais com violência. Basta desta baderna, os cidadãos de bem, inclusive os mais despossuídos, estão cansados desta casta que se acha melhor que os demais porque o que eles querem mesmo é emprego para poderem progredir e seguir sua vida em frente. Os Boulos e Stédiles só fazem prejudicá-los nesta busca de progresso social. Que estes tais líderes lutem pela modernização das relações trabalhistas para que mais empregos possam ser gerados e todos possam, então, ter sua moradia com dignidade, e não com atos de vandalismo, beirando à criminalidade. 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

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BOULOS DETIDO

Foi por pouco tempo, mas trouxe uma sensação "temporária" de justiça impagável.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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NÃO VALE A PENA VER DE NOVO

Usando os mais vulneráveis dos ditos "movimentos sociais", Boulos, assim como Rainha e Stédile, é releitura piorada do que Lula fez com a "classe trabalhadora" dos metalúrgicos...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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'NÃO SABE'?

O "cara" que governou o País durante mais de uma década, alardeando aos quatro ventos ter acabado com a pobreza e o desemprego, melhorando a vida dos brasileiros, também "não sabia" que a apenas 32 km da Praça dos Três Poderes havia uma das maiores favelas da América Latina, controlada pelo tráfico, chamada Sol Nascente? "Não sabia", também, que lá 93% dos moradores viviam em terras irregulares, sem asfalto, sem coleta de lixo, com infraestrutura mínima em saúde, educação, transporte, saneamento e segurança? Não sabe, ainda, que lá vivem 95 mil habitantes, controlados e ameaçados por grileiros e traficantes? Se não sabe, deveria ter lido o "Estadão" de domingo (página A16) a reportagem especial sobre o assunto. Assim não poderá mais dizer que "não sabe"...

Marina R. B. Malufi mmalufi@terra.com.br

Olímpia

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SURTO DE FEBRE AMARELA

Se o País não cuida da saúde de sua população, com campanhas de vacinação, saneamento básico e propagandas alertando dos riscos de contaminações, doenças já erradicadas voltam com tudo, e o sistema de saúde pública, já falido, precisará gastar bilhões para tratar os doentes. Bem-vindos de volta, sarampo, tuberculose, caxumba e, agora, febre amarela. Isso sem contar com o aumento de infecção por HIV. Ah, mas com propaganda enaltecendo os políticos nos últimos 13 anos e seus parcos feitos se gastaram bilhões.   

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PLANOS DE SAÚDE

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) validou as regras de reajuste dos planos de saúde pela faixa etária. Tudo isso acontece porque o governo não cumpre o seu papel social. Se o SUS funcionasse para atender dignamente a sociedade, isso não estaria acontecendo. Os planos de saúde estão ocupando um vazio deixado pelo governo. O empresário visa ao lucro. Ele não faz questão nenhuma de dar cobertura ao idoso, que requer mais cuidados que um jovem. Sabe que o idoso tem uma frequência de exames e consultas alta, ao passo que o jovem, quando muito, é uma consulta anual para um check up. Por isso ele cobra caro do idoso. As mensalidades cobradas de um jovem ou de uma pessoa com até 35, 40 anos cobrem as consultas e exames, ao passo que, se colocar na ponta do lápis as mensalidades pagas pelo idoso, às vezes não cobrem os exames, consultas, etc. Há alta sinistralidade a cobertura ao idoso, por isso os planos cobram caro e, às vezes, nem lhes interessa. Se o governo cumprisse seu papel, este quadro poderia ser diferente. Coloquem na cabeça: o empresário visa ao lucro. Ele diz que quem tem de fazer o social é o governo. E, quando vemos que os parlamentares têm cobertura médica, extensiva à família, nos melhores hospitais, ficamos revoltados. A sociedade paga seu plano de saúde e ainda paga o dos parlamentares. Este país está todo errado.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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REMÉDIOS EM FALTA

Impressionante como, entra governo e sai governo, o povo continua descendo ladeira abaixo. Humilhado, roubado, espoliado, e os donos do poder distribuindo saúde, sorrisos, dinheiro (para os amigos), tapinha nas costas, aparentando a riqueza que roubaram dos cidadãos. E ninguém faz nada. Nem pensem em Supremo Tribunal Federal (STF). Lá também são os donos do poder. Faltava o golpe de misericórdia para acabar com os pobres. Agora já não falta mais. Há seis meses não existem mais, na rede pública (nos três níveis), remédios essenciais para garantir a sobrevivência de pessoas com sérios problemas de saúde e que, por ironia do Criador, são pobres. Se fossem ricos ou poderosos, certamente não teriam tantos problemas. Para quem devemos reclamar? Para o bispo? Para o presidente, o governador, o prefeito, vereadores, deputados, senadores, ministros do governo ou do Judiciário? Já repararam que eles aparentam uma fisionomia de saúde, felicidade e riqueza que há muito não se vê no povo? Pobre Brasil. Seu povo está ameaçado de extinção. A não ser que eliminemos os predadores, não vai sobrar ninguém para contar a história.

Bernadete Mascaro bernadetemascaro@gmail.com

São Paulo

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A VERBA DA FAPESP

Vários docentes do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo se manifestam contrariamente à redução de 11% da verba destinada à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), aprovada pela Assembleia Legislativa Paulista (Alesp) no final de dezembro de 2016. É desnecessário ressaltar a importância da Fapesp para a qualidade da pesquisa científica realizada nas universidades e instituições de pesquisa paulistas, públicas e privadas. Além de financiar a pesquisa científica, a Fapesp promove a formação de alunos de graduação, pós-graduandos, pós-doutorandos e técnicos, propicia o intercâmbio de alunos e pesquisadores, divulga a ciência produzida e fomenta diversas iniciativas na área de inovação no Estado de São Paulo. A Fapesp tem sido um raro exemplo de sucesso neste país e serve de inspiração para a criação de fundações equivalentes em outros Estados brasileiros como a Faperj e a Fapemig. Este sucesso em grande parte é resultante do empenho dos cientistas paulistas, dos critérios exigentes para a aprovação e uso de verba pública e pela autonomia conquistada a partir de 1989. A Constituição do Estado de São Paulo, no seu artigo 271, garante o repasse integral de pelo menos 1% do total da receita tributária do nosso Estado. A redução em 11% desse montante à Fapesp, decidida sem consulta prévia da comunidade científica paulista, implicará o sucateamento do parque de equipamentos para a pesquisa científica e evasão de importantes cientistas. Além de inconstitucional, essa decisão abrirá um precedente preocupante e representa um desrespeito à comunidade científica paulista e brasileira, de modo geral, trazendo consequências dificilmente remediáveis mesmo em longo prazo. Solicitamos que o governador reveja essa decisão o quanto antes.

Lourdes Isaac, chefe do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo louisaac@icb.usp.br

São Paulo

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