Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2017 | 03h03

INSEGURANÇA NACIONAL

Fator de ‘atemorização’

Governos apelam para nomes impactantes para dramas cruéis vividos pelas sociedades que governam. A questão carcerária é inegavelmente um deles. Como tudo neste país vai da falta de planejamento à falta de supervisão e controle sofrível, só ficamos sabendo da situação real quando a casa cai. E aí se planeja a toque de caixa algo para satisfazer o questionamento midiático. A força nacional de fato, vulgo Exército, vai pacificar presídios... Mais um remédio paliativo, um cala-boca. Em seguida somos atraídos pelas manchetes das consequências de um próximo terremoto. Será que os políticos que estão aí não crescem e enxergam que estamos cansados de pagar para recebermos tão pouco em troca? Será que nesse esbanjamento financeiro que se vê nos Poderes da República, em proveito próprio, não sobra um pouco de boa vontade cidadã para reconhecer falhas e criar condições de governabilidade competente?

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Rebeliões

O sistema prisional brasileiro é um tapete para baixo do qual é varrida a sujeira representada por descaso com a educação, anacronismo legislativo, tecnicismo judicial, preconceito racial, desequilíbrio na distribuição de renda e, sobretudo, como síntese, desprezo pelo princípio da dignidade humana, núcleo axiológico da Constituição federal. Que o poder público, em vez de tão somente expandir o sistema prisional, ou seja, o tapete, cuide de acabar de vez com essa indisfarçável sujeira.

TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

Legado maldito

Dezenas de decapitações e corpos carbonizados, esse é o retrato de algumas penitenciárias brasileiras neste início de 2017. Mais uma vez a realidade dá as caras e expõe o tamanho da incompetência e irresponsabilidade de sucessivas gestões federais, especialmente nos últimos 13 anos, de lulopetismo, no combate às gangues do tráfico de drogas que assombram o País. Como era de esperar, as consequências da guerra de facções que vem provocando o banho de sangue dentro das cadeias já começam a aparecer na vida dos cidadãos inocentes, fora delas: em Natal, delegacias de polícia foram alvejadas e dezenas de ônibus, queimados – os atos terroristas seriam uma represália por transferências de presos levadas a cabo pelo governo potiguar. A impressão que se tem é que os traficantes, se quiserem, param o Brasil num simples estalar de dedos. Dado o poderio que suas organizações alcançaram ao longo do últimos anos (aos olhos cúmplices de um Estado incapaz de responder à altura), o fato é que o potencial de destruição desses criminosos é aparentemente inimaginável. Eis aí mais um legado maldito deixado por Lula e Dilma.

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

Depois de estraçalhar economicamente o Brasil, a aliança petralhas-facções está tentando desestabilizar o nosso país. Fiquemos atentos.

RICARDO MARTINS

rctmartins@gmail.com

São Paulo

Desperdício

Vendo as cenas chocantes de rebeliões e conflitos entre facções dentro do falido sistema presidiário brasileiro, não há como não lamentar a trágica opção dos maus governantes que consumiram R$ 50 bilhões entre Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. Vê-se que o grande mal que assola o País não é falta de recursos, e sim má gestão.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

LULOPETISMO

Crime de lesa-pátria

A ex-presidente cassada, Dilma Rousseff, viajará para Espanha, Itália e França acompanhada de assessores e seguranças, todos autorizados em publicação do Diário Oficial da União. Na Espanha ela fará, no seminário Capitalismo Neoliberal, Democracia Sobrante, a palestra inaugural O Ataque à Democracia no Brasil e na América Latina, quando denunciará “o golpe”. Tudo isso à custa do contribuinte brasileiro. Vê-se que o governo Temer ainda não assumiu integralmente as rédeas da administração, pois remanescem petistas usando dinheiro público a seu bel-prazer. É um absurdo um político cassado receber recursos para ir, acompanhado de assessores e seguranças, ao exterior proferir palestras denegrindo a imagem do Brasil. Não seria o caso de denúncia por traição à Pátria?

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Brincadeira!

Então, o governo federal libera assessores para viajarem com Dilma para Espanha, Itália e França entre 21 de janeiro e 5 fevereiro? Na Espanha ela vai discursar falando mal do Brasil e da nossa democracia e ainda o povo tem de pagar essas despesas dos assessores? Será que até a viagem será custeada pelo governo? Quem está por trás disso? É preciso alterar a Constituição federal e acabar com as mordomias dos políticos, incluídos presidentes e ex-presidentes do Brasil. Deixaram o cargo? Voltem à vida como cidadãos comuns. Acorda, Brasil!

CELSO NASCIMENTO

celso@directasa.com.br

São Paulo

SENADO

Prioridades

Mais de 12 milhões de desempregados, hospitais sucateados e sem vagas, falta de remédios nos postos de saúde há mais de cinco meses, chacinas quase diárias nos presídios superlotados, chuvas diárias com alagamentos, deslizamentos e mortes em todo o Brasil... e com o que os devotados senadores estão preocupados? Com a eleição da nova Mesa Diretora da Casa! O único trabalho dos distintos tem sido os conchavos para ampliar suas bancadas e garantir o comando. Feliz ano novo para nós...

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

LÁ E CÁ

Por que o espanto?

Para nós, brasileiros, Donald Trump, que assume hoje a presidência dos EUA, é um aprendiz de arrogância, estupidez, prepotência e outras más qualidades impublicáveis, se comparado aos nossos políticos, que engolimos como se fossem iguanas – já engolimos tantos sapos que descem como ostras. A única diferença é que Trump herdou uma pequena fortuna para iniciar seus negócios e os nossos políticos investiram uma pequena fortuna para começar o seu negócio: tornar-se políticos... É complicado, mas a Lava Jato está tentando explicar.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

“O Brasil vive uma escalada de violência sem precedentes, somos obrigados a ‘barganhar’ diariamente por nossa vida. Porém o auge do descalabro é ver um governo forçado a negociar com facções criminosas para que tudo corra bem. Já há cidadão querendo o 0800 de presídio para ligar em caso de emergência...”

RICARDO C. SIQUEIRA / NITERÓI (RJ), SOBRE A SITUAÇÃO CARCERÁRIA 

ricardocsiqueira@globo.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A POSSE DE DONALD TRUMP

O mundo se prepara para as emoções da mais importante transição de governo. Sai Barack Obama, um líder natural, de visão global, inteligente, otimista e consciente de que só existe solução para um mundo melhor por meio da inclusão e do diálogo das lideranças do bem. Entra Donald Trump, um bilionário excêntrico e sem muita responsabilidade. Enfim, uma tremenda incógnita, que até a abertura das urnas americana poucos acreditavam que pudesse vencer. Neste dia 20 de janeiro de 2017, os Estados Unidos e o mundo entrarão num túnel escuro. O que virá nos dias que se seguirem, quem saberá? 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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SINAIS TROCADOS

Numa inesperada e surpreendente troca de posições, o mundo assistiu atônito e perplexo esta semana ao presidente chinês, Xi Jinping, fazer vigorosa defesa da globalização e do livre comércio em seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos. Enquanto isso, Donald Trump assumirá o comando dos EUA pregando abertamente severas e inéditas medidas de fechamento de fronteiras, num governo de forte protecionismo "made in USA". Quem em sã consciência poderia imaginar que um dia a autoritária e hipercontrolada China trocasse de lugar com a então liberal "Super América", símbolo máximo do livre mercado mundo afora? Por oportuno, cabe citar antigo provérbio chinês: "O sábio pode mudar de opinião; o idiota, nunca". 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A CHINA EM DAVOS

Xi Jinping, presidente da China, falando em mercados globalizados e sem quaisquer barreiras de proteção, soa hilário. Justo o presidente do país que mais desvaloriza sua própria moeda, para oferecer câmbio predatório contra outras nações, líder de uma nação cujos direitos trabalhistas são uma fábula de contos de fada, da velha China totalitária, que escraviza sua gente para manter-se forte diante do mundo. 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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AVANÇO PARA O PASSADO

Espero que, com a posse de Donald Trump, neste 20 de janeiro, a humanidade não corra o risco de voltar à era do homem de Neandertal.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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BOM SENSO

O sr. Trump me parece bastante arrogante, ao se  considerar apto a julgar assuntos complexos, tais como acordos internacionais, segurança mundial e até presidentes, entre outros, com evidente superficialidade. Antes que sobre para nós, convém à nossa diplomacia ensinar-lhe os adágios populares de bom senso: "em boca fechada não entra mosca" e "o peixe morre pela boca". 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo 

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PÊSAMES

Trump se comporta como se não soubesse a importância do cargo, e sim "sabe com quem está falando?". Pêsames aos americanos do Norte.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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TRUMP BRINCA COM FOGO

Donald Trump, apesar de somente tomar posse como presidente dos EUA hoje, já vinha colecionando a ira interna e também de tradicionais aliados dos americanos, como os países da zona do euro. Um Trump sem a mínima qualificação para o cargo, inconsequente, disse que a aliança atlântica (Otan) é obsoleta e prevê que mais países vão abandonar a União Europeia, como fez a Inglaterra com seu Brexit. Líderes europeus e a Otan reagiram.  O presidente da França, François Hollande, disse não precisar de "conselhos externos". E mais contundente ainda foi a alemã Angela Merkel, dizendo que "nós, europeus, temos nosso destino em nossas mãos". Ou seja, não vão precisar de um maluco como Donald Trump para lhes dizer o que devem ou não fazer. Se o Congresso norte-americano não puser um freio no destempero e na irracionalidade de Trump, o estrago diplomático e econômico para os EUA será irreversível.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CONTROLE DO PRÓPRIO DESTINO

Em que pesem as críticas e recados antipáticos, às vezes inconvenientes, dirigidos a mandatários, à guisa de metralhadora giratória, por Donald Trump, deixando o mundo inteiro com o pé atrás quanto ao futuro próximo das relações internacionais e dos negócios em nível global, não há como evitar refletir sobre as respostas aos seus posicionamentos polêmicos em relação a atitudes recentes de líderes do velho mundo, da chefe de governo alemã, Angela Merkel, e do presidente francês, François Hollande,  dando conta de que a Europa controla seu próprio destino. Ora, a história recente demonstra o oposto, na medida em que os Estados Unidos, hoje os seus maiores parceiros comerciais e militares, interferiram como consequência de pedido de socorro, partido dos aliados europeus, nos dois maiores conflitos mundiais do século passado, permitindo, por exemplo, que atualmente ambos os governantes pudessem discursar livremente.

Paulo Roberto Gotaç  prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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ENCRUZILHADA

As instituições americanas estão diante de um desafio. Estava na cara o processo falimentar das instituições com presidentes maritacas desde Kennedy, sob o comando evidente dos banqueiros. Nas últimas eleições, os banqueiros erraram feio, impuseram um "doido" e um poste político ao povo americano, que, influenciado pela propaganda paga a juros, teria escolhido de forma apertada o poste, como escolhemos Dilma Rousseff aqui, no Brasil. Mas as instituições emplacaram o doido, que na realidade tinha recado mais de acordo com a Constituição e as instituições do país. A encruzilhada, agora, é que acontecerá. Se Trump for de fato o doido que parece, terá vida curta; se não, poderá dar continuidade à saga de estadistas que de fato fizeram os EUA - desde Jefferson, Lincoln e Kennedy. Depois deste, uma série de maritacas que só fizeram merdas, sob a batuta dos banqueiros, que ainda comandam tudo. Alguém vive sem cartão, sem crédito a juros, etc.? Quem sabe estamos iniciando uma virada nas formas de governos.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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TRUMP É DILMA

Donald Trump é a Dilma Rousseff dos EUA. Agora eles vão ver o que é bom para a tosse...

Paulo Sérgio P. Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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INSANIDADE

Sabem o que tem sido muito difícil de admitir, entender e engolir? Um povo como o norte-americano, tido e classificado como sendo de Primeiro Mundo, inteligente, astuto, de bom senso e caráter, ter votado neste maluco e insano Donald Trump para presidir um país considerado a maior potência do mundo. Ele não representa um perigo só para os Estados Unidos, mas, sim, para o mundo todo, com suas atitudes, intempéries, ideias, gestos, acusações e comparações ridículas e absurdas. Tenho certeza de que, se o sujeitarem a um exame de sanidade mental, o resultado será chocante, assustador e o impediria de assumir o mandato para exercer o cargo.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DESASTRE ANUNCIADO

Como o povo americano conseguiu eleger Trump é uma pergunta que ficará para sempre sem resposta, principalmente para os próprios eleitores do novo presidente. Como o voto é secreto, a culpa é de todos os eleitores, democratas, republicanos e os ausentes, que podem apontar o dedo livremente um para o outro afirmando: a culpa é sua! E a vergonha é geral. Obs.: ao menos uma vez o Brasil fez o mesmo antes dos EUA, deve ter sido praga do "cara".

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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DONALD TRUMP

Cada país tem o Lula que merece.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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ANSIEDADE

  

A posse do novo presidente dos Estados Unidos da América, Donald John Trump, hoje, leva o mundo a uma expectativa fora do normal. A palavra "extremismo" é intrinsecamente relativa. Às vezes, o extremismo é inteligente. Por sua vez, o "idealista" se preocupa só com a verdade e está disposto a ouvir a razão. O novo presidente está totalmente comprometido a comandar segundo suas crenças. É natural que Trump seja influenciado em suas ações por seus principais assessores. Deve-se analisar a diferença entre o idealismo e o fanatismo. Ou seja: o extremismo é intrinsecamente muito relativo e não ajuda a esclarecer os fatos. Sim, o extremismo e o idealismo sempre são dispostos a liderar grandes sacrifícios. Vale, no entanto, concluir que ambos se sacrificam, porém por razões diferentes. O presidente Trump, sendo idealista, já declarou que está disposto a ouvir. Ao contrário do fanático, que nunca concorda com diferentes opiniões, Trump já declarou que aceita a participação de seus assessores. Vale lembrar que vários de seus secretários já se pronunciaram contra o pensamento do novo presidente. Quanto à questão da China, Trump já se pronunciou, com força, criticando o país asiático. Deve-se, no entanto, analisar esse entendimento. Sabe-se que a China, com elevadíssimo número de habitantes, celebrou acordos em diversos países da África utilizando-se da tecnologia americana. Quanto à questão dos refugiados, o problema dos refugiados da Síria e de países africanos deve merecer especial atenção do novo presidente norte-americano. Não se pode esquecer de que os países europeus não querem acolher os refugiados, o que está levando o mundo a uma catástrofe mundial. A coalisão comprovou que a Rússia deve analisar a questão dos refugiados com urgência. Convém lembrar que os Estados Unidos, Inglaterra, França, Brasil e outros países se aliaram à Rússia na guerra contra os nazistas. E a destruição do Estado Islâmico? Trata-se de uma questão de segurança mundial. E o presidente Trump deverá dar especial atenção a este caso. E, por fim, quanto ao problema do petróleo brasileiro, não se pode olvidar o nosso problema do petróleo e do gás nas relações com os Estados Unidos. A água é outro problema que deve ser tratado entre o Brasil e os Estados Unidos. Deve-se destacar que a água deve integrar as preferências do Brasil nas relações com os Estados Unidos. O vínculo entre os Estados Unidos e os países europeus tornou-se conflitante. Trump defende a extinção da União Europeia, a exemplo do Reino Unido. A liderança europeia deve analisar os novos tempos, pois Trump defende a aliança dentro de uma outra  direção. Trump, em geral, analisa tudo dentro das mudanças que surgiram no século 21, totalmente diferente do que acontecia no século anterior. Pode-se, pois, concluir que o presidente Donald John Trump deve inovar, sempre levando em conta os interesses dos Estados Unidos e dos países aliados. É o que o mundo espera com  ansiedade.

Bension Coslovsky bensioncos@gmail.com

São Paulo

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O MUNDO ESTÁ ENDIREITANDO

A população mundial cansou de governos que têm a linha ideológica de esquerda e cujas políticas econômicas são pautadas no populismo, cuja fatura é muito alta e não traz nenhum benefício para a classe trabalhadora, que tem de ficar sustentando uns poucos que não trabalham e vivem à custa do poder público. No Brasil tivemos essa experiência perversa por 13 anos e a população mostrou no voto a contrariedade a um jeito de administrar perdulário, totalmente equivocado. Nos EUA, o presidente Donald Trump prometeu dar um jeito em oito anos de politicagem populista, e vai acabar com o programa Obamacare, que pretendia universalizar os planos de saúde, mas que é pouco eficiente e dispendioso e beneficiou só parte do povo americano, enquanto os outros pagam a conta. Na França, as chances de uma candidata da direita, Marine Le Pen, vencer as eleições é plausível, uma vez que os franceses se cansaram de muita conversa e pouca ação do presidente François Hollande, principalmente nos atentados ocorridos naquele país. Em nossa nação, quando a direita esteve no poder, houve um crescimento econômico respeitável, que hoje em dia não é possível devido a erros e mais erros que nos levaram ao caos, sendo difícil ver uma linha no fundo do horizonte, algum sinal de melhora na economia. Em 2018, um candidato com uma linha de pensamento voltada para os ideais de direita terá enorme chance de vencer a corrida presidencial, o que será ótimo para o Brasil sair do estado deplorável em que foi deixado. 

Reinner C. de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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TRUMP, O DEMAGOGO

Donald Trump mal assumiu o governo e já está pensando na reeleição em 2020. Será que, para garantir sua reeleição, ele vai implantar as urnas eletrônicas nos EUA? Será que também já está pensando no terceiro e quarto mandatos? Ele também já está acusando a imprensa de "desonesta". A qual imprensa ele se refere: à imprensa livre e independente? Será que, para combatê-la, ele vai apoiar e financiar blogs similares aos brasileiros Brasil247, O Cafezinho, etc.? Eu já assisti a esse filme e no Brasil ele foi chamado de "esquerda"; lá, será de "direita". Eu acho essas definições ultrapassadas e, na minha opinião, temos dois tipos de políticos: o competente (raridade nos dias atuais) e o demagogo (vulgo populista, como Lula e Trump). Enfim, nós já aguentamos o PT durante 13 anos e estamos pagando a conta. Agora, vai que é de vocês, americanos. Boa sorte!

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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OS DEMOCRATAS AMERICANOS

O homem mais honesto e ex-presidente Lula afirma que trará ao País, por meio da Embaixada, uma carta pública de 12 deputados democratas americanos que apoiam o barbudo petista e acusam o juiz Sérgio Moro de perseguição. Ora, se esses deputados tivessem se preocupado com suas próprias eleições, com certeza teriam elegido Hillary Clinton para a presidência dos Estados Unidos da América. Aliás, deveriam ler o resultado do Fórum de Davos, no qual a Operação Lava Jato foi enaltecida e citada como modelo de avanço contra a corrupção. Agora, quanto a esses deputados, que engulam Donald Trump!

  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PARA O ANO QUE VEM

 

O ano começou velho: mortes, assassinatos, massacres. As pessoas começaram o ano como sempre foram e como sempre serão: prometendo, um dia, mudar. 2017 já é igual a 2016, como são iguais todos os anos, no calendário e dentro de cada um. As promessas de parar de fumar, de beber menos, de maior tolerância com as coisas deste mundo não resistiram à noite de réveillon e tudo se foi no ápice do estouro da garrafa de champanhe, com toda ânsia transbordando bem na palma da nossa mão. Fazemos listas e listas do que não faremos no ano novo, porque somos afeitos ao que somos e quase sempre nos tornamos tudo aquilo que nunca quisemos ser. Somos mesmo seres de vazio e adoramos falso preenchimento. Assim sempre fomos. E assim seremos, na eterna hereditariedade das gerações. Prostrados, como nosso País de joelhos, assistimos, desde o dia primeiro, o despetalar do calendário, o dia a dia caindo e sumindo pelo ralo. O que era ruim ficou pior, como uma involução diária e precária em marcha batida desta pobre sociedade brasileira. Em tempo de Temers & Trumps protagonizando os noticiários e ocupando as páginas da história, registramos a falta que fazem os Mandelas com seus pensamentos em mandalas, José entre outros tantos Magos, Ariano e sua Suna compadecida. Escolhemos nossos líderes e entregamos a eles o comando de nossa vida em sociedade. É inevitável que o mundo tome a forma do pensamento deles, da personalidade deles, de suas ideias. É um tempo de tristeza, das contas diárias vencendo sobre a mesa, da incerteza batendo à porta vizinha e à nossa. É um tempo pesado demais e parece tolo simplesmente acreditar. Estão faltando ao mundo presente a generosidade universal, o desejo natural de mudança, a elevação do pensamento humano, da força motivadora do sonhar e ter a alma cheia de fé e esperança. Já não temos mais motivação para protestar, tudo foi vencido por homens decaídos. Está faltando ao tempo presente luz e os flashes são apenas para registrar o último assassinato de nossas esperanças. Digito este texto com os dedos em chumbo pesando sobre o teclado, porque tenho nada para acrescentar, nada que valha a pena dizer. Toda dor é solitária e nossas alegrias são feitas de pequenas migalhas. Escrevo este texto como uma oração silenciosa de quem pede e clama por mudança. Não a mudança da rua, esta que acaba na primeira esquina. Mas na mudança que acontece, nasce e cresce, dentro de cada um, no mais fundo da alma, e que é capaz de mudar o mundo à sua volta. Essa é a revolução que me interessa, o se elevar em outro patamar. Assim nossa nave não vai, fica, mais empobrecida, corrompida, desnutrida e sem esperança. Nem bateremos mais nas panelas - cada vez mais vazias -, bateremos nos tambores, pois daqui a pouco já é carnaval.

 

Petrônio S. Gonçalves petroniosouzagoncalves@gmail.com

São Paulo

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CARGA COMPLETA

Ônibus criminosamente incendiados, carreta frigorífica sendo alugada para transportar mortos nos presídios, prefeito e vereadores que tomaram posse e, em seguida, voltaram para o presídio. Creio que no nosso país não esteja faltando mais nada. 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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FORÇAS ARMADAS NOS PRESÍDIOS

Por determinação constitucional, as Forças Armadas devem manter a ordem interna na Nação, impedindo que o caos tome conta do País. A verdadeira guerrilha dos presos, representados por suas facções nos diversos presídios da Nação, está a demonstrar que o Estado Democrático de Direito está sofrendo na contenção das rebeliões ocorridas, e os servidores internos das prisões são insuficientes ou estão envolvidos com o crime organizado. A situação, pois, gravíssima, comporta a intervenção do Exército nas verificações internas dos presídios, como forma de impor respeito e ordem no convívio interno das prisões. Correta, portanto, a atuação do presidente da República nesse sentido. Ressalte-se que inconstitucional é deixar o País inseguro e quase dominado, de norte a sul, pelo crime organizado!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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FURADA

O presidente Michel Temer, como comandante das Forças Armadas, até pode ter o direito constitucional de colocar a Aeronáutica, o Exército e a Marinha dentro dos presídios rebelados, mal acostumados e mal dirigidos ou não. Mas, com tantos problemas advindos desta mesma Constituição, quando peca no aspecto grave da segurança (na falta dela, no caso), e do Código Penal, fraco, frouxo, lento e muitas vezes injusto, não restou outra saída para o presidente e seu governo senão colocarem nossa proteção maior de fronteiras e defensora da integridade e dos interesses nacionais nesta "furada" que será a contaminação da criminalidade e a revolta de uma massa oprimida e rebelada contra um sistema carcerário falido, sem falar nos muitos colarinhos brancos livres, leves e soltos a contribuir com seus mau exemplos. A solução para mais este gravíssimo problema está em mudar, urgentemente, as leis pertinentes ao desempenho da lei penal e, claro, na prevenção, aliás, massa de manobra de políticos com seus discursos vazios que nunca resolvem nada, pelo contrário, só deixam expostas as feridas, os governos e, como agora, as Forças Armadas numa saia justa daquelas.

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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MOBILIZAÇÃO DE MILITARES

A segurança nacional é a missão dos militares, por excelência. O seu empenho há de ser decidido com toda moderação e prudência. A autorização do governo para atuarem nos presídios obedece a estes critérios e corresponde a expectativas da população. Assim como no corpo de bombeiros, a capacidade de ação das Forças Armadas é mantida em estado de prontidão. Todavia, há que ponderar se também no caso de outras infrações à segurança e ao patrimônio nacional, como o contrabando de drogas e armas e o desflorestamento e contrabando de riquezas naturais, não deveriam ser mais empenhadas.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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A SAÍDA PELA CONSTITUIÇÃO

O Brasil assiste, estarrecido, a uma verdadeira guerra entre as facções do crime organizado que dominam os presídios brasileiros. O que era desorganização, pouco caso e desumanidade com detentos está se transformando em anarquia e barbárie. Há tempo o governo perdeu o controle dos presídios para o PCC, Comando Vermelho, Família do Norte e outras facções em formação. Que fazer?  Eliane Cantanhêde, em sua coluna de 17/1 (A6), revela que o ex-presidente do STF Carlos Ayres Britto disse que "a saída para a crise é a Constituição". Concordo. Mas, se a lei não for aplicada com todo rigor, não adiantam ações baseadas somente no texto constitucional. A força deles tem de ser anulada pela força da lei, do contrário, ficará tudo na mesma, com a consequente desmoralização das instituições. O presídio não deve ser um "depósito" de seres humanos, simplesmente afastados da sociedade e ociosos por tempo determinado pela Justiça. Tem de ser transformado em campo de disciplina, trabalho produtivo, estudo, esportes, tudo determinado por agendas e horários, impostos sem apelação. Qualquer rejeição deve ser punida rigorosamente. O sistema prisional deve ser voltado para a recuperação social do meliante, por qualquer meio possível. O simples isolamento do criminoso (sistema atual) se tornou caldo de cultura e escola de mais e piores criminosos. A implementação da lei nos presídios, com base sólida na Constituição, deve ser dura e não flexível, no interesse do próprio presidiário. Lei que não é dura não é lei! E a pessoa que é levada a cumprir uma pena deve sair da detenção, por força do trabalho e da disciplina, melhor do que entrou. Sem dúvida, é algo difícil de aplicar, e os resultados só virão no médio e no longo prazos. Mas, do contrário, seguiremos de crise em crise, sofrendo pela timidez do jeitinho e da acomodação. Dura lex sed lex!

 

Sivano Corrêa scorrea@uol.com.br 

São Paulo

   

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CRIMINOSOS SEGUROS

O tão sonhado esforço de intervenção em prol da segurança pública vem a favor dos presidiários. Cidadãos que sofrem todo tipo de crimes pelas ruas,  que os obrigam a trancafiar-se atrás de grades em sua moradia, há muito, esperam por um investimento e um reforço de pessoal a cargo do governo para conter a criminalidade diária que se registra nos telejornais em todo o País. Ironicamente, por causa de um ajuste de contas e disputa pelo controle do tráfico de armas e de drogas dentro dos presídios, vai o esforço do governo em benefício das facções do crime organizado, com direito também a indenizações aos familiares das vítimas de suas próprias barbáries. Enquanto isso, nas ruas, os crimes e os tráficos de drogas e de armas correm soltos, como sempre. 

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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QUESTÃO CARCERÁRIA

Forças Armadas convocadas? Certo. Mas a prisão é o último estágio do criminoso. Por que há tantos? Onde isso tudo começa? Como evolui? Depende do tipo de criminoso. Para estes das facções, começa cedo, imitando os mais velhos, e evolui pelo mesmo caminho, observando, imitando, matando e gostando. Com medo de morrer, mas imitando, matando e gostando. Com medo de morrer, mas sem medo de viver, de correr, de colher, de comer e de matar. Medo de matar? Por quê? É a lei do crime; quem não mata morre. A vida é boa, gosta de viver. Mas, se não matar, morre. Prisão é ruim, mas não dá medo. Logo sai e por aí vai. Tem briga, mas um dia sai. Dizem que em outros lugares quem mata, e vai preso, pode morrer. Mas aqui, não. Aqui quem morre é o que não mata... Já nesse outro lugar tem de pensar. Vontade tem, mas não mata porque tem medo. Medo de morrer na prisão. Isso não quer, não...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

   

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ESTADO DESORGANIZADO

Perfeita a análise de Marcia Hollanda Montenegro ("O Estado e o PCC", 18/1, A2) sobre os recentes acontecimentos nos presídios. A desorganização e a ausência do Estado, que só se faz presente na hora de cobrar impostos, foram preenchidas pela organização do crime. E a reação tardia dos governantes, como se estivessem sendo surpreendidos por algo inesperado, só demonstra o quanto estão atrasados, em todos os sentidos, os que nos governam: "A repressão policial no Estado de São Paulo opera, parte das vezes, com o mesmo critério da década de 1940...". Ora, sob essa ótica, concluímos que "o desmonte da inteligência", editorial no mesmo dia (página A3), não foi apenas o desmonte da estratégia de defesa, mas uma endemia que acometeu a classe política brasileira na sua quase totalidade, que nos impõe Marcos Camacho, o Marcola, como presidente não eleito, nem como vice substituto. Ficou comprovado que essas organizações criminosas funcionam como poderosas empresas, cujo patrimônio é superior ao PIB de muitos Estados. Nós, povo, já saímos da perplexidade dos acontecimentos funestos que nos têm acometido e estamos despojados dos melindres do politicamente correto e da hipocrisia dos pseudodireitos humanos; então perguntamos: por que esses chefões da máfia narcotraficante não sustentam a manutenção dos presídios? E por que eles não indenizam as famílias dos mortos "em combate"? E, finalmente, por que o contribuinte brasileiro tem de arcar com tudo neste país? Temer, segundo ele mesmo, não tem intenção de ser candidato em 2018, mas Geraldinho tem. Faça algo rapidinho, Alckmin, que nos favoreça mais que à bandidagem, ou adeus e seja feliz.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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ENFRENTANDO AS FERAS

Que situação difícil nosso país vive. Os policiais têm de enfrentar feras, mas não podem matar. Os bandidos não os recebem de braços erguidos. Pelo contrário, estão armados, dispostos a tudo. É sabido que os detentos, financiados pelo tráfico de entorpecentes, têm armas mais aperfeiçoadas que o próprio Exército. Se o policial mata, vira réu; o bandido, vítima. No Carandiru, há anos, como sabemos, houve enfrentamento. Os detentos tinham armas. O resultado foi, inegavelmente, trágico, uma página triste na história da Segurança Pública de São Paulo. Mas tem sido difícil de chegar perto da Justiça, pois o caso parece que não se encerrou. Os policiais agem em condição adversa, muitas vezes desigual. Se não matarem, morrem. Se matarem, tornam-se réus, perdem as patentes, são expulsos, deixam a família desamparada. Um juiz corajoso, contrariando a "ululagem" geral, absolveu os policiais do caso Carandiru. Sua decisão recebeu críticas e o processo continua sobrecarregando o Tribunal de Justiça de São Paulo. Rezo pelos policiais, que na sua maioria quer honrar a farda. Quando tenho oportunidade, digo isso a eles, que ficam comovidos e agradecem. É a maneira que encontro de manifestar apoio a quem zela por nós. 

Maria José Martins de  A. Junqueira delued@hotmail.com

São José do Rio Pardo  

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MOTO CONTÍNUO

A tal progressão de pena mantém o índice de criminalidade sustentado pelo rodízio de bandidos. O vagabundo sai, dá uma assaltadinha e volta...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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NA PORTARIA

Nos últimos dias, em razão das rebeliões e mortes em presídios brasileiros, o noticiário e as manchetes dos principais  jornais brasileiros vêm nos causando nojo e náuseas. É tanta incompetência de nossas fracas e frágeis autoridades que há mais de 20 anos ouço falar na facilidade do uso de celulares nas prisões, e ninguém, absolutamente ninguém, consegue evitar a entrada pela porta da frente dos presídios  dos  respectivos  aparelhos. Faço, aqui, uma sugestão às autoridades responsáveis pela segurança, se é que existe alguma nos presídios brasileiros: que tal colocar os soldados das Forças  Armadas, após a varredura nas celas, na portaria dos presídios, para fazer a revista nos visitantes e advogados? Será que algum celular ou alguma droga conseguirá passar pelo crivo dos soldados do Exército?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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REVISTA

Já que os massacres nos presídios são o assunto do momento, eu gostaria que a imprensa entrevistasse os eternos defensores dos direitos humanos que há uns três anos eram totalmente contrários às revistas íntimas nas cadeias. E não me refiro apenas às visitas dos presos, mas também, que seja feita esporadicamente, de surpresa, nos próprios funcionários das penitenciárias. Com certeza, telefones celulares, armas e drogas não aparecem magicamente nas mãos dos detentos.

 

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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A ORIGEM DO PROBLEMA

Darcy dizia, construam escolas para não terem de construir cadeias. E qual foi a opção mais fácil? Bem, na verdade não se fez nenhuma nem outra. O governo, incapaz, não tem culpa nenhuma, a culpa é de quem os elegeu, dando poderes a esses falsos, calhordas e bandidos. Enquanto você, o eleitor, não souber discernir o real interesse daqueles que nos guiam, o resto é pura falácia.

João Luiz Piccioni piccionijl@me.com

São Paulo

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QUAL A SOLUÇÃO?

O Brasil, não parou para pensar que a sua população envelheceu. Nas últimas décadas, enquanto tivemos o boom no crescimento  populacional, nossos governantes hipócritas e corruptos optaram por deixar o povo sem estudo na beira da ignorância e sem preparo, para poderem ser eleitos com total facilidade! Acontece que boa parte dos brasileiros desse crescimento populacional optou por vários motivos em entrar para a criminalidade! Agora, ou são recrutados pelas poderosas facções criminosas do País ou são mortos! Enquanto isso, nossas leis para crimes hediondos como corrupção, assassinatos, chacinas, estupros, lavagem de dinheiro, contrabando de armas, continuam obsoletas e brandas, não botando medo em nenhum criminoso! Muitas vezes, cometem os crimes citados, morrem nas guerras das fações e suas famílias ainda são indenizadas pelo governo. Já as famílias das vítimas, nada! Além disso, as facções não param de crescer! O que fazer, qual a solução?!

Rodrigo Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

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A CRISE DOS PRESÍDIOS E A INCOMPETÊNCIA

O que a mídia vem tratando como crise nos presídios nada mais é do que a demonstração com letras garrafais da incompetência do Estado brasileiro em administrar qualquer coisa. Como eu sempre digo, a única coisa que o Estado sabe fazer é cobrar impostos, nada mais. Quando falo Estado me refiro aos municípios, Estados e Federação. O nível de punição para qualquer tipo de delito no Brasil é muito baixo e, mesmo assim, temos muitos presos, esse paradoxo está na incompetência: caro, muito caro. Ineficiente e corrupto Judiciário brasileiro. Temos leis demais e punição de menos. Porém, para os condenados ou encarcerados, o que fazem é desumano, para falar apenas o óbvio, pois colocam pessoas condenadas por crimes pequenos junto com homicidas, traficantes e estupradores, ou seja, criminosos de alta periculosidade. O que deveria ser óbvio, separar os grandes criminosos dos que devem pagar por algum crime, não acontece no Brasil e a justificativa é sempre vazia ou sem sentido prático. Quando vai morar num prédio com tanta diversidade, é natural que a lei do mais forte impere, e, neste caso, o mais forte é aquele que não tem nada a perder. Matar ou morrer é apenas uma opção: os grandes e perigosos submetem a maioria dos presos a um processo de torturas física e psicológica muitas vezes insuportável. A maioria é de presos por crimes comuns, que sonham em sair e retomar a vida, mas o cumprimento de sua pena se torna uma tortura, levando a um pacto de violências e submissão. As rebeliões são apenas um show que os violentos fazem para eliminar os inimigos ou da disputa de poder permanente e para demonstrar para a maioria dos presos o que pode acontecer caso não se submetam a suas leis e ordem. O problema de gestão dos serviços públicos brasileiros beira o ridículo pelo desperdício, pela incompetência, pela falta de senso de lógica ou mesmo razoabilidade de respeito com o dinheiro arrecadado de todas as pessoas, especialmente as mais simples.

Ademar Pereira imprensa@thewaycom.com.br

Curitiba

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PRECAUÇÃO

As últimas rebeliões ocorridas nos presídios do Norte e Nordeste precisam ser rapidamente controladas, enquanto internamente, mesmo preocupados, podemos tolerar. O problema é que mais dia menos dia a tendência é que tal situação deve, se não controlada, vir para as ruas e, para variar, nós vamos pagar com todos os tipos de crimes que acontecem neste país inseguro que "vive" nas mãos de Deus.

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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VASOS COMUNICANTES

Para quem perdeu a inocência política no decorrer dos últimos 15 anos, e que até por isso ainda mantem o olho crítico e a mente alerta, tanto os acontecimentos violentos que se sucedem nas prisões do Norte/Nordeste, como os enfrentamentos ocorridos na cidade de São Paulo - na Cracolândia, na reintegração de posse no bairro de São Mateus e na quinta-feira, 19/1, na invasão do prédio do CDHU, no centro da cidade - levam a digital do PT (leia-se Lula) e outros partidos de extrema esquerda, que se propuseram a infernizar a vida dos brasileiros após o impeachment de Dilma , conspirando para o quanto pior, melhor! Não por acaso o deputado federal do PSOL Ivan Valente estava ao lado do chefe do bando do MTST, Guilherme Boulos, apoiando-o nos momentos de sua prisão e soltura. Esse é outro que se diz vítima de perseguição política (onde foi que já ouvi esse discurso?) e que certamente vai se candidatar nas próximas eleições. Dizem até que tem pretensões de ser um novo Lula!  Portanto, entre todos os atos de violência já ocorridos este ano existe uma conexão :  tanto as facções criminosas como os porões dos citados partidos são vasos comunicantes! E que não digam que esta é mais uma tese de quem advoga a teoria da conspiração... Este será mais um ano difícil!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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GUILHERME BOULOS

Boulos não é político, mas anarquista profissional a serviço do PT. Por favor, a bem do Brasil, deviam tê-lo mantido preso.

Carlos A. A. Borges Carlos borges49@hotmail.com

São Paulo

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DOS TRABALHADORES

Quem pode me explicar: o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) invade a sede da CDHU às 9 horas da manhã. Os integrantes deste movimento não têm de trabalhar ou foram dispensados pelas empresas?

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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A LENTIDÃO DO PODER PÚBLICO

Não se pode concordar com Boulos, que busca notoriedade à esquerda, vaga deixada pela PTzada, mas, exageros à parte, proprietários de imóveis grandes que transformam em reservas de mercado têm de ser punidos, a lentidão do poder público justifica a tomada de posição, sim. Prefeito, governador e procuradores têm de agilizar esse descalabro, impondo a esses grandes proprietários uma atitude social urgente, sob pena de desapropriação e multas.

Ronaldo Rossi  ronaldo.rossi1@terra.com.br

São Paulo

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FALTA DE MEDICAMENTOS

Continua a faltar a maioria dos medicamentos do SUS nas UBS da Prefeitura de São Paulo. 

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo 

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'INCERTEZAS ENDÊMICAS'

Monica De Bolle demonstrou, em seu artigo de 18/1/2017, "Incertezas endêmicas", uma capacidade de análise, além de excelente pesquisadora e economista, na área sociopolítica, ao correlacionar a filosofia de Zygmund Bauman sobre o "pensamento líquido" na atualidade. Até as conquistas e o progresso científico que eram tidos como "sólidos" Monica De Bolle observa que se "fluidificaram", diante dos fatos recentes, como o Brexit, a eleição de Trump, as migrações e instabilidades pré-eleitorais na Europa, etc. Imagine-se esse "estado líquido" no Brasil atual, no qual tudo o que um dia foi tido como sólido está em liquefação.

Renato Diniz Kovach kovach@infolink.com.br

Rio de Janeiro

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ECONOMIA

Li com atenção o artigo de Roberto Macedo "Contas públicas - ajuste e reajustes" (19/1, A2). Há um contraste, na essência, com aquele que li na quarta-feira (18/1), de autoria de Roberto Giannetti da Fonseca  ("Chega de diagnósticos, é hora de agir"). No Brasil, como já ouvi falar, "somos todos técnicos de futebol e entendemos de economia". Nesta afirmação há uma verdade, em parte, e não é no futebol. Vivemos períodos em Pindorama em que foram aplicadas intervenções de estímulo à economia, que causaram sérias consequências deletérias. Outras intervenções, à caneta, atrapalharam o dinamismo da economia e provocaram distorções; neste último tipo, vimos a tentativa de segurar os preços de derivados de petróleo e baixar o valor da energia elétrica na marra. O que pudemos perceber como habitantes neste imenso país? Toda vez que um governante intervém para estimular a economia, temos problemas. Não se incluem nisso as ações do tipo segurar os gastos de governo. Estas, sim, funcionam. Vimos claramente com Mário Covas em seu primeiro quatriênio. Ele conseguiu colocar o Estado de São Paulo no bom caminho, após a má condução de seus antecessores. Outro aspecto a comentar: aprendemos também que quaisquer ações de governo só têm efeito depois de 6 a 8 meses no mínimo. Assim, somente lá por setembro deste ano teremos os resultados das ações atuais. Vivemos hoje, infelizmente, efeitos da desastrosa condução pelo governo anterior. 

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

 

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