Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2017 | 03h00

MORTE DE TEORI ZAVASCKI

Teori Albino Zavascki

A morte do ministro Teori Albino Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), é uma perda irreparável. Com sua morte, perde o Brasil, perde a sociedade e perde o mundo jurídico um dos mais proeminentes magistrados da conjuntura nacional. Confesso-me possuidor de insignificantes conhecimentos jurídicos para tecer quaisquer comentários sobre o seu inegável saber jurídico, com visão sempre lúcida e pluralista, tão bem externado na emissão dos provimentos no exercício da magistratura e em suas obras jurídicas. Elas são, inclusive, instrumento de orientação e de trabalho para todos que atuam no ramo do Direito. Soube ele, sempre com serenidade e tecnicidade, tão bem conduzir e decidir processos de grande repercussão nacional e internacional. O Brasil está enlutado e entristecido.

Mario Pallazini

mpallazini@hotmail.com

São Paulo

TRISTEZA NACIONAL

A trágica viagem à Paraty do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki deixou o povo brasileiro desorientado e desolado. O ministro era relator da Operação Lava Jato no STF e, após colocar na cadeia vários políticos, iria iniciar a homologação das 77 delações premiadas feitas pelos executivos da Construtora Odebrecht. Também há que considerar que, em meados do ano passado, o ministro sofreu ameaças por colocar o País nos trilhos, mas “deu de ombros” para elas. Ora, em face das circunstâncias e na iminência do conhecimento oficial da lista dos corruptos, faz-se necessária a realização de profundas e abrangentes investigações da tragédia de Paraty, mesmo porque a aeronave usada era de última geração e tinha tecnologia de ponta. Portanto, muita calma nesta hora, e agradeço ao ministro Teori, sem o qual não existiria a Lava Jato.

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Um farol

O País ontem amanheceu triste. Foi-se mais um herói. Nossas lágrimas para um juiz de verdade, que só se manifestava nos autos, que era justo e imparcial e que não gostava de bajuladores nem dos efeitos especiais dos holofotes da mídia. Espera-se que a vigilante Polícia Federal investigue as causas deste que parece não ter sido só um “trágico acidente”, pois muitos interesses estão em jogo neste momento no País. Sua partida repentina o torna um farol, uma maneira de ser e um belo exemplo de integridade para todos os que verdadeiramente querem combater a corrupção.

Wilson R. Oliveira

wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

Homenagem

O Instituto dos Advogados de São Paulo manifesta imenso pesar pela tragédia que vitimou o ministro Teori Zavascki. Ser humano especial pela sua serenidade, elegância e discrição, o ministro Teori foi um dos pilares da magistratura do País. Que o seu exemplo de espírito público possa continuar a iluminar o nosso necessitado Brasil.

José Horácio H. R. Ribeiro, presidente

iasp.org.br@mail43.us4.mcsv.net

São Paulo

Transparência

O acidente que vitimou o ministro Teori Zavascki causa emoção, num primeiro momento. Depois, vem a discussão sobre as causas da queda da aeronave. E, por fim, surgem as formas de como se dará sua substituição de modo a não haver nenhum problema com o prosseguimento do processo da Operação Lava Jato no STF, no qual ele era o relator. Mas que não paire nenhuma suspeita sobre o acidente e que o andamento das investigações sobre as suas causas seja colocado de forma clara e transparente.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

O direito de desconfiar

Morrer, embora nem sempre nos demos conta disso, todos morreremos um dia. O problema é quando algumas mortes se tornam convenientes. No tempo e no espaço. E, quando elas ocorrem principalmente em benefício de gente que não dá o mínimo valor à vida alheia, é, sim, um direito de todos desconfiar se o destino recebeu um empurrãozinho. Se um juiz do Trabalho foi morto no Nordeste por um caso corriqueiro; se uma juíza foi morta no Rio por um caso sem relevância; se um prefeito de Campinas foi morto por motivos políticos; se um prefeito de Santo André foi morto por ter descoberto “pequenas” falcatruas partidárias, levando consigo seis ou oito testemunhas; será que é mesmo tolice pensar em teorias conspiratórias na morte do juiz relator do maior caso de corrupção do mundo? Ainda mais por queda de avião de pequeno porte? E, pior, às vésperas da homologação da maior de todas as delações? No caso da Lava Jato – que já prendeu os maiores empresários do Brasil, além de ministros e deputados, e que estava só no começo, prometendo condenar e colocar na cadeia as mais expressivas figuras de nossa oligarquia política, gente acostumada a mandar matar até por pequenas querelas provincianas –, o que seria de esperar? Queiram ou não os céticos, Teori Zavascki e Sérgio Moro sempre foram os alvos preferenciais dos criminosos aqui investigados. Teori mais do que Moro, eis que era o responsável direto pelo julgamento dos figurões de Brasília e de estrelas dos partidos envolvidos nas falcatruas. Por isso, a despeito daqueles sorrisinhos irônicos – e inocentes –, que jamais acreditam em conspirações, muitas das vezes porque delas participam, é preciso investigar a fundo esta morte prematura e conveniente de um ministro que, apesar de muitas restrições, inclusive nossas, vinha desempenhando um papel fundamental na Operação Lava Jato. Agora é torcer para que os conchavos e os “sorteios” não joguem os processos sobre a mesa de algum ministro conivente com o estado de coisas, que nada mais fará do que engaveta-los até que prescrevam.

Percy de Mello C. Junior

percy@clubedoscompositores.com.br

Santos

Investigação profunda

Documentação e manutenção da aeronave rigorosamente em dia, piloto experiente e capacitado, aeronave moderna e com recursos disponíveis excelentes. Como um equipamento e mão de obra com todas essas qualidades pode sofrer um “acidente” dessa natureza na hora da aterrissagem? Nós, simples contribuintes de escorchantes impostos, temos o direito de cobrar uma investigação profunda e transparente da Polícia Federal, do Ministério Público, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para não ficarmos com as mesmas dúvidas que sobraram no ocorrido com Ulisses Guimarães, Eduardo Campos, Celso Daniel e Toninho do PT. Descanse em paz, ministro Teori.

Antônio Carelli Filho

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

Acidentes aéreos

Teori Zavascki, Ulisses Guimarães, cujo corpo não foi encontrado até hoje, e sempre na mesma região. Parece que “há algo de podre” na região entre Paraty e Ubatuba!

José Gilberto Silvestrini

jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

Sob ameaça

Vejam o que disse Francisco Prehn Zavascki, filho do ministro Teori Zavascki, em maio de 2016: “É óbvio que há movimentos dos mais variados tipos para frear a Lava Jato. Penso que é até infantil imaginar que não há, isto é, que criminosos do pior tipo (conforme o MPF afirma) simplesmente resolveram se submeter à lei. Acredito que a lei e as instituições vão vencer, porém, alerto: se algo acontecer com alguém da minha família, vocês já sabem onde procurar... Fica o recado”. A imprensa está evitando falar disso por quê?

Leônidas Marques

leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

Recado dado

Em 26/5/2016 o filho do ministro Teori Zavascki Francisco Prehn Zavaschi postou o seguinte: “(...) Porém, alerto: se algo acontecer com alguém da minha família, vocês já sabem onde procurar. Fica o recado!”.

Artur Topgian

topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

Sabotagem

Que me perdoem os incrédulos que acham que foi acidente a morte do ministro Teori Zavascki, mas meu voto vai para a sabotagem. São muitos os nomes dos bandidos investigados pela Operação Lava Jato, entre eles políticos e empresários que consideram a morte do relator da operação um alívio, justamente agora, no momento decisivo das homologações. Creiam, a bandidagem engravatada e de colarinho branco é mais perigosa que a pertencente às facções criminosas espalhadas pelos presídios do Brasil afora. A Polícia brasileira deveria começar investigando os principais beneficiados com a morte do honrado, justo e imparcial ministro da Suprema Corte.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

‘Fatalidades’

Será que a morte do ministro Teori foi também uma “fatalidade” semelhante à ocorrida com o então candidato à presidente sr. Eduardo Campos? Caso um dos indicados para substituí-lo seja o sr. Lewandowski ou Dias  Toffoli, aí não terei nenhuma dúvida de que se trata da mesma “fatalidade”.

Luiz Roberto Savoldelli

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Reminiscência

Após o acidente que vitimou o ministro Teori, não sei por que, me lembrei do prefeito Celso Daniel.

Sergio Cortez

cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

Suspeita terrível

A morte de Teori faz lembrar a de Celso Daniel. Na cabeça de todos nasce uma suspeita terrível... Além do mais, quem o substituirá? Lewandowski? Toffoli? Gilmar, que recentemente atua numa linha confusa? Será que estes, se nomeados, se declararão suspeitos? Festa nas hostes vermelhas!

Roberto Viana Santos

rovisa681@gmail.com

Salvador

Depois dos aplausos

Celso Daniel, Eduardo Campos e, agora, o ministro do STF Teori Zavascki, mortos quando cumpriam suas missões. Podem muito bem ter sido alvos de planos diabólicos contra a democracia. Com o ministro, justamente um dia depois de os capitalistas de Davos aplaudirem a Lava Jato. Mais do que nunca, doutores Sérgio Moro e Rodrigo Janot, estamos com os senhores.

José E. Zambon Elias

zambonelias@hotmail.com

Marília

Respostas

Recebi a lamentável notícia do acidente aéreo que vitimou o ministro Teori Zavascki e apresento o meu pesar à família. Mesmo extremamente chocado, pergunto: foi acidente, mesmo, ou se repete o caso Celso Daniel? Bem na semana em que iria ser homologada a delação da Odebrecht? Só teremos respostas quando soubermos quem o substituirá na relatoria da Lava Jato. Se for um procrastinador, um pavão ou um amigo dos amigos... Pobre Brasil.

Jose Carlos Amaral

jc-amaral@bol.com.br

São Paulo

Nas mãos da ministra

Prezada ministra Cármen Lúcia, caso a senhora tenha de indicar um substituto do ministro Teori, numa homenagem à memória dele, esqueça os vermelhinhos e o pavão. O Brasil agradecerá eternamente.

Guto Pacheco

jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

Turbulência política

O acidente com o avião, em Paraty, que, entre outros tripulantes, vitimou o ministro do STF Teori Zavascki, merece as mais severas averiguações para que não seja mais uma vez creditada ao destino uma tragédia envolvendo pessoa de projeção política. Há mistérios entre a morte por assassinato do prefeito Celso Daniel, do candidato à Presidência Eduardo Campos e, agora, a morte por acidente aéreo do relator do Lava Jato, ministro Teori Zavascki. Na turbulência política que sacode o País e pela qualidade do derrotado, tudo é possível debaixo do sol.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Acidente com Teori

Em “teoria”, onde tem fumaça há fogo!

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

A morte do ministro

Benefício da dúvida: nada acontece por acaso.

Moisés Goldstein

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

Estranho decreto

Em 2012 a presidente Dilma Rousseff decretou sigilo nas investigações de acidente aéreos. Em 2014 o avião de Eduardo Campos caiu. Agora, tivemos o caso Zavascki. Fica a dúvida: foi um decreto profético ou preventivo?

Ivan Bertazzo

spiritcoffee@nusa.com.br

São Paulo

Incômodo

Muito estranha esta queda do avião que vitimou o ministro Teori Zavascki. Sua seriedade na Operação Lava Jato estava incomodando muita gente, inclusive ele, “o honesto”.

José Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Lembrando a 'Mãos Limpas'

Muita coincidência, conveniência e oportuna para alguns a morte do ministro Teori, neste momento. Tá faltando um dedo nesta história. É mais um para a lista, além de Celso Daniel, Sombra, testemunhas e o medo do carequinha. Uma tornozeleira em Marcos Valério, hoje, cairia bem, ou mesmo mantê-lo isolado em cela da Polícia Federal por mais alguns anos. E a Operação Lava Jato cada vez mais se assemelha às coincidências da Operação Mãos Limpas da Itália. Deus permita estar enganado e que sejam meras coincidências. 

José R. de Macedo Soares

joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

A quem interessa?

99,99% dos pouco mais de 204 milhões de brasileiros sabem a quem interessa a morte do sr. Teori Zavascki. Eu, como sou bobinho, faço parte dos 0,01% dos que não sabem...

Paulo Sérgio P. Gonçalves

ppecchio@terra.com.br

São Paulo

Intrigante

Sem pretender fazer qualquer ilação entre as questõs abaixo levantadas sobre o acidente que vitimou o ministro Teori Zavascki e os acidentes recentes com o time da Chapecoense e aquele em que morreu o político Eduardo Campos, fiquei intrigado com a pobreza de informações técnicas noticiadas sobre esta última tragédia. Não houve nenhuma informação sobre contatos do piloto com torres de controle de voo nem histórico sobre a trajetória da aeronave ou de sua aproximação de Paraty conforme o plano de voo. Nada, absolutamente nada! Além disso, causou-me estranheza a notícia de dois passageiros de início não identificados (sic). Em qualquer voo, são obrigatórios o nome e o RG de seus ocupantes. Ainda mais num voo do ministro relator das ações da Lava Jato no STF. Tudo isso é, no mínimo, intrigante. Com a palavra, as autoridades aeronáuticas.

José Claudio Marmo Rizzo

i.zardo@icloud.com

São Paulo

Bobeada

Nada de conspiração. O acidente que vitimou o ministro do STF Teori Zavaski foi causado por mau tempo e apenas um piloto, num avião que pede dois, justamente para emergências deste tipo. Teto baixíssimo, pouso visual, piloto ciscando para achar a pista sem poder olhar as consequências. Fatalidade mesmo. Mas, levando em consideração a importância de Teori Zavascki no caso da Lava Jato, podemos dizer que Deus, preocupado com guerras e terrorismos no resto do mundo, deu uma bobeada no Brasil, e o “demônio”, aquele cujos políticos corruptos são seus seguidores e o vivem invocando, resolveu mexer no tabuleiro de xadrez brasileiro. Só nos resta pedir a Deus, agora, que nos ajude a dar um xeque-mate nesta trama, para que o próximo ministro que assumir a relatoria da Lava Jato seja sério, independente e comprometido com a justiça para todos. Inclusive aqueles que usaram do poder para transformar o Brasil nesta pocilga de corrupção. Deus até pode nos ajudar nessa trama, mas onde foi que bobeamos?

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Em respeito ao ministro

Pior que teoria de conspiração é a conspiração de teorias. O acidente deve ser investigado seriamente. Rapidamente. Em respeito ao ministro. O Judiciário lhe deve isso. No mínimo.

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

Tragédia

Lamentável a morte do ministro Teori Zavascki no desastre aéreo. Espero que o futuro da Lava Jato não confirme o ditado “coincidência é a única explicação que o idiota encontra para a coincidência”.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

O acidente em Paraty

Intencional ou acidental, o fato é que este acidente precisa ser investigado. Os brasileiros merecem uma resposta. Muita coincidência a morte de certas pessoas quando estão próximas de realizar algo bom para o País. Celso Daniel, Eduardo Campos, Roger Agnelli e, agora, Teori Zavascki, que tinha a tarefa de escancarar ao Brasil todos os envolvidos na Lava Jato. E a pergunta que está na boca de todos: quem será o relator agora? Todos os olhares no Palácio do Planalto e no STF.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

A Lava Jato não pode morrer

O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki faleceu em decorrência de um trágico acidente aéreo no início da tarde de quinta-feira, próximo ao aeroporto de Paraty, no litoral fluminense. Todo o País ficou chocado com a triste notícia, pois perdeu um dos mais competentes membros da Suprema Corte, que corajosamente afastou Delcídio do Amaral do Senado e Eduardo Cunha da Câmara dos Deputados. Teori era o relator da Lava Jato no STF. O Brasil aguardava ansiosamente a homologação das delações premiadas dos 77 executivos da empreiteira Odebrecht, que seriam homologadas pelo ministro no próximo mês. Tarefa difícil será substituí-lo, sem que algum estrago ocorra no andamento da mais importante operação capitaneada pela Polícia Federal de Curitiba, desde março de 2014.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

O Brasil não pode parar

Meus sentimentos aos familiares do ministro e dos outros ocupantes que também perderam a vida no acidente em Paraty. Mas uma preocupação fica no ar: se a aeronave que sofreu este acidente, cujo modelo é dos mais sofisticados e seguros do mundo, tinha inspeção com validade até 12 de abril deste ano, conforme confirma a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), é imprescindível que a apuração deste acidente seja feita com o máximo rigor e transparência pelas nossas autoridades. Como relator de um caso que apura o maior evento de corrupção do universo, Zavascki certamente tinha seus desafetos. Como também o de vários membros de partidos políticos envolvidos até o pescoço, suspeitos de desviar recursos das nossas estatais. E a estes não têm faltado até projetos no Congresso com o objetivo de transformar em pizza as investigações, assim como ameaças não têm faltado a membros do nosso Judiciário, do Ministério Público, etc., no curso da Lava Jato. E, também, ao próprio juiz Sérgio Moro, que, refém dessas ameaças, tem reforçado sua segurança pessoal e a de sua família. O presidente Michel Temer, como constitucionalista que é, não pode retardar a indicação de um novo ministro, de reputação ilibada, para o STF, em substituição ao falecido Teori Zavascki. O País está de luto! Mas não pode parar.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

As palavras de Moro

Das declarações feitas até aqui sobre a trágica morte do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, merece destaque a do juiz federal Sérgio Moro: “O ministro Teori Zavascki foi um grande magistrado e um herói brasileiro. Exemplo para todos os juízes, promotores e advogados deste país. Sem ele, não teria havido a Operação Lava Jato. Espero que seu legado, de serenidade, seriedade e firmeza na aplicação da lei, independentemente dos interesses envolvidos, ainda que poderosos, não seja esquecido”. Não poderia haver melhor escolha de palavras, pois não?

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Sérgio Moro

Com a morte do ministro Teori, abre-se a possibilidade de o presidente Temer se consagrar e até virar um herói nacional, vendo sua popularidade vir a alcançar índices estratosféricos, nomeando com urgência o juiz Sérgio Moro para ocupar a cadeira vaga no STF. Pense com carinho nessa solução, Presidente. O Brasil precisa dessa indicação.

Eugênio Iwankiw Junior

iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

Ninguém melhor

Presidente, Sérgio Moro para a vaga Teori Zavascki!

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

STF ou Lava Jato?

Ora, não se pode negar a correlação entre o STF e a Operação Lava Jato, esta capitaneada pelo juiz Sérgio Moro, apoiado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. Duas instituições que detêm, na jurisdição, equipes com profundo conhecimento das fraudes perpetradas pelo podre poder que encabeçou a maior corrupção registrada no País, deixando como herança maldita os prejuízos causados à Petrobrás, empresa forjada com o suor do povo brasileiro ao longo de décadas. A “República de Curitiba” está sobre pilares sólidos no que se refere às investigações da Lava Jato, pronta a resistir aos ataques de quem quer que seja para neutralizá-la, sob quaisquer condições de temperatura e pressão, seja sob a vigilância do juiz Sérgio Moro ou outro que venha a substituí-lo. A considerar que o acervo de provas, apontando atores e autores envolvidos na estrutura criminosa existente, quer na jurisdição, quer no Ministério Público ou no Supremo Tribunal Federal, não pode ser apagado ou desconsiderado. Mas os imponderáveis acontecem. Crime ou não a ser investigado, o acidente fatal que envolveu o ministro Teori Zavascki neste meado do mês de janeiro, prestes a retornar às atividades pós-recesso, tendo anunciado que o trabalho continuaria sob sua orientação para tomada de posição no mês de fevereiro referente à homologação da delação da Odebrecht, impõe ao presidente Temer decisões rápidas para substituí-lo, a envolver a presidente do STF, Cármen Lúcia, e o presidente do Senado. Por óbvio, o nome do juiz Sérgio Moro explode nas redes sociais como possível indicação para suceder o ministro Teori. Tal sentimento decorre fundamentalmente da responsabilidade, como relator do processo da Lava Jato que tinha na alta Corte e na outra ponta, sem dúvida a respeito, a regência determinada, patriótica e corajosa do juiz Moro. Teori conhecia com profundidade o processo e Moro o gerou. Outra questão, talvez não levada a sério, é a da segurança dessas duas autoridades. A organização criminosa envolvida nas fraudes é muito poderosa e há corpos insepultos da mesma quadrilha a justificar providências na proteção dos investigadores e juízes que colhem meios probatórios dos atos ilícitos dos seus integrantes e os condenam ou absolvem. O acidente que vitimou o ministro Teori e as notícias a respeito demonstram a princípio ausência de cuidado maior na sua segurança. Um avião de pequeno porte, de propriedade de um empresário ligado à rede hoteleira, ao que consta amigo do ministro. Isso depois de registros nas redes sociais de ameaças sofridas pela família por conta da Lava Jato. Vale citar, pois assusta e impressiona pelo descaso diante dos fatos: “É óbvio que há movimentos dos mais variados tipos para frear a Lava Jato. Penso que é até infantil que não há, isto é, que criminosos do pior tipo (conforme o MPF afirma) simplesmente resolveram se submeter à lei! Acredito que a Lei e as instituições vão vencer. Porém, alerto: se algo acontecer com alguém da minha família, vocês já sabem onde procurar...! Fica o recado!”. A pesar na balança, quem melhor no momento pode substituir à altura o falecido ministro, em prol do país no combate à corrupção e no prosseguimento da Operação Lava Jato, que sem trégua vai colocar na cadeia os chefões e chefinhos das quadrilhas de agentes públicos e de empresas. O juiz Moro desponta como detentor de notável saber jurídico e ilibada reputação, além de contar com elevadíssimo conceito na opinião pública, condições para ser indicado para a Corte Suprema. Não será “arquivado” naquela casa. Sua voz vai ecoar com mais retumbância pelo território para intimidar em particular aqueles do foro privilegiado que se consideram acima de todos, senhores dos mal feitos. Bandidos que matam mais gente com as suas canetas do que os pivetes do asfalto. O presidente Temer fará mais um ato de ousadia sem muito esforço e vai demonstrar pleno apoio à Operação Lava Jato. 

Ernesto Caruso

egcaruso@gmail.com

Campo Grande

A 'grande trapaça da sorte'

A morte inesperada do ministro Teori Zavascki arrancou do amigo e colega do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Roberto Barroso a afirmação de que foi “uma grande trapaça da sorte”. O ambiente é de tristeza e consternação. Todos lamentamos a morte do ministro Teori. O presidente da República decretou luto oficial por três dias. Manifesto o meu sentimento de tristeza e pesar aos familiares e oro a Deus para que sejam consolados pelo Espírito Santo. Mas, diante do fatídico acidente aéreo e da morte, a palavra do ministro Barroso merece uma reflexão. Afinal, estamos diante de trapaça da sorte ou de trapaça da morte? O pensamento do Padre Antonio Vieira ajuda a responder o questionamento: “Não há tributo mais pesado do que a morte e, contudo, todos o pagam, e ninguém se queixa, porque é tributo de todos” (Sermão de Santo Antônio, 1642). A morte pode ser uma impostora, mensageira sinistra e indesejada, mas certamente não é trapaceira, porque alcançará a todos, indistintamente. E vida ou morte também não é questão de sorte ou trapaça, porque Deus paira soberano acima de todas as coisas. A “Bíblia” ajuda a responder. Quando o texto de Eclesiastes 7:2 afirma que “é melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa”, a explicação está no próprio texto. No funeral, Deus mostra qual é o destino de todos os homens, e é bom que os vivos levem isso a sério. Todos nós queremos distância dessa sinistra invasora de lares e destruidora de famílias – a morte, que também invade a nossa família e as casas de nossos amigos. Mas não adianta espernear. Não tem jeito, não! Por isso é bom ter em conta que Deus nos deu um Salvador, Jesus de Nazaré, que deu a vida por pecadores como eu e você. Na hora do luto, palavra de homem não pode consolar ninguém. Só mesmo a palavra de Deus pode trazer conforto nessa hora. Guarde esta singela afirmação bíblica no coração: “Quem crê em Jesus não é julgado e tem a vida eterna” (João 3:16). Com o Salvador, a vida começa aqui e não termina na eternidade. Lá, no seio do Pai celestial, não haverá mais choro, nem morte, nem dor (Apocalipse 21:4).

Amilton Alvares

amilton@2registro.com.br

São José dos Campos

POSSE DE DONALD TRUMP

Dramas

Tragédias domésticas: no Brasil, a morte de Teori Zavascki, um infortúnio; nos EUA, a posse de Trump, deplorável!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

Paradoxo

Ontem tomou posse o 45.º presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, em razão de suas bravatas e ameaças, poderia ser conhecido como “Trumptista”. Provocou a China e a perigosa Coreia do Norte, mostrou-se simpático à política de Vladimir Putin, ameaça acabar com o Obamacare, programa de saúde que beneficiou 20 milhões de americanos, e muitos outros impropérios. Portanto, por lá 52% de yankees e praticamente o mundo inteiro torcem para que Trump não cumpra suas promessas eleitoreiras, o oposto das campanhas por aqui, em que candidatos prometem de tudo, e nem com “reza brava” da população as cumprem.     

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Comparações absurdas

Quem se interessou em conhecer o currículo de Donald Trump, mesmo pelo Google, sabe muito bem que compará-lo a Lula ou a Dilma não passa de mera ingenuidade.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

De Obama para Trump

Em sua última entrevista coletiva, o presidente Barack Obama deixou sua inquestionável marca de grande estadista. Obama poderia aproveitar o valioso momento, como faz a esmagadora maioria dos políticos, para fazer propaganda de suas ações bem-sucedidas, mas preferiu alertar o impulsivo, beligerante e protecionista Donald Trump das armadilhas que suas retóricas ideias lhe podem armar: ouvir só quem está ao seu lado, a relação com a Rússia e Cuba e o diálogo com a imprensa – que deve ser livre, como bem fez questão de enfatizar – foram os destaques dos valiosos conselhos. Obrigado, Obama, e bom proveito, Trump!

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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