Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

25 Janeiro 2017 | 04h02

SÃO PAULO, 463 ANOS

São Paulo dos imigrantes, São Paulo da pizza e da garoa, São Paulo que há décadas tem se transformado na terra de tanta gente. São Paulo um dia me recebeu de braços abertos e, nos 40 anos em que nela vivi, tive os melhores dias de minha vida. São Paulo, parabéns pelos 463 anos de sua fundação.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

PARABÉNS

Finalmente podemos comemorar o fato de nossa cidade, no seu 463.º aniversário, estar livre de pichações, grafites, desenhos, pinturas, etc., que preenchiam seus muros e paredes de forma indiscriminada, sem gosto nem critério. Nenhuma cidade que se preze, no mundo civilizado, ostenta esse festival de mau gosto. Parabéns ao novo prefeito, que em menos de um mês desde a posse limpou a cidade e não se esqueceu do lixo acumulado nas ruas, “presente” do alcaide anterior. Não nos esqueçamos de que a estética é ética e irmã gêmea da higiene.

M. Cecília Naclério Homem mcecilianh@gmail.com 

São Paulo

*

CIDADE PUJANTE

Dia de festa e comemoração. Hoje, quarta-feira, a capital do trabalho e da gastronomia, a São Paulo de todos nós, maior cidade brasileira e sul-americana, comemora 463 anos de fundação. Os números da metrópole surpreendem, por sua pujança, até mesmo quem vive nela e se acha familiarizado com seu progresso e gigantismo sem igual. Segundo dados do IBGE, 12 milhões de pessoas residem em espaço de 1.521 quilômetros quadrados. É uma das cidades mais globalizadas do planeta. Seu PIB é de fazer inveja a dezenas de países, representa 11,5% da riqueza brasileira. A população é gigantesca, representa 27% do Estado e 6% do País. Aqui vivem imigrantes de inúmeros países, convivendo pacificamente, trabalhando e produzindo para que a cidade tenha um PIB maior que muitos Estados brasileiros. Esta é São Paulo acinzentada, pichada pelos vândalos, de transito caótico, mas quem a conhece não quer sair para outro lugar, apesar da violência das ruas. Parabéns, São Paulo, pelos 463 anos hoje completados. Te amamos hoje e sempre.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

*

FUNDAÇÃO DE SÃO PAULO

No aniversário da cidade, encaminho trecho da carta do Padre Anchieta ao fundador e superior da Companhia de Jesus, Ignácio de Loyola, publicada no livro “Histórias que a História não conta”, de Paulo Nathanael Pereira de Souza: “Para sustento desses meninos, a farinha de pau era trazida do interior, da distância de 30 milhas. Como era muito trabalhoso e difícil, por conta da grande aspereza do caminho, ao nosso padre (Nóbrega) pareceu melhor ao Senhor mudarmo-nos para esta povoação de índios, que se chama Piratininga. (...) Por isso, alguns dos irmãos mandados para essa aldeia no ano do Senhor de 1554, chegamos a ela no dia 25 de janeiro e celebramos a primeira missa numa casa pobrezinha e muito pequena, no dia da conversão de São Paulo, e por isso dedicamos ao mesmo nome esta casa (...)”.

Mario Ernesto Humberg marioernesto.humberg@cl-a.com

São Paulo

*

RECORDAÇÕES DE SÃO PAULO

Não é discriminação, é fato! É amar São Paulo e triste ver a diferença entre duas épocas. Era 1954. São Paulo comemorava seu quarto centenário e eu, aos 12 anos, junto de outros alunos, concluía o curso primário. Muitos eram filhos de imigrantes europeus, de árabes, de japoneses e alguns mal falavam nossa língua. Havia também netos de ex-escravos que, ainda vivos, contavam histórias. Linda, tipicamente europeia, São Paulo da garoa crescia sem crimes, sem violência e sem favelas, já sendo a maior cidade do Brasil, com 60 milhões de habitantes. Os prédios muito bonitos eram bem conservados. As casas tinham muros baixos e muitas nem muro tinham; não precisavam. As praças, com banheiros públicos, jardins e monumentos, eram abertas e limpas. Não havia vandalismo nem assaltos e as calçadas eram seguras e transitáveis. Naqueles anos sem inflação, mesmo com tantos estrangeiros, havia mais amor e respeito por São Paulo, que crescia ordenadamente e o ensino era de qualidade. Sempre cantávamos os Hinos Nacional, da Independência e à Bandeira. Não pichávamos prédios nem escolas, não quebrávamos as carteiras e, principalmente, respeitávamos os professores. Ia-se de castigo e não se contava em casa, para não apanhar. Todos passeávamos tranquilos de dia ou à noite, sem perigo algum. O povo era pobre, mas de boa índole, ordeiro e educado, mesmo sendo a maioria analfabeta. Os ônibus e bondes vermelhos abertos e camarões da CMTC iam a todos os bairros. Além deles, as “Marias Fumaça” nas muitas ferrovias ligavam São Paulo ao litoral, descendo a serra, ao interior e a outros Estados, transportando passageiros em carros ingleses de madeira, envernizados e limpos de 1.ª e 2.ª classes com bancos reversíveis. Ninguém viajava de costas ou de lado. Mas isso acabou. A população que hoje habita São Paulo é outra e grande parte me lembra os hunos. Esta “gente” incivilizada só quer a Lei de Gerson. Direitos todos; obrigação nenhuma! E assim, irracional e selvagemente invadida, maltratada, com lixo por todo canto, muito suja e violenta, a cidade comemora seus 463 anos em nada lembrando a saudosa, bela e civilizada São Paulo que existiu até os anos 50. Ainda assim, parabéns, São Paulo!    

Nilson Martins Altran nilson.altran@hotmail.com

São Caetano do Sul

*

LEMBRANÇAS GRATIFICANTES

Felizes os paulistanos e paulistas (o próprio) que estiveram pessoalmente na nossa capital no IV Centenário, na chuva de triângulos de prata e na inauguração do carrilhão da Catedral da Sé. Dias e noites inesquecíveis, numa cidade em que se podia andar tranquilamente por qualquer rua ou praça, em qualquer horário – mesmo de madrugada. As diferenças naturalmente são enormes, em comparação com a urbe de hoje: tomávamos os ônibus da CMTC, os famosos GM Coach, na Rua Faustolo, na Lapa, às 5 horas da manhã, e desembarcávamos precisamente às 5h30 na Praça Ramos de Azevedo. Dali até nosso local de trabalho, o mercadão, íamos a pé, na maior tranquilidade, devíamos estar ali antes das 6 horas, para conferir as caixas de laranjas que diariamente chegavam de Limeira, para serem comercializadas na Rua L-15, na barraca do sr. Ernâni Beltrame, vizinha de outro mercadista, que hoje é o maior fabricante de suco de laranja. Nosso maior divertimento consistia em perambular pelas ruas centrais, no Largo do Arouche, na República e na Avenida São João, comíamos sanduíche de mortadela nos baixos do Edifício Martinelli e de vez em quando usávamos os famosos Camarões da CMTC para nos deslocarmos para rincões um pouco mais distantes. Visitas ao Aeroporto de Congonhas eram obrigatórias, para admirar os DC-3 e os Convair da Real, os Curtis Commanders da Vasp, e descer para Santos, pelos trens da Santos/Jundiaí. Os tempos passaram célere, nossa capital agigantou-se, tornou-se a maior da América do Sul, mãe e mantenedora de milhões de pessoas vindas de todas as regiões do Brasil e, ainda mais protetora, dos imigrantes que aqui desembarcaram e foram adotados como filhos legítimos. Metrópole pujante com suas indústrias, seus comércios diferenciados, altaneira em suas universidades, grata por possuir uma “imprensa centenária” representada pelo nosso querido “Estadão”. Parabéns, minha querida São Paulo de Piratininga, pelo seu povo, pela alma do grande prefeito Faria Lima e, do novo, um jovem que mudará para melhor a “cara” da nossa capital.

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

*

GRATIDÃO

São Paulo: “Ab imo pectore” (do fundo do coração) e com o maior respeito e consideração, ergo minhas mãos para o céu, imitando as torres da Catedral da Sé, que o “Estadão” de ontem (24/1) nos apresentou em maravilhosa foto à página A14, como que agradecendo a Deus pelos 463 anos de sua fundação. Agradeço ao padre José de Anchieta por tão querida e abençoada cidade. Simbolicamente, nós, paulistanos e paulistas, em sinal de gratidão ao que São Paulo faz para o nosso Brasil, de joelhos beijamos seus pés. Aplica-se à cidade, como uma luva, a máxima latina “veni, vidi, vici” (vim, vi e venci).

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

*

REPENSAR A CIDADE

Não sei se devemos comemorar ou lamentar o aniversário da cidade. São Paulo se transformou numa cidade problema. Precisamos repensar tudo o que se relaciona com o bem viver nela. Não precisamos de maquiagem, precisamos de planejamento e disposição para mudar tudo o que há de errado. Não precisa ser de um dia para o outro, mas também não pode ser muito devagar, do contrário, ela será ingovernável. Tolerância zero com tudo o que está errado.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

*

LIMPEZA NO PARQUE

Há muitos anos, desci o Grand Canyon a pé e acampei uma noite perto do Rio Colorado. Fiquei surpresa ao descobrir que não havia latas de lixo por lá. Todo o lixo produzido deveria ser levado de volta. Lição aprendida! Sou usuária do Parque do Ibirapuera desde criança – pedalinho, Salão da Criança, piqueniques – até atualmente. O parque é um lugar com muitas latas de lixo, mas o pior dia para frequentá-lo é segunda-feira ou após feriado, pois a quantidade de lixo espalhado transforma a corrida em corrida de obstáculos. Sei que a Prefeitura de São Paulo vai promover uma faxina geral no Ibirapuera neste dia 25 de janeiro, aniversário da cidade e do parque, convocando seus usuários para catarem o lixo por lá. Não concordo com essa iniciativa. A prefeitura deveria promover uma limpeza geral do Parque do Ibirapuera deixando-o impecável para o lazer de seus usuários no dia 25. E os usuários deveriam conservar o nosso parque limpo durante os 365 dias do ano. Caro usuário, por favor, leve o lixo produzido por você no parque de volta para a sua casa. Dê esse presente para São Paulo e para todos nós. 

Ana Lucia Tubero anatubero@afasia.com.br

São Paulo

*

CIDADANIA

Muitos cidadãos paulistanos que apreciariam ver sua cidade mais limpa, frequentemente, se esquecem de que calçada não é depósito de bituca de cigarro, tampouco de embalagens de bala. Outros, igualmente, que gostariam de conviver com um trânsito melhor, não se lembram de dar seta ao mudar de faixa ou dobrar a esquina. Outros, ainda, que reclamam do excesso de pessoas em trens ou no metrô, pouco se interessam em respeitar filas. Aproveitando a comemoração do aniversário de São Paulo, é bom lembrar que não basta ao cidadão exigir, com razão, seus direitos. É preciso também exercer a cidadania.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

AGENDA DO PREFEITO PARA HOJE

Aconselho o prefeito João Dória que nem pense em entrar no picadeiro do venerável Circo Piollin. Ele será montado na Avenida Paulista neste dia 25 de janeiro. Deixe isso com os profissionais do circo, eles são mestres e sabem o que fazem. Sugiro que, se não puder resistir à tentação, o prefeito ensaie a jardinagem. As árvores paulistanas estão pedindo uma poda faz muito tempo. Inclusive nosso alcaide poderá fazer sua apresentação bem perto de sua casa, pois as árvores dos Jardins estão tombando por falta de cuidados da Prefeitura e seus respectivos departamentos.

Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

*

O PRESENTE DE DORIA

Lamentáveis a ignorância e o preconceito do prefeito de Sampa, João Dória (PSDB), que não sabe diferenciar grafite/arte de pichação. Dória confunde tudo, mistura as bolas e manda apagar belos grafites e arte de rua como se fossem pichações ou vandalismo, quando são coisas totalmente diversas. Graças ao novo prefeito, verdadeiras obras de arte de rua foram destruídas de forma tola e gratuita e a cidade ficou ainda mais cinza, feia e visualmente mais pobre e poluída, num triste presente de aniversário pelos seus 463 anos.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

CONVIVÊNCIA E RESPEITO

Foi perfeita a decisão do prefeito da capital paulista: proibição de grafites em muros e monumentos que emporcalham a cidade. A população não é obrigada a ver quadros horríveis impostos ao público. Grafite é crime previsto em lei por quem desfigura o monumento original. No Rio de Janeiro já fizeram desenhos e rabiscos ininteligíveis na imagem do Cristo Redentor, no Palácio do Catete e em estátuas de homens famosos da história do Brasil, em total desrespeito não só à história, como ao próprio patrimônio da Nação. A maioria dessas pessoas, que se dizem artistas, não passa de amadores, aprendizes sem noção dos valores históricos e arquitetônicos. Fato semelhante ocorre com pessoas que usam música em volume fortíssimo, obrigando cidadãos a escutarem seu som sem o desejar. São imposições inaceitáveis em desrespeito explícito ao próximo. Tomara que o prefeito Marcelo Crivella siga o exemplo de São Paulo.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

*

Moro próximo da Avenida 23 de Maio e quero cumprimentar o prefeito João Doria pela limpeza feita nos murais dessa via paulistana. Durante a péssima gestão do prefeito Calamiddad, a administração municipal pagou R$ 1 milhão para que pseudoartistas emporcalhassem esse importante corredor viário, mas agora, graças ao novo prefeito, só restaram os verdadeiros grafites.

Fernando Fenerich ffenerich@gmail.com

São Paulo 

*

Acho que o prefeito Doria exagera um pouco ao apagar os grafites da cidade. Muitos deles são bacanas e ajudam a amenizar o cinza da cidade. Agora, como tudo na vida, há que haver alguma ordem e planejamento ao liberar as áreas disponíveis, de modo que a cidade não vire a casa da mãe Joana, como fez o ex-prefeito Fernando Haddad, deslumbrado e sem noção, ao permitir aquelas pinturas de péssimo gosto, irresponsavelmente, nos seculares e até então bonitos Arcos do Jânio. Do contrário, daqui a pouco vão querer grafitar o Monumento às Bandeiras, o Obelisco, a minha casa, a sua... Agora, com os pichadores folgados, desajustados e porcalhões, tem de pegar pesado mesmo. Pichação não é arte. É crime!

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br

São Paulo

*

PROJETO CIDADE LINDA

O prefeito João Doria vem limpando a cidade daqueles grafites que empesteiam nossas ruas, e a imprensa cai em cima com críticas como se fosse um sacrilégio. Desculpem-nos os apreciadores das “artes grafiteiras”. Muitos paulistanos não gostam e os acham de gosto duvidoso, causando, inclusive, poluição visual. Por que não vendem sua arte em quadros, como qualquer artista? Por que precisam impor sua arte a gostos diversos nas ruas de São Paulo? Sejamos democráticos. Vendam a quem os aprecia! A imprensa mesmo ajudaria divulgando nos mesmos espaços em que reprovam as atitudes do prefeito. Ficariam ricos com certeza!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*                                         

SÃO PAULO LINDA

“Cidade Linda” é São Paulo limpa. Grafite, sim, pichação, não! Viva a arte de rua! Basta de esculhambação!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

PROTESTOS

Lá vêm de novo os artistas e os intelectuais defendendo os pichadores que emporcalham a cidade de São Paulo. E faz coro com os artistas um representante dos ciclistas alegando que o aumento da velocidade máxima nas Marginais dos Rios Tietê e Pinheiros poderia aumentar o número de acidentes, tanto para ciclistas quanto para pedestres. A única coisa que o ciclista se esqueceu é de que as Marginais são vias expressas e ali não é permitido o tráfego de bicicletas e pedestres. Portanto, para este pessoal, não importa se o prefeito está certo em suas medidas, mas, sim, tumultuar, e a cidade de São Paulo que se lixe.

Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

*

OS CICLISTAS E A VOLTA DOS 90 KM/H

Os ciclistas, tão preocupados com os 90 km/h na Marginal expressa, deveriam também fazer alguma ação para educar, dar alguma civilidade à maioria dos ciclistas que circulam nas vias de São Paulo, em particular nas ciclovias. Confesso que, como ciclista experiente, sinto-me profundamente incomodado com a forma como boa parte dos ciclistas pedala e se comporta, particularmente em algumas ciclovias, como a da Avenida Faria Lima. Interessante ver que os ciclistas repetem exatamente o comportamento que afirmavam ter os motoristas em relação a eles, ciclistas – os pedestres que o digam. Sempre que possível, prefiro pedalar com os motoristas, que em regra sempre foram bem mais cordiais. Basta sinalizar, respeitar e agradecer. Não há dúvida de que a diminuição da velocidade na cidade reduz danos e mortes, mas essa ação encobre inúmeros erros técnicos de sinalização horizontal e vertical, alguns escandalosos, tão comuns e espalhados por todas as partes que continuarão causando mortes estúpidas. Faixas de pedestres fora do trajeto do pedestre, falta de tempo da luz verde para cruzar a rua, luz verde que nunca vem, placas confusas, falta de sinalização, excesso de sinalização, geometria da via imprópria, projetos obsoletos, etc. Não é difícil que a morte de Mariana, a modelo, no cruzamento da ciclovia da Faria Lima com a Rua Chopin Tavares de Lima, tenha sido causada pela confusão de leitura dos dois semáforos colocados juntos, para ônibus e para ciclistas. Sobre isso não ouvi uma palavra dos ciclistas.

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

*

A VELOCIDADE NAS MARGINAIS

O secretário municipal de Transporte de São Paulo “é do ramo” é já mencionou, em entrevista, que o ganho de tempo, tão almejado pelos motoristas, só ocorre onde houver pouco trânsito. Nos horários de maior movimento, a velocidade média ideal é mesmo de 50 km/h (um especialista francês, minucioso, diria até que é de 49 km/h), porque a partir dessa velocidade os motoristas, por segurança, necessitam aumentar a distancia de seus veículos em relação aos que estão à sua frente e, assim, a velocidade possível vai caindo até o valor mencionado. Certamente, essa ocorrência “naturalmente incompreensível” já terá ocorrido a quem dirige em rodovias, quando, sem nenhuma causa aparente, veículos começam a se embolar e a velocidade do grupo de veículos ora baixa, ora sobe, mesmo não havendo muitos transitando. Não se trata de feitiçaria ou mau-olhado: a partir da velocidade mencionada, cada aumento torna necessário maior distanciamento entre os veículos, e isso diminui o fluxo. A nova administração municipal anunciou uma solução “salomônica” estabelecendo faixas de velocidades diferentes. Quem optar pelas faixas de velocidades mais altas, nos horários de mais movimento, constatará que nas faixas de velocidades menores, estranhamente, o trânsito fluirá melhor.

Rogerio Belda  r.belda@terra.com.br

São Paulo

*

FAÇA A COISA CERTA

Sr. prefeito Doria, de que adianta aumentar a velocidade das Marginais  num país que está quase parando.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

*

OS CEM ANOS DE JÂNIO QUADROS

Jânio Quadros completaria 100 anos neste 25 de janeiro, data de São Paulo, cidade por ele governada em duas ocasiões (1953-1954 e 1986-1988). Teve uma carreira meteórica: em 13 anos, foi de vereador da Pauliceia a presidente da República. Derrotou o então cacique populista Adhemar de Barros na disputa ao governo paulista em 1954 e foi o mais bem votado deputado federal, curiosamente pelo Estado do Paraná, em 1958. Para muitos, a lembrança que se tem de Jânio se restringe à sua personalidade histriônica e à renúncia ao mandato presidencial, estigma que carregou até seu último suspiro. Contudo, seu papel como gestor público que, por exemplo, legou à cidade o Parque Ibirapuera e a Guarda Civil Metropolitana ainda hoje não foi devidamente avaliado. Em seu centenário, Jânio Quadros carece de uma biografia isenta de paixões políticas e com fulcro em fontes documentais primárias das quais emergirá a verdade histórica em torno de sua controversa pessoa e inegável obra.

José D’Amico Bauab josedb02@gmail.com

São Paulo          

*

A MORTE DE TEORI ZAVASCKI

A Justiça do Rio de Janeiro decretou sigilo sobre as investigações que apuram as causas da queda do avião que matou cinco pessoas num acidente na cidade de Paraty (RJ), incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da Operação Lava Jato na Corte, Teori Zavascki. Uma lei de 2014 tornou sigilosas as apurações da Aeronáutica em acidentes do tipo. A Aeronáutica confirmou que conseguiu acessar o material do gravador de voz da cabine, mas não divulgou o conteúdo. Segredo de Justiça. Que coisa mais absurda! O que estão decidindo sigilosamente? Na realidade, a Justiça tem de ser pública e imparcial, e nada de segredinho para perder o pouco de crédito que ainda resta ao nosso devedor Poder Judiciário.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

*

INVESTIGAÇÃO EM SIGILO

Não precisa de sigilo. O culpado já está “definido”: foi o piloto! Qualquer dúvida, podem perguntar para ele...

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

*

QUEM PODE COM ESTE PAÍS?

2017 se descortina dando pancadas e golpes contínuos. Prevejo um ano com mais pacotes de desgraças desenfreadas. Não é 2016 que não quer acabar, é 2017 que vem com mais fôlego e velocidade, com desejo inconteste de ser Cavaleiro do Apocalipse, deixando um rastro de fumaça tóxica pelos ares. 2016 não vai ser páreo para o ano que se despontou, mostrando para o que veio. Acredito nessa suposta premissa. Não, não tivemos tempo para digerir os últimos acontecimentos macabros do sistema prisional brasileiro e já estamos caindo pelos ares. Definitivamente caindo num mar de águas salgadas e purulentas. Hoje, o Brasil foi insuperável, pois acho que talvez estejamos chegando ao patamar de países com capacidade invulgar de se construir, desconstruindo, num processo contínuo pavoroso: dois passos para a frente, dois passos para trás... Dois pontos tecidos, dois pontos desmanchados; e assim sucessivamente, sem deixar que alguma coisa evolua. As imagens dos corpos decapitados já se tornaram distantes e meio apagadas em nossas mentes, como se cada desgraça se engalfinhasse com a outra, para ter mais notoriedade e divulgação na mídia. Quem pode com este país? Quem pode acompanhar a velocidade astronômica de coisas espúrias surgindo aos borbotões? Quem é capaz de se construir desconstruindo com tanta agilidade pérfida? Não sei! Talvez os “homens de ferro ou Penélope, esposa de Ulisses”. Volto a frisar que estamos carentes de amparos divinos! Esta construção infinita de um Brasil que se desconstrói diariamente lembrou-me Penélope, que tecia de dia, desconstruindo todo seu trabalho à noite, num ardil insuperável para ludibriar seus pretendentes, que a aguardavam terminar o sudário para se casar, novamente. Qual pretendente Penélope escolheria para ocupar o lugar do marido sumido na Guerra de Troia? Ninguém! Sem querer contrariar o pai e ser desleal com Ulisses, Penélope foi insuperável, enovelando-se numa teia de mentiras. Hoje, o Brasil foi mais insuperável que Penélope! Insuperável, essa é a única palavra que me vem à cabeça. Não tenho outro vocábulo para definir o que se abateu nos mares de Paraty! Caímos! Caímos num ardil insuperável? Tragédia (?) ceifou a vida de uma figura responsável pela investigação dos políticos mais graduados do Brasil! Que obra do destino ou do acaso veio a calhar, para atrasar a “delação do fim do mundo”! O que poderia ter feito o ministro Teori Zavascki, feito Ícaro, interromper a tranquilidade de suas férias, saindo do aconchego do seu lar, para voltar a trabalhar no processo da Operação Lava Jato? Aproximação de fevereiro, mês para se oficializar ou não as delações com centenas de políticos? Novos indícios para reforçar a investigação? Quem poderia saber de alguma coisa de um ministro que demonstrava discrição inabalável? O “tempo”, o “mau tempo se aproximando”, que corroborou para o acidente ocorrido com a aeronave? Já preveniram, e essa notícia é mais velha do que a República, que em Paraty tudo é mais complicado: a visibilidade é muito pior com o mau tempo. Lá também não há torre de controle nem estação meteorológica. Lembro-me do acidente em que desapareceu, sem deixar rastro, Ulysses Guimarães. Foi nos mares atlânticos também. Que nuvem negra espessa se infiltrou no céu de Ulysses, de fato? A baixa visibilidade, pois ainda é muito cedo para fazer suposições ou achismos, sobre as causas do acidente... Quem pode com este país? Quem poderá com a Operação Lavo Jato? Quem será capaz de parar a engrenagem da máquina, que se constrói se desconstruindo com tanta agilidade pérfida? Os homens de ferro?  Não! Penélope? Não! Apesar de seu forte potencial de engendramento para passar por tempos difíceis, ela já foi superada por este país. Ainda é cedo, muito cedo, para teatralizarmos as teorias das conspirações! Ainda é cedo, muito cedo, para falar em substituições, redistribuições dos processos. Precisamos deixar os ânimos recobrarem capacidade de reflexão. Com o recuperar-se de trauma pós-perplexidade? Precisamos de tempo para processar a morte do ministro. Precisamos de tempo para lamentar perda irreparável. Precisamos chorar junto com o povo brasileiro. Precisamos de tempo para investigar. Precisamos dar tempo ao tempo. Fazendo, desfazendo, tal qual Penélope, quem sabe seja possível combater os perversos seres que derrubam Ícaros; quem sabe fazendo, desfazendo, consigamos aprender a acertar, um dia!

Andreia Donadon Leal deiadonadon@yahoo.com.br

Mariana (MG)

*

A DECISÃO DA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA

Como já era previsto, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm opiniões diversas quanto à redistribuição da relatoria do processo da Lava Jato. Até o momento em que a presidente, ministra Cármen Lúcia, escolha o novo relator dos processos da  Lava Jato, não há um consenso quanto à escolha. Os processos eram da relatoria de Teori Zavascki, morto  em acidente aéreo em Paraty, na semana passada. Alguns ministros defendem que os autos sejam remetidos a um dos integrantes da segunda turma da Corte, da qual Zavascki participava. Neste caso, a relatoria recairia entre os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffolli ou Ricardo Lewandowski. Outros acham que, como existem investigados como o presidente do Senado, Renan Calheiros, a distribuição deveria ser feita entre todos os integrantes do tribunal. Existem os que entendem que a presidente deveria obedecer integralmente ao regimento da Corte, remetendo o caso ao substituto de Teori. Essa alternativa prejudica a ideia do presidente Temer de só indicar um novo ministro depois da escolha do relator. Caso outras previsões regimentais sejam seguidas, existe a possibilidade de que, em casos urgentes, haja a distribuição dos processos aos revisores. Na segunda turma, o revisor é o ministro Celso de Mello, e, no plenário, o revisor é o ministro Luís Roberto  Barroso. A escolha do  novo relator suscitou um amplo debate sobre o futuro da Lava Jato e a preocupação é se o novo responsável vai manter o viés estritamente técnico seguido pelo ministro Teori Zavascki. Considerado urgente no tribunal é o prosseguimento da homologação das 77 delações de executivos da Odebrecht. O ministro Teori examinava minuciosamente, com seus auxiliares, o material, mesmo durante o recesso, mas agora este trabalho foi bruscamente interrompido com o seu falecimento. Pelo menos para dois membros do tribunal a possibilidade de que a ministra presidente homologue as delações até o fim do período do recesso do Judiciário é muito pouco provável. Eles acham que existem previsões regimentais e legais para que isso venha a ocorrer. Para que um ato seja considerado urgente, é fundamental designar um novo relator e analisar se de fato se configura a premência na validação da delação como prova. Para esses magistrados, a ministra Cármen Lúcia não é pessoa que gostaria de tomar uma decisão de tamanha envergadura sem uma consulta aos demais colegas. Eles têm a convicção de que ela pensa realizar reuniões informais antes de qualquer decisão final, e estão ao inteiro dispor para colaborarem para o que for necessário, nem que para isso seja necessário antecipar seu retorno antes do fim do recesso. Enquanto isso, como toda a população do País, eles esperam, ansiosamente, a definição da presidente do Supremo Tribunal Federal.

José Carlos Werneck werneckjosecarlos@gmail.com

Brasília

*

NOVO RELATOR DA LAVA JATO

Não poderá ser outra, que não a presidente atual do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia. Pela suas características, intenções e discrição, é ela que mais se aproxima do finado ministro Teori quanto ao apoio irrestrito à Lava Jato, mas dentro do império da lei. Esta é a hora em que aparece o verdadeiro líder, capaz de aglutinar toda a esperança do povo brasileiro honesto e trabalhador e tocar adiante esse processo, que trará à luz do sol toda a infâmia que o projeto criminoso de poder impingiu ao nosso povo.

Michel A. Khouri michelkhouri99@gmail.com

Curitiba

*

SONSENSO

Parece que os ministros do STF chegaram a um consenso para a solução na escolha do relator da Lava Jato. Cada um vai ficar com a sua.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

*

QUATRO NOMES

Quatro ótimos nomes para serem indicados para a vaga aberta no STF: Janaina Paschoal e Miguel Reale Júnior, que fizeram um bem ao Brasil com o pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Ives Gandra da Silva Martins, jurista renomado, foi o primeiro que se manifestou publicamente sobre a possibilidade de afastar a ex-presidente. Por fim, o herói nacional, o juiz Sérgio Moro, que sem pestanejar e sem medo de ser feliz enfrenta poderosos de plantão, sem deixar a peteca cair. Qualquer desses nomes seriam bem-vindos para a Corte Suprema.

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

*

O STF NÃO MERECE

Não obstante o respeito e admiração que nutro pela família Gandra Martins, o STF não merece mais um ministro oriundo da Justiça do Trabalho. Bastam os ministros Marcos Aurélio e Rosa Weber, cujas participações nas decisões da Suprema Corte nada contribuem para  o lustro – que todos nós esperamos – da nossa corte maior. Reconhecidamente a Justiça do Trabalho, como a Militar e a Eleitoral, são consideradas áreas do Judiciário com menor estofo jurídico e doutrinário. Em decorrência, não foram poucas as sugestões de serem aqueles segmentos do Poder Judiciário absorvidos pela Justiça Ordinária – aquela que já cuida da área cível, penal, tributária, previdenciária e seus apensos. Com isso, a população brasileira espera que o novo ministro seja escolhido entre os operadores do Direito que detenham expertise numa gama maior de conhecimento e experiência do campo jurídico nacional.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

*

DÍVIDA E DESEMPREGO EM 2017

A grave crise econômica que afeta o País tende a se estender por todo o ano de 2017. Especialistas já dizem que a recuperação da atividade econômica, dos investimentos e dos empregos tende a ser morosa. Triste saber que todo este caos se deve, em grande medida, à incompetência do governo federal e à irresponsabilidade na gestão do dinheiro público. Ninguém, se analisarmos friamente a situação, passou ou passará incólume pela recessão. Empresas demitem, profissionais têm salários em atraso, Estados e municípios estão à beira da falência. Esta, infelizmente, é a realidade brasileira. Enquanto isso, governos gastam mais do que arrecadam, há compras para abastecer aviões e tudo de mais absurdo à moda brasileira.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

*

CORRUPÇÃO

O FBI reconheceu que precisaria de 103 anos para desmantelar todo o esquema de corrupção da Odebrecht, a maior empreiteira do Brasil. Isso é autoexplicativo, revela a dimensão e o sucesso da maior empreiteira do País. E o grande interesse em atrasar ao máximo toda e qualquer investigação e o julgamento. Pois os crimes podem prescrever. As consequências são a miséria, o sofrimento e a desassistência da maioria em benefício de poucos empresários e políticos, estes últimos com grande chance de impunidade.

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

*

Lava Jato no STF 

Parabéns à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, por determinar a continuidade do processo da Lava Jato. O Brasil tem muita sujeira acumulada nos últimos 13 anos, que deve ser limpa em conformidade com o rigor das leis, sem procrastinação.

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

*

LULOPETISMO

A encruzilhada petista (24/1, A3) será resolvida por Renan Calheiros, José Sarney e Fernando Collor, como sempre. 

ROBERTO DE MAMEDE C. LEITE r-mamede@uol.cm.br

Ubatuba 

*

SANEAMENTO BÁSICO

O editorial Uma vergonha nacional (23/1, A3), ao comentar a paralisia das ações de saneamento básico, desde que a Lei 11.445/07 transferiu para os municípios a responsabilidade por esse tipo de concessão, deixa de considerar que esse pode ser o principal motivo da estagnação, que representa uma catástrofe para a saúde e o bem-estar da população, além de representar um severo risco para garantia do acesso à água potável. Ora, as prefeituras mal conseguem fiscalizar e impedir ocupações irregulares, o despejo de esgoto nos mananciais, córregos e rios, tratando esse tema com absoluto descaso. Se falham nessa prevenção básica, como imaginar que serão capazes de assegurar qualidade e quantidade na expansão do saneamento básico? Os rios que abastecem os mananciais das principais regiões metropolitanas percorrem várias cidades, fator que dificulta o desvelo das prefeituras. Como exemplo do problema, em cidades como Guarulhos o saneamento básico fica à incumbência de uma autarquia municipal, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE Guarulhos), que detém a outorga da concessão, mas não tem onde captar água potável, comprando da Sabesp, no atacado, 90% da água consumida na cidade. O resultado é que maus gestores cobram da população pelo “fornecimento de água”, mas não pagam à verdadeira fornecedora, desviando recursos para outras finalidades; com isso, Guarulhos acumula uma dívida de quase R$ 3 bilhões com a Sabesp. Órgãos como o SAAE Guarulhos são cabides de empregos.

*

DESEMPREGO AMPLIADO

A taxa de desemprego ampliada usa uma métrica mais complexa: inclui quem faz bico por falta de opção e trabalha menos do que poderia ou desistiu de procurar trabalho. Por esse critério, perto de 23 milhões de brasileiros estariam desempregados ou subutilizados, ou seja, 21,2%, quase o dobro do desemprego oficial. O pior é que este governo incompetente que aí está não move uma palha no sentido de gerar empregos, só sabe falar e falar, mas resultado, até hoje, nenhum.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

*

TRAGÉDIA SOCIAL

Mais de 2 milhões de famílias desempregadas nos últimos dois anos e sem perspectiva de recontratação em 2017 não é uma “situação”, mas uma tragédia que pode se transformar num holocausto. E, com tantos bilhões que retornaram do BNDES (R$ 100 bilhões depositados antecipadamente pela então presidente Dilma), mais os quase tantos bilhões gerados por impostos e multas no estranho e discutível acordo de legalização e anistia dos depósitos ilegais no exterior, não vejo justificativa para tantos cortes em programas sociais, recessão e catástrofes.

Luiz Fernando Pegorer eng.pegorer@gmail.com

Santos

*

A PIOR DAS FACÇÕES

O ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto declarou que a explosão da criminalidade nos presídios brasileiros se divide também entre os políticos corruptos que foram pilhados na Operação Lava Jato. Considera que, das facções, a mais nociva ao País é a dos assaltantes do erário, cujo dinheiro desce pelo ralo da corrupção, e o que falta ao Estado é desempenhar bem seu papel na economia, no social, na educação, na saúde e nos serviços públicos. Percebe-se que o País está ainda muito longe dessas metas, enquanto não dizimar, de uma vez por todas, a corrupção sistêmica no Brasil.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

A GUERRA EM ALCAÇUZ

É impressionante a omissão do governo estadual do Rio Grande do Norte, em especial do Executivo e do Judiciário, no caso do Presídio de Alcaçuz. Até quando cerca de mil pessoas vão controlar uma área no município vizinho da capital do Estado? Quando o Estado, por seus meios legais, vai exercer o direito da força para controlar uma situação? Nos últimos dias estivemos assistindo, junto com os agentes de segurança, a cenas de banditismo explícito. Se o governador não tem mais o controle, que renuncie! E o papel menor do Poder Judiciário chega a causar revolta. Ao trabalho, senhores! Até quando existirá uma área liberada no Rio Grande do Norte?

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

*

FAZENDO ESCOLA

A comparação é realmente macabra. Quando poderíamos imaginar fossem tantos os seguidores do famigerado Chico Picadinho nos presídios potiguares?

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

*

O TRÁFICO E A VIOLÊNCIA

Traficantes, guerra de facções, contrabando de drogas e armas e violência dentro e fora dos presídios só existem porque o tráfico tem consumidores de drogas. O usuário de droga é tratado como um coitado, uma pessoa que necessita de atendimento médico, para sua recuperação, mas nada se faz para que isso aconteça. No entanto, é tecnicamente responsável por tudo isso que está ocorrendo. Está na hora de o usuário de droga ser penalizado de alguma forma. Quantos milhões de reais são utilizados na compra de drogas e sem pagar nenhum tipo de imposto? Pensando bem, até a Receita Federal deveria agir. E que tal o Legislativo mudar a legislação para melhor controle da situação? Se os usuários de droga fossem cadastrados, até uma distribuição de drogas por meio do governo, com receita médica, poderia sair menos onerosa do que o gasto para controle da violência atual. Se não existirem compradores, acaba o tráfico.

Gilberto Abu Gannam gilbgag1@hotmail.com

Piracaia

*

INSOLÚVEL!

Se alguém ainda tinha alguma dúvida de quem é que manda no mundo dos presídios, essa dúvida não existe mais, nem para o cidadão comum nem tampouco para o governo. E o pior de tudo isso é que nada vai mudar num futuro próximo. As soluções apresentadas e postas em prática pelo governo federal, como a de utilizar as Forças Armadas nas inspeções das cadeias, são de fazer qualquer palhaço morrer de rir. Aliás, os palhações somos nós, os brasileiros. E não se fala mais no assunto!

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

*

GUERRA NOS PRESÍDIOS

Decorrência direta da falta de escolas, ou de qualidade destas, é a imensa pobreza moral da população e de seus políticos. Esta guerra entre presos é política interna deles, em face da ausência do Estado. Os governos, desde sempre, têm sido frouxos com a liberdade do povo, pensando que se trata de democracia.

Carlos A. A. Borges borges49@hotmail.com

São Paulo

*

QUALIFICAÇÃO PARA PRESOS?

Confesso que me senti um João Ninguém no momento em que o presidente da República, Michel Temer, e alguns de seus ministros usaram a imprensa para dizer que o governo vai trabalhar para a qualificação profissional de detentos. Num país onde o desemprego atingiu a faixa de 12 milhões de profissionais, esse anúncio de qualificação profissional para detentos, com certeza, para a maioria dos desempregados, vale como uma provocação do presidente da República e seus comandados. Não somos idiotas e muito menos imbecis. Acorde, presidente Temer.

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

*

A SUÉCIA DESATIVA PRISÕES

Passou batida a nota de canto de jornal, recentemente, de que a Suécia vai desativar algumas prisões por falta de “clientes”, é lógico. Que felicidade! Os suecos podiam aluga-las para o Brasil.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

*

ACORDO

Não é preciso ser nenhum gênio para concluir que uma solução rápida para a crise dos presídios brasileiros só acontecerá caso as autoridades se submetam a um acordo, mesmo que espúrio, com as facções criminosas que dominam as cadeias do País. E, de acordo com o noticiário, já começou. É sintomático!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

*

TRAGÉDIA NO RIO DE JANEIRO

A morte de uma menina linda de 2 anos, vítima de bala perdida enquanto brincava, no Rio de Janeiro, filha de um policial militar, é uma verdadeira tragédia. Daquelas que transformam qualquer domingo feliz em revolta e indignação. Até quando inocentes perderão a vida na cidade mais bonita do Brasil?

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

*

VOLTA AO PASSADO

Começa mal o novo prefeito de Itanhaém (SP). Além de mandar com demora os boletos de IPTU e ISS para o ano de 2017 aos contribuintes, coloca um obstáculo retrógrado no pagamento destes, e só será possível pagá-los se for em agências de determinado banco, no caso, a Caixa Econômica Federal, sem a alternativa de pagar pela internet. No nosso caso, recebemos os boletos no último dia estipulado para pagamento, quando as agências já estavam fechadas. Como me neguei a pagar com multa ou sem desconto na parcela única, precisei recorrer à Fazenda da Prefeitura com a ameaça de efetuar o pagamento em juízo e entrar com uma ação de uso da autoridade com cerceamento do livre arbítrio. Voltamos ao passado quando, infelizmente, experimentamos as forças da falta da democracia. Avisamos, com todo respeito ao sr. prefeito e secretários da Prefeitura de Itanhaém, que já chegamos ao século 21.

Leila E. Leitão

São Paulo

*

TEMPESTADE PERFEITA

Depois de acabar com a globalização, destruindo a Parceria Trans-Pacífico (TPP), ajudar a implodir de vez a União Europeia e se livrar do Nafta, Donald Trump deve anunciar a reconstrução do Muro de Berlim, em parceria com seu único amigo, Vladimir Putin. A parceria de Trump com Putin, o cara que promoveu a primeira invasão territorial na Europa desde Hitler, cria um cenário de tempestade perfeita, quando todos os fatores indicam que a destruição será grande e os prejuízos, incalculáveis.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

LEVANTANDO A POEIRA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sepultou o acordo que eliminava tarifas e outras barreiras comerciais entre os EUA, Japão, Canadá, México, Austrália, Vietnã, Malásia, Peru, Chile, Brunei, Cingapura e Nova Zelândia. Trump realmente começou a mudar a política comercial americana e pretende buscar acordos bilaterais. Trump colocará os interesses dos EUA em primeiro lugar, investindo em obras de infraestrutura, como, por exemplo, ferrovias, rodovias, pontes, aeroportos e túneis. O novo chefe do governo pretende gerar empregos para os americanos, gerando riqueza para o seu povo.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

*

TRUMP E O BRASIL

Entende o embaixador Rubens Ricupero que a saída dos EUA da Parceria Trans-Pacífico ajudará o Brasil no futuro, porque a retirada do Japão, da Coreia do Sul e de outros asiáticos favorecerá o Brasil, especialmente no agronegócio, por exemplo, com a exportação de nossa carne para os EUA. Trump deseja proteger o emprego dos americanos, atuando com um protecionismo que, embora condenável por quase todos os países do planeta, neste caso auxiliará o Brasil. E será bom que isso ocorra com outras providências suas. Quando em seu discurso de posse asseverou que a “América é para os americanos”, não se pode esquecer que o Brasil está nela presente.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

ESTILOS BEM DIFERENTES

Fica clara a diferença básica entre os estilos de Barak Obama e Donald Trump, se comparamos as soluções sugeridas para acabar com o problema de terrorismo no mundo, usando força militar. Obama separou as ações de terrorismo da religião, e alertou que a força vencerá somente se for acompanhada com fortalecimento da democracia e a justiça social nos países de onde partem os terroristas. No seu discurso, feito sob medida para minoria americana, Trump prometeu acabar com este grande “mal”, sem explicar como. O exemplo do Iraque mostra o perigo deste discurso simplório para a paz mundial, ainda mais se Trump resolve “terceirizar” a guerra para não enviar soldados americanos. 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.