Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

29 Janeiro 2017 | 05h00

ECONOMIA

Cartões de crédito

Demorou demais para o governo intervir nos juros do rotativo do cartão de crédito. Minha esposa possui um cartão, que nós usamos para pagar uma série de aquisições, cujas faturas, quitadas, ela converte em milhas. E há muito tempo, toda vez que recebo as faturas fico indignado com uma folha que vem em apartado sugerindo que pode ser paga apenas uma parcela e financiado o restante. Para mim, é evidente que a instituição procura induzir o cliente a parcelar a conta, pois a taxa de juros, como informa o Estadão, fechou 2016 em 484,6% ao ano! A sugestão vem até com o retrato de um apresentador de TV, para ajudar a induzir o incauto a aceitar a “oferta”. Ora, é vidente que com esses juros a dívida se torna impagável. Bancos e outras instituições financeiras alegam alto índice de inadimplência, tanto para o cheque especial como para os cartões de crédito, mas jamais apresentaram planilha confiável que justifique juros tão elevados. Parece mais uma prática de usura, que o governo há muito já deveria ter proibido. Não por acaso os bancos no Brasil apresentam os maiores lucros do planeta.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

O mimimi dos juros

A Selic cai e os juros do cartão de crédito sobem. Vergonha nacional que se eterniza. E a Febraban explica com aquele mimimi de sempre... Acorda, Brasil.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

Previdência Social

Não é preciso ser doutor em finanças públicas nem especialista em previdência para constatar o óbvio nas explicações oficiais: o descompasso entre receita e despesa se deve ao aumento do desemprego de trabalhadores com carteira assinada. Sem entrar nas causas da recessão, podemos afirmar que as medidas anunciadas para tentar solucionar esse déficit não serão eficazes, pois já fizemos reformas da previdência utilizando esse mesmo diagnóstico. E sempre toda a pesada e desumana carga definida para a suposta solução de equilíbrio das contas recaiu, exclusivamente, sobre os menos favorecidos. Jamais mexeram nas causas reais de tais desequilíbrios: os privilégios injustificados de parlamentares, chefes e ex-chefes de Executivos, magistrados e outras categorias funcionais, somados à falta de mecanismos institucionais eficazes de acompanhamento pela sociedade – hoje isso é possível, em tempo real, pela tecnologia da informação, quase sem custos – para evitar a corrupção e a erosão dos recursos públicos, que a Operação Lava Jato está desnudando para uma sociedade descrente. Se forem reduzidos em 50% os privilégios existentes em toda a máquina pública e criados os mecanismos de uma democracia participativa, teríamos uma economia de mais de R$ 100 bilhões/ano, que daria para equilibrar as finanças públicas sem levar mais sofrimento à gente já tão sofrida deste Brasil. E sem falar no alto índice de satisfação da sociedade com seus representantes, o componente maior e mais forte para construir uma nação com valores e próspera.

FRANCISCO S. DE CARVALHO

boa.franc@terra.com.br

Rio de Janeiro

Sobrou para o consumidor

O famoso desconto de 20% oferecido pela ex-presidente Dilma Rousseff nas contas de luz foi, digamos, puro teatro. A União tem uma dívida bilionária com as empresas do setor elétrico e essa conta chegou. Para o consumidor! Haverá aumento de 9% nas contas para cobrir o rombo deixado pelo “descontaço” do populismo barato. Em plena recessão, com perda do poder de compra e desemprego em alta, esse aumento terá um sabor amargo.

WILLIAN MARTINS

martins.willian@globo.com

Guararema

CRIME E VIOLÊNCIA

Bestialidade

As pessoas ficaram chocadas com as histórias de decapitação e esquartejamento entre os detentos de presídios no Norte e no Nordeste. Será que não perceberam que a atuação dos criminosos contra a população aqui fora se está tornando cada vez mais cruel? Atiram na cabeça, no rosto das vítimas, para roubar um celular, uma moto ou um carro. Nos arrastões e invasões de residências não adianta seguir o que o comando da Polícia Militar (PM) recomenda, de qualquer forma o cidadão, indefeso e mesmo sem reagir, apanha feio e fica com a vida por um fio. Estamos no limite da bestialidade. A PM pode até prender os criminosos, mas é certo entre a população que logo estarão de volta às ruas. Precisamos repensar todo o sistema, essa política de acariciar a cabeça dos facínoras e dos menores violentos não está funcionando. Pode vir aí um efeito Trump tupiniquim, alguns Bolsonaros podem surgir e com propostas radicais conquistar votos suficientes para levá-los à Presidência e aos governos estaduais... Confesso que não me recusaria a ouvir tais propostas.

SERGIO ARAKI YASSUDA

sergio-araki@uol.com.br

São Paulo

Impunidade hedionda

Acusado de chefiar uma rede que explorava sexualmente meninas de 9 a 15 anos e condenado a 11 anos de prisão, o ex-prefeito de Coari (AM) Adail Pinheiro recebeu indulto natalino, ganhou liberdade e se livrou do processo. O nome oficial desse despautério é “perdão presidencial”, o que, traduzindo, significa dizer que o Brasil não tem mais jeito. 

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

TRUMPISMO

O muro

De nada vai adiantar construir um muro entre EUA e México. Quando não se pode passar por cima, passa-se por baixo. A loucura é tanta que logo Donald Trump vai querer construir um muro entre EUA e Canadá. Não para evitar que canadenses passem para o lado americano, mas para impedir que americanos queiram mudar para o Canadá, por causa de seus atos insanos.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Apagar os vestígios do passado e bloquear as portas do futuro parecem ser os objetivos de Trump. Não há outra explicação para a instalação de um oleoduto em terra sagrada indígena, contaminando a água e o solo, assim como para a construção de um muro na fronteira com o México, que resultará no aumento das tensões antagônicas entre os EUA e a América Latina.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Questão de ‘timing’

Pelas medidas tomadas, parece que Donald Trump acaba de sair de um coma após 50 anos.

MARCOS CATAP

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

103 ANOS

Segundo o noticiário, o FBI reconheceu que precisaria no mínimo de 103 anos para destrinchar todo o esquema de corrupção perpetrado pela Odebrecht e sua turma. O pior de tudo isso é que não existe nenhum crime, ou criminoso, em toda a história recente no mundo com os quais pudéssemos fazer uma comparação. Falar mais o quê?

LUÍS FERNANDO

luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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NO COMANDO

Considero absurdo que Emílio Odebrecht vá continuar comandando o grupo com seu nome (“Emílio ficará mais dois anos”, “Estadão”, 25/1, B10), mesmo após comprovadamente ser um dos maiores, talvez o maior, corruptos que o mundo já viu. Já imaginaram o mal que este senhor e seu filho Marcelo Odebrecht causaram aos brasileiros, principalmente aos mais pobres e desassistidos?

ADEMIR VALEZI

adevale@gmail.com

São Paulo

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A JUSTIÇA VIVE

A propósito da polêmica e aguardada escolha do nome do substituto do falecido ministro Teori Zavascki, que deverá seguir na homologação das delações premiadas da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato, cabe, por oportuno, destacar as palavras da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF): “O Supremo é contínuo, nós perdemos grandes juízes (...). O Supremo sabe que, apesar de toda a dor humana, nós temos um compromisso com a sociedade. O Supremo continuará para honrar juízes como Teori Zavascki. Neste momento estou preocupada com a família, mas as coisas serão resolvidas como sempre foram. Morrem as pessoas, a justiça não”. Bravo!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

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PEDIDO A CÁRMEN LÚCIA

Prezada ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), em nome de mais de 200 milhões de brasileiros, carentes de justiça, peço-lhe que assuma a responsabilidade de homologar as delações premiadas dos 77 executivos da Construtora Odebrecht, que supostamente envolvem um punhado de políticos na Lava Jato. Sem querer julgar ninguém e muito menos diminuir seus colegas da Corte, pois conhecemos o notório saber jurídico de cada um deles, nossa preferência para assumir e dar sequência aos trabalhos do ministro Teori Zavascki, principalmente a homologação das delações da Lava Jato, é toda sua. Faça isso, prezada ministra, em nome de todos os brasileiros cansados de sofrerem injustiças causadas por tantos julgamentos parciais.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI 

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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O TRABALHO DE TEORI ZAVASCKI

Para alguns, Teori Zavascki valia mais morto do que operante. O ministro do STF vitimado fatalmente no dia 19/1, num desastre de avião no mar de Paraty (RJ), estava prestes a homologar os 77 depoimentos de delação premiada de executivos da empreiteira Odebrecht, o que prejudicaria a vida de muitas raposas da política. Calaram uma voz da Justiça, mas não esgotaram a vontade pela busca da verdade e do que é justo, e tenho certeza de que o Poder Judiciário se mobilizará para dar sequência nos trabalhos do juiz falecido e pôr na cadeia esta corja de larápios que derramam lágrimas de crocodilo.

EDINEI MELO

edinei.melo@hotmail.com

Campinas

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DIFAMAÇÃO

Ao comentar os discursos de Dilma Rousseff em vários países da Europa, na última semana, o senador Álvaro Dias (PV-PR) questionou: “Dilma falou sobre o ‘assalto à democracia’ no Brasil. A que assalto ela estava se referindo? Ao petrolão? À compra fraudulenta de Pasadena? Ao propinoduto da Odebrecht, que financiou até mesmo as campanhas dela? Ou ao dinheiro que Eike Batista recebeu do BNDES e distribuiu na forma de propinas?”. Senador, o povo brasileiro decente questiona: Quem aprovou este passeio de Dilma pela Europa com enorme comitiva? Quem está financiando estes discursos difamatórios da nação brasileira? Por que o Ministério Público Federal não questiona esta senhora?

VAGNER RICCIARDI 

vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

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O ESQUEMA CABRAL

O empresário Eike Batista foi procurado pela Polícia Federal na quinta-feira, para receber ordem de prisão, investigado pelos juízes da Operação Lava Jato. Eike está sendo acusado de pagar propina ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, no valor de R$ 50 milhões. O empresário, que atua nos segmentos de mineração, óleo e gás, logística, energia, indústria naval e carvão mineral, já ocupou a posição de oitavo homem mais rico do mundo. Recentemente, Eike teve US$ 63 milhões bloqueados nas Ilhas Cayman. O milionário conseguiu sair do País esta semana, sem chamar a atenção da PF. O nome de Eike foi incluído na lista de foragidos da Interpol por ter deixado o Brasil utilizando seu passaporte alemão. Filho do ex-presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Eike não tem diploma de curso superior, e deverá, quando preso, ocupar uma cela comum.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA 

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CONIVÊNCIA

Os responsáveis pelas agruras por que estão passando os funcionários do Estado do Rio de Janeiro são os próprios funcionários coniventes daquele Estado que não denunciaram as corrupções do govenador Sérgio Cabral Filho.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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SÓCIOS

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho estaria fazendo inveja a Nelson Aldrich Rockefeller, se este ainda fosse vivo. Não é que o bandido carioca tem conta na Suíça, Luxemburgo, Bahamas, Uruguai e Andorra, e, para dar um cutucado no banqueiro americano, abriu também uma no Israel Discount Bank of New York, meca do magnata americano. Esse ladrão do erário, hoje recolhido no presídio de Bangu, era “sócio” de Eike Batista, outro assaltante dos cofres públicos, que, junto com Luciano Coutinho, pau mandado de Lula e da “presidenta” Dilma, transformou o BNDES em casa de Mãe Joana. O sócio, “megaempresário” Eike Batista, atualmente foragido e sendo procurado pela Interpol, estaria às vésperas de lançar um novo produto na praça. A base do produto é o mineral hidroxiapatita, que promete restaurar o esmalte dos dentes, torná-los mais brancos e reconstituir o tecido. Seria vendido por R$ 12 a unidade. A iniciativa mataria dois coelhos com uma só cajadada: além dos “benefícios” propostos aos consumidores, ainda traria um adicional inovador que resolveria o dilema da sua amiga, dona Dilma Rousseff, há muito atormentada querendo ver o “creme dental de volta para dentro do dentifrício”.

HUMBERTO DE LUNA F. FILHO

lunafreire@falandodebrasil.com.br

São Paulo

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O VOTO É A ARMA?

Ainda em 1988, quando era presidente da Assembleia Legislativa, Sérgio Cabral foi denunciado pelo então governador do Estado do Rio de Janeiro, Marcello Alencar, que alegava dispor de indícios que pretendia levar ao Ministério Público e que caracterizavam enriquecimento sem causa do deputado, mas com efeitos visíveis, como a compra de mansão milionária em Mangaratiba. É óbvio que denúncia de político contra político deve sempre ser olhada com desconfiança por resultar normalmente de retaliações pessoais. Vê-se hoje, porém, que a atitude do governador continha elementos que vieram a ser corroborados nos dia de hoje, e Sérgio permanece preso, acusado de prática de corrupção maiúscula. E saber que, depois disso, Cabral foi escolhido senador e, por duas vezes, governou o Estado... Será que o voto, afinal, é arma do eleitor ou simplesmente a munição dada de graça ao eleito para prosseguir seu tiroteio ensandecido em busca de poder e fortuna?

PAULO ROBERTO GOTAC

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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FARSA E ILUSÃO

Os desvios éticos de Sérgio Cabral e Eike Batista são exemplos da farsa e ilusão promovidas por um governo que vendia grandiosidades. A perda da seleção brasileira na Copa de 2014, para a Alemanha, foi um prenúncio da decepção que se seguiria na política. Eram tamanhas a desfaçatez e a certeza da impunidade que nem sequer se preocuparam em escamotear desvios. Butins exibidos como vísceras à mostra. Os que até ontem eram considerados exemplares e capacitados em suas respectivas funções acabaram execrados como farsantes e malfeitores. Como se possuídos de dupla personalidade: Dr. Jeckill e Mr. Hyde. Enquanto isso, a equipe de Cabral, no mínimo conivente com a situação vivida no Estado, continua a dirigi-lo mantendo cara de paisagem e voz condoída de pedinte de verbas, sem que se sintam envergonhados. Como é possível haver credibilidade? Tudo isso e mais todo o investigado pela Lava Jato demonstram que a corrupção é o holocausto de nosso país. Não pode, por isso, ser minimizada nem esquecida. Só punida.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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‘X’ DE XADREZ

O “Seu” Batista, futuro inquilino da cela X no complexo X de Bangu X, não tem com o que se preocupar, pois: basta dar um creme dental revolucionário a cada um de seus novos conselheiros e apresentar um plano mirabolante de escavação e perfuração; se bater a nostalgia dos tempos de mineração, as grades são de ferro; o “X” multiplicador será mais usado do que nunca, pois ele pode se tornar um “X9” ou ornamentar as paredes para contagem do tempo. E, nestes tempos tão difíceis, a rainha do carnaval não vai te abandonar, logo se depara com um pôster.

MARCO DULGHEROFF NOVAIS

marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

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O GRITO DOS INOCENTES

Espanta-me o nível de ruído e aparente espanto da imprensa com a revelação de que Eike Batista fez uso de estratégias que envolviam a corrupção de agentes públicos para que seus projetos prosperassem. Vivemos numa sociedade profundamente corrupta. No Brasil, a corrupção, como um câncer, se espalha de diversas formas, não só pelos corredores de todas as esferas de governo, mas também pelas salas de reunião e mesas de almoço da vida privada. Bem ou mal, todo grande executivo e empreendedor neste país conhece esse campo minado. Eike Batista, como empreendedor serial que é, conhecia muito bem esse ambiente. Ele sabia que suas as opções eram bola ou areia. Não me interpretem mal. Acredito profundamente que todos esses atos de corrupção merecem ser duramente punidos. A corrupção é uma enorme fonte do atraso no nosso desenvolvimento econômico e de perda de capital humano e financeiro para o exterior. Mas este uivo quase histérico da imprensa se deve fundamentalmente à sua inocência e à ignorância de como nosso país realmente funciona. E, em dias em que essa mesma imprensa discute também de forma quase histérica a soltura de presos por crimes não violentos em função da superlotação dos nossos presídios, é grande o desalento daqueles que querem trabalhar da forma correta no Brasil.

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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DECADÊNCIA

Incensado pelos governos Lula e Dilma como o exemplo de investidor a ser seguido, Eike Batista hoje é o fugitivo número um do Brasil. Ao invés de ser seguido, é perseguido pela Polícia Federal e pela Interpol. Considerado a 7.ª fortuna do mundo pela “Forbes”, deu um calote de R$ 45 bilhões, sendo, até onde se sabe, R$ 6 bilhões no BNDES, e hoje estampa as notícias policiais dos jornais de todo o mundo com a legenda no rodapé “Wanted”. Do X da prosperidade, símbolo de suas empresas, ao quadrado das grades dos presídios, das pulseiras de diamantes às algemas de aço. Que “maravilha” de exemplo a ser seguido, hein, presidentes? Creio que isso explique a situação calamitosa que seus governos populistas, protecionistas e irresponsáveis deixaram como legado para o Brasil.

SÉRGIO DAFRÉ 

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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DE MILIONÁRIO A PRESIDIÁRIO

Eike? Xiii!

A. FERNANDES 

standyball@hotmail.com

São Paulo

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LULA PREOCUPADO

Com Sérgio Cabral na cadeia e Eike Batista prestes a ser preso, a “alma mais honesta do Brasil” deve estar muito preocupada, diante da enorme possibilidade de tanto o ex-governador quanto o ex-maior empresário brasileiro virem a fechar acordos de delação premiada. Logicamente que o boquirroto ex-presidente vai alegar aos militantes e à “tigrada” que nunca soube de nada, muito menos da excepcional ajuda do BNDES ao ex-magnata e empresário brasileiro. Quando a caixa preta do BNDES será aberta??

ANTÔNIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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NA MIRA

A investigação das relações de Lula com Eike Batista poderá abreviar o timing anunciado pela Polícia Federal para a fase “Finalmente” da Operação Lava Jato.

ROBERTO TWIASCHOR 

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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VALE A PENA VER DE NOVO

Com a decretação da prisão de Eike Batista, é interessante rever na internet a glorificação que Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff faziam do megaempresário nos áureos tempos de impunidade, quando em seus enganosos, populistas e mentirosos discursos diziam que Eike era o exemplo vivo do empresário de sucesso, criativo, empreendedor, empregador, um orgulho para o Brasil. O resto é história. A propósito, as sucessões das prisões da Lava Jato estão erradas, o mentor e chefão de toda esta gente continua leve, livre e solto por aí. E, pior, agitando a massa – se é que vocês me entendem.

MARIA ELISA AMARAL

marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

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EIKE BATISTA

O PT roubou e permitiu que um grande número de pessoas “respeitáveis” ajudassem a roubar todo o dinheiro do Brasil. Agora, o povo pagará a conta e eles, os “respeitáveis”, ficarão livres?

LOURDES MIGLIAVACCA

lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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UM MINISTRO PARA O STF

Como constitucionalista que é, o presidente Michel Temer está encontrando muita dificuldade em nomear um novo nome para a vaga do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) deixada por Teori Zavascki, falecido tragicamente. Ora, a Constituição federal, no artigo 181, estabelece os pressupostos para assunção à vaga e que o escolhido tenha “notável saber jurídico e reputação ilibada”. O grande problema é encontrar pretendentes de “reputação ilibada”. Já existe até uma movimentação de interessados para que se faça “vista grossa” nesse quesito. Muda Brasil!  

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA 

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CONCURSO

Michel Temer deve ousar. Ao invés de indicar qualquer um, pois os nomes já ventilados não vão servir para nada, deveria era abrir um concurso público. Enquanto isso, Cármen Lúcia deveria chamar Sérgio Moro para dar uma ajudinha nos processos que estavam sob a supervisão do finado Teori. Quem sabe, pela experiência que tem, estes correriam bem mais rápido. A mídia divulgou que Teori tinha à disposição quase 30 juízes e técnicos especializados. Pela quantidade, acho que isso já deveria estar pronto há muito tempo. E para relatá-los, pode-se escolher qualquer ministro, pois este apenas vai ler os processos no plenário.

PAULO H. COIMBRA DE OLIVEIRA

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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PROCURA-SE

Procura-se para o preenchimento da vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki no STF um cidadão ou cidadã com exímio conhecimento jurídico, com idade entre 35/75 anos, com reputação ilibada e sem envolvimento com a classe política nos últimos 20 anos. A imparcialidade do dr. Ives Gandra Martins Filho é o que basta para mandar o “procura-se” para o espaço. Tenho dito.

LEÔNIDAS MARQUES

leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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QUEM SERÁ?

Não sei, não. Vamos aguardar a escolha. Tomara que não seja uma mistura de Dias Toffoli com Ricardo Lewandowski, disfarçada na pele de um Edson Fachin.

ULYSSES FERNANDES NUNES JR

Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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CRISE PENITENCIÁRIA

A existência de 564 mil mandados de prisão não cumpridos (“Estado”, 27/1) e, mesmo assim, as prisões já estarem superlotadas e em crise é o demonstrativo de que algo de muito urgente deve ser feito para a normalização do setor. O Estado, por seus entes – Executivo, Legislativo e Judiciário –, tem o dever de oferecer à sociedade a segurança do cumprimento das leis. Entre esses deveres está o de apenar os faltosos de acordo com sua ação delituosa e promover a sua recuperação para que possa voltar a ter vida civil normal e útil ao meio. A tarefa, como se verifica pelas estatísticas, não vem sendo cumprida. É preciso identificar os problemas, medir os recursos disponíveis e todos marcharem rumo a uma solução que seja contemporânea e venha a atender às condições brasileiras. De nada adianta sonhar com o rigor das prisões norte-americanas ou a liberalidade de alguns sistemas. Precisamos entender que estamos no Brasil e o problema tem de ser equacionado conforme as condições locais. E tem de ser depressa, antes que as insurreições se multipliquem e o controle se torne ainda mais difícil.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                    

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RENÚNCIA COLETIVA

Os sete integrantes indicados pela ex-presidente Dilma Rousseff para o Conselho Penitenciário do Ministério da Justiça renunciaram aos seus cargos e saíram com críticas ao Plano de Segurança. Não me parecem abalizados a tal crítica. Basta ver o que está acontecendo nos presídios do País. Começou em Manaus e já está se espalhando para presídios de outros Estados. Então criticarem um Plano de Segurança sem que eles e o governo do PT, com Lula e Dilma, tenham feito algo, é ridículo. A situação dos presídios não nos deixa mentir. O que fizeram nesse sentido? Os presos pela Operação Lava Jato sem diploma de curso superior deveriam ir para estes presídios, para sentirem na pele o que é um presídio brasileiro. Seria desumano? Sim, mas a culpa por essa situação é deles.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESTAVA BOM?

Os sete integrantes do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério de Justiça que pediram demissão não parecem ter motivos razoáveis para reclamar das medidas tomadas por esta gestão, já que pior do que estava o sistema penitenciário não poderia ficar.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PERIGO ORGANIZADO

Se existe um nome que impõe respeito e medo na sociedade é a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Eles são organizados e têm estatuto de conduta (leis de comportamento), e quem não respeitar é duramente punido, às vezes com a vida. A “lei” funciona para os presos e libertos. O PCC foi fundado em agosto de 1993, logo fará 24 anos de existência. A organização desde então só prosperou. O PCC está infiltrado em praticamente todos os Estados do Brasil. E vários sãos os meios ilícitos de ganhar dinheiro: vendas de drogas, assaltos a bancos, roubos de cargas, sequestro, etc. No ano de 2006 eles ganharam mais notoriedade atacando bases de segurança e civis. E, desde então, até o momento, muitas bases de segurança do Estado tiveram placas ou tubos de concreto ou acessos desviados ou impedidos. Foi um terror, a população ficou aterrorizada, a mídia só falava nisso. E em 2012, novo terror, só que o alvo exclusivo foram os policiais, e um ou dois foram assassinados por dia pelo período de quase um mês. Enfim, se nada mudar, em breve o PCC vai virar partido político.

ALEX TANNER

alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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REFLEXÃO SOBRE A VIOLÊNCIA

Estamos alarmados com a enormidade de violência que nos cerca. Então, este é um bom momento para reflexão e entendimento da nossa história. Dizimamos indígenas e escravizamos africanos. Exploramos imigrantes conveniados. Não demos valor a empregadas domésticas e trabalhadores rurais (vide CLT). Dentre tantas atrocidades que fizemos, vou falar de rios. Matamos o Tietê, o Jacaré Pepira, o Jacaré Guaçu, o Mogi Mirim, o Pardo, o Cervo, o Paranapanema, o Paraná, o Grande, o São Francisco, o Miranda, o Paraguai e mais algumas centenas. Com eles matamos quase o total de jaús, pintados, dourados, jurupocas, piracanjubas, pacus e mais e mais e mais. Quem tem sangue frio para tanto não teria para atentar contra sua própria espécie? Está dando a lógica. Ou não?

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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EDUCAÇÃO SOBRE DROGAS

Desculpe insistir nestas notas sobre educação sobre drogas. Mas é que o tempo passa e o consumo de drogas aumenta e, com ele, a criminalidade brutal, o que tem levado ao colapso da ordem pública, dos presídios e também vai levar ao colapso da polícia e da saúde pública. Neste momento também é essencial reduzir o consumo de drogas, e para isso é necessária uma campanha pública explicando à população, principalmente aos jovens, os malefícios das drogas. Esse aspecto se torna mais importante ainda quando se veem pequenos grupos defendendo a liberação das drogas, dizendo que com isso haverá menos prisões de drogados. É o mesmo que liberar assassinatos, para diminuir a necessidade de mais presídios. Por favor, vamos começar campanha explicando o que fazem as drogas. Hoje se vê propaganda de tudo, inclusive de estatais, que não precisam de propaganda, como a Petrobrás e a Caixa, e não se vê um tostão gasto para explicar de maneira simples e clara o mal que as drogas fazem e os vultosos custos que acarretam ao País, principalmente os policiais, judiciais e hospitalares. Que estão esperando nossos governantes? Preferem fazer mais e mais presídios, ao invés de esclarecer e orientar a população? No campo federal, recomenda-se ao presidente Temer que oriente os Ministérios da Saúde, da Educação e da Justiça para que tomem posição sobre o assunto. O mesmo deve ser feito nas esferas estaduais e municipais. Governador Alckmin, se o senhor, como médico, tomar a dianteira aqui, em São Paulo, o País o seguirá. 

WILSON SCARPELLI 

wiscar@terra.com.br

Cotia

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O MURO EUA-MÉXICO

O muro que Donald Trump diz que construirá na fronteira dos EUA com o México é mais um que a humanidade terá de derrubar. Trump parece ser o que é: um ditadorzinho nanico eleito para presidir uma nação gigante, em conjunto com o presidente do México, que não dá condições de vida a quem ali reside, mesmo que sendo apenas “de passagem” de outros paisecos da América Latina.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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MÉXICO NO MERCOSUL

O Brasil deveria convidar o México para entrar no Mercosul, agora que é evidente que o governo Trump vai acabar com o Nafta. O Brasil poderia mostrar que tem algum vestígio de inteligência e vontade de exercer algum papel na economia mundial além de exportar bananas.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PROVOCAÇÃO

O recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou medidas que seriam interpretadas como provocação ao sistema capitalista, se implementadas em outros países. E mostra a necessidade de uma reflexão de quem exerce influência no controle da nossa economia. Exportamos matérias-primas e commodities e importamos produtos manipulados, deixando o valor agregado no exterior. Que as atitudes desta figura provocadora sirvam como exemplo, e não apenas no campo político. O Brasil precisa mudar seu comportamento e Trump está dando alguns indicativos de como proceder. 

URIEL VILLAS BOAS

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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