Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

30 Janeiro 2017 | 05h00

DONALD TRUMP

O bode na sala

Os esperançosos em que, uma vez empossado, Donald Trump abandonasse as sandices que na campanha eleitoral prometera pôr em prática percebem, agora, que tudo o que ele disse é para ser levado a sério. A cada palavra, a cada gesto, fica claro que devemos nos preparar para uma nova ordem mundial, mais conturbada e imprevisível. Tempos difíceis, de intolerância e beligerância, parecem aproximar-se. A recente “estreia” da embaixadora nomeada por Trump na ONU, Nikki Haley, não deixa a menor dúvida. Em tom belicoso, intimidatório e até grosseiro para os padrões estabelecidos nos canais diplomáticos, ela disse em alto e bom som: “Estamos anotando o nome de quem não nos apoia”. Um acinte, em se tratando do plenário de um organismo que a rigor é o templo universal do debate de ideias com o objetivo de pacificar interesses difusos ao redor do planeta. O povo americano cuidou de botar o bode na sala e o resto do mundo deve ficar muito atento. Olho nele!

FERNANDO CESAR GASPARINI

phernando.g@bol.com.br

Mogi-Mirim

Em maus lençóis

O sr. Trump vai pondo a diplomacia dos EUA em maus lençóis. Daqui para a frente, é evidente que só encontrarão má vontade mundo afora. Exceção será a Inglaterra, pois os EUA aparecem como tábua de salvação do futuro de sua economia. O que ganha esse presidente com sua agressividade e as opiniões superficiais? Por aqui, levamos 13 anos para reconhecer que bravatas são só isso, e custam muito caro. Espero que lá as vejam mais rapidamente. 

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

No lixo da História

Imaginem Napoleão, Nero, Calígula, Hitler, Stalin, Bush, Lula, Fidel, Maduro, Chávez, Dilma, todos numa mesma pessoa. Meu voto vai para... Donald Trump!

PAULO HENRIQUE C. DE OLIVEIRA

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

ERROS JUDICIAIS

Projeto Inocência

Leio no Estadão que uma advogada criminalista quer trazer para o Brasil o Innocence Project. Apesar de eu não ser do meio jurídico, acompanho essa área nos EUA e muito do Innocence Project por lá, um projeto admirável e de resultados brilhantes. Num país como os EUA, com legislação criminal dura, e duramente aplicada na maioria dos Estados, onde grande parte do país (até hoje!) convive com inúmeros preconceitos e vieses dos mais variados tipos, o Innocence Project vai atrás de casos clamorosamente injustos e de punições extremamente longas ou de morte. E cada caso que ele abraça leva muitos anos para ser eventualmente revertido (um pouco mais rápido agora, com as técnicas de DNA). Trazer esse projeto para o Brasil – onde quase que se autoriza cada cidadão a cometer um assassinato na vida, pois, primário e com uma defesa competente, ficará em liberdade por décadas e quando condenado em definitivo entra num regime de progressão de pena que o porá na rua com um sexto da sentença cumprido; e ainda com uma Justiça lerda, como se sabe... – só pode ser uma iniciativa com algum cunho político ou autopromocional, não algo que se possa levar a sério. Quando algum “caso” se resolver, o injustamente condenado já (ou ainda) estará em total liberdade.

ANTONIO CLAUDIO LELLIS VIEIRA

lellisvieira@gmail.com

São Paulo

PREFEITURA PAULISTANA

Surto psicótico na periferia

Prefeito João Doria, dona Walquíria Xavier, de Ermelino Matarazzo, reclama da falta de remédio para tratamento de esquizofrenia de seu filho de 23 anos. O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de São Miguel Paulista não tem biperideno, clonazepam e lítio. Aliás, remédio nenhum. Ela e outras mães estão desesperadas porque não têm condição de comprar os medicamentos controlados. Walquíria alerta ainda que o surto psicótico se espalha pela zona leste.

DEVANIR AMÂNCIO

devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

Prioridades

Pois, então, sr. prefeito, acredito que em sua lista de prioridades os remédios estejam fora. Em todos os postos da Aclimação e região nem aspirina existe. Graças a Deus, pude comprar. Mas e quem não pode? O que deve fazer para continuar vivo, pedir esmola com a receita na mão? Para nós, sr. prefeito, pichadores e muralistas são picuinhas diante de tantos absurdos, como essa falta de remédios. Aqueles deveriam ficar para depois.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Garantia de obras feitas

Passados menos de cinco anos da reforma do baixo Pinheiros realizada pela Operação Faria Lima-Largo da Batata, temos uma quantidade grande de defeitos nas calçadas novas: piso de pedra lascando, solto ou soltando, buracos, deformidades, tampas de cabeamento desalinhadas ou com acabamento quebrado, meio-fio e calçada afundados, remendos mal feitos, isso para não enumerar defeitos no leito carroçável ou nos postes que não foram retirados até hoje. Problemas inaceitáveis, principalmente por se tratar de obra pública recém-concluída. Ando esperneando pelo acionamento da garantia da obra, mas nunca obtive resposta. Agora descobri que só duas secretarias, a de Obras e outra qualquer, têm condição de acionar a garantia de uma obra. Estranho, mas talvez explique por que há tantas obras novas por toda a cidade, de todos tamanhos, que mal são concluídas e viram um tormento para os cidadãos em tão pouco tempo. Da forma como está, não funciona, ninguém duvida. O correto seria qualquer munícipe ter facilidade de acionar a garantia de uma obra, o que estimularia a cidadania, pressionaria a execução de um bom serviço e, com certeza, facilitaria o trabalho dos funcionários responsáveis. Ou alguém está feliz com o nosso asfalto? 

ARTURO CONDOMI ALCORTA

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

Revitalização? 

Visitei a Praça Adolpho Bloch no dia 25 para ver a “revitalização” que o prefeito João Doria lançou. E fiquei revoltado. Ao retirarem a cerca, o lugar ficou inteiramente aberto ao barulho, à visão do tráfego e também aos viciados, alcoólatras e criminosos, 24 horas por dia. Ao retirarem as árvores e os arbustos que estavam atrás da cerca, foram destruídas áreas que forneciam abrigo e alimento a pássaros, insetos, borboletas e mariposas. Os bancos também foram retirados e agora não há lugar para sentar. Essa perda irreparável de flora e fauna foi substituída por mastros altos, que estão longe de contribuir para a natureza íntima desse pequeno e agradável parque, que fica em frente a uma das igrejas mais bonitas da cidade, a Nossa Senhora do Brasil.

JOHN FITZPATRICK

johnfitz668@gmail.com

São Paulo

SOCORRO FEDERAL NÃO SERÁ GRATUITO

O acordo de socorro federal ao Estado do Rio de Janeiro finalmente foi fechado e anunciado. Caberá ao governo fluminense viabilizar a aprovação de medidas que resultem em cortes de despesas e aumento na arrecadação. O desafio, agora, estará nas mãos do governador e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Também haverá necessidade de apreciação do Congresso Nacional, visto que alguns itens envolvem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de âmbito federal. Caberá, neste caso, ao presidente Michel Temer negociar a aprovação das medidas que, sem dúvida, serão analisadas pelos congressistas logo no início do ano legislativo. O Rio de Janeiro precisa de dinheiro com urgência e não há espaço para protelações. O Estado quebrou e não tem a mínima condição de se dar ao luxo de recusar o “auxílio” de Brasília. A única solução é esta, a que foi apresentada na noite de quinta-feira, 26/1. Os cidadãos, uma vez mais, serão penalizados com aumento de impostos; e o funcionalismo, com a elevação das contribuições previdenciárias de ativos e inativos. Ao governador restará apenas o desgaste político, pois não há outra punição para a irresponsabilidade cometida à frente da máquina pública fluminense. Esperemos, neste momento, que os legisladores estaduais e federais acelerem a análise e aprovação das medidas. Caso contrário, infelizmente, a insolvência é o único destino.

Willian Martins

martins.willian@globo.com

Guararema

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ELES NÃO SE IMPORTAM

O acordo assinado entre o governo federal e o Estado do Rio para ajuda financeira traz uma série de medidas que o Estado terá de adotar. Corte nos gastos, aumento de receitas, aumento da alíquota previdenciária, etc. A conta está sendo apresentada ao servidor ativo, inativo e pensionista. O presidente da Alerj estava presente na ocasião da apresentação do plano. Sua presença no encontro era para assegurar a aprovação das medidas exigidas na Alerj. Vamos ver qual será o comportamento dos deputados estaduais na votação das medidas, principalmente a da contribuição previdenciária, pois, além da elevação para 14%, há uma contribuição temporária de 8% – ou seja, o vencimento do servidor ativo, inativo e pensionista sofrerá um desconto previdenciário de 22%. O ex-governador Sergio Cabral e sua quadrilha saquearam e quebraram o Estado, e a conta quem paga é o servidor público. As medidas serão aprovadas. É justo cobrar do servidor público? Não. Mas a categoria não tem força representativa eleitoral. Qual o quadro de servidores ativos, inativos e pensionistas? 500 mil, aproximadamente. O colégio eleitoral do Estado do Rio é de 12 milhões. Sabem quanto estes 500 mil servidores ativos, inativos e pensionistas representam no colégio eleitoral? Nem 0,5%. Numa eleição majoritária, para governador, por exemplo, o candidato não se incomoda com 500 mil eleitores; mas numa eleição proporcional, para deputados, por exemplo, há a preocupação, sim. Pode ser que isso altere alguma das medidas exigidas pelo governo federal. Mas eu não acredito muito, não.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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FESTAS E GASTANÇA

Finalmente, foi feito o acordo do Estado do Rio de Janeiro com o governo federal. Depende, ainda, da aprovação das contrapartidas pela Assembleia Legislativa Estadual, a Alerj. Estão chegando fevereiro e o carnaval. Esta é uma bela oportunidade para colocar um freio nas gastanças viciadas do Estado e dos municípios fluminenses em festas sem pé nem cabeça, como, por exemplo, o carnaval. Como se pode brincar o carnaval com um país neste estado de calamidade? Como se pode ficar alegre quando se anteveem os problemas que chegam com a folia? No acordo do Estado do Rio com o governo federal deveria constar a proibição dos festejos, com a consequente aplicação do dinheiro nas prioridades de que os cidadãos fluminenses tanto necessitam.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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QUEM VAI PAGAR

O governo já traçou o plano para salvar do caos econômico o Rio de Janeiro. A proposta prevê demissões voluntárias, aumento de impostos e redução de funcionários. Ou seja, justamente aqueles que não roubaram um centavo do dinheiro público é que terão de pagar o pato – e o marreco também.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CORRUPÇÃO

O Rio de Janeiro passa por uma grande crise, sem verba para cumprir compromissos com seus funcionários e com atividades públicas. Enquanto isso, surgem as informações sobre as transações entre o ex-governador Sérgio Cabral e um empresário de renome, Eike Batista. Os desvios de verbas atingem valores absurdos. Por certo a ação das organizações investigativas precisam ser levadas em conta no sentido de criar mecanismos para que fatos com estes não mais se repitam. E, por certo, que não se limitem apenas ao Rio de Janeiro.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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EIKE – OURO DE TOLO

A conturbada e turbulenta trajetória de Eike Batista, de 7.º homem mais rico do mundo no ranking da “Forbes”, em 2009, para a lista vermelha de fugitivos procurados pela Interpol, em 2017, é prova cabal de que, em vez de o “X” alavancar seus negócios, acabou multiplicando sua derrocada e o infortúnio dos que investiram e acreditaram em seus megalomaníacos sonhos de grandeza e fortuna rápida. “Sic transit gloria mundi.”

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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CASTELO DE AREIA

A fortuna de Eike Batista foi construída com argamassa somente de areia... Herdeiro de um ex-ministro de Minas e Energia, nasceu em berço de ouro. Ainda menino, já era dono de uma mina de ouro. Especializado em dar golpes nos bancos públicos brasileiros, tais como o BNDES, chegou a figurar entre os homens mais ricos do mundo. Hoje não passa de um fugitivo da Justiça brasileira que logo, logo, estará vendo o sol nascer quadrado, tomando café de canequinha.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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MELHORA NA ECONOMIA

As previsões de crescimento econômico do Brasil avaliam melhora no 2.º semestre de 2017. Excelente trabalho apresentado pela revista “Exame” (18/1) mostra que isso “não será possível” considerando a situação atual. O problema é que, não obstante as reformas que o governo possa vir a fazer, os prognósticos atuais são muito ruins, em virtude das empresas terem uma imensa dívida que em fins de 2016 chegava a R$ 3,6 trilhões. Somente R$ 500 bilhões estavam em negociações. A única forma de melhorar esse quadro será o Banco Central acelerar a queda de juros. O crédito sobre o PIB está em 61%, sendo considerado o ideal 40%, segundo o BTG Pactual.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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JUROS

Agora, sim, nos sentimos aliviados e favorecidos. Por meio de apuração feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), viu-se que a taxa de juros da média geral para pessoa física apresentou redução de 0,49%, ao passar de 8,2% para 8,16%. Em face de tal façanha, os juros do cheque especial passaram para 284,8% ao ano, e os do cartão de crédito, para 415,3%. Fantástico, né?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CARTÃO DE CRÉDITO

A partir do dia 3 de abril, cartão de crédito só pode cobrar rotativo por 30 dias. Se essa medida é benéfica para todos, como afirmam o Banco do Brasil, o Itaú e o Bradesco, aqui fica a pergunta que não se cala e também não será respondida: por que, então, senhores banqueiros, não tomaram essa iniciativa antes e esperaram esta norma do Banco Central? Me engana que eu “gotcho”!

José Roberto Niero

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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TABELA DO IMPOSTO DE RENDA

Até quando vamos ficar com a tabela do Imposto de Renda congelada? É mais um confisco que o governo impõe aos assalariados. O discurso é de modernização, de crescimento econômico, mas no fim é só injustiça com o povo. A atualização não é diminuição de arrecadação, mas o congelamento é confisco. O pior de tudo é que vemos as entidades que poderiam fazer alguma coisa, que teriam alguma força, se calarem, consentindo com tudo isto.

Vanderley Jordão

vanjord@outlook.com

São Paulo

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MUDANÇAS NA PREVIDÊNCIA

Se o governo estivesse mesmo disposto a limitar os benefícios dos militares, assim como os dos pobres mortais, não teria excluído a categoria militar do texto da PEC geral da Previdência, já no Congresso Nacional para aprovação. Isso é só fogo de palha para enganar o povo iletrado, ingênuo e medroso e facilitar a aprovação da PEC.

Luiz Fernando Pegorer

eng.pegorer@gmail.com

Santos

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REAJUSTE DOS MILITARES

O melhor parâmetro e o mais justo, posto que é o autor da proposta, é estabelecer a idade mínima para adquirir o direito, a mesma quantidade de contribuições, o mesmo valor como teto dos recebimentos e, se for o caso, a possibilidade de acumular benefícios, com duas ou mais aposentadorias, com os havidos pelo presidente da República.

Enio Celso Salgado

salgadosenior@icloud.com

São Paulo

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PICHAÇÃO NA AVENIDA PAULISTA

Ao ver a pichação no asfalto da Avenida Paulista, na semana passada, em protesto contra as medidas tomadas pelo prefeito João Doria de limpar a cidade, nem precisa achar os culpados. A prova está escancarada no mesmo local: as ciclovias do ex-prefeito Haddad ficaram intactas! Mandem a conta para o PT!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PICHAÇÃO

Furtiva, deplorável, deve ser criminalizada como prática de poluição visual urbana.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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A GESTÃO DÓRIA

O prefeito da cidade de São Paulo, João Dória, eleito recentemente, quer proporcionar no seu mandato uma melhor qualidade de vida aos seus 12 milhões de habitantes, e, para tanto, já está desenvolvendo o Corujão da Saúde e o projeto Cidade Linda. Com firmeza e persistência saberá, também, combater os pichadores e grafiteiros que tentam emporcalhar a cidade.

José Millei

millei.jose@gmail.com

São Paulo

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SIMPLES ASSIM

Cidade limpa é cidade civilizada. A propósito, o prefeito João Dória não precisa inventar nem ameaçar os pichadores que emporcalham tudo por aí, bastando, para tanto, aplicar-lhes a lei. Ela é claríssima. E não se fala mais no assunto!

Eleonora Samara

eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

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MEDIDAS

Penso que algumas medidas para resolver de vez o grave problema municipal das pichações são estas: 1) criar o “Disque Pichações”, para denúncia anônima dos criminosos; 2) solicitar do governo estadual a colaboração da Polícia Civil para investigar os autores das pichações. Para a polícia que descobre tão intrincados crimes, este não é o mais difícil. O ideal seria surpreender – com o “Disque Pichações” – os pichadores no momento do crime e fazendo um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima. 3) Deter de imediato os criminosos e fazê-los limpar toda a pichação sob a vigilância da Guarda Civil Metropolitana. Uma vez limpa a sujeira, cumprida a pena, se o criminoso for menor de idade, será como medida socioeducativa prevista em lei. Após cumprida a pena, os pichadores serão soltos, caso haja reincidência, o criminoso terá de limpar o dobro do espaço anteriormente limpo, seja de quem pichou. 4) O material próprio para limpar a sujeira deve ser cobrado dos criminosos, se for menor de idade sem condições financeiras, seus responsáveis arcarão com os custos do material de limpeza.

José Carlos de Castro Rios

jc.rios@globo.com

São Paulo

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A VELOCIDADE NAS MARGINAIS

Esta discussão entre ciclistas, prefeito, departamento de trânsito e outros, sobre a velocidade nas Marginais de São Paulo, é boba demais. Via expressa é via expressa, lugar de ciclista é na ciclovia, pedestre não tem de atravessar essas vias, ou pretende nadar nos Rios Tietê e Pinheiros? Além disso, quem não consegue dirigir nas marginais a 90 km por hora não poderia guiar em nenhuma estrada, onde os limites de velocidade normalmente são mais altos. E, para completar, vale lembrar que carro parado não atropela ninguém nem causa acidentes. Seria essa a solução?

Lucia Mendonça

luciamendonca@terra.com.br

São Paulo

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CIDADE SEM CONDIÇÃO DE GERENCIAR

Abrindo o mapa oficial das ciclovias de São Paulo que está no site da CET, dei mais uma vez com um mapa viário com pequenos erros. Pode parecer besteira, mas definitivamente não é. Por incrível que pareça, o Município de São Paulo até hoje não conta com mapas confiáveis. O mínimo que a cidade deveria ter é um mapeamento oficial e confiável do subsolo, solo e construções. Nem sequer temos mapa de solo e/ou viário confiável e atualizado, o que dizer do resto? A consequência deste descaso é fácil de entender: um conserto de uma concessionária pode afetar o de outra e demora mais que o necessário, criando mais problemas para todo cidadão e aumentando muito o custo cidade. Qualquer cidade civilizada tem vários níveis de mapas que permitem controlar e organizar minimamente a gestão. É só o primeiro e importante passo para o bom senso. Doria fala em gestão, mas pouco poderá fazer sem ferramentas para gerir. Outro ponto crucial é a criação de um banco de projetos e outro banco para ações em andamento. Banco de projetos até para não ocorrer duplicidade de projetos em andamento, o que é bem mais comum que se possa imaginar. E banco de ações para saber quem está fazendo o que na cidade. Ou seja, ter uma administração que de fato administre a cidade, que é o sonho de Doria. Eu disse sonho.

Arturo Condomi Alcorta

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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CADEIRINHAS NAS VANS ESCOLARES

Por alguma razão, o início da obrigatoriedade de instalação de cadeirinhas nas vans de transporte escolar foi prorrogado. Se a questão é mais tempo para circular sem risco de multas, essa é a questão menos relevante. O uso das cadeirinhas é mundialmente reconhecido como equipamento de redução de danos às crianças nos casos de acidentes. O que interessa é que, “com ou sem cadeirinha obrigatória”, a responsabilidade civil e criminal dos transportadores existe. Logo, como principio, há que tomar todas as providências para reduzir danos. Além disso, os transportadores poderão não ter cobertura do seguro, por agir claramente com imperícia, negligência e omissão no cumprimento de suas obrigações. Vale lembrar que transportador de “mercadorias” tem a obrigação de entregar a carga, no final, nas mesmas condições em que a recebeu. Uma pequena dose de bom senso pode proteger o bem mais precioso: a vida de crianças. Passo a palavra para os transportadores.

Carlos Barros de Moura

carlos@barrosdemoura.com.br

São Paulo

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A DENGUE DE NOVO

Muitas pessoas já morreram por causa da dengue no Brasil, não contando os casos em que a dengue agravou o quadro clínico de outros pacientes. O forte calor e as chuvas causaram o aumento dos casos. O calor facilita o desenvolvimento dos mosquitos transmissores. Vamos lembrar os cuidados para inibir a multiplicação dos insetos: evite água acumulada, mantenha o quintal limpo de pneus e recipientes que acumulem água e tampe as caixas d’água. Como estas pestes têm um ciclo, não estamos livres da dengue e a vigilância é o melhor remédio. Com trabalho e oração, vamos mobilizar a sociedade para que a solidariedade seja a fonte da vida.

Paulo Roberto Girão Lessa

paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

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OS PRESÍDIOS E O PT

À falta de material para a conhecida e agora repudiada oposição do PT, a agremiação partidária se apoia no pedido de demissão de sete petistas do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), do Ministério da Justiça, para atacar a crise nos presídios, esquecendo-se eles de que o lulopetismo, em quase 14 anos de governo populista e perdulário, nada fez de notável para a resolução da atual crise dos presídios. Falaram muito em direitos humanos e esbravejaram, como é do costume da entidade, mas não partiram para a resolução efetiva e objetiva do problema. Daí que o editorial do “Estadão” de 27/1 (“PT explora a crise penitenciária”, página A3) tratando do tema é de uma oportunidade única, porque mostra, com clareza, o oportunismo indesejável do lulopetismo. Chega de intervenções e de oposição interesseira!

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CRISE DO SISTEMA CARCERÁRIO

Nos anos 1920, nos Estados Unidos, a grande batalha era o proibicionismo. A ilegalidade da produção e consumo de bebidas alcoólicas criou todo um mercado controlado pela máfia e era o principal problema da polícia. Hoje há grandes multinacionais e centenas de milhares de produtores que oferecem esse mesmo produto, que é consumido com naturalidade por 99,9% da população, sem maiores consequências. A produção de cigarros é autorizada, mesmo sabendo que pode provocar sérios problemas de saúde quando há excesso de consumo. Por que não autorizar também as drogas que hoje são proibidas? Muitos dirão que podem fazer mal à saúde. Sem dúvida, mas também o álcool, o fumo e, pensem bem, os refrigerantes fazem mal à saúde. A obesidade é hoje um problema mais sério que as drogas, e ninguém mandou prender os obesos ou os fabricantes de refrigerantes. Se liberarmos as drogas e fizermos uma campanha de conscientização para seus efeitos, não creio que o problema será mais sério que o do álcool ou o do fumo, e a Receita Federal gostaria, já que teríamos mais uma bela receita tributária. Depois, poderemos alugar parte das cadeias para outras finalidades, já que estarão cheias de vagas.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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DONALD TRUMP E O ‘ANÃO DIPLOMÁTICO’

O novo presidente dos Estados Unidos está fazendo uma verdadeira revolução geopolítica: o país está dando as costas a aliados tradicionais como o México e está costurando alianças com inimigos históricos como a Rússia. O estilo rude, grosseiro e direto de Donald Trump também revoluciona a maneira tradicional de fazer política. Os países terão de se adaptar não só às mudanças impostas por Trump, mas também ao seu estilo completamente diferente do que é aceitável na diplomacia. O Brasil poderia buscar se beneficiar dessas mudanças, das novas regras do jogo da política global, mas nossos políticos estão completamente empenhados em se manterem fora da cadeia. Com o presidente da República e o ministro das Relações Exteriores implicados no escândalo de corrupção, resta ao Brasil, o eterno “anão diplomático”, assistir passivamente às enormes mudanças que estão acontecendo no mundo. O Brasil poderia, por exemplo, procurar entrar na Aliança Transpacífico ou convidar o México para ingressar no Mercosul, mas nem Temer nem Serra têm tempo para se preocupar com essas coisas com a Operação Lava Jato cada vez mais perto do fim.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DESPRENDENDO-SE DO MAPA

O presidente americano insiste em separar seu país do resto do mundo. Em breve, redesenharemos a América do Norte com um buraco no meio, justamente entre o Canadá e o México. No mapa-múndi, os Estados Unidos surgirão soltos, vagando entre os Oceanos Índico e Atlântico. Tudo isso segundo a perspectiva de Trump, é claro!

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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UM MURO NA FRONTEIRA EUA-MÉXICO

Essa é uma ideia muito estranha. Mas, se for escolhida a construtora Odebrecht, já sabemos os porquês da ideia e da escolha.

Mário A. Dente

eticototal@gmail.com

São Paulo

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PERDEDORES

Os antiTrump alegam que quem vai pagar o muro na fronteira com o México são os consumidores americanos de produtos mexicanos. Isso é verdade. Mas o que também é verdade é que o consumo de produtos mexicanos deve diminuir muito com as taxas que serão impostas sobre as importações vindas do México e a mão de obra e produtos americanos usados na edificação do muro serão alimentadores da economia do grande país do norte. Com certeza, os grandes perdedores da contenda serão os “cucarachas”, goste-se ou não de Trump. Outra consequência para os países da Iberoamérica é a possibilidade de substituírem no todo ou em parte os produtos mexicanos com dificuldades nos Estados Unidos. As restrições de Trump aos imigrantes ilegais e aos imigrantes delinquentes são mais que justificadas e legítimas.

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

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MOCINHO OU BANDIDO?

Donald Trump nem é tão velho, mas lembra bem um xerife do “velho oeste”.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FUTEBOL – EXIGÊNCIA DA CBF

É absurdo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) coagir os clubes brasileiros a terem times femininos para poderem jogar a Copa Libertadores, a partir de 2019. Ninguém é obrigado a ter um time feminino se não quiser. A CBF é corrupta, mafiosa, autoritária, incompetente e é um verdadeiro câncer para o nosso futebol. Espero que os clubes reajam à altura, desobedecendo, boicotando e dando uma banana para a CBF. Seus cartolas corruptos deveriam estar na cadeia, jamais comandando o futebol pentacampeão mundial.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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