Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

31 Janeiro 2017 | 05h00

CORRUPÇÃO

Homologações

A ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, tomou a decisão de homologar as 77 delações da Odebrecht, mas deixou de dar publicidade aos conteúdos. Vamos ter agora eleições para o comando da Câmara e do Senado, sucessores naturais na ausência do presidente da República. E os parlamentares poderão escolher alguém com ficha suja, por mais esse megaescândalo. O País clama por seriedade e transparência e a hora é agora, depois pode ser tarde. Muito do conteúdo dessas delações já vazou, mas a Nação precisa conhecer o que ainda não chegou ao público. É urgente, é óbvio!

WILSON RONALDO DE OLIVEIRA

wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

A ministra Cármen Lúcia agiu com prudência e presteza ao decidir pela homologação das delações premiadas da Odebrecht mantendo o sigilo. Dessa forma se livrou brilhantemente de eventual “saia-justa” preparada pelo imponderável. De acordo com o noticiário, ouviu os seus pares, reuniu-se com o procurador-geral da República e não se olvidou de atender à expectativa de dezenas de milhões de brasileiros que tomaram conhecimento do diagnóstico do finado ministro Teori Zavascki, tornado público pelo seu filho Francisco Zavascki: a importância desse processo para começar a passar o País a limpo. Assim, Cármen Lúcia deu andamento à apuração dos ilícitos cometidos por aqueles que infelicitaram o povo brasileiro, talvez até superando o timing previsto. Quem sabe não esteja surgindo no nosso horizonte a liderança que nos faz tanta falta?

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

De delações

Li, como sempre leio, os editoriais do Estadão de ontem e o intitulado Delações sem fim, criminosos sem pena (A3), em especial, deixou em mim uma sensação de ambiguidade. Creio que há uma ambiguidade intrínseca neste tema: crime versus castigo versus perdão. A pergunta que o editorial suscita creio que será respondida no final de todos os processos; entretanto, com uma pesquisa jornalística atual, poderemos ter seu resultado parcial. Para a sociedade, em quais delações valeu a troca? O Ministério Público mostrou-nos uma grande teia de corrupção com interligações e, por consequência, sempre há em delações pontes para reforçar suspeitas e apontar novos culpados. Mais, surgem novas provas contundentes e caminhos para o “mapa do tesouro” desses piratas modernos. Deve ser difícil para os julgadores separar as delações produtivas daquelas em que o benefício pende mais para o réu.

NELSON MATTIOLI LEITE

nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

O instrumento da delação premiada tem de ser moralizado. Sérgio Cabral e Eike Batista só podem beneficiar-se disso se entregarem o chefão!

ELCIO ESPINDOLA

elcio.espindola2013@gmail.com

Santana de Parnaíba

PREVIDÊNCIA SOCIAL

O INSS e a justiça social

A respeito do rombo do INSS, por questão de justiça social e transparência, é premente fazermos uma análise de todo o contexto, para não incorrermos em distorções dos fatos. Senão, vejamos: 1) 1 milhão de aposentados públicos requerem R$ 77 bilhões, enquanto 24 milhões de aposentados privados absorvem R$ 48 bilhões. Porque o valor médio de aposentadoria privada fica em torno de R$ 1.800, já a casta privilegiada de servidores públicos tem pensões integrais e ainda somadas a bônus, etc.; 2) empresas públicas e privadas devem ao INSS mais de R$ 1 trilhão e ficam em passivo a descoberto, lesando os trabalhadores que tiveram a contribuição descontada do salário, mas não encaminhada aos cofres da Previdência. E em várias ocasiões (construção de Itaipu, de Brasília, etc.) o governo usou esses recursos e não os devolveu. Para uma solução equânime, que cada setor cumpra seu dever, pois em economia não há mágicas.

ANGELA BAREA

angelabarea@yahoo.com.br

São Paulo

Coitada da Previdência e muito mais coitados dos beneficiários desse vilipendiado instituto, que deveria ser de propriedade de seus beneficiários, que lá colocam resultados financeiros conquistados com o próprio suor! Não há reforma que resista às mãos grandes nos seus recursos, como os saques feitos por JK, para construir Brasília, e por Lula, que sacou, via medidas provisórias, mais de R$ 200 bilhões de seus cofres para outros fins. E os outros presidentes, de Sarney para cá, teriam coragem de falar sobre seus saques? Só há uma reforma possível para endireitá-la: eleger uma administração própria, composta só por beneficiários do INSS, sem interferência do governo e vacinada contra os aposentados do setor público.

BENONE AUGUSTO DE PAIVA

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

DONALD TRUMP

O maquiavélico Putin

O russo Vladimir Putin é talvez o mais cerebral líder no atual cenário mundial. Cientistas políticos patrocinados por ele realizaram um longo estudo sobre as motivações, as filosofias, enfim, a alma das diferentes camadas da população americana. Munido desse retrato, ele pôde influenciar a eleição, conforme já comprovado pelos órgãos de segurança interna. Mas para que tudo isso? Logo em suas primeiras ações Trump deixa evidente o sucesso russo em ridicularizar a autoridade máxima dos EUA. Seus atos têm sido dignos de ditadores das tais banana republics de que os americanos adoram zombar em seus filmes – só estão faltando porcos e galinhas soltos nas ruas de Washington.

NESTOR R. PEREIRA FILHO

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

Perfil

As ordens executivas emitidas pelo presidente Donald Trump em seu início de mandato, para cumprir promessas eleitorais, me fazem acreditar que esse homem tem os dois pés no chão. E as duas mãos também.

PAULO SÉRGIO P. GONÇALVES

ppecchio@terra.com.br

São Paulo

Refugiados

O que o sr. Trump pretende fazer equivale a proibir o uso de guarda-chuvas para evitar que chova... Deus nos ajude!

VERA BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

O muro

Será mesmo para barrar a entrada de mexicanos? Parece-me que Trump está é tentando barrar a saída de americanos insatisfeitos com este início ditatorial.

MARCOS POUGY

marcoslaly@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

EIKE BATISTA PRESO

 

E o desaparecido Eike Batista apareceu! Voltou ontem dos EUA, aparentemente tranquilo, em voo de classe executiva, após planejamento técnico de costura legal providenciada por sua equipe de advogados. O que mais terá a dizer diante da barbaridade financeira orquestrada por pessoas que deveriam zelar pelo dinheiro público? Pessoas que promoveram um verdadeiro crime de lesa Pátria, desertores que são daqueles que deveriam defender já que eleitos por eles. Não precisamos de leis, precisamos da eficaz aplicação da lei. Um dos méritos da Operação Lava Jato foi permitir que o povo enxergasse e entendesse o significado e as consequências do roubo. Num caso como o do Rio de Janeiro, a simples devolução de parte do butim não é suficiente. Há que punir mais duramente o lado financeiro da operação. Confisco de bens em seu nome e no de laranjas seria um bom começo. Os indivíduos ora execrados na mídia, uma vez punidos legalmente, estarão soltos ainda em tempo de usufruir do montante desviado e que ficou fora da negociação que os puniu. Em contrapartida, o funcionário público estadual não pago pelo governo, como fugirá dos juros agiotas do sistema bancário para empréstimos feitos para pagamento de contas cotidianas? Como fugirá do nome sujo por faltar com compromissos e de toda a humilhação que o processo causado por este sindicato de ladrões promoveu em sua vida?

 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

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QUIZ

 

Ganha um pirulito quem adivinhar o que Eike Batista foi correndo fazer nos Estados Unidos. Dica: é para não ficar pobre.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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PROJETO-FANTASMA

 

O que me deixa perplexo neste caso Eike Batista não é o fato de só ontem ele ter sido, finalmente, preso, depois de tantas e tantas falcatruas, mas, sim, o fato de como empresas ditas lúcidas terem comprado, por meio de associações, adiantamentos ou financiamentos, projetos mirabolantes que obviamente jamais sairiam do papel. Mas quem tem de explicar, e bem explicadinho, é o BNDES, que foi mais um “inocente útil” que levou bola nas costas. Teria o filho de certo ex-presidente aprendido com ele como manusear o Power Point e a Wikipedia para gerar “projetos-fantasma”?

 

Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

 

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CUSTE O QUE CUSTAR

 

O sofisticadíssimo esquema de propina e lavagem de dinheiro perpetrado por Sergio Cabral, Eike Batista & Cia., além da indiferença, abarca motivação mórbida, pobre e vil: enriquecer à custa da miséria de uma população inteira. Imperdoável!

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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RELACIONAMENTOS & INTIMIDADES

 

Certeza cristalina: Lula e Dilma não conheciam Eike Batista. Mais: ambos não têm a menor ideia do que ele andava fazendo e, medíocres em História, só sabem que Sérgio Cabral andava de canoa.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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JUSTIÇA SEJA (BEM) FEITA

 

Sugiro ao governo enviar Projeto de Lei Complementar (PLC) ao Congresso para aprovar que o dinheiro roubado seja devolvido especificamente para cada Estado vítima, como, por exemplo, todo o dinheiro roubado por Sergio Cabral & Cia. seja devolvido diretamente ao povo do Rio de Janeiro, cabendo à Assembleia Legislativa local dar destinação específica para o bom uso desse dinheiro, conforme as necessidades mais urgentes e imediatas.

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

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CURIOSIDADE

 

Gostaria de saber o que aconteceu com alguns processos sobre corrupção noticiados e que desapareceram da mídia. Por exemplo, o que aconteceu com um ex-ministro da Fazenda do PT que chegou a ser preso e, depois, foi solto por razões emocionais, já que sua esposa encontrava-se hospitalizada para procedimentos cirúrgicos? Ela melhorou? E ele, por onde anda? Outro ex-ministro da Fazenda do PT não teve a mesma sorte. Por quê? Da mesma forma, a esposa do ex-presidente da Câmara que foi cassado e atualmente está preso está em liberdade, enquanto a esposa de um ex-governador do Rio de Janeiro encontra-se presa, como ele, em Bangu. Qual a diferença nos dois casos? É apenas curiosidade.

 

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

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MONA LISA DESLUMBRADA

 

Manchete de domingo no “Estadão”: “Contratos com o governo ampliam fortuna de Eunício”. Este cidadão travestido de senador, o mais rico em exercício no cargo, tem um patrimônio declarado de R$ 99 milhões. Ser rico não é crime, mas usar a função pública e os bancos estatais, onde suas empresas têm contratos de R$ 703 milhões, é crime, sim, ou no mínimo é imoral. Mas a pior constatação é de que este indivíduo, com cara de Mona Lisa deslumbrada, é o candidato favorito para a disputa pela presidência do Senado na quarta-feira. Fazendo uma retrospectiva dos elementos que ocuparam a presidência do Senado nos últimos anos, chegamos à triste conclusão sobre “a condition sine qua non” para ser presidente daquela pocilga. Senão vejamos: Jader Barbalho, Edison Lobão, José Sarney (reeleito), Renan Calheiros (reeleito) e, a partir da próxima semana, quem sabe... Eunício Oliveira. Alguma dúvida?

 

Humberto de Luna F. Filho lunafreire@falandodebrasil.com.br

São Paulo

 

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DEPUTADO FAMINTO

 

O “Estado”, em sua “Coluna do Estadão” de sábado (28/1, A4), informou que o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), em campanha para se eleger vice-presidente da Câmara, participou, numa só noite, de três jantares. “Comeu bacalhau, depois comida tropical e acabou na pizza”. Se ele se eleger com esta fome...

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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FRALDAS E POLÍTICOS

 

Proposta de reforma tributária que deve ser apresentada na Câmara em fevereiro prevê a “extinção” de nove tributos. A simples leitura dessa frase leva o incauto brasileiro a sonhar com um futuro em que a volúpia da máquina estatal em sugar o pobre e escorchado contribuinte será drasticamente reduzida. Mas sempre há um “mas”, quando se envolvem a sanha arrecadadora da Fazenda com os mais baixos desejos de nossos lídimos representantes. Não existe pura e simplesmente extinção de impostos, mas, sim, uma substituição dos nove listados na proposta por um único (Imposto sobre Valor Agregado – IVA), que já em sua denominação englobaria todos os outros “extintos”. Além do IVA, estão previstos um “Imposto Seletivo” (?) e o eterno sonho de Brasília, a volta da famigerada CPMF. Essa é a verdadeira reforma prevista. A volúpia não apenas continua a mesma, ela é ainda maior. Por que não me espanto mais com isso? Simplesmente porque sei que de fralda de criança e da cabeça de políticos o que resulta é sempre o mesmo produto.

 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

 

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‘IMPOSTOS E A TARIFA DE ELETRICIDADE’

 

Os autores do referido artigo (“Estadão”, 21/1, A2), Claudio Sales e Eduardo Müller Monteiro, recomendam, muito oportunamente, uma redução dos impostos federais e estaduais para a redução das tarifas de energia elétrica, visto ser um bem de consumo universalizado. Conclui-se, portanto, menor custo de produção de energia que, se transferido ao consumidor, aumentaria sua capacidade de consumo. Sugestão cristalinamente simples para a solução da situação econômica do País: uma redução geral de impostos nos pontos de vendas aos consumidores – de qualquer produto – aumentaria a capacidade de compra dos consumidores; que aumentaria o movimento comercial. De imediato, poderia haver uma redução na arrecadação, mas, a médio e a longo prazos, aumentaria a arrecadação devido ao maior giro financeiro, mais rápido ainda se considerarmos a redução dos gastos de custeio dos órgãos públicos.  Essa solução já foi sugerida nos primeiros dias do governo de plantão.

 

Régis D. C. Fusaro rxfusaro@hotmail.com

São Paulo

 

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PESQUISA E DESENVOLVIMENTO

 

A década de 1970 foi, para o Brasil, o despontar de uma era promissora e desenvolvimentista, caso fosse impulsionada a continuar nos anos subsequentes o que, lamentavelmente, não aconteceu. Com o pessoal sério e competente que estava no topo, como José Serra, que permitiu o avanço, na Medicina, com os genéricos; FHC, que iniciou no governo de Itamar Franco e depois no seu próprio governo a consolidação do Plano Real e, juntamente com Pedro Malan, na Fazenda, propiciando a criação da Embrapa em 1973, que atalhou para o agronegócio a base econômica do Brasil atual e todas as boas consequências no comércio, logística e consumo. Assim, não pasmamos quando lemos suas dificuldades ocasionadas por uma certa estagnação do setor de pesquisas, travado pelo “corporativismo sindical e ideológico e pela âncora inercial do Estado, o que inclui a inacreditável rigidez de imposições normativas que parecem desejar que o setor produtivo mais dinâmico da economia seja freado”, como lemos no artigo de sábado (28/1) na página A2: “Os dilemas da pesquisa agrícola pública”. Nem precisa entender profundamente de agronegócio ou de economia para saber que esse início de retrocesso é consequência da péssima gestão dos quase 14 anos de gestão lulodilmopetista, como também de seus seguidores que oPTam pela dinâmica do atraso e da anarquia em tudo o que fazem: da destruição de plantações e das pesquisas em andamento às pichações e obstruções de leis que poderiam favorecer a população, o que significaria louvores aos atuais gestores, e isso eles jamais irão permitir. Então é assim: ou nos impomos e resistimos aos que não querem o progresso e as novas ideias ou voltemos às charretes e aos carros movidos à manivela. E cada um com a sua hortinha de fundo de quintal.

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

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PODER INVISÍVEL

 

Sobre os dilemas da pesquisa agrícola pública (“Estadão”, 28/1, A2) e das pesquisas públicas nacionais em geral, os agentes nacionais traidores da Pátria (a serviço de interesses transnacionais) já estão agindo para quebrarem o pé de apoio do Brasil outra vez. Assim como fizeram em todas as tentativas nacionais de desenvolvimento de ciências e tecnologias próprias (separação de minérios para agregar valor na exportação e nas tecnologias a serem desenvolvidas no lançamento de foguetes, por exemplo, entre outras). Se liguem, brasileiros, é o poder invisível agindo.

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

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UM MINISTRO PARA O STF

 

Merecia mais atenção a declaração de José Yunes (“Coluna do Estadão”, 26/1, A4), ex-assessor especial, amigo de cinco décadas de Michel Temer (e homem que não recebeu da Odebrecht aqueles R$ 10 milhões no escritório), de que o presidente ouve, ouve, mas já tem aquela velha opinião formada sobre tudo. Teria a ex-presidente Dilma lançado moda? Não preocupa aos brasileiros que a nomeação ao Supremo Tribunal Federal (STF) acelere a homologação das delações e coloque de volta os Marcelos nas ruas, mas que ela tenha cunho técnico e seja coroada de mérito, não de arranjos políticos.

 

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

 

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INDIFERENÇA HIPÓCRITA

 

Fernando Gabeira (27/1, A2), sutilmente, ao mencionar que o Supremo tem o dever de encontrar um nome “que tenha credibilidade quanto à sua isenção”, mostrou a hipocrisia dos que sustentam ser indiferente a escolha do novo relator da Operação Lava Jato no STF com base em que todos os ministros são iguais. Não são. Cada um deles tem origem diferente, formação diversa, comportamentos marcadamente característicos e peculiares formação ou orientação jurídica. Basta olhar o retrospecto de cada um. Por exemplo: como explicar a atitude do ministro Ricardo Lewandowski, que, ao presidir o julgamento da cassação do mandato de Dilma Rousseff, com o pressuposto dever elementar de fazer com que a Constituição fosse rigorosamente cumprida, fez exatamente o contrário? Até mesmo a impoluta e competente presidente Cármen Lúcia tem um saldo devedor, por ter engavetado o processo que cuida dessa clamorosa aberração. A relatoria do processo da Lava Jato é crucial para o futuro do Brasil: vamos dar um basta à corrupção, ou fazer como a Itália, que restaurou a improbidade.

 

Adilson Dallari adilsondallari@uol.com.br

São Paulo

 

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O PREÇO DA ALIENAÇÃO

 

Interessante a interferência do Partido dos Trabalhadores (PT) na escolha do novo ministro do STF. Quando nomeou Dias Tofolli para ministro, não se ouviu dos petistas nenhuma objeção. O ministro em questão tinha sido advogado do PT, nunca passou em concursos da magistratura e foi aprovado pelo Senado, sabatina que tem a missão de apenas referendar o nome escolhido. Naquela época, a oposição dormia em berço esplêndido. Foi o clamor das ruas que despertou as pessoas para o que vinha acontecendo no País. Agora, como num time de futebol, vemos milhares de brasileiros dizendo quem deveria ser o novo ministro. Bom sinal, o povo enfim acordou e está sabendo o quanto significa ser alienado. O caso Sergio Cabral é o mais recente exemplo de se deixar tudo nas mãos dos políticos. Acabaram com o Brasil; a Lava Jato que o diga.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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QUALIFICAÇÕES

 

Se Ives Gandra da Silva Martins Filho não é unanimidade para posto no STF, no tocante ao quesito “alto saber jurídico”, o que dizer de Dias Toffoli? Só rindo mesmo!

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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IVES GANDRA FILHO

 

O ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho Almir Pazzianotto Pinto (“Estadão”, 28/1, A2) nos deu testemunho de relevantíssima importância sobre a figura ilibada do candidato a ministro do STF Ives Gandra da Silva Martins Filho e, sem sombra de dúvidas, demonstra às claras ser ele quem reúne todas as virtudes necessárias para o cargo de ministro do STF. Principalmente no momento delicado de combate à bárbara corrupção, isto é, neste momento, pois estará nas mãos do Supremo a confirmação ou a derrocada da Operação Lava Jato. Esse testemunho trouxe a tiracolo a força de debelar a calúnia que está no fato dos que acusam o dr. Ives de forma injusta e maldosamente e investem contra a figura do notável magistrado, borrifando-lhe na imagem a lama que se lhes brota do coração. Se argumento existe decisivo a favor do fortíssimo candidato dr. Ives, é o da sua ilibada reputação e inquestionável imparcialidade, e nós, que o conhecemos, por militantes na área da Justiça do Trabalho, sabemos ser absolutamente verdadeiras, sinceras e desinteressadas as palavras do dr. Almir Pazzianotto Pinto. Faço minhas as suas palavras no que tange às virtudes e capacidade do candidato e gostaria de assinar com ele aquela carta publicada no sábado.

 

Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

 

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ALEXANDRE, O GRANDE

 

Alexandre de Moraes, ou “Alexandre, o Grande” aqui, da Terra Brasilis. Se Temer levar em conta a opinião do sempre presente (e influente) Renan Calheiros, teremos um ministro do STF que fala muito, mas muito mais do que um magistrado deve falar. “Discrição”, atributo garantidor da imparcialidade do juiz, jamais foi característica de nosso atual ministro da Justiça. Se tal nomeação se efetivar, servirá apenas para ratificar a grita do mundo jurídico segundo a qual temos hoje uma das piores formações no Supremo Tribunal Federal. Não é frase feita: é preciso ser vocacionado para a magistratura. Como era Teori Zavascki.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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‘ABRIR A CAIXA PRETA’

 

Já passa da hora de falar as verdades sobre a real situação da Previdência Social no Brasil. Vejam o excelente artigo do economista Amir Khair publicado na edição de domingo do jornal “O Estado de S. Paulo” (“Abrir a caixa preta”, 29/1, B4). Nossa Previdência Social não é deficitária, mas nossos governantes publicam meias verdades excluindo dos números oficiais a sua contribuição obtida pela arrecadação com as contribuições sociais tais como: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das empresas e Contribuição Social Para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que são previstas em nossa Constituição. E por que será que nossos governantes escondem o dinheiro advindo dessas contribuições? Sim, “há que fazer auditoria no sistema de projeções de receitas e despesas previdenciárias”.

 

Cassem Jurdi cassemjurdi@hotmail.com

São Paulo

 

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PREVIDÊNCIA DOS MILITARES

 

Quando se fala em reduzir despesas para amenizar o déficit da Previdência, é importante destacar que os militares já vêm contribuindo com esse esforço há mais de 16 anos, desde a edição da Medida Provisória (MP) n.º 2.131, de 28 de dezembro de 2000, que reestruturou a remuneração nas Forças Armadas e reduziu significativamente gastos com inativos e pensionistas. Essa MP extinguiu vários benefícios, como: adicional de tempo de serviço; auxílio-moradia; pensão para as filhas; acúmulo de duas pensões militares; contagem em dobro do tempo de serviço para licença especial não gozada; recebimento de proventos do posto acima na inatividade; contribuição para pensão militar de dois postos acima; e licença especial. Além disso, essas mudanças foram implementadas sem regras de transição, ou seja, tiveram efeitos imediatos a partir da publicação da MP.

 

Paulo Rinaldo F. Franco pfranco@terra.com.br

Rio de Janeiro

 

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GRANDES QUADRILHAS

 

Extremamente correto o diagnóstico da atual situação do Brasil feito por Roberto Romano no domingo no “Estadão” (“Dom Paulo Evaristo Arns e o Brasil”, página A2). Num país onde faltam vergonha e ética e sem justiça, o Estado se transforma numa grande quadrilha, em que o roubo do erário e dos cofres privados une políticos de todos os partidos aos bandoleiros do narcotráfico, concluindo que o cidadão brasileiro nem sequer tem como retorno a garantia da própria vida. Como sair dessa situação? Difícil, pois, para isso, só cidadãos conscientes e informados (que não são a maioria da população) poderiam retirar, pelo voto, boa parte dos políticos que estão aí atualmente. A saída é uma só: melhorar a educação da população, o que não interessa a quase nenhum político, mantendo-se o círculo vicioso.

 

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo

 

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DOM PAULO E O PAPA

 

Excelente e comovedor o texto de Roberto Romano (29/1, A2) ao nos lembrar o extenso trabalho humanitário de Dom Paulo Evaristo Arns e a implacável perseguição movida contra ele pelo reacionário  João Paulo II, que, por oportunismo, foi  apressadamente elevado à  duvidosa condição de santo da Igreja.

 

Agostinho Sebastião Spínola agosto.spinola@uol.com.br

São Paulo

 

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DÍVIDA DA VENEZUELA

 

A Venezuela deve R$ 6 bilhões a empresas brasileiras, que exportaram para aquele país e não receberam. Cobrem do PT, de Lula e de Dilma, que apoiam aquela republiqueta de quinta categoria onde a população não encontra o básico para comer. O governo petista não incentivava as empresas brasileiras a exportarem para lá? E agora? O mais engraçado nesta questão da Venezuela é que todos os bolivarianos, Equador, Bolívia, aquela ilha do terro, Cuba, etc. apoiam o regime, mas ninguém os ajuda nessa hora. Se ajudassem, estaria a Venezuela nessa situação? E ainda tem gente no Brasil que bate palmas para Nicolás Maduro. Por que não vão para lá? O Brasil deveria era fechar sua fronteira com aquele país. Manter relações com uma republiqueta desta é atraso de vida.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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GOVERNOS NEFASTOS

 

Trump disse que os governos sul-americanos bolivarianos e petistas (no Brasil), bem como os kirchneristas na Argentina, foram altamente nefastos. Sabemos muito bem disso e quão prejudiciais e corruptos foram. Mas e o governo dele?   Em duas semanas, Trump já conseguiu deixar muito descontente metade da população da América e muitas outras do mundo. O que dirão do governo dele no fim do mandato, se chegar até lá?

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

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A GRÃ-BRETANHA HOJE

 

Sei que não é habitual neste “Fórum” tratar de politica internacional. O “Estadão”, com a percuciência e seriedade que também são suas características, trata do assunto em outras seções do jornal. Mas, com a vertiginosa velocidade da comunicação eletrônica, o que de importante ocorre no mundo já se incorporou ao dia a dia do cidadão comum. Gostaria de comentar a movimentação atual da Grã-Bretanha. Não tendo conseguido matar a União Europeia no seu nascedouro, pois a sua invenção, o Tratado Europeu de Livre Comércio (EFTA), foi um estrondoso fracasso, forçou a porta e nela entrou após De Gaulle. Durante décadas, tirou proveito da prosperidade da Europa Continental, tendo sido o país modernizado e até a silhueta de Londres mudou. Ficou mais bonita! Agora, quando a União está em dificuldades e vivendo dias tumultuados, a Grã-Bretanha dá o fora com o Brexit. Vai voltar à sua politica tradicional desde a derrota de Napoleão, ou seja, desestabilizar e dominar economicamente o continente. Ela não suporta mais ver a França e a Alemanha reconciliadas e preponderantes; a Europa há sete décadas sem guerras. A sra. Theresa May foi oferecer os “serviços” de seu país a Donald Trump, inimigo figadal de uma Europa unida (mesmo se rachada) e que já não aceita sem discutir as decisões de Washington. Além disso, desprezando sua histórica aliada – a Grécia –, estendeu sua viagem à Turquia para fazer salamaleques ao presidente Erdogan, candidato firme a ditador e que está destruindo toda a obra de Mustafá Kemal Ataturk, pai da Turquia moderna, tal qual a conhecemos. As recomendações da inglesa contra o presidente russo, Vladimir Putin, por certo não tiraram o sono deste. Felizmente, para o mundo, o Império Britânico desapareceu e com ele os tempos da “Rule Britania”. Por isso, a viagem da sra. May não trará consequências funestas para a Europa, como aquela de Chamberlain a Munique, quando ele, em nome da paz, deu sinal verde à sanha guerreira de Hitler.

 

Elias da Costa Lima edacostalima@gmail.com

São Paulo

 

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TRUMP E OS REFUGIADOS

 

Sra. Angela Merkel, não adianta explicar a Donald Trump o estabelecido na Convenção de Genebra sobre refugiados e direitos humanitários. É preciso desenhar.

 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

 

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EXTRAPOLANDO

 

Donald Trump está pondo em prática suas absurdas promessas de campanha. Com suas atitudes xenofóbicas, somente vai gerar o ódio de várias nações aos Estados Unidos da América do Norte, criando situações de desconforto para seus cidadãos em todo o planeta quando estes se encontrarem em visita a outros países afrontados e confrontados por Trump. Suas atitudes ilógicas mostram bem seu caráter duvidoso e o nível de quem o elegeu em novembro de 2017, colocando os EUA no centro de um Estado de guerra contra vários países que são seus aliados faz tempo. Suas declarações são descabidas e recheados de bordões nacionalistas semelhantes aos piores ditadores de um passado não muito distante. Estes fatos mostram quão longe da realidade mundial grande parcela da população americana se encontra. Esta que, desejando se colocar no mercado de trabalho americano, permite que este “senhor” simplesmente ignore as demais nações e pense tão somente no povo americano puro. Ainda exige que o México arque com todas as despesas do muro que já autorizou seja construído na fronteira entre os dois países – e foi o arrogante e prepotente Trump que determinou sua construção, de forma unilateral. Quando os EUA perceberem que se isolaram de todo o resto do planeta, seus custos de produção irão para a estratosfera, seus produtos se tornarão não mais competitivos, as demais nações rejeitarão os produtos de origem americana e isso vai gerar um desemprego desastroso e um déficit em suas contas impagável. Aí será tarde demais, e aquele que extrapola demais cairá num abismo tão profundo, junto com toda a sua população, que os EUA deixarão de ser a maior potência mundial.

 

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

 

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TRUMP CONTRARIADO

 

“Justiça americana suspende decreto de Trump que barra imigrantes.” Pelo andar da carruagem, o presidente dos EUA, Donald Trump, já conseguiu seu primeiro revés da Justiça americana. Injuriado, deve seguir os mesmos passos do “colega” e ex-presidente do Brasil Lula, que sempre pede socorro à Organização das Nações Unidas (ONU) quando questionado judicialmente e quando se sente perseguido. Ou seja, ambos têm muita loucura em comum e deveriam fazer o mesmo tratamento psicológico.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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O MURO DE DONALD TRUMP

 

O muro que Donald Trump, presidente dos EUA, pretende construir na fronteira daquele país com o México é algo repugnante. Para mim, também é bem repugnante ver legiões de defensores do muro (digital) implantado há décadas pela gerontocracia cubana controlando quem sai e quem entra na ilha, bem como do muro (físico) que maculou Berlim por muito tempo criticarem o topetudo (nos dois sentidos) presidente americano. Para certo tipo de ideologia caolha, muro entre povos pode ser bom, pode ser ruim. Depende de quem constrói. Depende de quem é excluído.

 

Luciano Amaral lucianoamaral@lucianoamaral.com.br

São Paulo

 

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O MURO DA VERGONHA

 

Isolar um país vizinho, fronteiriço, é vergonhoso, pois cercar, confinar ou cercear a liberdade de ir e vir não é coisa que se faça com seres humanos, e sim com animais – e mesmo assim olhe lá. A depender do país, pode constituir crime, incluindo o Brasil. Defender suas fronteiras é uma prerrogativa de toda nação, mas fazer um muro? Aliás, é assunto que já rendeu muito, pois 33% deste muro já existe desde a época de Bill Clinton. O que Trump vai fazer é murar o que falta, ou seja, 67% da fronteira. E o excêntrico deste seu programa é que ele vai murar e quem vai pagar, segundo ele, é o México. O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, cancelou visita que faria hoje aos EUA, após anunciar que não pagará nenhum muro. Os estadunidenses, num sistema eleitoral estranho para a maioria dos países democráticos, elegeu o empresário milionário Donald Trump apesar de a maioria dos cidadãos norte-americanos terem preferido a candidata democrática, Hillary Clinton. Episódio quase igual ao vivido por George Bush e Al Gore nas eleições do ano 2000, como este próprio se apresenta em suas palestras sobre o efeito estufa: “Sou Al Gore, quase presidente dos EUA” (obs.: as palestras são feitas mesmo). É comum, na política americana, líderes criados pela indústria cinematográfica de Hollywood virem a ser políticos e interpretarem seus papéis de “mocinhos”, como Ronald Reagan, na presidência da República, quando quis levar a saga da Star Wars, de George Lucas, com seu programa de defesa que levou o nome de Guerra nas Estrelas – que, aliás, não saiu do papel; Arnold Schwarzenegger, herói astro americano que fez carreira nos EUA e elegeu-se governador da Califórnia; e outros. No caso de Trump, ele não vem do mundo das ilusões, e sim do mundo real governado pelo poder financeiro, que, inversamente, está criando um personagem para algum papel cômico em Hollywood, bem diferente do lendário presidente Abraham Lincoln. Não se fazem presidentes como antigamente, inclusive na democracia do Tio Sam. Donald Trump, numa só semana, deu canetadas que destruíram e jogaram na lata do lixo dois grandes acordos comerciais. O primeiro foi o North American Free Trade Agreement (Nafta), tratado que envolve Canadá, México e EUA e o Chile como associado, numa atmosfera de livre comércio, com custo reduzido de mercadorias entre os três países. Esse tratado vigorava desde 1 de janeiro de 1994. Em despacho no salão oval da Casa Branca, Trump deixou o tratado achatado e nada redondo, pois irá revê-lo. Os governos do Canadá e do México estão com um belo abacaxi pela frente. Em seu primeiro dia na Casa Branca, Trump, com uma canetada, também acabou com a Parceria Transpacífico (TPP), o mais importante acordo internacional assinado pelo ex-presidente Barack Obama, destinado a estabelecer bases para as relações comerciais e econômicas de 12 países do Oceano Pacífico, que reduz tarifas e estimula o comércio para impulsionar o crescimento. Os países signatários são: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura, Estados Unidos e Vietnã. 

 

Gilson Marcio Machado gilsonmmachado@hotmail.com

São Paulo

 

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DEPOIS DO MURO

 

Senhores, primeiro decidam quem irá construir o muro, que nós mandaremos os pichadores. P.S.: também temos experiência em ciclovias. Saudações paulistanas.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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A PICHAÇÃO E A LEI

 

A propósito da polêmica e mais que necessária guerra declarada da gestão João Doria contra os pichadores que emporcalham a cidade de São Paulo com seu “picho-lixo”, cabe citar o que diz a Lei de Crimes Ambientais (9.605), de 1998, cujo artigo 65 prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem “pichar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano”. A pena sobe para seis meses a um ano de detenção, mais multa, “se o ato for realizado em monumento ou coisa tombada em virtude do seu valor artístico, arqueológico ou histórico”. Além disso, o texto da lei informa que não será considerada crime “a prática de grafite realizada com o objetivo de valorizar o patrimônio público ou privado mediante manifestação artística, desde que consentida pelo proprietário”, ou, no caso de bem público, mediante “autorização do órgão competente”. Portanto, cumpra-se a lei, sem mais delongas. Muda, São Paulo!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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RESPEITO

 

Medíocre o artigo de Marcelo Rubens Paiva no domingo no portal deste jornal, defendendo grafiteiros e pichadores, pseudoartistas da cidade de São Paulo (“Grafiteiros ou prefeito: quem cometeu dano ao patrimônio?”). A grande maioria da população de nossa cidade se declarou a favor da limpeza feita pelo prefeito João Dória, isso tem de ser respeitado. Chega de colunistas esquerdistas que adoram se fazer de coitados e apoiam vândalos.

 

Fernando Fenerich ffenerich@gmail.com

São Paulo

 

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TOLERÂNCIA ZERO

 

A tolerância zero contra as pichações na cidade de São Paulo deveria ser adotada também para o lixo deixado nas ruas e as ocupações clandestinas. Pichar, deixar lixo nas ruas e ocupar propriedade particular ou pública são crimes, sim, e contribuem para emporcalhar qualquer cidade. Cidade limpa é cidade civilizada. Viva São Paulo, abaixo os pichadores e bagunceiros!

 

Vitorio F. Massoni suporte.eam@gmail.com

Catanduva

 

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CONCEITO DE VALORES

 

Se Lula é a alma mais honesta, o pichador é a alma mais limpa da Nação.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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ALÉM DO ‘CIDADE LINDA’

 

Ao ensejo dos palpites e  discussões acerca de com que o prefeito paulistano deve se preocupar, cabe dizer que, certamente,  o nosso alcaide também pensa e  atua em outras (muitas) prioridades, o que não implica deixar os pichadores livres para danificarem o patrimônio público e privado. Será que pensam que o prefeito só se dedica a uma coisa por vez? Outrossim, ele herdou muitas mazelas de prefeituras anteriores e, certamente, nem ele nem ninguém vai resolver todos os problemas de São Paulo.

 

Severino J. da Silva silva.pretti@gmail.com

São Paulo

 

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INUNDAÇÕES

 

Senhor João Doria, eu votei no senhor para prefeito da capital do Estado de São Paulo acreditando na sua palavra, quando disse ser um bom gestor. Em algumas das suas atitudes eu estou vendo confirmada a sua afirmação, apesar de ainda estarmos no começo do seu mandato, e muitas coisas ainda precisarão acontecer para ganhar a confiança dos eleitores paulistanos que lhe apoiaram maciçamente. Espero ansiosamente saber do senhor qual será a sua atitude com referência às inundações de São Paulo: se elaborará um projeto adequado tecnicamente para acabar de vez com as enchentes e dar início às obras ou se continuará tocando o mesmo piano dos mandatários anteriores, maus gestores que já gastaram fortuna sem resolver este drama constante que enfrentam os paulistanos.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

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FALTA DE REMÉDIOS

 

Apesar do pouco tempo que está no comando da cidade de São Paulo, o prefeito Doria está decepcionando os munícipes, eleitores ou não dele. Ele declarou que não iria atacar a gestão anterior, pois era amigo do prefeito que saiu. Ao assumir essa postura, trouxe para si a responsabilidade por tudo de ruim que está acontecendo na área da saúde municipal, em especial na distribuição gratuita de remédios. Senhor prefeito, o sr. vai explicar para a população, antes que os idosos comecem a morrer por falta de remédios, a situação das farmácias municipais e quando o problema será resolvido? Estamos aguardando o seu pronunciamento.

 

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

 

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NUVEM NEGRA

 

Não faz um ano que a imprensa diariamente divulgava o índice do nível de água em nossas represas, como caso de vida ou morte, e que hoje estão abarrotadas de água. Não adiantava a palavra dos especialistas de que a culpa era do El Ninho e que a falta de água passaria. Tudo bem que, diante dessa possibilidade, medidas foram tomadas pelo governador Geraldo Alckmin para que São Paulo nunca fique sem água. Mas, agora, os olhos se voltam diariamente contando quantos acidentes acontecem nas Marginais Pinheiros e Tiete por causa do aumento da velocidade pelo prefeito João Doria, mesmo vindo à tona que os acidentes divulgados pelo ex-prefeito Fernando Haddad foram camuflados para menos. Tenho saudade de uma mídia positiva,  que mostre feitos relevantes. São Paulo é linda para quem a ama e muitos desconhecem suas belezas. Por que não divulgá-las? Parece que uma nuvem negra baixa em toda a mídia. Credo!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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A FIFA STALINISTA

 

A notícia de que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) decidiu não reconhecer os títulos mundiais interclubes conquistados antes do ano 2000, além de revelar o arbítrio e a insensibilidade da administração Gianni Infantino, revela um absurdo que dispensaria comentários, não tivessem os títulos mundiais referidos, no século 20, a importância que tiveram para as agremiações que com tanto sacrifício os conquistaram. A  Fifa está a imitar a (antiga) URSS do tempo em que se “apagavam” das fotos as imagens daqueles que, ao longo do tempo, iam se tornando desafetos do ditador Joseph Stalin. Imitando aquele infame, o novo presidente da Fifa deliberou, também, “apagar da foto” e reescrever a história, jogando sombras sobre as gloriosas conquistas internacionais que consagraram craques do passado como Pelé, Pepe, Raí, Zico e tantos outros gênios da bola. Perguntado, o ex-volante Toninho Cerezo – bicampeão mundial interclubes pelo São Paulo F.C. – comentou a decisão: “Na época a importância desse título era enorme (mas) partindo da Fifa podemos esperar qualquer coisa”. Lacrou!

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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BORRACHA NA HISTÓRIA

 

A História não se apaga. Esta tem origem grega, “historie”, e se define como um conjunto de conhecimentos relativos ao passado da humanidade e sua evolução, segundo o lugar, a época, o ponto de vista escolhido. Por meio do estudo histórico obtém-se um conjunto de informações e fatos ocorridos no passado que contribuem para a compreensão do presente. Pois é, querem apagá-la quando a Fifa retira de vários clubes brasileiros e estrangeiros os títulos de campeões mundiais. Pois é, nosso Oberdã; Jair Rosa Pinto (Palmeiras), Pelé, Coutinho e outros do Santos inesquecível; Raí, um símbolo de atleta do tricampeão São Paulo; Zico do Flamengo; Renato Gaúcho e outros do Grêmio; não são mais campeões mundiais de clubes. Simplesmente os riscaram da história com uma decisão monocrática e uma “canetada”. Isso sem falarmos de inúmeros clubes estrangeiros com histórico fantástico invejável, como o Boca Juniors, Milan, Barcelona, Benfica, River Plate, Penãrol e por aí vai. Que os incautos, como li em cartas de alguns assinantes, e a sobra não se alegrem, pois essa história será revertida, porque ela simplesmente é verdadeira e conquistada sem arranjos.

 

Claudio A. S. Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

 

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DESPERDÍCIO DE ÁGUA

 

“Desperdício de água chega a 31,4% em SP e já supera os anos pré-crise hídrica” (“Estadão”, 28/1, A15). Essa situação é vergonhosa, reflete bem o descaso administrativo de nosso governador Geraldo Alckmin, o mesmo que há  poucos meses disse ter resolvido a crise hídrica. Quem resolveu foi São Pedro. Do ponto de vista gerencial e administrativo, as coisas não se resolveram. E este senhor ainda tem a ambição de ser presidente da República. Deus nos proteja!

 

Jorge E. Gonella Zambra jorgegonella@hotmail.com

São Paulo

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