Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

01 Fevereiro 2017 | 03h20

CORRUPÇÃO

Lava Jato em perigo

Passada a fase da homologação, em que a atuação da presidente do STF foi exemplar, as preocupações agora se voltam para o processo de substituição do relator da Lava Jato. Trata-se de uma questão vital para a continuidade da operação, tão importante que é lamentável que a responsabilidade da decisão seja transferida para um “sorteio”. Mesmo nessa hipótese de sorteio, mandam o bom senso e o espírito de justiça que ministros que já tenham tomado posições, no mínimo, polêmicas com relação ao processo devem declarar-se impedidos – Celso de Mello já se declarou contra a prisão dos condenados em segunda instância, Gilmar Mendes foi frontalmente contrário às 10 Medidas contra a Corrupção e sobre Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski é desnecessário qualquer comentário, em face da atuação deles no processo do mensalão. A notícia de ontem do Estadão de que o ministro Edson Fachin deve protocolar pedido para mudar para a turma da Lava Jato é uma esperança, uma luz no fim do túnel. Caso confirmada essa migração, a ministra Cármen Lúcia deveria ouvir o clamor da Nação no sentido da continuidade íntegra e imparcial da Lava Jato e, evitando um sorteio com grandes possibilidades de resultado preocupante, avocar a si a substituição, indicando o ministro Fachin para a relatoria.

FRANCISCO PAULO URAS

francisco.uras@uras.com.br

São Paulo

A se confirmar o noticiado pelo Estado, a presidente do STF vai sortear o novo relator da Lava Jato entre os integrantes da Segunda Turma, composta por Dias Toffoli, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, com a possível inclusão do ministro Edson Fachin, que seria transferido para esse colegiado. Se optar por essa solução, de fato a ministra Cármen Lúcia põe em sério risco o sucesso da Lava Jato. Pelo que se sabe, Celso de Mello já teria recusado a eventual indicação, por problemas de saúde. Dos restantes, Gilmar Mendes vem se notabilizando por críticas à operação, enquanto Dias Toffoli recentemente surpreendeu a opinião pública e o meio jurídico ao atropelar várias instâncias recursais para resgatar o ex-ministro Paulo Bernardo da cadeia. De Lewandowski, a mera lembrança de sua extravagante atuação na presidência do processo de impeachment de Dilma Rousseff define o que dele se pode esperar. Dessa forma, o sorteio do futuro relator se transforma num jogo de manifesto desequilíbrio em prejuízo da Lava Jato. A presidente Cármen Lúcia, pelo silêncio do regimento interno do tribunal, tem a prerrogativa de não realizar o sorteio e, uma vez transferido o ministro Fachin para a Segunda Turma, este herdaria todos os processos da alçada do falecido ministro Teori Zavascki. A Nação brasileira respiraria aliviada.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Relatoria preocupante

Não deveria ser motivo de preocupação a escolha do novo relator da Lava Jato, com base em que juiz é imparcial e julga os casos de acordo com as leis e a Constituição. Mas o que se está lendo e ouvindo na mídia é o contrário. Será que a estátua, em Brasília, mostrando que a Justiça é cega está errada?

CLÁUDIO RUGGIERO

ruggiero@uol.com.br

Barueri

É, a coisa está se complicando, com sigilos, sorteios...

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

CONGRESSO NACIONAL

Eleição na Câmara

Contra a pequenez da busca pela reeleição ilegal para a presidência da Câmara dos Deputados, não há mais vozes como as de Rui Barbosa ou Sobral Pinto, que se agigantariam contra o flagrante desrespeito à Constituição. Entretanto, não pode haver silêncio e omissão do STF, como guardião da Carta Magna.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Contra Rodrigo Maia

Eduardo Cunha está parecendo chefe de facção, mesmo preso continua dando ordens aos cupinchas do PMDB. Brincadeira!

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Oráculo

Maia em dose dupla, Renan por Eunício... Não se iludam os navegantes, tudo será como dantes.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

RECONSTRUÇÃO DO BRASIL

Modernização dos sindicatos

A modernização dos sindicatos (29/1, A12) deveria começar pelo fim do imposto sindical, que desconta um dia de trabalho por ano sem autorização do trabalhador nem objetivo útil. Os sindicatos deviam ser mantidos apenas pelas mensalidades pagas pelos associados. Ultimamente muitos deles têm usado esses fundos para fazer vandalismo – atrapalhar o trânsito, pichar e destruir fachadas... E ainda servem de cabides de empregos para desocupados do partido que afundou o País. A finalidade de reduzir o desemprego eles estão longe de cumprir. Pobre Brasil, essa turma nos levou para o buraco.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

Cabides de empregos

Somos campeões mundiais em número de sindicatos. Quem se beneficia com esse “honroso” título? Certamente não são os trabalhadores. Quem terá a coragem de reverter esse placar?

DOMINGOS DE SOUZA MEDEIROS

dymanche@terra.com.br

Presidente Prudente

Obra dos trabalhadores

Os sindicatos são as únicas entidades que representam os trabalhadores nesta época em que os partidos políticos e instituições do Judiciário, do Legislativo e do Executivo estão muito fragilizadas. Somos favoráveis à modernização, sim, mas essas reformas devem ser obra dos trabalhadores, e não de “autoridades de Brasília, economistas, cientistas políticos e até analistas de botequim”. Eu mesmo, em artigo intitulado Fábrica de sindicatos (Folha de S.Paulo, 21/5/2012), condenei veementemente essa “multiplicação de novas entidades. Malandros, formando quadrilhas, de olho no imposto sindical. E principalmente na venda de vantagens aos patrões”. A nossa preocupação com a modernização dos sindicatos, portanto, vem de há muito tempo. A reforma não pode ser sinônimo de fragilização e desmonte dos sindicatos. Para nós, da UGT, o sindicato não é negócio. É um instrumento de organização e luta a favor dos trabalhadores.

RICARDO PATAH, presidente nacional da UGT

antebraido@uol.com.br

São Paulo

“O relator da Lava Jato será definido por sorteio? Como Deus deixou de ser brasileiro há tempos, já 

sei quem vai ser sorteado”

VICTÓRIO CANTERUCCIO / SÃO PAULO, SOBRE O SUCESSOR DO MINISTRO TEORI ZAVASCKI

vicv@terra.com.br

“Sorteio incluindo os dois petistas... seja o que Deus quiser. Alea jacta est!”

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA / VALINHOS, IDEM

noo@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DELAÇÕES HOMOLOGADAS

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, sempre discreta, mas eficiente e técnica, resolveu homologar a delação premiada feita por 77 executivos da Construtora Odebrecht. Achou prudente manter o sigilo dos nomes delatados. Mesmo com a curiosidade do povo, a prudência indica que o sigilo se impõe em face da delicada situação que o País vive. Todavia, os "aliviados" pelo sigilo não pensem que a situação permanecerá "ad infinitum". Agora, quem está com a palavra é a Procuradoria-Geral da República, para as denúncias necessárias.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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AUTOPRESERVAÇÃO

A ministra Cármen Lúcia, ao homologar as 77 delações do Grupo Odebrecht, demonstrou o elevado instinto de autopreservação de todo juiz: com 77 delatores e seus respectivos advogados, um enorme rol de possíveis vazadores, é melhor homologar e jogar no colo do Procuradoria-Geral da República!  Vazou? A culpa é do Ministério Público Federal!

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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SIGILO

Bem na véspera das eleições para a mesa da Câmara dos Deputados e do Senado, a ministra Cármen Lúcia resolve manter o sigilo das delações. Estaria a ministra preservando nomes de alguns candidatos ou tudo não passa de uma enorme coincidência?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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CAIXA PRETA

Governo, ministros envolvidos e Odebrecht comemoram manutenção de sigilo decretada por Cármen Lúcia, presidente do STF, em delações homologadas. Agora todo o processo virou uma caixa preta. Ninguém mais vai saber o que está rolando, somente quando resolverem absolver todos haverá um comunicado, e ponto final. 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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SIGILO PRIVILEGIADO

Bola dentro para a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, ao homologar a delação da Odebrecht, interrompida com a morte de seu relator, Teori Zavascki. Bola fora ao manter o sigilo das investigações, porque o cidadão comum já não entende por que políticos possuem foro privilegiado, e agora teremos também "sigilo privilegiado"? 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ANSIOSAMENTE

A trágica, e envolta em muita especulação, morte de Teori Zavascki, que era o relator da Lava Jato no STF, não fará com que essas investigações terminem em grande pizza ou que seu andamento seja atrasado. Prova disso foi que a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, em boa hora, decidiu homologar as 77 delações dos executivos da Odebrecht - antes até do que o já falecido Teori havia prometido, para o início do mês de fevereiro. Sinal de que nossas instituições estão funcionando, apesar da interminável corrupção que envolve principalmente o Executivo e o Legislativo. Neste momento, porém, a sociedade brasileira espera ansiosamente ainda o fim do sigilo dessas delações, para que sejam divulgados os nomes dos membros da classe política que supostamente receberam propina da Odebrecht.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ESTÁ ABERTO O CAMINHO

Ao homologar sozinha a deleção da Odebrecht, a ministra Cármen Lúcia abre uma avenida que certamente será fartamente explorada pela defesa dos réus, que poderão até pedir a nulidade do processo. Os procedimentos do STF em caso de morte do relator de um processo não foram seguidos, as motivações da ministra, nomeada por Lula, para agir dessa forma não estão claras. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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NO FORNO

Quando o silêncio é muito, o santo também desconfia. Após a homologação das delações da Odebrecht, começo a sentir um cheirinho familiar ao ler as manchetes: "STF mantém sigilo", "Votação secreta no Congresso pode eleger ficha suja", "Lentidão na escolha do novo ministro do Supremo", "Roleta-russa no sorteio do relator". Sei não, mas, se vierem com pizza, é chegada a hora de o Brasil reagir como índio e fazer uma caldeirada de pizzaiolos.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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TRANSPARÊNCIA E VIGILÂNCIA

Cármen Lúcia desapontou com sigilo. Se, por um lado, a presidente do STF atendeu à legislação e aos anseios do País ao homologar as delações que estavam ao encargo do falecido ministro Teori, por outro lado decepcionou ao manter sigilo quanto aos nomes dos envolvidos. A decepção é por sabermos que no Brasil processo que corre em segredo de justiça não nos dá certeza de punição, principalmente se os envolvidos são políticos. A transparência permite à sociedade manter vigilância e pressão durante o transcorrer do caso. A Operação Lava Jato é a maior oportunidade de o Brasil tomar vergonha na cara e acabar de uma vez por todas com a politicalha corrupta que rouba o País na certeza da impunidade. Se a deixarmos passar, jamais saberemos se haverá outra chance. Quanto ao novo relator da Operação Lava Jato no Supremo, o sorteio, se for o meio escolhido, deveria ser feito entre apenas os ministros Luiz Fux, Luis Roberto Barroso, Edson Fachin, Celso de Mello e Rosa Weber, descartando os demais por vários motivos: Dias Toffoli por já ter sido advogado do PT; Lewandowski, depois da absurda decisão de manter direitos políticos da ex-presidente Dilma; Marco Aurélio porque tem um parente (Collor) relacionado em denúncias; e Gilmar Mendes, que tem conversado demais com Michel Temer, que também corre o risco de ser punido pela operação. É o mínimo que esperamos para ter esperança de um julgamento sério, justo e exemplar.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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SORTEIO

O que tem de político rezando para ser sorteado para relator da Lava Jato o ministro Ricardo Lewandowski vai ocasionar falta de vela em Brasília.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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'O MINISTRO ESTÁ MORTO. VIVA O MINISTRO!'

Excelente o artigo do jornalista Fernão Lara Mesquita com o título acima, publicado neste jornal em 30/1 à página A2. Entre muitos e consistentes conceitos e opiniões, o texto menciona diferenças gritantes entre as Constituições do Brasil e dos Estados Unidos. A nossa "cidadã" é jovem, tem 29 anos, 250 artigos e 93 emendas e garante a desigualdade  e os privilégios da cleptocracia que nos governa. A norte-americana é madura, tem 230 anos, 7 artigos e 27 emendas, todos definindo exclusivamente quais são os direitos de todos, ficando tudo o mais fora da lei. Enquanto não nos decidirmos a banir da Constituição e de nossa ordem legal como um todo o que nelas está em contradição com o princípio da igualdade de todos em direitos e em deveres perante a lei, o Brasil não superará sua condição de terceiro-mundismo e de terra de privilégios, de injustiças, de incertezas e de insegurança.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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O HOMEM-BOMBA

Eike Batista, que se encontrava foragido da Justiça, resolveu dar o ar de sua graça optando por se entregar pacificamente. Caso resolva falar tudo o que sabe - e sabe muito -, o ex-empresário "orgulho do Brasil", exaltado por Dilma Rousseff e por Lula em seus discursos populistas e mentirosos, provocará consequências inimagináveis. Espera-se um verdadeiro tsunami no meio político-empresarial, e não só aí, como também na nossa já combalida República. Só para dizer o mínimo!

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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EIKE E A MATEMÁTICA

O procurado empresário Eike Batista se entregou, e disse que vai colaborar com a Justiça. Será? Eike, o homem do "x", ganhava dinheiro nos setores de mineração, energia, tecnologia, imóveis, naval, etc., e todas as suas empresas tinham o "x" no fim do nome. No ano de 2010 a OGX, uma das empresas de Eike, anunciou muitas descobertas de petróleo no pré-sal na Bacia de Santos; em 2012, Eike se tornou o 8.º homem mais rico do mundo (US$ 34 bilhões). Neste tempo, ele soube explorar o valor de "x", multiplicou sua fortuna e escreveu o livro "O x da questão". Enfim, quem sabe agora, atrás das grades e sem os bilhões, ele escreva o livro "O valor da subtração". A Matemática, além de exata, foi muito justa neste caso. E que o tempo de prisão seja com muitos "x".

 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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'XILINDRÓ'

Eike Batista, o empresário teuto-brasileiro que vendeu sua alma a Mefistófeles, entidade demoníaca nas lendas germânicas, ao praticar o pavoroso crime de corrupção que ceifa a vida de incontáveis brasileiros, adicionou a palavra "xilindró" ao rol dos seus feitos com a letra xis, que ele tanto preza. Que seja quebrado o frustrante sigilo das delações da Odebrecht, que maculou a homologação da ministra Cármen Lúcia, para que o Brasil possa saber quais outros corruptos devem ir para o "xilindró". 

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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UM BRASIL NOVO

Eike Batista tem a oportunidade ímpar de fazer algo para o País. Um senhor, meu conhecido, era proprietário de uma fábrica de pizzas há 30 anos, e soube da existência de uma máquina importada que multiplicaria sua produção diária. Foi a um órgão do governo solicitar um empréstimo para adquiri-la e, de imediato, o funcionário que o atendeu deixou bem claro que o dinheiro sairia se ele desse 30% de comissão. É assim que o Brasil funciona. Chegou o momento, caro Eike, de provar que, antes de ser um empresário, é um brasileiro capaz de fazer com que algum dia todos tenham orgulho de pertencer a uma nova nação.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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NOVOS TEMPOS

O recolhimento do ex-milionário Eike Batista a um presídio de segunda categoria mostra uma situação que há muito não se via no Brasil. E se, de um lado, os procedimentos diminuem o nosso conceito em relação à economia mundial, temos de ficar satisfeitos em perceber que as investigações estão sendo bem encaminhadas. Mas é preciso que o processo contra ele seja agilizado e que os valores desviados sejam devolvidos. É um Brasil diferente, por certo.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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HISTÓRIA MAL CONTADA

Desde o início da Operação Lava Jato a Polícia Federal tem dado repetidos exemplos de firmeza, eficiência e, principalmente, de retidão. Portanto, é imperativo que venha a público explicar a história mal contada, não só da demora em deflagrar a prisão de Eike Batista - expedida vários dias antes da ação -, mas, sobretudo, a viagem natural e desimpedida do empresário a Nova York, devidamente filmada e documentada pelas câmeras de segurança do Aeroporto do Galeão, dois dias antes da operação. Seja deslize administrativo ou vazamento, a opinião pública aguarda alguma satisfação convincente. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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ORAÇÃO

Em foto de 2010, ambiente festivo, aparecem juntos Lula, Sérgio Cabral, Eduardo Paes, Eike Batista e Luiz Fernando Pezão. Eram tempos de plenitude corruptiva, anunciadores de formações de fortunas que não cessavam de aumentar. Os deuses do petróleo, no entanto, conspiraram contra os projetos de opulência desmedida do ex-governador, preso desde novembro, e do ex-bilionário. A sociedade aguarda também com ansiedade dados concretos sobre a atuação do ex-prefeito, gladiador de um legado olímpico desvanecido, além da manifestação da Justiça a respeito do ex-presidente que "nunca soube de nada" e do envolvimento do atual governador, herdeiro do caos estadual, mais perdido que pinguim no Polo Norte. Tomara que Eike acerte em seu prognóstico quando, ainda em Nova York, pronto para embarcar, declarou que era chegada a hora de (mais uma vez) passar o País a limpo e que, a partir de agora, surgia um novo Brasil no qual os velhos hábitos não mais progrediriam. A sociedade ora para que tal ocorra.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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MÃO NA CONSCIÊNCIA

É irônico que Sérgio Cabral esteja receoso pela sua segurança na penitenciária de Bangu. Quem sabe se, no deprimente interior de sua cela, não arrume um tempinho para pensar na questão carcerária, coisa que nunca fez quando foi senador e governador do Rio de Janeiro, uma vez que jamais considerou a hipótese de um dia se tornar residente do complexo.

 

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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ROUBADOS

Nunca o Brasil foi tão roubado como no período do desgoverno do PT. Conseguiram levar o País à falência, deixando vários Estados da Federação na penúria, como o Rio de Janeiro. Apesar de muitos destes ladrões estarem detidos, não se entende por que figuras do alto escalão daquela administração corrupta continuam livres. A sociedade brasileira espera, após a prisão de todos estes criminosos que infestaram a Nação naqueles 13 anos, que as autoridades competentes, responsáveis por passar o Brasil a limpo, recuperem todo o dinheiro roubado do contribuinte por estes marginais, para aliviar em especial os Estados em miséria extrema.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

  

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ESTADO FALIDO

Quem diria que a capital de um Estado que até outro dia patrocinou uma Olimpíada, o mais custoso evento do esporte mundial, hoje é capital de um Estado falido. Essa é uma das grandes heranças do lulopetismo.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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ALIENAÇÃO E INSENSATEZ

Indecente! Não existe outra palavra para definir a conduta do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizando gastos de R$ 33 milhões para auxílio-educação a juízes e desembargadores e R$ 26,5 milhões para pagamento do auxílio-locomoção. O governo do Rio de Janeiro pagou somente a primeira das sete parcelas do salário de novembro de 2016 (!) da maioria do funcionalismo público. O auxílio-educação será pago a 225 magistrados e 3,1 mil serventuários, que, ao contrário da maioria do funcionalismo público, tem recebido em dia seus salários. O que autoriza estes pagamentos é uma lei estadual sobre a qual a Procuradoria-Geral da República arguiu a inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal. O julgamento dessa lei está suspenso desde 2012, por causa de um pedido de vista do ministro Luiz Fux, que foi durante 15 anos presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Lá se vão cinco anos, ministro, para o pedido de vista! Tempo mais do que suficiente para a análise de uma lei indecente.

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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INACEITÁVEL

É inaceitável que o pagamento de benefícios e "verbas indenizatórias" aos membros da magistratura e do Ministério Público tenha aumentado em 30% de 2014 para 2015, quando vivemos uma das piores crises econômicas da nossa história, com mais de 12 milhões de desempregados e sem dinheiro para educação, saúde, Previdência, segurança, etc. Os gastos com os "penduricalhos" de juízes e promotores de Justiça saltaram de R$ 5,5 bilhões para R$ 7,2 bilhões, tudo isso pago com o dinheiro dos nossos impostos. Não surpreende que o nosso sistema de Justiça seja o mais caro do mundo. No subdesenvolvido e corporativista Brasil, alguns grupos influentes desfrutam de privilégios e mordomias em detrimento de toda a Nação.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA FISCAL

Desde 2010 até 2017 o IPTU da única casa na qual resido subiu mais de 100%; somente de 2016 para 2017 o aumento superou 15%, demonstrando que, ao invés de ser regressivo, o imposto continua a ser progressivo e irracional, sem qualquer proporcionalidade. Indago ao senhor alcaide se é justiça fiscal subir o imposto bem acima da inflação quando os preços de mercado dos imóveis estão em curva acentuada, além do que minhas pensões não sofrem reajuste há muito tempo (e normalmente são de no máximo de 6% ao ano). Enfim, cada vez mais nosso dinheiro é drenado para o Estado e somos cidadãos de segunda classe.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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CRISE E POUPANÇA

Os bancos e o STF ajudariam muito se devolvessem o dinheiro surrupiado dos poupadores nos Planos Color, Bresser, etc. Verifica-se que estes bancos, nesses anos todos, amealharam fortunas com a poupança alheia. Não satisfeitos com os vultosos lucros auferidos, passaram ao canibalismo. Dia virá em que sobreviverão, quando muito, dois ou três deles, sob a vigilância férrea do STF.  

Itamar C. Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal

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INSTITUIÇÕES TRAVADAS

As relações entre patrão e empregado estão tão amarradas a uma ideologia que chegam a impedir ou dificultar qualquer livre negociação entre ambos, coisa que neste momento de crise econômica seria muito benéfica. A legislação trabalhista, tal como existe, entre outros efeitos danosos, estimulou a indústria de queixas trabalhistas e a desarmonia entre as relações patrão/empregado. Mas, se o próprio Ministério Público do Trabalho afirma ser inconstitucional a reforma trabalhista que o governo federal defende, isso é o maior sintoma de que as instituições estão ideologicamente travadas. Será um desafio promover mudanças onde uma "certa" ideologia fincou raízes tão profundas. A verdade é que a cartilha do PT ainda dita as regras no País.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL

O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu não apoiar as candidaturas de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE) para as presidências da Câmera dos Deputados e do Senado Federal, respectivamente. Demagogia sobre "golpismo" à parte, alguém pensou em melhorar as ofertas feitas ao partidão?

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO DAS MESAS DIRETORAS

Câmara e Senado trocam comandos. Mal comparando, além de melhores, na tal Feira do Rolo há trocas mais honestas.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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A DISPUTA NA CÂMARA

Rodrigo Maia (DEM-RJ), Rogerio Rosso (PSD-DF) e Jovair Arantes (PTB-GO): todos têm estatura e suas respectivas plataformas para se lançarem à presidência da Câmara. Já Julio Delgado (PSB-MG), pela segunda vez, se projeta como protagonista de um papelão. Ridículo! 

Frederico d'Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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PREVIDÊNCIA SOCIAL

Endosso a opinião do leitor sr. Francisco S. de Carvalho ("Fórum dos Leitores", 29/1), bem como a do sr. Amir Khair, em seu artigo "Abrir a caixa preta ("Economia", 29/1). É certo que o rombo da Previdência Social é, em parte, consequência do brutal desemprego verificado no País, culpa dos desgovernos recentes; agora querem que a sociedade brasileira pague por isso. Sabemos que as receitas da Previdência Social, ao longo do tempo, foram usadas para fins totalmente opostos à sua finalidade principal, sem contar os privilégios como isenções suspeitas e outras disparidades existentes no sistema. Uma auditoria independente traria transparência a estes valores que estão sendo divulgados como déficit da Previdência Social. A reforma atualmente proposta atingirá de forma desumana e cruel uma parte bem frágil da população, ou seja, os idosos com mais de 60 anos, ao pretenderem extinguir a pensão por morte ao companheiro(a) que já possuir um benefício da Previdência Social, mesmo que ele seja superior a um salário mínimo. É preciso lembrar que os benefícios, ao serem concedidos, já foram achatados por cálculos totalmente prejudiciais ao segurado e com os reajustes anuais quase sempre abaixo da inflação. Ao mexer na pensão por morte, estarão alterando a renda familiar, ficando impossível a quem permanecer manter as condições dignas de sobrevivência, pagar um plano de saúde, remédios caros, etc. A soma das aposentadorias de pessoas com mais de 50, 60 anos é essencial para a sobrevivência desta faixa etária, já sem acesso ao mercado de trabalho. Em vez de atingir essas pessoas, é preciso pensar antes em diminuir o gigantismo do Estado, seus privilégios, mordomias, cortar onde há "gordura" em excesso, o que não foi feito até agora! Espero que o atual Congresso, ao discutir a reforma da Previdência, tenha a sensibilidade de pensar nesta faixa da população brasileira, já tão carente de ser assistida pelo Estado, sob risco de termos, além de uma população jovem sem perspectiva de um futuro com trabalho e estudo, outra totalmente destinada a engrossar as filas do SUS. A sociedade brasileira precisa ficar atenta a esta reforma da Previdência Social.

Francisca L. Paoloni fran.paoloni@terra.com.br

São Paulo

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'ABRIR A CAIXA PRETA'

Brilhante é oportuno o artigo do sr. Amir Khair sobre o "déficit" (superávit?) da Previdência Social. Sem apresentar todos os números reais não se pode falar em reforma para tungar mais uma vez os aposentados e os que irão se aposentar. Espero e torço para que todos os deputados federais leiam o artigo, especialmente Rodrigo Maia, que busca a sua reeleição para a presidência da Câmara.

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

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UM POR TODOS

Reforma da Previdência: o aposentado que contribuiu para si terá de ajudar todos.

Antonio Carniato Filho antoniocarniato@gmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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PERDA

Só no ano de 2016 o governo tirou da minha aposentadoria em torno de R$ 26 mil reais. Será que isso é justo?

Bruno A. Almeida brunoa_@live.com

São Paulo

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DÍVIDA COM O INSS

Conforme noticiou o "Estadão" (22/1/2017), quase 90% dos municípios brasileiros devem um total de cerca de R$ 100 bilhões ao INSS. Os PIS e a CSLL, impostos instituídos para fazer frente aos encargos decorrentes da inclusão na Previdência dos trabalhadores rurais e dos idosos não contribuintes, jamais foram recolhidos ao INSS, como prevê a Constituição de 1988. Desta maneira, é fácil descobrir quais são os principais motivos do tão falado "rombo da Previdência". Entretanto, como o governo finge desconhecer esse descalabro e suas origens, mais uma vez pretende mandar conta para o trabalhador com as propostas de aumento do tempo de contribuição e uma disfarçada redução no valor das aposentadorias. 

Luiz Antônio Alves de Souza  zam@uol.com.br

São Paulo

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ROMBO NA PREVIDÊNCIA

Realmente, o governo tem razão e é verdade o que vem dizendo sobre os rombos no INSS. 89% dos municípios brasileiros devem em conjunto R$ 99,6 bilhões à Previdência Social, e isso ainda é troco diante do que as grandes e médias empresas devem, sem contar com a dívida das pequenas e os saques que os governos fazem por estar com as chaves dos seus cofres. Enquanto a Previdência social não tiver uma administração própria integrada pelos seus próprios beneficiários, a sua caixa preta jamais será aberta e mostrada ao público. Só continuarão divulgando o rombo e sempre escondendo as receitas.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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SOLUÇÃO HONESTA

O déficit na Previdência (INSS), sob a alegação de que a receita atual é menor que a despesa, é uma mentira. Não são os que contribuem hoje que pagam os aposentados, mas os que contribuíram ao longo de 30/35 anos, fizeram um investimento e hoje recebem pequena parte do que receberiam se contribuíssem num fundo privado. A solução honesta, coisa que os políticos detestam, é: igualar as regras das aposentadorias dos servidores privados e públicos - todos são iguais perante as leis - acabando com aposentadorias vitalícias de parlamentares após oito anos de mandato com renda dos da ativa; juízes afastados por improbidade receberem aposentadorias dos lavradores que nunca contribuíram, criando uma doação governamental. Os cidadão deveriam ter a opção de não pagar o INSS se investissem os mesmos valores num fundo privado por 35 anos: receberiam um valor superior a 5 vezes o que o INSS paga e teriam, ainda, os valores que aplicaram somados aos rendimentos; um montão de dinheiro que repassariam aos seus herdeiros.       

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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A FEBRE AMARELA AVANÇA

Segundo fontes do Ministério da Saúde, o avanço da febre amarela em regiões até então imunes à sua incidência é mais uma prova de que também na área da Saúde, coadjuvado por seus secretários de Saúde nos âmbitos estadual e municipal, deixaram que a doença saísse do seu habitat natural e invadisse áreas urbanas. Levantamento de 2000 a 2010 mostra 326 casos confirmados, com 156 mortes, enquanto 45% dos doentes eram trabalhadores rurais. No ranking dos Estados mais afetados despontam Minas Gerais, com 101 casos e letalidade de 40,6%; Goiás, com 77 casos e letalidade de 59,6%; São Paulo, com 32 casos e letalidade de 46,9%; e Rio Grande do Sul e Mato Grosso, com 21 e 20 casos, respectivamente, e letalidade de 42,9% e 55%. Minas Gerais e São Paulo foram os Estados que receberam mais vacinas, 19,6 milhões e 13,8 milhões. Poderia admitir-se que existe falta de verba distribuída pelo Ministério, mas não é o caso, a verba existe, mas é mal empregada. Os desvios, sendo subutilizados com finalidade política e corrupção, se alastram pelo País. O mosquito da dengue já assustou as autoridades da saúde, e agora vem a febre amarela. Falta pouco para estarmos às voltas com as tradicionais doenças, algumas citadas por Monteiro Lobato no seu imortal Jeca Tatu, da obra "Urupês".

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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FALTA DE REMÉDIOS

No posto da Várzea do Carmo, que é estadual, está faltando Sinvastatina há dois meses já. O governador não é aquele médico que quer ser presidente no ano que vem? Ah, sei, vou me lembrar disso em 2018.

Caio Lorena Bueno caiolorena@bol.com.br

São Paulo

  

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DESPERDÍCIO DE ÁGUA

Após a forte crise hídrica que São Paulo atravessou há dois anos, é absolutamente fora de qualquer propósito que o desperdício de água tratada registrado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) atinja estratosféricos e inacreditáveis 31,4%, por meio de vazamentos na rede e fraudes em ligações clandestinas (média nacional é de 36,7%). De cada mil litros de água tratada, 314 são perdidos por buracos na tubulação antes de chegar aos consumidores, causando grande prejuízo financeiro. A perda de mais de um terço desse ouro líquido é um absurdo intolerável, que deve ser combatido e evitado a todo custo. Água é vida.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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EUA DE PORTAS FECHADAS

A reação e a atitude das empresa do Vale do Silício contra o decreto de Donald Trump que suspende a entrada de refugiados e de cidadãos de países muçulmanos no Estados Unidos são o maior exemplo de patriotismo, pois reconhecem que o país nasceu das mãos e do suor dos imigrantes e que estes continuam contribuindo ativamente. Parafraseando: xenófobo acha feio tudo aquilo que não é a Eslovênia.

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

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NOVO EIXO

O "eixo do mal", termo usado por George W. Bush para desencadear ações militares contra o Iraque, Irã e Coreia do Norte, agora se desloca para os Estados Unidos, Grã-Bretanha e Israel, com a ascensão de Donald Trump, Theresa May e Benjamin Netanyahu ao poder, líderes de tendências ultranacionalistas, discriminatórias e excludentes.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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TERRORISMO NO CANADÁ

Um atirador atacou uma mesquita em Quebec no domingo e seis pessoas morreram. O gentil anfitrião Justin Trudeau, governante do Canadá, não foi avisado:  a festa já começou...

Dilermando Wiegmann Sanches cataro22@yahoo.com.br

Curitiba

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DONALD TRUMP E O MONGE

Diz a lenda que um monge e seu assecla foram hospedados por uma família muito pobre e acomodada, que vivia exclusivamente de uma vaquinha que lhe fornecia seu leite para alimentação e troca por alguns bens essenciais. Na saída, o monge determinou ao assecla que arremessasse a vaquinha do penhasco. Mesmo chocado, o assecla obedeceu. Tempos depois, ao regressarem da viagem e passando pela mesma família muito pobre, ficaram maravilhados com o acentuado desenvolvimento da propriedade e seus habitantes. Descobriram, então, que na falta da vaquinha toda família partiu para várias atividades, daí o progresso. Será que Trump é o monge que obrigará o resto do mundo a deixar de lado a vaquinha americana e finalmente conseguirá seu efetivo crescimento e sucesso? Certamente, não estarei aqui para participar do evento e tampouco assistir à queda do império americano. 

Carlos G. de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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AMAZÔNIA

Enquanto os brasileiros, estarrecidos, comentam a todo momento e em todas as mídias que Donald Trump mandou construir um muro para separar o México dos Estados Unidos, não tomam conhecimento de que a Amazônia está invadida por 100 mil ONGs estrangeiras. Não foi assim que os mexicanos perderam nada menos do que dois Estados para os EUA? Acorda, Brasil!

Maria C. Naclério Homem mcecilianh@gmail.com

São Paulo

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PICHAÇÃO

Será que Donald Trump aceitaria os pichadores de monumentos de São Paulo para enfeitarem o seu muro? Falar com João Dória.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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UERJ EM CRISE

Triste a situação de alunos, professores e funcionários da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Tenho acompanhado o problema, mas fico com uma pulga atrás da orelha que me vem na forma da pergunta: será que o Estado do Rio de Janeiro pode ter uma universidade? Será que o Estado do Rio não deveria focar os recursos nos ensinos fundamental e médio? Outro ponto: como cidadão fluminense, gostaria de saber os índices de produção acadêmica do corpo docente da Uerj e a dedicação de fato à universidade. Não vi até hoje nas manifestações dados e informações que indiquem a relevância de fato da universidade em termos de produção acadêmica no cenário nacional e, portanto, como relevância para os jovens fluminenses.

Angelo Raposo angelo.raposo@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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'FAMÍLIA DESCENDENTE, CRIME EM ALTA'

Excelente e profundo texto do jornalista Carlos Alberto Di Franco "Família descendente, crime em alta" ("Estadão", 30/1, A2). Como advogada e assistente social já aposentada, meditei e analisei cada palavra dele. O conteúdo deveria ser visto por pais, educadores e aqueles que militam na área da infância. Por mais de 30 anos trabalhei na segurança pública e na Justiça da infância e adolescente e me vi envolvida com crime, infratores e famílias. Oportuno! Cumprimentos ao sr. Di Franco.                                                                               

Lia Pompeu de Campos liapompeu30@hotmail.com

Buenos Aires

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EDUCAÇÃO FAMILIAR

O jornalista Carlos Alberto Di Franco (30/1, A2) descreveu brilhantemente a atual situação familiar. Os pais, tão preocupados em dar tudo aos filhos, esquecem ou não têm paciência na educação dos filhos. Exige muito esforço, dedicação e, muitas vezes, uma firmeza que contraria o coração.

Marli Aguiar mma.aguiar@gmail.com

São Paulo

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O ÓBVIO IGNORADO

É muito raro nos nossos dias ouvir a coerência óbvia que Carlos Alberto Di Franco expõe em seu artigo (30/1, A2). Falar em família como célula da sociedade e, destarte, da importância em preservá-la, bem como em estimular e preservar a autoridade dos pais, é frequentemente confundido com proselitismo religioso e imediatamente ignorado. Trata-se do óbvio que deveria ser ululante, mas, infelizmente, não é mais.

Marcus Vinicius Telles Fadel marcusvtf@gmail.com

Curitiba 

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AS TREVAS DO PATRIARCALISMO

Pelo que li do artigo "Família descendente, crime em alta" (30/1, A2), o fenômeno da criminalidade seria uma simples questão de punição familiar, uma problemática de costumes pessoais, e não uma reação direta da economia política estrutural e do tipo de cultura e civilização que ela gera. Talvez, num regime autoritário de controle e punição, como o autor deseja, essa própria afirmativa, subjetiva e falsa, fosse passível de severa punição. Isso porque o autor do artigo "está por fora", ele e o seu sociólogo americano. Adolf Hitler foi um filho criado sob a égide perfeita da punição, do controle e do absolutismo paterno, ele e toda uma geração de nazistas. Vigiar, punir, reprimir e recompensar! O Estado Islâmico também educa seus filhos assim. Aqueles que defendem essa tese fascista, invalidada pela prática histórica, desde a filosofia iluminista, a da punição e do absolutismo paterno, nada querem solucionar. Querem, sim, a realização de uma vingança pessoal, patológica, então que a pratiquem em seu ambiente familiar, no lombo de seus filhos, não socializem as suas idiossincrasias pessoais. As trevas do patriarcalismo vulgar sendo anunciadas como saída para o crime. Muito obrigado, sr. Di Franco, guarde só para si mesmo.

Nelio Índio do Brasil Simões nelioindiodobrasil@gmail.com

Campinas

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