Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

02 Fevereiro 2017 | 03h02

ECONOMIA

Bancos contra a quebradeira

É assustadora a notícia de que os grandes bancos brasileiros montaram uma força-tarefa com o objetivo de evitar o efeito cascata de uma quebradeira geral das empresas, antes que a situação se torne insustentável. Ninguém melhor que esses bancos para saber da real situação em que se encontram as nossas empresas e, ao exporem essa preocupação ao mercado, apenas confirmam a grave situação da nossa economia.

JORGE DE JESUS LONGATO

financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim

O canto da sereia

É sabido que o nosso sistema tributário está falido, não há como recuperar empresas, produtos e mercado com essa prática de sempre descarregar sobre a produção, os bens e os serviços o ônus da crescente necessidade de receita para prover os gastos do Estado. E dá-lhe IPI, PIS, Cofins, CSLL, Imposto de Renda, ICMS, ISS, só para citar os tributos de maior presença. O sistema de compensação tributária é retrógrado, em total descompasso com a economia moderna e eficiente, em que se tributa o produto no ato da compra pelo consumidor, e não na formação do estoque da empresa. Daqui por diante, se o produto nacional não chegar à ponta do consumo desonerado em um terço do valor atual, não haverá interesse nem demanda, tampouco a recuperação da economia. O preço final dos produtos está desproporcional à renda do trabalhador, que diminuiu com o desemprego, enquanto os custos continuam subindo com a inflação. A cadeia produtiva, os bens e serviços ainda são onerados com encargos trabalhistas etapa a etapa, acumulando custos adicionais aos da mão de obra. Somem-se a isso as despesas financeiras do início da cadeia ao consumidor final, desconsiderando se haverá financiamento do bem ou serviço. Se tudo isso não bastasse, ainda temos a concorrência dos produtos importados da Ásia dando o tiro de misericórdia na produção local. Então, diante do exposto, não peçam investimento, eficiência, produtividade, isso aparenta ser o canto da sereia.

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

Deuses do Olimpo

A economia brasileira precisa de credibilidade, para trazermos investimento externo é necessário que haja transparência do poder público. Por isso é inadmissível que, num processo criminal em que se encontram políticos envolvidos, estes tenham direito a foro privilegiado. Suponhamos, que Donald Trump resolvesse fazer uma fogueira com o parquinho ecológico em que brincavam as filhas de Barack Obama na Casa Branca, para lá instalar depois um fliperama, e que o fogo se alastrasse até a casa ficar preta. Ele, o presidente dos EUA, seria processado pela Justiça comum e, possivelmente, condenado como qualquer cidadão. Já aqui, no Brasil, os nossos líderes montaram um fliperama gigante com o dinheiro dos contribuintes, saqueando os cofres públicos e mandando remessas pelo mundo afora, e são julgados como deuses do Olimpo. É mitológico, mas nada tem de lenda urbana.

IRENE MARIA DELL’AVANZI

irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

OS PODERES E A CRISE

Caradura

O País na talvez maior crise social, econômica, política da sua História e os três Poderes da República só discutindo quem vai ser o quê, quem vai sair ou saiu, quem vai substituir quem. Sempre foi assim, mas esperava-se que, no mínimo, houvesse um disfarce temporário...

GERALDO F. MARCONDES JR.

gfonsecamarcondes@uol.com.br

Taubaté

STF

Novo relator

Gostaria muito que os atuais membros do Supremo Tribunal Federal lessem o belíssimo e lúcido artigo Parábola das garças ou entre o certo e o certo, de Carlos Ayres Britto, publicado ontem no Estadão (A2).

ALEXIS THULLER PAGLIARINI

alexis@fenapro.org.br

São Paulo

BNDES

Menos financiamentos

Os desembolsos de 2016, os menores em 22 anos, caíram proporcionalmente à diminuição das falcatruas e dos roubos. Aliás, onde anda o sr. Luciano Coutinho? Como anda a rentabilidade do meu, do nosso dinheiro “aplicado” no porto de Mariel, em Cuba, ou nas empresas de Eike Batista?

RICARDO MARTINS

rctmartins@gmail.com

São Paulo

Pelo ralo

O BNDES “emprestou” US$ 6 bilhões a Eike Batista. Nos últimos desgovernos petistas o banco foi o ralo para o esgoto de grande parte do trabalho e do suor dos brasileiros.

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Em pratos limpos

Eike Batista terá de explicar por que passou US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral e lhe cedia seu avião particular. Afinal, na justificativa de sua prisão, o juiz acusou-o de ser “autor intelectual da corrupção de Sérgio Cabral”, e isso é dizer nada. Ele até pode dizer que foi para não atrapalhar seus investimentos no Rio. Mas a chance de Eike é pôr em pratos limpos as tão faladas questões do BNDES e da Petrobrás, que ele já citou de passagem em algumas ocasiões.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com .br

Cotia

Delúbio tinha razão

“Em três ou quatro anos tudo será esclarecido e esquecido, e acabará virando piada de salão”, prognosticou Delúbio Soares, então tesoureiro do PT, na época do mensalão. Na verdade, o que veio depois foi e será ainda pior: quando for dado a público o teor dos contratos do BNDES, decerto aí é que a caixa de Pandora será de fato escancarada. Até quando teremos de aturar essa imoralidade contrária a dar pleno conhecimento à sociedade sobre os contratos que financiavam o esquema de corrupção da Odebrecht no exterior?

OSWALDO COLOMBO FILHO

colomboconsult@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Os intocáveis

Eike parece ser a expressão claríssima de que no Brasil nada se faz sem o jeitinho, que na Lava Jato virou um jeitão. O que causa espécie é que os maiores corruptores (vulgo corrompidos) estão de prontidão para voltar à ação. Intocáveis. Protegidos pelo maléfico “foro privilegiado” e pela inação e/ou lerdeza dos nossos magistrados maiores.

ULYSSES F. NUNES JR.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

FIM DO RECESSO

Ontem retornaram ao trabalho os congressistas e o Judiciário de todo o Brasil. Têm o privilégio de ter 60 dias de férias por ano, diferentemente da maioria da população que os elege e paga com sacrifício seus polpudos salários e mordomias. Nem por isso mantêm em dia seu trabalho: há projetos e processos apodrecendo nas gavetas. Triste e sem jeito Brasil.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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O SUBSTITUTO DE TEORI ZAVASCKI

Informa a imprensa que o substituto do ministro Teori Zavascki na relatoria da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) será escolhido por sorteio. Difícil de entender esse sorteio, mesmo que exigência legal. O relator da Lava Jato é figura muito importante para a continuidade de um processo que vai definir se o Brasil vai ser passado a limpo ou não. Os ministros que vão participar do sorteio não são do mesmo nível nem da mesma confiabilidade. O sorteio poderá escolher quem nem sequer conseguiu ser aprovado no exame da OAB ou outro que é compadre do ex-presidente Lula. A Lava Jato merece um relator competente e confiável. O sorteio não é o melhor caminho.

Celso Battesini Ramalho leticialivros@hotmail.com

São Paulo

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SORTEIO

Onde ficam a competência técnica e a meritocracia?

Frank Sowade sowadex@icloud.com

São Paulo

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O PAÍS AGRADECERÁ

Que espécie de Suprema Corte é a nossa que, dos dez ministros que a compõem, raros são os que a sociedade não associa algum tipo de restrição para o exercício do cargo. Há os que exibem forte viés ideológico. Outros não demonstram equilíbrio emocional quando se manifestam erraticamente, deixando a população sem confiança nas ações do órgão máximo da Justiça, e ainda os explicitamente vinculados a autoridades envolvidas nos processos. A ordem do dia é a substituição do relator da Lava Jato, o falecido Teori Zavascki. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, uma das honrosas exceções, até agora tem envidado esforços no sentido de manter viva a sua crença entre a população de que a o crime não vencerá a Justiça. Assim, não deve permitir que a relatoria da Lava Jato seja decidida por mero rearranjo de turmas, seguida de sorteio aleatório, o que pode dar rumo incerto às investigações. Urge que, mais uma vez, se posicione e avoque a si a escolha. O País agradecerá.

Paulo Roberto Gotaç  prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CLAMOR

Exma. senhora ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, a senhora comanda a Justiça brasileira e precisa assumir a responsabilidade de uma presidente da Suprema Corte decidindo e escalando um ministro isento, ilibado, com o indispensável saber jurídico e digno da sua confiança e do povo brasileiro. Entregar a relatoria da Operação Lava Jato para ministros como os senhores Ricardo Lewandowski e José Dias Tóffoli, sabiamente de conhecimento público que foram advogados de defesa do PT e nunca conseguiram passar nem em um concurso de juiz estadual, não cumpriram as normas constitucionais exigidas para ocupar cargos na Suprema Corte, seria o mesmo que autorizar a entrega de um "salvo-conduto" para todos esses políticos corruptos que infestam o Congresso Nacional. Não faça isso, ministra Cármen Lúcia! O povo brasileiro lhe implora, tenha coragem e faça justiça!

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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MINISTRO FATIADOR

Que o sorteio não indique o sr. Ricardo Lewandowski, para não fatiar nossa inteligência. Aliás, quando o STF eliminará aquela incongruência? 

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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XÔ, ZEBRA!

Os sorteios da Caixa Econômica Federal também são eletrônicos. E, quando o prêmio acumula, dá cada zebra... Que no STF não haja zebra!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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QUEM TEM MEDO DO SUPREMO?

Mesmos os ministros que foram indicados por governos petistas, nas atuais circunstâncias, quais deles ousariam portar a bandeira vermelha do PT, com aquela estrela irremediavelmente isolada?

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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QUE SEJAM RESPONSÁVEIS

Não se governa ao acaso. Michel Temer e Cármen Lúcia têm de pôr em prática suas atribuições de presidentes e escolher responsavelmente o novo ministro para o STF e o novo relator da Lava Jato. Não há antecedentes para o que queremos? Então, que sejam criados. Essa postergação só atrasa o andamento da ordem tão necessária ao País e os debilita perante a opinião da sociedade. Ora, um sorteio entre nomes como Lewandowski, Toffoli e Gilmar Mendes pode resultar num "azareio" e acabar com o sonho de um Brasil melhor.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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LAVA JATO - O NOVO RELATOR

Sorteio ou "azareio"? Com os participantes, está muito mais para "azareio" do povo brasileiro (desculpem a rima infame!).

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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DESPERTA, BRASIL

Acredito que é chegado o momento de o povo ir paras as ruas defender-se e acabar com este blá blá blá que os Poderes da República estão armando em torno dos substitutos de Teori Zavascki no STF, de Renan Calheiros na presidência do Senado e de Rodrigo Maia na presidência da Câmara dos Deputados. Já deu para sentir que no STF não existe ninguém com a dignidade e a coragem de Adalto Lúcio Cardoso, juiz que, em 1971, ao ver os demais juízes aprovarem a lei de censura prévia, levantou-se da cadeira, arrancou a toga, jogou-a no meio do plenário e nunca mais voltou. No Senado e na Câmara falta alguém com a coragem de Maximin Isnard, deputado francês que em 1791, ao ver a anarquia tomando conta do Parlamento, disse: "Nós nos encontramos entre o dever e a traição, entre a coragem e a covardia, entre a estima e o desprezo. Nós reconhecemos que eles são culpados e, se não os punirmos, é porque sejam príncipes? É a longa impunidade dos grandes criminosos que transforma o povo em carrasco... Eu lhes digo que é preciso vigiar. As nações que dormem ainda que por um instante acordam acorrentadas. Se queremos ser livres, é necessário que só a lei governe". Desperta, Brasil.

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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ELEIÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL

Estamos vendo uma grita geral em relação aos novos nomes que comandarão o Congresso Nacional por mais alguns anos: o ínclito senador da República senhor Eunício Oliveira (PMDB-CE) e o ilibado deputado federal senhor Rodrigo Maia (DEM-RJ). A pergunta que deveria ser feita é: existe naquelas Casas alguém que mereça o cargo, sem ter nenhuma nódoa, sem ter um "senãozinho" sequer? Ademais, como é que os referidos elementos foram parar lá? Votos de marcianos? Certo mesmo estava o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, que fechou aquela casa e pôs os vagabundos para fora.

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

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O QUE MUDA NO QUARTEL DE ABRANTES?

 

Faz muita falta ao Brasil nos dias atuais a figura do Barão de Itararé. Certamente inspirado por ele, hoje cedo veio à minha mente a seguinte pergunta: o que muda no Senado e na política brasileira com a aclamação por seus pares do senador Eunício Oliveira para o lugar de Renan Calheiros? Sem a pretensão de respondê-la, recordei-me de que, no dia 6 de agosto de 1808, o general inglês Arthur Wellesley, futuro Duque de Wellington, desembarca na Baía de Vagos e começa o longo processo de reação aos franceses. Foi nessa data que nasceu o provérbio "tudo como dantes no quartel de Abrantes", com o significado de inoperância e inconformismo. Aqui, na ex-colônia de Portugal, ele está mais atual do que nunca. Triste Brasil, país da corrupção e da impunidade.

José Matias Pereira matiaspereira51@gmail.com

Brasília

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AFASTANDO-SE DA DEMOCRACIA

O Brasil continua dando importantes passos para longe da democracia: nada justifica que haja uma eleição para a presidência da Câmara e do Senado. Esse papel deveria ser naturalmente ocupado pelo deputado e pelo senador eleitos com o maior número de votos populares na eleição. Nada justifica que o presidente da República indique os juízes do Supremo Tribunal Federal, isso representa uma inaceitável interferência entre os Poderes. Os cargos no Supremo deveriam ser preenchidos da mesma forma que nos outros tribunais, por meio de concurso público. O Brasil tem nada menos do que seis presidentes da República que deveriam prestar esclarecimentos à Justiça: José Sarney, Fernando Collor, FHC, Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer. Todos os juízes que poderiam julgá-los foram colocados nos cargos por esse grupo. Isso precisa mudar, se o Brasil quiser um dia deixar de ser a eterna República das bananas. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CHICANAS

Mais uma vez a defesa do ex-presidente Lula impetrou recurso, desta vez no Tribunal Federal da 4.ª Região, solicitando a anulação do processo referente ao tríplex do Guarujá, por entender que diversos atos demonstram que o juiz Sérgio Moro perdeu a imparcialidade para julgar Lula. E eu perdi a conta de quantos recursos o ex-presidente impetrou em diversos órgãos nacionais e internacionais, na tentativa de evitar ser levado a responder ao juiz Sérgio Moro sobre as acusações que pesam contra ele. Todas elas, inclusive a na ONU, se mostraram infrutíferas, o que nos leva a acreditar que se trataram apenas de chicanas. Essa expressão, comum nos meios jurídicos, define o malicioso expediente utilizado pelos advogados de defesa para irem postergando o desfecho do processo, para que ele seja anulado por decurso de prazo, por não terem argumentos consistentes para a defesa. Pelo que se sabe, até o momento, a defesa do ex-presidente não apresentou nenhuma prova cabal demonstrando que tais acusações são inverídicas. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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O ESQUEMA CABRAL

A Operação Eficiência, deflagrada na semana passada pela Polícia Federal, revelou quão ladrão foi o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral. O meliante teve sua vida política toda regada por muito dinheiro roubado dos cofres públicos desde 1991, quando se elegeu deputado. Cabral foi senador e, depois, governador do Rio, Estado saqueado por ele, e era, no discurso de Lula e de Dilma, o exemplo de excelente homem público, portanto candidatíssimo à presidência do Brasil. Essa carreira política do ladravaz durou apenas 26 anos. O gatuno fez fortuna e a Justiça nada viu, até que o empresário Eike Batista teve seu império desmoronado. O BNDES deu US$ 6 bilhões para Eike, "magnata de papel", enquanto Lula era o presidente do País e Guido Mantega o ministro da Fazenda. Quem vai pagar o prejuízo à sociedade? Que se busque essa dinheirama roubada e que esses pilantras mofem na cadeia para sempre. Delação é prêmio. O que se descobriu é mais do que suficiente para trancafiar a dupla Cabral e Eike. Chega de tolerar bandidos, Brasil!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A DERROCADA

Eike Batista já prepara o lançamento de seu novo livro, intitulado "Da Luma à lama", com prefácio de Sergio Cabral. E agora, qual será o X da questão?

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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EIKE EM BANGU

Coisa realmente estranha. Prenderam até o Eike Batista. E Lula, quando será preso?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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DO GRUPO X A X-9

Ainda nos EUA, Eike Batista, o rei das empresas de papel, concedeu entrevista rasgando elogios à Operação Lava Jato, dando a entender que, doravante, "muita coisa vai mudar". Não sei se entendi direito as entrelinhas de suas assertivas - todas ditas com muito cuidado ao entrevistador -, mas tudo faz crer que o empresário, cujo fetiche pela consoante X é de todos sabido, já está orientado a delatar à Justiça o X da questão, e, começando a "cantar", vai comprometer muita gente poderosa com quem andou se relacionando há não muito tempo, engrossando os enroscos que alguns políticos haverão de amargar com as já homologadas delações da construtora Odebrecht. No humorístico da TV o bordão famoso era "cala a boca, Batista!", mas este Batista parece que vai, sim, "abrir o bico", até porque, se não o fizer, vai puxar xadrez longo e doloroso. Quanta ironia: um dia detentor da 7.ª fortuna do mundo, controlador das prósperas EBX, da OGX, da MMX, da LLX, da OSX e da CCX, cujas ações cintilavam na Bovespa nos áureos tempos de Lula e das fartas verbas subsidiadas do BNDES; no outro dia, reduzido a um quase nada, incriminado, acusado, preso, virtualmente condenado e ocupante de uma vaga xexelenta, sem direito a vaso sanitário, no xilindró de Bangu, candidato a se tornar um X-9, sinônimo de alcagueta no jargão das comunidades carentes dos morros da cidade que o viu chegar ao topo da montanha. Deu ruim, hein, companheiro?!

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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ENTREVISTA EM NY

Grande furo do repórter da TV Globo que entrevistou Eike no aeroporto em Nova York e embarcou no mesmo voo para o Rio. Apesar de sua grande dificuldade em se expressar, Eike deixou claro que vai delatar e fez uma feliz declaração ao dizer que o brutal escândalo financeiro americano de 2008 foi muito maior que a Lava Jato. Nossa imprensa nunca disse isso, por temor de ofender o divino império de quem somos súditos temerosos.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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RÉU E VÍTIMA AO MESMO TEMPO

 

A reportagem feita pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, na segunda-feira (30/1), acompanhando Eike desde o aeroporto de Nova York, durante o voo de retorno ao Brasil, culminando com a sua chegada em solo pátrio, nos sensibiliza pela forma humilde como Eike se expressou. Pareceu sincero, não se defendendo, dando a entender que é réu e vítima ao mesmo tempo, ao fazer parte de um tecido sócio, político e econômico totalmente corrompido. De fato, diante de um linchamento moral e público, num país onde honesto e burro têm sido sinônimos, o Brasil tem de ser passado a limpo, como ele deu a entender. Esperamos que Odebrecht, Eike e outros empresários se empenhem em mudar esta nossa cultura, dizendo com humildade o que não deve ser feito, para que os jovens de hoje não sejam os corruptores ou corrompidos "coroas" de amanhã.  

 

José Simantob Netto jsimantov@ig.com.br

São Paulo

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TRANQUILIDADE

Fiquei perplexo com a postura tranquila do Eike antes e depois de ser preso! Durante um massacre de perguntas feitas por repórteres, ele manteve o mesmo semblante e respondeu às perguntas tranquilamente, muito seguro da situação. Imaginem, de onde ele estava, chegar a essa situação, com toda certeza deve ser difícil ter essa atitude. Esperemos que ele entregue todos os envolvidos e que cumpra sua pena com esta mesma tranquilidade. Nem com a raspagem de seu cabelo (quando revelou usar peruca) ele perdeu a tranquilidade.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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EIKE PAZ E AMOR

As redes sociais estão mostrando que a estratégia de Eike Batista e seus assessores, de ele se mostrar bonzinho, educado e resignado perante o público em geral, está dando certo, pois muitos estão admirados e até encantados com sua forma de agir com jornalistas e pessoas que o abordam. Atitude completamente oposta à figura prepotente e arrogante que na maioria das vezes demonstrou ser. Será que realmente mudou de uma hora para outra ou tudo isso faz parte de um plano orientado por advogados e assessores de relações humanas a fim de melhorar a sua imagem? Fato é que sua defesa já conseguiu, de cara, mesmo ele não tendo curso superior, que Eike ficasse preso numa penitenciária com melhores condições de habitabilidade do que aquela para onde foi designado inicialmente. O próximo passo, quem sabe, é conseguir que ele fique na carceragem da Polícia Federal ou até mesmo em prisão domiciliar. 

Paulo Rinaldo Fonseca Franco pfranco@terra.com.br

Rio de Janeiro

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TRANSFERÊNCIA

Eike Batista, após ser preso na segunda, 30/1, ao aterrissar no Rio, ficou encarcerado apenas meia hora em Ari Franco, presídio de pobre sem curso superior, devido ao ex-bilionário não ter concluído a faculdade cursada há tempos na Alemanha. O corrupto foi transferido para a unidade 9 de Bangu, para morar na companhia de outros dois malfeitores da legalidade, curtindo as horas em um espaço de 15 metros quadrados, com 4 beliches, uma TV de 14" e um ventilador. A Justiça autorizou o remanejamento - pasmem - alegando preocupação com a integridade física do empresário. Ora bolas, se o meliante, seja quem for, não possuir diploma universitário, deve conviver com a opulência da miséria carcerária comum, pois a lei não favorece cor, raça e muito menos condição financeira. Pelo menos na teoria.

Edinei Melo edinei.melo@hotmail.com

Campinas

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PRISÃO ESPECIAL

Está certo que Eike Batista não tem curso superior, mas podiam considerar esperteza superior.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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BALADA PARA O SR. X

Perder Luma de Oliveira fez e faz parte dos movimentos da fauna humana, do jogo da vida, dos segredos que algumas e restritas paredes guardam. Perder a liberdade pode ter sido uma questão de caráter decorrente da ambição exacerbada, incontrolável, patológica. O dinheiro é uma droga que cura ou mata, constrói ou destrói com letal substância ou princípio ativo, a vaidade. A base de sustentação de todo homem, toda mulher, são - e Eike sabe disso - o instinto, o caráter e o temperamento. A eles tudo o mais se agrega. A cultura (ah, o curso superior, por exemplo), as inesquecíveis noites de Paris ou as insuportáveis de Bangu 9. O azar de Eike Batista foi ter sido descoberto por Cabral. Não só o dele, console-se.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém 

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MULTIPLICAÇÃO

Agora deu para entender a letra X que consta nos logotipos das empresas de mister Eike: trata-se de um código para indicar multiplicação de propinas, multiplicação de propostas indecentes, multiplicação de picaretagens, multiplicação de caradurismo, multiplicação de irregularidades e outras semelhantes...

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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FEDERALISMO NO SETOR ELÉTRICO

 

Não é possível que, com exemplos de corrupção institucionalizada e incompetência sem limites, o País continue aceitando passivamente a atual concentração de poderes em Brasília. Os subsídios, escondidos nas tarifas de eletricidade pagos pelos consumidores brasileiros a setores privilegiados - sem que a população saiba -, são uma aberração. A matéria "Conta de luz embute 20% de subsídios; só em 2016, foram R$ 18,29 bilhões" (28/1, B3), de Anne Warth, escancara esse escândalo e demonstra que o setor elétrico requer mudanças distantes do modelo estrutural vigente. Nos EUA, onde todo o sistema elétrico também é interligado, com comando operacional centralizado, existem vários modelos setoriais, com "poderes concedentes" descentralizados, junto ao consumo, em que - com plena autonomia e sem distinguir a origem do capital das concessionárias - definem tecnicamente: tarifas, concessões, fiscalizações, punições, etc. Como resultado, o consumidor americano desfruta de qualidade, oferta e preços por serviços incomparáveis aos oferecidos aos consumidores brasileiros. Ainda assim, apesar da modicidade de suas tarifas, diferentemente do Brasil, o setor elétrico americano é extremamente atrativo ao capital privado.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

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A DURA MISSÃO DE SALVAR A ELETROBRÁS

Há duas semanas houve a troca de diretores do PT por diretores de partidos aliados do governo atual em Itaipu: naturalmente, esta nova diretoria e seus elementos de confiança não precisam salvar Itaipu, ela está bem plantada no Rio Paraná, eventuais esqueletos herdados ampliarão as perspectivas para a nova diretoria. É interessante notar, como no caso da Petrobrás, a preocupação com as ações em Nova York e, naturalmente, o desprezo com respeito aos acionistas nacionais. Uma vez as duas estatais saneadas e valorizadas, serão entregues, como de costume, aos bandidos de plantão. Os fundos de pensão das duas, se os beneficiários não descuidarem, talvez continuem em recuperação. Estamos assistindo à preocupação com duas estatais do Brasil, e como fica a situação das restantes organizações do Estado, administração direta e indireta nos três níveis de governo, loteadas politicamente entre o número crescente dos partidos (que mais se assemelham a quadrilhas), que as tornam ineficazes, ineficientes e corruptas devido à falta de estrutura e profissionalismo? A precariedade da infraestrutura e dos serviços prestados à população (educação, saúde, segurança, saneamento, transportes, etc.) mostra que pelo menos 20% dos recursos arrecadados anualmente são desperdiçados (cerca de R$ 400 bilhões) e, devido aos problemas criados para a população, o prejuízo é muito maior. Enfim, a pergunta importante: como vamos salvar o Brasil?

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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TAXA DE CÂMBIO

A valorização do real em relação do dólar é uma má notícia para os exportadores, pois reduz a sua competitividade. No período em que o ministro Henrique Meirelles foi presidente do Banco Central, ocorreu uma valorização do real que é uma das causas da desindustrialização do Brasil. Em 2000, tínhamos uma taxa de R$ 1,96 por dólar e, em 2009, depois de 79% de aumento do IPCA, tínhamos, pasmem, R$ 1,75 por dólar. Espero que Meirelles não tenha resolvido acabar com a inflação acabando de novo com o que resta da indústria.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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O ALÍVIO DO FGTS

O governo, de forma adequada, decidiu liberar as contas inativas do FGTS, num momento crítico que o País atravessa. Agora, a burocracia emperra tudo e nem o calendário dos saques é divulgado. Presidente Temer, acelere isso aí, o povo e a economia precisam desse dinheiro!

Elcio Espindola elcio.espindola2013@gmail.com

Santana de Parnaíba

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ARENAS À BEIRA DA FALÊNCIA

O Brasil "potência" do então presidente Lula promoveu, com sucesso, a campanha para sediar a Copa do Mundo de Futebol em 2014. As regras da Fifa determinavam que deveria haver oito sedes. Mas, para Lula, oito era pouco. Era melhor haver 12 sedes, assim agradaria a mais quatro Estados. Conseguiu "dobrar" a Fifa. E aceitou o "padrão Fifa" de luxo e conforto. Sabemos que e por que os custos excederam largamente todas as projeções. E a sustentação e manutenção destes "elefantes brancos" se revelaram extremamente onerosas. As estimativas otimistas de receita, para algumas arenas, se revelaram inalcançáveis. Algumas, como a da Amazônia, a Mané Garrincha, do Distrito Federal, e a Pantanal, têm recorrido a toda sorte de iniciativa e expedientes na tentativa de retardar a falência, que parece inevitável. 

Mario Helvio Miotto mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

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DE NOVO O DINHEIRO PÚBLICO

Vergonha! Querem financiar o elefante branco da Arena Corinthians, já construída com o dinheiro público, por meio de um mal explicado financiamento pela Caixa Econômica Federal, ao invés de financiarem casa própria, hospitais, escolas, segurança pública, pesquisas, etc.

Renato Gonçalves Coletes renatocoletes1@gmail.com

São Paulo 

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CARNAVAL DE RUA

Decreto da Constituição. Eu acrescento a necessidade de ir e vir. Os blocos de carnaval invadem a praia de Ipanema na sua totalidade. A pista junto aos prédios deve ser liberada para não aprisionar os moradores. Há de tudo - gestantes, bebês, crianças, idosos e doentes -, todos sujeitos a acidentes, como qualquer mortal. Será que acham o espaço pequeno? E onde fica o respeito ao cidadão e à vida?

 

Maria Ariani ma.eulina2@gmail.com

Rio de Janeiro

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CARVANAL - MARCHINHAS BANIDAS

Antes de proibir a "Cabeleira do Zezé", a grande maioria dos cariocas deveria ter impedido a "Roubalheira do Cabral". Quanto à violência nos morros, a culpa é da Polícia...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DONALD TRUMP

Quem com tuite tuita, com Twitter será tuitado. Esse velho ditado, repaginado para a era virtual, tem tudo a ver com o que está acontecendo com o presidente Donald Trump, nos Estados Unidos. Sua posição xenófoba e racista representa uma novidade para o povo dos Estados Unidos, acostumado desde a independência e, principalmente, desde o fim da Guerra Civil com pessoas normais na presidência do país, algumas melhores, outras nem tanto, mas que fizeram possível a construção, ao longo do tempo, da posição de liderança de que os Estados Unidos desfrutam no mundo. Com o avanço da tecnologia, Trump imagina que poderá, como fez na campanha, dirigir por meio de tuites, ratificados por canetadas, como a que decretou a construção de um muro ao longo da fronteira com um dos maiores parceiros dos Estados Unidos, o México, ou proibindo a entrada de refugiados de países assolados por guerras civis e outras misérias. Assustador o seu lema, "America First", que, junto com suas atitudes iniciais como presidente, inevitavelmente, faz lembrar Adolph Hitler, com seu lema "Deutschland Ueber Alles" e a anexação da Polônia, que desencadeou a 2.ª Guerra Mundial, com todas as suas atrocidades. Resta torcer para que o povo americano, tal como ocorreu aqui, em 2015, por meio de tuites e outros chamamentos virtuais, consiga mobilizar passeatas gigantes nos Estados Unidos e em outros países amantes da liberdade e do respeito a todos, para solicitar a sua renúncia ou o seu impeachment o quanto antes, para minimizar o estrago que já está sendo feito por ele nos Estados Unidos e que logo será sentido em todo o mundo. Desta forma, será por meio do próprio Twitter que ele provará do seu veneno.

John Landmann john@chocolatdujour.com.br

São Paulo

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SEGURANÇA NOS EUA

Recado a Trump: nem todo muçulmano é terrorista e nem todo terrorista é muçulmano.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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PERGUNTA INCÔMODA

A entrada de estrangeiros nos Estados Unidos é um direito ou é um privilégio? A pergunta pode ser incômoda, mas é mais que oportuna.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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DONALD & MICKEY

Donald (Trump) e Mickey (Pence) governando os EUA... Por todas as bobagens que fizeram neste curto espaço de tempo, sinceramente, prefiro os originais. O grande Walt Disney deve estar se revirando no túmulo!

Paulo Sérgio P. Gonçalves ppecchio@terra,com.br

São Paulo

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EUA

O presidente é o Donald; o vice é o Mickey; não é à toa que o mundo esteja Pluto...

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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ISOLACIONISMO ANGLO-AMERICANO

De que adiantaram as mortes dos jovens combatentes das forças anglo-americanas, que desembarcaram em defesa da liberdade no Dia D, se agora, mais de sete décadas depois, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha resolveram das as costas à Europa e, assim, isolar-se politicamente do velho continente?

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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ENTRADA PROIBIDA

O presidente americano, Donald Trump, proibiu a entrada temporária de imigrantes de 7 países (maioria muçulmana) e de refugiados de qualquer lugar do planeta. Muitos estão protestando e criticando o decreto presidencial e alegam que todos nós somos imigrantes, o que não é verdade. Somos netos, bisnetos, etc. de imigrantes. O mundo, durante centenas e milhares de anos, foi assim, ir e vir sem regras, de descobertas, invasões, conflitos e guerras, porém cada nação, depois de formada ou estabelecida, criou suas leis. E os Estados Unidos, por ser soberano em tudo, se tornou desafeto de muitos países. A medida de Trump é por segurança nacional. Tentar evitar o pior. No Brasil, muitos com medo da crescente criminalidade preferem residir em prédios ou condomínios fechados, pois têm porteiros, seguranças, monitoramento 24hs, muros altos, cercas elétricas, etc., o acesso é restrito a estranhos e visitas, mesmo que de amigos ou parentes, são previamente comunicadas e posteriormente autorizadas. Enfim, o povo brasileiro tem muito de Trump. Ou não?

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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ARAME FARPADO

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não entendeu que aquele quase 1 milhão de manifestantes na Avenida Pensilvânia, em Washington D.C., está é mais querendo fugir para o México através da cerca de arrame farpado que está sendo construída por ele mesmo, Trump. A bem da verdade, devo dizer que ainda não li nada a respeito deste assunto "fuga".                                                                                                            

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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