Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

03 Fevereiro 2017 | 03h02

STF

‘Habemus’ relator

Enfim, temos um novo relator da Operação Lava Jato. Felizmente, a fumaça branca surgiu nas chaminés da Suprema Corte. O ministro Luiz Edson Fachin é o “herdeiro” do rumoroso esquema do petrolão. Magistrado de “sorte”, migrou para a Segunda Turma na última hora e foi o “felizardo” escolhido para dar continuidade ao caso do maior roubo da História da República. Bons ventos afastaram a nuvem negra que pairava sobre o edifício do Supremo Tribunal Federal (STF). Melhor solução, impossível. A escolha do ministro Edson Fachin evita um desgaste maior do Supremo e a população fica livre do pessimismo que tomou conta do Brasil com a morte de Teori Zavascki, receosa de que o processo caísse em mãos erradas. Boa ventura ao ministro e aos brasileiros!

SÉRGIO DAFRÉ

segio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Realizado, finalmente, o sorteio do novo relator da Lava Jato, o ministro Edson Fachin foi o escolhido para dar continuidade ao trabalho excepcional de Teori Zavascki. E não resta dúvida de que os corruptos da República têm motivo para lamentar. Fachin tem mostrado ser imparcial e independente e, principalmente, que respeitará o devido processo legal e todas as garantias previstas na legislação brasileira, em especial na Constituição. Sucesso ao novo relator!

WILLIAN MARTINS

martins.willian@globo.com

Guararema

Ironia do destino

O ministro Dias Toffoli foi para a Segunda Turma justamente para que o então novo ministro a ser indicado (Fachin) não o fosse para a Lava Jato. Agora, o ministro Fachin se remove para a referida turma e assume exatamente a relatoria da operação.

HAROLDO NADER

nader.haroldo@gmail.com

Valinhos

CONGRESSO NACIONAL

Cumprimentos

Impossível deixar de cumprimentar efusivamente “Índio” e “Botafogo”, eleitos por seus pares no Congresso Nacional para, respectivamente, a presidência do Senado e da Câmara dos Deputados. Para quem não se lembra, esses são os apelidos pelos quais são carinhosamente conhecidos Eunício Oliveira e Rodrigo Maia na delação premiada da Odebrecht, recentemente homologada, na Operação Lava Jato. Parabéns, Brasil.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Tudo como dantes

O novo presidente do Senado, Eunício Oliveira, deu um recado ao Judiciário em seu discurso de posse. Afirmou que será implacável quando houver intromissão de um Poder em outro, mas nada falou a respeito das propinas que a Construtora Odebrecht pagou a “Índio”, sua alcunha, na ordem de R$ 2,1 milhões. Pelo que se percebe, tudo continua como “dantes no quartel de Abrantes”. Ou seja, mudam as moscas, mas o resto continua o mesmo.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

É triste

Assistindo ao discurso de posse do novo presidente do Senado, fiquei mais decepcionado, ainda, com o que resta da nossa classe política. Eunício Oliveira não falou uma frase sequer sem ler, foi explicitamente sintético. Nada veio da alma, da felicidade por ser conduzido a um cargo tão importante para o País; veio, sim, de um material claramente manuseado e preparado para atender aos anseios e interesses de uma classe política totalmente desmoralizada e que, aos poucos, se vai esvaindo pelos ralos da corrupção generalizada.

LEONIDAS RONCONI

ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

Multiplicação de patrimônio

A espantosa evolução do patrimônio de Eunício Oliveira deveria merecer da Lava Jato atenção muito maior que a dada ao triplex no Guarujá e ao sítio em Atibaia, que envolvem valores comparativamente insignificantes. A figura do “segundo mais rico” envergonha o Senado!

FERNANDO VERSIANI DOS ANJOS

fernandoeteresaversiani@gmail.com

Belo Horizonte

CORRUPÇÃO

Não dá ponto sem nó

Das sombras sai o senador Romero Jucá, “defensor” da Lava Jato, a solicitar o fim do sigilo das investigações. Por que não agregar o fim do foro privilegiado de todos os políticos?

RICARDO LUIZ RUIVO MUNIZ

ricmuniz45@me.com

São Paulo

Blindagem

Sugiro aos políticos corruptos que não se perturbem com as delações premiadas comprometedoras, pois desde que foi deflagrada a Operação Lava Jato, contra os petrolões da vida, anos atrás, o STF, a quem cabe julgá-los, não condenou nenhum deles, blindados que estão pelo famigerado foro privilegiado.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

PESQUISA PÚBLICA

Dilemas

O eminente secretário de Agricultura do Estado de São Paulo (Arnaldo Jardim) escreveu no Estado (28/1, A2) artigo sobre os dilemas da pesquisa pública. Afirmou que ela está rapidamente perdendo sua eficácia, o que no caso do Estado de São Paulo, da secretaria dele, é verdadeiro. Já demonstramos a principal razão. As equipes de pesquisadores estão sendo desmontadas pelo governo do Estado. No final sugere que o Ministério da Agricultura promova amplo debate sobre o tema. Seria primeiro necessário esse debate ser feito em São Paulo, para dar exemplo e ouvir os pesquisadores, que ele erroneamente considera sindicalistas corporativistas.

CARLOS JORGE ROSSETTO, pesquisador aposentado, membro

do conselho da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo

rossetto1939@gmail.com

São Paulo

PREVIDÊNCIA SOCIAL

O déficit

Desde 1998 o fator previdenciário reduz em até 40% o valor dos benefícios pagos pelo INSS. Já são 18 anos em vigor, o tempo de uma geração, mas o déficit só cresce. Em matérias recentes sobre o assunto fica claro que a recessão, isto é, a queda de empregos urbanos não possibilita à Previdência cobrir os custos da aposentadoria rural, como antes. Penso que a única reforma necessária consiste em excluir da Previdência os custos das aposentadorias rurais. Afinal, o beneficiário que contribui para o INSS é que tem direito, devidamente conquistado, ao benefício. Sugiro que o agronegócio arque com as aposentadorias rurais.

SUELI CARAMELLO ULIANO

scaranellu@terra.com.br

São Paulo

“E a presidência do Senado continua em boas mãos...”

ODILON OTAVIO DOS SANTOS / MARÍLIA, SOBRE O SUCESSOR DE RENAN CALHEIROS

“A lentidão no julgamento dos réus com foro privilegiado pelo STF está contribuindo para aumentar a descrença da população nas instituições”

JOSÉ MATIAS-PEREIRA / BRASÍLIA, SOBRE OS DENUNCIADOS NA LAVA JATO

matiaspereira51@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A LAVA JATO NO STF

O ministro Edson Fachin foi escolhido por sorteio para ser o novo relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). O que fazer, se nem na inocência de um sorteio feito ao acaso em Brasília o cidadão acredita? 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PULGA ATRÁS DA ORELHA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin será o novo relator da Operação Lava Jato. Antes de ser ministro, suas ideias polêmicas fizeram com que os brasileiros mais antenados ficassem com a pulga atrás da orelha quando de sua nomeação ao STF. Apoiava o MST, invasões de terras, etc. Participou de campanha para a ex-presidente Dilma Rousseff. Fez declarações elogiosas ao ex-presidente Lula, mesmo sob várias denúncias de corrupção. Fora sempre ter-se mostrado muito à esquerda, o que no comando do Brasil foi um desastre. A única coisa que o abona foi nunca ter feito declarações contra a Operação Lava Jato. Portanto, não sabemos se dormiremos tranquilos com esta nova atribuição do ministro Fachin ou se devemos voltar às ruas. A conferir...

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ALGO ERRADO

Um juiz nomeado pela ex-presidente Dilma Rousseff vai dar continuidade ao trabalho do juiz que faleceu, também ele indicado pela multidelatada, suspeitíssima de ser a chefe da quadrilha criminosa responsável pelo petrolão, Dilma Rousseff. Os pedidos de vistas, sem prazo, feitos por cada ministro, um de cada vez, claro, são a única garantia de que as apurações deste caso se arrastem para bem depois das próximas eleições, quando Lula deverá voltar em triunfo à Presidência da República e colocará ordem na casa. Quem viver verá. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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FACHIN

Provavelmente, além da enorme torcida do povo brasileiro, Teori Zavascki deve ter dado uma mãozinha neste sorteio que colocou o ministro Edson Fachin no seu lugar de relator da Operação Lava Jato. Espero que o novo relator considere seriamente a possibilidade de pedir a volta do juiz auxiliar Márcio Schiefler Fontes para suas antigas funções, já que ele estava na operação desde 2014, sendo considerado o braço direito do ministro Teori e um verdadeiro arquivo da Lava Jato.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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SORTEIO NO SUPREMO

Uma verdadeira roleta russa apontada para a Operação Lava Jato!

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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TEMPOS DE LEI

Como seria benéfico ao País se a presidente do STF lesse e tomasse ações efetivas para mudar o quadro apresentado no editorial publicado ontem no "Estado" ("O tempo da Lava Jato no Supremo", página A3).

Ricardo Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

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PARÁBOLA DAS GARÇAS

Muitos são os predicados do ex-ministro do Supremo Carlos Ayres Britto, mas esta semana descobrimos o quanto de poeta tem a sua escrita. Seu texto de quarta-feira (1/2) no "Estadão", "Parábolas das garças ou entre o certo e o certo", não pode passar despercebido de todos nós, mas principalmente de nossa classe política, sem deixar de lado os ministros do STF, pois o ser ético, decente e honesto é um dever de todos nós, que estamos sentindo na pele os tempos sombrios de nossas instituições privadas ou oficiais. Parabéns, querido ministro! 

 

Leila E. Leitão

São Paulo 

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'A IRREVERSÍVEL LAVA JATO'

Fernando Gabeira ("Estadão", 27/1) constata que a Lava Jato foi assumida pelo povo brasileiro. Eu acrescento epidermicamente. 

Roberto de M. Costa Leite r-mamede@uol.com.br

Ubatuba 

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SORTEIOS, NOMEAÇÕES E ELEIÇÕES

Diante de tantas controvérsias jurídicas, políticas e noticiosas, chega-se à conclusão de que a verdadeira tragédia política e social de nosso país é que pessoas comuns estão ocupando lugares incomuns. Traduzindo, estamos diante de uma grande carência de qualificações profissionais e, sobretudo, éticas.

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO NO SENADO

Pois é, Eunício Oliveira (PMDB-CE) vai comandar o Senado nos próximos dois anos. Com denúncias na Operação Lava Jato, ele não incomoda ninguém, pois sabem que para virar réu vai levar mais do que o tempo de sua gestão. Tem alguma coisa que Renan Calheiros não consiga?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PRESIDÊNCIA DO SENADO

A troca de Renan Calheiros por Eunício Oliveira para a Presidência do Senado Federal seria a mesma coisa que trocar Beira-Mar por Marcola.

Oswaldo B. Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas

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CORONÉIS

O Senado continua sendo um "feudozinho" dos coronéis do "pudê" do Nordeste.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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VOTO EM BRANCO

Infelizmente e numa votação oculta, a eleição para a presidência do Senado demonstra quão cautelosos são nossos senadores (eleitos para mandatos de oito anos). Agora, o que não dá para aceitar é que 10 deles votaram em branco, numa demonstração de total desrespeito a quem os elegeu.

Joao Devitte j.devitte@devitteseguros.com.br

São Paulo

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O DRAMA DO RIO DE JANEIRO

O Rio de Janeiro pode ser comparado a uma taba "sui generis", por apresentar uma quantidade exagerada de morubixabas, pajés e, sem dúvida, um terreno fértil onde alguns atrevidos aventureiros conseguem fazer fortuna sobre a infelicidade do povo carioca, como temos visto nos escândalos financeiros demonstrados pela Operação Lava Jato envolvendo o ex-governador Sérgio Cabral e, recentemente, a captura do falso Rei Midas da também falsa Rainha Luma. O Estado do Rio é pródigo na criação de milionários e, além disso, de caciques políticos que transmitem esse poder aos familiares, como é o caso dos Picciani, que sempre dominaram a Assembleia Legislativa do Estado. O funcionalismo do Estado está à beira de um ataque de nervos, e por isso está convocando uma megamanifestação contra as medidas impostas pelo governador Luiz Fernando Pezão, exigidas pelo governo federal e que não passam de um garrote vil. O povo estará nas ruas e sitiará a Assembleia, pressionando os deputados a não aprovarem remédio tão amargo. O Rio de Janeiro não tem uma biografia de governantes muito favorável desde que deixou de ser a capital do Brasil e centro dos mais importantes acontecimentos políticos do País, com repercussão mundial. Em verdade, em verdade, vos digo, se o Cristo do Corcovado pudesse falar, ele diria: "Pai, afasta de mim este Rio".

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CIDADE MARAVILHOSA

O que esta gente pretende fazer com a mais bela capital do mundo? É Garotinho, Cabral, Pezão, e mais, quanto mais se volta a fita, mais triste e concomitantemente revoltante o que se deu com o Rio de Janeiro. O Estado, mas, sobretudo, a cidade. Da rápida favelização dos morros, de onde a vista do Rio é ainda mais linda, aos arrastões feitos à luz do dia, ou por meio de procedimentos licitatórios fantasiosos. Igualmente, estes últimos, como arrastões, rápidos e plúrimos crimes... O Rio que recebeu a Copa do Mundo e sediou a Olimpíada. Onde estão os dividendos? O que ficou para a cidade? Um Maracanã sem nem sequer energia elétrica para iluminá-lo, após tantas e inacreditavelmente custosas reformas? A responsabilidade pelo estádio virou uma guerra de empurra-empurra, desde o fim da Olimpíada, entre o Comitê Rio 2016 e o consórcio Maracanã SA, controlado pela Odebrecht. As entidades trocam acusações sobre a falta de manutenção do local. E vida que segue... Não é crível, deveria haver uma qualificadora para quem destruísse especificamente a Cidade Maravilhosa. Haveria uma pena mais gravosa. Todos os Estados-membros da Federação são igualmente importantes, e o Distrito Federal é tombado pelo patrimônio cultural da humanidade, mas o Rio - uma paulistana dizendo - é a Cidade Maravilhosa. Ninguém poderia vilipendiar os cofres públicos para fins escusos, deixando a cidade à sua própria sorte. Sem segurança pública, sem segurança no sistema penitenciário, sem segurança nos acordos e contratos firmados pelos governantes, sem segurança na higidez do caráter desses governantes, sem segurança de que, ao cabo do mês, será pago o servidor (penso nos médicos da rede pública, nos professores, nas empresas locadoras de serviços terceirizados que não recebem, ou recebem e "somem", deixando a conta de seus empregados para o Estado). E sem dinheiro para reverter o quadro. A "Coluna do Estadão" de quarta-feira (1/2) noticiou que o governador Pezão está firme em sua determinação de explicar a cada membro do Supremo Tribunal Federal (STF) a importância da ação de dívidas dos Estados. É mesmo assim, cada governante rola a dívida até onde o STF permitir, sejam dívidas continuadas (vencimentos, pensões), sejam precatórios ou outro gasto público, que os herdem o próximo governante. E assim segue Pezão. Amendoim barato de praia? Imaginem! O governador segue com suas porções de macadâmia, noz cujo preço é de R$ 120,00, segundo a "Coluna". É assim para os chefes dos crimes de "blue e white collars". É assim para quem enganou satisfatoriamente o eleitor. A ponto de se eleger. Como disse, deveria ser "mais pecado" depenar a cidade do Rio de Janeiro. Como ficamos todos tão tristes, desolados.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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CRISE BRASIL

Quando, além de milhões perderem o emprego, um bilionário perde até a peruca, é mais que evidente que a coisa está feia mesmo.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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A PRISÃO DE EIKE BATISTA

O empresário Eike Batista, que estava foragido nos EUA, foi preso pela Polícia Federal ao chegar dos Estados Unidos esta semana, no aeroporto do Galeão, acusado de ter repassado R$ 52 milhões de propina ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que já se encontra preso em Bangu 8. Quem deve estar de orelha em pé é também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que era muito seu amigo, com medo de uma possível delação premiada e de lhe sobrarem algumas respingadas de ferro quente derretido.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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MAIS DO QUE AJUSTE...

Eu gostaria que o presidente Michel Temer fosse reconhecido pelos historiadores como Temer, "o justo", por ter sido capaz de atender o principal clamor do povo brasileiro, justiça constitucional.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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TRANSPOSIÇÃO

Inoportuna e fora de contexto a declaração do presidente Michel Temer durante sua visita de acompanhamento às atrasadíssimas obras de transposição do Rio São Francisco, quando afirmou que o projeto teve sua origem em mandatos anteriores, acrescentando que o povo brasileiro pouco se lembra dos presidentes sob cujas administrações são iniciados os grandes empreendimentos físicos no País. Talvez haja um erro de perspectiva na observação, uma vez que bons governos e grandes líderes democráticos não devem ser lembrados por terem dado partida a realizações faraônicas de engenharia, mas por ideias e competências política e administrativa que garantam a boa aplicação dos recursos públicos visando ao bem-estar de seu povo e das próximas gerações. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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USINA DE ITAIPU

Será que Michel Temer nem sequer honra o que escreve? Nada de políticos em estatais? Será que não viu o que o que aconteceu com a Petrobrás? Acorde, presidente! Chega de políticos e politicagem nas estatais! Aliás, chega de estatais!

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

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A ORDEM É PRIVATIZAR     

A economista Elena Landau, em seu artigo publicado no "Estadão" de 31/1 ("Sem preconceito"), chama a atenção para a importância de privatizar o quanto antes as empresas estatais. Historicamente mal administradas, elas mais servem para orgias de políticos, como os desvios de recursos públicos. Neste caso, e em tempos de crise econômica como a que vivemos, a ordem é privatizar. A economista diz que, ainda e infelizmente, temos 150 empresas estatais, que acolhem em suas diretorias comparsas de políticos que, em conluio com os fornecedores, se lambuzam nos superfaturamentos - razão pela qual o PT de Lula não privatizou nada. Ao contrário, criou mais estatais. Essa farra institucional desembocou na Operação Lava Jato e na maior recessão econômica da nossa história. Felizmente, o governo de Michel Temer parece seguir os mesmos passos dos governos de Itamar Franco e FHC, que passaram para a inciativa privada dezenas de empresas, incluindo até a maioria de bancos estaduais. Um extenso número de concessões, como de aeroportos, ferrovias, estradas, etc., o Planalto está anunciando. E, contaminado pela recessão econômica e com suas finanças em estado caótico, também 18 governadores têm se interessado em vender ativos como os da área de saneamento básico. E acreditem, nesta lista consta até o governador do Maranhão, que é do PCdoB, braço direito do PT... Privatizar significa melhorar a produtividade no País e é um dos melhores remédios para combater a corrupção.

Paulo Pasciam paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O PCC NAS RUAS

Notícia de ontem do "Estado" é aterradora: traficante da alta cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa com vários processos criminais, foi solto pela Justiça antes do julgamento. Ou seja, o tráfico de drogas manda no Poder Judiciário. É o fim.

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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A DIFÍCIL CONCLUSÃO DO CARANDIRU

 

Há um quarto de século a Justiça tenta concluir o processo do chamado "Massacre do Carandiru", o episódio em que a Polícia Militar, seguindo ordens do Judiciário e do Executivo, entrou no presídio rebelado e, mesmo estando no cumprimento do dever legal, os policiais foram duramente acusados pela morte de 111 detentos. Levados a júri, os profissionais de segurança então feitos réus foram condenados a penas fantasiosas, como a do comandante da operação, coronel Ubiratan, apenado em 623 anos e depois absolvido no Tribunal de Justiça. O incidente serviu para sustentar as campanhas dos adversários da instituição policial e o discurso daqueles que fizeram carreira política ou tiveram diferentes tipos de lucro decorrente dos fatos. O caso ainda está pendente e os policiais ainda correm o risco de, recebendo pena alta, motivada até pelo clima emocional levado ao júri, ainda perderem seus empregos ou aposentadorias. E o pior é que do episódio não se tirou nenhuma lição para melhorar o sistema penitenciário brasileiro, cada dia mais precário e sujeito ao colapso absoluto. Ao contrário de mandar a polícia invadir, como em 1992, agora as autoridades, que têm o dever legal de proteger o encarcerado, recuam e deixam entregues à própria sorte os detentos feitos reféns de seus colegas amotinados. 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves  aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

     

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MAIS CRISE NA CRISE

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso disse recentemente que espera que a crise no sistema prisional impulsione o debate sobre a descriminalização do consumo de drogas no Brasil. Mesmo sendo semianalfabeto, eu acredito que, se o consumo de drogas e o uso das máquinas caça-níqueis - que, aliás, já estão sendo liberadas no Estado do Rio Grande do Sul - forem liberados, nosso país mergulhará numa crise sem precedentes e o caos será inevitável. 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DE AFOGADILHO

Donald Trump está atuando meio de afogadilho ao assinar tudo o que está subscrevendo. Parece um amador, faz tudo de sua cabeça, não consulta sua assessoria e, dessa forma, cria a cada dia mais adversários, tanto nos EUA quanto no exterior. Seria melhor ir com mais calma com o andor, para que sua gestão possa ser considerada como sendo boa e do bem.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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AVISA LÁ!

O presidente Donald Trump certamente não sabia, mas nos EUA ele não pode ir decretando tudo o que "pinta" em sua cabeça confusa. Diferentemente daqui, do Brasil, lá há um Congresso e um Departamento de Justiça de princípios muito rígidos. Pura e simples!

Gildete do Nascimento mgildetenascimento@bol.com.br

São Paulo

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SONHO AMERICANO

O novo sonho americano é que algum agente infiltrado consiga colocar entre os papéis que o presidente Trump assina compulsivamente, desde a posse, o do seu próprio impeachment.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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O MURO EUA-MÉXICO

Vale lembrar, antes de se fazer qualquer juízo de valor, que o projeto polêmico de construção de um muro entre EUA e o México não foi ideia de Donald Trump, pelo contrário, sua construção teve início em 1994, durante o governo de Bill Clinton, fazendo parte do programa anti-imigração-ilegal conhecido como Operação Guardião. Atualmente, o tal muro já existe e é formado por vários quilômetros de extensão na fronteira de Tijuana-San Diego e inclui três barreiras de contenção, iluminação de alta intensidade, detectores de movimento, sensores eletrônicos e equipes de visão noturna entrelaçados com radiocomunicações com a polícia de fronteira dos Estados Unidos, bem como vigilância permanente por meio de veículos e helicópteros de combate. Outras secções do muro foram erguidas nos Estados de Arizona, Novo México e Texas, totalizando 33% da fronteira EUA-México.

Paulo Rinaldo F. Franco pfranco@terra.com.br

Rio de Janeiro

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CRÍTICAS

Dia sim, dia também, a qualquer hora, há uma verdadeira obsessão por falar mal do presidente Donald Trump. Uma hora é o tal do muro na fronteira com o México, algo que vem sendo discutido há mais de 20 anos. Trump apenas o colocou em prática. Hillary Clinton também votou a favor de uma barreira física quando era senadora por Nova York. Outra reclamação é sobre barrarem pessoas de sete países, proibindo-as de entrar em solo americano. Ora, todo mundo sabe (menos Angela Merkel e François Hollande) que, entre essas pessoas, sempre vem algum indivíduo que, depois que entra, rouba um caminhão e o usa para trucidar inocentes. Trump está apenas protegendo o seu povo, algo que não desabona ninguém. Isso fora o que falam mal da coitada da primeira-dama, Melania Trump, do filho dele e um sem-fim de destilação de ódio. O que deve estar acontecendo é que essas pessoas que reclamam tanto estão sendo envenenadas por uma imprensa ultratendenciosa. Esta semana mesmo o "Estadão" publicou notícias vindas do "Washington Post" e do "The New York Times", dois dos mais preconceituosos jornais dos Estados Unidos - ambos virados para a nova esquerda. A Fox News é mais imparcial, então faço um balanço entre todas as publicações para não pender para um único lado. Na verdade, acho que o Brasil deveria se preocupar mais com seus próprios problemas, tal como com o novo relator da Lava Jato no STF. 

Candida L. Alves de Almeida almeida.candida@gmail.com

São Paulo

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BOM SERIA

Louvável a preocupação dos conselheiros via internet ou espaços a leitores de jornais em resolver problemas da União Europeia, da ONU, de Valdimir Putin, Donald Trump, Estado Islâmico, OEA, temperatura universal, disputas religiosas, Reino Unido, etc. Oportuno seria aproveitar a douta clareza dos aconselhadores para solucionar os problemas nossos, do nosso Brasil, tais como educação, segurança, saúde, moradia, sistema prisional, emprego. Conselhos sobre esses assuntos seriam bem-vindos.

Luiz Carlos F. de Mattos ssantos_marcia@hotmail.com

Dourados (MS)

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FARMÁCIAS CHEIAS

A crise econômica sem precedentes que o País atravessa deve ter contribuído decisivamente para o crescimento de 13,1% do setor farmacêutico em 2016. Segundo levantamento da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), com dados da IMS Health, o faturamento saltou de R$ 75,49 bilhões para R$ 85,35 bilhões, levando em consideração o preço de lista dos medicamentos. Em primeiro lugar aparece a classe dos analgésicos, seguidos dos antidepressivos e estabilizadores do humor. Pelo visto, tudo indica que, não obstante as medidas tomadas pelo governo, neste ano os brasileiros continuarão frequentando as farmácias gastando seu cada vez mais minguado dinheirinho para aliviar as dores de cabeça, de barriga e melhorar o estado de ânimo. Até quando?

 J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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MAIS UM RETRATO DA CRISE

Mais de 14 mil imóveis foram retomados por bancos no Estado de São Paulo em 2016, um aumento de 247%, em relação a 2015. É mais um triste retrato da gravíssima crise econômica do Brasil, em que milhares de famílias da classe média estão perdendo suas casas para os bancos, por não terem mais como arcar com as prestações. Mais de 12 milhões de pessoas estão desempregadas. Parabéns, Lula, Dilma, Temer, Cunha, Alckmin, Aécio, PT, PSDB, PMDB e a todos os políticos e empresários corruptos que levaram o País para o buraco.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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IPTU 2017

Por que ninguém está comentando sobre o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), que aumentou em torno de 16%?

 

Milton Carlos Salinas ferramentariaray@ig.com.br

São Paulo

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ZONA AZUL - MULTA INDEVIDA

"Ninguém é responsável por uma multa aplicada indevidamente por agente da CET." Fui multado por um deles no Parque do Ibirapuera, sábado, dia 28de janeiro de 2017, às 10h40, mas eu havia pagado um cartão no aplicativo da Zona Azul às 10h07. Mostrei o pagamento no aplicativo do celular ao agente e ele reconheceu o erro, mas disse que não podia fazer nada e que eu devia ligar na CET, que eles teriam uma solução. Liguei na CET e, depois de muita desculpa, disse que o erro era do aplicativo que estou usando e que eles teriam de resolver. Liguei na Estapar, que lavou as mãos e meu orientou a fazer um recurso ao Detran explicando a ocorrência e pedindo o cancelamento da infração. Ao insistir numa solução, já que o sistema deles não acusou o pagamento em tempo hábil, o atendente da Estapar disse que a empresa não tem culpa se naquele momento a internet estava lenta e o sistema demorou a acusar o pagamento. Portanto, devo reclamar para a internet? Além disso, o atendente da CET deu-me outra alternativa, que seria reclamar na Prefeitura, que é a responsável por todo este sistema. Saudades do cartão de Zona Azul, aliás, por que não os dois sistemas, e teríamos menos problemas? Ou há outros interesses no meio? Tudo muito surrealista, mas a multa virá e terei de provar que foi indevida. Soube lá mesmo que outros já tiveram o mesmo problema. Até quando?

Jubert Sanches Cibantos jcibantos@msn.com

São Paulo

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NÃO À PRIVATIZAÇÃO DO PACAEMBU

Devagar com andor, sr. João Doria! Temos certeza de que a sua gestão como prefeito da cidade de São Paulo será exitosa graças aos seus predicados e à sábia visão em querer oferecer uma melhor qualidade de vida ao paulistano. A privatização em geral é positiva, porém o complexo esportivo do Pacaembu é um patrimônio da cidade, e como tal deve permanecer. A Secretaria Municipal de Esportes, em parceria com a Secretaria Estadual, poderá desenvolver atividades "especiais" esportivas, bem como culturais envolvendo crianças e jovens das escolas públicas, dando a elas a oportunidade de participação em atividades saudáveis. Sua capacidade, prefeito Dória, em obter parcerias e patrocínio para a apresentação de bandas escolares, torneios esportivos estudantis, desfiles e outros programas, elas certamente serão atendidas, pois o esporte, quando bem orientado, é um fator altamente positivo na educação do jovem.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo 

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ELETROPAULO - COBRANÇA INDEVIDA

Senhor governador de São Paulo, tenha certeza de que, nas próximas eleições, não nos esqueceremos de lhe devolver a gentileza do ato sorrateiro de acrescer nas contas mensais de consumo de energia elétrica valores não autorizados pelo consumidor que acreditava ser legítimo o total da conta paga.

 

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

 

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ALCKMIN INVESTE 34% MENOS

Investimentos em saneamento, transporte e meio ambiente geram emprego e renda, importantíssimo em tempos de crise. Ao cidadão - contribuinte - também interessa uma discriminação da natureza das despesas reduzidas e o total da arrecadação. Qual foi o critério para reduzir os investimentos justamente nas áreas de saneamento, transporte e gestão ambiental? Obras paralisadas ficam oneradas, causam transtornos e péssima impressão. Compras de equipamentos podem ser postergadas. Quais foram as ações de racionalização das estruturas administrativas?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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PROFESSORES À MÍNGUA

O governo de São Paulo deveria fazer cortes nos polpudos salários de funcionários do Estado, ao invés de deixar os professores aposentados à míngua. O último reajuste ocorreu em julho de 2014. Os remédios aumentaram, em 2015, 11%; em 2016, 13%. Como irão sobreviver os professores que dedicaram sua vida ao magistério em São Paulo? As aposentadorias estão próximas do piso salarial do Estado, descartando os 25 anos, ou mais, de serviços prestados ao Estado. E o pior: aposentado se torna invisível para a mídia, políticos e outras instituições da sociedade.

Regina Teixeira Beltramelli rbeltramelli@uol.com.br

Campinas

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EM DEFESA DA FAPESP 

O acordo anunciado pelo vice-governador para "restituir" a parcela do orçamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que foi suprimida em emenda parlamentar sancionada pelo governador, é nova demonstração da visão míope de nossos representantes eleitos. A sábia redação do Artigo 271 da Constituição do Estado garante à Fapesp duas coisas: orçamento "mínimo de 1% da receita tributária" e "privativa administração" dos recursos. Para recuperar o orçamento da Fapesp, o governo propõe agora ameaçar sua autonomia, abrindo outro precedente muito perigoso. Não se podem resolver problemas imediatos, mesmo que importantes, sacrificando uma instituição que é um patrimônio precioso do Estado e motivo de orgulho internacional. Nosso futuro depende da defesa intransigente de instituições como a Fapesp. 

Alicia J. Kowaltowski e Paulo A. Nussenzveig, professores titulares da Universidade de São Paulo alicia@iq.usp.br

São Paulo

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MARISA LETÍCIA (1950-2017)

Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, faleceu vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, escapando de sequelas terríveis numa eventual sobrevivência. Sobre ela recaíam as sobras do rancor contra seu marido. Enfrentou adversidades desde a morte do primeiro marido e arcou com contratempos, maiores que as benesses, pelo casamento com o segundo. Discreta, tranquila, não se deslumbrou e manteve-se longe dos holofotes, criando os filhos como boa dona de casa. Culpa não lhe cabe por terem enveredado pelos caminhos do pai, sobre os quais não tinha voz ativa. Nunca reclamou publicamente do preconceito dos que pretendiam desqualificá-la em seu papel de primeira-dama. Nunca exigiu participar das viagens do marido, mesmo sabendo da presença de outra acompanhante. Em suma, era uma boa alma e nada mais justo do que desejar que a terra lhe seja leve.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@mail.com

São Paulo

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