Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

04 Fevereiro 2017 | 03h28

LUTO

Exploração política

Todo o respeito à ex-primeira-dama do País, mas culpar a Operação Lava Jato por seu falecimento não passa de mais uma enorme inverdade do PT. É triste como esse partido busca tirar proveito até nas horas mais dolorosas para um ser humano.

OLAVO FORTES C. RODRIGUES

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

A morte de dona Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, suscitou duas atitudes contrárias. A primeira, nobre e louvável: a doação de órgãos. A segunda, infelizmente, é justamente o inverso: responsabilizar as investigações da Lava Jato e o indiciamento do casal pelo AVC que levou a óbito a sra. Marisa me parece precipitado, inapropriado e fora da realidade clínica.

LUIZ NUSBAUM, médico

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Recepção deplorável

Deplorável a atitude de um punhado de irresponsáveis militantes do PT que, na falta do que fazer, “recepcionaram” o presidente Michel Temer com gritos de “golpista”, “assassino” e “bandido”, quando de sua visita ao ex-presidente Lula no Hospital Sírio-Libanês. Se personalizar diferenças políticas já é manifestação de ignorância, desrespeito a atitudes humanitárias, então, nem se fala.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Aqueles que ainda insistem em vaiar e ofender o presidente Temer e defendem os desgovernos bolivarianos do PT devem saber que nestes oito meses do atual governo ele já conseguiu organizar as contas públicas, controlar a inflação, reforçar programas sociais e fazer uma gestão marcada pelo diálogo com o Congresso Nacional. Aliás, o diálogo com as forças políticas é a marca de Temer, o que ajudou a obter conquistas importantes, como a PEC do Teto dos Gastos Públicos, o novo marco regulatório do pré-sal, a meta fiscal para 2017 e a Lei de Responsabilidade das Estatais, dentre outras. Com Temer temos a esperança de superar os graves problemas deixados pelas incompetentes administrações petistas.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

GOVERNO TEMER

O que é isso, presidente?

Acho que já vi esse filme... Ah, já vi, sim! Aproximadamente um ano atrás, a então presidente Dilma Rousseff tentou blindar o ex-presidente Lula diante dos avanços da Lava Jato, mimoseando-o com o cargo de ministro da Casa Civil, chegando mesmo a empossá-lo, em atabalhoada cerimônia no Palácio do Planalto. Acionada, a Justiça logo se manifestou por intermédio do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a nomeação, classificando-a como “uma espécie de salvo-conduto emitido pela presidente da República”. Tudo se repete agora, com o presidente Temer nomeando o sr. Moreira Franco para a recriada Secretaria-Geral da Presidência da República. É desanimador. Chego a pensar que certos estão os franceses quando proclamam “plus ça change, plus c’est la même chose”, em tradução livre, “quanto mais se muda, mais fica tudo na mesma”. Será que esta nossa sofrida terra realmente não tem mais jeito?

REGINA MARIA PEÑA

reginapena.adv@hotmail.com

São Paulo

Reprise

A nomeação de Moreira Franco para a Secretaria-Geral da Presidência nada mais é do que a reprise de um filme cujos personagens são Dilma e Lula. Portanto, o presidente Michel Temer é mais do mesmo. Que vergonha.

CARLOS ANGELO FERRO

carlosangelo@uol.com.br

Mogi-Mirim

A ex-presidente deixou um pesado legado: 39 ministérios. Temer logo, logo chegará lá. Já são 28. Aguardemos outros delatados.

JONAS DE MATOS

jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

Administração enxuta

Fórmula para economizar, diminuindo o número de ministérios: acabar com o foro privilegiado para ministros.

JORGE A. NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Estratégia

Parece que Temer dá prioridade ao que entende por capacidade de exercer uma função, em relação às denúncias de falta de idoneidade de alguns de seus auxiliares. Aparenta manter uma equipe que supõe eficaz até que a permanência não seja mais possível. É o que sugerem a manutenção de alguns integrantes e a agora condução de Moreira Franco a ministro. Na falta de alternativas, esperemos que funcione.

ULYSSES F. NUNES JR.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

PREFEITURA PAULISTANA

Corujão da Saúde

Eu não acreditava no programa Corujão da Saúde, da nova administração municipal, mas tenho de admitir que a redução da fila de exames tem funcionado, mesmo com as dificuldades apresentadas. O problema maior é a fila de internações, que deve aumentar de acordo com os resultados desses exames. Por causa da crise, muitos usuários da rede privada migraram para a rede pública. Em 2016, conforme informações do Ministério da Saúde, foi a rede municipal que puxou a alta do número de internações nesse ano, com mais 10.544 casos do que os registrados no ano anterior (2015). Ao todo, a quantidade de atendimentos saltou de 175.640 para 186.584 em apenas um ano. Nos hospitais estaduais localizados na capital paulista, a alta foi menos expressiva: 2.610 internações no período. Diante desse quadro, em 2017, com a crise e o desemprego em alta, a situação ficará mais difícil do que já está e espero que o Corujão consiga um número de internações superior aos 186.584 que a gestão de Fernando Haddad obteve em 2016.

WILSON HADDAD

wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

Diabéticos em risco

Sou diabética e costumo pegar meus insumos na UBS Nossa Senhora do Brasil, na Rua Almirante Marques Leão. Acontece que tanto as seringas quanto as fitas para fazer o dextro estão em falta. Sem elas não é possível precisar as unidades que devo aplicar de insulina. Minha vida corre perigo. Ligo para a Ouvidoria, que me manda ligar para a Secretaria Municipal de Saúde, cujo telefone ninguém atende. Então, recorro à imprensa, talvez assim os órgãos competentes tomem as devidas providências. Muitas outras pessoas dependem desses insumos. Sr. prefeito, socorro!

SALETE LAURINO

saleclo11@gmail.com

São Paulo

“Telefonema de Michel Temer para Moreira Franco: “Moreira, estou mandando o ‘Bessias’ com o papel...” 

NESTOR RODRIGUES PEREIRA FILHO / SÃO PAULO, SOBRE O MAIS RECENTE PRIVILEGIADO COM FORO ESPECIAL

rodrigues-nestor@ig.com.br

“Ei, espera aí: ‘Bessias’ para Moreira Franco também não pode!”

RICARDO C. SIQUEIRA / NITERÓI (RJ), SOBRE A MÁXIMA DE QUE PAU QUE DÁ EM CHICO TEM DE DAR TAMBÉM EM FRANCISCO

ricardocsiqueira@globo.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MINISTRO MOREIRA FRANCO

O peemedebista Moreira Franco, também conhecido como Angorá, na planilha da Odebrecht, citado 34 vezes na delação de executivos da empresa, foi premiado pelo presidente Temer e agora, como secretário-geral da Presidência da República, com status de ministro, ganhará foro privilegiado, o que o livrará das garras do juiz Sérgio Moro. Viu, prezado leitor, como é bom ter amigos poderosos?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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NOMEAÇÃO INDEVIDA

 

O presidente Temer parece ter perdido o senso de responsabilidade ao conceder status de ministro de Estado ao investigado Moreira Franco. Na prática, a medida do presidente da República concede ao investigado prerrogativa de foro, ou seja, foro privilegiado. Temer, portanto, comete o mesmo equívoco que sua antecessora, que, diante da iminência de uma prisão contra Lula, deu a ele a Casa Civil. Na ocasião, o Supremo Tribunal Federal (STF) foi chamado e interveio, impossibilitando que Lula assumisse a Casa Civil da Presidência da República. Esperemos que ação semelhante seja adotada neste caso. A instabilidade política e a fragilidade econômica não podem servir de escudo para ações imorais dentro do Palácio do Planalto. Moralidade e respeito ao brasileiro são indispensáveis.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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CONSTRANGIMENTO

Moreira Franco vira ministro e ganha foro especial. O STF não se sente constrangido de ser usado como valhacouto?

Roberto de Mamede Costa Leite r-mamede@uol.com.br

Ubatuba 

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ONDE ESTÁ O ERRO?

Temer repetiu Dilma: criou uma função com status de ministro e para lá nomeou Moreira Franco, que, se algum crime cometeu, será julgado pelo Supremo.  O mesmo que Dilma queria fazer com Lula, mas não conseguiu. Conclusão óbvia: ser julgado pelo Supremo é... uma boa. Quando deveria ser justamente o contrário! Onde está o erro? Muito simples: os ministros do Supremo deveriam ser admitidos por um concurso de âmbito nacional, classificados por mérito, sabatinados pelo Senado e reunidos numa relação de cerca de 20 aprovados e sabatinados. No momento atual, por exemplo, seria só consultar o primeiro da lista e, se ele aceitasse, empossá-lo. Seria um juiz que poderia afirmar tranquilamente que chegou ao altíssimo cargo que ocupa por seus méritos, e não por indicação de ninguém. E nós, simples mortais, saberíamos que juiz do Supremo é um indivíduo inatacável e principalmente confiável sob qualquer aspecto.

Ronaldo Gabeira Ferreira rgabeira@terra.com.br

Rio de Janeiro 

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PRATO CHEIO

Quando se espera que alguma coisa neste país vá mudar, vemos que o presidente Temer, que prometeu diminuir o número de ministérios, criar mais dois, aproximando-se dos 31 anteriores. Mas o pior é que nomeia para um deles seu amigo Moreira Franco, citado por delatores como beneficiário de propinas. Independentemente da culpabilidade ou não do político, o que o presidente fez foi exatamente a mesma coisa que a ex-presidente Dilma fez com o Lula para este obter foro privilegiado, medida que foi derrubada por liminar no STF. A pergunta que se faz é: por que não nomeou antes, já que é o braço forte deste governo desde o início? Por que dar ao PT este prato cheio, pois consta que este vai tentar derrubar essa nomeação no STF, com boa possibilidade de êxito? Isso nos deixa com a única certeza com relação aos políticos: todos são farinha do mesmo saco. 

Roberto Luiz Pinto e Silva  robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

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FAÇANHA

Nós, que achávamos que com a mudança de governo as coisas poderiam mudar e ter novos rumos e horizontes no Brasil, além de constatarmos que isso não aconteceu, continuamos absolutamente na mesma, pois, como sempre, só mudaram as moscas. Basta ver que o que Dilma Rousseff tentou fazer com Lula, oferecendo-lhe um ministério para lhe dar vantagens a fim de blindá-lo e protegê-lo da Justiça de primeira instância de Curitiba, sem sucesso, conseguiu Michel Temer, por sua vez, com a façanha de "ministeriar" Moreira Franco, para que este viesse a ganhar foro especial, uma vez que é citado na Operação Lava Jato. Vergonhosa, repugnante e desoladora atitude para o País.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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APADRINHADO

O presidente Temer, que, ao ser confirmado como presidente da República, em razão do impeachment da ex-presidente Dilma, disse que ia diminuir a quantidade de ministérios, cortar gastos, etc., acaba de criar a Secretaria-Geral da Presidência e retoma o Ministério dos Direitos Humanos. Praticamente, o corte foi pífio. Jogou para a plateia, aliás, como todo político. Ah, sim, e nomeou para a Secretaria-Geral o secretário Moreira Franco, denunciado na Lava Jato, que passa a ter foro privilegiado. É, quem tem padrinho não morre pagão.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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FORO PRIVILEGIADO

E não é que continuam chamando o Bessias?!

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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BESSIAS DE VOLTA

Será que a ex-presidente deposta, Dilma Rousseff, mandou o "Bessias" levar o termo de mudança de status ao secretário de Parcerias de Investimentos (PPI) Moreira Franco? No mínimo, foi essa a estratégia que o presidente Michel Temer aprendeu no caso Lula quando "elle" estava para ir "em cana" - agora, o artifício surtirá o mesmo efeito, concedendo foro privilegiado ao seu colaborador, que é mais conhecido como "Angorá", segundo a Odebrecht? 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DE OLHOS ABERTOS

A imprensa deu destaque à nomeação de Moreira Franco no ministério, e, lembrando a situação do nomeado, não vou fechar os olhos a isso. Considero que o presidente Temer (se depender só dele e pelo que vem mostrando até agora) só vai se desfazer do ministro quando a carne dele estiver viva, exposta a todos. Acho que a pressão da mídia e das redes sociais, no mínimo, vai servir para que Temer não se sinta confortável enquanto tiver auxiliares nesta situação. A tolerância com essa atitude de Temer, de fato, tem muito que ver com os resultados políticos e econômicos que seu governo vem obtendo (é o pragmatismo - muitas vezes muito próximo do conceito de hipocrisia - dele, do seu governo e da sociedade que se cala). Mas tudo tem limite. Dilma Rousseff não teve mesmo competência para gerenciar mesmo. Não tem nada que ver se ela era do PT ou não. Ela era incompetente e o partido que a sustentava o fazia apoiando-se numa imensa (grande como nunca na história deste corrupto país) rede de corrupção. Era querer muito que a sociedade aguentasse calada e/ou conivente diante de tanta canalhice!

Hélio A. Ferreira hafstruct@gmail.com

São Paulo

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ÀS RUAS

Delações da Lava Jato envolvem o deputado Rodrigo Maia (PSD-RJ), agora reeleito presidente da Câmara dos Deputados, além de sete ex-chefes da Casa e Eunício Oliveira (PMDB-CE), agora presidente do Senado. Renan Calheiros torna-se vendedor, apesar de ação por desvio de dinheiro público, alvo de 11 inquéritos no STF e será líder do PMDB no Senado. O que não deu certo, quando Dilma resolveu colocar Lula como ministro para fugir de Sérgio Moro, deu certo para Moreira Franco, salvo com foro privilegiado arquitetado por Temer. Chegou a hora de voltarmos à rua, com o grito de "Fora Temer, Maia, Eunício, Renan" e cambada de ministros envolvidos com propina.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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CONFIANÇA ABALADA

Eunício Oliveira (o lado B de Renan Calheiros), presidente do Senado; Rodrigo Maia, presidente da Câmara. Ambos citados na Lava Jato, ao tomarem posse, fizeram ameaças veladas ao STF; recriação de dois ministérios (e a prometida austeridade?); Moreira Franco, agora ministro, com foro especial (faz lembrar quando Dilma quis nomear Lula). Diante de tudo isso, ainda é possível continuar dando um voto de confiança ao governo Temer?

Paulo Boin  boinpaulo@gmail.com

São Paulo

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TUDO DOMINADO

É inaceitável que o Brasil seja comandado por golpistas e figuras lamentáveis como Michel Temer (Executivo), Eunício Oliveira (Senado) e Rodrigo Maia (Câmara dos Deputados), sem falar em alguns integrantes do STF que dispensam comentários. Tá tudo dominado. Temos de reagir, voltar às ruas e exigir mudanças, com novas eleições diretas em 2017. O Brasil não é uma republiqueta de bananas, onde a corrupção e a impunidade dos poderosos são asseguradas. Somos um país continental, rico, pujante, com mais de 204 milhões de brasileiros e queremos viver num país melhor, digno e civilizado.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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NEM OS MOSQUITOS

Eunício Oliveira, ex-líder do PMDB, agora é presidente do Senado. Renan Calheiros, ex-presidente do Senado, agora é líder do PMDB. Em desacordo com o dito popular, desta vez não trocaram nem os mosquitos.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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DAS BANANAS

Com Eunício na presidência do Senado, trocamos seis por meia dúzia. Na presidência da Câmara, Maia fica, contra a vontade de gregos e troianos. E no STF Edson Fachin, esquerdista histórico, é o novo relator da Lava Jato. Como podemos perceber, continuamos mais para "República das Bananas"!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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CURRÍCULO

Novo presidente do Senado, "índio" Eunício é acusado de receber propina para liberar medida provisória para a Odebrecht. Com esse currículo, fica fácil entender por que é o novo presidente do Senado.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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O CARNAVAL VEM AÍ

Na Romênia, 300 mil pessoas enfrentaram o inverno europeu, inclusive o presidente do país, e foram às ruas protestar contra o Parlamento por ter o primeiro-ministro desengavetado um dispositivo que perdoava crimes de corrupção cometidos por políticos, desde que os valores envolvidos não ultrapassassem determinado teto, ou seja, delitos menores. Para o povo romeno, no entanto, não existem roubos pequenos contra o patrimônio público, roubo é roubo. No Brasil, acaba de ser eleito presidente do Senado, segundo na linha sucessória da Presidência da República, o sr. Eunício Oliveira (PMDB-CE), apontado em delação da Odebrecht na Lava Jato como recebedor de propinas no valor de mais de R$ 2 milhões, em troca de apoio à aprovação de medida provisória que beneficiava a empresa. Ninguém por aqui foi às ruas em protesto, o povo não sabe bem o que significa a referida eleição e todos aguardam com ansiedade o carnaval e o feriadão decorrente.

Paulo Roberto Gotaç  prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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BANDEIRAS RASGADAS

Ao negociar sua presença na nova mesa diretora do Senado Federal, o PT rasga as suas duas últimas bandeiras que insistentemente portava: a do "não vai ter golpe" e a do "Fora Temer".

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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PRINCÍPIOS

O PT continua com seus princípios políticos: pela troca por alguns cargos, votaram nos "golpistas". Não aprendem nada...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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O STF E A ELEIÇÃO NA CÂMARA

 

O ministro do STF Celso de Mello, a quem estavam submetidos os quatro pedidos de impedimento da candidatura de Rodrigo Maia para a presidência da Câmara dos Deputados, entendeu por indeferi-los, possibilitando, assim, a candidatura favorita do deputado. Para o Planalto, Maia era o candidato certo, porque colaborou com o presidente da República na aprovação de medidas essenciais para colocar o Brasil nos trilhos, especialmente a lei do teto de gastos. Sua vitória é de extrema importância para a sequência de medidas que, até fins de 2018, merecem ser aprovadas para aperfeiçoamento deste processo de salvação do País da inércia econômica, da desconfiança e do desemprego.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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JURISTAS?

O ministro decano do STF diz que réu não pode substituir o presidente da República, mas pode ser presidente da Câmara dos Deputados ou do Senado, cargos que estão na linha sucessória da Presidência. Outro ministro diz que réu que não pode substituir o presidente pode, sim, ser candidato a presidente. E um terceiro, que nunca foi aprovado em concursos da magistratura, concorda. Ruy Barbosa deve tremer no túmulo diante de tanta sapiência.

Godofredo Soares godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo

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CASO RODRIGO MAIA

Até o STF rasga a Constituição? Que país é este?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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RIR OU CHORAR?

O ministro Celso de Mello, do STF, disse em seu discurso de abertura do ano judiciário de 2017: "O Judiciário não pode perder a condição de fiel depositário da permanente confiança do povo brasileiro". Nos meus 71 anos de vida, nunca percebi que o povo pensasse isso do Judiciário. Para lembrar casos recentíssimos, tivemos o ministro Lewandowski rasgando a Constituição para manter os direitos políticos de Dilma Rousseff, e o resto do Judiciário consentindo; quase todo o STF passando as mãos na cabeça de Renan Calheiros, mantendo-o na presidência do Senado, mesmo o ministro Marco Aurélio Mello tendo determinado que Renan deixasse o cargo. Não nos esquecendo de que os políticos investigados pela Lava Jato até hoje não se tornaram réus por culpa deste mesmo STF, que seria aquilo que o ministro Celso de Mello falou. Vamos rir ou vamos chorar?

Darcy Martino darcymartino@hotmail.com

São Paulo

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PONTO PARA CÁRMEN LÚCIA

Parece que os acontecimentos no Supremo Tribunal Federal caminham na direção da recuperação moral do Brasil, certamente com a participação discreta - mas eficiente - da presidente Cármen Lúcia. Pelo que se depreende, efetuou gestões para a transferência do ministro Edson Fachin da 1.ª para a 2.?ª turma do tribunal,  a fim de ele participar do sorteio para a escolha do relator da Operação Lava Jato na Corte. Evitando ilações, optou pelo sorteio, método previsto no regimento do STF. Segundo eu soube, a chance de ser o escolhido pelo sorteio era maior que a de outros ministros pelo fato de ter o menor tempo de tribunal, consequentemente com menos processos para analisar. Assim aconteceu, uma vez que o computador está programado para a distribuição equitativa da carga de trabalho para os ministros. Embora todos conheçamos aquele velho provérbio, cuja simplificação fala do imponderável nas decisões dos juízes, tudo leva a crer que a ministra trilhou o melhor caminho.

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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STF OU LOTERIA DA CEF?

Sem embargo do que manda o regimento interno da casa, a substituição do relator dos processos da Lava Jato, Teori Zavascki, por sorteio foi uma afronta à memória do ministro e uma piada de mau gosto contra o povo brasileiro. O certo seria indicar o mais competente e o mais isento das influências dos indiciados nos processos. A urucubaca se enamorou do Brasil e tudo nos atira contra o funesto sorteio de um Dias Tofolli ou de um Ricardo Lewandowski. Vade retro, chamem um exorcista.  Por força da profunda crise econômica e política em que o governo petista de 13 anos de rapina afundou o País, o Supremo Tribunal Federal saiu do marasmo em que sempre esteve para assumir o papel de morubixaba, de feiticeiro que faz poções mágicas para todo problema, desde um simples torcicolo até uma incurável leucemia. Os togados do STF regulamentaram até a prática do aborto, pasmem, com a ajuda de sua santidade o papa Francisco. Este sorteio, que começou errado, faz lembrar aquela máxima de que "tudo o que começa errado tende a terminar errado". Por que os semideuses do Olimpo jurídico não usaram o princípio da razoabilidade e não escolheram para a relatoria alguém que não estivesse comprometido com os denunciados?

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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EDSON FACHIN E A LAVA JATO

A propósito do sorteio que indicou o ministro Edson Fachin como o novo relator da Lava Jato, cabe, por oportuno, data máxima vênia, reproduzir na íntegra o comunicado emitido pelo seu gabinete em 2/2: "O ministro Edson Fachin, a quem, na forma regimental, foram redistribuídos nesta data os processos vinculados à denominada operação 'Lava Jato', reconhece a importância dos novos encargos e reitera seu compromisso de cumprir seu dever com prudência, celeridade, responsabilidade e transparência, com o que pretende, também, homenagear o saudoso amigo e magistrado, o eminente ministro Teori Zavascki, que muito honrou e sempre honrará esta Suprema Corte e a sociedade brasileira, exemplo de magistrado sereno, técnico, independente e imparcial. O ministro relator, especialmente para fins de recursos humanos, técnicos e de infraestrutura necessários, conta com o esteio da digníssima presidente, ministra Cármen Lúcia, que vem conduzindo a Corte de maneira exemplar e altiva, e com o sustentáculo dos colegas da Segunda Turma e dos demais integrantes desta Suprema Corte. Informa, outrossim, que já iniciou os trabalhos para o fim de levar a efeito a transição entre gabinetes, e contará, nesses afazeres, com a contribuição indispensável da atual equipe. O ministro relator expressa sua confiança inabalável de que a Suprema Corte cumprirá sua missão institucional de, respeitando a Constituição da República e as leis penais e processuais penais, realizar nos prazos devidos a Justiça com independência e imparcialidade". Que assim seja.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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AÉCIO E A ODEBRECHT

A blindagem que esteve protegendo o senador Aécio Neves (PSDB-MG) enferrujou. Não adianta mais foto com o juiz Sérgio Moro para limpar a imagem. Ter levado propina na megaobra da cidade administrativa de Belo Horizonte, orçada em menos de R$ 1 bilhão e que custou mais de R$ 2 bilhões, é um achincalhe. Não é hipótese, é denúncia confirmada em mais de uma delação. Já passou da hora de este sujeito perder a imunidade e ser enquadrado com a mesma rapidez com que cassaram Delcídio Amaral e tiraram Eduardo Cunha da Câmara, no mínimo.

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

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MARISA LETÍCIA (1950-2017)

Meu abraço de conforto ao ex-presidente Lula neste momento triste da perda de sua mulher, Marisa Letícia.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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SOLIDARIEDADE

Tem gente que fica confusa vendo Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer abraçando o ex-presidente Lula. Momento dramático à parte, políticos sempre serão apenas... políticos.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

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DEVAGAR COM O ANDOR...

Que Deus receba bem a alma da Dona Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula. Agora, dizer que o acidente vascular cerebral (AVC) de alguém já tinha um aneurisma foi culpa da Operação Lava Jato, não dá, né?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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BAIXO NÍVEL

 

Do PT e de seus simpatizantes só se pode esperar baixaria. Pois não é que Frei Eduardo Boff resolveu utilizar o caso do falecimento da ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia para criticar o juiz Sergio Moro com a seguinte "tirada" nas redes sociais: "Sergio Moro, evangélico piedoso, deveria ir à igreja pedir perdão a Deus pelos excessos cometidos contra a Marisa e a família Lula da Silva". Não lembrou - sabe-se lá por que - que a esposa de Lula trazia um aneurisma cerebral diagnosticado há cerca de dez anos e sofria de pressão alta, além de ser tabagista. O falecimento de alguém em tais circunstâncias jamais deveria ser invocado - ainda mais por quem se diga "religioso" - para diminuir ou ridicularizar outras religiões, criticar um juiz probo e reconhecidamente competente e trabalhador, e, de quebra, procurar disso extrair dividendos políticos deixando bem claro de que lado está, como se fosse ainda necessário. Tais atitudes apenas reafirmam o baixíssimo nível destas pessoas e o péssimo conceito desta malta esquerdista que infelicita o Brasil. Deus me livre!

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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JUÍZO HONESTO

Não bastou nem dona Marisa Letícia ter falecido, e Lula já partiu para as redes sociais, acusando a "pressão" da Operação Lava Jato de ter sido responsável pela morte de sua esposa. Sr. Luiz Inácio, é bem verdade que sua senhora tinha um quadro de saúde já requerendo cuidados desde há quase dez anos, quando descobriu um pequeno aneurisma, e ela também tinha histórico de pressão alta. Então, é natural que o curso da Lava Jato e a aproximação das investigações em torno de sua família tenham agravado este quadro. Todavia, se não houvesse razões para tais investigações, bem como para as investigações que prenderam a "corte política" do PT e descobriram tudo o que sabemos agora, haveria uma razão a menos para que sua senhora se preocupasse e, portanto, uma razão a menos para que tudo isso tivesse chegado até aqui. Não. Não foi a Lava Jato que vitimou dona Marisa Letícia. Foi uma conjuntura de fatores sobre os quais Vossa Excelência, sr. ex-presidente, haverá de fazer seu próprio - e, espero, honesto - juízo. Meus mais sinceros pêsames pela partida de dona Marisa.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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DEPRIMENTE

Claro, diante da morte de Marisa Letícia, estou solidário e triste por uma vida que se esvai. Todos somos mortais, mas que "o cara" tem sorte, isso tem, até nisso. Deprimente. Creio que o dito cujo aproveitará este evento em benefício de sua popularidade, explorador, como é, da alma solidária de nosso povo, e quiçá voltará por cima, em arrepio a tudo o que se sabe sobre suas lambanças. A conferir.

Benedito Antonio Turssi turssi@ecoxim.com.br

Ibaté

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PRESSÃO

Lula sugere que a responsável pela morte de dona Marisa foi a Lava Jato. Não consigo entender o porquê, pois, afinal, quem não deve não teme. Mas me pergunto se não terá sido Rosemary... 

 

Rui Dell'Avanzi Jr. ruiarts@uol.com.br

Itapetininga

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REPÚDIO

Meu repúdio às declarações que celebram a morte de Marisa Letícia, mas também às que a associam à Operação Lava Jato. Vidas e Justiça: sejam ambas, sempre e incondicionalmente, mais que protegidas, consagradas.

Breno Siviero breno@brenosiviero.com.br

São Paulo

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INDIGNAÇÃO

Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM), revelava, em 23 de novembro de 2016, que o médico ainda é o profissional em quem a população brasileira mais confia, seguido pelo professor e, com o "bronze", os bombeiros. Comentando o resultado da pesquisa, o presidente do CFM, Carlos Vital, afirmou que a população "reconhece o mérito na rotina da prática médica, visualiza a perícia, a diligência, a prudência, a humildade e a compaixão nos esforços profissionais dispendidos". Como, então, "digerir" os atos praticados, ilícitos, imediatamente contra a família Lula da Silva, mas mediatamente à imagem da classe médica, aquela por quem o povo brasileiro ainda guarda alguma confiança? Os comentários feitos em redes virtuais (dois grupos de WhatsApp formados ambos por médicos), mencionados pelo "Estadão" de ontem, 3/2 ("Após exame vazar, hospital demite médica"), contêm afirmações e deboches estarrecedores. Mesmo. De uma violência tão grande que choca. É, ainda temos a capacidade da perplexidade. Mas não merecia, nem os Lula da Silva, nem os brasileiros crédulos nos profissionais médicos, passar por mais esta decepção. Esperamos que a punição não se restrinja à demissão da médica Gabriela Munhoz, do Hospital Sírio-Libanês.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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VIVÍSSIMO

Para aqueles que não perdem uma chance de usar alguma notícia ou fato para espernear contra o governo Temer ou contra o impeachment de Dilma Rousseff, o triste fato da morte de dona Marisa Leticia foi uma grande ocasião. Lá foram para as portas do Hospital Sírio-Libanês gritar contra qualquer pessoa que se assemelhasse a um "coxinha", não respeitando nem os outros doentes e seus familiares. Qualquer pessoa com um mínimo de educação e de noção diria que lá não era hora para esse tipo de manifestação. Mas verdadeiramente incrível foi o que Lula fez. Posando de viúvo amantíssimo, lá estava ele a receber visitas de políticos e amigos. Porém, ao receber a visita de condolências de Michel Temer, Lula não deixou de usar a ocasião para repreender o presidente sobre o timing da proposição das reformas, reclamou do STF e teve ainda a audácia de aconselhar o atual presidente - e, ignorando terem sido ele, sua pupila Dilma e seu partido os causadores da horrorosa recessão que estamos vivendo, ofereceu-se para ajudar Temer no governo. Como disse alguém, dona Marisa morreu, mas Lula está vivíssimo.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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FEBRE AMARELA

Conforme assinala documento do próprio Ministério da Saúde, a morte atípica de macacos tem sido detectada em Minas Gerais desde julho de 2014. A falta de prevenção e a baixa cobertura vacinal, que abrangia apenas metade da população mineira, são causas do surto de febre amarela e o consequente alto número de óbitos. A doença tem se espalhado por vários Estados, ante a total falta de providências efetivas que não foram devidamente tomadas pelas autoridades. Agora, a febre amarela aproxima-se da região de Campinas, cuja história ficou marcada pela grande epidemia de 1889, que permanece indelével na memória da cidade.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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OS HORRORES DO ATRASO

Fevereiro de 1917: morre Oswaldo Cruz, brasileiro de verdade, que liderou o movimento de combate à febre amarela no Brasil com base principalmente no conhecimento científico e na vacinação da população. As campanhas sanitárias lideradas por Oswaldo Cruz e inspiradas por ele após sua morte conseguiram êxito considerável, principalmente no Rio de Janeiro, numa época em que o Brasil vivia os horrores do atraso. Fevereiro de 2017: morrem dezenas de brasileiros infectados pela febre amarela, doença considerada extinta no século passado e que volta, agora, com força total, na companhia da dengue, da zika e de outros flagelos, num momento em que o Brasil vive os horrores do atraso, da corrupção, do descaso, da incompetência, dos desvios de verba...

Renzo Galuppo renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos

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HÁ UM SÉCULO

Se alguns poucos que leem o "Estadão" hoje tiveram a oportunidade de lê-lo também há um século, não sentiram quase nenhuma diferença. A febre amarela grassava naquela época, e até hoje não foi erradicada em nosso país. 

Luiz Alberto Olivi luiz.olivi@eliteccvm.com.br

São Paulo

 

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