Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2017 | 03h00

GOVERNO TEMER

Questão de lógica

Em declaração à imprensa, o agora ministro Moreira Franco procurou rebater o divulgado pela mídia, comparando sua nomeação à tentativa de nomeação do ex-presidente Lula para um cargo de ministro a fim de obter foro privilegiado. “Há uma diferença”, disse, após a cerimônia de posse. “Eu estou no governo, eu não estava fora do governo”. Mais adiante, disse o agora ministro que enquanto estava como secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos ele mesmo pediu que não tivesse status de ministério. E ainda: “Não foi absolutamente com alguma outra intenção se não a de dar mais eficiência, e mais força, à ação do presidente e da Presidência”. Por sua vez, o presidente Michel Temer declarou que Moreira Franco, na realidade, já exercia funções de ministro, foi apenas a formalização de um fato real. Ora, tais afirmações, a meu ver, se contradizem, pois tanto a eficiência como o conteúdo da ação do presidente não dependem do fato de seu assessor ocupar um cargo denominado secretário ou ministro. O que interessa à Nação é que o presidente exerça muito bem suas funções e tire a população deste sufoco, o mais rápido possível. É uma questão de lógica.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Moreira Franco

Não é crível que um membro do Executivo, por ser citado em delação e, consequentemente, um investigado em potencial, seja blindado com um ministério. Quando Dilma quis blindar Lula, a grita foi geral. Trocamos seis por... cinco?!

ALBERTO HILTNER

alberto.hiltner@gmail.com

Salvador

CORRUPÇÃO

Foro privilegiado

Sem um desestímulo verdadeiro à corrupção continuaremos a conviver com ela. E com problemas na nossa economia. Os custos dos processos associados à corrupção no País são altíssimos. As situações decorrentes da corrupção freiam a nossa economia. Mantida a situação atual, se condenados, os corruptos que arrecadaram muitos milhões apenas devolverão um pouco aos cofres públicos e ficarão só alguns meses na cadeia. A eliminação do foro privilegiado é uma condição básica para alterar esse quadro. E efetivas sanções.

BRUNO FERNANDO RIFFEL

brunofriffel@gmail.com

Araxá (MG)

E os demais?

Quase toda semana somos informados de algum fato de corrupção no Brasil. Nas esferas municipal, estadual e federal. E sempre aparece um nome de político a ele ligado. Mas como funciona o processo? Qualquer pagamento – para serviços , materiais, equipamentos, salários, etc. – feito por uma autarquia ou empresa estatal cabe a um grupo de servidores públicos. E para que um político tenha acesso ao dinheiro ele precisa controlar a máquina administrativa dessa entidade. Ele o faz via controle de cargos e posições desses servidores, muitas vezes alocados ali por processos escusos, concursos fraudados, etc. Não existe corrupção sem vários atores: quem paga pela ilegalidade, quem permite o benefício, quem controla o dinheiro, quem audita, etc. E, lógico, quando o processo é descoberto, depende de quem vai julgar. Sem falar no desperdício absurdo dos recursos pagos pelos cidadãos. Assim, ainda temos um grande caminho a percorrer. Por ora, somente os políticos estão aparecendo. E os demais? Não há como uma sociedade ser justa e desenvolvida quando quem está no controle do dinheiro da população não é honesto e ético.

ANDRÉ COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Os responsáveis pelas agruras que estão passando algumas categorias de funcionários públicos são eles próprios, por não denunciarem a corrupção.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

ECONOMIA

Etanol

Eu gostaria de entender a política do etanol neste país. Aqui, em Santa Catarina, o preço do litro do etanol está empatando com o da gasolina. E a gasolina já tem 20% a 25% de álcool na sua mistura. Ora, por que as montadoras gastaram fortunas para desenvolver a tecnologia Flex, se o preço não é atraente? Jogaram dinheiro fora? Não é preciso ser vidente, com esse preço ninguém vai abastecer com álcool. Então, essa tecnologia não serve pra nada, só encarece os carros?!

CÉSAR ROBERTO A. MOREIRA

caesar.joi@terra.com.br

Joinville (SC)

Importação de café

Menos de uma dúzia de empresas de exportação de café solúvel está pondo de joelhos mais de 120 mil famílias produtoras de café conilon Brasil afora. Esse pessoal já abriu e conferiu via Conab todos os armazéns de produtores e exportadores de café no Espírito Santo. A pergunta que não quer calar: por que elas não foram fiscalizadas? Por que não entraram na contagem com seus estoques? Por que elas pedem importação sempre que o preço do conilon encosta no do arábica? Que força é essa que meia dúzia de empresas tem que põe todo um país, até o presidente, em alerta? Sempre achei que tínhamos a melhor cafeicultura do mundo, a melhor produtividade, a melhor tecnologia, os melhores produtores. Agora, já duvido.

LUCIO CANI, produtor

luciocani@hotmail.com

Montanha (ES)

SUCESSO EMPRESARIAL

Tecnologia e inovação

Muito me sensibilizou o artigo do sr. Roberto Macedo (2/2, A2) sobre a minha pessoa, a goiaba e a ciência inovadora. Seria bom enaltecer que, além das universidades, existem muitas pessoas envolvidas em todo esse processo e que me acompanham há anos. A elas, meu muito obrigado. Vale a pena ressaltar que a goiaba – esse “ouro de fruta” – sempre foi muito marginalizada, considerada uma fruta de fundo de quintal, e minha luta sempre foi e é muito intensa para desmistificar esse atributo. Na nossa ignorância não percebemos nem sabemos que ela tem cinco vezes mais vitamina C que a laranja e duas vezes mais licopeno que o tomate, este mundialmente considerado a principal fonte para prevenção do câncer de próstata. Vale enfatizar também o portfólio de dezenas de teses de mestrado e doutorado desenvolvidas em minha empresa nos últimos 15 anos, para aprimoramento dos nossos processos, voltados para a manutenção da qualidade nutricional dos produtos, com melhoramentos mensuráveis e surpreendentes. Os srs. Roberto Macedo e Márcia De Chiara estão despertando a curiosidade para uma das frutas funcionais que é muito rica nutricionalmente e bem brasileira, o que eu lhes agradeço.

ANTONIO CARLOS TADIOTTI, Predilecta Alimentos

tadiotti@uol.com.br

Matão

 

OPERAÇÃO LAVA JATO

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu urgência à ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia para homologar as delações dos executivos da Odebrecht. Os brasileiros pedem urgência na quebra do sigilo das referidas delações, para que não paire qualquer dúvida sobre a transparência do processo.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

SIGILO POR QUÊ?

A presidente do Supremo, Cármen Lúcia, homologou as delações da Odebrecht, mas manteve o sigilo sobre as informações. Claro que essa confidencialidade é permitida pela legislação brasileira e, portanto, absolutamente legal do ponto de vista jurídico. Mas nem sempre o que é legal é justo. Seria justo que a imprensa e, consequentemente, a sociedade brasileira tivessem acesso às informações. A estabilidade governamental do presidente Michel Temer não pode, em hipótese alguma, estar condicionada à fechadura do cofre de envolve o maior escândalo de corrupção já visto no Brasil. Os brasileiros têm o direito de saber quem recebeu e quanto foi recebido. O País está afundado na maior recessão econômica da história justamente por causa da corrupção e dos equívocos cometidos. Não podemos, em nome da governabilidade, manter pessoas com conduta sob suspensão em cargos do alto escalão palaciano.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

NÃO ME COMPROMETA!

A verdade é uma só: se Michel Temer nada tem que ver com o que foi ou será revelado nas 77 delações de executivos da Odebrecht, que foram homologadas pelo STF, então o presidente não tem nada a temer. Sem ironia, mas com trocadilho, por favor!

Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

 

DOA A QUEM DOER?

Hoje se fala muito em empreiteiras e construtoras brasileiras, embora, simbolicamente falando, não haja nenhuma construção no País. É o setor em que há um dos maiores índices de desemprego de todos os tempos. Tudo desabou quando a Operação Lava Jato entrou em cena e as tais delações premiadas viraram rotina. Agora, com a homologação de 77 delações de executivos da Odebrecht – a maior desta área –, é desejo de considerável parcela da população que não fique pedra sobre pedra.

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

 

MERCADO FUTURO

A minha indignação, como a de todos os brasileiros dignos, é saber que o sigilo na delação da Odebrecht vai favorecer o “Mercado Futuro” de muita grana que vai correr em todas as esferas dos altos poderes e territórios anexos, já que não é nenhum segredo quais as tendências de alguns ministros que serão sorteados. Com todo o respeito, poderia sugerir que toda esta batota da Odebrecht fosse encaminhada para um júri popular, e não para uma decisão monocrática, irrecorrível. Não sobraria um fora das grades. O preço de um parecer já deve estar em alta, eu chutaria milhões, pouca grana para o nível dos envolvidos. Não se trata de corrupção, mas, sim, de troca de gentilezas. A prezada ministra deve liberar os autos aos brasileiros.

Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

 

VAZAMENTO TOTAL

A insistência da classe política em afirmar que existe um vazamento seletivo deveria acabar no “vazamento total”. Por certo, atenderia a esta reivindicação, mas excluiria do próximo pleito quase todo o clã parlamentar corrupto de hoje. Poucos escapam de uma investigação mais profunda. A máquina pública no Brasil está viciada em roubar. É vergonhoso ver essas afirmações de autoproteção no seio daqueles que devem ter, justamente, “culpa no cartório”. Vale a intenção do procurador-geral de abrir todo o teor dos depoimentos que não prejudiquem o desenrolar das investigações. Tudo deve ser de conhecimento da sociedade, que paga religiosamente seus impostos. Somos os mais interessados em conhecer “quem é quem” neste imbróglio da maior descoberta de corrupção de autoridades no mundo. As próximas eleições estão chegando e precisamos defenestrar de nosso Congresso os que estão dilapidando o patrimônio do Estado e o bem-estar do povo votante, principalmente os menos favorecidos. Agora estamos vivenciando, na prática, o que já dizia um personagem do saudoso Chico Anísio: “O povo é que se exploda. Eu quero é me locupletar”. Vazamento total já!

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

 

PELA DIVULGAÇÃO

Acreditem se quiserem: mais enrolados do que caracol na Operação Lava Jato, os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá se dizem favoráveis ao fim do sigilo das delações. Ambos, em tempos passados recentes, renunciaram a seus mandatos para fugir da certeira cassação. Será que eles pensam que nós, os mais de 200 milhões de brasileiros, acreditamos em Papai Noel e em Coelho da Páscoa?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

TODO CUIDADO É POUCO

Tomem cuidado e redobrem a vigilância no Supremo Tribunal Federal. Não duvidem de que o prédio possa pegar fogo. Afinal, as delações estão todas lá...

Ricardo Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

 

BRASIL ALIVIADO

O País está aliviado com o sorteio do novo integrante da 2.ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que herdou os processos da Operação Lava Jato. Isso que é sorte. Pediu e conseguiu migrar para aquela turma e, não obstante, conseguiu ser sorteado para relatar esses processos herdados do ministro tragicamente falecido Teori Zavascki. Quem disse que Deus não é brasileiro?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

BOAS NOTÍCIAS

A escolha virtual e por sorteio de Luiz Edson Fachin, cuja decência foi sempre proclamada, é uma ótima notícia, porque a Lava Jato deixa de correr perigo, ao mesmo tempo que as decisões sobre envolvidos em fatos por ela apurados serão justas e oportunas. Entretanto, aguarda-se que o eminente ministro libere as delações da Odebrecht, livrando-as do sigilo imposto, o que impedirá os detestáveis vazamentos seletivos. De outro lado, ótimas notícias com as eleições da presidência da Câmara e do Senado, com Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PSDB-CE), porque auxiliarão o Planalto na luta para colocar o Brasil nos trilhos.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

FOGUETÓRIO

O ministro Edson Fachin é o novo relator da Operação Lava Jato no STF, que era desempenhada pelo ministro Teori Zavascki, morto num acidente aéreo no dia 19 de janeiro. Os brasileiros de bem estavam muito preocupados se no sorteio eletrônico no STF o ministro Dias Toffoli ou Ricardo Lewandowski (ministros políticos) fossem os sorteados. Aqui, no Parque Taquaral, em Campinas, houve até foguetório para comemorar o resultado. Parabéns à ministra Cármen Lúcia pelo empenho, trabalhou até no último fim de semana para agilizar toda a tramitação da Operação Lava Jato. Os brasileiros que torcem para que o País se livre da atual crise política, econômica e moral agradecem de coração.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

UFA!

Parabéns à ministra Cármen Lúcia, por sortear Fachin para relator da Lava Jato. Já imaginaram se tivesse sorteado (azarado) Dias Toffoli ou Ricardo Lewandowski?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uo.com.br

São Paulo

 

DOS MALES O MENOR

Ufa! O ministro Fachin será o novo relator da Lava Jato na 2.ª Turma do STF. Não que eu morra de amores por ele, mas, considerando as alternativas, aparentemente, dos males o menor! Oremos.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

O JOGO DO PODER

Nenhuma comemoração ao saber que o relator da Lava Jato é Edson Fachin. São todos iguais naquela casa. Quando um agrada a plateia, vem o outro e desagrada. A nítida impressão que se tem é a de que esses ministros estão no STF para fazer o jogo do poder. Basta ver o cidadão Renan Calheiros, fez os togados se ajoelharem a seus pés, saiu quando quis, voltou dando as cartas, elegeu seu sucessor, elegeu-se representante do seu partido e quer ser o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tudo isso sob os olhares complacentes da Justiça, que está sentada sobre seus 12 processos, e nada acontece. É isto, o sujeito ganha espaço, domina a situação e ai daquele que ousar condená-lo. Que tristes dias vivemos neste país. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

DESCONFIANÇA

Fica difícil de acreditar que a indicação de Fachin no STF foi resultado de sorteio. A cada dia, depois de mais esta, fica impossível acreditar na nossa Justiça.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

ACASO

Sorteio aparentemente fajuto e bem intencionado. Dentro das possibilidades de sorteio ao acaso, poderia ser BEM pior.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

 

BINGO!

A que ponto de descrédito chegou o nosso Poder Judiciário! Resolver as decisões importantes da justiça na base do sorteio! Bingo! Que tal a exma. senhora ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, vir a público dar explicações aos brasileiros e esclarecer por que não teve coragem de assumir o que lhe outorga o regimento interno da Suprema Corte?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

O SORTEADO

Creio que pedirei a ajuda do sr. ministro Fachin. Jogo regularmente, claro, bem pouco, convicto de que acertarei, na Mega Sena, sem sucesso, durante anos. Sua Exa. acerta de primeira. Estou querendo saber o segredo.

Benedito Antonio Turssi turssi@ecoxim.com.br

Ibate

 

BOLA VICIADA

O sorteio do STF para selecionar o ministro Fachin me fez lembrar os sorteios que havia após os jogos do Santos de Pelé e do Botafogo de Newton Santos. E era assim, sempre a decisão final deveria ser no Maracanã, pois tinha capacidade maior que o Pacaembu e, portanto, tinha de ser sorteado o Maracanã, como agora tinha de ser sorteado o ministro Fachin. E como era feito durante um determinado tempo, a bolinha com o nome do Maracanã era colocada no freezer da geladeira e a outra ficava fora. E, quando terminava o jogo e se teria de sortear o local no novo jogo, então as duas bolinhas eram colocadas dentro do saquinho de sorteio e o indicado para retirar a bola sorteada era informado para retirar a que estava fria, assim o Maracanã era sorteado. O mesmo ocorreu com o ministro Fachin, pois mudou de turma e teria de ser sorteado, pois os outros quatro poderiam pôr a perder a Lava Jato. Deu no que deu: Fachin.

Leonardo Packer leopacker@uol.com.br

Campinas

 

AS GARÇAS

Apesar de eu não pertencer à área das ciências naturais, apenas um observador amador das aves, pela beleza de suas plumagens, a capacidade de voar, a liberdade, o comportamento, o gorjeio, etc., a descrição comportamental das garças que mais me sensibilizou não foi de um ornitólogo, naturalista, fotografo, observador profissional, foi simplesmente a de um eminente conhecedor das leis jurídicas brasileiras, o Exmo. Dr. Carlos Ayres Brito (“Estadão”, 1/2, A2), ex-ministro do STF. Parabéns, doutor.

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque

 

PACTO SUPREMO

Seria ótimo se os ministros do Supremo Tribunal Federal fizessem um acordo de cavalheiros e estabelecessem que só haverá um pedido de vistas quando o processo da Operação Lava Jato for a julgamento. O novo ministro, a ser indicado por Temer, faria o pedido de vistas e, num ato de civilidade, estipularia um prazo, seis meses, por exemplo, para que todos lessem o processo. Se isso não for feito, cada ministro pedirá vistas, sem prazo para retomar o julgamento, que se estenderá, indefinidamente, até se tornar irrelevante.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

TRISTE FIM DE UM CORRUPTO

O empresário Eike Batista, finalmente, deixou de ser um fugitivo da Justiça e está preso no Complexo Penitenciário de Bangu (RJ). É o preço que paga pela sua ganância de comprar facilidades e de ter se aliado a políticos corruptos nesta era das quadrilhas montadas pelo PT de Lula. Nisso Eike teve a indigesta companhia do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Este que, ao lado de sua mulher, era ávido por propinas, deixando até um Eduardo Cunha no chinelo. Cabral recebeu de Eike, depositada no exterior, a quantia de US$ 16,5 milhões, ou R$ 54 milhões. Lógico que a prisão de Eike Batista, como também já ocorreu com outros poderosos empresários, políticos, etc., é um consolo para nós, brasileiros, que estamos enojados com a excrescência de desvio de recursos públicos. Do mesmo modo teria sido melhor para o País se este ousado Eike Batista tivesse, com dignidade, alçado sucesso como empresário, como sonhou ser o homem mais rico do mundo.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

JUSTIÇA

A sociedade brasileira espera que os corruptos que levaram o País à falência nestes 13 anos de desgoverno petista, além de condenados pela Justiça, devolvam o produto do roubo. Não podemos aceitar que essas pessoas cumpram suas penas e as suas contas bancárias continuam gordas, e em plena liberdade. É o mínimo, para que haja justiça.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

 

O CUIDADO COM OS DETENTOS ‘VIP’

Muito se tem falado sobre a prisão de Eike Batista, empreiteiros e políticos de alto escalão envolvidos em atos de corrupção. Diz-se que, finalmente, as garras da lei acabaram alcançando figuras de colarinho branco, antes inatingíveis. Mas a manutenção deles junto a outros presos pode representar um grande risco ao próprio sistema. Além de poderem ser extorquidos, o que é de menos, deve-se considerar a possibilidade do crime organizado, que domina os presídios, determinar sua morte ou manutenção como refém para muitas finalidades. Aí, seus companheiros de cela ficam na grande sinuca de cumprir a ordem ou, não a cumprindo, morrer ou sofrer algum tipo de retaliação. As autoridades deveriam manter esses figurões presos solitariamente. Não que mereçam tratamento diferenciado. É uma questão de segurança para evitar que possam ser oportunisticamente usados pelas facções que confrontam a autoridade estatal. Portanto, celas individuais para Eike, Cabral e outros, longe de ser privilégio ou mordomia, é a segurança do sistema carcerário brasileiro.

Dirceu Cardoso Gonçalves  aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

EIKE BATISTA

O sr. Eike Batista sempre foi uma grande farsa, um ilusionista, agora ele vai conhecer, a duras penas, a realidade brasileira, as masmorras cariocas. Do fausto e da esbórnia com o dinheiro fácil ao dia a dia de um xilindró “made in Brazil”.

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

 

DEVER DE CASA

O governador do Amazonas, José Melo (Pros) trabalha para evitar mais tragédias em presídios como a que ocorreu no presídio Anísio Jobim, no início de janeiro. Construirá presídios em Manaus, para presos de menor periculosidade, e em Parintins e Manacapuru. Vai construir outro em Rio Preto da Eva, para ressocializar detentos. Obteve do governo a garantia do envio de tornozeleiras, bloqueadores de celulares e scanners, além de recursos para o Instituto Médico Legal de Manaus. Melo vai abrir licitação internacional, para funcionar em 2018, para fortalecer a terceirização dos serviços prisionais, inspirado em sistemas norte-americanos e alemães.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

ASSIM FICA DIFÍCIL!

O que dizer de um país onde a Justiça manda soltar um chefão do crime organizado, um tal de Gegê do Mangue, cuja ficha é capaz de fazer inveja ao pior facínora de que se tem notícia? Perguntar não ofende!

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

 

VIOLÊNCIA

A violência cresce ao lado do despreparo profissional. Dois policiais militares estão afastados dos serviços de rua por ter, um deles, espancado um mecânico de meia-idade, causando-lhe a morte. O episódio cresce de importância porque, apesar dos apelos no sentido de parar de bater, vindos de terceiro e do outro colega de farda, o PM, descontrolado, continuou batendo porque o mecânico – pasmem – tinha-lhe rasgado a farda. Comportamento de uma primariedade chocante.

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Mogi das Cruzes

 

APOCALIPSE

A “Bíblia” diz que Deus criou o mundo em seis dias e no sétimo descansou. Segundo relato (Gênesis I), no quarto dia houve a harmonia do universo e, no sexto, a criação de animais e seres humanos. Eleito como o 45.º presidente dos Estados Unidos, Donald Trump só galgou este cargo porque os americanos ainda não estavam preparados para que uma mulher assumisse a poderosa nação, talvez influenciados pelos exemplos recentes de governos femininos desastrados na Argentina e aqui, entre nós. Pois bem, bastaram 15 dias no poder e o arrogante, antipático e, na opinião de muitos, fascista assinou sete decretos que podem desarmonizar o nosso planeta. Está detonando o Nafta, acordo comercial que mantém com Canadá e México, e tentando implodir a Parceria Transpacífico, que envolve 11 países asiáticos, além de barrar a entrada em território americano de cidadãos de sete países muçulmanos. Acredito que, infelizmente, não vá descansar. Alguma dúvida de que espécie de animal Trump faz parte? Mais de 1 milhão de pessoas já foram às ruas protestar contra o seu governo, e mesmo o Congresso americano já mostra descontentamento com as medidas adotadas. Três presidentes americanos já sofreram processo de impeachment, um renunciou antes, Richard Nixon; e para outros dois, Andrew Johnson e Bill Clinton, os processos não deram em nada. Pelo jeito os yankees, em matéria de impedimentos de presidentes, ainda engatinham. Portanto, se precisarem de uma mãozinha, know-how, temos de sobra.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

TIROS A ESMO

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua atirando a esmo para todos os lados do mundo. Deve ficar muito atento para uma bala dessas não vir a chicotear e atingi-lo em cheio. Não é difícil, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

DECRETO TRUMP

Li na integra o decreto de proteção contra a entrada de terroristas e não há nada lá do que tem sido divulgado pela imprensa criando dificuldades adicionais para obtenção do visto americano, inclusive no meu jornal “O Estado de S. Paulo”. Sugiro a leitura no link da embaixada e consulados dos EUA inclusive a declaração do presidente que é muito esclarecedora: “Os Estados Unidos da América são uma orgulhosa nação de imigrantes e continuaremos mostrando compaixão para com aqueles que fogem da opressão, mas faremos isso ao mesmo tempo em que protegemos nossos próprios cidadãos e nossas fronteiras. Os EUA sempre foram uma terra dos livres e lar dos valentes. Vamos mantê-los livres e seguros, como a imprensa sabe, mas se recusa a dizer. Minha política é semelhante à que o presidente Obama adotou em 2011 quando proibiu vistos para refugiados do Iraque por seis meses. Os sete países mencionados no Decreto do Executivo são os mesmos países anteriormente identificados pela administração Obama como fontes de terror. Para ser claro, não se trata de banir os muçulmanos, como a mídia está falsamente relatando. Isto não é sobre religião– é sobre terrorismo e sobre a proteção do nosso país. Em todo o mundo existem mais de 40 países diferentes de maioria muçulmana que não estão afetados por esta ordem. Vamos voltar a emitir vistos para todos os países assim que tivermos certeza de que revisamos e implementamos políticas mais seguras nos próximos 90 dias. Tenho imensa consideração pelas pessoas envolvidas nessa horrível crise humanitária na Síria. Minha prioridade máxima será sempre proteger e servir o nosso país, mas como Presidente vou encontrar formas de ajudar todos aqueles que estão sofrendo”. (https://br.usembassy.gov/pt/declaracao-presidente-donald-j-trump-sobre-o-recente-decreto-executivo-de-vistoria-reforcada/)

Rubens de Camargo Vidigal Filho rubens@dbd.com.br

São Paulo

 

O QUE TRUMP NÃO SABE

Pato Donald Trump e seu assecla Mickey Mouse Pence caminham célebres para fazerem parte da galeria dos piores presidentes e vices dos EUA, ombreando-se com George W. Bush, Andrew Johnson e James Buchanan. O ridículo apresentador de um dos mais imbecis reality shows da TV se elegeu com os votos dos caipiras desempregados do “rust belt”, o cinturão da ferrugem do Meio-Oeste, onde fábricas obsoletas fecharam as portas porque numa sociedade moderna de país desenvolvido elas são mesmo desnecessárias. Mas o homem da estranha cabeleira dourada não tem cultura nem inteligência para saber disso...

Paulo Sérgio P. Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

 

NÃO SURPREENDE

A par de gostar ou não de Trump, é bom que fique claro que ele está cumprindo exatamente o que prometeu na campanha, portanto nenhuma de suas medidas tomadas está surpreendendo, por exemplo, quem votou nele. O problema é que as pessoas, principalmente brasileiros, estão acostumadas a políticos que prometem uma coisa só para se elegerem e, quando assumem, fazem outra, completamente diferente, e fica tudo por isso mesmo. A grande maioria dos analistas políticos achava que ele não seria capaz ou não teria coragem de cumprir o que prometeu. Só que se enganaram e agora ficam tentando desqualificar medidas de um presidente que foi eleito democraticamente dentro do que prevê a Constituição americana.

Paulo Rinaldo F. Franco pfranco@terra.com.br

Rio de Janeiro

 

IMPEACHMENT

Defendo o impeachment de Donald Trump. Entretanto, tal cenário só será possível se houver uma convergência de sete fatores: 1) a pressão da imprensa contra as medidas do presidente; 2) a insatisfação da opinião pública e a existência de protestos nas ruas; 3) a vitória dos democratas por maioria absoluta nas eleições legislativas de 2018, tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado Federal; 4) a indicação de um promotor independente para investigar o presidente; 5) haver uma prova cabal para impeachment, acima de qualquer dúvida razoável; 6) Donald Trump resolver enfrentar o processo de impeachment até o fim; 7) defecção de votos republicanos para formar maioria qualificada contra o presidente no Senado Federal.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

MUNDO AGORA

Americanos saem. Chineses ou símiles assumem. Mundo não gosta dos novos tempos. Americanos reassumem com “pax americana” globalizada. Brasil se adapta com alguma vantagem, sempre. É a lei sociológica do “volvere e rivolvere”, eterna... Como canta o Príncipe Orloff na opereta “O Morcego”, de Strauss: “Chacan a son gout”.

Lourenco Julio C. Paolini advogadopaolini@gmail.com

São Paulo

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