Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2017 | 03h00

DONALD TRUMP

A primeira derrota

A ilustre presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, talvez tenha razão ao dizer que o século 21 é o século do protagonismo do Poder Judiciário. O talvez é porque temos um tempo enorme pela frente. Mas a razão é simples: a maioria absoluta das Constituições, cuja guarda é do Judiciário, não apresenta preceitos radicais de esquerda ou direita, mas equilíbrio democrático em livre economia de mercado, o qual é agredido pelos extremistas. Como no caso de Donald Trump, ao sofrer vergonhosa derrota judiciária em relação aos refugiados – pelo menos segundo a consciência do eminente juiz de um setor de Washington. É o destino dos desatinados de esquerda e de direita. 

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

GOVERNO TEMER

‘Coincidência’

No dia 30 de janeiro, uma segunda-feira, foi homologada a delação premiada de executivos da empreiteira Odebrecht. E Moreira Franco foi citado. Em seguida, o presidente Michel Temer nomeou-o ministro. Uma forma errada de tentar “proteger” seu amigo da Lava Jato. Agora que o “fora Temer” estava quieto, o presidente dá uma mancada dessa gravidade?! Presidente, preste atenção no serviço... 

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Credibilidade

O presidente Michel Temer parece não se importar com sua baixa popularidade, ao promover seu secretário a ministro e conceder-lhe foro privilegiado. Clara tentativa de proteger quem foi citado na Operação Lava Jato. Remeter ao caso Lula-Dilma é natural, já que coincidente. Todos torcemos para que o Brasil saia do atoleiro em que foi colocado. Credibilidade é um dos critérios fundamentais nesse processo. E com essa medida o presidente Temer joga por terra os esforços bem-sucedidos no tocante a manter uma base aliada coesa e majoritária. E agora, quem terá coragem de expor seu mandato, diante de um governo sem a confiança popular, nas votações polêmicas que se avizinham?

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Muito simplesmente

A oposição ao atual governo quer barrar o foro privilegiado do ministro, citado numerosas vezes nas delações da Lava Jato, tal qual a oposição ao governo anterior? Aproveitando essa comunhão de ideias, que tal eliminar de vez o foro privilegiado? O público pagante da esbórnia praticada por indivíduos nefastos, nada incomuns, apoiaria a decisão, não é mesmo? Será que existem parlamentares probos para levarem essa ideia adiante?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Foro privilegiado

Torna-se inadiável providência para acabar com esse privilégio tão criticado não somente pela sociedade, como também por ministros e ex-ministros do Supremo Tribunal. Os recentes casos de “blindagem” de políticos com o uso desse recurso injustamente desmerecem a nossa Suprema Corte, que por esse e outros motivos diversos tem os seus julgamentos retardados. 

FABIO DUARTE DE ARAUJO

fabionyube@visualbyte.com.br

São Paulo

FORÇAS ARMADAS

Confiança popular

Congratulações ao Estadão pela publicação do excelente artigo A Nação e seus militares (4/2, A2), do general Villas Bôas, comandante do Exército. O povo brasileiro conhece, apoia e estima o homem verde-oliva, confia nele, assim o demonstram os resultados das pesquisas. As reações contrárias vêm de setores minoritários, mas influentes, que reverberam interesses difusos, consubstanciados na doutrina gramscista, os quais sabem que as Forças Armadas são a grande barreira para a consecução dos seus objetivos. 

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

Pingos nos is

Estou orgulhoso de meu comandante, general Villas Bôas, pelo conciso artigo em que põe os pingos nos is sobre a realidade das nossas Forças Armadas.

ADRIANO JÚLIO DE BARROS V. DE AZEVEDO, Asp.a Of.R/2 do Exército Brasileiro 

adrianojbv@uol.com.br

São Paulo

Instabilidade social

O artigo do comandante do Exército Brasileiro, general Villas Bôas, exprime com certa precisão o grau de instabilidade em que vive a sociedade brasileira. Há razão nos seus argumentos, não somente pelos argumentos em si, mas, essencialmente, pela constatação de que temos governo e governantes sem credibilidade para estabelecer o pacto social. O País caminha a largos passos para o beco, aquele do poeta Manuel Bandeira, sem horizonte e sem “a glória”. A sociedade de bem precisa se manifestar e exigir a reforma política. Isto feito, as demais reformas virão com força e eficácia. A Nação (termo que anda desaparecido do vocabulário brasileiro) tem de se mobilizar e a melhor forma será sempre por meio do voto e da democracia.

CLAUDIO ANTELO

claudio@ahantelo.com.br

São Paulo

Filhas de militares

Não contesto, nem por um segundo, o valor imenso dos militares na proteção dos brasileiros, em qualquer situação. Mas não era muito legal o que faziam algumas filhas de militares, que não se casavam, mas viviam maritalmente, para não perderem a pensão, além de outros expedientes com o mesmo fim. Realmente cessou esse direito (criado durante a Guerra do Paraguai para as filhas solteiras cujos pais não voltassem da batalha)?

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

EXÉQUIAS

Comício político

Lula disse que sua esposa morreu triste com a maldade, leviandade e canalhice que fizeram com ela, referindo-se ao trabalho da Justiça. Imagino quão agoniada estava dona Marisa e sinto pelo sofrimento da família. Mas a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário devem continuar com a isenção e a seriedade até aqui demonstradas, em benefício de todos. 

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

Impressionante! Há petistas tão obcecados em não ver os erros do PT que agora estão culpando a imprensa e a Lava Jato pela morte de dona Marisa Letícia.

ROBERTO REIS

roberresp@uol.com.br

São Paulo

 

DEVO, NÃO NEGO, PAGO...

Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostra que 55,6% das famílias no País tinham algum tipo de dívida em janeiro (contas a pagar em cheque pré-datado, cartão de crédito, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro). Apesar da diminuição do índice, que estava em 61,6% há um ano, ainda é um número consideravelmente impressionante saber que mais da metade de cada família brasileira está devendo algum. Com a taxa de desemprego em alta e a renda em baixa, tudo indica que dias piores ainda virão, antes das nuvens negras dissiparam-se de nossas cabeças. Quem sobreviver verá.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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BNDES

Em vez de financiar empresas bilionárias com dinheiro público, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderia chamar as pequenas empresas que estão inadimplentes com os bancos, financiar essas dívidas a juros baixos para que essas empresas possam voltar a respirar e recuperar o crédito na praça, antes que quebrem de uma vez. Isso também ajudaria muito a alavancar a economia e os empregos.

João Carlos A. Melo jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

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FORÇA-TAREFA NOS BANCOS

Os maiores bancos privados do País, Itaú, Bradesco e Santander, criaram equipes para dar assistência a médias e grandes empresas antes que o pior aconteça: a quebra. Assim, a força-tarefa dos mencionados bancos proporciona assessoria às empresas de médio e de grande portes com a intenção de prevenir maus resultados que possam acarretar insolvência ou constante impontualidade nos pagamentos. Realmente, trata-se de providência salutar, porque auxilia um grande número de empresas e, ao mesmo tempo, os bancos resguardam o seu patrimônio. Com efeito, as crises geram sempre formas novas de procedimento.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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O DESAFIO DO CRESCIMENTO

Quero ver o presidente Michel Temer vencer com louvor batalhas de macroreformas. Minirreformas, como a trabalhista que está em análise, não faz jus a sua decantada fama de corajoso reformador.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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RANKING DO DESEMPREGO

Muito bem, senhores governantes anteriores e atuais do Brasil, que sempre se consideraram donos absolutos do País, para dessa forma fazer o que lhes vinha à cabeça e convinha, numa lista de 31 países desenvolvidos e emergentes ocupamos a sexta posição do maior índice de desemprego. Portanto, falta pouco para galgarmos o topo do ranking. Estamos no caminho certo, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PIOR DO QUE ESTÁ...

Esqueçam a crise política, a crise dos presídios e por aí afora. A mãe de todas elas é aquela do desemprego. Esta, sim, é o nosso real pesadelo. Só para dizer o mínimo!

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

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O ÓBVIO

O País está caminhando rapidamente para a desgraça, ou seja, o encontro com um destino extremo, doído e previsível. Corrupção desenfreada, aparelhamento do Estado, falência econômica, decadência ética e moral, corporativismo nas instituições, violência, desemprego, impunidade e, por fim, descrença, desesperança e convulsão social.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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PROTESTOS VIOLENTOS

Nos últimos dias tem havido protestos em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em razão da votação das medidas para equilibrar as contas do Estado do Rio. Os protestos têm sido violentos, o que não se justifica. Tem de protestar, sim. Mas ordeiramente. O povo tem de mostrar sua contrariedade. Está cansado de pagar a conta de desmandos, gestões fraudulentas, desvios de verba pública, corrupção, etc. Na Romênia houve uma megapasseata contra a corrupção no país, e um ministro renunciou por causa da corrupção. Algum ministro aqui renunciou por causa da corrupção? Não. Porque todos estão envolvidos, de uma maneira ou de outra. É o que tem de ser feito aqui. Passeata de protesto ordeiro. Em todo o País. Chega de apresentar a conta ao povo. Este país precisa ser passado a limpo.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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FORÇA DE TRABALHO

Dos aproximadamente 205 milhões de habitantes do Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa que, na sua última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, coletando números do quarto trimestre de 2016, 167 milhões de brasileiros estão em idade para trabalhar. Porém, como força de trabalho, há apenas um contingente de 102,604 milhões de pessoas, e 90,262 milhões de desocupados. Na diferença entre esses números infelizmente estão os 12,342 milhões de desempregados. Já os trabalhadores ocupados estão assim distribuídos: 34,005 milhões com carteira assinada no setor privado. Sem carteira assinada, outros 10,517 milhões. Mais 6,108 milhões de trabalhadores domésticos. Já o setor público, nas esferas federal, estadual e municipal, emprega 11,250 milhões de servidores. Entre os ocupados temos também 4,146 milhões de empregadores, e 22,129 milhões que trabalham por conta própria, por exemplo, taxistas, arquitetos, engenheiros, eletricistas, etc. E outros 2,107 milhões denominados de “trabalhador familiar auxiliar”. O que se espera com a quase certa retomada neste ano do crescimento do PIB é que no próximo mês de janeiro de 2018 números auspiciosos sejam divulgados pelo IBGE com relação ao mercado de trabalho, anunciando uma queda expressiva do desemprego no País. Vamos trabalhar para isso.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A TRISTE DESEDUCAÇÃO

Sobre a notícia publicada em 3/2/2017 no “Estadão” sob o título “Rede paulista tem piora em Matemática”, faço os seguintes comentários. Sabe-se que, quanto melhor a qualidade do capital humano de um país, maior é o seu índice de desenvolvimento econômico. Analisando o capital humano do Brasil, constituído pelos 200 milhões de indivíduos que o povoam, somos obrigados a concluir que a qualidade de nossa matéria-prima, do ponto de vista humano, é ruim, senão péssima. Daí o nosso subdesenvolvimento. O pior é que, nessa questão, o que se nota ao longo dos anos é que a qualidade piorou. Se olharmos os índices de avaliação do tipo Saresp, como o que serviu de base para a notícia mencionada e outros índices equivalentes, a impressão que se tem é de que os níveis de conhecimento e desenvolvimento estacionaram, quando não pioraram. Ocorre que tais índices educacionais procuram avaliar, normalmente e unicamente, o conhecimento de Matemática ou de Língua Portuguesa dos estudantes brasileiros. Mas qual avaliação é feita para determinar o índice de educação moral e cívica de nossos patrícios? Nenhuma. Na realidade, nesse quesito, só temos regredido. Ocorreu, ao longo das últimas décadas, um processo de deseducação iniciado quando se aboliu a matéria Educação Moral e Cívica (EMC) dos currículos escolares. Para reverter esse processo de deseducação, esta matéria teria de ser recolocada na grade curricular, ocupando o lugar de destaque como a matéria mais importante para avaliação dos alunos. As aulas de EMC teriam de ser diárias e seu aproveitamento, eliminatório. Para um aluno ser promovido, de um ano para o seguinte, a primeira exigência deveria ser aprovação em EMC. Sim, porque não adianta que nossos alunos sejam ótimos em Matemática e Língua Portuguesa se se comportarem como “bichos” no seu dia a dia, agredindo professores e colegas, sujando e depredando instalações escolares caríssimas e delinquindo de várias outras maneiras. É isso o que se vê todos os dias. As autoridades encarregadas da educação em nosso país deveriam estar atentas a isso. Mas parece que não estão.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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A REFORMA MAIS URGENTE

Em recente reunião com secretários de Segurança de todo o País, a ministra Cármen Lúcia nos fez saber que um estudante de ensino médio nos custa R$ 2.200 anuais, enquanto um preso, aquele que nada produz além de prejuízos e insegurança, “vale” bem mais: R$ 2.400 por mês ou R$ 28 mil por ano, sem contar os consertos e reformas que são feitos em presídios após revoltas e depredações. Que tipo de governo ainda permite tal discrepância num país arrasado por gestões fraudulentas e incompetentes em todos os níveis? Pensamos que, antes da reforma da Previdência e até da educação, há que fazer a reforma política, pois, enquanto durarem e governarem os que comprovadamente não têm aptidões a não ser para se apoderar do dinheiro público, nenhuma outra reforma surtirá o efeito desejado.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Qualquer mudança na Previdência tem de ser precedida por mudanças na Previdência dos políticos. Não é tolerável que um deputado ou vereador se aposente com salário integral e mais um monte de benefícios depois de poucos anos de trabalho, lembrando que estes senhores trabalham três dias por semana. Todos os políticos e demais funcionários públicos, como juízes, desembargadores, etc., têm de ser trazidos à condição de cidadãos brasileiros. Isso posto, poderão ser discutidas as tais mudanças na Previdência que irão afetar a vida de todos os cidadãos brasileiros.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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Realmente, a Previdência precisa de reformas, porém elas devem ser feitas sem prejudicar os aposentados e sem tentarem castrar direitos, por isso eu afirmo que a Previdência nunca foi, não é e jamais será deficitária. Vejamos alguns tópicos, quando houve a junção da Previdência com a seguridade, os aposentados já foram prejudicados, o certo, no entanto, é o governo arcar com suas obrigações e não desviar mais dinheiro da Previdência, acabar com a Desvinculação de Receitas da União (DRU), que esfola as finanças da entidade, cobrar sem exceção todos os devedores em curto prazo, pois muitos empregadores descontam dos funcionários e não fazem o recolhimento ao órgão, vide, por exemplo, os clubes que devem fortunas e querem décadas para pagar as dívidas – ora, se erraram, devem pagar pelos seus erros de imediato, e aqui é fácil de cobrar, basta bloquear as rendas dos jogos para pagar as dívidas, assim como grandes empresários são devedores. O governo deveria vir a público e mostrar as real situação da Previdência, apresentando claramente todos os lançamentos, inclusive quanto sai para a DRU, então veremos que o aposentado já pagou demais pelos desmandos governamentais e que não tem culpa de nada, muito pelo contrário, merece todos os louros pelos anos de labuta para o engrandecimento do País.

José Fernandez Rodriguez rodriguez1941@gmail.com

Santos

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Primeiramente, vamos às causas do “buraco” da Previdência: 1) Desvinculação das Receitas da União (DRU), que deixa de recolher o que deve para a Previdência; 2) aposentadorias milionárias; 3) aposentadoria para quem nunca contribuiu, como os agricultores. Chega? Sem uma auditoria profunda não se pode falar em reforma da Previdência. Seria mais um roubo. Eu contribuí mais de 35 anos pelo teto máximo e, juntamente com o meu empregador, recolhi mais de R$ 10 milhões, mas hoje recebo ínfimos R$ 4.900,00, quando deveria estar recebendo pelo menos o dobro.

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

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O governo federal divulgou com estardalhaço o déficit da Previdência privada em 2016, mas se calou sobre o déficit da Previdência pública, que abarca funcionalismo da União, Estados e municípios. Para menos de 1 milhão de aposentados públicos, superam o nosso – cidadão comum – com mais de 25 milhões de aposentados. O Brasil não estaria hoje nessa situação periclitante em que se encontra se leis que regem o funcionalismo fossem aprovadas por órgãos independentes. Como fazer um funcionário público – político também é – aprovar lei contra seus próprios interesses? Agora, que não há mais jeito e precisa fazer a reforma das Previdências na marra, ficou tarde, não é? O ônus, para variar, recairá nas costas de todos nós, brasileiros.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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As notícias sobre a mudança na Previdência causam na população forte tensão. Dizem que está faltando verba para pagar os funcionários públicos cariocas, gaúchos e mineiros, o governo de São Paulo apertando o pescoço do funcionalismo público, etc. Para que o governo resolva essa questão, é fácil, vamos recuperar os R$ 43 milhões doados à União Nacional dos Estudantes (UNE) – onde está este dinheiro e onde foi “aplicado”? – e não pagar salário acima de R$ 30 mil a quem serve ao governo (desembargadores, juízes, promotores, políticos). Fazer uma varredura e prender quem está usurpando dinheiro do Bolsa Família; dar dinheiro à família de presidiário desde que ele esteja sendo útil à sociedade e recolhendo os devidos impostos; suspender a Lei Rouanet até que o País seja digno dela; suspender todo e qualquer tipo de ajuda a qualquer instituição que prejudique e atrapalhe o País. Não é difícil, sr. presidente, é só fechar o ralo por onde sai o dinheiro público. Eu confio no “Brasil limpo”.

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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O governo federal poderia editar uma medida provisória no sentido de cobrar 1% na conta de luz e água, tanto da pessoa física quanto da jurídica (apenas no valor da energia e água consumidas), assim toda a população contribuiria para a formação do Fundo da Previdência sem ter de aumentar os tributos.

Luiz Irajá Nogueira de Sá cert@unisite.com.br

Tupã

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Estou tentando com vários analistas econômicos resolver uma dúvida que tenho, mas até agora não obtive resposta. Talvez este jornal possa me ajudar. O rombo da Previdência é de mais ou menos R$ 155 bilhões, daí minhas dúvidas: 1) neste valor está incluso o rombo da Previdência do setor público (Executivo, Legislativo, Judiciário, Militar) ou só a Previdência da população? 2) Qual o valor do rombo do setor governamental? 3) Quantos segurados e aposentados ela atende? 4) Qual o rombo da Previdência com o público? 5) Quantos segurados e aposentados ela atende? Talvez com esses dados possamos mostrar à população o que fazem os políticos legislando em causa própria, pois a aposentadoria máxima da população é de mais ou menos R$ 5 mil, e a do setor publico é bem maior (chegando muitas vezes a mais de R$ 25 mil ou mais). O público tem de se sujeitar ao atendimento do SUS, enquanto o governo dá hospital Sírio- Libanês aos seus beneficiários. Quando teremos uma igualdade? Quando será que não haverá mais a legislação em causa própria? Será que um dia a igualdade virá? Não acredito.

Laerte de Paiva Filho laertepaivaf@gmail.com

São Paulo

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PREVIDÊNCIA MILITAR

Há despesas colocadas na folha militar que nada têm que ver com a carreira militar. Algumas delas são as chamadas pensões especiais de ex-combatentes civis, equivalentes à pensão deixada por 2.º tenente. Outro ponto são as despesas anuais com os conscritos, do serviço militar obrigatório, não só na remuneração – que é muito baixa –, como também na questão do fardamento, alimentação e assistência médica. Temos, ainda, os chamados colégios militares, franqueados a filhos de civis e de onde a maioria não sai para academias militares. Por fim, existem as polpudas pensões pagas a anistiados militares. Por outro lado, em país algum do mundo se colocam no mesmo sistema previdenciário civis e militares. Não existe em qualquer país um sistema onde um coronel ganhe, por exemplo, R$ 18 mil, enquanto na ativa e ao se inativar passe para R$ 5 mil.

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

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VÁCUO EXTERIOR

O presidente Michel Temer precisa, rapidamente, aproveitar o mau momento que vivem os EUA, com as deploráveis atitudes de Donald Trump, para abrir o Brasil ao mundo, usufruindo do vácuo criado pelo caudilho americano. A ocasião é única para o País mostrar que está mudando para melhor, além de determinar a desoneração de impostos, taxas alfandegárias e extirpando a burocracia reinante. Temer, sem temer, saiba que a hora é agora!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo                                                            

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O CADE E OS COMBUSTÍVEIS

Mais uma do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade): “Compra da Ale pela Ipiranga pode elevar preços de combustíveis, diz Cade”. O que já aconteceu com bancos estará, agora, ocorrendo nas distribuidoras? O verdadeiro oligopólio formado pelos grandes bancos, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica, elevou para a estratosfera as taxas de serviço, juros, etc., e os serviços prestados deixam o correntista totalmente desassistido. Será que o mesmo vai ocorrer com os postos de combustíveis? Será que o papel do Cade é eliminar concorrências?

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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NADA MUDOU

Rodrigo Maia, Eunício Oliveira e Moreira Franco, presidente da Câmara dos Deputados, presidente do Senado e secretário-geral da Presidência, respectivamente. Todos citados nas delações da Odebrecht, na Operação Lava Jato. Como dizia meu velho, amado e saudoso pai: “Nada mudou, continuamos com os peixes vendidos e o dinheiro esparramado”.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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EU MESMO

Eunício Oliveira (PMDB-CE) é o novo nome de Renan Calheiros na presidência no Senado. Só falta o curso de ventríloquo.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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GOVERNÁVEL POR ESPASMOS

Decididamente, o Brasil é ingovernável. Ou melhor, é governável por espasmos. Impossível conduzir, com um mínimo de coerência, um País que exibe tamanho grau de promiscuidade entre os que exercem o poder executivo, os responsáveis pela elaboração das leis e os encarregados de fazê-las cumprir. Enquanto toda essa máquina trabalha, com engrenagens não sincronizadas, o povo perde o direito de ir e vir, não dispõe de um serviço de saúde pública digno, exceção feita exatamente a quem sempre o promete em campanhas eleitorais, e sua juventude cada vez mais emburrece por falta de qualidade na educação básica. Alguém já admitiu que, para fazer política bem-sucedida, é necessário sujar as mãos, o que, até certo ponto, é verdade, dadas as imperfeições da natureza humana. Mas por aqui as mãos parecem não mais ser suficientes. Tudo indica que, para harmonizar interesses de poder, é necessário forte elo corporativo entre os agentes, recebendo o interesse público, que deveria ser o propósito maior, uma pífia prioridade.

Paulo Roberto Gotaç  prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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O COMBATE À PICHAÇÃO

A cruzada do prefeito de São Paulo, João Dória Jr (PSDB), contra as pichações pode ser o começo de um movimento nacional. O rabiscar de paredes e muros tornou-se lazer. Gangues se formaram para transgredir poluindo o visual e causando prejuízos ao patrimônio público e privado. A prática virou disputa em que seus adeptos buscam deixar suas marcas em locais de difícil acesso, como o alto das construções, e chegam a perder a saúde ou até a vida em quedas inevitáveis. Pouco se tem feito para combater esse mal, pois até as faltas e crimes de maior potencial têm ficado impunes. Doria promete usar a polícia para conter o emporcalhamento da cidade. Antes disso, deveria promover campanhas de conscientização e alerta de que, se o problema continuar, haverá repressão. As pichações – a maioria grotesca – existem em praticamente todas as cidades brasileiras. Seria interessante que, entre as reformas propostas ao Brasil em crise, estivesse a conscientização da população e dos pichadores para que mudem a postura e, em vez de agredir a paisagem urbana, passem a preservá-la em favor da salubridade do ambiente em que vivemos.

Dirceu Cardoso Gonçalves  aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PICHAÇÃO É ARTE?

Passeando num sábado pelo centro de São Paulo, deparei-me, na Rua Major Sertório, com a empena cega de um edifício decorada com uma obra surrealista, cujo autor não identifiquei. No mesmo quarteirão e arredores, pichações de “altíssima qualidade artística” decoravam as fachadas com os tradicionais garranchos ininteligíveis, dando a impressão de total abandono e/ou desleixo dos infelizes responsáveis pela conservação dos imóveis. Enquanto o mural, pela sua temática, me fez parar, admirar e refletir, o lixo borrado nas outras paredes apenas repartia melancolia, desesperança e o vazio de conteúdo e talento dos pichadores, para alguns também artistas. Entendo a posição diplomática manifestada por Eduardo Kobra e Os Gêmeos, mas certamente eles sabem que a única semelhança entre as pichações e os seus trabalhos é o uso de tinta spray. Nada além disso.

Jorge Luiz de Andrade seugonca252@gmail.com

Jandira

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LIMPEZA

Além de punir os pichadores pegos em flagrante, nos termos da lei com penas previstas de prisão, multa e ressarcimento pelos prejuízos causados, o prefeito Doria deveria fazê-los limpar a sujeira feita. O valor profilático e pedagógico dessa medida seria considerável.

Paulo T. Sayão psayaoconsultoria@gmail.com

Cotia

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COM ‘CH’

Os pichadores que se dizem artistas, além de emporcalharem a cidade de São Paulo e outras espalhadas pelo País, deveriam escrever suas ideias com o Português correto. Pichação escreve-se com “ch”, e não com “x”. Pixé significa mau cheiro. Estes indivíduos deveriam se preocupar em estudar um pouco e não gastar o tempo com rabiscos ininteligíveis em paredes que não lhes pertencem. Se, entretanto, desejarem fazê-lo, que o façam em suas propriedades, em suas casas ou em propriedades cujo dono autorizar o mau feito.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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GESTÃO DORIA

Votei no prefeito João Doria por acha-lo uma pessoa moderna, inteligente e com bom senso. São Paulo estava precisando. São Paulo foi penalizada com uma série de prefeitos muito ruins. No último, eu votei (mea culpa), e nunca me arrependi tanto de um voto. Doria deve tomar cuidado com os corneteiros, os maus conselheiros, os alarmistas de plantão. Votei nele pensando que iria processar e exigir ressarcimento aos cofres públicos pelos desmandos de Fernando Haddad e Jilmar Tatto, este secretário visionário. Que retorne as velocidades máximas nas ruas e avenidas ao patamar anterior; acabe com os corredores de ônibus do lado direito; volte com os luminosos, nem que seja somente os indicativos; e acabe com estas estúpidas faixas de bicicletas, que trazem um transtorno imenso para o trânsito e para os comerciantes. Faixas por onde passarem menos de dez bicicletas por hora têm de ser apagadas.

Douglas Eden Ferrari douglas@itm.com.br

São Paulo

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NA FERIDA

Está de parabéns o prefeito de São Paulo, Joao Doria. Chegou e botou as mãos na ferida que seus antecessores nunca tiveram a coragem de enfrentar. São Paulo está indecente, com seus prédios pichados, ruas esburacadas, árvores caindo sobre a fiação, calçadas intransitáveis, lixo por todo lado onde se anda. É preciso combater esse vandalismo que tomou conta da maior cidade da América Latina. Diariamente o prefeito faz aparições mostrando seu trabalho na nossa cidade, e mais, mostra que grande parte de suas ações não têm custo devido às parcerias que consegue com a iniciativa privada. Assim, o prefeito vem dando satisfações de sua gestão. Faz e mostra. Pela primeira vez será fácil reeleger alguém que faz o seu discurso virar prática.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ÓPERA BUFA

Doria está promovendo uma ridícula ópera bufa ao se travestir de vários personagens, na vã tentativa de lançar uma “cortina de fumaça” sobre sua inépcia para comandar a maior cidade da América Latina. Lastimáveis são a repercussão que a mídia está dando a este comportamento esquizofrênico e os orgasmos múltiplos que ele provoca nos seus alienados admiradores.

Francisco Nascimento Xavier franciscoxavier1000@gmail.com

São Paulo

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DORIA 2018

O prefeito João Doria tem dito desde o início de sua campanha à prefeitura que pretende ser prefeito por quatro anos e, após seu mandato, retirar-se da vida pública, não se candidatando a nenhum cargo eletivo. No entanto, sua imagem vem sendo trabalhada com tamanha intensidade, profissionalismo e maestria que evidentemente não dá para acreditar que ele não será candidato em 2018. Só a Lava Jato decidirá se ele será candidato a governador ou a presidente.

Oscar Thompson OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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